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sábado, 30 de novembro de 2019

'Demorou apenas 42 anos': U2 impressiona em show histórico em Singapura


Quatro décadas e muitos marcos, e o U2 escreveu um novo e emocionante capítulo inesquecível em sua história com um primeiro concerto no sudeste asiático.



A 'The Joshua Tree Tour 2019' finalmente chegou a Singapura; e do início ao fim, o célebre quarteto foi magia para uma multidão de 50.000 hipnotizada, quase incrédula, no Estádio Nacional.
Mesmo com a turnê acontecendo há semanas e os setlists amplamente divulgados, houve uma emoção pura quando a bateria de Larry Mullen trovejou a introdução de "Sunday Bloody Sunday".
Assim como em 'Rattle And Hum', Bono cantou um trecho de "Gloria" de Van Morrison em "Exit".
Bono esteve envolvido desde o início, interagindo de maneira divertida com a multidão - plenamente consciente da natureza histórica da ocasião.



"Obrigado por sua paciência", disse ele ao público que lotou o local. "Levamos apenas 42 anos para chegar".
Na verdade, foram 43 anos.
O público cantou, dançou e na maioria das vezes, mantiveram seus telefones abaixados e brindaram o momento.
Bono chamou Singapura de uma "cidade sci-fi da tolerância" antes lançamento no hino "One".
O indonésio Said Rizky, 42 anos, viajou de Jacarta com um grupo de 20 pessoas apenas para o show.
O empresário gastou U $ 800 em dois ingressos adquiridos por terceiros para sua esposa e para ele próprio, depois de perder a compra de ingressos para o show quando eles foram colocados à venda. Os ingressos originalmente custam cerca de US$ 190 cada.
"Valeu a pena. Esperei mais de 30 anos por isso".



Dos sites CNA Lifestyle - Straits Times

Versão editada de 'Experience Live In Berlin' do U2 foi exibida na TV do Japão


No NHK BS Premium do Japão foi ao ar a edição de 75 minutos para a TV de 'Experience Live In Berlin' do U2, que tem um lançamento planejado em DVD / Blu Ray para 2020.
A direção é de Matt Askem, da Serpent Productions.


A versão editada para a TV de 75 minutos começou já na parte 'eXPERIENCE', trazendo as canções:

Elevation
Vertigo
Even Better Than The Real Thing
Acrobat
You're The Best Thing About Me
Summer Of Love
Pride (In The Name Of Love)
Get Out Of Your Own Way
New Years Day
City Of Blinding Lights
One
Love Is Bigger Than Anything In It's Way
13 (There Is A Light)

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

"I Will Follow", a gravação mais elogiada pelos músicos que participaram do projeto 'Jam 80'


De um encontro informal, no Morro da Urca, entre amigos da mesma geração, surgiu um álbum histórico e cheio de clássicos do rock tocados da maneira mais crua possível. Gravado no final de 1997, com a produção de Tom Capone e Dado Villa Lobos, o 'Jam 80' é o destaque de uma edição de abril deste ano do podcast 'Um Pouco Mais de Rock'.
Em novembro de 1997, Dado Villa Lobos recebeu um convite para tocar na festa de encerramento do Skol Rock no Morro da Urca. O guitarrista da Legião estava sem banda naquela época, mas aceitou o convite e mais do que depressa reuniu uma turma da pesada. Subiram ao palco Herbert Vianna, Bi Ribeiro, João Barone, Dinho Ouro-Preto, Philipe Seabra e Jander (Plebe Rude), Toni Platão, Fausto Fawcett e seu guitarrista Carlos Laufer, Fred Nascimento e o músico e produtor Tom Capone, que rapidamente teve a ideia de registrar esse encontro em disco.
As sessões de gravação rolaram no AR Estúdio praticamente sem overdubs e com a participação de mais alguns convidados. Evandro Mesquita, Philipe Seabra, Nasi e Roger Moreira também contribuíram colocando suas vozes. O disco só seria lançado em 1999 pelo selo Rock It de Dado Villa-Lobos e encartado na edição de Abril, do mesmo ano, da revista Show Bizz. Mas essa não seria a única versão.
Em 2001 a Sony Music soltaria uma edição do mesmo álbum com algumas alterações. Estampando outra capa e com o título de 'Combate Rock', o disco trazia praticamente as mesmas versões em ordens diferentes. As mudanças estavam nas músicas "Até Quando Esperar", agora com a voz de Nasi e não do Ameba, "Pop Star", que na primeira edição trazia o take com a voz de Alvin L., nessa versão era cantada por Evandro Mesquita. Também contava com uma versão para o clássico "China Girl", com os improvisos de Fausto Fawcett, Phelipe Seabra cantando "Lost In The Supermarket" do Clash e a participação de Redson, vocalista do Cólera, em "Pressão Social".
A última versão foi lançada em 2005, pela gravadora EMI com outra capa e o título 'Combat Rock Jam Session'. Esta edição traz apenas uma faixa inédita, "I Will Follow", música do U2 que foi gravada por Dinho Ouro-Preto e não saiu nas versões anteriores por problemas com os direitos autorais. Essa aliás, foi a música mais elogiada pelos músicos que participaram do projeto.



Gravar essas canções deve ter sido uma grande diversão, do começo ao fim. No final dos anos 90 o mercado musical já começava a mostrar uma certa fragilidade e a maioria dos músicos envolvidos estavam buscando novos rumos para suas carreiras. Foi nessa época que Dinho Ouro-Preto reformulou o Capital Inicial e Alvin L. foi justamente o compositor responsável por grandes sucessos da nova fase da banda. Tom Capone, que já era um produtor reconhecido, ainda seria responsável pela produção de discos de muito sucesso até seu falecimento em 1994.

Pessoas que não conheciam os shows da 'The Joshua Tree Tour 2019' foram reclamar da configuração após a apresentação em Sydney


O Yahoo News Australia escreve que pessoas irritadas exigiram seu dinheiro de volta depois de fazerem fila na chuva na frente do local que o U2 tocou em Sydney pela 'The Joshua Tree Tour 2019'.


E também porque os assentos estavam tão longe do palco que não conseguiam ver a banda.
Estas pessoas desconheciam o show do U2 desta turnê, onde eles tocam o início do show como em seus primeiros anos, sem o reforço da tela de vídeo.
O estádio que o U2 tocou foi feito para partidas de cricket, e um concerto precisa ser adaptado para o local.


Vários foram às redes sociais reclamar após o primeiro show, falando aos organizadores sobre o que eles achavam ter sido um evento mal coordenado.
Alguns fãs reportaram que fizeram fila às 08:00 na frente do Sydney Cricket Ground (SCG) no show da sexta feira, mas a fila do lado de fora ainda tinha cerca de um quilômetro quando Noel Gallagher começou a tocar às 18:30.
"Está fora de controle - uma fila de 800 metros às 20h para entrar no GA", escreveu uma pessoa no Twitter.
"Completa confusão para o show do U2 - não deveriam sediar grandes concertos quando vocês não tem organização", uma pessoa escreveu para a conta do Sydney Cricket Ground.
Se não fosse a chuva, as pessoas que ainda estavam do lado de fora teriam perdido o show de abertura, que começou meia hora atrasado por causa do clima.
Os problemas continuaram dentro do local, com alguns frustrados com o layout, enormes filas de comida e bebida e uma grande tela de vídeo atrás da banda não sendo ligada em parte do show.


"O show começou agora e os assentos são uma porcaria. Obrigado por isso", uma pessoa twittou.
Outro compartilhou uma foto tirada à partir do assento, mostrando a tela desligada, pedindo ao Sydney Cricket Ground (SCG) para ligá-la.
A organização respondeu dizendo que a tela seria ligada à partir da quarta música, no entanto, outra pessoa respondeu alegando que o concerto havia passado da música quatro.
"Paguei mais de $ 250 por um ingresso e nem vejo a banda - a pior organização de todos os tempos!", eles escreveram.
"Liguem o telão. Nem todos as pessoas estão na frente deles na pista".
"O som é ruim aqui, tem eco, delay. Não há uma conexão entre banda e público".
"Cenário revoltante e sem tela", acrescentou outra pessoa.
"Arranjo dos assentos e set up do show revoltantes - dinheiro de volta", disse outra pessoa.
"Havia uma fila enorme para entrar, não havia comida ou bebida suficiente para as pessoas, e também com uma fila enorme. Ninguém consegue encontrar banheiros" - disse outra pessoa.
"Isso lembra aqueles velhos clipes em preto e branco daquelas pessoas desesperadas na fila para entrar em Nova York no século XIX".
Muitos pagaram até $530 por um ingresso - mas ficaram frustrados que não podiam ver a banda. Muitos expressaram sua decepção por não mostrar Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr, mas uma série de projeções,
Durante o show, as cenas da apresentação apareceriam ocasionalmente na tela grande, mas para muitos fãs não era o suficiente.
"Seria ótimo ver imagens de vocês se apresentando em vez de assistir a backdrops aleatórios. Onde está a câmera na tela?", disse uma espectadora desapontada.
No entanto, muitos outros não tinham nada além de coisas positivas a dizer sobre a noite, com alguns dizendo que era o SCG que tinha algumas explicações a fazer.
"O U2 foi fenomenal! O local foi completa desorganização", escreveu um deles.
"O U2 no SCG é de foder, uma banda tão grande quanto essa precisava de uma organização melhor", concordou outro.
Apesar das reclamações de alguns, a grande maioria dos participantes nas mídias sociais relatou uma experiência fantástica.
A banda foi elogiada por sua poderosa performance, a homenagem ao falecido vocalista do INXS Michael Hutchence e a apresentação sobre mulheres ao longo da história.
"Nenhuma palavra pode fazer justiça a isso. Estou impressionado com esta noite. U2 foi além, uma noite cheia de paixão. A banda entendeu. Esta noite foi para Hutch. Lendário", escreveu um fã.
Os organizadores não permitiram nenhuma fila antes das 8:00 para a pista, e os primeiros 500 da fila recebereram uma pulseira numerada.
As pulseiras significavam que podiam sair a qualquer momento e manter seu lugar na fila.

Fundador da Paytm da Índia conta como ouvir U2 o ajudou a aprender o inglês


Paytm é uma empresa indiana de sistema de pagamento de comércio eletrônico e empresa de tecnologia financeira, sediada em Noida, Índia.
A música sempre foi o refúgio do fundador da Paytm, Vijay Shekhar Sharma, e em ´seu diário ele mencionou como ouvir artistas como U2 o ajudou a superar a barreira do inglês em Délhi.
"Bono cantando "Eu quero correr / Eu quero me esconder / Eu quero rasgar as paredes que me seguram dentro", as palavras ainda ressoam. Nelas, encontrei o mais improvável dos professores. Comecei a aprender inglês em um esforço para entender as músicas. Eu aprenderia as letras, tocando-as na minha cabeça em um loop", escreveu Sharma.
Sharma mencionou várias vezes que "Where The Streets Have Name" é sua música favorita, de acordo com várias entrevistas. "De certa forma, essa é a história da minha vida ... obviamente, cabeça cheia de sonhos", disse Sharma a uma revista da Índia em 2017.
Outra canção do U2, "Elevation", ajudou Sharma a estabelecer uma conexão instantânea com Ravi Adusumalli, um dos primeiros investidores da One97.
"A primeira pergunta que Ravi Adusumalli, diretor da SAIF Capital India, me perguntou quando entrou no meu escritório foi sobre o pôster de Bono. Tinha a letra da música "Elevation" ... "Você me faz sentir que posso voar tão alto". Ravi também era fã de Bono. Nós imediatamente nos demos bem. Nós dois éramos apaixonados por música e gostávamos das mesmas coisas", escreveu Sharma em uma entrada do diário de 2016.

Bono e The Edge falam da negatividade que se amplifica tão fortemente nas mídias sociais


Bono e The Edge, antes do início da 'The Joshua Tree Tour 2019', deram uma entrevista para a NDTV, com sede na Índia, na qual discutiram uma ampla variedade de tópicos.
Em um momento, falaram detalhadamente sobre a adaptação à era da mídia social, comparando comentários negativos em postagens com 'grafites sujos'.
O entrevistador perguntou: "Muitas coisas mudaram ao longo dos anos. Os discos se tornaram fitas e agora tudo é digital. Selfies são os novos autógrafos, todos vocês se adaptaram bem durante essa mudança? Eu já vi vocês se divertindo nas mídias sociais e em outros lugares".

The Edge: Eu acho que todo o mundo digital ainda está se formando e há riscos. Eu acho que vai demorar alguns anos para que se estabeleça, mas deu vazão a muitos sentimentos negativos que acredito e acho que o aspecto negativo das mídias sociais são os eventos comunitários. Concertos, a reunião de pessoas, esfregando os ombros com pessoas muito diferentes.

Bono: Bem, você gosta do Instagram.

The Edge: Sim, mas também estou ciente da negatividade que se amplifica tão fortemente nas mídias sociais. É profundo, mas acho que - e odeio dizer - é quase um tipo de sistema sadomasoquista em que as pessoas estão desabafando. Elas têm raiva e desapontamento, estão apenas vomitando na internet.

Bono: A blogosfera pode afastá-lo da democracia. Na Irlanda, eu não conheço a Índia, mas certamente na América e na Europa eles costumavam estar em banheiros e residências; você encontraria todo esse grafite e alguns seriam muito desagradáveis, quero dizer, muito desagradáveis. Se você vai a esses banheiros agora, não está lá. Agora está tudo online.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Lyric Video: "Ahimsa"


"Ahimsa" é o título de uma nova canção do U2 em parceria com o compositor indiano Ar Rahman, e o Lyric Video foi disponibilizado, com arte provavelmente feita por Bono, assim como a capa do single digital.



Briga com mais de dez pessoas aconteceu no meio do público da pista na apresentação do U2 em Perth pela 'The Joshua Tree Tour 2019'


Uma grande briga aconteceu no meio do público da pista na apresentação do U2 em Perth pela 'The Joshua Tree Tour 2019', com socos para todos os lados.
O U2 tocava "Beautiful Day", quando mais de 10 homens trocavam golpes no Optus Stadium.
Um homem de 47 anos foi derrubado inconsciente após um soco. Uma testemunha disse que a vítima ficou no chão por cerca de 30 minutos após levar um soco no rosto, estando deitada ainda imóvel após o final da apresentação, com o público deixando o local.
Celulares registraram a selvageria, com espectadores assustados mantendo distância enquanto assistiam a briga violenta.



Pessoas descreveram o incidente no show final na Austrália, como "embaraçoso".
Uma testemunha relatou: "Era soco para todos os lados. O rapaz ficou caído por 30 minutos até os paramédicos chegarem. Havia muitas crianças lá, além de famílias. Eles não precisam ver coisas assim. Não havia necessidade disso".
"Os seguranças tiraram as pessoas ao redor, e o rapaz não estava se mexendo. Ficaram atendendo ele o U2 ainda estava tocando. O show terminou e ele continuou lá".
A vítima foi levada ao Royal Perth Hospital com pequenos cortes e suspeita de ferimentos na cabeça.
Ele recebeu alta na manhã seguinte.
"A imagem do incidente é chocante e é sorte que não tenha resultado em ferimentos mais graves", disse o porta-voz da VenuesWest.
"A VenuesWest foi informada pela administração do estádio que, logo após o incidente, a equipe de segurança do evento e a polícia compareceram ao local, e uma pessoa do sexo masculino foi atendida por paramédicos".

U2 e Shalom: A Verdade


Em novembro de 1982, Bono, The Edge e Larry Mullen anunciaram ao empresário do U2, Paul McGuinness, que não queriam fazer uma turnê em apoio ao segundo LP do U2, 'October', porque o mundo do rock estava em desacordo com o seu cristianismo.
Na época a banda realizou uma apresentação no festival cristão, Greenbelt. Eles tocaram sem aviso prévio, emprestando equipamentos e instrumentos, depois de acreditarem que Deus havia dito a eles para irem tocar lá.
Bono contou a verdade em 1989:

"Estávamos sendo puxados em duas direções diferentes. Muito disso foi baseado na ideia do ego. Estávamos lendo muito Watchman Nee, um místico cristão chinês. Sua ideia era: "A menos que a semente morra e seja esmagada na terra, ela não pode dar frutos".
O rock 'n' roll tinha essa ideia: "Sou eu!" Você sabe, "Olhe para mim, porque estou olhando para você, filho da puta!" Tipo, "Saia do meu caminho, estou procurando ser o número um, I Can't Get No Satisfaction". A atitude de Watchman Nee em relação a isso seria: "E daí? O que há de tão importante em você, afinal?"
Então era como se estivéssemos sendo divididos em dois. Sentimos uma pressão quase subconsciente sendo aplicada a nós por muitas pessoas que admiramos dentro daquela comunidade espiritual em que estávamos, dentro e fora. No final, eu percebi que era besteira, que o que essas pessoas estavam chegando próximo com essa ideia era da negação, em vez de rendição voluntária. Era a negação, que é o vizinho da auto-flagelação, e aquela péssima ideia de que "através da dor é o ganho". Sim, existe dor. Sim, você pode ganhar com isso. Mas você não entra no carro procurando um engarrafamento".

Larry foi o primeiro a deixar a comunidade Shalom, que ele comparou a uma seita tipo Moonie. Bono o seguiu, mas The Edge estava prestes a deixar o U2 por causa de uma profecia que uma mulher da comunidade acreditava, dizendo que eles haviam transformado sua música em um ídolo e que tinham que escolher quem seguir.
Bono convenceu The Edge a permanecer na banda, argumentando que se Deus havia lhes dado um dom, eles deveriam usá-lo. Sua falta de comprometimento na comunidade coincidiu com uma virada no movimento, que se tornou ainda mais controlador a partir da década de 1980. O pastor seguiu as ideias de Watchman Nee sobre autoridade espiritual, segundo as quais não seguir a orientação dos líderes da comunidade era uma rebelião contra a vontade de Deus. Foi isso que levou Larry a comparar Shalom aos Moonies.
O coreano Sun-Myung Moon foi o fundador da seita Unificação pela Paz Mundial.
Moon, que se autoproclamava 'messias' diante de seus seguidores, assegurava que o próprio Jesus Cristo teria lhe pedido para completar o trabalho evangelizador que Deus tinha encomendado e que não pôde finalizar ao ser crucificado. Os moonies, como ficaram conhecidos seus discípulos, foram destaque na mídia mundial principalmente por causa dos casamentos em massa que costumavam promover, nos quais milhares de pessoas que não se conheciam se casavam. Esse tipo de cerimônia fomentou críticas por parte daqueles que asseguravam que o movimento tentava subjugar a vontade de seus fiéis, já que frequentemente era o próprio Moon quem escolhia os futuros cônjuges.

A morte de Greg Carroll: algo trágico, completamente fora do controle do U2


À partir do momento que chegaram à Nova Zelândia para a 'The Joshua Tree Tour 2019', os integrantes do U2 demonstraram que o kiwi Greg Carroll nunca esteve longe de seus pensamentos.
Roadie do U2 e assistente pessoal de Bono, o gentil maori faleceu quando a banda trabalhava em 'The Joshua Tree', em uma acidente de moto contra um carro com os faróis apagados.
A morte de Greg afetou as gravações do álbum - sendo confrontados com algo trágico, completamente fora do controle da banda.
Adam Clayton em entrevista na época: "Para mim, inspirou a consciência de que há coisas mais importantes do que o rock'n'roll. Sua família, seus amigos e, de fato, os outros membros da banda - você não sabe quanto tempo tem com eles. Prefiro ir para casa mais cedo do que ficar acordado a noite toda mixando uma faixa. Por um longo tempo, negamos essas coisas simples que lhe dão prazer, para manter a banda funcionando. Visitar seus irmãos, irmãs, esposas, filhos".
Bono: "Eu sinto o mesmo. A ênfase entre a família e os amigos, quando você tem um disco número um e é uma banda grande, é o quanto você tem e eu não estou falando sobre dinheiro. Não quanto você perdeu. A sensação de perda chegou em casa ao perder Greg Carroll. Mas a sensação de perda continuou - eu sinto isso agora, tendo gravado e não visto amigos e familiares nos últimos três meses e agora, não sendo capaz de vê-los novamente por causa da turnê e assim por diante. Porque o U2 trabalha em tudo. Como Larry está trabalhando duro no merchandising, certificando-se de que as camisetas - e isso pode parecer insignificante - sejam feitas de algodão e a um preço acessível. Então, nós estamos sentados vendo todas essas coisas. Pela primeira vez, estou começando a enxergar o valor de ser irresponsável, de não dar a mínima. Porque dar uma merda custa muito. Isso é serio.
Para fazer justiça a Greg, você não pode falar sobre ele como nos sentimos. Nós o conhecemos em Auckland e há cinco ilhas vulcânicas que compõem Auckland e a mais alta é One Tree Hill. E minha primeira noite na Nova Zelândia, Greg me levou para One Tree Hill. Ele trabalhou no cenário da música e da mídia e Paul McGuinness achou esse cara tão inteligente.
O funeral de Greg Carroll foi inacreditável. Ele foi enterrado em sua terra natal tribal como um maori, pelos chefes e anciãos. E houve uma vigília de três dias e três noites".

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

U2 apresenta prêmio no ARIA Music Awards 2019


ARIA Music Awards é uma premiação musical feita anualmente pela Australian Record Industry Association (ARIA).



A edição deste ano de 2019, transmitida pelo YouTube, foi um momento surreal para os The Teskey Brothers, da zona rural de Victoria, que receberam seu primeiro ARIA de Melhor Grupo sendo anunciados pelo U2, que apresentaram o prêmio ao vivo de Perth, onde estavam à espera de subir ao palco pela 'The Joshua Tree Tour 2019'.


Com uma gravação à partir do palco do local antes da abertura dos portões em Perth, Larry Mullen anunciou o prêmio e Adam anunciou o vencedor.
Eles falaram também sobre rever velhos amigos na viagem à Austrália e fazer novos.
Agradeceram Noel Gallagher e Edge mencionou que um desses novos amigos que eles conheceram no meio da noite em Melbourne se chama Eric e ele veio de pijama para avisá-los que estavam falando alto demais, e agradeceu por ele não ter chamado a polícia.

Pequeno Poema, Grande Banda De Rock: como o U2 ajudou um poeta Kiwi


O U2, escolhendo um de seus poemas para rolar na tela em seus shows na Nova Zelândia pela 'The Joshua Tree Tour 2019', tem sido uma ótima maneira de lançar um novo livro de poemas no mundo, diz a poeta de Auckland Heidi North.
O poema é "Praia de Piha, dois anos depois", que faz parte da nova coleção de Heidi 'Nós somos pequenos sob a luz'. O poema foi publicado originalmente online e o U2 usou o título original 'Piha Beach, Winter'.
Um porta-voz do U2 entrou em contato com a editora de Heidi, 'The Cuba Press', uma semana antes dos shows em Auckland, pedindo permissão para incluir o poema em uma seleção de trabalhos locais e do exterior que seriam exibidos durante o pré-show na tela de vídeo.



"Foi uma honra ser selecionado pelo U2 para fazer parte da celebração de escrita de Aotearoa", diz Heidi. "Eu não conseguia acreditar. Foi uma emoção completa ver meu poema em uma tela tão grande".
'Nós somos pequenos sob a luz' é sobre o fim de um casamento e os pequenos momentos que fazem parte de uma vida sob estresse, incluindo as descobertas inesperadas que podem trazer alegria. Uma delas é ver uma criança empinar uma pipa azul, que está no poema de Heidi, 'Piha Beach, Winter'.
O poeta pediu para suas filhas que desenhassem pequenos esboços nas páginas. "Elas estão muito animadas com o livro", diz Heidi. "Uma delas veio até mim outro dia e disse: "Este é o meu desenho que será famoso", que na época eu pensei que provavelmente estava superestimando o poder da poesia neste país. Embora agora eu esteja começando a ficar maravilhado".

Do site: www.scoop.co.nz

Como o U2 e a Live Nation ajudaram a arrecadar 10 mil dólares para a instituição Support Act, com participação de brasileiras


A promotora do U2, Live Nation Australasia, ajudou a arrecadar US$ 10.000 para a Support Act, a instituição de caridade da indústria da música que cuida de seus próprios quando eles são atingidos por motivos médicos ou financeiros.
O show do U2 em Melbourne no Marvel Stadium em 22 de novembro coincidiu com o Ausmusic T-Shirt Day para arrecadar dinheiro para a Support Act.
A Live Nation, uma apoiadora financeira de longa data dessa associação e do bem-estar da equipe de estrada, vinha mantendo discussões com a recém-formada associação para o bem-estar da equipe de estrada CrewCare.
O vice-presidente de produção e logística do promotor, Nik Tishler (e, aliás, o baixista original do You Am I), sugeriu fazer um leilão Roadie Por Um Dia.
O co-fundador da CrewCare Howard Freeman já estava trabalhando no programa da Marvel ajudando a coordenar, por isso era natural que ele estivesse orientando o vencedor do dia.
O U2 adorou a ideia, assim como o gerente de produção, Jake Berry, que deu ao vencedor maior acesso do que o previsto.
Berry e Freeman haviam trabalhado juntos em uma turnê dos Rolling Stones nos anos 90.
"Ele foi simplesmente fantástico", relata Freeman. "Jake é o decano dos gerentes de produção em todo o mundo, ele define o padrão. As ideias que ele apresentou no passado agora estão em uso padrão".
Por pura coincidência, a oferta vencedora de US$ 7.772 veio de uma cientista brasileira que trabalha no campo da saúde mental.
A empresa Sync Body-Brain Health, da Dra. Jana V. Pinto, que ela fundou e é CEO, está desenvolvendo um aplicativo para saúde mental.
A Live Nation e sua divisão Ticketmaster alcançaram a quantia de até US$ 10.000 ao sortear ingressos para o U2.
A Dra. Jana e sua amiga Flavia Montoni fizeram um tour completo pelo estádio, passando até por uma demonstração de como o teto que se abre, funcionava.


Elas foram então colocadas para trabalhar, montando a barreira que separa o público, carregando o neckline de Noel Gallagher, fazendo trabalhos subalternos no backstage, fcomendo com a equipe, subindo ao palco com Berry e acendendo as luzes da casa.
"Funcionou tão bem quanto se poderia esperar, dado o campo de interesse / pesquisa", diz Tishler. "Nós achamos que precisamos apenas levar essas boas ideias para o universo e ver qual retorno elas dão para nós".
Clive Miller, CEO da Support Act acrescenta: "Esta foi uma oportunidade incrível para alguém ver como é o backstage e testemunhar o incrível trabalho que a equipe faz para fazer acontecer um show ao vivo de estádio. O fato de Jana também ter conseguido se aprofundar um pouco mais e descobrir mais sobre alguns dos desafios de saúde mental que a equipe enfrenta foi um bônus inesperado".
"Estamos ansiosos para fazer parceria com ela, CrewCare e outros para desenvolver ferramentas e recursos específicos do setor que ajudarão a equipe a gerenciar melhor sua saúde e bem-estar geral".
Dra. Jana transmitiu uma mensagem: "Obrigado a todos por um dia tão maravilhoso. Todo mundo fez o máximo e foram além para garantir que tivéssemos um dia perfeito. A experiência foi reveladora. Tivemos a oportunidade de conversar com muitos membros da equipe e todos eles foram muito abertos sobre os desafios da saúde mental, compartilharam histórias de amigos que sofreram dificuldades. Estamos felizes pela Sync Body-Brain Health poder contribuir para o incrível trabalho que a Support Act faz. Esperamos continuar apoiando, personalizando e compartilhando nossas ferramentas e programas para promover a saúde mental de todos os que trabalham na indústria da música".


Como que por ironia do destino, há dez dias do show do U2, três membros da comunidade de produção morreram. Dois tiraram a vida, um morreu de causas naturais.
Coincidentemente, um trabalhou com a equipe de iluminação do U2 em sua última turnê. Outro que participou de uma grande turnê australiana morreu tão desamparadamente que o Support Act pagou por seu funeral.
No dia do show do U2, a Support Act concordou em assumir o custo de US $ 70 por semana em remédios para diabetes para um membro da tripulação em outro estado.
Freeman observa: "US$ 10.000 vindos de um show é um ótimo resultado. Roadie For A Day é uma iniciativa que podemos dar sequência quando outros grandes shows acontecerem. Podemos gerar receita continuamente para a Lei de Suporte, que é o motivo de toda a existência da CrewCare".
No verão, a CrewCare distribuirá 2.800 cartões para as equipes aconselhando-os sobre a existência da linha de apoio ao bem-estar da Lei de Suporte.
Toda empresa de caminhões e produção concordou em colocar pôsteres A3 em seus veículos com números de contato.
Uma série de fitas ao vivo gravadas pelas equipes dos consoles está sendo preparada para lançamento em seu próprio selo.
O evento Roady 4 Roadies, que neste ano arrecadou US $ 62.000, pode ser expandido para 13 cidades em 13 de abril.
"Trata-se de pessoas trabalhando juntas por uma boa causa", resume Freeman.

Do site: themusicnetwork.com

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Tradução: "Ahimsa"


"Ahimsa" é o título de uma nova canção do U2 em parceria com o compositor indiano Ar Rahman.

I'll meet you where the sky is torn.
I'll meet you in the air
I'll meet you before the world was born.
When we had not a care
This is an invitation
To a high location
From someone who wants to belong
This is a meditation
On your radio station
If you like it you can sing along

Ahimsa

I'll meet you where there is no weeping
Your tears are now a stream
I'll meet you where there is no sleeping
Where we wake up to dream.

This is an invitation
To a high location
From someone who wants to belong
This is a meditation
On your radio station
If you like it you can sing along.

Ahimsa

Encontrarei você onde o céu está dividido.
Encontrarei você no ar
Encontrarei você antes do mundo nascer.
Quando não tínhamos uma preocupação
Este é um convite
Para um lugar lá no alto
De alguém que quer fazer parte de algo
Isso é uma meditação
Na sua estação de rádio
Se você gosta, pode cantar junto

Ahimsa

Encontrarei você onde não há choro
Suas lágrimas agora são um fluxo
Encontrarei você onde não se adormece
Onde nós acordamos para sonhar.

Este é um convite
Para um lugar lá no alto
De alguém que quer fazer parte de algo
Isso é uma meditação
Na sua estação de rádio
Se você gosta, pode cantar junto.

Ahimsa

Linha da canção "Ahimsa" remete à frase vista em foto com The Edge de 2010 tirada por Julian Lennon


No ano de 1929, foi lançada uma revista musical com o título 'Wake Up And Dream', com letras e música de Cole Porter, e livro de John Hastings Turner.
No ano de 2010, foi inaugurada a primeira exposição de fotografias de Julian Lennon, filho de John Lennon, denominada 'Timeless'.
As fotos da exibição foram agrupadas em duas categorias: paisagens e retratos de celebridades amigas como Kate Hudson e os integrantes do U2, fotografados quando estavam compondo e gravando novas canções.
Julian contou que o integrantes do U2 procuraram ele, buscando um estúdio para finalizar algumas canções. Ele ofereceu sua casa no sul da França. "The Edge veio a mim e me disse: "Por favor, tire algumas fotos de nós", recorda Julian.
Nas gravações em estúdio, o U2 costuma utilizar um quadro de anotações, onde eles escrevem os títulos de trabalhos das canções.
Em uma das fotos de Julian, Edge apareceu de frente para um quadro de anotações, onde estava escrito aquele mesmo "Wake Up And Dream" de 1929, que se acreditava que poderia vir a ser o título de trabalho ou definitivo de uma nova canção do U2, para um próximo disco.
9 anos depois, "Ahimsa" é o título de uma nova canção do U2 em parceria com o compositor indiano Ar Rahman.
Na letra desta canção, uma linha é: "I'll meet you where there is no sleeping, where we wake up to dream" (Encontro você onde não se adormece, onde nós acordamos para sonhar).

Divulgados os primeiros números da 'The Joshua Tree Tour 2019'


Os quatro primeiros shows da 'The Joshua Tree Tour 2019' foram listados como Sold Out nos números divulgados pela Pollstar, e noticiado pelo site U2 Songs.
Em Auckland, Nova Zelândia, no início deste mês, o U2 tocou duas noites, para um público de 69.823 pessoas. A capacidade do local é listada como 34.911 no relatório, o que significa que os dois shows tiveram lotação esgotada. O U2 arrecadou US $ 7,3 milhões em dólares com esses dois shows.
Os dois primeiros shows na Austrália no início deste mês também estão listados como Sold Out. Em Brisbane, o U2 tocou para 45.609 pessoas e arrecadou US $ 5,0 milhões. Em Melbourne, o U2 tocou para 59.726 pessoas e arrecadou US $ 6,9 milhões em dólares.
Algumas semanas antes da turnê, a situação dos ingressos para o segundo show de Auckland era ruim. Fileiras inteiras de assentos não tinham sido vendidas. No entanto, quando o concerto estava próximo, uma campanha publicitária foi lançada em outdoors, letreiros eletrônicos, táxis e outros lugares, e parece ter ajudado.
Boas críticas ao primeiro show também ajudaram, e na manhã do segundo show apenas alguns assentos espalhados estavam disponíveis nestas seções que não tinham tido venda nenhuma até duas semanas antes.
Quando a Ticketmaster removeu o evento, não vendendo mais pela internet, apenas os ingressos para os seus club rooms estavam disponíveis naquele lado do local, e mesmo estes poderiam ser comprados no local até o show, por isso podem ter sido vendidos também.
A Pollstar avisa que nestes números "não contabilizam os ingressos de cortesia e os assentos bloqueados atrás do palco pela produção".
Em Brisbane, o U2 tocou para 45.609 pessoas este mês. Quando tocaram no mesmo estádio na turnê U2360°, tocaram para menos pessoas, com uma capacidade listada de 42.873 pessoas.
Da mesma forma em Melbourne, mais pessoas entraram no estádio desta vez, com 52.656 sendo a capacidade relatada em 2010 e 59.726 sendo a capacidade agora.
Desta vez eles tocaram para menos pessoas em geral em Melbourne, já que apenas um show estava agendado para Melbourne desta vez.
A capacidade em Auckland foi listada como maior para a turnê 360° do que para a turnê atual.

Bono e seu segurança particular agem rápido para manter um Mr Macphisto no palco em show em Sydney da 'The Joshua Tree Tour 2019'


No primeiro de dois shows do U2 no Sydney Cricket Ground pela 'The Joshua Tree Tour 2019', um Mr. Macphisto subiu ao palco em "Elevation", causando um susto considerável na equipe de segurança.
Os membros da equipe local correram para tirá-lo do palco e evitar qualquer tipo de ataque à Bono.
Mas Bono em diversos shows autoriza a subida de um fã no palco, e os seguranças locais não estavam familiarizados com isso.


O segurança particular do vocalista e ele próprio foram responsáveis por mediar e redirecionar a situação, e deixaram o fã participar do momento.
As redes sociais da banda publicaram um vídeo com o momento:

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Dave Mustaine do Megadeth: "No heavy metal, não é como se estivéssemos escrevendo músicas como o U2, onde tudo será avaliado por todo o mundo e você vive e morre pelas suas músicas"


No ano de 2014, o podcast 'Hangar 19' da Cutter of Envision Radio Networks realizou uma entrevista com Dave Mustaine, líder do Megadeth.
Sobre o processo de composição do álbum 'Super Collider', Mustaine disse:

"Às vezes, as bandas esperam muito tempo entre lançar álbuns. Nós nunca tivemos esse problema, porque existem tantas pessoas que, quando fazem um disco, descansam um pouco sobre os louros. E eu acho que é realmente ótimo se você fizer um grande disco, mas se você é um músico e você tem isso dentro de você, compartilhe, cara - compartilhe com o mundo.
No heavy metal, não é como se estivéssemos escrevendo músicas como o U2, onde tudo será avaliado por todo o mundo e você vive e morre pelas suas músicas. O heavy metal é mais divertido, eu acho, onde você pode ter seus amigos ouvindo música e jam, solo e coisas assim. Eu gosto mais de compor do que quando eu estava tocando covers quando eu era garoto fazendo músicas de rock. É uma mentalidade totalmente diferente".

Como o U2 se tornou o Artista Da Década com seus shows (e os segredos da 'The Joshua Tree Tour 2019') - Parte 2


Outra coisa que pode ser difícil de entender - uma banda fazendo uma turnê inteira sem suas músicas mais famosas.
O U2 queria dar um ano de folga ao 'The Joshua Tree' para os shows da 'eXPERIENCE + iNNOCENCE 2018', certamente a primeira desde o lançamento do álbum seminal. Isso significava que não haveria a introdução épica e o setup da outro de "Where The Streets Have No Name", nenhum singalong para "With Or Without You" e nenhum megafone de Bono ou guitarra slide "motor a jato" de The Edge para "Bullet The Blue Sky", entre outras coisas.
"E funcionou", diz Williams. "Houve muita, muita pouca crítica. Eles foram realmente aplaudidos por serem corajosos o suficiente para fazer isso. Já tivemos hits suficientes? Claro. Foi tão fantástico ouvir essas músicas novamente [na turnê atual], mas, para um show indoor, funcionou".
"Eles podem fazer qualquer coisa agora", acrescenta Williams. Eles podem tocar em locais menores e fazer novos materiais sem hits, podem fazer uma grande retrospectiva, podem fazer o que quiserem. Isso deve ser muito libertador para eles".
O esforço artístico de 'The Joshua Tree' exigia mais do que apenas aço e frete, com a árvore do deserto pintada na tela como uma lona para o show, que se concentra mais nas paisagens visuais e no vídeo do que em close-ups.
"Para a turnê de 2017, a Joshua Tree foi pintada na tela em prateado e dourado", diz Williams. "Como você pode imaginar, foi uma operação extremamente cara. Todos os pequenos shaders tinham que ser retirados individualmente e pintados e cada um tinha algo como 16 pequenos parafusos ou algo louco assim".
Para os shows atuais de 2019, a árvore foi representada por vídeo, pois não seria eficiente pintar a tela para um lote mais curto de shows no outro lado do mundo com materiais alugados. No entanto, quase tudo foi trazido da turnê de 2017, que mostra o compromisso da banda em entregar o mesmo show no mundo todo.


"O público do restante do mundo realmente aprecia isso", diz Williams. "Eles sabem quando estão recebendo um show improvisado e o fato de o U2 não ir a lugar algum sem a coisa toda é muito apreciado".
E, embora o espetáculo e o tamanho do U2 estejam claramente expostos por 10 anos como o maior artista de turnês do mundo, a arte é o que fez os fãs amarem a banda em primeiro lugar e continuarem a fazê-lo. Parte da tarefa é continuar com a expressão artística enquanto estão na estrada, o que Williams diz ter orgulho de contribuir na turnê iNNOCENCE, em particular.
"A grande satisfação que tive foi da narrativa 'Innocence + Experience'. Certamente, a narrativa sobre eles em Dublin, crescendo nos anos 70, quando o país realmente estava bastante atrasado, a maneira como o visual, a música e os artistas foram integrados, era diferente de qualquer outra coisa. Parecia que estávamos fazendo 'Tommy' ou 'The Wall' ou algo assim, começando com a história e construindo o show em torno dela", diz Williams. "A noção de tocar lateralmente na arena também foi outra inovação, pois abriu muitos assentos para o público".
Do lado dos negócios, certamente os ingressos para o U2 se vendem, mas, como o sucesso da banda aparentemente continua a crescer e novos locais ainda estão sendo encontrados, Fogel diz que há muito a considerar.
"Para mim, sempre há uma estratégia", diz Fogel, que permanece na estrada com o U2, o tanto quanto possível, enquanto produtor / promotor de muitas das maiores turnês do mundo. "Há uma estratégia no momento de planejar uma turnê e uma estratégia para planejar essa turnê e olhar para o futuro. É importante que, quando você definir os planos das turnês, pensar na próxima vez e em como tocar nos mercados, mas sem exageros".
Enquanto isso, a grande questão que ninguém pode ou responderá é se a banda, com os integrantes no final de seus 50 anos, poderia ser a maior banda da próxima década.
"Realmente não penso nisso nesses termos, e eles provavelmente também não. Simplesmente vai junto e o que acontece, acontece", diz Fogel. "O fato de serem os maiores da década é uma prova deles e é incrível. Claramente eles se estabeleceram como uma tremenda banda ao vivo e continuam tentando se superar".
Oseary ecoa: "Eles são o que são, estão sempre abrindo novos caminhos e abrindo possibilidades. Eles continuarão a fazer isso, com toda a energia colocada em cada detalhe, sempre com a ideia de explorar. Eles não têm medo. Esta é uma banda que não tem medo. "Vamos explorar e arriscar", e eu amo isso neles".
Williams, que diz ter participado oficialmente de mais de 1.000 shows no U2, acrescenta brincando: "Bono explicou. É como o sacerdócio - você pensa que pode sair, mas não pode. É muito mais intenso do que trabalhar com qualquer outro artista, mas em nenhum outro lugar você prefere estar".

Como o U2 se tornou o Artista Da Década com seus shows (e os segredos da 'The Joshua Tree Tour 2019') - Parte 1


Após o recorde de turnê 360° entre 2009 e 2011, que até muito recentemente reinou como a maior turnê de todos os tempos, com mais de US $735 milhões arrecadados, o U2 e sua equipe já estavam ansiosos, mas tinham uma tarefa enorme em mãos: descobrir o que fazer em seguida.
"No final da 360, tendo feito o melhor de sempre, eles disseram: 'não seria ótimo começar a próxima turnê sob uma única lâmpada?'", conta Willie Williams, designer de shows do U2 desde 1982. "De início, claro, isso foi parcialmente uma piada, mas nos deu uma espécie de talismã criativo, e essa lâmpada se tornou um símbolo de uma turnê e dessa história".
O momento "lâmpada" se tornou um ponto focal e uma metáfora para a iNNOCENCE + eXPERIENCE 2015.
A abertura íntima do show sob uma única lâmpada, especialmente após o intervalo de quatro anos desde a turnê 360°, demonstra a capacidade da banda de ser a maior do mundo e ainda assim despojada, enérgica e focada na música.
"Se você tirar toda a inovação, toda a grandeza, a espiritualidade do show é igualmente impressionante”, diz Guy Oseary, da Maverick, que começou a gerenciar a banda em 2013. "Você sente que foi à igreja, de alguma maneira, com a união e a alma da banda. A coisa sobre essa banda é que eles são tão poderosos com todas as máquinas e todas as inovações quanto com nada, apenas com as luzes acesas".
Canalizar essa energia e intimidade não é uma tarefa pequena, considerando o tamanho da banda e seu alcance, que os leva ao Sudeste Asiático e à Índia pela primeira vez em dezembro para terminar mais um ano em turnê com a 'The Joshua Tree Tour' comemorando o álbum seminal de 1987.
"É realmente emocionante finalmente chegarmos a alguns desses lugares", acrescenta Arthur Fogel, chefe da Live Nation Global Touring, cuja história com a banda remonta de ter agendado um show deles em sua cidade natal, Canadá, em 1982; e estar como produtor / promotor de turnês da banda desde a Popmart.
"É uma parte desafiadora do mundo para grandes shows acontecerem, mas acho que a capacidade de fazer esses territórios de forma mais eficiente e de dar sentido a isso realmente mudou nos últimos anos, por isso é ótimo ter a oportunidade de trazer esse show para aquelas partes do mundo".
Olhando para a década como um todo, o U2 é o único artista em turnê a eclipsar US $ 1 bilhão, de acordo com os registros do Boxoffice da Pollstar, com US $ 1,038 bilhão arrecadados e 9.300.500 ingressos vendidos em 255 shows (sem contar a série completa da 'The Joshua Tree 2019' que não terminou ainda), que Fogel diz que são mais outros 500.000 a 600.000 ingressos.
Olhando para os registros anuais do Top Tours no final do ano da Pollstar, o U2 ultrapassou o limite de US $ 300 milhões em 2017 com a 'The Joshua Tree Tour', com os únicos outros artistas a acompanhar esse feito sendo Ed Sheeran e Taylor Swift (ambos em 2018). O U2 também quebrou essa barreira em 2009, extremamente impressionante ao contar com a inflação.
Muita coisa aconteceu no mundo dos shows, com a fusão em 2010 da Ticketmaster e da Live Nation sendo talvez o ponto focal de um negócio cada vez mais consolidado. Os negócios de turnês de hoje veem as turnês globais com palcos maiores, luzes mais brilhantes e telas maiores - ou, no caso das turnês de 2017 e 2019 do U2 - as maiores.
"O verdadeiro avanço foi a capacidade de colocar todas as coisas acima da tela e na tela", diz Williams. "Ninguém realmente havia feito isso antes - você tinha torres para colocar o som e essa era a lei da selva".
A ideia surgiu do antigo gerente de produção do U2, Jake Berry, que criou o método com a StageCo - "embora todos estejamos felizes em receber o crédito por isso", acrescenta Williams, rindo.
"O resultado é que você obtém essa imagem de 60 metros de largura sem nada bloqueando a visão", diz Williams. "Quando você olha, quase não lhe ocorre isso. Você sabe que há algo muito especial e incrivelmente bonito no que está vendo. E, é claro, todo mundo faz isso agora", acrescenta Williams.
Outra coisa que mudou na década é o empresário da banda, que de 1978 a 2013 foi o lendário Paul McGuinness, com a mudança para o fundador da Maverick, Guy Oseary.
"Tenho sorte de fazer parte do que eles construíram ao longo de quatro décadas", diz Oseary, acrescentando que ele é "o cara novo" do bloco, juntando-se a membros de longa data e, em alguns casos, amigos de infância como a estilista da banda, Sharon Blankston, o designer de som Joe O'Herlihy e o amigo e consultor próximo de trabalho e músico Gavin Friday.
Oseary refere-se a McGuinness como "um dos maiores managers de todos os tempos", cuja base no U2 "facilita a vida, para entrar em algo tão bonito e poderoso. Todos pensamos nele o tempo todo: 'o que Paul faria?' Ficamos admirados com o que ele construiu com a banda e sou apenas um beneficiário de todo esse trabalho duro".
Oseary diz que seu tempo real com a banda começou como qualquer um, como fã, ouvindo em seu quarto quando adolescente e indo aos shows deles, que na época eram o maior espetáculo que ele já tinha visto. Mas, deixando de lado qualquer tendência modesta ou purista da música - a banda continua sendo um espetáculo: vendas de ingressos, dólares arrecadados, valor de produção e poder de superstars.
Os relatórios da Blockbuster Boxoffice na última década incluem US $ 32,8 milhões arrecadados em quatro shows de 2017 em São Paulo e outros US $ 32,3 milhões em 2011 em três shows, além de US $ 19,47 milhões arrecadados em oito shows no Madison Square Garden em 2015, US $ 15,8 milhões em seis shows no The O2 em Londres em 2015 e muitos outros números impressionantes.
Fogel diz que, durante seu tempo como promotor e produtor da banda, o U2 movimentou mais de 21 milhões de ingressos, número que equivale à população da Flórida, mais do que Nova York, e se aproxima da população total de países como Taiwan, Austrália e Sri Lanka.
A equipe de estrada totaliza centenas, e com frete a combinar, como cada "Garra" que exigiu 40 caminhões, o que significa 175-200 caminhões na estrada por vez. Williams admite que não mantém a contagem de muitas das especificações, mas lembra de algo que se destacou mesmo depois de mais de 1.000 shows com a banda.
"É um padrão de turnês que todos tenham uma etiqueta de bagagem. Elas estão numeradas e, é claro, funcionam como um indicador de quantas pessoas estão na turnê", diz Williams, rindo. "No final da 360°, eu definitivamente estava vendo etiquetas de bagagem de quatro centenas. Em 30 anos no ramo, nunca vi uma etiqueta de bagagem nos quatrocentos e poucos".


sábado, 23 de novembro de 2019

Problemas no violão de Edge e a estreia de "Desire" na 'The Joshua Tree Tour 2019'


O U2 realizou o segundo show no Sydney Cricket Ground pela 'The Joshua Tree Tour 2019'.
A novidade da noite foi a estreia de "Desire" ao final de 'The Joshua Tree'.



No começo da performance acústica de "You're The Best Thing About Me", o violão de Edge teve algum problema e Bono percebeu que teriam que interromper. Enquanto o guitarrista e o técnico Dallas Schoo resolviam, o vocalista contou histórias sobre seu pai Bob Hewson, meditando sobre o fato de não ter dito a seu pai que o amava o suficiente enquanto Bob estava vivo.
Edge então trocou o violão pela guitarra e retomaram a performance.



"Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" permaneceu no setlist após sua estréia na primeira noite. Antes da execução, Bono descreveu como recebeu e-mails e mensagens de amigos sobre o quanto significava para eles que o U2 tocou a música ontem no aniversário da morte de Michael Hutchence.
Em seguida, ele falou para Richard Lowenstein sobre seu filme 'Mystify' da vida de Michael Hutchence, descrevendo-o como um "grande presente" para os amigos de Hutchence e para aqueles que não o conheciam.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

U2 é a banda com maior bilheteria desta década


O U2 está no topo como a banda com maior bilheteria em turnês nesta década de 2010, segundo dados da Pollstar.
O U2 arrecadou mais de um bilhão de dólares - US $ 1.038.104.132, para ser exato - embora esse número provavelmente cresça, pois o grupo está atualmente com a 'The Joshua Tree Tour 2019' na Austrália, Nova Zelândia e Ásia.
A VenuesNow publicou uma lista dos locais de maior bilheteria da década, liderada pela O2 Arena em Londres com quase 15,6 milhões de ingressos contabilizados, seguida pelo Radio City Music Hall de Nova York, com 13,7 milhões.
"Na década anterior, a indústria de entretenimento ao vivo passou por um notável renascimento, emergindo dos baixos da 'grande queda' de 2009-2010 para alcançar níveis sem precedentes de sucesso nas bilheterias", disse Ray Waddell, presidente de mídia e conferências da Oak View Group. "Os artistas e locais representados aqui no Pollstar e no VenuesNow são uma prova do que funciona no entretenimento ao vivo, independentemente da década: dê aos fãs o que eles querem".

Touring Artists of the Decade

1 U2 – $1,038,104,132 gross

2 The Rolling Stones – $929,196,083 gross

3 Ed Sheeran – $922,361,663 gross

4 Taylor Swift – $899,627,048 gross

5 Beyoncé – $857,405,819 gross

6 Bon Jovi – $836,661,584 gross

7 Paul McCartney – $813,811,559 gross

8 Coldplay – $731,805,591 gross

9 Bruce Springsteen & The E Street Band – $729,789,815 gross

10 Roger Waters – $702,231,419 gross

Top-Grossing venues

1 The O2, London – 15,579,691 tickets sold

2 Radio City Music Hall, New York – 13,715,654 tickets sold

3 Auditorio Nacional, Mexico City – 13,257,170 tickets sold

4 Manchester Arena, England – 10,084,262 tickets sold

5 Madison Square Garden, New York – 9,615,706 tickets sold

6 MetLife Stadium, East Rutherford, N.J. – 8,015,609 tickets sold

7 Foro Sol, Mexico City – 7,258,783 tickets sold

8 Scotiabank Arena, Toronto – 6,490,847 tickets sold

9 Lanxess Arena, Cologne, Germany – 6,430,861 tickets sold

10 3Arena, Dublin – 6,413,131 tickets sold

U2 presta tributo à Michael Hutchence em show da 'The Joshua Tree Tour 2019' em Sydney


O U2 realizou um show no Sydney Cricket Ground pela 'The Joshua Tree Tour 2019'. A apresentação marcou o aniversário da morte de Michael Hutchence.
Há 22 anos ele era encontrado morto em sua suíte de hotel em Sydney, na Austrália. Ele tinha 37 anos.
Bono disse em "Bad": "Há 22 anos, hoje, uma das luzes mais brilhantes do seu país se apagou. Ele foi uma luz para mim, ele foi uma luz para muitos de vocês ... Podemos ter um momento no escuro para iluminar Michael Hutchence?".
Na performance, Bono cantou um trecho de "Never Tear Us Apart" do INXS.



Tocando na terra natal de Hutch, o U2 solicitou para o diretor Richard Lowenstein, filmagens de Michael Hutchence, e na passagem de som ensaiaram "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of".
A canção estreou na turnê fechando o show no lugar de "Love Is Bigger Than Anything In It's Way", tocada com a banda completa, e com as imagens no telão.



Bono relembrou o acontecido em Sydney na ZOOTV, quando Adam embriagado perdeu um show. Bono descreveu Adam como tendo começado "o segundo ato de sua vida nesta cidade há muitos anos".
Em "Vertigo", Bono cantou um trecho de outra canção do INXS: "Devil Inside".



Um Macphisto subiu ao palco em "Elevation".



A CANÇÃO FINAL DO SHOW:

Mais detalhes sobre "Ahimsa", a colaboração entre U2 e Ar Rahman


"Ahimsa" é o título de uma nova canção do U2 em parceria com o compositor indiano e produtor vencedor do Grammy, Ar Rahman.
A Rolling Stone Índia esteve com Rahman em um estúdio em Mumbai. Ele sorri enquanto aumenta o volume da canção, permitindo que as vozes serenas de suas filhas Khatija e Raheema inundem a sala no primeiro verso - um hino do Tirukkural, um texto clássico do idioma tâmil que consiste em 1.330 dísticos ou Kurals sobre ética e moralidade.
"Ahimsa" é uma potência de emoções. As filhas de Rahman iniciam e terminam a faixa com uma habilidade modesta que invoca pureza e infância, enquanto as vozes de Bono e Rahman são uma dose de nostalgia - independentemente de estarmos familiarizados com os dois artistas ou apenas com um. É conforto, paz e felicidade reunidas. "O conceito de Ahimsa ou não-violência - é indiano, é do sul da Ásia, é budista ... e às vezes temos que lembrar as pessoas sobre o amor, sobre o Ahimsa", diz Rahman sobre o por que ele queria escrever uma música sobre o assunto. "É preciso muita coragem para ser não-violência. É preciso muita energia. Não é uma fraqueza, é mais poder do que mostrar poder; vai além disso, acreditando em algo que não está presente ... algo que está apenas em seu espírito".
Rahman conta que o U2 e ele estavam conversando sobre uma colaboração há algum tempo - os músicos estavam trocando ideias por e-mail durante todo o verão e, em setembro, eles se encontraram nos estúdios Electric Lady de Nova York para aperfeiçoar o projeto. "Eu estava em Boston naquela época e machuquei minha perna. Então eu fui [para Nova York] usando minha mala como muleta!" Rahman lembra com uma risada. "Eu os conheci, a vibe foi muito boa e é isso!"
A partir daí, fazer "Ahimsa" levou cerca de dois meses. O momento do lançamento não poderia ser mais perfeito, pouco antes do U2 estar pronto para sua tão esperada estreia na Índia. "Quando algo tem que ser feito, será feito, sabe? Você nunca pode segurar mais isso", diz Rahman.

The Edge e Ar Rahman falam sobre "Ahimsa"


"Ahimsa" é o título de uma nova canção do U2 em parceria com o compositor indiano e produtor vencedor do Grammy, Ar Rahman.
'Ahimsa' é a palavra sânscrita para não-violência, e a música celebra a diversidade espiritual da Índia em um novo encontro transcultural de duas poderosas forças musicais. A música, com seu sentimento otimista e aspiracional, chega menos de um mês antes do primeiro show do U2 na Índia pela 'The Joshua Tree Tour 2019' em Mumbai.
"Ahimsa exige coragem e força", comenta Rahman. "Uma qualidade que é impermeável a armas ou poder. É uma missão que é mais necessária para curar o mundo moderno e é um momento incrível para colaborar com o U2, com seu incrível legado, para reviver esse movimento".
The Edge acrescentou: "Foi uma alegria absoluta trabalhar com o A.R. nesta faixa. Uma superestrela e um talento imponente e generoso, estamos especialmente animados em visitar sua terra natal em apenas algumas semanas. A Índia está no nosso radar há muito tempo, os princípios de Ahimsa ou não-violência serviram como um pilar importante do que nossa banda representa desde que nos juntamos para tocar música".

Paul McCartney revela que pensou em Bono quando foi sugerido à ele utilizar um megafone para uma apresentação


Paul McCartney deu recentemente uma entrevista ao seu site oficial, PaulMcCartney.com.
O Beatle conhecido como 'Macca' discutiu uma ampla variedade de tópicos. Em primeiro lugar, revelando como pensou em Bono quando foi sugerido à ele utilizar um megafone em uma apresentação de 'Kisses On The Bottom'.

"O diretor do show teve a ideia de cantar algo através de um megafone. Bem, eu vi Bono fazer isso, mas é mais em músicas mais altas ou como uma mensagem. Eu pensei que seria ótimo reduzir isso e usar intimamente, e isso me fez pensar na música "My Valentine", que originalmente faríamos exatamente como costumamos fazer, no piano com a banda. Mas pensamos nessa nova maneira de fazer isso. Mas foi originalmente sua ideia, Arturo Perez, que teve algumas boas ideias para o show e essa foi uma delas!"

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Áudio: "Ahimsa", a nova canção do U2 em parceria com Ar Rahman


"Ahimsa" é o título de uma nova canção do U2 em parceria com o compositor indiano Ar Rahman.


Há um coral indiano de vozes femininas de Khatija Rahman e Raheema Rahman.
Bono faz os vocais principais, e Ar Rahman se junta a ele no último refrão.



Lyrics by A.R.Rahmen and U2.
Performed by U2 and A.R. Rahman.
Produced and engineered by Duncan Stewart.
Mixed by Steve Lillywhite. Vocals by Bono, A.R. Rahman.
Additional vocals by Khatija Rahman and Raheema Rahman.
Additional engineering by Arjun Chandy, Karthik Sekaran, Kelana Halim and Suresh Permal. Mastered by Scott Sedillo.


I’ll meet you where the sky is torn.
I’ll meet you in the end.
I’ll meet you before the world was born.
When we had not a care
This is an invitation
To a high location
From someone who wants to be loved
This is a meditation
On your radio station
If you like it you can sing along

Ahimsa
Ahimsa
Ahimsa
Ahimsa

I’ll meet you where there is no weeping
Your tears are now a stream
I’ll meet you where there is no sleeping
But we wake up to dream.

This is an invitation
To a high location
From someone who wants to be loved
This is a meditation
On your radio station
If you like it you can sing along.

Ahimsa
Ahimsa
Ahimsa
Ahimsa

Ahimsa
Ahimsa
Ahimsa
Ahimsa

Bono falou sobre o conceito Ahimsa em entrevista para a Índia


Foi anunciado que "Ahimsa" é o título de uma nova canção do U2 em parceria com o compositor indiano Ar Rahman.
Allah Rakha Rahman é um compositor indiano de trilhas sonoras para cinema, produtor musical, cantor e também filantropo. Vendeu mais de 100 milhões de cópias no mundo todo.
Ahimsa é um princípio ético-religioso adotado principalmente pelo jainismo e presente no hinduísmo e no budismo, e que consiste em não cometer violência contra outros seres.
O single digital da canção será lançado nas próximas horas.
Em suas redes sociais, o U2 fez uma postagem de uma pintura feita por Bono escrito "Ahimsa", com o logotipo de uma mão e uma letra sua atrás.


A mão com uma roda na palma simboliza o voto jainista de Ahimsa. A palavra no meio "अहिंसा" é "Ahimsa". A roda representa o dharmacakra que representa a determinação de interromper o ciclo de reencarnação através da busca incansável da verdade e da não-violência.


O U2 está na estrada com a 'The Joshua Tree Tour 2019', e tocarão na Índia pela primeira vez em sua história.
Em entrevista, Bono disse: "AR Rahman é um herói. Anish Kapoor é um artista visual incrível. Priyanka Chopra e eu, fizemos uma campanha juntos para conscientizar sobre a Aids e disponibilizar medicamentos para pessoas que não podem comprá-los. Mas foram as escritas de Salman Rushdie que me transportaram para a Índia. O país é uma mistura de moderno e antigo e, como o The Edge disse, as escritas de Salman Rushdie captam esse realismo mágico. Como irlandês, posso me relacionar com isso. Há muito em comum entre a Irlanda e a Índia. Além da bandeira de três cores - verde, branca e laranja, isso não é amplamente conhecido, mas a constituição irlandesa influenciou a constituição indiana. Eamon De Valera era consultor da constituição indiana, o que eu achei impressionante. Enquanto me preparava para esta viagem, descobri que Mahatma Gandhi havia comentado sobre o movimento de independência da Irlanda. Embora ele simpatizasse com a resistência ao domínio colonial britânico, ele advertiu contra a violência como um problema potencial para a Irlanda. Permita-me ser um fanboy aqui. A Índia trouxe essa ideia ao mundo de que a não-violência é mais poderosa que a energia nuclear, exércitos, marinhas e o império britânico. A não-violência é uma ideia que lhe deu um alto nível moral na criação da maior democracia do mundo. Eu sei que vocês tem problemas, há frustração, mas ainda é uma democracia funcional. A Índia é um lugar de grande maravilha para mim, mesmo que eu não tenha estado lá fisicamente ainda".
Bono falou também sobre o conceito indiano de Ahimsa (respeito por todos os seres vivos e não-violência) que é algo a ter em mente para enfrentar o Brexit: "Ahimsa, essa é a palavra para não-violência [no hinduísmo, budismo e jainismo] - é uma palavra bonita. Há algo no caos naquele país: são realmente tradições antigas e também são ultramodernas. Estão brincando lá fora com o futuro da democracia de algumas maneiras. A Europa é bastante séria, a América se baseia nesse conceito e, na Índia, trata-se de "pode ​​sobreviver nessa escala com as pressões?" Com tantos grupos étnicos diferentes, todos obviamente devem ser respeitados. O pluralismo e a democracia são menos estáveis e confiáveis ​​lá do que em outras partes do mundo. É claro que todos temos interesse em sobreviver como democracia.
Esta invenção da Índia, Ahimsa, é um presente para o mundo, da Índia e de Mahatma Gandhi. Nunca foi tão importante no mundo. Com todas as tensões na Índia, mantenha-se firme nisso, Ahimsa. Brexit, nem é britânico - é inglês. É um desenvolvimento do nacionalismo inglês. É uma revolta nacionalista inglesa e provavelmente perderá a Escócia e a Irlanda do Norte. Não sei se o País de Gales vai aguentar, talvez, mas é algo com que ter muito cuidado. As pesquisas sobre o futuro da Inglaterra valem a pena ser lidas, você percebe que esses nacionalistas ingleses não têm muito tempo para a Irlanda do Norte ou a Escócia, e isso foi divulgado. Eu acho que só precisamos ter muito cuidado. Meu pai amava a Irlanda e queria se livrar da fronteira na Irlanda, mas ele me ensinou a desconfiar das pessoas que despertaram o nacionalismo.
Ouvimos histórias de Mahatma Gandhi lendo Tolstoi, então ele estava olhando a tradição cristã com algum respeito também, mas ele disse a melhor frase que eu já ouvi sobre o cristianismo, que é: "Eu me tornaria cristão se alguma vez conhecesse um". Aos 22 e 23 anos, estávamos pegando nossa bandeira, a bandeira irlandesa, pegando o verde [significando católicos irlandeses] e o laranja [significando protestantes irlandeses] e os separando e segurando a bandeira branca [significando unidade entre os dois]. Era juvenil, você pode argumentar, mas era poético - e eu permaneço com isso ainda".

"Ahimsa" é o título de uma nova canção do U2 em parceria com o compositor indiano Ar Rahman


Em suas redes sociais, o U2 fez uma postagem de uma pintura feita por Bono escrito "Ahimsa", com o logotipo de uma mão e uma letra sua atrás.


Na sequência, a arte apareceu modificada no Spotify, com a adição 'U2+Ar Rahman', e a canção chamada "Ahimsa" como tendo 3 minutos e 50 segundos.
O single digital foi confirmado para 22 de Novembro. Indica que é de 2019, de propriedade da Universal Music.
Allah Rakha Rahman é um compositor indiano de trilhas sonoras para cinema, produtor musical, cantor e também filantropo. Vendeu mais de 100 milhões de cópias no mundo todo.
Ahimsa é um princípio ético-religioso adotado principalmente pelo jainismo e presente no hinduísmo e no budismo, e que consiste em não cometer violência contra outros seres.
É inspirado pela premissa de que todos os seres vivos têm uma centelha da energia espiritual divina; consequentemente, ferir alguém é ferir a si próprio. Também se relaciona à ideia de que qualquer violência tem consequências cármicas.
Antigos estudiosos do hinduísmo foram pioneiros na formulação do conceito de ainsa e o desenvolveram ao longo do tempoː contudo, o princípio do ainsa veio a atingir particular importância na ética jainista.
O preceito de "não causar dano" do Ahimsa inclui intenção, palavras e pensamentos do praticante.
A literatura clássica do hinduísmo, como o Mahabharata e o Ramáiana, e estudiosos contemporâneos costumam debater os princípios do ainsa em situações de guerra e de defesa pessoal, fornecendo elementos para a doutrina da guerra justa.
No Ocidente, o princípio popularizou-se (ainda que de uma forma distorcida, segundo alguns) graças a Mahatma Gandhi.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

A imaculada concepção de "People Get Ready" como cover em um show do U2


1987. Em um mundo em que o poder é abusado em uma escala colossal e as pessoas são esmagadas na poeira sem arrependimento por mestres políticos e econômicos que perderam todo o senso de dignidade humana, o U2 buscou e encontrou o símbolo final do triunfo sobre a adversidade.
'The Joshua Tree' é sobre a crença de que você não pode matar o espírito humano. Árido, é sobre a centelha final do otimismo, que, apesar do árido deserto da política de poder contemporânea, algo bonito e duradouro pode ser forjado a partir do compromisso humano e do idealismo em ação.
'The Joshua Tree' se recusa a se deitar no deserto, a esperar que os abutres venham buscar os ossos. É sobre poder na escuridão ...
Não é de surpreender que ele se destaque como um farol no cenário musical obscuro que caracterizou o rock'n'roll nos anos 80.
No lavabo das novas instalações de ensaios do U2, um armazém abandonado em Dublin a 1,6 km do Windmill Lane Studio, Larry Mullen pacientemente passa por uma fita para decifrar a letra da música que o U2 deseja fazer um cover em sua próxima turnê mundial.
Sua concentração não é surpreendente, mas o objeto de sua atenção, a versão de AI Green de "People Get Ready", de Curtis Mayfield, é.



Certamente, uma escolha tão soul poderia ter sido considerada incomum para o U2 no passado - mas, além dos princípios artísticos do U2, eles também têm o hábito travesso de confundir expectativas.
'The Joshua Tree' é uma nova mudança no padrão. Bono, de brincadeira, se considerou o "americano" do U2 e o Edge como o "europeu", mas, embora essas polaridades possam ser artificiais em um grupo tão unido, a preocupação musical e lírica deste álbum gráfico com tantas formas americanas conflitantes contrasta amplamente com seu antecessor mais impressionista.
Assim, a imaculada concepção de "People Get Ready" como cover. Pode não aparecer. No final de um dia cansativo de ensaio, o U2 estava anormalmente com a música, mas, no entanto, sua seleção é um indicador de como eles finalmente estão se aproximando do soul.
'The Joshua Tree' pode conter suas críticas à política americana, mas esse álbum também se baseia em respeitar as músicas americanas por seus valores mais positivos.


The Edge enfrenta segundos de apuros com sua guitarra em show em Melbourne pela 'The Joshua Tree Tour 2019'


A página do Ultraviolet U2 Fan Club Brazil compartilha um vídeo de alguns segundos de apuros enfrentados por The Edge com sua guitarra em show do U2 em Melbourne pela 'The Joshua Tree Tour 2019'!
Ao fim do Ato I, a banda sobe a rampa para se alinhar no palco principal e cumprimentar o público para dar início à 'The Joshua Tree'.
A introdução de "Where The Streets Have No Name" é ouvida no sistema de som, e quando Edge pega sua guitarra, percebe que há um problema.
Adam, Larry e Bono olham para o público, e Edge olha para baixo para a guitarra. Prontamente ele deixa sua posição na linha, e os outros membros vão cada um para sua posição no palco.
O técnico Dallas Schoo entra no palco para ajudar na resolução, e Edge rapidamente entra no riff de abertura da canção para a performance.

Arthur Fogel da Live Nation conta o motivo do U2 estar fazendo a 'The Joshua Tree Tour 2019'


Arthur Fogel é um promotor de música canadense.
O empresário foi caracterizado por Bono como "claramente o cara mais importante da música ao vivo". Madonna o chamou de promotor "gênio". Tudo por um bom motivo.
Como presidente da Global Music e CEO da Global Touring, Live Nation, Fogel orienta a divisão musical da gigante de shows na aquisição de shows musicais em todo o mundo. Ele é o promotor dos principais artistas do mundo, incluindo U2, Lady Gaga e Madonna, a mente por trás da maioria das 10 maiores turnês de bilheteria de todos os tempos.
Atualmente, Fogel está na Austrália para a 'The Joshua Tree Tour 2019' do U2.
O The Industry Observer entrevistou Fogel na Live Nation Partner Summit na semana passada em Brisbane.
Ele falou sobre o motivo do U2 ter optado pela extensão da turnê: "Essa região do mundo é a mais desafiadora em termos logísticos em termos de mover um show. É complicado e caro, mas é importante ... a banda não esteve aqui nos últimos 9 anos, 14 anos no Japão e nunca esteve no sudeste da Ásia em mais de 40 anos de carreira.
É importante que os artistas toquem de maneira adequada em todas as regiões do mundo. É muito fácil as pessoas seguirem em frente e esquecerem você, se você não demonstrar amor por elas. Essa foi uma das razões pelas quais era importante vir aqui neste momento. Mas é desafiador, não há dúvida".
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