"Song For Someone" 360 Version

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terça-feira, 25 de julho de 2017

Ouça trechos de todas as canções que Larry Mullen participa em 'Paranormal', o novo disco de Alice Cooper


O novo álbum de Alice Cooper, o 27° de estúdio, intitulado 'Paranormal', será lançado neste mês, e Larry Mullen toca em 10 das 12 faixas no disco (as 10 primeiras trazem Larry).
As outras 2 faixas sem Larry Mullen estarão em um CD 2.

Ouça trechos de todas as canções do disco!

0:00 Paranormal
1:02 Dead Flies
1:55 Fireball
2:47 Paranoic Personality
3:35 Fallen In Love
4:34 Dynamite Road
5:32 Private Public Breakdown
6:31 Holy Water
7:30 Rats
8:28 The Sound Of A

9:35 Genuine American Girl
10:38 You And All Of Your Friends

Bono se encontra com o presidente francês Emmanuel Macron


Bono, conhecido por seu ativismo político, esteve em Paris nesta segunda-feira para um encontro com o presidente francês Emmanuel Macron.
Bono é co-fundador da ONE, que luta contra a pobreza extrema.
"O presidente Macron está aberto a novos caminhos para solucionar os problemas que afetam o mundo dos mais pobres. Conversamos sobre a crise dos refugiados e sobre como a maioria dos europeus já sabe que a situação na África afeta a vida deles também", disse Bono.
Macron afirmou que a França aumentará a ajuda a 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2022. O presidente havia prometido durante a campanha eleitoral um aumento a 0,7% até 2030, contra 0,38% em 2016.
Porém os cortes no orçamento deste ano resultaram em críticas de ONGs, incluindo a ONE.
Bono ainda contou que falou com a primeira-dama Brigitte, que é professora, sobre como lidar com milhões de meninas que não vão à escola em todo o mundo.

Bono e The Edge foram os responsáveis pelo videoclipe de "In A Lifetime"


Fevereiro de 1986

No final de 1985, Bill Graham da Hot Press foi levado para as colinas de Donegal, onde Bono co-dirigiu o videoclipe de uma colaboração sua: "In A Lifetime", com o Clannad.
O vídeo foi filmado em Gweedore, lar do Clannad, e Bill escreveu: "Gweedore tem sua própria lei, sabedoria e lógica muito especial... seu povo tem uma auto-suficiência, uma individualidade, tanto um senso de comunidade e uma curiosidade extrovertida e uma falta de gíria que os torna entre os mais fascinantes na ilha."
No pub da família Brennan, Bill observou um desenvolvimento nos hábitos de bebedeira de Bono. "No ano passado, ele permitiu que sua convivência superasse qualquer traço puritano remanescente, preferindo esfregar lentamente o copo, ao invés de pints de Guinness."
A colaboração com Clannad foi parte do desejo de Bono para se educar mais musicalmente, Bono disse para Bill.
Depois de discutir a possibilidade de combinar música irlandesa e eletrônica com Conny Plank, o produtor do Kraftwerk, Bono disse para Bill que quando ele ouviu a canção "Harry’s Game" do Clannad, "eu quase bati meu carro".
"Com o Clannad eu estava começando a ver o futuro de algo que poderia evitar as armadilhas do rock n'roll, lugares como o Marquee ou o Ritz em Nova York e ir direto ao Carnegie Hall", disse ele.
Bono e The Edge surgiram com o cenário básico para o videoclipe de "In A Lifetime". "Nós não acreditamos em vídeos com enredos", Bono disse para Bill. "Nós somos imaginários. Não acho que você deva explicar uma música. Você deve adicionar outras imagens que você não sabia que estavam lá na música."
Gweedore e a extensa família Clannad foram mencionados por Bono. "Você pode ver o amor que eles têm um para o outro. Eles são muito físicos em suas afeições. E o pai deles, um tee-totaller, dirige o pub mais ruim em Ulster."

U2 presta homenagem à piloto falecida Dara Fitzpatrick em show em Dublin pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


A irmã da heroína Dara Fitzpatrick agradeceu ao U2 pelo tributo que a banda fez para a piloto falecida. A foto da Capitão Fitzpatrick foi exibida no telão durante o show no Croke Park pela 'The Joshua Tree Tour 2017'.
Ela estava entre as mulheres inspiradoras que o U2 presta homenagem durante a canção "Ultraviolet (Light My Way)".

Niamh Fitzpatrick disse ao Herald que a família é uma grande fã de música e que tinha estado em shows da U2 no passado com sua irmã, acrescentando: "Nós estivemos antes no Croke Park, cantando essas músicas. Foi lindo e um tributo realmente emocionante. Em outra época, Dara teria estado no show".

Niamh Fitzpatrick não pôde ir no show deste sábado, mas amigos a contataram para avisá-la o que estava acontecendo. Ela teve uma reação mista quando viu pela primeira vez imagens de sua irmã no telão. "Com certeza houve uma enorme pungência e tristeza, mas também houve enorme orgulho", disse ela.
Niamh agradece à pessoa que surgiu com a ideia, por honrar todas as mulheres corajosas naquele telão, especialmente porque não passou muito tempo da morte de sua irmã. "Eles podem ter pensado que era muito cedo, mas eles tiveram uma chance. O fato de que Dara estava lá com essas mulheres, isso é lindo", disse ela.

A Capitão Dara Fitzpatrick, piloto da Guarda Costeira Irlandesa (IRCG – Irish Coast Guard), foi encontrada viva em águas ao largo da costa do condado de Mayo após seu helicóptero 116 Sikorsky S-92 cair no Oceano Atlântico em uma missão de resgate. Ela morreu horas depois de ter sido resgatada. Morreram também seus colegas Mark Duffy, Paul Ormsby e Ciaran Smith.
A tripulação de Dublin tinha decolado para fornecer cobertura a outro helicóptero da IRCG que realizava uma evacuação médica de um barco de pesca, a 150 milhas da costa de Mayo. Sabe-se que um homem a bordo sofreu um ataque cardíaco.
Uma pequena quantidade de detritos, incluindo o que se acredita ser um tanque de combustível do helicóptero, foi localizado na costa perto de Blacksod em Mayo, onde a tripulação tinha desembarcado para reabastecer depois de chegar de Dublin.
Dara foi condecorada por sua coragem em missões de resgate e participou de uma série de televisão da RTE sobre os serviços de emergência da Irlanda. Fitzpatrick, de Dublin, esteve envolvida em missões de busca e salvamento por mais de 20 anos.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

U2 anuncia inédita quarta e última data de shows no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


É oficial! Primeiramente, através de seu Instagram, o U2 anunciou um inédito quarto show no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017', para fechar a turnê!

"Nós anunciamos que faremos um 4° show em São Paulo. Será uma grande festa para os fãs do Brasil, para celebrar o final desta turnê tão especial. Até breve, nos encontramos lá!" - Adam

Em seguida. o site oficial anunciou:



"Após a esmagadora demanda de fãs no Brasil - e com três shows no país já confirmados - um quarto show foi adicionado!
Este show final no Brasil acontecerá em 25 de Outubro no Estádio do Morumbi em São Paulo.
Os ingressos estarão à venda para o público na quinta-feira, 27 de Julho, e os fãs são lembrados de que a melhor maneira de comprar é através da Internet a partir da 00:01 do dia 27 de Julho através do site www.ticketsforfun.com.br.
A partir de 10:00, um número limitado de ingressos estará disponível na bilheteria oficial e em postos autorizados oficiais. Respeitando os procedimentos padrão, os fãs irão receber um número de acordo com sua ordem de chegada na fila. Haverá um limite de 6 ingressos por pessoa para todas as transações."

Não haverá pré venda, seja para U2.COM ou clientes Banco do Brasil. Será uma venda única, geral! Os ingressos para este quarto e último show estarão todos disponíveis a todos os fãs brasileiros!

The Edge lembrou sua primeira experiência com cogumelos mágicos


O U2 juntou-se a Zane Lowe no Beats 1 para discutir seu álbum 'The Joshua Tree', do qual eles estão comemorando o 30º aniversário.
Enquanto Bono estava relembrando o passado, ele os descreveu como "grandes tempos". "Não havia drogas", ele deixou bem claro, mas seus companheiros de banda o corrigiram, mencionando cogumelos mágicos.
Perguntado por Lowe se qualquer uma das músicas do álbum foram inspiradas por estarem nos cogumelos, The Edge respondeu: "Bem, isso aconteceu um pouco mais tarde, mas eu tive um momento engraçado com os cogumelos. Foi uma experiência metafísica, entende? Foi muito espiritual."
Ele continuou explicando que tinha sido oferecido alguns cogumelos em uma festa na casa de Adam Clayton e ele tinha tomado porque ele nunca tinha feito isto antes. "Eu peguei alguns, esperei 40 minutos, nada aconteceu", disse ele. "Então eu me curvei e me abaixei. É ainda pior porque eu realmente fui para a cama. Então eu estou no meio de um quarto escuro assistindo exibições de fogo de artifício que estão acontecendo na minha imaginação. Comecei a entender os segredos do universo. Eu tive esse momento de percepção e eu estava pensando para mim mesmo: 'Jamais vou me lembrar disso amanhã, tenho que registrar essas idéias'. Então me arrastei pelo chão, o que me levou cerca de 25 minutos e cheguei ao meu walkman de gravação, voltei para a minha cama, liguei e então a luz vermelha acendeu, então eu passei mais 25 minutos olhando a luz vermelha".
Edge disse que gravou ambos os lados de uma fita C90 com "todos os segredos importantes do universo" e se esqueceu disso até a noite seguinte. "Eu finalmente percebi: 'Oh meu Deus, eu fiz uma gravação dos segredos do universo. É melhor eu ir ouvir o que era'. Então eu subi e ainda estava gravado e as pilhas estavam fracas. Então coloquei novas pilhas e liguei a fita e dei play. Tudo que eu podia ouvir estava perdido, era uma voz longe abafada, porque eu estava falando através do compartimento da pilha, e não no microfone. Nem uma única palavra audível. Eu tinha achado que os segredos do universo estavam tão próximos."

Do site: NME

Bono diz que sente que as letras de "Where The Streets Have No Name" são inacabadas


Em entrevista ao Beats 1 com Zane Lowe, Bono falou sobre a composição de "Where The Streets Have No Name" e como ele vê as letras como inacabadas.
Ele disse: "Musicalmente é ótima e a banda merece crédito por isso, mas liricamente é apenas um esboço, eu estava tentando escrevê-la. Metade é uma invocação, onde você diz para uma multidão de pessoas 'você quer ir para aquele lugar? Aquele lugar de imaginação, aquele lugar de alma? Você quer ir lá, porque agora nós podemos ir lá?' Até hoje, quando canto essas palavras, você fica com os cabelos na parte de trás do pescoço arrepiados, porque vai para aquele lugar."
Bono ainda revelou que o produtor Brian Eno lhe disse para ficar tranquilo sobre a letra. "Brian disse: 'pensamentos incompletos são generosos porque permitem ao ouvinte terminá-los' Como compositor eu tenho que perceber que o maior convite é uma invocação."
Ele acrescentou: ""Where The Streets Have No Name" não é uma ótima letra. Eu não teria rimado 'hide' com 'inside'. Eu sabia que poderia ter escrito melhor isso."
The Edge discorda da avaliação de Bono sobre a canção, dizendo que seu colega de banda é muito severo sobre si mesmo. Ele disse no Beats 1: "Eu amo a canção. Não concordo com o Bono. Ele é muito duro consigo mesmo."

sábado, 22 de julho de 2017

A história de Sister Anne, de "Crumbs From Your Table", que será convidada do U2 no show no Croke Park pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


Uma Médica Missionária de Mary, Sister Anne Carr, nascida em Dublin e criada em Cork, passou 32 anos no Malawi cuidando dos muitos doentes. Ela foi citada na letra de "Crumbs From Your Table" de 'How To Dismantle An Atomic Bomb' do U2, e está ansiosa para assistir ao concerto da banda Croke Park na noite deste sábado como convidada de Bono.

"Da estrela mais brilhante
Vem o buraco mais negro
Você tinha tanto a oferecer
Por que você ofereceu a sua alma?"

Ela já voltou para a Irlanda, onde seu novo papel envolve promover a "consciência da missão" do que sua congregação e outros fazem na África, América Central e do Sul e em outros lugares.
Foi a mãe de Sister Anne que a fez pensar nos Médicos Missionários de Mary, que ela sempre dava apoio. Depois da escola, ela ingressou na congregação em 1968, treinando para ser enfermeira em Drogheda e mais tarde como parteira na Escócia.
Em 1979 ela foi enviada para Mzuzu no norte do Malawi na Unidade de Maternidade no Hospital St John's. Mais tarde, ela trabalhou em uma clínica móvel que visitou aldeias vizinhas. Ela "amou", especialmente as pessoas, ela disse.
Dez anos depois, ela voltou para a Irlanda para treinar como capelão do hospital. Voltando ao Malawi, ela montou uma escola interdenominacional na capital de Lilongwe para treinar capelães hospitalares.
Foi quando ela estava em Lilongwe que Bono apareceu em 2002. Ela o levou a um passeio pelo hospital local de 1.000 camas, que estava funcionando a 300 por cento da capacidade. Muitos pacientes tinham HIV.
Bono ficou "maravilhado", ela disse. Ela também fez uma coisa muito irlandesa. "Eu disse que ele era meu sobrinho porque estranhos não eram permitidos no hospital." Ela era a própria tia de Bono, Anne. Bono foi muito gentil com os pacientes e apertou a mão de todos.

"Onde você vive não deve decidir
Se você vive ou se você morre
Três para uma cama
Irmã Anne, ela disse:
A dignidade passa."

Depois disso, Bono fez doações generosas para o hospital.
Em 2004, o U2 lançou seu álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. O CD foi enviado a ela em Lilongwe com uma nota dizendo que Bono queria que ela o tivesse, e ela achou "muito bom" e "foi colocado no meu quarto".
Ela deixou ele lá, até que outra irlandesa em Lilongwe, Anne Conway, perguntou-lhe se ela tinha escutado a faixa "Crumbs From Your Table". "É sobre você", disse ela. Sister Anne ouviu, então, com uma mistura de constrangimento e gratidão.
Ao longo dos anos ela e Bono "mantiveram contato pessoal". Ele "continuou me convidando para as coisas", mas, geralmente, ela se sentia "muito tímida" para aceitar. Uma exceção foi Spider-Man: Turn Off the Dark, o musical de 2010 com músicas de Bono e The Edge, que ela foi conferir em Nova York.
Este ano, ela decidiu que gostaria de estar no show do U2 no Croke Park, mas os ingressos se esgotaram. Bono interveio diretamente e convidou ela e amigos como seus convidados pessoais.
Ela será acompanhada esta noite por um velho amigo de escola de Cork, seu (real) sobrinho e sua namorada.

Do site: Irish Times

U2 pagará para recuperar gramado após show em Berlim da 'The Joshua Tree Tour 2017'


O U2 terá de pagar R$ 327 mil para a recuperação do gramado do Estádio Olímpico de Berlim, ‘Olympiastadion’, depois dos danos causados no show da banda pela 'The Joshua Tree Tour 2017'. Mesmo com o piso montado em cima do gramado, houve problemas.
As obras no estádio, que ficarão em torno de 130 mil euros no total, permitirão ao Hertha ter o mesmo pronto quando receber em 29 de julho o Liverpool.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

"Desire" e toda sua magnificência suja


O primeiro single de 'Rattle And Hum', "Desire", confundiu as expectativas. Se alguma coisa em 'The Joshua Tree' meio que apontava nessa direção, era "Trip Through Your Wires" - mas aquela era despida e indulgente.
"Nós conversamos sobre como conseguir algumas músicas com linhas de bateria interessantes", explicou Larry a Steve Turner, no livro 'Rattle And Hum'. "Então, em vez de passar o tempo fazendo jams como estávamos acostumados, todos nós fomos e pesquisamos e voltamos. Isto é o que nós conseguimos."
The Edge afirmou que a parte da guitarra foi composta sob a influência de "1969" dos Stooges, mas o ritmo foi gerado por um Sr. Bo Diddley. No seu lançamento, "Desire" foi direto para o No. 1 no Reino Unido, e o U2 ficou compreensivelmente satisfeito. Eles originalmente gravaram no STS Studios em Dublin como uma demo. Eles voltaram a gravá-la no A & M Studios em Los Angeles, e ficou muito mais justa e mais precisa. "Mas faltava algo", diz The Edge. Então eles voltaram para a original, 2 minutos e 58 segundos, com toda sua magnificência suja.
"Nós voltamos ao rhythm and blues como parte de nossa vontade de entender a América", explica Bono. "Nós estávamos lendo os Beats e vários escritores de viagens. Então começamos a entrar na música. Viajando pela América, você está ouvindo diferentes estações de rádio, rhythm and blues, country, soul, jazz e percebe que o ritmo é o sexo da música. Então eu acho que nós conseguimos lidar com esses assuntos, incluindo o desejo, quando nós fazíamos esse salto musical".
Para Bono, no entanto, foi também uma reflexão sobre a condição de ser uma estrela do rock. "Eu queria admitir a religiosidade dos shows de rock ' n' roll e o fato de você ser pago por eles. Em um nível, estou começando a criticar esses pregadores lunáticos, "roubando corações em um show itinerante" - mas também estou começando a perceber que existe um paralelo real entre o que estou fazendo e o que eles são".

Imagine The Edge em sua casa em Monkstown.....


Antes de gravar 'The Joshua Tree', o U2 decidiu ensaiar em Danesmote, uma casa antiga em Rathfarnham, nos arredores de Dublin. O quarto que ocuparam era bonito, com janelas no alto e a luz natural inundando dentro. Os ensaios foram tão bons que eles decidiram fazer o álbum lá...
"Nós tínhamos experimentado muito nas gravações de 'The Unforgettable Fire'", The Edge recorda. "Nós tínhamos feito coisas bastante revolucionárias como "Elvis Presley and America" e "4th of July". Então, nós sentimos, entrando em 'The Joshua Tree', que talvez as opções não eram uma coisa boa, que as limitações poderiam ser positivas. E assim decidimos trabalhar dentro das limitações da música como ponto de partida. Nós pensamos: vamos realmente escrever músicas. Queríamos que o registro fosse menos vago, aberto, atmosférico e impressionista. Para torná-lo mais simples, focado e conciso.
Imagine The Edge em sua casa em Monkstown tocando e gravando com um Tascam Home Recording Studio de quatro pistas. Abaixando o teclado. Ouvindo novamente. Depois a guitarra. O ritmo é bom. Tentando algumas variações no acorde. Imagine um baixo. A bateria entra. O começo de uma canção...
"A forma como escrevemos, às vezes sentimos que a canção está escrita", The Edge disse para John Waters. "A canção já está lá, se você pudesse apenas colocá-la em palavras, colocá-la em notas. Nós temos isso, mas ainda não realizamos. Se você nos visse trabalhando no estúdio às vezes, você estaria coçando a cabeça tentando descobrir o que estávamos fazendo. Principalmente, se tivermos a sensação de que estamos em algo bom, nós eventualmente chegaremos lá. E "Where The Streets Have No Name" é um grande exemplo, porque isso levou semanas de trabalho para acontecer."
Ela quase levou Brian Eno à loucura no processo. Em um estágio, ele ficou tão frustrado com a quantidade de tempo sendo dedicada a "Where The Streets Have No Name" que ele queria apagar o multi-track. "Isso mesmo", The Edge recorda. "Nós não estávamos no estúdio na época e ele pediu ao engenheiro assistente para sair da sala. Ele realmente decidiu fazer aquilo. Mas o engenheiro assistente não quis sair. Ele ficou na frente da máquina de fita, dizendo: 'Brian, você não pode fazer isso'. E assim ele não fez. Mas foi quase.
O título, sem dúvida, é com base no período em que Bono e sua esposa Ali estiveram na Etiópia em 1985, trabalhando com agências de ajuda no terreno, distribuindo alimentos e auxiliando em saúde e iniciativas educacionais. Bono voltou para casa para a Irlanda, para o mundo ocidental, com um profundo sentido de vazio no coração da vida contemporânea. "O espírito das pessoas que conheci na Etiópia era muito forte", diz Bono. "Não há dúvida de que, mesmo na pobreza, eles tinham algo que nós não tínhamos. Quando voltei, percebi a medida em que as pessoas no Ocidente eram como crianças mimadas."
"Eu posso ver isso agora", acrescenta Bono "e reconhecer que "Where The Streets Have No Name" tem um dos dísticos mais banais na história da música pop. Mas também contém algumas das maiores ideias. De uma maneira curiosa, isso parece funcionar. Se você conseguir alguma coisa pesada sobre essas coisas, você não se comunica. Mas se você der as costas ou descartar isso, então você faz. Esse é um dos paradoxos com os quais eu tive que concordar."

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Noel Gallagher fala da felicidade em estar em turnê com o U2


Noel Gallagher's High Flying Birds estão abrindo os shows do U2 pela Europa na 'The Joshua Tree Tour 2017', e ao passar por Barcelona, o vocalista concedeu uma entrevista exclusiva para o site do FCB. Ele declarou:

"Estive em turnê de um jeito ou de outro por mais de 25 anos e essa é a mais divertida que já fiz na vida. Fico no palco por uma hora. Saio do palco umas 8, 8:30. Como alguma coisa, bebo alguma coisa, assisto ao show do U2 e tenho dois dias de folga. Estamos tocando em todas as cidades legais da Europa. Minha família e amigos estão na estrada comigo. Tem sido maravilhoso. Eles (o U2) são brilhantes toda noite. Eles são uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos."

Oito aulas de piano, oito músicas escritas, e "Windows In The Skies"


As músicas chega para você nos lugares mais estranhos. Você está olhando através de um livro de fotos antigas em preto e branco e por razões que você não compreende no momento, há uma que o assombra. Mas isso continua presente e então você volta para uma outra olhada e você percebe que é um outdoor que você capturou. Veja qual é a publicidade: Burma Shave. E antes que você perceba, há uma metáfora que brinca com uma história e uma melodia começa a tomar forma no subconsciente para combinar tudo.
Ou seus filhos estão tendo aulas de piano. Você decide passar pelo processo com eles. Você sempre teve uma decepção com você mesmo por não ter conseguido aprender corretamente. E além disso, você gosta de revisitar a sensação de ser uma criança.
"Eu tive aulas de piano com os meus filhos", Bono contou, "e cada vez que eu tirava uma lição, eu escrevia uma canção. Eu tive oito aulas e eu tive oito músicas escritas."
Uma delas era "Windows In The Skies". Com o piano como sua plataforma, e as cordas adicionando uma dimensão épica, a melodia é notavelmente diferente do som rock de estádio do U2. As letras desenham pesadamente os eventos do Domingo de Páscoa, e o conceito cristão da redenção: "A regra foi desmentida / A pedra foi movida / A sepultura agora é um entalhe / Todas dívidas foram removidas". Há uma referência no meio para a campanha Drop The Debt, mas em última análise, é uma canção de amor com um poderoso hino.
"Eu acho que essa será a nossa maior música em muito tempo", disse Bono. "É uma música pop psicodélica com tempo 6/8, você nunca ouve isso. É muito, muito raro."

Uma canção para Iris, uma canção para Bob


Iris Hewson morreu no dia de 10 de setembro de 1974, após uma hemorragia cerebral. Foi um terrível toque do destino, acontecendo logo após o funeral de seu próprio pai no cemitério militar na Blackhorse Avenue, Dublin. Bono tinha 14 anos na época, e a experiência o devastou. Mesmo agora, mais de 40 anos depois, ele admite que ele acha difícil se lembrar como sua mãe parecia. É impossível imaginar o que ele poderia ter se tornado se ela tivesse sobrevivido.
Os amigos dele na Cedarwood Road se lembram de Bono como uma espécie de vadio depois da morte da mãe. Ele apareceria na casa de Gavin Friday uma noite, e na casa de Derek Rowen na outra noite, a tempo para o chá. "Ele estava ao redor sempre para poder estar com minha mãe, tanto quanto para estar comigo, eu não tenho nenhuma dúvida sobre isso", recorda Gavin.
"Acho que vem de um lugar muito sombrio", diz Bono sobre o primeiro grande single do U2. " A música pop no seu melhor parece ter uma dualidade. Sempre que é uma coisa ou outra é plana, mas se tem duas idéias opostas, puxando direções diferentes, consegue um tipo diferente de poder. "I Will Follow" tem raiva, raiva de verdade, e uma enorme sensação de anseio."
A performance da banda foi apropriadamente urgente. Em particular, The Edge aborda um tipo de som que se tornou sua marca registrada. É, como resultado, concentrado e extremamente poderoso. "A maioria dos ensaios iniciais eram apenas falatórios", recorda Bono. "Era apenas uma longa discussão. Lembro-me de pegar a guitarra de Edge e tocar o acorde de duas cordas para "I Will Follow", para mostrar aos outros a agressão que eu queria. Era o seu riff, mas eu queria que tivesse um sentido para isso."

Durante as gravações de 'All That You Can’t Leave Behind', Bono sabia que seu pai estava morrendo de câncer. E então ele escreveu uma canção para Bob chamada "Tough", porque isso era o que seu pai sempre lhe pareceu. "um velho cara durão", nas próprias palavras de Bono, "irlandês, do lado norte de Dublin, muito cínico sobre o mundo e as pessoas nele, mas muito charmoso e engraçado com isto." Bob morreu na semana do primeiro show da banda no Slane Castle em 2001. Bono pegou a canção que estava guardada e a cantou no funeral, um retrato do artista em sua velhice - de classe operária que amava ópera, e que tinha deixado como legado algo muito bonito para seu filho, sua voz de tenor... "minha voz neste disco é a melhor que já esteve em uma gravação", disse Bono na época do álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. "E eu acredito que é o presente do meu pai para mim. Ele era um grande tenor e quando ele morreu, ele passou isso para mim."
"Ele nunca falou sobre nenhuma música", Bono lembrou de seu pai, conversando com Stuart Clark da Hot Press. "Eu me lembro que ele gostava de The Unforgettable Fire. Não o álbum, mas a canção. Ele pensou que estávamos ficando muito bons na época de 'Rattle And Hum'. Uma das suas favoritas era "When Love Comes To Town". Mas ele não sabia para onde íamos nos anos 90!"
Eles voltaram para aquela canção em 'How To Dismantle An Atomic Bomb' e achavam que ela estava boa, mas quando Steve Lilywhite chegou, ele deu uma avaliação crítica que era bem crítica.
"Minha contribuição para essa canção é que eu estava ouvindo-a com Edge, e Bono estava lá também, e eu disse: 'Edge, esta canção não tem um refrão'. E eles disseram: 'O que você quer dizer?' E eu disse, bem, ela só termina o verso e, em seguida entra "sometimes you can’t make it on your own". E Bono imediatamente pediu uma guitarra. Então, ele pegou uma guitarra e cantou "and it’s you du du du du du du du/ sometimes you can’t make it on your own". E de repente a música estava terminada. Essa canção tinha estado por aí há cinco anos e ninguém nunca tinha dito a eles que não tinha um refrão."

'O U2 Que Eu Conheço' - Por Steve Lillywhite # 2° Parte


Hot Press - No. 33: 'The U2 I Know - By Steve Lillywhite' - Junho de 2005

Steve Lillywhite, que produziu os três primeiros discos do U2 - e apareceu na equipe de produção de quase todos os outros álbuns - olha para trás sobre a carreira da banda e recorda os altos... e os baixos

'October' foi difícil. Eu já disse isso antes, mas eu tinha uma regra naquele momento de que eu nunca faria mais de um álbum com um artista, porque eu sentia que era bom para eles trabalharem com pessoas diferentes. Mas eles disseram: "Não Steve, nós gostamos do que você fez, queremos que você volte neste". E então, é claro, 'October' foi um pouco mais difícil, porque havia esboços e ideias, mas eles não tinham tocado nenhuma dessas músicas ao vivo e gravaram, então simplesmente não aconteceu do jeito que deveria acontecer. E havia coisas no estúdio que em retrospecto eu não acho que funcionou. Eu mudei o som da bateria. No primeiro álbum eu gravei a bateria no lado de fora, no corredor do Windmill Lane Studios original, para obter um grande som ambiente. No segundo álbum eu os trouxe para o estúdio. Então essa foi uma das coisas que não funcionou tão bem.
Então, depois de 'October' ter naufragado e não ter sido considerado tão bem sucedido como o primeiro disco, eu disse: 'Olha, vocês realmente precisam de um produtor diferente agora' e eles saíram e tentaram coisas com várias outras pessoas. Mas então eu recebi um telefonema dizendo: 'Steve, você gostaria de fazer este próximo?' e eu disse que sim. Em cada um dos álbuns, eu lhes dei a oportunidade de saírem e trabalharem com outra pessoa.
Fazer o álbum 'War' foi um tipo de experiência muito diferente. Eu me lembro de Bono estar no estúdio e apenas gritando com Edge: 'Não seja The Edge. Seja Mick Jones!' Tentando obter elementos que o The Clash tinha. Mas você sabe - era o que os americanos queriam. Não foi feito para a América especificamente, mas realmente funcionou lá. "New Year's Day" foi uma música que todos eles queriam tocar. Quando você fazia um disco naqueles dias, nós achávamos muito difícil saber o que seria ou não uma música para tocar na rádio. Eu não poderia dizer a diferença entre "New Year's Day" e "Surrender". Mas agora "Surrender" não está nem perto de entrar em um setlist, foi esquecida. Passamos dias naquela parte do slide... Edge não era tão bom no slide naqueles dias! Nós usamos Kid Creole & the Coconuts naquele álbum, eles estavam na cidade naquele dia e nós os chamamos para fazer backing vocal.
Então, isso foi ótimo, mas eles realmente precisavam mudar depois disso. Lembro-me de estar em Dublin antes das sessões de 'The Unforgettable Fire'. Eu fui para o Slane Castle onde eles estavam ensaiando e disse: 'O que vocês têm?' E eles disseram: 'Bem, nós só temos uma canção.' Eu disse: 'Vamos ouvir ela então' e eles tocaram "Pride (In The Name Of Love)". Realmente, eles tinham uma música entrando para esse álbum. Todo o resto estava meio confuso enquanto eles estavam fazendo isso. Mas que grande disco. E "Pride (In The Name Of Love)" é uma música espetacular.
Para os próximos três álbuns que eu estive envolvido, 'The Joshua Tree', 'Achtung Baby' e 'All That You Can’t Leave Behind', o meu papel em todos os três álbuns foi de consertar. Eles basicamente aumentaram a equipe de produção, por isso começa com, digamos, Danny (Lanois) e Brian (Eno) e então eu entro e eu tenho a minha própria sala. Que é um grande trabalho - eu amo - porque eu não tenho que ficar 18 meses inteiros nisso, embora também possa ser divertido.
Eles queimam pessoas? Eu acho que sim. Eles certamente queimaram Flood no 'POP'. Quero dizer, ele vai admitir que, ele está de volta à forma agora, ele é fantástico, mas acho que ao final de 'POP' todos foram queimados.
Mas 'How To Dismantle An Atomic Bomb' foi um pouco diferente, porque, nos termos do futebol, eles sentiram que precisavam mudar as coisas para o segundo tempo. Eu entrei e ouvi um monte de músicas e eu disse: 'Seria ótimo se vocês pudessem nos dar mais algumas opções. Por que não escrevem mais algumas músicas?' Que, para ser honesto, dizer isso ao U2, é uma coisa séria, porque eles tinham suas canções para o álbum. Mas eu não sei, eu senti apenas que algumas delas não eram para o disco... tudo soava muito bom e digno, e para qualquer outra pessoa teria sido um bom disco, mas para o U2, eles têm que ter uma magia, e não parecia tão mágico aquele material. Mas depois que surgiu "Miracle Drug", "A Man And A Woman", "Vertigo", parte de "All Because Of You", bem como "Original Of The Species", que era muito do que viria a ser, mas essa música estava incubando há muito tempo - já estava ao redor desde o álbum anterior. Na verdade, "Love And Peace (Or Else)" mesmo, acho que Flood originalmente trabalhou nela no álbum 'POP'. Essa música ao vivo se transformou em um monstro. Ela costumava rasgar-me em pedaços, certamente depois de 'October', foi como: 'Oh, Deus, por que vocês não tocam primeiro uma ou duas dessas músicas ao vivo? E então, quando nós as gravarmos, nós saberemos como elas funcionarão!' Desde o primeiro álbum, eles nunca tocaram nada ao vivo antes de gravar. O que pode tornar as coisas extremamente difíceis.
Eu acho que eles queriam 'How To Dismantle An Atomic Bomb' para ser um álbum de músicas, em vez de paisagens sonoras. Eles nunca souberam escrever canções nos primeiros dias, eles meio que tropeçaram nelas. Então eles decidiram: "Ei, nós somos muito bons nisso!" Levou tempo, mas eles acreditam em sua composição agora. Acho que depois de 'POP' eles pensaram: 'quais são os nossos pontos fortes? Somos uma banda de quatro peças, vamos ver até onde podemos levar isso.' Bem, eles parecem estar indo muito bem.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

'O U2 Que Eu Conheço' - Por Steve Lillywhite # 1° Parte


Hot Press - No. 33: 'The U2 I Know - By Steve Lillywhite' - Junho de 2005

Steve Lillywhite, que produziu os três primeiros discos do U2 - e apareceu na equipe de produção de quase todos os outros álbuns - olha para trás sobre a carreira da banda e recorda os altos... e os baixos

Minha primeira experiência com o U2 foi ouvir 'U2 Three', o lançamento da CBS na Irlanda. Alguém na Island Records me enviou para ver se eu poderia estar interessado em produzir o seu primeiro álbum.
Na época eu suponho que eu era um dos brilhantes jovens produtores, eu tinha trabalhado com várias bandas pós-punk e assim eu era um candidato óbvio - embora eu ouvi dizer que a razão pela qual eu tenha sido escolhido para o trabalho foi basicamente porque Martin Hannett, que tinha produzido "11 O Clock Tick Tock", decidiu não continuar com eles, porque Ian Curtis cometeu suicídio. É assim que os livros de história contarão, embora eu tenha lido que Ian Curtis cometeu suicídio em 1980, e eu tenho certeza que eu gravei 'Boy' no final de 1979, então há algo um pouco estranho aí! Mas o Sr. Hannett não era um bom homem. Todos nós tivemos nossos momentos, mas ele era bem conhecido como um cara muito louco, como um monte de produtores são porque muitas vezes é assim que eles conseguem toda a sua grandeza.
Mas eu me lembro de pensar: "Isso é bom, eu deveria ir vê-los ao vivo". Eu voei até Cork e me disseram que eu seria recebido por um tal de Sr. McGuinness. Eu pensei que com o nome McGuinness seria alguém com um chapéu de palha e me pegaria em um trator. Quero dizer, sem ofensa, mas a Irlanda no final dos anos 70 era um lugar muito diferente para a Irlanda de agora. Então, foi um choque quando esse cara disse: 'Olá Steve. Eu sou Paul McGuinness'. E ele depois me levou por cerca de uma hora, do aeroporto para o show, o tempo todo tocando uma fita com músicas do U2, dizendo: "Não é bom?" E era bastante óbvio que era bom, mas não grandioso. Eram gravações demos muito cruas, para falar a verdade. E então foi um daqueles shows onde todos os meninos estavam em um lado e todas as meninas estavam do outro lado. Mas foi um grande show. E eu me lembro que saímos para um drink depois e eles estavam bebendo Shandy com limonada vermelha (o Shandy é uma bebida muito popular no Reino Unido, onde também é conhecida como Shandygaff. Trata-se de um cocktail delicioso que mistura em partes iguais a cerveja com o ginger ale, cerveja de gengibre ou limonada). Agora eles bebem o melhor champanhe e outras coisas!
Então decidimos gravar um single. Nós fizemos "A Day Without Me", que eu comprei digitalmente só agora, porque eu estive assistindo alguns de seus shows recentemente na Vertigo Tour e eles estão tocando músicas do primeiro álbum, e eu não tenho uma cópia do single, então eu comprei no i-Tunes. Nesta turnê eles estão tocando "An Cat Dubh" e "Into The Heart" e elas soam mais atuais agora do que eles fizeram há dez anos de uma maneira estranha.
Eu me sentei e ouvi 'Boy' ontem pela primeira vez em 25 anos, de maneira completamente aleatória, antes que eu soubesse que eu estaria realizando um olhar ao passado para a Hot Press. Algumas deles, eu penso, são muito boas. Algumas delas são um pouco questionáveis, mas no geral, não foi um álbum de estréia ruim. Você pode dizer ao Bono que é um pouco auto-consciente.
Enfim, todo mundo parecia gostar de "A Day Without Me" - não foi um hit, mas nós decidimos seguir e fazer o álbum. E naqueles dias, você fazia um álbum bem rápido. Foi cerca de um mês, se não menos. Eu estaria no estúdio e todas essas pessoas estranhas viriam, Gavin e Guggi, e porque Bono naquele momento não fazia aquela coisa social, ninguém foi apresentado a ninguém, então havia todos esses personagens obscuros ao redor. Curiosamente, apenas nos últimos dois meses, quando eu estava ajudando-os com a preparação para a turnê Vertigo que, pela primeira vez eu não senti medo de Gavin Friday! Quero dizer, ele é um amor de pessoal, mas se você não o conhece... por 25 anos, eu me senti intimidado por ele de uma maneira estranha. Foi só quando estávamos trabalhando juntos, ajudando a banda a organizar a turnê e a montar o setlist, que eu percebi que ele é um homem adorável.

Vídeo: A guitarra usada por The Edge na gravação de "Bad" em 'The Unforgettable Fire'


O músico, fã e colaborador Márcio Fernando nos envia um interessante vídeo explicativo, falando sobre a guitarra usada por The Edge na gravação de "Bad" em 'The Unforgettable Fire' em 1984.
Márcio explica:

"Nas gravações do disco 'Boy' de 1980, Edge só possuía uma guitarra, a famosa Explorer. Quando questionado pelo produtor Steve Lillywhite qual guitarra Edge usaria para fazer os *Overdubs (Overdubs são camadas de guitarras, gravações de algumas guitarras diferentes na mesma música), Edge não entendeu, pois só tinha a Explorer.
A partir de 'October' e 'War', Edge já tinha comprado uma guitarra Fender modelo Stratocaster e a utilizou nas gravações destes 2 discos.
No disco 'The Unforgettable Fire' de 1984, com a produção assinada pro Brian Eno e Daniel Lanois, The Edge foi encorajado a usar outros tipos de guitarras para diferentes sonoridades nas músicas, a busca por um som, algo muito experimental.
Eno apresentou para Edge as guitarras semi acústicas Gibson Les Paul e Telecaster, e aproveitando essa parte de experimentações, Brian Eno também apresentou um aparelho chamado E-Bow, onde o som, a nota da guitarra, é sustentada infinitamente. A partir dessas novas guitarras, Edge teve sua perspectiva musical ampliada.
Mas em estúdio a coisa funciona de um jeito e ao vivo, de outra, como por exemplo:
Em "Pride (In The Name Of Love)", na versão de estúdio, Edge tocou com uma guitarra ou semi acústica ou uma Les Paul, ambas com 2 captadores chamados Humbuckers, que são os mesmos captadores que tem a Explorer. Mas ao vivo, a sonoridade da canção ficou melhor com a Fender Stratocaster.
Em "Bad", na versão de estúdio, Edge toca com a Telecaster, mas ao vivo funcionou melhor também com a Fender Stratocaster.
Acho que essa busca pela melhor sonoridade tem a ver com o estado de espírito do Edge em cada turnê, pois eu já vi ele tocando "The Electric Co." com a Gibson Explorer, com a Fender Strato e com a Gibson Les Paul.
Mas para entender melhor, acho melhor ver o vídeo!"

U2 pede para juiz descartar processo sobre um possível plágio de "The Fly"


O U2 pediu a um juiz nos EUA na terça-feira para descartar um processo por um compositor britânico e guitarrista que alegou que a banda usou partes de um de seus trabalhos para uma canção em seu álbum de 1991, 'Achtung Baby'.
Em uma declaração no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Manhattan, o U2 disse que os ouvintes comuns achariam que sua música "The Fly" e "Nae Slappin", de 1989, de Paul Rose, não soam "nada parecido" e nenhum júri razoável poderia encontrar similaridades substanciais.
A banda também questionou por que Rose esperou até fevereiro para processar, dizendo que nada sobre "The Fly" mudou desde que foi lançada há mais de 25 anos atrás.
Um advogado de Rose não se pronunciou.
Rose disse que está buscando pelo menos US $ 5 milhões em danos do U2, UMG Recordings Inc e uma unidade da Vivendi SA que lança registros sob o selo do U2, Island Records.
De acordo com a denúncia, Rose tinha dado uma fita demo de "Nae Slappin" para a Island Records, e "The Fly" mais tarde incorporou seu solo de guitarra, distorção e efeitos de percussão.
A juíza Denise Cote está supervisionando o processo.



Do site: Reuters

terça-feira, 18 de julho de 2017

Bono seria o recepcionista em 'O Hotel de Um Milhão De Dólares'


'O Hotel de Um Milhão De Dólares' é um projeto que o diretor Wim Wenders concebeu com Bono, o autor da ideia e do primeiro roteiro.
Os resultados desse "conto de fadas moderno", como o alemão define o filme, ganhador do Prêmio do Júri no Festival de Berlim, são discutíveis, para muitos, mas ninguém duvida de que nesse hotel residem todas as obsessões de um diretor entregue à paixão amorosa e à exploração dos mistérios da morte.
Lá vivem o protagonista, Tom Tom, interpretado por Jeremy Davis; uma prostituta nervosa encarnada por Milla Jovovich, que fez Joana D'Arc antes; um sujeito, Peter S. Muller, que acha que é ao mesmo tempo John Lennon e um índio sioux. Um poeta morre. É então que Skinner, um agente com pinta de androide do FBI, é designado para investigar o caso. Entra em cena Mel Gibson, para colocar as coisas em ordem.
Wenders explica: "O tesouro desse filme são os personagens e o lugar no qual vivem. Não consigo trabalhar em locais pelos quais não me apaixone", assegura.
"E esse hotel é real, existe, não teve de ser inventado. Fica em Los Angeles e possui o nome que possui no filme. Eu o conheci em 1990, em plena ressaca dos anos Reagan, como recurso para as pessoas que não têm mais nada. O último refúgio para alguém que saindo dali terminaria na rua", diz, e desmente que o filme seja uma promoção comercial para os donos do hotel.
"Não creio que depois de assistir o filme muita gente queira se hospedar ali. O tapete do saguão é horrendo. Nós não nos hospedamos lá. Quer dizer, eu não, porque Milla e Jeremy ficaram duas semanas lá, convivendo com os clientes", conta o diretor.
A filmagem dessas imagens preciosistas e atuações pouco convencionais e um tanto histriônicas demorou 35 dias. "O prazo era curto, e fizemos retoques digitalmente em algumas coisas para melhorá-las". É esse o caso do letreiro do hotel, que estava em estado lastimável.
"Pedimos uma verba para restaurá-lo, mas nos disseram que isso custaria US$ 200 mil e eu decidi recorrer aos efeitos especiais. Terminamos criando em Munique o letreiro usado no filme, por menos de US$ 2 mil", conta esse entusiasta das novas tecnologias - tanto que estreou o filme com uma cópia digital de alta definição, com imagem mais nítida.
O projeto chegou às mãos de Wenders em 1994. Bono, seu amigo, deu-lhe o roteiro original para que comentasse. "Li, discutimos o texto durante dois dias sem pensar em produzi-lo, e eu disse que só faltava um diretor. Aí ele me encarou e sorriu maliciosamente", conta, "e eu entendi, não consegui recusar. Não sabia que ele era tão esperto".
A amizade entre os dois data de quando Wenders dirigiu um vídeo para uma das canções de 'Zooropa'. Wenders é padrinho de um dos filhos de Bono, e eles são muito unidos.
A trilha sonora de 'O Hotel de Um Milhão De Dólares' é do próprio Bono e do U2, que contou com a ajuda de dois dos seus colaboradores, Brian Eno e Daniel Lanois, dupla que sempre esteve por trás do sucesso da banda.
"A música é a parte mais bonita da pós-produção de um filme", diz Wenders. "Não estranho que o filme tenha saído da cabeça de um músico, porque esse tipo de mente está aberta a tudo", diz o diretor, que não enfrentou muitos problemas para apor sua assinatura ao argumento de Bono.
Bono confiou plenamente em Wenders. Um artista como ele é difícil de encontrar porque, disse o cantor, "é daqueles que vão sempre contra a corrente". O músico respeitou ao máximo o trabalho do diretor.
"A música se enquadrou perfeitamente ao filme, e ele não participou da filmagem", conta Wenders, "ainda que eu quisesse vê-lo fazendo um papel, o de recepcionista, que em princípio era dele". Mas no final restou uma pequena aparição, com Bono saindo por um instante de uma festa que acontece no saguão.

Chefe da gravadora do U2 nos EUA fala sobre o disco 'No Line On The Horizon'


Jimmy Iovine, chefe da Interscope Records e produtor que trabalhou com o U2 em 'Under A Blood Red Sky' e 'Rattle And Hum', em entrevista para a Rolling Stone:

Como chefe da gravadora do U2 nos EUA, qual foi a sua opinião sobre 'No Line On The Horizon'?

Não estava finalizado. A forma como eles gravam - eles não fazem tipo: 'Ok, nós temos oito músicas. Agora vamos para a nona'. Esqueça. O fim de uma canção é o gancho na próxima. The Edge vira as coisas de cabeça para baixo, no último minuto. Bono está revezando em cinco estúdios. Eles não finalizaram este disco.

Que músicas no álbum deveriam ter sido hits?

"Moment Of Surrender" poderia ter sido uma grande canção. Não acredito que o disco seja tão bom quanto essa música. Não faz o que "I Still Haven't Found What I'm Looking For" faz em 'The Joshua Tree'. Poderia ter sido uma dessas.
"I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight" é uma ótima ideia. Vou te contar uma história engraçada sobre isso. Eu enviei Will.i.am lá para fazer alguns remixes dela. Ele trabalhou com eles por duas semanas, voltou e escreveu "I Gotta Feeling". Os acordes são acordes U2, 100%. Ele disse isso para eles.

Será que a U2360° marcou o fim de algo para eles - ou para o rock em geral? Como você consegue algo maior que isso?

É quase como se você não pudesse mais construir certos tipos de pontes. Eu não sei como você constrói um U2 novamente, por causa de todas as coisas que se juntaram: o punk, a cena club, CDs.
Mas esses caras são os mais engenhosos do rock. O U2 tem um futuro extraordinário. Eles passaram por tudo e ainda querem mais do que a maioria das bandas. Eles são atuais, e eles se importam. Eles vão fazer isso facilmente como os Stones. Mick e Keith criaram coisas incríveis juntos, mas o mundo inteiro sabe que sua dinâmica afetou sua escrita. A dinâmica de Bono e Edge não desmoronou. Eles terminam uma turnê de três anos. Eles saem de férias, e suas casas são vizinhas umas das outras. Quero dizer, você mal pode fazer isso com sua esposa.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Novos Segredos Revelados: "She's A Mystery To Me", a canção escrita por Bono e The Edge para Roy Orbison


O U2 retornou ao Sun Studios uma segunda vez em 1987, para fazer o corte de uma demo de "She's A Mystery To Me" com o produtor Jack Clement, e acabaram gravando também uma cover da canção de Woody Guthrie, "Jesus Christ," que apareceu em 1988 na coletânea tributo à Guthrie/Leadbelly chamada 'Folkways: A Vision Shared'.
"Eu acho que foi a conexão de Elvis e Roy Orbison com o Sun Studios que transformou aqueles caras do U2", diz Dave Ferguson, engenheiro de som que projetou as sessões do U2 no Sun Studios. "Isto faz parte da história do rock, sabe?"
A história por trás de "She's A Mystery To Me" é no mínimo casual e estranha. A canção escrita por Bono e The Edge para o álbum de retorno de Orbison de 1989 produzido por Jeff Lynne, e depois se tornando seu último disco, 'Mystery Girl'- surgiu de um sonho de Bono. Na noite de 1 de Junho de 1987, o cantor adormeceu ouvindo a trilha sonora de David Lynch de 'Blue Velvet', que, tão apropriadamente, trazia a canção de Orbison "In Dreams". Na manhã seguinte, ele acordou com a música fixa em sua cabeça. Ou foi assim que ele imaginou.
Filho de Orbison e amigo de longa data de Bono, Roy Orbison Jr. recorda: "Bono, em suas próprias palavras, disse que quando ele acordou, ele tinha uma canção de Roy Orbison em mente, e ele ouviu o álbum e a música não estava lá, e então ele começou a escrevê-la."
O U2 estava tocando naquela noite na Wembley Arena em Londres, onde Bono trabalhou na canção na passagem de som, completamente sem saber que Roy Orbison e sua esposa Barbara Orbison iriam aparecer para surpreender a banda no backstage. Mas a semente da canção foi realmente plantada bem antes, quando Bono - já tendo sido abordado para colaborar com Orbison -primeiro conheceu o cantor para uma sessão de composição em sua casa em Malibu. Bono tem uma histórica história de acidentes infelizes, e esta reunião entre eles é uma destas. O cantor fez a sua entrada através de uma porta de vidro deslizante tão bem polida que ele não percebeu que estava fechada, e deu direto de cara nela, arrebentando o nariz e caindo para trás. "Ele ficou um pouco envergonhado", revelou o filho de Orbison, que tinha 16 anos na época. "Ele se penteou, limpou o nariz, e então nos disse que ali era uma bela vista."
Bono também tem um histórico de perder seus cadernos com letras. Ele acabou perdendo suas anotações com as ideias de "She's A Mystery To Me", escreveu novamente, e depois perdeu esta também em um avião após uma reunião com Roy Orbison. Roy Jr., que estava junto na sessão, diz que, em sua opinião, o que Bono escreveu naquele dia soou muito parecida com o que se tornaria "One" do U2, quatro anos depois. "Eu sempre tenho a sensação de que Bono escreveu duas boas músicas para Roy", diz ele. (vale a pena notar que, ao longo dos anos, sempre que "She's A Mystery To Me" apareceu em um setlist do U2, é muitas vezes foi como uma parte final acapella para "One".)
Roy Jr. toma o crédito por apresentar o U2 ao seu pai, por tanto ouvir uma fita de 'The Joshua Tree' no toca fitas do carro da família no trajeto diário para a escola. "Ele conhecia as bandas modernas, mas ele não ficava preso em uma banda com muita freqüência. Mas U2, ele gostava. Ele ouviu U2 [por] ele mesmo ... Eles eram sua banda favorita naquela época", diz Roy Jr., mencionando que a canção favorita de seu pai no álbum era "Running To Stand Still", uma música que ele lembra de Bono dizendo que era seu próprio "Running Scared".
Em relação à sessão de composição de "She's A Mystery To Me", Roy Jr. diz: "[Bono] gostou da ideia de que havia alguma grande pressão acontecendo. Eu imaginei que ele estava pensando em si mesmo como estando em um prédio de apartamentos [com] uma revolução acontecendo nas ruas, ou talvez Mardi Gras, onde você está na varanda, com algo borbulhando na superfície. Isso é o que ele queria com a batida e era isso que ele queria com a energia da música. Ele veio com essas grandes linhas, você sabe, "como uma lâmina para o meu coração/palavras me despedaçando." Isso é bom, isso é Orbison-y, mas meu pai nunca escreveu nada tão gráfico."
"She's A Mystery To Me" é uma das melhores canções que Bono já escreveu. É surpreendente que ele não guardou para si mesmo. Roy Jr. lembra-se da sessão de gravação em Los Angeles para a canção como "mágica".
"Foi basicamente três caras - Bono tocando guitarra, meu pai cantando e Jim Keltner tocando bateria - e eles fizeram isso ao vivo. Essa é a maneira que você sonha em fazer, mas nem sempre funciona, e isso funcionou muito bem. Depois, o tecladista Benmont Tench do Tom Petty and the Heartbreakers e o falecido baixista Howie Epstein também aparecem na canção, tendo gravado suas partes mais tarde em cima do som ao vivo dos três iniciais.

Da matéria da Rolling Stone, 'How U2 Fell in Love With Nashville and Influenced Today's Country Music'

Não-Oficial: o videoclipe animado de "Desire"


Em 1998, a Editora Escala lançou, na edição 7 da revista Clip Rock, uma biografia do U2. Entre fotografias, letras traduzidas e discografia completa, a edição trouxe um clipe gráfico da música "Desire". Nada mais do que a quadrinização da canção, inspirada na letra da mesma. Ela foi desenhada por Laudo Ferreira, Arte-Finalizada por Omar Vignoli e colorida por Salvatore Aiala.

O fã do U2, Flávio Barcellos, em seu blog Rock & Quadrinhos Scans, escaneou as páginas do clipe gráfico, e partindo da ideia original, Cláudio Leyria transformou a quadrinização em um videoclipe com a música original. Uma alucinante viagem gráfica!

domingo, 16 de julho de 2017

Novas informações sobre 'Songs Of Experience', o novo disco do U2


O site U2 Songs (antigo U2 Wanderer) informa que o U2 continua fazendo audições de músicas do próximo disco, 'Songs Of Experience', para DJ'S, personalidades, amigos e imprensa. As audições estão acontecendo pela América Do Norte e Europa quando a banda realiza shows da 'The Joshua Tree Tour 2017'.
A banda está participando das sessões de audições, discutindo sobre as novas músicas e pedindo opiniões sobre as faixas ouvidas. São de 5 à 8 músicas apresentadas.
A audição em Roma foi com The Edge, Adam Clayton e Bono.
"Red Flag Day" foi mencionada como tendo sido tocada em uma dessas sessões na América do Norte. Uma canção pela primeira vez citada, "The Light At Home" (talvez anteriormente conhecida com o título de "The Light") foi mencionada por The Edge como uma das canções que ele está adorando no novo álbum. "American Soul" foi descrita como uma verdadeira melodia rock. "You’re The Best Thing About Me" está sendo ouvida, mas não é a versão remixada por Kygo, e sim a versão de estúdio do U2, um mix diferente.
As linhas que Bono cantou na canção "XXX" de Kendrick Lamar, que foi listada como sendo uma colaboração com o U2, na verdade foi um sampler usado por Lamar, porque as letras foram tiradas realmente de uma canção do U2, uma música que já foi ouvida nestas sessões de audições. Relatos dizem que as letras estão um pouco mais lentas na versão de Kendrick Lamar do que na versão original do U2. Esta canção pode ser "American Soul".
O primeiro single do álbum agora está sendo cogitado para ser lançado em oito semanas. A música deve ser lançada no rádio na primeira semana de setembro, assim que a banda dar início à terceira etapa da 'The Joshua Tree Tour 2017'. O single não será "The Little Things That Give You Away", e ao que parece não será também "You’re The Best Thing About Me" com base nessas sessões atuais onde eles estão compartilhando informações sobre o plano para o lançamento do disco.
O álbum deverá ser lançado este ano, em 1° de Dezembro, no Dia Mundial da Luta Contra a AIDS. A banda disse que não vai lançar o disco até que a 'The Joshua Tree Tour 2017' seja finalizada, o que deve acontecer na data de 22 de Outubro de 2017, com o último show no Brasil.
Há rumores que a próxima turnê que deverá ser chamada eXPERIENCE + iNNOCENCE seja reiniciada na próxima primavera da Europa, com venda de ingressos antes do Natal.

sábado, 15 de julho de 2017

Tony Belloto, Guto Goffi, Edgard Scandurra, João Barone e Dinho Ouro Preto falam da influência do U2 no rock brasileiro


O U2 é nome que arrasta milhares de fãs a seus shows brasileiros, motivo para suportar horas e horas em filas e enfrentar madrugadas e muitos problemas para conseguir comprar ingressos. Em 2006, uma matéria da Folha De São Paulo disse que a música do U2 não é tão sentida como influência nas bandas de rock nacional.
Para conferir essa impressão, a Ilustrada ouviu algumas das principais figuras do pop brasileiro. E... bem, a maioria discordou.
Em seus comentários, grande parte dos músicos afirmou que, sim, o U2 pode ser considerado como influência de várias bandas roqueiras brasileiras. Mas, naquele momento, citar quais os grupos que beberam na fonte dos irlandeses, apenas um nome apareceu: Legião Urbana.
"Discordo que o U2 não influencie bandas brasileiras", afirmou Tony Bellotto, guitarrista dos Titãs. "Nos anos 80, quando surgiu, o U2 influenciou muita gente do rock no Brasil, aí incluída a Legião Urbana, por exemplo. Mas desde o início dos anos 90 acho que o U2 não influencia muita gente. O trabalho do U2 é mais difícil de definir e, portanto, de imitar. Canções irlandesas, Beatles, o toque único da guitarra do The Edge, ritmos marciais, experimentações eletrônicas e rock se misturam numa alquimia complexa e difícil de ser alcançada por iniciantes incautos."
Edgard Scandurra, guitarrista do Ira! "Respeito o U2, acho que é um grupo pós punk que remete muito aos anos 80."
Dinho, o vocalista do Capital Inicial: "Especificamente na nossa geração, o U2 foi mais influente. Você vê nos primeiros discos da Legião Urbana uma influência evidente dos Smiths e do U2. Mas isso talvez seja uma coisa peculiar de Brasília. Ouvíamos metal, Sabbath, Zeppelin. De lá passamos para o punk."
João Barone, baterista dos Paralamas do Sucesso: "O U2 foi, sim, referência forte a partir dos 80. Como exemplo, temos a maior e mais popular banda de rock brasileira de todos os tempos, a Legião Urbana, que tinha fortes pinceladas do U2 em sua música."
Guto Goffi, o baterista do Barão Vermelho: "Da geração 80, só o Barão teve essa influência de Rolling Stones, do blues. As bandas brasileiras da época foram mais para o punk rock. O U2 tem um som particular, um letrista muito bom e a música é uma moldura boa para aquele texto. É uma coisa da Irlanda, o The Edge tem um jeito de tocar... Sempre que alguém tenta imitá-los, se ferra."

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Um ano após ataque que deixou 86 mortos, Adam Clayton e Bono prestam homenagem assistindo a uma missa memorial em Nice


Os Franceses lembram vítimas do atentado em 14 de julho de 2016, em que um caminhão atropelou multidão que festejava o Dia da Bastilha no balneário da Côte dAzur, matando 86 pessoas. Autoridades ainda apuram o que motivou o autor. Este ano não haverá fogos de artifício no calçadão da praia de Nice, como é tradição no Dia da Bastilha. Em vez disso, uma missa memorial com presença do presidente francês, Emmanuel Macron, e um espetáculo noturno lembram as vítimas do atentado ocorrido há exatamente um ano.

Adam e Bono prestaram homenagem assistindo hoje a missa memorial em Nice.

Ouça "Paranormal", canção título do novo álbum de Alice Cooper com Larry Mullen Jnr na bateria


O próximo álbum de Alice Cooper, o 27° de estúdio, intitulado 'Paranormal', será lançado neste mês, e Larry Mullen toca em 10 das 12 faixas no disco (as 10 primeiras trazem Larry), e uma delas é a faixa que dá nome ao disco!

O Lyric Video da faixa foi disponibilizado!

Histórias de 'Rattle And Hum': a viagem para Nashville onde Larry Mullen foi tirado do palco pela dona de um bar, e onde o U2 foi apresentado à Johhny Cash


Bono, The Edge e Adam Clayton retornaram ao Tennessee meses após as sessões no Sun Studios para 'Rattle And Hum', como lembra Dave Ferguson, o engenheiro de som que projetou as sessões de gravação do U2 com Jack Clement.
A banda saiu alguns dias em Nashville e esteve com Clement e sua equipe em seu famoso estúdio caseiro, Cowboy Arms Hotel And Recording Spa.
Junto com o cantor country Pat McLaughlin, levou os rapazes irlandeses para uma noite de festa na Lower Broadway, e em seguida, para um honky-tonk, um tipo de bar com acompanhamento musical, típico do sul e sudoeste dos Estados Unidos, normalmente frequentado pela classe trabalhadora.
Ao final da noite, os membros bêbados do U2, em sua maior parte não reconhecidos pelos patronos do bar, estavam no palco para uma jam como Dalton Brothers. Até hoje, apenas algumas pessoas de Nashville realmente conhecem a história.
A proprietária do bar, Norma Bogle, lembrou-se de uma história em 2001 naquela cena de Nashville: "Aquele baterista [Larry Mullen Jr.] ficou atrás da bateria e estava tocando o inferno. ... Eu não conseguia ouvir mais nada, então eu fui lá e o tirei do palco. Meus filhos queriam me matar quando eu contei a eles sobre isso no dia seguinte. 'Quem é U2?', eu perguntei. Eu ainda não tenho certeza quem são eles."
De acordo com Ferguson, foi Bono que pulou para a bateria e soltou seu animal interior. A viagem em Nashville acabaria por ter um grande impacto sobre a banda e outra lenda da música nos anos noventa.
"Foi quando os apresentamos ao Johnny Cash", diz Ferguson.
Clement e Ferguson levaram os caras do U2 para um almoço com Cash. "[Johnny] tinha 50 acres cercados em Hendersonville. Ele tinha um monte de cervos lá, mas ele também tinha essas emas, você sabe, eles são como avestruzes. Então, estávamos no Range Rover do Johnny, e Johnny viu uma dessas emas e ele acelerou e tentou atropelar um desses malditos avestruzes. Ele disse: 'Odeio essas coisas!' Os caras do U2 realmente se divertiram com isso. Eles podiam ver que Johnny era travesso e um verdadeiro palhaço."
"O meu pai criou um parentesco com o Bono", diz o filho de Cash, John Carter Cash. "Bono teve uma visão para escrever uma canção ("The Wanderer"), e ele e meu pai escreveram as letras, conversaram ao telefone. Eles tiveram uma conexão instantânea porque Bono e meu pai eram ambos como estudiosos."
"[Johnny Cash] me mostrou sua casa, seu rancho, seu zoológico (sério, ele tinha um zoológico em Nashville), sua fé, sua música", Bono escreveu em uma lembrança no site do U2 após a morte de Cash em 2003. "Ele era mais do que sábio. Em um jardim cheio de ervas daninhas - o carvalho."

Da matéria da Rolling Stone, 'How U2 Fell in Love With Nashville and Influenced Today's Country Music'

Histórias de 'Rattle And Hum': como o produtor 'Cowboy' Jack Clement foi solicitado para trabalhar com o U2


O cantor, produtor e compositor Jack Clement co-produziu faixas do disco 'Rattle And Hum' do U2. Ele nunca tinha ouvido falar do U2, mas pegou a sessão com base na insistência de alguém de seu escritório.
Durante a parte americana da turnê 'The Joshua Tree' em 1987, em um dia de folga, o U2 quis gravar no Sun Studio em Memphis. A banda procurou Jack Clement por recomendação de T Bone Burnett, que informou à banda que Clement, engenheiro do Sun Studios em seu auge nos dias de Roy Orbison, Jerry Lee Lewis e Elvis Presley - ainda estava vivo e fazendo gravações em Nashville. Na época, Clement tinha acabado de produzir com Jim Rooney o álbum de retorno de Townes Van Zandt's em 1987, 'At My Window', enquanto o U2 estava enchendo estádios pelo mundo, vivendo como destaque na MTV, dominando as rádios e vendendo num piscar de olhos, cópias de 'The Joshua Tree'. E, no entanto, devido ao emblemático vasto abismo entre o country e o mundo do rock na época, algumas pessoas ainda não tinham ouvido falar da banda, e Clement estava entre eles. Então, ele estava bastante tranquilo quando o escritório do produtor de 'Rattle And Hum', Jimmy Iovine, chegou com uma solicitação.
"Acabei de receber uma ligação, as pessoas querem gravar no Sun, alguma banda chamada U2" Clement disse para seu funcionário Dave Ferguson, um cara de Nashville que operou o console em gravações de Johnny Cash, Sturgill Simpson, Dan Auerbach e dezenas estrelas do rock e country neste meio. "Eu disse: 'Jack, isso é ótimo!' Ele perguntou: 'Que tipo de música é?' E eu disse: 'É rock! É uma banda de rock enorme'. E ele disse: 'Bem, acho que vou dizer a eles que vamos fazer isso'."
Com Ferguson como engenheiro de som e projetando as sessões em um único dia, e utilizando inclusive um microfone anteriormente usado por Elvis, o U2 gravou algumas canções para o álbum 'Rattle And Hum'. Com a assistência de Jack Clement, eles gravaram "Angel Of Harlem" com a participação do The Memphis Horns, "When Love Comes To Town" e a balada gospel country escrita com Bob Dylan, "Love Rescue Me", além de uma cover de Woody Guthrie, "Jesus Christ", que foi lançada na coletânea 'Folkways: A Vision Shared—A Tribute to Woody Guthrie & Leadbelly'.
Ferguson lembra-se de gravar a banda ao vivo em uma Akai 12-Track com alguns microfones emprestados da Chips Moman. Essa abordagem bruta estava muito longe da abordagem fastidiosa e cirurgicamente precisa que os engenheiros Brian Eno e Daniel Lanois levaram para 'The Joshua Tree'.
"Foi muito fácil", recorda Ferguson. "Eles meio que organizaram as músicas quando elas funcionaram."
"Eles amaram Clement imediatamente", recorda Ferguson. "Ele era exatamente o que eles queriam. Queriam alguém que soubesse gravar naquela sala do Sun."
O organista de Clement, Joey Miskulin, que tocou B3 na sessão, escreveu arranjos no local para o The Memphis Horns, com a equipe do documentário 'Rattle And Hum' se apertando na sala. "O que está no filme é a coisa real, que é apenas a maneira que tudo aconteceu naquele dia", diz Ferguson. "A banda teve um grande momento, cara. Eles são caras muito legais, sabe? ... Não são idiotas."
"Você nunca ouve The Edge tocando a música de outra pessoa", recorda Ferguson.
Ferguson acredita que Clement desempenhou um papel no U2, desenvolvendo neles mais do que um interesse pela música country.
"Country era grego para eles. Nós estávamos sentados lá tocando coisas básicas country no escritório de Jack. Eles estavam tendo que prestar atenção a nossas mãos para as mudanças de acordes. The Edge descobriu como pegar uma caixa de eco e um amplificador e uma guitarra e fazer um som inteiro fora disso para uma banda."
"Lembro-me deles falando sobre Hank Williams e essas coisas no escritório de Jack", diz Ferguson. "Eu acho que aqueles caras não eram ignorantes para aquilo, eles conheciam os grandes atos, os atos que todas as pessoas conhecem."

Da matéria da Rolling Stone, 'How U2 Fell in Love With Nashville and Influenced Today's Country Music'

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Na Estrada Com O U2: Revelações e Contos da 'The Joshua Tree Tour 2017' - Parte II


Trinta anos atrás era Thatcher / Reagan, hoje é Trump / Theresa May. Qual dupla é pior?

(Risos). O tempo vai dizer. Quero dizer, na época haviam muitas pessoas, particularmente na América Central, que eram tão contra as políticas da administração Reagan, e agora, entre uma grande seção de comentaristas políticos, aquele período é visto como um momento de ouro para o Partido Republicano, e sua administração é considerada como uma referência para o quão bom pode ser. Então, realmente o que você vê depende de onde você está posicionado, em relação à isto.
Se você perguntar às pessoas agora, 90% diriam que Ronald Reagan era o gigante político e Donald Trump é a aberração, mas vamos ver. Na época, Ronald Reagan não era visto como um personagem razoável e progressivo. Ele foi visto como muito reacionário e sua política externa causou muita dor de cabeça na América Central. Então só o tempo dirá.

À partir dos ensaios, "Miss Sarajevo" tornou-se "Miss Syria", em grande parte por causa desse vídeo muito poderoso do campo de refugiados jordaniano. Como você se sentiu quando viu o vídeo pela primeira vez e o colocou na música?

Nós trabalhamos um pouco com o artista francês Jr em coisas anteriores, ele é um amigo e um artista incrível, e seu trabalho é sempre encontrar locais de conflito ou controvérsia, e colocar a arte em algum lugar onde você nunca esperaria vê-la. Então, era perfeitamente consistente com o que ele fazia. Então, em primeiro lugar, foi ótimo encontrar uma maneira que pudéssemos colaborar com ele, então nós conversamos com ele em Nova York sobre essa ideia, e quando finalmente vimos o filme, ficamos tipo 'uau...'
Nós não sabíamos bem como ele estava fazendo para trazer isso, mas foi meio emocional. É um retrato bonito do problema essencial com todo o problema do emigrante, que realmente, são apenas pessoas como nós, mas vindo de um lugar diferente, de uma cultura diferente, mas com todas as mesmas aspirações. Acho que agora é uma mensagem muito importante de se levar.
É muito fácil ter medo, e perder esse fato, à luz do terrorismo internacional e tudo isso, e agora, parece que a narrativa foi para o outro lado. Você sabe, como a imigração equivale a uma ameaça, e eu não acho que deveria ser vista assim.

Por que não haverá um segundo show no Croke Park?

Foi mais por logística do que qualquer coisa. Os locais estavam reservados e tínhamos apenas uma janela muito curta, e é apertado para tentar chegar em todos os lugares, então... desculpem, rapazes!

Edge se despede e Guy Oseary - empresário do U2 desde 2013 (ele também gerencia Madonna e Amy Schumer) - aparece para dizer oi. Um israelita-americano impecavelmente educado, um jovem de 44 anos aperta as mãos de todos na mesa. Perguntado se ele vai estar por toda a turnê, ele responde: "Eu vou estar na maior parte. Quero dizer, eu estava na maioria deles antes mesmo de trabalhar com eles. Eu sempre amei ir aos shows da U2."
Alguns minutos depois, Adam e Bono chegam. "Como posso ajudar?", brinca o vocalista, tomando seu lugar na mesa. "Eu vim falar sobre trabalho!"

Você já encontrou Trump?

Não, nunca. Eu não gostaria de conhecê-lo, porque ele teria mais fotógrafos do que eu, e isso só abafaria as coisas.

O que está acontecendo com 'Songs Of Experience'?

Bem, se fosse por mim, eu estaria tocando ele.

Está finalizado?

Praticamente. É uma obra muito especial. Acho que pode ter se beneficiado com a pausa que fizemos. Porque eu gostaria de tê-lo lançado há um ano atrás. As coisas mudaram agora, só tinha que acontecer. Nossas canções surgem como histórias, notícias de última hora, bem como o que está acontecendo em nossas próprias vidas, o que está acontecendo na comunidade. O U2 sempre foi assim e o mundo todo mudou e você só não queria estar cantando sobre o bug do milênio!

O quão importante o show do Croke Park para você?

"É ótimo voltar lá", responde Adam. "Nós fomos lá no início da turnê 'The Unforgettable Fire'. É sempre divertido tocar para um público de casa. Tocar esse disco em particular para um público de casa será incrível.

Que tipo de memórias você tem dos shows de 1987?

"Eu não tenho muitas lembranças do anos 80", ri Adam. "Falando sobre o que eu me recordo, foi um show muito, muito cru, o show da The Joshua Tree'. Nós não tínhamos câmeras de vídeo naqueles dias, não tivemos nada do que temos agora, e nós aprendemos com isso. Anton Corbijn fez alguns filmes incríveis, que você verá, que ilustram de onde viemos - se você gosta, é um álbum em animação".

"Eu me lembro de uma briga com Paul McGuinness indo para o Croke Park", responde Bono. "Nós não conseguimos obter o som correto. E eu fui atrás dele dizendo: 'que tipo de lugar é esse, cara, você realmente espera que façamos música aqui, nesta bagunça de concreto?', e Paul virou para mim e disse: 'Mas você me pediu, você pessoalmente me pediu para tocar neste lugar'. Essa foi uma delas.
Outra coisa foi que na noite anterior nenhum de nós sentiu qualquer nostalgia. A coisa mais estranha, as músicas parecem que foram escritas para esse momento. 'Céu do deserto, sonhe sob o céu do deserto, os rios correm mas logo secarão, nós precisamos de novos sonhos esta noite'. Este é o tipo de tema da The Joshua Tree Tour. É exatamente isso, precisamos de novas idéias.
Eu sempre penso em Bob Dylan, em "Brownsville Girl", no meio da música ele canta - uma de suas maiores músicas: "Se houver uma ideia original lá fora, é agora que eu poderia usá-la". Acho que todos nós sentimos isso agora."

Você pode nos revelar alguns títulos de músicas do próximo álbum?

Bono: "Há uma chamada "American Soul". Aquele que Kendrick realmente gosta, ele tem parte disso (Bono diz que o álbum de Kendrick é ótimo e Adam diz que ele é a voz do Hip Hop a ser ouvida). Há "The Little Things That Give You Away". Tem uma pessoal, eu tenho que dizer ... Eamon Dunphy teve uma grande influência no nosso novo single. Ele disse, ao falar da minha mulher, que Ali era a melhor coisa sobre Bono. Então escrevemos uma música chamada "You’re The Best Thing About Me’."

Como você se sente em ainda estar subindo no palco e agitando depois de 40 anos?

"É muito surpreendente", se entusiasma Adam. "É algo onde ainda temos que beliscar a nós mesmos. Quando estávamos começando, você pode ter um ou dois singles, você pode gravar um álbum... e então parece sério. Mas nós estamos fazendo isso por um bom tempo. É incrível ficar na frente do público e fazê-los não ter aquele descrença em você. Quero dizer, se eles te vissem andando pela rua, talvez não sentissem o mesmo por você, mas é ótimo por algumas horas."

Bono: "É uma emoção e você pensa, bem, quanto tempo isso pode durar?"

Você poderia viver sem isso?

"Eu acho que provavelmente poderíamos", considera Bono. "Isso vem com o custo".

Você quer isto?

"Não temos escolha", diz Bono. "Bem, para que mais estamos qualificados? (ri) Nós não temos escolha em termos de canções, o que significa... você escreve as músicas para se sentir bem, você sabe. É um sentimento que só as canções podem responder por mim. Nós nos tornamos, e eu acho que isso é chato para algumas pessoas, mas nós nos tornamos verdadeiros estudantes de canções. É por isso que ter Noel Gallagher excursionando com nós pela Europa, você sabe... ele é o pássaro que canta. Ele é o cantor. Queremos estar perto disso. Muitas das músicas que vamos tocar, não pensamos sobre canções. Só estávamos tentando nos comunicar com música interessante. Mas como nos tornamos estudantes de uma certa maneira, isso nos mantém. Porque há algo darwinista sobre uma grande canção."

O que você quer dizer com isso?

"É melhor do que outras canções. Aprendi isso com Oasis na verdade. Eu acho que ouvi Liam Gallagher dizer a outro cantor - não foi muito legal o que ele disse, mas ele acabou dizendo, foi muito simples, ele disse: 'nossas músicas são melhores do que suas músicas'. E eu pensei que isso é tão juvenil (risos), mas então eu pensei: 'não, eu realmente sei o que ele quer dizer. Em um certo nível, havia um ponto no tempo onde todos nós diríamos: 'nós simplesmente não conseguimos'. Uma grande canção é o seu próprio argumento para si mesmo e que está nos mantendo compositores. A parte difícil é deixar suas famílias, deixando a comunidade. Fica mais difícil. Nós nos tornamos animais um tanto domesticados.
Eu não acho que foi natural para mim - eu era a pessoa que dormia no sofá de Gavin Friday. Tenho andado por aí desde que eu era adolescente. Para mim, uma banda era apenas um substituto para a família que eu não sentia que tinha. Então o desejo de viajar veio com ela, como você sabe, onde quer que vamos, onde quer que estejamos, é onde está. Só recentemente eu percebi que eu tinha um lar - e era Dublin. Eu vim para casa depois do show de Paris e eu estava andando pela casa, e muitas vezes eu ando pela casa à noite. Eu entro e vejo as crianças enquanto elas estão dormindo e eu senti: 'Eu acho que eu realmente gosto de estar em casa. Então isso torna mais difícil as minhas saídas."

"É engraçado o jeito que você fala, você sentirá falta?", diz Adam. "Não é que você se depara com as pessoas agora que te dizem que você é um maldito ego. É que você realmente se depara com pessoas que lhe dizem que você ajudou a mudar seu dia ou suas vidas e essa é uma experiência incrível - e você sentirá falta disso. Eles afetam o seu dia - é um presente que alguém que você não conhece vem até você e te dá. Isso é incrível."

"Uma das coisas humildes foi perceber que estas canções meio que não pertencem mais a nós", observa Bono. "Depois de 30 anos, eles pertencem a pessoas, o que quer que tenham passado. Eu acho que este álbum em particular... parece que, nós parecemos ser a menor parte dele.
Tudo bem em dizer isso? No final de uma noite em que terminamos de tocar 'The Joshua Tree', nós estávamos todos como: 'Uau, nós conseguimos, fizemos algo, o que quer que tenha sido isto'. E nós subimos para fazer aquela coisa de agradecimento, e nada aconteceu. Éramos a menor parte daquilo. As pessoas estavam em seus próprio momento. 'Vocês podem aplaudir agora!' (risos)."

Na Estrada Com O U2: Revelações e Contos da 'The Joshua Tree Tour 2017' - Parte I


Antes do show com ingressos esgotados em Seattle em sua 'The Joshua Tree Tour 2017', o U2 sentou-se com a Hot Press para refletir sobre a criação de sua icônica obra-prima, o clima político atual nos EUA, o show no Croke Park e seu tão aguardado novo álbum. Além disso, um relatório sobre o espetacular concerto em si e um mergulho na reedição deluxe do álbum.

14 de maio de 2017: quatro horas da tarde, uma Seattle gelada e, no palco do moderno CenturyLink Field. Bono está em cima de Edge. O guitarrista está aparentemente atrasado com a introdução distintiva de "Bad", e o cantor vestido preto não está deixando isso passar longe dele.
De fato, sem nenhuma tensão, ele não vai deixar ninguém escapar com nada hoje. Adam Clayton e Larry Mullen se juntam à eles, passeando pela passarela que liga o palco principal ao menor, em forma de árvore, um satélite, e o baterista senta-se embaixo de um telhado de plástico abrigando sua bateria. "Larry tem uma casa!" Bono ri zombando, sua voz ecoando em torno do estádio quase vazio. "Não se deve jogar pedras naqueles em casas de plástico!"
A Hot Press está ao lado de Gavin Friday junto à enorme mesa de som no centro do estádio. Um amigo de Bono desde a infância, ele é o seu "conselheiro artístico" nesta turnê (como ele tem sido por muitos anos). Ocupado com seus próprios projetos criativos, ele não estará à disposição em todos os assuntos. "Eu costumo fazer apenas os primeiros shows das turnês", explica. "Apenas para solucionar quaisquer inconvenientes e fazer tudo correr bem. Mas vou aparecer para conferir de vez em quando."
No palco, a passagem de som está concluída. Ou talvez não. 'Devemos ensaiar "Little Things"?', pergunta Adam, referindo-se a uma nova balada chamada "The Little Things That Give You Away", de seu próximo disco 'Songs Of Experience'. "Porra, quase me esqueci desta", diz Bono, rindo novamente. "Sim, eu acho que é melhor darmos uma chance a ela."
Trinta minutos depois, a Hot Press e vários outros representantes da mídia irlandesa são escoltados para o restaurante da equipe no fundo do estádio.
Há talvez 100 pessoas na sala, todos dando rápidas mordidas antes que os portões se abrem e a loucura tenha início, mas nós somos levados para uma grande mesa redonda em um canto relativamente tranquilo. Assim que todos nós tomamos nossos lugares, Edge é trazido pelas publicitárias Regine Moylett e Lindsey Holmes. O tempo é apertado, nos informam, mas o guitarrista pode nos reservar 15 minutos se tivermos alguma dúvida.

Como você está, Edge?

Eu estou muito bem. Melhor do que a equipe (risos). O palco e a tela foram colocados juntos em 36 horas, então toda a equipe está exausta. Você pode ver que houve alguns momentos difíceis. É erguido e parece estar funcionando. Nós vamos descobrir hoje à noite se funciona quando eles ligarem a tela, mas até agora tudo bem.
É por isso que nós estávamos fazendo a passagem de som. Você sabe, nós tentamos encontrar o set perfeito e nesse processo, sempre há ajustes sendo feitos no decorrer e depois novas ideias sendo testadas. Então nosso show nunca é estático, está sempre evoluindo e mudando. Mas nós não fazemos aquela coisa de "vamos mudá-lo completamente todas as noites." Na verdade, não achamos que seja o melhor show e não sentimos que estamos dando aos nossos fãs a melhor noite possível se fizermos isso, então é uma coisa mais evolutiva. Até agora, na segunda noite, mudamos acho que uma canção, e vemos como ela se sai. Mais mudanças podem acontecer à medida que avançamos.

Quantas de 'Songs Of Experience' você estará tocando? Já existe uma no setlist.

Bem, até agora a única que estamos tocando é "The Little Things That Give You Away", mas vamos ver. Você realmente não sabe até que você começa a ouvir novamente o seu novo disco do ponto de vista de um fã, porque quando você fez da primeira vez, você está muito próximo disto. Lembro-me de sentar com os caras seriamente com o 'The Unforgettable Fire' e dizer que o primeiro single claramente seria "Indian Summer Sky". Claramente! 'E o que você diz de "Pride (In The Name Of Love)"?' 'Essa é ridícula!' (risos).
Então a perspectiva volta lentamente quando você termina um disco. Quem sabe, em outras palavras, se essa música é uma das grandes canções no disco ou realmente algo que vai ser lançado como um single.

Era uma canção antiga que você voltou nela, ou foi escrita nos últimos 18 meses?

Um pouco das duas coisas. Nós tivemos elementos dela que estiveram ao redor por um tempo, mas foi reescrita substancialmente. Quero dizer, é praticamente irreconhecível.

Como os fãs canadenses reagiram a ela na noite de estreia?

Bem, é interessante. Talvez por causa do título da turnê e por causa da maneira que nós anunciamos isso, eu senti que as pessoas estavam ouvindo de uma forma atenta que não havia acontecido em algumas turnês, talvez nunca tenha acontecido, pensando bem. Eu não diria que foi uma surpresa total, mas foi certamente notável: as pessoas estavam realmente ouvindo tudo o que estava acontecendo.

Então você pode fazer uma turnê de aniversário para cada álbum que foi lançado?

Bem, não sei nada sobre isso (risos)

No show de Vancouver você começou muito político, com um monte de grandes hinos como "Sunday Bloody Sunday" e "Pride (In The Name Of Love)". Foi quase como uma declaração política dos períodos.

Há essa interpretação, que eu acho que é uma parte dela, mas também há, eu acho, a história contada sobre como chegamos ao 'The Joshua Tree'. Em alguns aspectos, é uma cronologia do que estávamos fazendo e que nos levou até esse álbum e, você está certo, muita coisa é política, fala sobre os períodos e o que estava acontecendo na cultura de uma maneira que não é agora. Então, realmente se ergue como sendo bastante diferente para a cultura da música de hoje, para melhor ou para pior. Não estávamos operando no vácuo. Fomos inspirados por um monte de bandas que estavam por perto na época. Não estou dizendo que é tudo sobre nós e o que estávamos fazendo.
The Clash, todas aquelas bandas, foram os nossos heróis e definitivamente influenciaram a nossa música. Mas é surpreendente para mim que a resposta da música ainda é bastante silenciosa. Não vi muita coisa. Talvez no hip-hop há um pouco mais. Mas no rock and roll, é como, onde está o comentário? Onde está a resposta? Talvez venha, mas ainda não vi.

Você sente essa responsabilidade como uma banda, quando você olha em volta e vê que ninguém mais está fazendo isso?

De uma maneira estranha, eu não diria uma responsabilidade, mas... é provavelmente o fato de que já estivemos aqui antes, e talvez isso nos dê uma visão um pouco diferente. Só estou fascinado por ver de onde vem a voz de protesto. Quero dizer, nós vimos isso em um sentido físico com a marcha das mulheres e tudo isso. As pessoas estão nas ruas, mas em termos de cultura musical, ainda não muito. Mas eu acho que isso sempre acontece, e vai inspirar uma onda de respostas.

Você tocou "Red Hill Mining Town" em Vancouver, e foi a primeira vez que você tocou ela ao vivo. Como é que essa decisão surgiu?

Bem, eu quero dizer que ela está no álbum e nós chamamos de 'The Joshua Tree Tour', assim nós sentimos que tínhamos que tocá-la. A verdadeira razão pela qual nunca tínhamos tocado ela antes, foi simplesmente por aquela coisa de tempo. Para uma canção entrar no setlist do U2, tem que ganhar vida, precisa ter sentido, e "Red Hill Mining Town" apenas era muito lenta para nós.
Eu acho que nós permitimos que este show seja sobre a amplitude do nosso trabalho e nós estamos meio que bem em permitir que a energia vaze e flua um pouco mais, e isso acontece, e está tudo bem. Em um setlist normal do U2, estamos constantemente conscientes da energia que estamos colocando para fora e a resposta da multidão para nós. Músicas lentas, você realmente só coloca elas se são músicas realmente incríveis e que todo mundo conhece.

Será que este processo começou com o U2 fazendo 'Songs Of Innocence'? Quero dizer, naquele álbum, você estava olhando para trás em seus anos de formação, e então você chegou ao 'The Joshua Tree' em 1987, que foi o seu grande álbum que os levou para o mundo. Foi isso que inspirou a ideia de revisitar o trabalho mais antigo, você acha?

Talvez, quero dizer, não era um plano. Foi uma coisa muito espontânea. . Acabamos percebendo com o acontecimento das eleições e o nosso momento e a forma como as coisas pareciam estar a ponto de se desenrolar ... Não tínhamos a certeza se o álbum que tínhamos terminado era necessariamente o que queríamos lançar. Queríamos aproveitar esse momento para contemplar o trabalho e ter a certeza de que estávamos no caminho certo de onde nós estamos.

Onde você está com esse álbum agora?

Na verdade, o trabalho tem sobrevivido muito bem e eu não acho que nós vamos mudar tanto assim. E a colaboração de Kendrick se encaixa perfeitamente, de certa forma, na trajetória de lançamento do disco, porque, novamente, ele está chegando lá e fazendo alguns comentários sobre onde as coisas estão. O Hip-hop é, como eu disse anteriormente, mais ativamente engajado politicamente. Então eu não acho que nós vamos ter que mudar tanto assim.

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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