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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Homenagem póstuma ao idealizador do projeto U2 & 22, uma série de bootlegs com canções ao vivo de shows do U2


Os seguidores do blog estão acompanhando que, nas comemorações da vinda do U2 ao Brasil com shows da 'The Joshua Tree Tour 2017', está sendo disponibilizado aqui à cada final de semana, até 14 de Outubro, uma série de bootlegs com canções ao vivo de shows da banda intitulados U2 & 22, criados pelo extinto grupo 'Sem Limites No Horizonte'.
Mas uma triste notícia chegou esta semana através de Carlos Lopes Anselmo, um dos colaboradores do projeto: o falecimento repentino de Antonio Mancio, o idealizador deste projeto, que foi quem selecionou as coletâneas. Um presente de um grande fã, para todos os fãs.
Seu trabalho continuará sendo disponibilizado no blog conforme o planejado inicialmente, como homenagem e também, agradecimento.
Para quem não teve acesso aos primeiros volumes, seguem os links das postagens:

VOLUMES 1 - 2

VOLUMES 3 - 4

VOLUMES 5 - 6

Carlos Lopes Anselmo nos enviou uma nota:

"Antonio Mancino Mancio, um italiano que nasceu em Reggio-Emilia em 1964 e que em sua juventude nos anos 80 teve o privilégio de assistir ao vivo lendas do rock como Led Zeppelin, The Police, Bruce Springsteen e para ele, o grupo que ele mais amava, o U2; cujo primeiro show que ele foi ao vivo, foi simplesmente na WAR Tour, e desde então ele foi em quase todas as turnês do U2, com exceção da iNNOCENCE + eXPERIENCE e a atual The Joshua Tree Tour 2017. Mesmo não vendo a turnê de 30 anos agora, ele viu 2 shows da turnê original em 1987.

Um italiano quase brasileiro, que morou durante alguns anos aqui em São Paulo nos anos 90, depois retornando para a Itália, onde testemunhou praticamente da esquina de onde morava, o show do U2 com maior público da história, em Reggio-Emilia no ano de 1997, pela PopMart Tour. Não é qualquer um que tem um show tão especial no quintal de casa praticamente, e ele era especial, amava o U2 e principalmente, era um bom amigo e tinha um coração maior do que ele mesmo. Talvez isto explique o motivo de sua morte, um infarto fulminante no dia 20/09/2017.
Se casou com uma brasileira e retornou ao Brasil em 2012 para João Pessoa, terra de sua esposa, e lá passou os últimos anos de sua vida, até retornar para a Itália em Junho, para talvez um capricho do destino, partir em sua terra natal.
Em 2009 ele criou o grupo U2ItaliaDownloads no antigo Orkut, onde compartilhava shows ao vivo do U2 (áudios, gravados por fãs em shows, ou soundboards), que ele baixava em sites como U2torrents e U2Start, e na época, ele subia no Rapidshare, Megauploud e compartilhava em seu grupo. Ele sempre dizia que tinha tantos shows maravilhosos, que tinha que compartilhar isto com os fãs.
Foi ali, em 2009, que eu o conheci. Nem sabia o que era bootlegs (gravações não oficiais), e baixava todos os shows que ele postava, e ia ouvindo num aparelhinho de MP3 indo para o trabalho, ou no fim de semana no rádio do carro, e sempre um show novo surgia, pois o Antonio sempre que conseguia uma nova gravação naquela fase, da 360°, disponibilizava para nós.

Ficamos amigo e em 2009 ainda, já na expectativa da 360° vir para o Brasil, comentei do receio de não conseguir ingressos, e foi quando ele me disse: "Anselmo, assine o U2.com, lá tem pré-venda para os assinantes".
E foi o que eu fiz, entrei no site e não conseguia e o chamei, daí ficamos umas duas horas com ele me ajudando até dar certo, aqui era umas 23:00 quando começamos, e depois que me dei conta que lá era umas 03:00, e mesmo ele tendo que trabalhar no dia seguinte, ficou ali até eu conseguir, e disse que fazia isto por prazer, pois ele tinha ido num show em Milão e disse que eu tinha que ir também aqui no Brasil. Era um grande amigo.
O tempo passou, a turnê 360° foi embora, mas a amizade permaneceu.

Em 2015 quando o Orkut já não mais existia, na expectativa da iNNOCENCE + eXPERIENCE, eu sugeri a ele que fizéssemos um grupo no Facebook, para revivermos aquela faze bacana da U2ItaliaDownloads. Ele baixava os shows, eu fazia as capas e postávamos. As vezes o show era um dia e no dia seguinte já tínhamos o áudio. E o grupo chegou a ter 1500 pessoas. Mas infelizmente pelas políticas do Facebook, o grupo foi excluído. Neste ano tentamos de novo, e quando estávamos com 30 pessoas, de novo fomos banidos, por causa dos links e por acharem que talvez fosse pirataria, mas no mundo todo, bootlegs não são considerados pirataria, desde que compartilhados, e jamais vendidos.
Desde o ano passado, começamos a desenvolver uma ideia, inspirado no U22 da 360°, disponibilizado pelo U2.COM a seus assinantes. A ideia era montar uma seleção de 22 músicas com alta qualidade de cada turnê, e fizemos, refizemos, até que ele ficou satisfeito. Ele fazia as seleções e eu as capas, foi uma brilhante parceria, e fica sendo isto um último presente dele para os fãs, da banda que ele mais amava.

Era raro um dia em que eu não conversava online com ele, ou através de aplicativo de mensagens no celular. Conversávamos horas as vezes e tínhamos combinado de quem um dia, numa futura turnê do U2, iriamos ver um show juntos na Europa. Mas não deu tempo. Mas muito obrigado meu amigo, por toda a sua consideração e amizade, e hoje sei que está num lugar em que as ruas não tem nome, um lugar onde pessoas como você habitam. Vai com Deus meu amigo."

Anselmo

The Killers contam como Bono deu a ideia para o título de uma nova canção da banda


Após lançar em 2015 o seu segundo disco solo, 'The Desired Effect', Brandon Flowers do The Killers enfrentou alguns problemas para voltar a compor para o grupo. O principal obstáculo foi a forte depressão enfrentada pela mulher, Tana – que atingiu seu auge no meio da turnê – o obrigando a cancelar diversos shows. Além disso, para mudar os ares, Brandon e a família decidiram deixar Las Vegas e viver em Utah.
"Foi frustrante. Lembro-me de ouvir pessoas falar sobre perda. Era estranho sentir isso. Eu me senti perdido. Sempre trabalhei muito, esse é um dos meus atributos. Eu tenho uma forte ética de trabalho. E Bono é alguém que eu procurei por orientação. Nós não nos vemos com freqüência, mas ele teve muita experiência e passou por coisas que eu atravessava".
Brandon Flowers visitou Bono em Malibu no início de 2016. Durante conversa com o líder do U2, Bono perguntou: "Será que todas as músicas já foram escritas?" – ponderando sobre sua falta de inspiração. "Então me sentei no piano e não desisti". Brandon Flowers quebrou o bloqueio e voltou ao piano que foi um presente de Sir Elton John para finalizar o álbum 'Wonderful, Wonderful'.
A pergunta de Bono virou o título da faixa "Have All the Songs Been Written?"

O começo da estrada: 11 O' Clock Tick Tock Tour


11 O’CLOCK TICK TOCK TOUR

1980

O show crucial ao longo dos últimos seis meses tinha ocorrido no National Stadium em Dublin. Foi um movimento corajoso, mas estratégico da banda, para tocar no maior local da Irlanda naquele tempo, e eles encheram mais que a metade. Eles tinham cortejado com sucesso para o show, o cabeça da Island Records, Nick Stewart, e ele decidiu naquela noite assinar com a banda.
Após o EP 'Three' e o single de estreia "Another Day", o primeiro produto do relacionamento da banda com a Island foi "11 O'Clock Tick Tock", lançado em 16 de maio de 1980. A faixa foi produzida por Martin Hannett de Manchester, uma figura em demanda na época após o seu trabalho aclamado pela crítica com o Joy Division. A Island Records o considerou para produzir o álbum de estreia do U2 que ainda iria ser gravado, 'Boy', mas a química pessoal não era boa e a banda estava descontente com seu trabalho (sentindo que ele impôs seu distintivo ambiente de produção ao som deles).
A turnê de 27 datas levou a banda à tocar 20 novos shows no Reino Unido. A maioria destes foram em Londres, mas eles também fizeram shows em Manchester, Bristol, Brighton, Leeds, Dudley, Sheffield e Birmingham, começando a semear as sementes para o estrelato futuro, ganhando muitos fãs locais. A perna do Reino Unido teve início com um retorno ao Hope & Anchor em 22 de maio. Felizmente, houve uma participação maior para o segundo show nesse local. A palavra começava lentamente a se espalhar.

Comercial de TV de 1984 anunciando o lançamento do disco 'The Unforgettable Fire' do U2


Um comercial da TV inglesa de 1984, anunciando o lançamento do disco 'The Unforgettable Fire' do U2. O vídeo traz um trecho da versão colorida do videoclipe de Donald Cammell para "Pride (In The Name Of Love)"!

A história do último jardineiro de Alepo, que inspirou a letra de uma nova canção do U2 chamada "Summer Of Love"


Quando o U2 realizou audições para a imprensa de algumas canções que estarão em seu novo disco, 'Songs Of Experience', um relato de um apresentador de uma rádio pública de Pitsburgh foi de que de uma canção chamada "Summer Of Love", era sobre Abu Wad, o "jardineiro de Alepo".

Dias atrás, a Rolling Stone divulgou uma entrevista feita com The Edge, e quando comentado com ele que "Summer Of Love" é claramente sobre os refugiados, Edge deu mais detalhes: "Houve muita coisa que entrou nessa, mas um dos pontos de partida foi uma história da CNN sobre o jardineiro de Alepo. É sobre um cara que mantinha um jardim em Alepo, enquanto continuava passando por toda a guerra. Foi uma declaração política para o mundo inteiro que ele manteve este jardim em pé. Ele era um personagem profundamente filosófico e para ele era um ato de rebeldia cultivar flores no meio de Alepo. Ele realmente acabou sendo morto em um ataque aéreo, por isso foi um final muito triste, mas Bono foi realmente inspirado pelo seu desafio. Quando estávamos olhando para essa música, decidimos que deveria ser o foco geograficamente."

Muitos moradores encontraram serenidade no meio do jardim gerido por Abu Ward e seu filho.
"Eu acredito que seu jardim estava disposto a morrer, mas não acho que o meu estava. Ele pereceu com uma bela relutância, como uma estrela da noite", escreveu Emily Dickinson há muitos anos.
Ela poderia estar escrevendo sobre um homem em Alepo chamado Abu Ward.
Abu Ward não permitiu que a brutal guerra de Assad contra os habitantes de sua cidade o impedisse de continuar a administrar o seu viveiro de plantas, que era muito mais do que apenas um negócio para aqueles que ainda viviam na área.
Para eles, foi realmente um oásis no meio do inferno na terra.
Foi o homem que lutou para preservar a beleza em um mundo de desolação que irradiava a luz que emanava do último centro do jardim remanescente em uma das áreas livres, uma vez movimentada de Alepo.
Abu Ward − cujo nome significa pai das flores − nutria e cuidava das plantas que floresceram sob seus cuidados, mesmo quando a cidade e seus habitantes continuaram a morrer ao seu redor.
"Meu lugar vale bilhões de dólares" ele disse em vídeo a um jornalista para a NBC News.
"Eu sou o dono do mundo! Nós somos pessoas comuns do mundo inteiro!", disse ele com um sorriso.
Sob o implacável bombardeio do regime e da Rússia, Abu Ward observou a população da sua área cair de um milhão de habitantes para aproximadamente 250 mil.
"O som da guerra é como a música de Beethoven", disse ele, enquanto ele despejava a terra em torno da planta, o que parecia uma antiga lata de metal.
"Nós nos acostumamos com essa música, sem isso, não conseguimos gerenciar", ele disse - se divertindo com suas próprias palavras. "Então pensamos nisso como música agora".
Mais tarde, ele tocou suavemente algumas folhas verdes crescendo no topo de um galho de outra forma estéril de uma árvore, ele disse: "Esta foi atingida por estilhaços de uma bomba. Mas ainda está viva, graças a Deus. Esta árvore viverá e nós viveremos, apesar de tudo."
O filho de Abu Ward, Ibrahim, de 13 anos, desistiu da escola para se aproximar de seu pai.
Ele trabalhou ao lado de Abu Ward no centro de jardinagem e a camaradagem que eles compartilhavam também indicava um sábio jardineiro que criava um jovem para se tornar uma árvore poderosa.
Posso imaginar que foi muito mais fácil para Ibrahim passar seu tempo cercado pela beleza natural das plantas vivas, em companhia da orientação gentil do pai e do bom humor, do que em uma sala de aula preocupante quando a próxima bomba poderia cair.
Havia conforto naquela serenidade que haviam conseguido, em sobreviver no meio de uma guerra infernal - neste lugar onde a vida continuava a florescer diante da morte.
A maioria das pessoas não se preocupa em plantar flores em tempos de guerra. Mas alguns dos clientes de Abu Ward continuaram a comprar flores para plantar nas rotundas criando pequenas ilhas de vitalidade em meio à morte e destruição.
"Para nós, fazer rotundas lindas dá sentido à vida", disse um cliente. "Isso motiva as pessoas. Então, não só vemos a destruição, mas a construção. Continuamos a viver e reconstruir o que foi destruído".
Infelizmente, essa rara ponta de esperança não duraria. Seis semanas após a filmagem do video da NBC News, Abu Ward foi morto.
O jardim central está agora fechado e o farol da luz e a esperança que costumavam emanar dele já foram cobertos pelo mesmo sudário da morte que cobriu tantos na cidade moribunda.
O jovem Ibrahim foi devastados pela perda de seu pai e não tem ideia do que ele fará agora. Se espera que a lembrança da orientação gentil e palavras sábias de seu pai o encorajem a continuar.
"Flores ajudam o mundo e não há beleza maior do que flores. Aqueles que apreciam a beleza das flores gozam da beleza do mundo criado por Deus - e quando você as cheira, elas nutrem o coração e a alma", disse Abu Ward no final do vídeo da NBC, que agora se tornou uma homenagem ao extraordinário homem que conduziu o último jardim de Alepo.
"A essência do mundo é uma flor".

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O começo da estrada: U2-3 / Another Day Tour


U2-3 / ‘ANOTHER DAY’ TOUR (1979-1980)

Haviam se passado três anos desde que eles formaram uma banda de garagem como colegas de escola da Mount Temple Comprehensive, mas Bono, Edge, Larry e Adam ainda estavam na adolescência quando o U2 embarcou em sua primeira turnê oficial em apoio ao seu EP de estréia, 'Three'.
Suas ambições internacionais eram evidentes até então. A turnê de 25 datas 'U2-3' pelo Reino Unido teve início no Moonlight Club, em Londres, em 01 de dezembro de 1979, e a turnê percorreu por cinco meses agitados até um show intenso nos arredores lendários do Downtown Kampus, em 17 de maio de 1980 - um dia após o lançamento do seu próximo single, "11 O’Clock Tick Tock". Com a sua primeira capa estampando a Hot Press em outubro de 1979, quando eles chegaram na capital inglesa eles foram entrevistados pela Record Mirror. Em uma previsão curiosa 'Mover-se Rápido e Quebrar Coisas', Bono então com 19 anos de idade, disse que ele esperava "conquistar tudo e quebrar tudo, quero que as pessoas em Londres vejam e ouçam a banda. Eu quero substituir as bandas nas paradas agora, porque eu acho que estamos melhor". Era um manifesto de sorte. No entanto, sendo um show relativamente desconhecido, a grande maioria de suas apresentações no Reino Unido tiveram um público muito pequeno. Em 04 de dezembro, tendo sido anunciados como 'The U2s', eles tocaram para apenas nove apostadores no Hope & Anchor em Islington. Na noite seguinte, desta vez erroneamente anunciados como 'V2', eles tocaram o Rock Garden no Covent Garden para uma multidão de cerca de vinte obstinados. Em um gesto extravagante que as circunstâncias dificilmente garantiram, o gerente Paul McGuinness comprou uma garrafa de Champanhe para comemorar o fato de que seu público tinha dobrado de número.
A "perna" irlandesa da turnê, envolvendo uma série de incursões, foi muito melhor, e incluiu shows na Queen’s University, Belfast; Dublin’s National Stadium; e mais tarde o Galway’s Seapoint Ballroom e Sligo’s Blue Lagoon. Infelizmente, o show no Ballina’s Town Hall no dia 10 de maio (aniversário de 20 anos de Bono) - que eles abriram com o próximo single, "11 O’Clock Tick Tock" - explodiu em violência quando uma quadrilha de bandidos atacou os roadies do U2. Como relatado por Evailton Ward na Hot Press, o U2 deu o melhor que eles conseguiram, mas uma cadeira foi quebrada nas costas de Bono e os óculos de Adam foram esmagados. O incidente resultou em um caso judicial, e os desordeiros do local foram multados com a soma de $9.50 cada um pelo tumulto público.

"Estávamos dispostos a não olhar mais para o passado. Queríamos que nosso público se esquecesse do velho U2"


O disco 'Achtung Baby' não tinha nome e nem a maior parte das canções quando o U2 aterrissou em Berlim para começar a gravá-lo, em 3 de Outubro de 1990. "A gente não sabia bem no que ia dar", disse Edge (ele não gosta de ser chamado com o 'The' de seu codinome). "Só tínhamos uma certeza: não íamos sair ilesos da experiência." Ninguém saiu mesmo, porque o trabalho foi uma espécie de parto que deu forma à maior banda de rock do mundo, título que o U2 ostenta desde então. O álbum foi lançado em 31 de Outubro de 1991, dando início a uma nova fase, interativa e crítica do U2. A partir de então chamado de megabanda, o grupo começou a fazer shows multimidiáticos como a ZOOTV, ganhou os prêmios mais importantes da indústria e promoveu vendagens milionárias de ingressos e CDs. Seus álbuns de estúdio venderam mais de 170 milhões de cópias no mundo inteiro.
Cansados da influência do rock americano (que resultou nos consagradores álbuns 'The Joshua Tree', de 1987, e 'Rattle And Hum', de 1988), Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. decidiram dar as costas à tradição americana e abraçar a Kultur Klub berlinense, a cena eletrônica que agitava a maior cidade da Alemanha recém-unificada no início dos anos 1990. Os músicos e os produtores Brian Eno e Daniel Lanois alugaram o Hansa Ton Studios, na Berlim Oriental, para a imersão – ou, como disse Bono, o psicodrama grupal que se sucederia nos seis meses seguintes. O título 'Achtung Baby' veio durante a pós-produção em Dublin. O U2 adotou 'Achtung', palavra alemã que significa "cuidado, atenção", como marca geográfica, histórica e artística.
O dia era frio quando aterrissaram em Berlim, conforme mostra o documentário 'From The Sky Down', um making of do disco. Ao sobrevoar a cidade, Bono observou que ela ainda exibia as marcas da divisão entre os setores oriental e ocidental, mesmo que a Alemanha vivesse, naquele momento, o início do processo de reunificação: restos do muro, derrubado um ano antes, ainda podiam ser vistos, e a zona de segurança entre os dois setores, no centro destruído da velha Berlim, servia como acampamento de ciganos. "A história acontecia na nossa frente", disse Bono. "Estávamos dispostos a não olhar mais para o passado. Queríamos que nosso público se esquecesse do velho U2".
O processo de criação foi doloroso, arrastado e cheio de discussões. Quando se instalaram no prédio histórico dos estúdios da Köthener Strasse, número 38 – um templo do pop eletrônico, próximo à então ainda devastada Potsdamer Platz, centro da antiga Berlim oriental, não imaginaram os problemas que enfrentariam, artísticos e sentimentais. "Foi o momento em que descemos ao inferno de nós mesmos para nos reinventarmos como banda", afirma Bono. "Éramos quatro homens cortando a machadadas a árvore de Josué (trocadilho com o título do disco 'The Joshua Tree'), em busca de uma nova identidade espiritual. Assim tivemos nossos primeiros abalos pessoais."
Bono se sentia limitado no palco. Tentava descobrir uma nova forma de expressão dançando no chão de tábuas do estúdio. "Eu ansiava por ser outro", disse. "Queria captar o espírito do tempo e do lugar. Era Berlim, a capital da vanguarda e do surrealismo, precisava achar uma nova persona inspirada nos quadros surrealistas. Daí surgiu minha fantasia de MacPhisto, o diabo do consumismo (que levaria aos palcos na ZooTV)." Edge acabara de se separar. Demorou muito para achar inspiração nas cordas da guitarra. Chegou a chorar sobre o instrumento, até criar a canção "One" – que se tornou um dos hinos da banda e batizou a Fundação One, de Bono, de combate à fome. "Estava encantado com a batida eletrônica intensa de bandas alemãs como Kraftwerk e Einstürzenden Neubauten. Mesmo assim, não conseguia escapar do lirismo", afirma Edge. Nesse impasse, achou a batida perfeita para a música "Zoo Station", um eurobeat que caiu bem no baixo de Adam Clayton, mas foi difícil para Larry Mullen acompanhar. O documentário mostra Larry Mullen com dificuldade de reproduzir o ritmo incessante e robótico exigido por Edge. Ele teria desertado das gravações, não fosse a paciência do produtor Brian Eno, que se prolongou até meados de 1991 nos estúdios Windmill Lane, de Dublin, onde todo mundo discutia sobre a finalização da sonoridade.
Muitas vezes, os quatro amigos passeavam por Berlim, a bordo do Trabi, o carro de acrílico símbolo da Alemanha Oriental. Saíam pela intensa noite berlinense, à cata dos bares e clubes mais extravagantes, onde dançavam e prestavam atenção ao bate-estaca violento então em moda. Depois, voltavam ao estúdio, com os cérebros excitados. As seis dezenas de faixas gravadas em Berlim foram feitas depois das noitadas. Poucas foram para o disco. Na elaboração da agitada "Blow Your House Down", que permaneceu inédita até a edição especial de aniversário de 20 anos do disco, Edge toca, Bono rabisca letras em silêncio, Adam e Larry tentam superar as dificuldades técnicas. "Conseguimos vencer a monotonia", diz Bono. "E viramos outros". O álbum marcou uma das mais radicais metamorfoses de estilo da história do rock.
A banda voltou ao estúdio de Berlim em 2010 para planejar 'From The Sky Down', com Davis Guggenheim. Lá, todos discutiram o legado do disco. Bono e Edge disseram que ele é ambivalente. De um lado, o U2 lançou as bases do pop-rock de vanguarda de bandas como Nine Inch Nails e MGMT, que consideram seus herdeiros. De outro, construiu uma fórmula de gravação e espetáculo que aprisionou a banda por longos anos. Para Bono, o modelo criado pelo U2 está superado. "Bandas de rock são impotentes para mudar o mundo ou conquistar fãs. Somos de outro tempo, em que discos eram tudo o que tínhamos. Agora há tanta opção cultural que ninguém dá a mínima para discos e shows".
Como ir além da enorme glória já conquistada? Não será, certamente, com um álbum conceitual como 'Achtung Baby', agora vendido como obra rara. Não seria hora de terminar? "Somos punks, somos irlandeses", diz Bono. "Ninguém vai nos derrubar facilmente!"

Do site: Revista Época

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Mortalidade, canções de experiência: a conversa de Bono com a Rolling Stone - Parte II


Pouco antes de The Edge entrar ao telefone com a Rolling Stone para falar sobre o próximo disco do U2, 'Songs Of Experience', sobre a "experiência com a mortalidade" de Bono que enviou o álbum em um sentido lírico diferente e seus pensamentos sobre a próxima turnê de Arena da banda; a Rolling Stone enviou diversas perguntas via e-mail para o vocalista do U2. Era um dia de folga entre os shows e ele não queria forçar sua voz conversando ao telefone. Abaixo estão suas respostas:

Quando conversamos há alguns meses atrás, você foi crítico em relação à produção em 'Songs Of Innocence', dizendo que faltava "coerência", "deveria ter sido mais cru" e que algumas das músicas funcionaram melhor ao vivo. O que vocês fizeram dessa vez para ter certeza que não aconteceria de novo?

Thomas Friedman em seu livro 'Thank You For Being Late' fala de como as máquinas quando são colocadas em espera, cessam a produtividade, mas os seres humanos quando eles são colocados em espera, começam um tipo diferente de produtividade. A pausa em nosso álbum nos deu uma chance de tocar nossas músicas ao vivo no estúdio, deixá-las mais despidas para uma crueza essencial, sem qualquer truque de estúdio para ver o que realmente nós tínhamos. Isso foi um grande presente para o álbum, embora em alguns casos, não queríamos ter aquela sensação de ao vivo, aprendemos muito sobre as músicas e isso ajudou na coerência.

No Tonight Show você adicionou letras para "Bullet the Blue Sky" que foram sem dúvida alguma para Trump. Isso é um sinal de que você se tornará (ainda mais) a voz sobre os perigos que ele representa para o mundo?

É um ponto de partida, como eu sempre acreditei em trabalhar em todo este corredor estreito como um ativista contra a pobreza, mas isso não é uma questão de direita ou esquerda. Há um provocador no cargo querendo intimidar, e o silêncio não é uma opção.

Você falou sobre como você quer que o U2 crie alegria nestes tempos insanos. Pode explicar isso?

Ao contrário da felicidade, a alegria é uma das emoções humanas mais difíceis de inventar para um artista, mas é a marca dos meus artistas favoritos, quer seja o Beatles, Prince, Beethoven, Oasis. É a própria força da vida. E eu acho que tem algo a ver com o derramamento de gratidão por apenas estar vivo. De fato, como eu penso nisso, Beethoven tem sua "Ode To Joy", o The Supremes cantando "Stop In the Name Of Love" para mim é uma das grandes canções anti-guerra. Embora pareça que é sobre a traição de um amante, a dignidade da melodia, a simplicidade da afirmação poderia ser Ramones, poderia ser Coldplay, mas eu não acho que há algo mais desafiador do que a alegria em tempos difíceis. E a essência do romance é o desafio. Este é o lugar de onde o rock & roll veio, isto é o que nos torna úteis. Temos de resistir nos rendermos à melancolia apenas para os momentos mais especiais. Ouça o nosso novo single, "You're the Best Thing About Me", é como o Supremes, mas punk.

Quais são os temas comuns que unem as músicas em 'Songs Of Experience'?

Eu tento não falar muito sobre William Blake porque soa pretensioso citar um gigante literário, mas foi sua grande ideia que eu peguei para comparar a pessoa que nos tornamos através da experiência à pessoa que partiu em uma jornada. Se você está falando sobre a inocência, você provavelmente já a perdeu, mas eu acredito que no extremo da experiência, é possível recuperá-la com sabedoria. Eu não estou dizendo que eu tenho muito disso, mas o pouco que eu tenho, eu queria colocar nestas músicas. Eu sei que o U2 entra em cada álbum como se ele fosse o último, mas mais ainda desta vez eu queria que as pessoas ao meu redor que eu amo, soubessem exatamente como eu me sentia. Então, muitas das canções são tipo cartas, cartas para Ali, cartas para meus filhos e filhas, na verdade nossos filhos e filhas.
Há uma canção chamada "The Showman" que é uma carta para o nosso público, é meio que sobre os artistas e como você não deve confiar muito neles. É sobre mim! Há uma linha engraçada, que eu particularmente acho engraçada:

"I lie for a living, I love to let on but you make it true when you sing along?"

"Eu minto para viver, eu amo fingir, mas você torna isso verdadeiro quando você canta junto?"

É como uma melodia dos anos 50 dos Beatles em Hamburgo. Há uma carta para a América chamada "American Soul", Kendrick Lamar usou um pedaço disso para "XXX" em seu novo álbum. E uma que eu não percebi até muito mais pra frente, que eu estava escrevendo para mim mesmo: "The Little Things That Give You Away".
Em todas essas músicas que são tipos de conselhos, você está, naturalmente, pregando o que você precisa ouvir. Nesse sentido, todas são escritas para o cantor. Uma outra peça sobre Blake, eu não sei se estou explicando muito aqui, mas as melhores músicas para mim são muitas vezes argumentos com você mesmo ou argumentos com alguma outra versão de você. Mesmo cantando nossa música "One", que foi meio ficção, tive essa luta em andamento. Em "Little Things", a inocência desafia a experiência: "Eu te vi na escada, você não percebeu que eu estava lá, isso é porque você estava falando comigo, não para mim. Você estava muito acima da tempestade, um furacão nascendo, mas o que era independência, poderia lhe custar a sua liberdade".
No final da canção, a experiência se rompe e admite seus medos mais profundos, tendo sido chamado para fora nela por seu eu mais jovem, mais corajoso, mais ousado. Essa mesma conversa também abre o álbum com uma canção chamada "Love Is All We Have Left".
Minha linha de abertura favorita para um álbum do U2:

"There's nothing to stop this being the best day ever"

"Não há nada que impeça este ser o melhor dia de sempre"

No segundo verso, a inocência adverte a experiência:

"Now you're at the other end of the telescope, seven billion stars in her eyes, so many stars so many ways of seeing, hey, this is no time not to be alive."

"Agora você está no outro lado do telescópio, 7 bilhões de estrelas em seus olhos, tantas estrelas. tantas maneiras de ver, ei, este não é o momento para não estar vivo."

É um momento arrepiante - no refrão que eu estava fingindo ser Frank Sinatra cantando "on the moon", uma canção de Sci-Fi inflamada:

"Love, love is all we have left, a baby cries on the doorstep, love is all we have left."

"Amor, amor é tudo o que nos resta, um bebê chora na porta, o amor é tudo o que nos resta."

Mortalidade, canções de experiência: a conversa de Bono com a Rolling Stone - Parte I


Pouco antes de The Edge entrar ao telefone com a Rolling Stone para falar sobre o próximo disco do U2, 'Songs Of Experience', sobre a "experiência com a mortalidade" de Bono que enviou o álbum em um sentido lírico diferente e seus pensamentos sobre a próxima turnê de Arena da banda; a Rolling Stone enviou diversas perguntas via e-mail para o vocalista do U2. Era um dia de folga entre os shows e ele não queria forçar sua voz conversando ao telefone. Abaixo estão suas respostas:

Vocês começaram este álbum há três anos quando o mundo era um lugar muito diferente. Como o caos do Brexit, Trump e tudo mais moldaram o curso eventual do álbum? Teria sido um álbum muito diferente se essas coisas não tivessem acontecido?

Na última parte da questão, é difícil de quantificar, mas eu diria que a temperatura emocional cresceu cerca de 25%.

Vocês passaram os últimos meses tocando 'The Joshua Tree' em turnê enquanto também colocavam os toques finais no novo álbum. A turnê teve um impacto sobre como vocês pensaram 'Songs Of Experience'? Como?

Na verdade, há algumas razões pelas quais atrasamos o lançamento de 'Songs Of Experience'. Uma pessoal, uma política. O mundo à nossa volta que nós conhecíamos estava realmente mudando, quase perdemos a União Europeia, algo que ajudou a manter a paz na nossa região durante quase 70 anos. A globalização substituída pela localização é algo compreensível, mas o retorno de pontos de vista rígidos não é para ser tolerado. Se Marie la Pen tivesse sido eleita presidente da França, toda a ideia de uma União Europeia teria sido vulnerável.
Você teve o mesmo tipo de descontentamento nos Estados Unidos com a ascensão de um novo tipo de eleitorado, as pessoas na esquerda e direita que perderam a fé no processo político, o corpo político, em instituições políticas. Estes sentimentos são facilmente manipulados e executados pelos gostos de Donald Trump. Em um mundo onde as pessoas se sentem intimidadas por suas circunstâncias, às vezes as pessoas são vítimas de uma ameaça por elas mesmas. Muitas pessoas ao meu redor, tanto conservadoras como liberais, sentem que este é um daqueles momentos decisivos em sua vida e na história de seu país. Após a eleição, algumas pessoas da esquerda estavam quase sofrendo, eu diria, e quando eu tentei entender isso, eu percebi que havia um tipo de luto, um luto pela inocência que estava perdida.
Pela primeira vez em muitos anos, talvez em toda nossa vida, o arco moral do universo, como o Dr. King costumava chamá-lo, não estava se inclinando na direção da justiça, igualdade e justiça para todos. A base do debate político, o jingoísmo, o fervor característico do palavreado de Trump nos lembrou que estávamos sonhando se pensarmos que a evolução se aplicava à consciência. A democracia é um desafio na história e requer muito foco e concentração para mantê-la intacta.
"The Blackout", se inicia falando sobre esta vida, sobre um apocalipse mais particular, alguns eventos na minha vida que mais me fizeram lembrar da minha mortalidade, mas depois segue para a distopia política para qual estamos indo agora. "Um dinossauro se pergunta por que ele ainda caminha pela Terra. Um meteoro promete que não vai causar uma colisão", teria sido uma linha engraçada sobre uma estrela do rock envelhecida. É um pouco menos engraçado se estamos falando de democracia e velhas certezas - como a verdade. O segundo verso "As estátuas caem e o plano da democracia é deixado para trás, Jack. Nós tínhamos tudo, e o que nós tínhamos não está retornando, Zac. Uma boca grande diz que as pessoas não querem liberdade de graça. Um apagão, este é um evento de extinção que veremos?". Vai direto ao grande quadro do que está em jogo no mundo agora.
Há uma música chamada "Get Out Of Your Own Way", onde eu tentei usar alguma ironia para refletir a raiva nas ruas:

"Fight back, don't take it lying down you've got to bite back. The face of Liberty is starting to crack, she had a plan until she got a smack in the mouth and it all went south like freedom. The slaves are looking for someone to lead 'em, the master's looking for someone to need him. The promised land is there for those who need it most and Lincoln's ghost says get out of your own way."

"Lute, não seja atingido deitado, você tem que revidar. A face da Liberdade está começando a rachar, ela tinha um plano até que ela levou um tapa na boca e tudo foi para o sul como independência. Os escravos estão procurando alguém para liderá-los, o mestre está procurando alguém para precisar dele. A terra prometida está lá para aqueles que mais precisam e o fantasma de Lincoln diz para sair do seu próprio caminho."

Muitos de seus álbuns foram feitos com um único produtor ou uma equipe com Brian Eno e Daniel Lanois. Por que vocês mudaram isso e trabalham com tantos produtores diferentes em um único álbum?

Desde 'The Joshua Tree', acho que não fizemos um álbum com menos de quatro produtores. Embora Flood não seja creditado como um produtor em 'The Joshua Tree', sua contribuição foi extraordinária. 'Achtung Baby', ele foi creditado como um produtor, juntamente com Eno, Lanois e [Steve] Lillywhite. Quatro produtores parecem ser o caminho para nós, um para cada membro da banda. A propósito, isso é uma piada. Eu acho que na verdade há cinco neste novo.

Quando uma quadrilha da Irlanda planejou sequestrar a filha de Bono


Em 1989, no dia 10 de maio, data que Bono completou 29 anos, nasceu sua primeira filha: Jordan Lena Hewson. Cinco criminosos irlandeses planejaram sequestrar Jordan no ano de 1994, quando ela tinha 4 anos de idade. A informação está no livro que a filha de um famoso gangster irlandês lançou no ano de 2007.
Segundo a escritora, a filha de Bono estava no centro de um golpe que renderia cerca de US$ 8 milhões.
Frances Cahill afirma no livro 'Martin Cahill, My Father', que seu pai se recusou a fazer parte no sequestro com uma quadrilha que tinha vigiado a casa de luxo de Bono em Killiney, Co Dublin, por vários meses, aproveitando a ausência do vocalista por quase 6 meses, e chegaram a seguir a sua família. Ao descobrir a intenção dos marginais, Martin influenciou o grupo a desistir do atentado.
"Ele disse que era uma má ideia", escreve Cahill. "Martin não tinha nada contra a família de Bono. Eles nunca causaram nenhum problema à ele e ele não iria se envolver ".
Martin Cahill foi um grande mafioso na Irlanda e ficou famoso por participar de grandes golpes. Ele chegou a ser chamado de "O General" devido a sua forte influência no submundo irlandês. Martin morreu assassinado pelo IRA em 1994.
No ano de 2008, Jordan enfrentou outro problema de segurança, que resultou em seus dados pessoais sendo postados on-line.
A universidade americana onde Jordan, então com 19 anos, estudava política e história, publicou seu endereço residencial, número de telefone e endereço de e-mail pessoal na web.
Percebendo o problema, a universidade removeu os dados dela do site.

U2 no livro de fotos 'Smithsonian Rock and Roll: Live and Unseen'


Talvez mais do que qualquer outro gênero, o rock and roll versa tanto sobre a experiência ao vivo quanto o trabalho gravado em estúdio. De Elvis Presley balançando os quadris aos Rolling Stones fazendo com que os adolescentes perdessem a sanidade e chegando aos locais monumentais dominados por Bruce Springsteen, os concertos ao vivo são parte integrante da história do rock.
Um novo livro escrito pelo veterano da indústria da música, Bill Bentley, joga luz na história da música ao vivo usando fotos tiradas da plateia, desde Chuck Berry até hoje. São fotos inéditas de Bowie, Nirvana, U2, Chili Peppers, Prince, Amy Winehouse e outros mais
Antes do lançamento previsto para 24 de outubro, a Billboard compartilhou alguns registros exclusivos de 'Smithsonian Rock and Roll: Live and Unseen'. Confira uma foto do U2:


Do site: Portal Rockline

Forbes: Bono, uma das 100 maiores mentes que vivem nos negócios


Para celebrar o 100º aniversário da Forbes, eles se sentaram com as 100 maiores mentes que vivem nos negócios, incluindo Bono!

NA DEFESA DOS DIREITOS

Bono

O capitalismo não é imoral, mas é amoral. E isso requer nossas instruções. É um animal selvagem que precisa ser domado, um servo melhor que o mestre.

Essa é a minha filosofia com a (RED), que se associa às empresas para direcionar lucros na luta contra o HIV / AIDS. A ideia na verdade veio após um encontro com o secretária do Tesouro, Bob Rubin, onde ele disse: "Você tem que dizer aos americanos a escala do problema e o que eles podem fazer sobre isso. US $ 50 milhões em campanhas publicitárias". E eu disse: "Bem, onde vamos conseguir esse tipo de dinheiro?" E ele disse: "Você é inteligente. Você vai descobrir."
E nós fizemos. Eu percebi que ir à grandes empresas e tentar entrar em seus fundos de filantropia mais modestos foi uma oportunidade enorme perdida. Era o seu marketing robusto e orçamentos publicitários que precisávamos. Pense nas mentes criativas nesses departamentos - a mensagem é a coisa mais importante em manter um problema "aquecido", tornando-o relevante. Combater o HIV é muito difícil. Ativistas muitas vezes demonizam o mundo corporativo. É fácil de fazer, mas eu acho que é uma tolice não reconhecer a criatividade que você pode desbloquear no mundo corporativo, juntamente com o mundo do entretenimento. A (RED) até agora gerou quase US $ 500 milhões para a luta contra a AIDS, mas as empresas criadas em associação com a (RED) também ajudaram a pressionar os governos a fazer a sua parte - e é aí que o dinheiro é grande, com os governos doadores gastando US $ 87,5 bilhões sobre HIV/AIDS desde 2002. É por isso que todos fazemos isso!
Algumas das pessoas mais egoístas que eu conheci são artistas - eu sou um deles - e algumas das pessoas mais altruístas que eu já conheci estão no negócio, pessoas como Warren Buffett. Então, eu nunca tive essa visão clichê de comércio e cultura serem diferentes. Eu sempre me lembro de Björk me dizendo que suas canções, ela sente, são como carpintaria. Como seus amigos na Islândia, um deles projeta uma cadeira. Isso é mais bonito ou útil do que uma canção? Bem, depende da cadeira. Ou a música. Eu sempre vi o que eu faço como um ativista, como um artista, como um investidor, como vindo do mesmo lugar.
Grandes melodias têm muito em comum com grandes ideias. Elas são instantaneamente memoráveis. Há uma certa inevitabilidade. Há uma espécie de arco bonito. Quer se trate de uma música ou de um negócio ou uma solução para um problema que enfrentam os pobres do mundo, eu vejo o que eu faço como a mesma coisa. Eu procuro a melodia top de linha, um pensamento claro. Agora, meus amigos - e às vezes meus companheiros de banda e, por vezes, minha família - veria isso como transtorno de múltipla personalidade. Mas para mim, é tudo a mesma coisa.

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O retorno de "Miss Sarajevo" para Bill Carter e orações para o México em show da 'The Joshua Tree Tour 2017'


Após o cancelamento em St. Louis, o U2 realizou um show ontem no University of Phoenix Stadium em Phoenix, pela 'The Joshua Tree Tour 2017'.
Pela primeira vez nesta perna da turnê, chamada 'The Americas', a banda tocou a canção "Miss Sarajevo", voltando a abrir o encore.
Bill Carter, o diretor do documentário 'Miss Sarajevo' na década de 90, que participou também de links via satélite na ZOOTV, estava presente neste show em Phoenix, e a performance foi um presente para ele.
No dia de ontem, um terremoto de magnitude 7.1 atingiu o México na tarde desta terça-feira, com epicentro perto da cidade de Izucar de Matamoros, que fica ao sul da capital mexicana. O forte tremor foi sentido na Cidade do México, onde as pessoas deixaram os edifícios e correram para as ruas.
Mais de 220 pessoas morreram, muitos prédios caíram na Cidade do México, houve incêndios e pessoas presas nos escombros.
Exatamente nesta mesma data, há 32 anos atrás, 19 de setembro de 1985, um grave terremoto de 8,1 graus na escala Richter, com epicentro em Michoacan (centro do país), provocou a destruição de um terço dos edifícios da Cidade do México e deixou mais de 10 mil mortos.
Na performance de "One" no show, quando Bono inseriu um trecho de "Drowning Man", ele disse: "Don't let go, Mexico. Viva Mexico", e disse que as orações da banda estão com as pessoas que foram afetadas pelo terremoto.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Livro de memórias chamado 'Before I Was Me' traz histórias sobre o show do U2 em 1981 no barco S.S. President


Em uma quinta-feira, 11 de Fevereiro de 1982, uma banda punk/new wave de Nova Orleans chamada RZA fez um show de abertura para uma banda irlandesa, à bordo do barco S.S. President.

Em uma passagem de um livro de memórias chamado 'Before I Was Me', o cantor e guitarrista do RZA, Lenny Zenith, agora escritor e músico sediado em Nova York, lembra daquela noite em que sua banda abriu para o.... U2!

"Nas tardes ensolaradas no início dos anos 80, a baixista do RZA, Becky Kury, e eu escutávamos muitos discos em uma varanda com vista para a Valence Street. Nós estávamos presos ao 'Sandinista' do The Clash, o 'Wanted Dread & Alive' de Peter Tosh e o lançamento de estréia do U2, 'Boy'.
O álbum do U2 era o nosso novo favorito. Os longos e poderosos refrões e partes de guitarra inovadoras foram claramente influenciados pelo Clash. O álbum soou rebelde e sexual, e falou sobre a transição da adolescência para a idade adulta - algo que tínhamos passado também recentemente.
Becky e eu dançávamos ao redor, cantando alto as letras de "I Will Follow" em cima da varanda.
Algumas semanas depois de tocar o disco repetidamente, recebi um telefonema de Ed White, que estava agendando concertos a bordo do barco President. "Há esta nova banda irlandesa chamada U2 vindo para a cidade", disse ele, "e eu queria saber, o RZA estaria disponível para abrir para eles?"
"Uau, cacete, sim! Nós os amamos! Definitivamente!", eu disse, tentando recuperar minha compostura.
Quando contei à Becky que iríamos abrir para o U2, ela gritou. Estávamos extasiados! Nós tínhamos acabado de perder para a lenda de R&B de Nova Orleans Lee Dorsey o show de abertura do The Clash, então este foi um consolo muito bom.
A bordo do President no dia do show, tivemos pouca interação com os membros do U2, além de talvez um aceno de cabeça ou um aperto de mão do baixista Adam Clayton ou do baterista Larry Mullen Jr. O guitarrista The Edge, hiper focado, estava configurando e testando os muitos efeitos de guitarra. Bono estava de frente para o palco, testando seus vocais.
Eles fizeram uma longa passagem de som para ter certeza que tudo estava certo. Foi uma emoção estar entre apenas um punhado de pessoas assistindo-os tocar, enquanto o President balançava lentamente na doca.
Quando chegou a nossa vez de passar o som, nós esprememos o nosso equipamento mínimo na frente de seu volumoso set-up. Os amplificadores deles pareciam monstruosos comparados aos nossos. O calor de suas torres de iluminação, que pareciam estar à centímetros de nossos rostos, era especialmente intenso. Nós brincamos mais tarde que todos nós pegamos bronzeados deles.
Não tínhamos a potência para competir com o turbilhão de som que era esperado do U2, mas nós éramos destemidos. Estávamos bem ensaiados e prontos para assumir o público de 2.500 fãs suados pressionados em direção ao palco.
Eu acho que o U2 tocou um set transcendente que levantou o público emocionalmente e espiritualmente. Bono e seus companheiros de banda pareciam perfeitamente confortáveis diante daquelas luzes intensamente quentes.
Eles eram bem amarrados e tinham aperfeiçoado um som ao vivo, ao contrário de qualquer coisa que eu já tinha ouvido antes. O cara da mesa de som habilmente administrou a quantidade exata de reverberação e eco aos vocais de Bono para aproximar a sensação dos discos da banda.
As canções foram inspiradoras, ascendentes e quase tão perto de uma experiência religiosa como eu tinha tido desde a infância. Eu realmente acredito que o público deixou o President sentindo como se tivesse visto o futuro do rock and roll - no U2, se não no RZA."

"Tenho um original de Bono. Ele desenhou uma caricatura minha. É sério, não estou brincando. O vocalista do U2 me desenhou"


Gary Varvel, cartunista político do Indianapolis Star:

Tenho um original de Bono. Ele desenhou uma caricatura minha. É sério, não estou brincando. O vocalista do U2 me desenhou.
Ele levou menos de um minuto, e deixe-me ser o primeiro a dizer que eu não vejo uma semelhança. Mas isso não é importante. Tenho um original de Bono.
Bono atraiu milhares de fãs para o concerto do U2 no Lucas Oil Stadium este mês. Mas em 2002, Bono e os atores Chris Tucker e Ashley Judd foram excursionar pelo país para estimular os americanos a fazerem mais para enfrentar a epidemia de AIDS da África, e eles pararam no IndyStar para falar com o nosso conselho editorial.
Infelizmente, Judd ficou no ônibus durante a visita.

Esta foi a reunião mais incomum que eu já participei. Bono pediu para Chris Tucker, estrela dos filmes 'A Hora Do Rush', para orar por nosso encontro. Essa foi a primeira vez.
Mais tarde, Bono saiu da reunião para atender um telefonema de Bill Gates. Sabe, aquele Bill Gates. A pessoa mais rica do mundo.
Ombro à ombro com estrelas de rock, atores e bilionários. Só mais um dia no IndyStar.
O nosso conselho editorial reuniu-se com muitos líderes políticos ao longo dos anos, e muitas vezes fiz a sua caricatura durante a reunião. Após a reunião, dou à eles o esboço.

Durante a visita de Bono, eu saí para tirar cópias do meu desenho e, em seguida, fiz uma versão colorida para Bono. Quando a reunião terminou, eu entreguei-lhe tanto o original, quanto a versão colorida. Então eu lhe entreguei uma cópia extra e perguntei se ele poderia autografar para mim. Em vez disso, Bono pegou uma folha de papel solta na mesa e pediu uma caneta. Eu lhe entreguei a minha e então ele desenhou minha caricatura e autografou para mim.

Eu amo o fato de que eu possuo um original de Bono. Mas na minha opinião profissional, Bono não devia sair do seu trabalho!

The Edge afirma que algo aconteceu com Bono durante as gravações de 'Songs Of Experience'


Bono revelou recentemente em uma entrevista de rádio: "Eu meio que tive alguns sustos ao longo dos últimos anos, alguns deles cômicos e sem importância. Mas alguns foram um baque para minha mortalidade. Tive um acidente de bicicleta e machuquei minhas mãos. Desde então, tive outros problemas. Então eu disse 'o que está acontecendo aqui?'"
Em uma dessas entrevistas atuais, ele também menciona acordar com ataques de pânico. Vale lembrar que além do acidente de bicicleta no Central Park no final de 2014, a banda estava em Paris durante os ataques terroristas lá no final de 2015 e teve que ser tirada as pressas do local de ensaio, e Bono estava em Nice quando teve de se abrigar dentro de um restaurante em 2016 durante outro ataque terrorista.
A Rolling Stone em uma matéria com The Edge, escreveu que os contratempos que Bono teve não se compararam a outra crise que ele enfrentou, e que a banda não vai entrar em detalhes sobre o assunto. Edge disse: "Ele definitivamente teve um momento sério, um desafio para sua mortalidade, o que fez com que ele refletisse sobre um monte de coisas."
O episódio fez com que a banda repensasse o álbum 'Songs Of Experience'. Sem entrar em qualquer detalhe, Edge disse: "Nós estávamos bem no processo de fazer o álbum e isso meio que influenciou a direção lírica e onde terminou. Foi meio que uma citação vinda de Brendan Kennelly. Ele é um poeta irlandês e uma vez ele nos disse como uma espécie de conselho, que ele sempre achou útil escrever como se você estivesse morto. A dedução é que isso livra você de ter que se justificar mais tarde ou ser delicado ou ser outra coisa senão uma expressão pura de sua essência e o que é crucial para você.
Bono pegou essa citação, essa ideia, e ele escreveu um monte dessas letras como cartas para certas pessoas que são pessoas muito importantes em sua vida, sendo alguns os fãs do U2, sua família, amigos, quem quer que seja. Se tornaram como uma série de cartas lá no fundo de sua mente. Ele estava pensando: "se eu não estiver por perto, o que eu gostaria de deixar para trás?" E estas letras têm um certo poder para eles. Eu acho que claramente o levou a um lugar onde ele queria escrever sobre as coisas essenciais. Claro, no momento em que terminou o registro, o aspecto político começou a ser trazido novamente para ele, por isso tornou-se uma síntese de letras muito pessoais com referências políticas sobre o que está acontecendo."
"Eu escrevi sobre isso com honestidade, como se este fosse o nosso último álbum, o melhor deles. Eu queria que as pessoas ao meu redor, que eu amava, soubessem exatamente como eu me sentia", diz Bono. "Assim, muitas das canções são uma espécie de carta escritas para minha esposa Ali, cartas para meus filhos e filhas."
O que quer que tenha acontecido com Bono, parece que foi por volta do outono do ano passado, pois The Edge diz que ele, Adam e Larry trabalharam um período sem o vocalista: "Há um ano atrás, estávamos com o disco pronto, mas sentimos que queríamos explorar outras abordagens de produção e outras maneiras pelas quais as músicas podiam ser organizadas e executadas. Sentimos que a química da banda não era como achamos que deveria ser. Voltamos para uma sala de gravação, como uma banda, inicialmente sem Bono e, em seguida, ele se juntou a nós por alguns dias no final do período."

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

The Edge fala para a Rolling Stone sobre o novo disco do U2 e a próxima turnê em arenas - Parte 02


O U2 fez um show no Lucas Oil Stadium em Indianápolis, Indiana, e The Edge chamou a Rolling Stone para falar sobre o longo caminho para 'Songs Of Experience' e um olhar para o próximo ano da turnê de arenas em apoio ao álbum. (também foi realizada uma longa entrevista por e-mail com Bono que vai ser disponibilizada em breve.)

Você disse sobre uma "experiência com a mortalidade" de Bono. Pode contar sobre isso um pouco?

Nós estávamos bem no processo de fazer o álbum e isso meio que influenciou a direção lírica e onde terminou. Foi meio que uma citação vinda de Brendan Kennelly. Ele é um poeta irlandês e uma vez ele nos disse como uma espécie de conselho, que ele sempre achou útil escrever como se você estivesse morto. A dedução é que isso livra você de ter que se justificar mais tarde ou ser delicado ou ser outra coisa senão uma expressão pura de sua essência e o que é crucial para você.
Bono pegou essa citação, essa ideia, e ele escreveu um monte dessas letras como cartas para certas pessoas que são pessoas muito importantes em sua vida, sendo alguns os fãs do U2, sua família, amigos, quem quer que seja. Se tornaram como uma série de cartas lá no fundo de sua mente. Ele estava pensando: "se eu não estiver por perto, o que eu gostaria de deixar para trás?" E estas letras têm um certo poder para eles. Eu acho que claramente o levou a um lugar onde ele queria escrever sobre as coisas essenciais. Claro, no momento em que terminou o registro, o aspecto político começou a ser trazido novamente para ele, por isso tornou-se uma síntese de letras muito pessoais com referências políticas sobre o que está acontecendo.

Há uma, "Summer Of Love", que claramente é sobre os refugiados

Houve muita coisa que entrou nessa, mas um dos pontos de partida foi uma história da CNN sobre o jardineiro de Aleppo. É sobre um cara que mantinha um jardim em Aleppo, enquanto continuava passando por toda a guerra. Foi uma declaração política para o mundo inteiro que ele manteve este jardim em pé. Ele era um personagem profundamente filosófico e para ele era um ato de rebeldia cultivar flores no meio de Aleppo. Ele realmente acabou sendo morto em um ataque aéreo, por isso foi um final muito triste, mas Bono foi realmente inspirado pelo seu desafio. Quando estávamos olhando para essa música, decidimos que deveria ser o foco geograficamente.

As primeiras linhas de "The Blackout" falam "Um dinossauro se pergunta por que ele ainda caminha pela Terra". Você está cantando sobre ser uma banda de rock em 2017?

Eu acho que é isso, mas ele também está falando sobre onde nós vamos a partir daqui e eu acho que há mais de um aspecto político e há também uma referência à Donald Trump. O que é divertido sobre algumas dessas músicas é que há duas músicas acontecendo quase em paralelo.

Irão lançar este disco de uma maneira tradicional?

Eu acho que neste momento estamos muito empenhados em lançar ele em cooperação com todas as partes interessadas no negócio de lançamento de música, ao invés de alguma nova experiência, como fizemos no último disco, encontrar uma única forma de lançamento e ficar por trás daquilo. Parte da razão pela qual eu acho apropriado para este momento é que, embora a indústria da música esteja fragmentada e cada vez mais difícil de se notar, porque há tantos pontos de venda diferentes e tanto barulho e atividade e tantos álbuns que são lançados, é um momento para nós encontrarmos uma coalizão de parceiros que estão entusiasmados com este trabalho.

Então no dia do lançamento estará disponível no Spotify, Apple, Tidal ...

Sim, estamos trabalhando com toda essa gente. Esse é o nosso mantra agora. Estamos preparados para trabalhar com todos.

Sabemos que vocês irão voltar para as Arenas na turnê no próximo ano. Vocês estão analisando ainda o setlist? Além das novas músicas, vocês vão tocar antigas canções, diferentes daquelas que estão sendo tocadas na turnê de 'The Joshua Tree'?

O que temos agora são fortes suposições de trabalho, em vez de um plano concreto. Então, sim, o forte pressuposto de trabalho é de que estaremos tocando em Arenas no próximo ano, promovendo o álbum. Nós vamos tocar na América do Norte e Europa e provavelmente mais longe também. Estamos na fase de planejamento agora e conversando sobre a produção e tudo isso, então eu espero que é o que vamos fazer. Mas é claro, até que seja um plano totalmente concretizado, eu não sei.

Já pensaram sobre o setlist, ou ainda está longe para isso?

Não estamos nessa fase, mas vamos começar a pensar em breve. O que é interessante é que nós temos esses dois álbuns que são companheiros: 'Songs Of Innocence' e 'Songs Of Experience'. Poderíamos fazer uma turnê só com esses dois álbuns. Isso seria uma proposta interessante. Provavelmente não é o que nós vamos fazer, mas há opções muito interessantes para explorar. Vamos tocar apenas este novo álbum e algumas músicas clássicas do U2 ou tocaremos músicas de 'Songs Of Innocence' também? Em alguns aspectos, eu gostaria de tocar 'Songs Of Innocence' novamente, porque nós não fizemos tantos shows da última vez como poderíamos ter feito, e eu acho que é um show que realmente funcionou. Adoraria fazer mais. Neste ponto, temos a liberdade de fazer o que quisermos.

Vocês então podem não tocar canções de 'The Joshua Tree' para ser algo diferente da turnê deste ano?

Eu acho que está muito claro que temos tocado estas músicas neste verão e na verdade na maior parte deste ano, e se você realmente pensar sobre isso, seria uma boa ideia fazer uma pausa ao fim disto.

Seria inédito fazer um show sem pelo menos "Where the Streets Have No Name"

Sim. Acho que talvez tenhamos feito uma turnê sem "Where the Streets Have No Name" no set. Eu não diria que seria inédito, mas seria incomum. Mas eu não descartaria. Nós temos um monte de músicas e nós gostamos de descansar elas de vez em quando, porque às vezes elas começam à ir para um lugar onde começam a perder a sua ressonância mais profunda. O aspecto emocional de qualquer canção do U2 é o ponto de partida. Você nunca quer estar em uma situação em que você está tocando uma música em que se sente como se estivesse fazendo isso por rotina.

Este ano é o 20º aniversário do 'POP'. Você está ciente do culto que cresceu em torno dele na comunidade de fãs do U2?

Bem, é algo que só recentemente me tornei consciente. Eu amo o disco e eu acho que há algumas grandes coisas nele. Mas no momento em que foi lançado, nos escapou um pouco porque foi feito de forma apressada. Nós tínhamos marcado já a turnê e se tivéssemos mais tempo eu acho que todos nós sentimos que teria sido melhor finalizado. Começamos tentando fazer um disco de cultura dance e, em seguida, percebemos que no final havia coisas que podíamos fazer que nenhum produtor de música eletrônica EDM ou artistas poderia fazer, então resolvemos tentar e obter as duas maneiras. Nesse caso, provavelmente fomos longe demais na outra direção. Nós provavelmente precisávamos permitir um pouco mais da eletrônica para sobreviver.

Canções como "Please" e "Gone" envelheceram muito bem

Eu amo essas duas músicas. Gosto até mesmo de "Wake Up Dead Man". Adoro essa melodia. Uma das músicas que eu estava tentando persuadir todos a tocar na última turnê foi "The Playboy Mansion". Mas acho que o 'POP' é um grande disco. Eu estava muito orgulhoso dele até o final da turnê. Finalmente descobrimos isso quando fizemos o DVD. Foi um show incrível que eu estou realmente orgulhoso.

Pergunta totalmente aleatória: há alguma chance de vocês tocarem ao vivo "Lady With the Spinning Head"? Os fãs iriam ficar loucos!

Poderia acontecer sim! Quero dizer, é engraçado. Essa melodia foi a primeira que nós trabalhamos quando estávamos fazendo as primeiríssimas demos para 'Achtung Baby'. Eu era muito inspirado pelo que estava acontecendo na cena musical de Manchester. Havia esta nova sensibilidade rítmica que era absolutamente a síntese do rock e a cultura club de Hacienda com bandas como Happy Mondays e Charlatans e New Order. Foi uma época tão incrível de música, e então, quando entramos no estúdio, usava baterias eletrônicas e estava tentando encontrar um caminho para uma abordagem mais rítmica. "Lady With The Spinning Head" foi uma música protótipo e passamos pelo processo do que chamamos de divisão celular. Tornou-se "The Fly", que se tornou "Zoo Station" e tornou-se "Light My Way". Acabou sendo três músicas no 'Achtung Baby'.
Ainda estamos tocando "Light My Way" nesta turnê. Mas sim, eu gosto dessa melodia. É a versão crua com todas as texturas que acabamos colocando em outras músicas que se tornaram monstros, mas é o DNA para um monte de canções daquele álbum.

Por fim, vocês estão fazendo um snippet de "Drowning Man" durante "One" em alguns shows. Isto pode se transformar em um sonho realizado, em ser tocada ao vivo na íntegra?

Faltou uma pontinha para "Drowning Man" (na 360°). Eu acho que é sobre encontrar o ajuste certo para algumas músicas. Embora tenhamos chegado perto de tocá-la ao vivo, era algo que simplesmente não se encaixava no momento e na produção. Eu acho que nós vamos definitivamente chegar a essa música ao vivo um dia, mas eu acho que talvez terá que estar em um ambiente mais íntimo, talvez com instrumentos adicionais. Mas eu adoraria fazer isso. É uma das minhas favoritas. Lembro-me mesmo de pensar na época: "Oh, talvez essa seja um single". Eu adoro isso e tenho um verdadeiro ponto fraco por esse tipo de coisa.

The Edge fala para a Rolling Stone sobre o novo disco do U2 e a próxima turnê em arenas - Parte 01


Os últimos três anos têm testado o U2 de diferentes maneiras, começando com a reação raivosa que recebeu quando presenteou com 'Songs Of Innocence' em 2014, todos os usuários do iTunes, e depois com o acidente de bicicleta devastador envolvendo Bono, que o deixou com vários ossos quebrados e causou uma fratura em seu braço esquerdo. Mas esses contratempos não se compararam a outra crise que Bono enfrentou: "ele teve uma experiência com a mortalidade", diz The Edge, escolhendo suas palavras com cuidado (a banda não vai entrar em detalhes sobre o assunto). "Ele definitivamente teve um momento sério, o que fez com que ele refletisse sobre um monte de coisas."
O episódio fez com que a banda repensasse 'Songs Of Experience', um companheiro de 'Songs Of Innocence', que eles já estavam trabalhando há mais de dois anos. O LP resultante apresenta menos da produção polida que definiu 'Innocence', em favor de uma fórmula mais clássica: guitarras mais voltadas ao rock e baladas que são olhares para dentro. "Eu queria que as pessoas ao meu redor, que eu amava, soubessem exatamente como eu me sentia", diz Bono. "Assim, muitas das canções são uma espécie de carta escritas para [minha esposa] Ali, cartas para meus filhos e filhas."
O U2 fez um show no Lucas Oil Stadium em Indianápolis, Indiana, e The Edge chamou a Rolling Stone para falar sobre o longo caminho para 'Songs Of Experience' e um olhar para o próximo ano da turnê de arenas em apoio ao álbum. (também foi realizada uma longa entrevista por e-mail com Bono que vai ser disponibilizada em breve.)

Vocês estrearam ao vivo "You're The Best Thing About Me" na última noite. Como é que foi?

Eu não diria que foi a melhor que já tocamos, mas foi boa. Nós não tínhamos tocado lá recentemente e o público estava realmente envolvido. Acho que foi um dos melhores shows.

Vocês começaram a trabalhar em 'Songs Of Experience' em 2014, e voltaram a fazer shows mesmo antes de seu lançamento. O mundo mudou muito desde então. Como esses fatores externos mudaram o foco e o propósito do álbum?

Principalmente, o que nós quisemos fazer foi voltar e ver como nos sentiríamos lançando o disco em um mundo que tinha dado uma grande guinada em uma direção diferente. Não estávamos supondo que teríamos que começar ele de novo e, na verdade, não precisávamos. As mudanças que ocorreram foram predominantemente nas letras, e em alguns casos elas foram bastante sutis. Algumas canções mudaram sutilmente apenas para enfatizar um aspecto ou expressar melhor o que estávamos sentindo e as ideias que queríamos colocar nele. Mas de um ponto de vista musical, o que aconteceu com este atraso, que foi algo incrível e genial, é que nós tivemos todas as músicas concebidas e a maioria delas registradas na medida em que elas foram publicadas para lançamento em setembro do ano passado. Mas, há um ano atrás, sentimos que queríamos explorar outras abordagens de produção e outras maneiras pelas quais as músicas podiam ser organizadas e executadas. Sentimos que a química da banda não era como achamos que deveria ser.
Assim, no outono do ano passado, voltamos para uma sala de gravação, como uma banda, inicialmente sem Bono e, em seguida, ele se juntou a nós por alguns dias no final do período, e nós apenas tocamos as músicas. Nós tocamos elas meio que de ouvido, como se elas estivessem sendo apresentadas em um show ao vivo. Parte da razão para fazer isso é que sempre passamos por esse tipo de rotina em que gravávamos o nosso próprio álbum, lançávamos ele e, em seguida, começávamos a reorganizar as músicas ao vivo. Então nossos produtores apareciam no meio da turnê e eles ficavam tipo: "Oh, droga, cara, essa melodia está soando tão legal agora. Eu realmente gostaria que tivéssemos esse arranjo no álbum". Steve Lillywhite costumava dizer: "vocês devem finalizar o álbum, ir em turnê com ele, aprender sobre ele, entender as músicas totalmente, e depois voltar para o estúdio e regravá-lo em uma semana."
Não fizemos exatamente deste jeito. Nós não conseguimos tocar estas canções na frente de uma platéia, mas voltamos ao espaço de ensaio e, em seguida, realmente voltamos para o estúdio para regravar algumas das músicas, e fomos capazes de encontrar uma síntese das performances cruas da banda e algumas das coisas que tínhamos criado antes. Nós meio que pegamos performances de teclado e pequenas ideias que gostamos de versões anteriores das músicas e encontramos uma maneira de juntar elas nas canções. Era o melhor da química da banda misturada com a melhor tecnologia de produção do século XXI. Deu-lhe uma estética mais interessante.

Conversando com Bono há alguns meses, ele disse que sentia que 'Songs Of Innocence' não tinha uma coerência com a produção e deveria ter sido mais cru.

Há essa dicotomia para os padrões de produção nestes dias em que o ouvinte da música é guiado para arranjos realmente precisos, despidos e simples, onde as imprecisões de uma banda tocando em uma sala onde tudo sangra em todo o resto não é o que está acontecendo. Parece, ouso dizer, antiquado. Nós amamos quando isso funciona para nós e nós amamos essa sensação de pessoas tocando em uma sala, quando soa fresco. Mas acho que também estamos desconfiados do fato de que esse som está associado há 20, 30 anos atrás. Precisamos ter certeza, como sempre fizemos, de que somos parte de uma conversa atual que está acontecendo na cultura musical em termos de produção, composição, estrutura melódica, todas as coisas que mantêm a cultura em progresso.
O que nós não queremos é sermos pegos no que eu descrevo como um lago de cultura onde os outros estão se movendo para a frente e você ainda está fielmente fazendo o que você sempre fez, mas agora você é anacrônico e parte de uma forma histórica, em vez de o que está realmente empurrando as fronteiras para a frente, o fluxo de onde está indo. Normalmente tentaremos ter o nosso bolo e comê-lo. Nós queremos ambos: as marcas da banda clássica, que está se tornando cada vez mais raro, mas também não queremos não ser percebidos, e não queremos ser uma banda veterana fora de contato com a cultura. É uma dança. É um equilíbrio. Se permitíssemos que o álbum fosse um extremo ou outro seria errado. É encontrar esse equilíbrio entre o que fazemos naturalmente como uma banda e, em seguida, o que ainda podemos fazer no estúdio. E o estúdio ainda é uma ferramenta de composições para nós e o processo de produção ainda é um processo de composição, bem como um processo de produção.

Eu acho que esse equilíbrio é o motivo pelo qual vocês trouxeram tantos produtores diferentes para este álbum.

Sim. Quero dizer, eles todos não necessariamente trabalham em todas as músicas. Acabamos trazendo no final, Steve Lillywhite, que temos esta relação maravilhosa em termos de entrar na sala e elaborar os arranjos e as minúcias de peças de bateria e peças de guitarra. Steve simplesmente é um um cara maravilhoso que facilita muito para nós, entrando com suas ideias e refinando as coisas. Também temos Jacknife Lee, com quem trabalhamos há muitos anos. Ele tem essa fascinação com a produção de hip-hop e ele também trabalha com bandas de guitarra, então ele tem um pé em alguns campos diferentes.
Então temos Andy Barlow. Ele é um produtor de eletrônica e sintetizador que não é realmente usado para bandas ou guitarras, mas ele é incrível de outras maneiras. Ryan Tedder é um colaborador surpreendente e seu sentido melódico é algo muito forte. Quando estamos perto de Ryan essas músicas ficam cada vez melhores. Os refrões melhoram. Os ganchos melhoram. Os arranjos começam enxutos e mais focados. E então o Jolyn Thomas, um grande produtor de rock & roll e que adora as bandas. Ele adora guitarras. Mas ao mesmo tempo que parece o som correto de guitarra, você não terá esta certeza até o último minuto. Há coisas sutis às vezes, apenas a diferença entre o som da guitarra do White Stripes e o som da guitarra do Led Zeppelin. De certa forma, é uma coisa sutil, mas de outras maneiras eles são mundos separados.

O Steve é o mais próximo? Vocês o trazem no final para ver tudo?

Bem.. sim e não. Eu acho que neste caso, foi mais para o lado orgânico do registro. Ele veio trabalhar nisso. Às vezes, tínhamos versões quase rivais. Teríamos uma música como "The Blackout" onde quase tivemos duas versões dela. Havia uma versão mais orgânica e, em seguida, em um estúdio lá em cima tínhamos uma outra versão que era um pouco mais do século XXI, um pouco mais despida. Nós juntamos as músicas para o álbum numa base caso à caso. "Bem, esta pode ser um pouco mais orgânica porque aquela é um pouco mais processada e disciplinada de maneira sônica." Você provavelmente notou que a versão de "You're The Best Thing About Me" que lançamos é bem diferente da que estamos tocando ao vivo, e a mixagem final é como seis semanas de distância dela.

Como vocês escolhem entre as músicas? Qual é o processo?

O processo é que, lentamente, começamos a colocar as músicas base em seus lugares e depois preenchemos ao redor delas e obtemos as faixas para a identidade geral do registro. Para mim, uma das melodias inovadoras foi "The Lights In Front Of Me", que agora é chamada de "The Lights Of Home". Tivemos muitos versos de rock and roll que pareciam realmente excelentes, mas eram um pouco retrô. Jacknife fez um arranjo mais despido. As baterias eram uma espécie de questão em aberto, então Larry entrou e tocou bateria, então ele teve a disciplina de uma produção muito contemporânea, mas depois tocou essa incrível e muito linda bateria de forma humana em cima disso. Eu acho que porque ele foi gravado sendo ele próprio, pôde ocupar o espectro do som que ele faz. Ainda soa muito moderna, mas quase parece que tem uma influência de hip-hop ou, o contrário, uma influência de R & B do que de rock. De qualquer forma, essas pequenas faixas às vezes fazem você pensar: "Uau, essa é a síntese que estamos tentando alcançar aqui"."
No caso de "You're The Best Thing About Me", nós estávamos realmente animados com mixagem que tínhamos há seis semanas. Então começamos a discutir sobre como nós iríamos tocá-la ao vivo e eu voltei para algumas demos antigas e encontrei esta que tinha feito em um momento em que estávamos experimentando ideias de arranjo diferentes. Foi uma experiência que não havíamos buscado e eu pensei: "esta seria uma boa abordagem se a gente tocá-la ao vivo", e foi o que fizemos no programa de Jimmy Fallon. É uma abordagem desenvolvida com algumas guitarras novas.
Então Bono entrou no estúdio para ouvi-la e foi como: "Ok, algo está acontecendo aqui. É uma música melhor agora. Eu não posso explicar o por que, mas eu estou sentindo algo saindo disso." Então, nós meio que entramos em pânico com a gente trabalhando agitadamente com dois dias para transformá-la em um single e levá-la a todos para a audição e considerações. Acabamos concordando que a simplicidade, a crueza disto, oferece um contrapeso para a letra e melodia, que é muito clássica. É uma canção de amor e isso a conduz de maneira mais convincente. De alguma forma a música parece melhor - e foi feita totalmente de última hora.

Vocês já finalizaram o álbum?

Na medida, temos ordem de execução definida, o título, mixagens que estão de acordo, pequenas nuances onde queremos fazer pequenas mudanças. Então, sim, está absolutamente pronto para ir para o último polimento. Estamos muito satisfeitos com ele.

Quais foram os últimos polimentos?

Só um polimento, não substancial. Nada que ninguém além da banda seria capaz de notar, porque temos as mixagens prontas e estamos tentando encontrar as nossas favoritas. Podemos gostar da mixagem, mas talvez haja uma mudança lírica que não tenha sido colocada no mix. ... É realmente apenas pequenos ajustes finais.

Bono, The Edge e Kygo falam sobre o remix de "You're The Best Thing About Me"


Foi lançado o remix da parceria U2 vs. Kygo na faixa "You're The Best Thing About Me", e um videoclipe para esta versão foi lançado no canal de vídeos de Kygo no You Tube.
Bono comentou sobre esta versão: "Nós tivemos uma história com a colaboração de pessoas que estão em um momento mágico. E é um pouco mágico do jeito que ocorreu. Eu sempre digo isso sobre Kygo. O garoto é da velha guarda. Ele ama a letra, ele ama a melodia, e ele sai do caminho óbvio daquilo. Ele fez esta versão muito rapidamente, e isto não acontece assim o tempo todo, você sabe. O garoto é uma estrela."
The Edge completou: "Queremos sempre estar indo para fazer um bom remix, e é claro, é o caso realmente de quem queremos que trabalhe nisso."
O DJ Kygo falou como foi trabalhar na faixa do U2: "Trabalhar com o U2 foi uma grande honra para mim, eu tenho ouvido a sua música desde que eu era um garotinho, e eu realmente estou de olho sempre naqueles caras. Eles tinham essa música, "You're The Best Thing About Me", que eles queriam me enviar e queriam que eu trabalhasse nela. Eu comecei a trabalhar com ela na mesma noite."
O vídeo para a faixa, dirigido por Johannes Lovund, mostra a apresentação de Kygo no Ushuaia Hotel em Ibiza, em setembro de 2017. Foi a primeira vez que Kygo tocou esta versão final do remix refeito por ele. Anteriormente, em agosto de 2016, na Noruega, no festival Cloud Nine, Kygo apresentou um outro remix da faixa, trazendo um mix antigo alternativo da música do U2, com letra diferente. Foi a primeira versão trabalhada por Kygo.
Sobre esta performance em Ibiza, Kygo disse: "Foi uma grande sensação para mim estar naquele palco e tocar essa música pela primeira vez. Eu me lembro das reações, eu disse: 'esta próxima música que eu vou tocar para vocês é uma inédita nova canção que eu fiz em parceria com o U2'. Eu lembro que vi um monte de rostos tipo: 'uau, ele fez uma música com o U2'."

Davide Rossi fez um arranjo de cordas para a versão de estúdio de "The Blackout" do U2


O novo disco do U2 será lançado em breve, e para mostrar aos fãs o que está por vir, a banda recentemente lançou no Facebook um vídeo de uma performance de uma das faixas do disco, "The Blackout".
The Edge confirmou em entrevista que a versão mostrada é ao vivo, e que a versão de estúdio da faixa estará no disco.
Agora, através de seu Instagram, o violinista, arranjador de cordas, compositor, maestro e produtor Davide Rossi, nascido na Itália, informa que trabalhou na versão de estúdio de "The Blackout", e um arranjo seu de cordas será ouvido na faixa!
Davide Rossi fez arranjos para discos do Coldplay, Duran Duran, The Verve, entre outros.

Estrutura para shows do U2 no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017' totalizam 320 toneladas e devem chegar em três aeronaves no Aeroporto de Viracopos em Campinas


O Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), alcançará recorde de operações com cargas de shows internacionais ao integrar a rota para apresentações do Aerosmith, Bon Jovi e Guns N' Roses no festival São Paulo Trip, a partir desta quinta-feira (21), e do U2, que chega à capital paulista em outubro com a 'The Joshua Tree Tour 2017'. Juntos, os acordos de logística somados ao fluxo desde janeiro somam 702,2 toneladas.
Neste ano, a concessionária que administra o terminal já contabilizou movimentação de 228 toneladas de materiais usados no Lollapalooza, além dos shows de Elton John e Justin Bieber.
O diretor de Operações do aeroporto, Marcelo Mota, destaca que Viracopos já iniciou operação especial para receber as cargas das três bandas que também são atrações no Rock in Rio.

"Uma equipe é deslocada somente para atender às bandas. Temos um galpão com 8 mil metros quadrados e as cargas ficam sob vigilância eletrônica e pessoal. No geral, é uma operação rápida em que ela chega, é descarregada e transferida para carretas, mas algo pode ser armazenado", explica. Os valores envolvidos nos trabalhos são mantidos em sigilo por questões de concorrência.
Ao todo, devem passar por Campinas mais 154,2 toneladas de equipamentos do Aerosmith, Bon Jovi e Guns N'Roses até a próxima semana. Cada demanda vai mobilizar de 25 a 50 profissionais.
"Viracopos tem se consolidado como o aeroporto para shows no Brasil. Oferecemos vantagens competitivas, somos o único a ter ISO 9001 [certifica gestão da qualidade] e há um processo customizado. Há planejamento com aduaneiras, Receita e órgãos de segurança", diz Mota.
Ao considerar a proximidade de agendas entre os festivais no Rio e São Paulo como efeito positivo para os acordos, a concessionária informou que parte das cargas do Bon Jovi e Guns N' Roses serão recebidas após as apresentações nas duas cidades, e direcionadas para exportação. Por enquanto, o aeroporto confirma somente a operação de recebimento de equipamentos do Aerosmith.
A estrutura para shows do U2, em outubro, totalizam 320 toneladas que devem chegar a Campinas em três aeronaves. Entre os modelos possíveis estão Boeing 747-400 e 747-800.

O total é o maior já registrado pela concessionária à frente de Viracopos desde novembro de 2012, considerando-se exclusivamente shows internacionais realizados no Brasil. Ela representa, por exemplo, metade da operação para a Fórmula 1, que será realizada pelo terminal em novembro.
"O ano que tivemos mais cargas foi em 1993, quando o aeroporto recebeu 400 toneladas do Michael Jackson. Por ano, recebemos média de 260 toneladas", lembra Mota. A maior parte da saída dos equipamentos do U2, após as apresentações no Morumbi, deve ocorrer via marítima.

Do site: G1

domingo, 17 de setembro de 2017

Bono se diz profundamente entristecido pelo cancelamento do show em St. Louis pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


A Live Nation e o U2 através de uma nota oficial anunciaram ontem que o show em St. Louis pela 'The Joshua Tree Tour 2017', por motivos de falta de segurança, estava cancelado.
Manifestantes saíram às ruas no centro de Saint Louis, no estado do Missouri (centro-oeste) para protestar contra a absolvição de um antigo agente da polícia branco no caso do homicídio de um homem negro em 2011.
O protesto, inicialmente pacífico, degenerou em violência quando os manifestantes quebraram uma janela e atiraram tinta contra a casa da presidente da câmara de St. Louis, Lyda Krewson.
Horas depois do anúncio, Bono foi até o Instagram da banda, postou uma pintura e escreveu algumas palavras, citando um trecho de Martin Luther King:

"Profundamente entristecido com o que aconteceu em St. Louis e termos que cancelar o nosso show.... eu me vi lendo o discurso do Dr. King da Catedral Nacional e me perguntando se isso é 1968 ou 2017? - Bono

"O progresso humano nunca avança sobre as rodas da inevitabilidade... estamos pedindo para a América ser fiel à nota promissória enorme que assinou anos atrás. E nós estamos chegando para se engajar em uma dramática ação de não violência, para chamar a atenção para o abismo entre promessa e a realização; para tornar o invisível visível."

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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