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terça-feira, 6 de maio de 2025

Rara 1° Edição Nacional LP U2 'Boy' Ariola 1981





No Brasil, depois de vários anos de quase completo anonimato, o U2 chegou às lojas em 1985, com seu LP 'The Unforgettable Fire'. Na época, o presidente da Warner (antiga gravadora da banda no Brasil), André Midani, teve que mexer seus pauzinhos para trazer o grupo para as prateleiras brasileiras, já que o selo Island, até aquele momento, não possuía representação no Brasil. 
A medida afinal, era necessária, pois, já naquela época as canções do grupo pipocavam a todo momento na programação das rádios alternativas, e até vinha se formando aos poucos, uma espécie de fã clube brasileiro paralelo, que corria atrás de LP'S nas lojas de importados. 
O engraçado é que o primeiro álbum da banda, havia sido curiosamente fabricado e distribuído pela mesma Warner por aqui, e passou completamente despercebido pelo público.
O álbum de estreia do U2, 'Boy', foi lançado em vinil no Brasil no início em 1981, praticamente ao mesmo tempo que lá fora, algo raríssimo na época. Esta primeira edição hoje em dia é artigo de colecionador para os fãs brasileiros e é muito difícil de ser encontrado.
Os selos do vinil vinham como no lançamento europeu, com fotos de Peter Rowen da sessão para a capa do disco.
Esta edição é uma amostra invendável, que foi para as rádios brasileiras naquele ano de 1981.
O selo Ariola foi o responsável por este lançamento. O primeiro ano de lançamentos brasileiros da Ariola foi com o U2 e os artistas nacionais como Alceu Valença, Toquinho e Vinícius de Moraes, Milton Nascimento, Ney Matogrosso e Marina Lima.
Ariola Discos Fonográficos e Fitas Magnéticas Ltda. 
Os antigos fonogramas da Ariola hoje fazem parte da Universal Music Brasil, que distribui os álbuns do U2 no Brasil.
Em 1986, a RCA Eletrônica Ltda, sob licença da WEA Discos (Warner), fabricou e distribuiu no Brasil uma nova edição do vinil 'Boy', SÉRIE SUPER LUXO. Veio com um encarte de uma folha, e o selo do vinil era azul com um logotipo da Island Records.
No ano de 1989, uma terceira edição do vinil, sendo uma reedição daquela versão inicial lançada no Brasil no começo da década de 1980. Foi fabricado pela BMG Ariola Discos Ltda, sob licença da WEA Discos. 
O selo era diferente da edição fabricada pela RCA em 1986.

sábado, 28 de março de 2015

U2 Music - Vinil Bootleg





Vinil bootleg importado do U2, compilando dois singles completos da banda, de 'Achtung Baby', de 1991 e 1992.
Este vinil alternativo traz no Lado A as faixas do single de "Even Better Than The Real Thing", e no Lado B as faixas do single de "One".
O selo do vinil traz escrito 'U2 Music', e a capa traz uma foto das sessões de gravação de 'Achtung Baby' no Hansa Studios, com reproduções das assinaturas de The Edge, Bono, Adam Clayton e Larry Mullen.


Lado A:
1-Even Better Than The Real Thing 2-Salomé
3-Where Did It All Go Wrong (Demo From STS - Dublin, July 1990)
4-Lady With The Spinning Head (Extended Dance Mix)

Lado B:
1-One 2- Lady With The Spinning Head (Uvi)
3-Satellite Of Love (Written By Lou Reed)
4-Night And Day (Steel String Remix - Written By Cole Porter)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Vinil Robbie Robertson (com participação do U2)




Disco de vinil 12 polegadas Robbie Robertson, lançado pela Geffen Records em 1987. Nacional, distribuido no Brasil pela WEA - BMG Ariola.

O U2 contribuiu em duas faixas do disco: "Sweet Fire Of Love" e "Testimony".
The Edge comentou: "Daniel Lanois já tinha concordado em produzir o primeiro disco solo de Robbie Robertson , e o cantor estava procurando por alguns sinais e decidiu que Dublin era um bom lugar para se procurar. Nós éramos grandes fãs do The Band e ficamos honrados com a ajuda. Durante vários dias, o Danny e o Robbie gravaram duas músicas com a gente."

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Folkways: A Vision Shared - A Tribute To Woody Guthrie And Leadbelly - LP

LP 'Folkways: A Vision Shared', lançado no Brasil pela CBS Records em 1988. Vinil de 12 polegadas, série especial. Catálogo: 188.012/1 - 460905

Sylvie - Sweet Honey in the Rock (2:06)
Pretty Boy Floyd - Bob Dylan (4:26)
Do Re Mi - John Mellencamp (3:24)
I Ain't Got No Home - Bruce Springsteen (3:44)
Jesus Christ - U2 (3:13)
Rock Island Line - Little Richard / Fishbone (2:34)
East Texas Red - Arlo Guthrie (5:36)
Philadelphia Lawyer - Willie Nelson (3:01)
Hobo's Lullaby - Emmylou Harris (2:43)
The Bougeois Blues - Taj Mahal (2:46)
Gray Goose - Sweet Honey in the Rock (2:11)
Goodnight Irene - Brian Wilson (2:39)
Vigilante Man - Bruce Springsteen (4:14)
This Land is Your Land - Pete Seegar with Sweet Honey in the Rock, Doc Watson and the Little Red School House Chorus (3:46)


O U2 gravou sua contribuição para esta compilação, durante as sessões de gravação do álbum Rattle and Hum, em 1988. A música 'Jesus Christ' é um cover de uma canção de Woody Guthrie. O álbum é um tributo à sua obra.
A canção foi gravada especialmente para este tributo, não sendo incluída em nenhum álbum ou single do U2.
A curiosidade fica por conta do fato da banda voltar a fazer uma gravação lançada pelo selo CBS, que foi o selo que lançou os primeiros compactos do U2 antes de assinarem contrato com a Island Records.


Jesus Christ: Bono on vocals and harmonica, The Edge on guitar, Adam Clayton on Bass and Larry Mullen on drums. The song was produced by Jimmy Iovine, associate producer was Jack "Cowboy" Clement. The song was Engineered by David R. Ferguson, and mixed by Shelly Yakus.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sun City: Artists United Against Apartheid - LP




Sun City: Artists United Against Apartheid. Disco de vinil, lançado em 1985 pela Manhattan Records, uma divisão da Capitol Records. Nacional, distribuído pela EMI Odeon.

A idéia nasceu com o ex-guitarrista da E Street Band, Little Steven.
Steven van Zandt havia deixado a banda de apoio de Bruce Springsteen logo após o cantor explodir com Born in the USA e ficou intrigado e perplexo com as notícias que lia da África do Sul e do Apartheid.
E Steven ficou mais chocado ao descobrir que no meio de tanta opressão aos negros, que sequer podiam votar, havia um lugar chamado Sun City, uma espécie de resort onde os brancos se divertiam com apostas e desfrutando de todas as mordomias. O mais chocante é que Sun City fica encravada numas das regiões mais pobres do país.
Ao lado do jornalista, Danny Schechter, começou a escrever uma letra que faria paralelo com os nativos na América. A idéia era mostrar os abusos do governo sul-africano, que havia prendido Nelson Mandela anos atrás.
Schechter sugeriu que convidassem amigos para o projeto e contatou outros músicos.
Um dos mais motivados com o projeto era o idealista Bono. O vocalista do U2 queria dar sua participação no projeto e junto com os guitarristas dos Rolling Stones, Keith Richards e Ron Wood escreveu "Silver and Gold".
Em míseras 48 horas nascia o primeiro blues escrito por Bono: “Silver and Gold”.
Bono explica um pouco como escreveu a letra: " é a primeira composição que eu escrevi sob o ponto de vista de uma outra pessoa. Também é a primeira canção que escrevi que foi influenciada pelo blues. Eu toquei guitarra com meus pés microfonados do jeito que os antigos bluesmen, como Robert Johnson, faziam. E eu ficava batucando no corpo da guitarra para manter o ritmo. A idéia surgiu com uma citação sobre um boxeador, com a imagem de um lutador no seu canto sendo repreendido pelo seu treinador. É um esporte que eu vinha acompanhando com certo interesse no passado. Considero vários aspectos do boxe muito sórdido, mas aquela imagem era realmente muito boa."
Depois de pronta e mixada, Bono pediu que Steven a utilizasse no disco Sun City. Steve agradeceu, mas avisou que o disco já estava finalizado e que as primeiras cópias já estavam sendo prensadas e que não teria como. Porém, Bono não desistiu e ela entrou, ainda que não constasse o nome da faixa, na contra-capa dos primeiros vinis por não ser possível mudar toda a arte do trabalho, o que posteriormente foi corrigido.

Enquanto o produtor Arthur Baker cuidava da produção, exasperado com tantas boas opções, Little Steven resolveu dar mais força ao projeto, indo até a ONU falar do projeto com o presidente do comitê anti-racismo e apartheid, Iqbal Akhund. Tudo pela causa.
Little Steven e Baker lembram de momentos mágicos: "Miles chegou e começou a tocar coisas fenomenais. A vontade era de fazer um disco só com ele, mas como não era possível, aproveitamos apenas 10 segundos na abertura da música. A faixa-título era um coral de vozes, cantanda em blocos, enquanto mostravam os músicos gravando em estúdio, gente como Pete Townshend, Ringo Starr e seu filho Zak, entre outros.
O disco ficou na 31ª posição nos EUA e iniciou um movimento na indústria musical que multava os artistas que tocassem na África do Sul, quebrando o boicote da classe contra as mazelas no país. Um pungente vídeo foi feito e razoavelmente veiculado.
Emocionado, Miles Davis gravou um excepcional disco em 1986, intitulado Tutu, em homenagem ao bispo que venceriam o Prêmio Nobel da Paz, em 1984. Sem papas na língua, Miles sempre afirmava: "a situação na África do Sul me faz vomitar."
Além de Silver And Gold, Bono participa de vocais e do clipe de Sun City.
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Vídeo:

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Red Hot And Blue: A Tribute To Cole Porter - LP Duplo





Disco de vinil duplo 'Red Hot And Blue', lançado no Brasil pela Chrysalis, EMI em 1990.

Release Date: November 1990
Artist: Various
Record Label: Chrysalis / Capitol Records

I've Got U Under My Skin - Nenah Cherry (4:28)
In the Still of the Night - Neville Brothers (5:18)
You Do Something to Me - Sinead O'Connor (2:34)
Begin the Bequine - Salif Keita (3:22)
Love for Sale - Fine Young Cannibals (2:49)
Well did You Evah? - Debby Harry / Iggy Pop (3:28)
Miss Otis Regrets / Just one of those Things - Kirsty MacColl and the Pogues (4:40)
Don't Fence Me In - David Byrne (3:09)
It's All Right With Me - Tom Waits (4:40)
Ev'rytime We Say Goodbye - Annie Lennox (3:55)
Night and Day - U2 (5:21)
I Love Paris - Les Negresses Vertes (3:13)
So in Love - K.D. Lang (4:41)
Who Wants to be a Millionaire? - Thompson Twins (3:18)
Too Darn Hot - Erasure (3:40)
I Get a Kick - The Jungle Brothers (2:52)
Down in the Depths - Lisa Stansfield (4:27)
From this Moment On - Jimmy Somerville (3:18)
After You Who - Jody Watley (3:10)
Do I Love You? - Aztec Camera (4:40)

Night and Day: Written by Cole Porter. Produced by the Edge and Paul Barrett.

Em novembro de 1990 foi lançado o disco-duplo Red Hot + Blue: A Tribute to Cole Porter, em que vários artistas escolheram uma canção do falecido compositor norte-americano Cole Porter para o projeto, que rendeu um especial para a televisão. O disco também tinha uma causa nobre, com sua venda revertida para tratamento da Aids. O U2 acabou optando pela clássica e soturna "Night and Day" e gravaram um vídeo no apartamento do cineasta Wim Wenders, responsável pela direção do vídeo, em Berlim.
Nessa música, Edge utilizou o recurso da infinite guitar, criada por Michael Brook, quando este fez a trilha-sonora do filme Captive, com o próprio Edge.
A idéia consiste em criar um feedback constante assim que uma corda é tocada. Esse recurso já havia sido usado em "With Or Without You".
Bono conta que quase morreu congelado durante as filmagens do vídeo, pois Wenders o colocou cantando na sacada de seu prédio apenas com um paletó, aberto e sem camisa alguma por baixo em uma noite quase gelada.

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Video 'Night And Day':

A Very Special Christmas - LP



Vinil 12 polegadas de A Very Special Christmas, lançado no Brasil pela Polygram Discos em 1987.

No final do ano de 1987, o U2 apareceu em uma coletânea intitulada 'A Very Special Christmas', cantando uma canção do lendário produtor norte-americano Phil Spector. Christmas (Baby, Please Come Home) foi produzida por Jimmy Iovine. Darlene Love participou dos backing vocais na canção, que foi gravada no dia 29 de julho daquele ano, durante uma passagem de som em um show da turnê Joshua Tree em Glasgow, Escócia. O disco foi realizado como um álbum de caridade para a Olimpíada de deficientes físicos e teve a participação de Madonna, Bruce Springsteen e Run D.M.C. O U2 chegou a tocar a música no último show da turnê. Um vídeo foi gravado para a canção, e foi exibido em um especial de Natal na TV. A arte da capa do album foi feita por Keith Haring. O U2 resolveu usar uma animação desta arte no telão dos shows da Popmart em 1997, durante a canção One.
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Comercial do programa 'A Very Special Christmas':
Video 'Christmas Baby Please Come Home':

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Mandala Internacional - LP


Disco de vinil da trilha sonora internacional da novela Mandala, lançada pela Som Livre em 1988.
With Or Without You desse LP é uma versão editada, diferente da versão encontrada no album The Joshua Tree.

01 - A Matter Of Feeling - Duran Duran 02 - Dinn't We Almost Have It All – Whitney Houston 03 - Sugar Free - Wa Wa Nee 04 - With Or Without You - U2 05 - Nothing's Gonna Change My Love For You – Glenn Medeiros 06 - Bitter Fruit - Little Stevens 07 - No Conversation - View From The Hill 08 - Luka - Suzanne Veja 09 - Never Say Goodbye - Bon Jovi 10 - Lost In Emotion - Lisa Lisa & The Cult Jam 11 - I've Been In Love Before – Cutting Crew 12 - Let The Sun Shine In Your Heart - Wind 13 - I Think We're Alone Now – Tiffany 14 - Songbird - Kenny G.

Título: Mandala
Período de exibição: 12/10/1987 – 14/05/1988
Horário: 20h30
Nº de capítulos: 185
Canal: Rede Globo
Tipo: Novela
Autoria: Dias Gomes
Co-Autoria: Marcílio Moraes
Direção: José Carlos Pieri, Ricardo Waddington
Direção Geral: Ricardo Waddington

Com The Joshua Tree o U2 definitivamente, conquistou o mundo.
"With or Without You" fez parte da novela Mandala da Rede Globo, levada ao ar em 1987. Foi a primeira e única vez que uma canção do U2 fez parte da trilha sonora de uma novela.
Até hoje é considerada uma das trilhas internacionais mais caprichadas. Não é pra menos, pois não é todo dia que podemos ouvir With Or Without You do U2, A Matter Of Feeling do Duran Duran e Never Say Goodbye do Bon Jovi juntas em um mesmo disco.

Curiosidade: como um lado de um LP dificilmente acomodaria sete músicas na íntegra, o produtor da trilha da novela Sérgio Motta, teve que fazer uma edição das músicas.
"With or Without You" foi comprimida em três minutos e vinte e quatro segundos, dos originais quatro minutos e quarenta segundos de música, com o recurso fade out*.

*fade out - recurso utilizado para finalizar uma música (antes do tempo) na qual o som vai diminuindo até que a música termine.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Zooropa - LP





LP Zooropa, lançado no Brasil em 1993 pela BMG Ariola.
Foi o último disco de vinil do U2 a ser fabricado e lançado no Brasil.

Commercial Release: July 5 / 6, 1993
Record Label: Island Records
Top Chart Position - US: 1, Canada: 1, UK: 1

Zooropa (6:30)
Babyface (4:00)
Numb (4:18)
Lemon (6:56)
Stay (Faraway So Close!) (4:58)
Daddy's Gonna Pay for Your Crashed Car (5:19)
Some Days are Better than Others (4:15)
The First Time (3:45)
Dirty Day (5:24)
The Wanderer (4:44)

Bono: Vocals and Guitar. The Edge: Guitar, Piano, Synthesizers and Vocals. Adam Clayton: Bass Guitars. Larry Mullen Jnr: Drums, Percussion, and Backing Vocals. Paul McGuinness: Manager. Studio Crew: Joe O'Herlihy: Monitoring. Des Broadbery: Programming, Keyboard and Guitar Technician. Fraser McAlister: Guitar Technician (Bono). Sam O'Sullivan: Drum Technician. Stuart Morgan: Bass Guitar Technician. Dallas Schoo: Guitar Technician (The Edge). Colm "Rab" McAllister: Studio Tecnician. Suzanne Doyle: Studio Production Manager. Anne-Louise Kelly: Album Production Manager.
Recorded in The Factory, Windmill Lane Studios and Westland Studios, Dublin. Additional Recording Facilities: Terry Cromer & Julian Douglas, Audio Engineering, Dublin. Produced by: Flood, Brian Eno and The Edge. Mixed by: Flood and Robbie Adams. Engineered by: Flood and Robbie Adams. Music: U2. Words: Bono (Except "Dirty Day" Bono and the Edge, "Numb" The Edge.) Recorded in Dublin, March - May 1993. Album Cover Design by Works Associates (Dublin) Art direction by Steve Averill. Design and Computer treatments by Brian Williams. Baby Illustration by Shaughn McGrath. Origina baby illustration by Charlie Whisker.
Principle Management Dublin: Anne-Louise Kelly (Director), Barbara Galavan, Eileen Long, David Herbert, Brigid Mooney, Candida Bottaci, Sandra Long, Aislinn Meehan, Anne O'Leary, Cecillia Coffey, Cillian Guilders, Liz Devlin, Gerry Watters. Principle Management New York: Keryn Kaplan (Director), Shiela Roche, Bess Dulany.
Thanks To: Osmond J. Kilkenny III, Brian Murphy and all at O.J. Kilkenny & Co., Dennis and Lindsey Sheehan, Dermot Lawless and all the Dermots, Mark Holmes, Marc Coleman, Keith Wootton, Eric Humphreys, Yvonne McMahon, Killian McGowan, Brian Masterson, Catherine Rutter, Johnny Cash, Regine Moylett, Paul Wasserman, Bill Flanagan, Bob Koch, Nigel Sweeney, Rock It Cargo, Sebastian, Aislinn, Hollie, Arran, Blue, Elaine, Ali, Jordan, Eve and the Temple Hillbillies, A.J. Rankin, Ina Meibach, George Regis, David Landsman, Frank Barsalona, Barbara Skydel, Ian Flooks, Katherine Maynard, Barry Slattery, Joe Casely-Hayford, Chris Blackwell, Wim Winders, Fintan Fitzgerald, Mark Neale, Gerry MacArthur, Richard Kendrick, Des, Ulrick, Patricia, Katherine and all at Omega Air, Missy and JJ. The Freedom of Zooropa is awarded to Willie Mannion and Rob Kirwan. Special thanks to Ellen Darst and Gavin Friday.

O U2 aproveitou suas merecidas folgas no início de 1993 para entrarem em estúdio. The Edge se lembra que eles tiveram a idéia de gravarem quatro músicas para um EP em edição limitada para os fãs. Assim, entraram no Factory Studio de Dublin e começaram as gravações. Mas Bono achou um desperdício gastar tanta energia com um EP e sugeriu um novo disco, o que causou um certo arrepio em todos: será que o U2 ainda sabia gravar um disco em um curto espaço de tempo ou teriam se tornado escravos dos grande orçamentos e anos de produção? O espaço seria apenas de três meses.
E Paul McGuinness apoiou sensivelmente a idéia por uma razão estratégica: o antigo contrato do U2 com a Island (que era agora da Polygram) estava expirando e um novo produto nas mãos, muito antes do previsto pela gravadora, colocaria McGuinness em uma posição estratégica, já que teriam um poder de barganha muito maior com ele. Ou será que a Polygram iria deixar o U2 escapar tendo um novo disco para ser lançado imediatamente?
O conceito estava todo na cabeça do grupo e mais uma vez convidaram Brian Eno para a produção, ao lado do engenheiro Flood.
Mas como o tempo era pouco, eles seriam obrigados a enfrentar uma longa e cansativa maratona dentro do estúdio. Bono já estava trabalhando há tempos em novas canções, especialmente em uma para Frank Sinatra.
Enquanto isso, Bono escrevia uma letra com o nome provisório de "Sinatra". Aos poucos, ela vai se transformando até ganhar o definitivo título de "Stay" com Faraway So Close!" sendo acrescentado já que seria utilizada no filme de mesmo nome do cineasta alemão Wim Wenders. Era uma das primeiras vezes que Bono escrevia uma canção tendo em mente uma mulher.
The Wanderer foi uma das primeiras canções novas que surgiram nessas gravações. Bono conta que escreveu a canção inspirada no livro bíblico Eclesiástes. A história conta a vida de um homem que largou família e tudo mais para encontrar Deus e que percebe que os homens usam o nome 'Deus' em vão: "eles falam do Reino de Deus, mas não o querem lá". Bono tinha feito a letra especialmente para Cash, que foi à Dublin durantes as gravações. Bono ficou deliciado com a maneira com a qual Cash a gravou. Mas Flood e Eno não estavam tão felizes. Eles temiam que a forte e presença e carisma de Cash na faixa que encerraria o disco encobrisse todo o disco e a própria banda.
Bono argumentava que vendo o Cash cantando sobre uma melodia distorcida "sob um céu atômico" seria o final perfeito para um álbum desconcertante. Ao final, o cantor consegue convencer todos, especialmente Eno, que confessa: "era muito difícil eu dizer não quando participei pouco do processo, funcionando mais como um conselheiro. E admito que Bono estava certo, embora eu ainda preferisse a versão com ele cantando."
Outras canções também eram desconcertantes: "Babyface" insinuava levemente com pedofilia; ""Daddy's Gonna Pay For Your Crashed Car", "First Time" e a mais bizarra de todas: "Numb". Ela tinha o título de "Down All The Days" e não foi aproveitada durantes as gravações de Achtung Baby.
"Numb" não tem melodia, apenas ritmo. Bono tentou cantá-la, mas não conseguia encontrar o ponto. Foi quando Edge, o dono da letra, sugeriu que trabalhassem apenas o ritmo. E mais: ele seria a voz principal e Bono e Larry (!) fariam os vocais de fundo: "incrível, isso funcionou", disse um chocadíssimo Bono. Não só funcionou como foi a primeira canção de trabalho do novo disco.
O melhor dela, no entanto, é o vídeo em que The Edge fica imóvel declamando a letra enquanto várias situações bizarras acontecem ao seu lado. A idéia era que ele não demonstrasse nenhuma emoção, mesmo quando um pé foi colocado em sua face!
"Eu tenho poucas lembranças da minha mãe porque o meu pai nunca falava sobre ela depois que ela morreu. Um dia recebi um pacote pelo correio de um parente distante com um filme Super 8 com uma imagem dela, com uns 24 anos. Ela era linda, cintura fina e com cabelos negros como de uma cigana. O filme era em cores e parecia extraordinário. Era um casamento, onde ela era a dama de honra vestida em um lindo vestido cor de limão. Resolvi então cantar com minha voz de Fat Lady (Senhora Gorda), mas havia uma aspereza na letra. Havia duas coisas acontecendo, memória e perda, o retrato de uma garota em um vestido limão cintilante, que a deixava sexy e alegre e o fato de um homem se separar das coisas que ele ama. E Edge também vivia um drama pessoal, já que teve que sair de casa, pois estava se separando de Aislinn. Basicamente, 'Lemon' é sobre sair ou não de casa.
E, no dia 5 de julho de 1993, o mundo conhecia o novo disco da banda, Zooropa, que deixou os fãs e a crítica ainda mais surpresos. O disco vendeu 300 mil cópias em apenas uma semana no Reino Unido e foi número 1 em quase todos os países do planeta.
Quando Zooropa saiu, estranhamente não foi tocado em palco. Com arranjos complexos e sem tempo de ensaiar, o grupo foi lentamente apresentando as canções em palco. O disco chegou ser tocado integralmente nos shows finais da excursão, em Tóquio, com exceção de "The Wanderer" (por motivos óbvios) e "Daddy's Gonna Pay Your Crashed Car".
Zooropa rendeu excelentes dividendos financeiros, já que a Polygram se viu numa posição difícil, com o U2 tendo seu contrato acabado e com um novo disco pronto. Assim, os dois lados chegaram a um novo termo que tornou o U2 a banda mais rica do planeta. Embora as cifras não sejam confirmadas, estima-se que a banda fechou um contrato da ordem de US$ 200 milhões.
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Lemon: Video

Numb: Video

Achtung Baby - LP








LP Achtung Baby, lançado no Brasil em 1991 pela Polygram.

Commercial Release: November 18 / 19, 1991
Record Label: Island Records
Top Chart Position - US: 1, Canada: 2, UK: 2

ZOO station (4:36)
even BETTER than the REAL THING (3:41)
ONE (4:36)
until the END of the WORLD (4:39)
who's gonna RIDE your WILD HORSES (5:16)
SO cruel (5:49)
the FLY (4:29)
MYSTERIOUS WAYS (4:04)
TRYIN' to throw your ARMS around the WORLD (3:53)
ULTRA violet (light my WAY) (5:31)
ACROBAT (4:30)
LOVE IS blindness (4:23)

Bono: Vocals & Guitar. The Edge: Guitar, Keyboards & Vocals. Adam Clayton: Bass Guitar. Larry Mullen: Drums & Percussion. Paul McGuinness: Manager. Studio Crew: Joe O'Herlihy: Monitoring. Des Broadbery: Keyboard & Guitar Technician. Fraser McAlister: Bass & Guitar Technician. Sam O'Sullivan: Drum Technician. Anne-Louise Kelly: Album Production Manager.
Recorded in: Hansa Ton Studios Berlin, Dog Town Dublin, S.T.S. Dublin, Windmill Lane Studios Dublin. Recording Facilities and Co-Ordination Berlin : Joe O'Herlihy and Dennis Sheehan. Recording Facilities and Co-Ordination Dublin : Terry Cromer, Audio Engineering Dublin.
Principle Management Dublin - Anne-Louise Kelly, Barbara Galavan, Jackie Bennet, Eileen Long, David Herbert, Maria Duffy, Brigid Mooney, Anne O'Leary, Cillian Guidera, Liz Devlin, Cecilia Coffey. Principle Management NY - Ellen Darst, Keryn Kaplan, Sheila Roche, Bess Burke, Lisa Fiscoff.
Mastering by Arnie Acosta / A & M Mastering Studios, LA. Digital Editing by Stewart Whitmore / A & M Mastering Studios, LA. Quality Control Cheryl Engels / A & M Studios, LA. Thanks to: Yamaha Drums, Paiste, Pro-Mark and James Howe Industries for Strings. Daniel Lanois and Brian Eno appear courtesy of Opal/Warner Brothers.
Photography by Anton Corbijn. Design by Steve Averill and Shaughn McGrath - Works Associates (Dublin). Label Illustration by Charlie Whisker. Photographed by Richie Smith. European Language Translations Ltd. Dublin/Eileen Pearson.
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Após um período de férias, a banda juntou-se em Berlim, nos fins de 1990 para começar a trabalhar no seu próximo álbum de estúdio; e mais uma vez Brian Eno e Daniel Lanois foram escolhidos para o produzir. As primeiras sessões não foram muito bem, visto que os membros divergiam quanto à musicalidade a ser seguida pela banda. Mas a atmosfera pós Guerra Fria de Berlim fez bem para o U2. A cidade borbulhava após anos de um marasmo cultural. Em novembro de 1991 o U2 lança Achtung Baby. Carregado de distorções e experimentalismo, o álbum foi muito bem recebido pelos fãs e crítica especializada. Achtung Baby é, até hoje, considerado um dos melhores álbuns dos U2. Bono disse, a respeito do álbum, que é "o som de quatro homens a derrubar o Joshua Tree a machadada".
Esse disco foi um avassalador sucesso, indo diretamente ao topo da parada na América e na Europa. Críticos elogiavam a coragem da banda em resgatar suas raízes européias e na proposta de se reinventarem. Um clássico!
O disco trazia uma capa cheia de fotos feitas pelo fotógrafo Anton Corbijn. A capa, aliás, foi motivo de confusão.
O grupo queria batizar o disco de Adam, uma brincadeira com o baixista e com o primeiro homem bíblico e por isso Adam tirou uma foto de nu frontal. Anton odiou e disse que jamais colocaria a foto na capa, mas enfim, o disco não era seu mesmo e ele era apenas um fotógrafo. Ao invés disso, acabaram adotando um nome com o qual o engenheiro de som da banda, Joe O'Herlihy, berrava durante as gravações. A foto de Adam acabou sendo aproveitada, mas na contra-capa e em tamanho menor.
O disco, aliás, foi um choque. Desde a abertura, com "Zoo Station", cheia de feedback e vocais fantasmagóricos até o encerramento com a lenta e climática "Love Is Blindness", o disco trazia clássicos como "Mysterious Ways", "Even Better Than The Real Thing", "The Fly", "Until the End of the World", "So Cruel", "Tryin' to Throw Your Arms Around the World", "Who's Gonna Ride Your Wild Horses", e "One".
O disco foi precedido de um single estonteante e supreendente: The Fly.
Uma canção totalmente diferente dos anos de Rattle and Hum, cheia de distorção, vocais trabalhados e uma bateria potente e industrial conduzida por Larry e um baixo pulsante de Adam, além de impecável presença de Edge. E conseguiu ainda o primeiro lugar nas paradas.
Basicamente a letra falava da Queda de Adão e Eva. Vale ressaltar o belíssimo inusitado vídeo e o aparecimento do personagem "The Fly". Bono não só seguia os passos de seu ídolo Bowie, gravando em Berlim, como criava seu primeiro personagem, imitando o eterno camaleão dos anos 70.
O segundo single veio no mesmo mês e é uma outra canção estonteante: Mysterious Ways.
Chegou à 13ª posição no Reino Unido e em 9º lugar na América.
One é uma das grandes canções do album e da carreira do U2. O compacto foi lançado apenas em fevereiro de 1992.
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The Fly: Video

Even Better Than The Real Thing: Video

Until The End Of The World: Promo Video

Rattle And Hum - LP Duplo























Lp duplo Rattle And Hum, lançado em 1988 no Brasil pela BMG Ariola.

Commercial Release: October 10 / 11, 1988
Record Label: Island Records
Top Chart Position: US: 1, Canada: 1, UK: 1

Helter Skelter (Live) (3:07)
Van Diemen's Land (3:05)
Desire (2:59)
Hawkmoon 269 (6:22)
All Along the Watchtower (Live) (4:24)
I Still Haven't Found What I'm Looking For (Live) (5:53)
Freedom for My People [Non U2] (0:38)
Silver and Gold (Live) (5:49)
Pride (In the Name of Love) (Live) (4:27)
Angel of Harlem (3:49)
Love Rescue Me (6:24)
When Love Comes to Town (4:15)
Heartland (5:03)
God Part II (3:15)
The Star Spangled Banner [Non U2] (0:43)
Bullet the Blue Sky (Live) (5:36)
All I Want is You (6:30)

Produced by: Jimmy Iovine. Manager: Paul McGuinness. Words: Bono. Music: U2. Except: The Star Spangled Banner : Performed by Jimi Hendrix, Freedom For My People: Performed by : Sterling Magee on Guitar/Percussion and Adam Gussow on Harmonica. Sound post production for the album and movie done at A&M Studios, Hollywood. Post production engineering by: David Tickle.
All live recording by Remote Recording Services (The Black Truck) operated by David Hewitt with Phil Gitomer, Fritz Lang, J.B. Matteotti. Additional Engineers Don Smith, Rob Jacobs, Randy Staub, Bob Vogt and Marc De Sisto,assistant engineers Brian Scheuble, Ethan Johns. Additional overdubbing at Conway Recording with assistants Richard McKernan and GaryWagner.
Mastered by Arnie Acosta, A&M Mastering Studios/LA. Studio Crew: Sam O'Sullivan, Cheryl Engels, Fraser McAlister, Des Broadbery. Music Production Co-Ordinator: Fregg McCarty. Product and Art Co-Ordinator: Anne-Louise Kelly. Principle Management : New York Director: Ellen Darst, Keryn Kapan, Sheila Roche, Debbie Bernadini. Dublin Director: Anne-Louise Kelly, Barbara Galavan, Suzanne Doyle, Jackie Bennett, Cecilia Coffey, Brigid Mooney, Cillian Guidear, Marc Coleman. Camp Commandant: John Clark Tour Manager: Dennis Sheehan. Assistant to Dennis Sheehan: Theresa Pesco.

O primeiro compacto do novo disco foi Desire. Com um riff roubado diretamente do estilo de Bo Diddley de tocar, a canção foi a primeira a conseguir o topo da parada inglesa para o grupo. Nos Estados Unidos, “Desire” alcançou o terceiro lugar.
“Desire” foi lançada em setembro de 1988, um mês antes do novo disco e projeto do grupo, Rattle and Hum, que era, de longe, o mais ambicioso que já haviam realizado: um disco duplo, com faixas ao vivo e de estúdio e o tão esperado e comentado filme.
Se o U2 queria causar polêmica não podiam ter começado o disco com uma canção melhor: nada menos do que um clássico do Beatles e que havia sido “usada” pelo assassino psicopata Charles Manson na década de 60 para matar pessoas: “Helter Skelter”. E a frase inicial da canção dita por Bono era ainda mais megalomaníaca: “essa canção Charles Manson roubou dos Beatles e nós a estamos roubando de volta.”
Executada com grande precisão e gravada ao vivo durante a turnê do ano anterior, a canção mostrava a energia do novo U2: um grupo mais afinado e pesado do que nunca e que escorregavam nas famosas bandas de “rock de arena”, com um som gordo, bem costurado e potente.
A segunda faixa era ainda uma surpresa maior, já que era uma canção folk cantada e escrita por The Edge, “Van Diemen’s Land”. A letra conta a história de John Boyle O’Reilly um dos líderes do levante irlandês de 1848 contra a Inglaterra. Esse levante acabou gerando a “Grande Fome” que devastou o país e Boyle acabou sendo expulso e deportado para a Tasmânia.
A terceira canção era “Desire” primeiro single do disco e que começa com Joanou entrevistando a banda e Adam tentando responder. A conversa acaba em risadas, em um papo que havia sido editada e os risos aconteceram porque Larry Mullen imitava os gestos de Adam enquanto ele falava.
A quarta canção é uma das mais belas e surpreendentes do disco: “Hawkmoon 269”. Primeiro por conter Bob Dylan no órgão Hammond. Essa canção possui um dos títulos mais interessantes e cheios de história sobre sua origem. A primeira é que ela foi inspirada em um livro do escritor norte-americano Sam Shepard, Hawk Moon. E Shepard lançou outro livro chamado Motel Chronicles e que supostamente foi escrito em um quarto de número 269. Os dois livros discutem e fundem imagem dos desertos do sul dos Estados Unidos nas obras, um tanto quanto autobiográficas, de Sam. Hawkmoon é uma locação em Rapid City, em Dakota. E há ainda quem considere (como o autor de U2 – The Ultimate Encyclopedia, Mark Chatterton) como o número de vezes que a canção foi mixada. Mas essa versão não parece ser muito real, já que Bono disse isso em uma entrevista, em meio a gargalhadas gerais dos outros integrantes.
O lado B abre com um clássico de Dylan, mas que ficou imortalizada com Jimi Hendrix. Sobre essa canção Bono comentou: “qual banda em uma posição igual a nossa iria aprender os acordes cinco minutos de subir ao palco, tocá-la e ainda gravá-la? Nenhuma.” Essa é a famosa canção que aparece Bono pichando o monumento no show grátis em São Francisco.
O disco continua com “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” gravada da maneira que o grupo sempre sonhou: com um coro gospel, o Voices of Freedom. Em seguida, uma canção de 38 segundos e que nenhum membro do grupo toca, “Freedom for my people”. Ela é executada por Sterling Magee (guitarras e percussão) e Adam Gussow (gaita), dois músicos de rua e que o grupo encontrou no Harlem, encontro, aliás, também presente no filme.“Silver and Gold”, feita para o projeto Sun City é a próxima canção e onde Bono faz um discurso inflamado contra o apartheid. A próxima canção talvez seja o maior exemplo do rock de arena, com “Pride” em um formato tocado com Bono cantando alto e os instrumentos extremamente encorpados.
O lado C abre com uma das canções que virou um dos hits do disco, “Angel of Harlem”. Feita em homenagem à Billie Holiday, uma das grandes divas do jazz e figura trágica, o disco é cheio de metais (cortesia do The Memphis Horns) e citações a Miles Davis e John Coltrane. A canção foi gravada nos dois dias em que o grupo esteve no Sun Studios, quando trabalharam com Cowboy Jack Clement.
Outra canção gravada no mesmo local e novamente com a presença de Bob Dylan, “Love Rescue Me”, é uma bela letra sobre dor e esperança e citações bíblicas.
O disco ganha o peso do blues com “When Love Comes to Town”, que contava com a presença inusitada de B.B.King, o lengendário bluesman, que cantou a maior parte das letras e ficou com a guitarra solo, deixando para The Edge o incômodo trabalho de fazer a guitarra rítmica, já que King confessou ser horrível com acordes.
A próxima canção, “Heartland” conta a participação de dois velhos amigos, Brian Eno e Daniel Lanois, embora Brian só tenha tocado teclados e talvez seja a canção mais “americana” no sentido de retratar as paisagens sulistas da América.
A próxima canção pode ser considerada a mais delicada e mais egocêntrica que o grupo já realizou: “God Part II”. A razão para tanto é que Bono mexeu em território minado, pegando uma canção de John Lennon, intitulada “God” e resolveu fazer uma continuação. Na original, Lennon nega acreditar em qualquer coisa, exceto nele e em Yoko. Só que a canção de Lennon era calma, cantada com angústia, mas de maneira quase acústica. Aqui, Bono berra a letra, fazendo crer que realmente tem uma bola de fogo, como diz a letra. Bono berra os versos para concluir que ele acredita no amor.Uma curiosidade sobre a canção: antes do U2 escrever, já existia uma canção intitulada igualmente “God Part II”. Ela havia sido feita por um cantor gospel chamado Larry Norman, que concluía acreditar em Deus. No entanto, Larry, mudou o nome de sua obra para “God Part III”, quando soube da existência da canção do U2.
E a próxima canção, é de fato, a síntese de todo o disco, de toda a relação de amor e ódio com a América; “Bullet the Blue Sky” e vale uma explicação mais detalhada. Em primeiro lugar, é dessa música que foi retirada o título do disco; foi dela também retirada a imagem da capa do disco, quando Bono joga um canhão de luz em cima de The Edge. E tem mais: antes dela aparecem alguns segundos de “Star Spangled Banner” tocada por ninguém menos que Jimi Hendrix. E finalmente, é a letra mais crítica em relação à América que explora os imigrantes, os pobres e os velhos. Como já foi citada na coluna anterior, foi a última música a ficar pronta para entrar em The Joshua Tree pela escolha do último verso. Vale ressaltar o excepcional trabalho de The Edge e o peso da bateria de Larry Mullen, que soa igual a um trovão.
Encerrando o disco, a bela “All I Want Is You”, com um arranjo de cordas Van Dyke Parks, que trabalhou em vários discos dos Beach Boys. É considerada também uma declaração de amor de Bono para sua esposa, Ali.
Rattle and Hum teve críticas confusas. Se por um lado foi eleito o álbum do ano pela Rolling Stone, na Europa tomaram algumas sovas da crítica por terem esquecido sua origem européia. Algumas críticas mais ranzinzas chegaram a dizer que a banda poderia se mudar para a América porque haviam traído suas raízes.
Vale dizer que o disco vendeu a impressionante marca de 14 milhões de cópias, ou 28 milhões de cópias, já que era um álbum duplo e que o disco foi produzido por Jimmy Iovine.
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Desire: Video

Angel Of Harlem: Video

When Love Comes To Town: Video


All Along The Watchtower: Video

Desire 12" Extended Video Remix:
http://www.youtube.com/watch?v=3MPr7T55iI4

When Love Comes To Town (Version 2): Video
http://www.youtube.com/watch?v=SMk_K9t2EPk

The Joshua Tree - LP












LP 'The Joshua Tree', lançado no Brasil em 1987 pela RCA/Ariola.

Commercial Release: March 9 / 10, 1987
Record Label: Island Records
Top Chart Position - US: 1, Canada: 1, UK: 1

Where the Streets Have No Name (5:37)
I Still Haven't Found What I'm Looking For (4:37)
With or Without You (4:56)
Bullet the Blue Sky (4:32)
Running to Stand Still (4:18)
Red Hill Mining Town (4:52)
In God's Country (2:57)
Trip Through Your Wires (3:32)
One Tree Hill (5:23)
Exit (4:13)
Mothers of the Disappeared (5:14)

Produced by : Brian Eno & Daniel Lanois. * Mixed by : Steve Lillywhite Recorded by : Flood Additional Engineering : Dave Meegan with Pat McCarthy * Mixed by : Steve Lillywhite Mix Engineered by : Mark Wallace Assisted by : Mary Kettle
Words: Bono. Backing vocals: The Edge, Brian Eno, Daniel Lanois. DX7 Programmes and Keyboards: Brian Eno. Tambourine / Omnichord / Additional Rhythm Guitar: Daniel Lanois. Harmonica: Bono. One Tree Hill - Radd Strings: Recorded by Bob Doidge. Played by the Armin Family. Red Hill Mining Town - the Arklow Silver Band. Red Hill Mining Town - Brass Arranged and Conducted by Paul Barrett.
Studio Crew: Joe O'Herlihy, Des Broadberry, Tom Mullally, Tim Buckley, Marc Coleman, Mary Gough, Marion Smyth. Manager: Paul McGuinness. Principle Management, Dublin: Anne-Louise Kelly. Principle Management, New York: Ellen Darst.
Thanks to: Dennis Sheehan, Steve Iredale, Peter Williams, Cillian Guidera, Barbara Galavan, Brigid Mooney, Caroline Ashe, Cecilia Coffey and Frank Coffey, Keryn Kaplan, Pat Murphy, Gavin Friday, Guggi, Charlie Whisker, Osmond J. Kilkenny III, Brian Murphy, Robbie Wootton, Little Steven and Jimmy Iovine (Grazie) T-Bone Burnett, Irene Keogh, Aislinn, Pearse and Karina, Paddy Dunne, David Badstone, Merle Wheeler, Owen Epstein, Ron McGilvray, John Clark, (Irish) Bill Graham, Bob Lanois, Terry and Joy Stewart, Pete Gray, Paul Barrett and Sound Track Services, Chris Parkes
Drums, Keyboards, Outboard Equipment: Yamaha. Cymbals: Paiste. Sticks: Pro Mark. Strings: Superwound, Rotosound - James Howe Industries. Infinite Guitar invented by: Michael Brook. (Part of this album was recorded on Edge's Amek Mixing Console).
Recorded and Mixed at Windmill Lane Studios, Dublin. Photography by: Anton Corbijn. Design and Layout by: Steve Averill. Artwork by: The Creative Dept. Ltd, Dublin.

To The Memory of Greg Carroll 1960-1986.
Lançado no dia 9 de março de 1987, The Joshua Tree teve um efeito devastador no mundo, sendo até hoje o disco que mais rápido vendeu na Inglaterra – cerca de 300 mil cópias em apenas 48 horas. O disco estreou na sétima posição nos Estados Unidos e em três semanas alcançava o primeiro lugar. No total, seriam mais de 17 milhões de cópias vendidas pelo mundo e uma comoção que a banda jamais sonhara.
O U2 levou seus dois primeiros Grammy's da carreira (vencendo nas categorias de "Álbum do Ano" e "Melhor Performance Rock por um Duo Grupo com Voz"). No Reino Unido, "The Joshua Tree" ganhou o Brit Award na categoria "Melhor Grupo Internacional".
O grupo começaria então uma série de shows pela América sedimentando sua relação ambígua com o país e onde se tornariam a banda mais famosa e importante dos anos 80.
O título do disco é até hoje pouco explicado pelo grupo. Originalmente o título foi tirado de uma pequena cidade que leva esse nome no chamado “Vale da Morte” na Califórnia. Foi lá que Gram Parsons, ex-integrante dos Byrds e do Flying Burrito Brothers, foi enterrado. As fotografias tiradas pelo já fotógrafo oficial Anton Corbjin mostravam o deserto da região, e nela existe uma árvore chamada justamente de Joshua Tree. Mas Bono gosta de dizer que para ele, o título do disco traz uma metáfora intraduzível e que prefere que as pessoas descubram algum significado. “Afinal, é mais um espírito de todo nosso processo do que uma simples explicação.”
Nessa época o grupo já estava mais influenciado pela música norte-americana. Assim “Bullet the Blue Sky”, foi totalmente baseada sobre a viagem que Bono fez para a América Central e com forte influência do blues, que The Edge, já havia confessado não ser sua maior influência.
“Red Hill Mining Town” foi escrita sobre a greve dos mineiros na Inglaterra que ocorreu em 1985 e que depois de terminada, deixou muitos deles desempregados, já que as empresas fecharam as portas. Bono havia lido um livro justamente chamado Red Hill, do jornalista Tony Parker, sobre o tema. Curiosamente, essa canção é a mais misteriosa do disco por dois motivos. O primeiro é que ela foi pensada como um single e um vídeo foi feito, dirigido pelo aclamado diretor irlandês Neil Jordan. Porém, o vídeo e a canção nunca foram lançados, oficialmente porque a banda não gostou do resultado final. Alguns, no entanto, especulam, que Bono pediu para que ela não se tornasse uma música de trabalho, pois não conseguiria reproduzir no palco as notas altas que conseguiu em estúdio.
O disco caminhava, mas uma faixa, particularmente, estava tirando o sono de Brian Eno: “Where the Streets Have No Name”. Brian estava desesperado com o começo da canção e mesmo tendo trabalhado nela diversas vezes, não conseguia encontrar o arranjo ideal. Em um momento de puro ódio, resolveu jogar fora a canção inteira, mas foi proibido por um jovem engenheiro que estava no local e não deixou que Eno cometesse tal crime. Ela acabou sendo uma das quatro canções que foram dadas para que Steve Lillywhite mixasse. As outras seriam “Bullet The Blue Sky”, “With or Without You” e “Red Hill Mining Town”. A canção falava da relação de amor e ódio de Bono com Dublin. O cantor relata que ficava desesperado com a degradação da cidade, com a construção de prédios e de ver algumas paisagens de sua infância simplesmente desaparecerem. “De todas, é a canção que mais se parece com o velho espírito do U2, porque foi feita aos pedaços. Eu estava tentando encontrar uma local para poder retratar, talvez um local espiritual, talvez algo mais romântico, tentando capturar algo, enfim. Eu sempre senti claustrofobia em grandes cidades e imaginei um lugar onde não houvesse ruas, paredes, nada.”
Daniel Lanois é considerado uma figura-chave de todo o trabalho. Ele funcionava como uma ponte entre o que a banda queria e o que Eno sugeria. “Muitas vezes parecia que o estúdio ia desabar com as diferenças entre Brian e a banda”, lembra Lanois.
O tema das drogas voltaria a ser abordado em uma outra canção, “Running to Stand Still”. Na letra há uma referência às “sete torres”, um condomínio localizado nas Torres de Ballymun, na parte norte de Dublin onde Bono costumava brincar quando menino. Lá, era o local preferido para as pessoas comprarem e usarem drogas.“Mothers of Disapperead” foi feita em homenagem às mães que viram seus filhos sumirem durante governos ditatoriais. Ele conta que durante a viagem à América Central, várias delas mostravam cartazes com fotos de seus filhos seqüestrados pelo governo. A metáfora valia também para os violentos governos na Argentina, na década de 70 e no Chile, nos anos comandados por Pinochet.“One Tree Hill”, como já citada foi feita em homenagem à Greg Carroll, a quem o grupo dedicou o disco.
“I Still Haven't Found What I'm Looking For” veio de uma frase falada por The Edge durante as gravações e que parecia premonitória. The Edge conta que ela nasceu como um reggae, em que Bono bolou uma melodia e Edge entrou com o título. A música estava sendo deixada de lado quando começaram a ouvir os discos de música gospel que Brian Eno havia levando, e que só perceberam o quão especial era na hora da mixagem. “Muitos críticos norte-americanos a odiaram quando ouviram pela primeira vez, dizendo que tínhamos feito uma imitação fraca da música deles e que ‘I Want To Know What Love Is’ do Foreigner era muito melhor do que a nossa”, lembra o guitarrista.
E havia, claro, “With Or Without You”, primeiro single do novo disco e a primeira canção a dar ao grupo o primeiro lugar nas paradas norte-americanas. Reza a lenda que a inspiração veio de Lou Reed que disse a Bono e que ele tinha um grande dom e deveria espalhar isso para o mundo. A letra fala de um amor físico impossível de ser vivido e que acaba fulminando os desejos ou sonhos do outro. Uma das canções mais belas do grupo, lindamente construída sob uma sólida base rítmica feita por Larry e Adam e que explode na voz de Bono.
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Red Hill Mining Town: Video
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