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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A História Da Capa Alternativa De 'Boy' - Parte 2


Em outubro de 1980, o primeiro álbum do U2, 'Boy', foi lançado na Europa. Ele apresentava uma imagem de um garoto sem camisa na capa (Peter Rowen, de seis anos de idade, irmão do amigo de Bono, Guggi, que tinha também aparecido na capa do EP Tree). Mas quando chegou a hora de lançarem 'Boy' na América do Norte mais tarde, em 1981, havia preocupações que a imagem poderia ser mal interpretada.
A Island Records tinha a tarefa de colocar uma nova capa em 'Boy' para o mercado norte-americano. Uma capa em preto e branco estilizada foi desenvolvida usando imagens "esticadas" dos membros da banda. Esta capa alternativa foi usada em todas as versões norte americanas até 2008, quando, como parte de uma campanha de remasterização, 'Boy' foi reeditado em todo o mundo — incluindo a América do Norte — com a foto original de Peter Rowen. (De maneira semelhante, a imagem "esticada" alternativa também foi usada para o lançamento de março de 1981, o single de "I Will Follow" lançado na América do Norte, enquanto os singles europeus de "I Will Follow" tinha uma foto diferente de Rowen, que havia sido usada originalemnte na parte de trás do LP).
Recentemente, o site U2 Songs (antigo U2 Wanderer) conversou com o artista e fotógrafo Sandy Porter, que trabalhou na capa alternativa de 'Boy' para o mercado norte-americano. Sandy se formou no Royal College of Art, Londres, em 1979. Além de oferecer um vislumbre do processo criativo para a capa, ele também forneceu várias fotos nunca-antes-vistas do trabalho em andamento!

Alguma ideia de por que eles foram com a mais simples das capas para o álbum?

Por que as capas com sombras ou vidro não foram utilizadas? Não tenho uma resposta, mas eu posso arriscar um palpite. A razão mais provável teria sido o custo. A versão em preto e branco simples poderia ser impressa muito mais barato. Para obter o melhor das capas alternativas, elas precisariam ter sido impressas usando alta qualidade, impressão quatro cores, ou cores especiais. Na época, a Island era um selo independente, e mesmo para a capa de John Martyn, o orçamento era pequeno. A Island provavelmente tinha um orçamento limitado disponível para a produção da capa. Outra possibilidade era que tinha havido bastante controvérsia sobre a primeira capa, e queriam evitar o risco de uma segunda que poderia ter sido muito ousada. Ou ambos podem ter sido fatores na decisão.

Você mencionou que a capa utilizou fotografias de imprensa. Então você não tirou as fotos dos membros da banda? Você está creditado como fotógrafo para a capa, então muitos achavam que você era o responsável pelas imagens de banda, e que Bruno Tilley estava envolvido no processo de design.

Não, não tirei as fotografias de banda que serviram de base para a capa. É compreensível que as pessoas façam esta suposição, como esta é provavelmente a primeira vez que alguém tenha dado um insight como a capa foi montada. Seria difícil agora descobrir quem realmente tirou todas as fotografias originais, quando você considerar que o ponto de partida é um conjunto de fotografias simples em tons de cinza e as imagens finais tenham tão pouca semelhança com as do ponto de partida. Talvez a maneira mais fácil de pensar é que as fotografias foram utilizadas de uma forma que é semelhante a como um pintor projeta uma fotografia numa tela para usar como base para seu trabalho. Então você poderia dizer que Bruno esteve envolvido no processo de design, enquanto meu papel foi criar as imagens fotográficas que foram usadas. Para atribuições mais comerciais, geralmente há um diretor de arte da agência trabalhando com um artista ou fotógrafo. Às vezes, diretores de arte são muito "toque-leve", e em outras ocasiões, eles gostam de se envolver mais.


Em 2008, o U2 voltou para a imagem da capa do Reino Unido nas edições remasterizadas do álbum 'Boy' em todo o mundo (embora sua capa esticada apareça na última página das notas/livreto de algumas edições de 2008, ironicamente disponibilizando-a pela primeira vez em prensagens de 'Boy' fora da América do Norte). Você esperava que a imagem pudesse deixar de ser usada em algum momento? Está surpreso que foi usada por tantos anos como foi?

Sim, eu estou surpreso que ele rodou por tanto tempo. Na indústria, 28 anos é uma eternidade. Além disso, é muito improvável que qualquer uma da artworks originais que fornecemos para a gravadora fosse encontrada depois de todo este tempo. Quando a Island Records foi comprada, é provável que a maioria do material antigo de arte não tenha sobrevivido à mudança.

Close up da sombra

Esta semana marca 36 anos do lançamento do álbum internacional. Olhando para trás, ou para a frente, o que você pensa?

Trinta e seis anos atrás, capas de álbuns, talvez tiveram um papel diferente do que agora. Nós comprávamos o vinil em lojas, e a capa era uma parte importante e integral da experiência do fã em adquirir o álbum. Agora, nós compramos em uma diferente forma e fãs provavelmente só olham a capa depois de uma compra. Mas acho que ainda há uma grande oportunidade para um artista melhorar seu relacionamento com seus fãs, dando-lhes uma capa interessante que ouvintes vão ver sempre que eles selecionarem seu álbum digital.
Olhando para trás, meu único arrependimento foi não conhecer a banda pessoalmente e ser capaz de desenhar mais em seus pensamentos, bem como compartilhar no processo criativo que embarquei quando trabalhei na capa de 'Boy'.
Olhando para a frente: como o U2 foram sempre grandes patrocinadores da caridade, seria bom leiloar uma edição limitada autografada de um set de impressões inéditas da versão alternativa, para a caridade.

Uma última pergunta: você trabalhou no primeiro álbum do U2 — você seguiu a carreira da banda desde aquela época? Se assim for, você tem uma canção favorita?

Com qualquer grande banda há sempre apenas uma música? "I Will Follow" de 'Boy' é provavelmente superada apenas por "With Or Without You". Eles criaram muitas faixas grandiosas. Assim, a minha escolha sem dúvida será diferente na próxima semana.

Nota: As fotografias de imprensa sobre a qual a capa alternativa seria vagamente baseada, parecem ser da mesma sessão de fotos que pode ser vista na edição internacional de 'Boy'. As fotografias do U2 na edição remasterizada são creditadas a Phil Sheehy, embora não especificado quais.

Variações da capa de trás

Capas alternativas frontais

Agradecimento: Aaron J. Sams / Don Morgan

A História Da Capa Alternativa De 'Boy' - Parte 1


Em outubro de 1980, o primeiro álbum do U2, 'Boy', foi lançado na Europa. Ele apresentava uma imagem de um garoto sem camisa na capa (Peter Rowen, de seis anos de idade, irmão do amigo de Bono, Guggi, que tinha também aparecido na capa do EP Tree). Mas quando chegou a hora de lançarem 'Boy' na América do Norte mais tarde, em 1981, havia preocupações que a imagem poderia ser mal interpretada.
A Island Records tinha a tarefa de colocar uma nova capa em 'Boy' para o mercado norte-americano. Uma capa em preto e branco estilizada foi desenvolvida usando imagens "esticadas" dos membros da banda. Esta capa alternativa foi usada em todas as versões norte americanas até 2008, quando, como parte de uma campanha de remasterização, 'Boy' foi reeditado em todo o mundo — incluindo a América do Norte — com a foto original de Peter Rowen. (De maneira semelhante, a imagem "esticada" alternativa também foi usada para o lançamento de março de 1981, o single de "I Will Follow" lançado na América do Norte, enquanto os singles europeus de "I Will Follow" tinha uma foto diferente de Rowen, que havia sido usada originalemnte na parte de trás do LP).
Recentemente, o site U2 Songs (antigo U2 Wanderer) conversou com o artista e fotógrafo Sandy Porter, que trabalhou na capa alternativa de 'Boy' para o mercado norte-americano. Sandy se formou no Royal College of Art, Londres, em 1979. Além de oferecer um vislumbre do processo criativo para a capa, ele também forneceu várias fotos nunca-antes-vistas do trabalho em andamento!

Negativos em preto e branco da capa final do álbum. As marcas das grades são o tamanho de referência do álbum.

Como você se envolveu na capa do álbum 'Boy'?

John Martyn era um importante artista no selo Island, e eu fui solicitado em 1980, por Bruno Tilley, designer que trabalhava dentro da Island Records, para criar a capa do álbum 'Grace and Danger', de Martyn. Excepcionalmente para a indústria naquela época, Bruno era um talentoso designer e um pensador criativo. A capa acabou sendo uma grande empreitada. Levou dez dias para concluir a artwork. Ao mesmo tempo que eu estava trabalhando sobre esta capa, ele estava tentando resolver uma questão em torno de uma jovem banda chamada U2. A capa para o álbum 'Boy' no Reino Unido aparentemente estava causando problemas com os EUA e outros distribuidores internacionais, e havia sido pedido à ele para encontrar uma solução. Houve um problema adicional: não havia praticamente nenhum orçamento disponível para fazer isso. A opção atual que ele tinha era usar quatro fotos bastante normais, de um comunicado de imprensa da banda — uma ideia que não encheu ele de entusiasmo.

Cópias transparentes da capa frontal e traseira com variações de sombra e efeito com vidro. (O vidro era equilibrado sobre uma velha fita cassete).

Então você começou a trabalhar na capa para 'Boy' com Bruno Tilley nesse ponto?

Concordei em trabalhar em uma nova capa, apesar dos honorários muito baixos e a falta de gastos para nos permitir viajar até a banda e tirar algumas fotos novas deles. Em vez disso, Bruno viajou para Dorset de Londres no fim de semana para que pudéssemos passar algum tempo trabalhando em algumas ideias. Isso também lhe deu a oportunidade de ver os resultados que foram sendo produzidos. A primeira ideia era usar as fotos como matéria-prima para novas imagens por distorcê-las e criar uma peça de arte mais gráfica, estilizada. Naquela época não tínhamos programas de computador, então criamos efeitos por um processo mais manual. Não havia regras ou guias sobre como fazê-lo. Nós apenas experimentamos por tentativa e erro. Alguns efeitos interessantes foram criados usando uma fotocopiadora e puxando as imagens durante a digitalização. Mas foi muito impreciso. As imagens também foram copiadas e distorcidas usando um ampliador fotográfico e o movimento da placa base segurando o papel fotográfico. Distorção e movimento na câmera foi outra opção usada, com longas exposições e movimento de impressões. Em seguida, tentamos uma combinação de técnicas de mistura. Estes processos começaram a ajudar a formular algumas ideias e deram a matéria-prima para a próxima fase. Além disso, havia uma boa quantidade de trabalho de caneta preta para realçar as áreas que não funcionaram bem quando distorcidas.


Cópias transparentes da capa frontal e traseira com variações de sombra e efeito com vidro. 

Onde você conseguiu a sua inspiração para a capa?

Eu queria mais do que apenas distorcer imagens e tinha olhado para o álbum para conseguir inspiração. Quando um ilustrador ou fotógrafo compromete-se à criar capas de discos ou livros, você geralmente recebe uma cópia do trabalho do artista para que você possa usar desta forma. O que me chamou a atenção foi a referência à William Golding/Lord Of The Flies usada na canção "Shadows And Tall Trees". Como o cenário de Lord Of The Flies é em uma ilha, a primeira área de influência foi selecionar quatro imagens brutas e distorcidas que tinham uma sensação como ondas do mar distorcendo as marcas na areia. Quando a combinação certa para a parte da frente e para a parte de trás tinham sido trabalhadas, as imagens foram cortadas com bisturis e montadas juntas. Então elas foram copiadas, impressas, retocadas, copiadas novamente e impressas em papel fotográfico de alto contraste. Este processo criou as novas imagens que foram eventualmente usadas na capa alternativa do álbum.
Eu passei a criar versões adicionais da capa que seguiam estas linhas. A primeira novamente foi influenciada por Lord Of The Flies. A referência a "sombras" foi pega e recriada através da desbotada imagem dupla cinza da banda. Diferentes graus de sombras foram usadas e podem ser vistas nas capas alternativas nas fotos. O pequeno sombreamento em uma das imagens também criou uma qualidade de 3 dimensões com as superfícies planas do preto e cinza.
Essas imagens foram levadas depois para uma nova etapa. Um pedaço de vidro quebrado foi adicionado a fim de refletir a violência que foi retratada em Lord Of The Flies. Também criou a interação que você procura, de algo macio com algo duro, algo suave, com algo áspero, algo preciso com algo turvo, em movimento e estática etc... Também criou planícies e dimensões diferentes. Uma versão alternativa final tinha um toque de vermelho na extremidade da ponta do vidro. Estas capas alternativas foram minhas escolhas preferidas para a capa.


Agradecimento: Aaron J. Sams / Don Morgan

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A arte de 'Achtung Baby' - Parte 03

E a vaca? "Bem, é uma vaca , em vez de um touro, apesar de ter chifres, que é um toque agradável. Anton veio com a noção de símbolo da vaca na capa. Mas o que eu originalmente pretendia era bem diferente do que ele realmente fotografou no final. Era difícil encontrar um modelo de vaca para fotografá-la, sem precisar passar pelo mundo todo."
Eles se estabeleceram para uma vaca irlandesa, encontrada em uma fazenda em Kildare. Por um tempo ela competiu com a foto de Adam e uma foto da banda em um Trabant, como uma foto única para ocupar a imagem principal na capa.
Todos, incluindo Anton, Daniel Lanois e Brian Eno, contribuiram para a discussão, e ficou claro que nenhuma imagem sozinha representaria o âmbito da reflexão sobre o álbum em si.
A idéia de uma multi-imagem ganhou o dia e isso significou que a banda em agosto finalmente havia se decidido sobre o título de 'Achtung Baby' para o disco, e o projeto da capa não foi muito afetado.
No final de tudo isso, o designer se disse confiante de que o projeto foi cumprido de acordo com seus próprios padrões elevados, que ele estabeleceu para si mesmo para este trabalho com o U2.
"Desde o início eu queria as capas para ter aquele personagem clássico. Muito do projeto naquele momento tinha forte impacto no momento particular, mas seis meses ou um ano na estrada, a tendência era ficar ultrapassado."
"Capas como a de 'Boy' e 'War' são tão fortes agora como quando apareceram pela primeira vez, e que, para mim, é uma parte importante do que é uma capa de um álbum clássico.
Considerando que, se você pegar o primeiro álbum de muitas bandas, a capa data imediatamente a banda para um lugar e tempo."
"O que nós tentamos fazer com 'Achtung Baby', foi criar um olhar para resistir ao teste do tempo, de modo que as pessoas ainda se sentirão tão fortemente sobre isso em 10 anos, como com qualquer uma das outras capas de discos do U2".

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A arte de 'Achtung Baby' - Parte 02

No verão, Steve Averill viajou com o U2 e Anton Corbijn para o Marrocos, já tendo visto o material filmado em Berlim e em Santa Cruz. As idéias estavam aparecendo.
"Tornava-se claro que haveria um monte de cor e vibração nas fotografias, e também uma grande quantidade de movimento ", explicou Shaughn McGrath, colega de Steve, que desempenhou um papel fundamental nos projetos. "Ainda houve menos disparos do que anteriormente."
Eles estavam à procura de um equilíbrio entre a sensação do frio europeu, principalmente das imagens em preto e branco de Berlim, e climas exóticos mais quentes de Santa Cruz e Marrocos. "Queríamos que as pessoas vissem e sentissem o que os caras estavam fazendo nos últimos três anos", disse Steve. "Era muita coisa acontecendo e havia uma série de mudanças, incluindo muita diversão. As fotos não são todas sérias, como algumas pessoas acostumam associá-los."
Uma inovação interessante foi a das fontes desenhadas à mão por Shaughn, usadas ​​para criarem um "mais solto, sentimento muito enérgico, mais estilo rock and roll e do momento."
Em agosto daquele ano, havia uma série de títulos de trabalho para o disco, como: 'Zoo Station', 'Achtung Baby', '69' e 'Adam'.
"Como designers, nós tentamos encontrar imagens que não eram inócuas," explicou Steve. "Nós usamos imagens como a cobra ou só o Bono ou a dança do ventre que tiveram algum impacto, não apenas fotos brandas. Colocando-se em algum tipo de simbolismo, as pessoas realmente pensam o por que elas estão lá."
Adam como um título de trabalho, teve a sua própria história, ligada a muita especulação da imprensa no lançamento do álbum, ligando ao fato da foto marcante do baixista sem roupa. Steve comentou: "A noção foi o da progressão muito básica, do primeiro álbum do Menino ao Homem, fazendo uma declaração muito simples, uma pessoa que está em uma forma muito pouco gloriosa. Ele não tinha a intenção de ter particularmente qualquer sexualidade sobre isso. Apenas uma declaração que a forma que a banda se encontrava era a mais aberta e "nu" possível."
Alguns observadores contornaram o simbolismo da foto em favor de algumas manchetes baratas: "Foi uma declaração do ponto de vista deles, nunca foi concebido como uma controvérsia".
Seu uso na arte da capa não adicionou outra imagem marcante para a pletora generosa de fotos escolhidas, aparentemente desconexas. Algumas das fotos foram usadas ​​porque elas são poderosas. Simplesmente por conta própria, e outras foram colocadas de forma a evocar significados para os fãs.

domingo, 20 de outubro de 2013

A arte de 'Achtung Baby' - Parte 01

A capa de 'Achtung Baby', com seu caleidoscópio impressionante de imagens coloridas e monocromáticas, marcou um novo ponto de partida para os lançamentos do U2. E o responsável pelo trabalho foi o designer de longa data da banda, Steve Averill.
Ele tem sido fundamental para o visual do projeto do U2 desde o primeiro disco para a CBS Records, ainda no final de 1970.
Antes disso, passou pela cabeça do U2 que Steve poderia estar interessado em gerenciá-los, e Steve falou sobre isso: "eu disse que não, e eu acho que se eu tivesse gerindo a carreira do U2, eles ainda estariam tocado no Baggott Inn."
A concepção e desenvolvimento dos projetos para as capas do cassete, CD, LP e singles do 'Achtung Baby' foram tão complexas e demoradas como qualquer um dos trabalhos anteriores de Steve com o U2 em singles, discos, programas de turnês.
Foram dezenas de conversas, inúmeras idéias, esboços e visuais ásperos, gradualmente, ao longo de um período de muitos meses. Foi assim que o visual do 'Achtung Baby' surgiu.
"Esses projetos de capas representam diferentes fases", explicou Steve. "A banda via um certo tipo de trabalho, e dizia "certo, tudo bem, essa é uma direção que já tomamos, sabemos que podemos fazer, por exemplo, a forma de múltiplas imagens, mas vamos apenas explorar maneiras totalmente diferentes para o U2."
Portanto, algumas dessas idéias para a capa do disco foram mais voltadas para a dance-music. Nós só optamos por lhes mostrar o extremo que poderíamos ir e, em seguida, todos voltaram aos níveis de qual eles estavam felizes. Mas se não tivéssemos ido a esses extremos, ela não poderia não ter sido a capa que é agora."
Reuniões com os membros do U2 sobre atitudes de projeto para o novo disco começaram no inverno de 1990, com Steve visitando a banda nos ensaios para discutir orientações gerais. Quais locais eles viajariam para as sessões de fotos, que tipo de imagens eles estavam inclinando-se para tirar, se o novo lançamento marcaria um progresso de novas ideias, ou partiriam de ideias de capas anteriores? Ele se recorda que, desde o início, algumas idéias eram claras.
"Todos nós sentimos uma coisa em particular, que aquilo era o começo de uma nova fase na música da banda e nós realmente deveríamos refletir aquilo para a arte da capa. Desde o início, havia um sentimento entre todos nós que, se a nova capa seria uma progressão lógica das outras capas, de modo que as pessoas pudessem prever como seria a próxima capa do U2, que aquilo seria um fracasso. Então teria de ser muito diferente do que já tinhamos feito antes."
Outro sentimento claro desde o início era que cor seria importante, e que o preto e branco em imagens, como em 'The Joshua Tree', não iria funcionar desta vez.
"Inicialmente, o fotógrafo Anton Corbijn estava preocupado que ele não seria capaz de controlar a cor em sua fotografia, mas tornou-se mais confiante sobre o processo que ele usa e como isto coincidiu com o que a banda estava fazendo, musicalmente, e ficou claro que seria uma capa realmente à cores."
Mas, para além destes sentimentos básicos, estava aberto. Como Steve coloca, "permaneceu muito solto porque a banda não definia sobre o que realmente o álbum era, até muito mais pra frente da gravação da coisa."

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A evolução da capa do álbum 'The Joshua Tree'

Conheça a evolução da capa do álbum 'The Joshua Tree', lançado pelo U2 em 1987.
O logotipo para o álbum foi criado ainda em 1986, assim como os primeiros esboços para a capa, com fotografias tiradas por Anton Corbjin, e design feito por Steve Averill.



sexta-feira, 15 de abril de 2011

Rascunhos e versão definitiva do estilo de letra para o título e logotipo do álbum 'Achtung Baby'

Conheça os rascunhos e versões originais dos estilos de letras para o título do álbum 'Achtung Baby' e o logotipo do U2.
A versão final escolhida para o álbum está incluída.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Os esboços para os dois volumes da coletânea 'The Best Of', do U2

Conheça os esboços oficiais para as capas das duas coletâneas 'The Best Of', lançadas pelo U2 nos anos de 1998 e 2002.
Notem que o 'The Best of 1980-1990' poderia ter se chamado 'Love Your Early Stuff', e o 'The Best of 1990-2000' chegou a ter os títulos de 'Even Better Than the Early Stuff' e 'The Best Of U2 90 -00'.


















A evolução da capa do álbum 'All That You Can't Leave Behind' - Parte 3

Mais um esboço para possível capa do álbum do ano de 2000 lançado pelo U2.
Podemos notar que um dos títulos trabalhados para o álbum foi de 'Love & Peace'. Mas o álbum teve seu título definitivo sendo "All That You Can't Leave Behind".
*Lembrando que a canção 'Love And Peace Or Else' começou a ser gravada nas sessões para o álbum 'All That You Can't Leave Behind', em 2000. E é por este motivo que este título de 'Love & Peace' aparece no esboço como possível título para o álbum.
A canção não entrou no disco, e foi finalizada depois para integrar o álbum seguinte, de 2004; 'How To Dismantle An Atomic Bomb'.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Por dentro da arte da capa de 'Achtung Baby'

O design de arte para a capa de 'Achtung Baby' de 1991, ficou por conta de Steve Averill, que havia criado a maioria das artes das capas dos álbuns anteriores do U2.
Para espelhar a sua mudança de direção musical, a banda considerava conceitos para a capa que utilizasse imagens mais coloridas, para contrastar com as imagens mais sérias em preto-e-branco da arte dos álbuns anteriores.
Esboços e desenhos foram criados durante as sessões de gravação, e alguns designs mais experimentais foram concebidos para se aproximar desta nova fase.
Uma foto inicial tirada pelo fotógrafo de longa data da banda, Anton Corbijn, trazia a banda perto de um hotel em Berlim no final de 1990.
A maioria das fotos eram em preto-e-branco, e a banda sentiu que elas não demonstravam o espírito do que seria o novo álbum.
Então eles chamaram novamente Corbijn para uma sessão adicional de fotos de duas semanas em Tenerife, em Fevereiro de 1991, onde eles se vestiram e se misturaram com a multidão do Carnaval de Santa Cruz de Tenerife, apresentando um lado mais descontraido de si mesmos.
Foi durante esse tempo da banda em Tenerife, e durante uma sessão de fotos de quatro dias no Marrocos, em julho, que eles foram fotografados vestidos de Drag's.
Fotos adicionais foram tiradas em Dublin, em junho, incluindo a foto do nú de Adam Clayton.
As imagens tinham a intenção de confundir expectativas sobre o U2, e essas cores vivas eram um contraste com as imagens monocromáticas de capas do passado do grupo.
Uma foto única havia sido planejada para ser a capa do álbum, e entre as fotografias foram consideradas a de uma vaca em uma fazenda irlandesa no condado de Kildare, a do nú frontal de Adam Clayton, e a da banda dirigindo um Trabant.
Por último, um esquema de várias imagens foi utilizada, porque o U2, Corbijn, Averill, e os produtores não conseguiram escolher apenas uma imagem para estampar a capa. E o resultado foi uma montagem 4X4 no quadrado da capa.
A banda queria balancear 'a sensação fria européia nas imagens em preto e branco de Berlim, com o clima quente e exótico de Santa Cruz e Marrocos'.
Algumas fotografias foram utilizadas porque foram marcantes para os integrantes, enquanto outras foram utilizadas devido à sua ambiguidade.
Imagens da banda com Trabants, vários dos quais foram pintados com cores brilhantes, aparecem na capa e no encarte do disco. Estes veículos foram mais tarde incorporados no Zoo TV Tour definindo parte do sistema de iluminação no palco, quando os carros ficavam suspensos no alto e suas lanternas ligadas iluminavam a banda no palco.
A foto do nú de Clayton não foi descartada e aparece na parte de trás da capa. Nos EUA, a versão em CD e cassete do álbum, o 'orgão' de Adam foi censurado com um 'X' preto ou com um trevo de quatro folhas em seu lugar, enquanto o vinil trazia a foto sem censura.
Em 2006, Bono disse que a capa do álbum é sua preferida dentre todos os álbuns do U2.
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