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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Como o U2 foi motivado a tocar ao vivo um longo trecho de "When I Look At The World" na Elevation Tour


Em 27 de Novembro de 2001 o U2 fez um show na Kemper Arena pela Elevation Tour, e este show é conhecido pela performance de um longo trecho de "When I Look At The World", do álbum 'All That You Can't Leave Behind'.
Eles iniciaram a performance no meio de "Bad", mas não foi totalmente improvisada. The Edge tocou vários acordes que utilizou na gravação original da música.
O site @U2 (ATU2) explicou como esta performance aconteceu:

"Tim Cunningham e sua amiga Erin levaram uma cópia impressa da letra de "When I Look At The World" para a Kemper Arena. Durante o dia, eles fizeram 100 cópias das letras nas proximidades, e entregaram as cópias para os fãs da fila da pista, esperando que alguém fosse capaz de entregar para Bono ver e então cantar no show.
Tim manteve uma cópia com ele, e conseguiu 30 assinaturas nesta folha. Ele conseguiu ficar dentro do coração do palco, bem entre os pontos de Edge e Bono. Antes do show começar, Tim e seus amigos viram John Sampson, o principal guarda da segurança de Bono. Chamaram-no e pediram-lhe para entregar para Bono a folha com a letra e com 30 assinaturas.
Tim e seu amigo conversaram com John mais tarde. John disse que ele mostrou a folha com a letra para a banda e disse à eles que os fãs dentro do coração tinham "votado" para "When I Look At The World" e queriam ouvir isso no show. Bono começou a ler as letras, disse John, e Edge pegou uma guitarra e os dois começaram a trabalhar nela rapidamente. Tudo isso aconteceu enquanto o Garbage estava no palco fazendo o show de abertura. E o resto é história."

Recriando a imagem icônica do The Fly em frente à estática de TV para a Vertigo Tour


Em Junho de 2005, Willie Williams escreveu em seu diário de turnê, sobre a recriação da imagem icônica do The Fly em frente à estática de TV, como aconteceu na ZOOTV Tour em 1992/1993!



"Fizemos uma rápida filmagem com o Bono para uma sequência espontânea de última hora. É para a abertura de "Zoo Station", a ideia é recriar a imagem icônica dele como The Fly na frente da estática de TV. Nós realmente não sabíamos até que fizemos isso, mas o novo personagem que filmamos esta noite é essencialmente o mesmo cara, mas 15 anos mais velho, cansado e cínico após uma vida de excessos; algum nazista cansado em um chapéu de motorista de ônibus que foi arrastado de sua aposentadoria de algum clube de tango suspeito de Buenos Aires, para fazer estes movimentos uma última vez. Tudo se conectou no momento e foi muito engraçado.
Bono acertou já na primeira vez, entrando instantaneamente no personagem, pressionado contra uma enorme tela de vídeo com "Zoo Station" tocando em uma boom box e eu gritando instruções, enquanto todos os presentes se matavam de rir."

Entendendo o disco 'Sun City' - Artists United Against Apartheid e a colaboração de Bono


Sun City foi um álbum de 1985 que continha várias versões da música de protesto "Sun City", de Steven Van Zandt, que foi o líder do Artists United Against Apartheid, bem como outras seleções da mesma linha daquele projeto.
Além da faixa-título, outras canções foram gravadas na época para completar o álbum. O baterista-músico Keith LeBlanc e o jornalista Danny Schechter surgiram com a "Revolutionary Situation", uma colagem de áudio definida como música que teve o título das palavras do então ministro do Interior da África do Sul, Louis Nel, condenando o estado do país. No meio de cachorros da polícia, sons de caos e revolta no município, LeBlanc e Schechter mixaram com declarações irritadas por ativistas como Alan Boesak, o bispo Desmond Tutu e a filha de Nelson Mandela, Zindzi, mesclada com o que era naquela época a entrevista mais recente com seu pai, gravada em 1961.
Inspirado por reuniões com outros artistas que se voluntariaram, Bono voltou para seu quarto de Hotel e escreveu "Silver And Gold" na mesma noite. A canção foi rapidamente gravada, com Keith Richards e Ron Wood dos Rolling Stones, e Peter Wolf da J. Geils Band. O trabalho de guitarra de Wood é notável por usar o canivete de Keith como um slide.
"Silver And Gold" também foi distribuída separadamente como um single promocional. Uma inclusão de última hora, a canção foi deixada fora do tracklisting de prensagens do álbum original de 1985 em disco e fita, e foi considerada como uma hidden track. Bono mais tarde explicou, em uma aparição no programa de rádio sindicado dos EUA 'Rockline' com Bob Coburn, que ele enviou a fita da canção depois que a artwork do disco tinha sido impressa pela EMI Manhattan Records.
Quando Razor e Tie relançaram o álbum em 1993, a canção foi incluída no tracklisting.
Mais tarde o U2 gravou duas versões da canção: uma versão ao vivo para 'Rattle And Hum' e uma versão de estúdio para o lado b de "Where The Streets Have No Name".
As letras escritas por Bono foram publicadas pela Solidarity Music. A canção foi escrita, gravada, mixada e batizada em pouco mais de 48 horas.
Na verdade, os produtores Steve Van Zandt e Arthur Baker tiveram que segurar o corte do disco em uma manhã de outubro de 1985 apenas para incluir a canção.
No momento em que as primeiras prensagens americanas do álbum apareceram algumas semanas mais tarde - com "Silver and Gold" - todos aqueles no núcleo do Artists United ficaram convencidos que o esforço valeu a pena.
Houve uma conversa e a canção foi cogitada para ser um segundo single do disco, mas nunca aconteceu.
"O mais assustador encontro do projeto Sun City teve que ser Miles Davis", lembrou Steven Van Zandt. "Eu escrevi a introdução para ele tocar ... Ele simplesmente não é amigável. Ele faz com que Lou Reed pareça um gatinho ... Ele entrou, sentou-se e eu toquei para ele a fita de "Silver And Gold". Ele estava sentado ao meu lado e ele falou bem baixo e lento, e na minha orelha: "Ei cara, você quer que eu toque essa porra ou o que?" Então ele fez seu take, e eu lhe pedi para refazer com o mudo acionado. Eu fui e voltei a montar seu antigo quinteto com Herbie Hancock, Ron Carter no baixo e Tony Williams na bateria."
'Sun City' foi um sucesso modesto, atingindo #31 na Billboard 200 Pop Albums Chart. Ele fez muito melhor em termos de reação crítica.
'Sun City' tem o último lugar na lista da Rolling Stone dos melhores 100 álbuns da década de 1980 em 1989 e 2016.
O álbum foi lançado em CD por Razor &Tie em 1993 - mas, após o final do Apartheid em 1994, acabou ficando fora de catálogo.

Side A

"Sun City" (Steven Van Zandt) – Artists United Against Apartheid, featuring Zak Starkey, Ringo Starr – 7:26



"No More Apartheid" (Peter Gabriel) – Peter Gabriel and L. Shankar – 7:07
"Revolutionary Situation" – Rap Artists from Artists United Against Apartheid, compiled and edited by Keith LeBlanc and The News Dissector – 6:07

Side B

"Sun City (Version II)" – Artists United Against Apartheid – 5:42
"Let Me See Your I.D." – Rap and Jazz Artists from Artists United Against Apartheid, featuring Gil Scott-Heron, Miles Davis, Grandmaster Melle Mel, Peter Wolf, Sonny Okosuns, Malopoets, Duke Bootee, Ray Baretto, Peter Garrett – 7:29
"The Struggle Continues" – Jazz Artists from Artists United Against Apartheid, featuring Miles Davis, Stanley Jordan, Herbie Hancock, Sonny Okosuns, Ron Carter, Tony Williams, Richard Scher – 7:01
"Silver and Gold" (Bono) – Bono with Keith Richards and Ron Wood – 4:41



Bonus Track
"Sun City (The Last Remix)" – Artists United Against Apartheid – 9:35 (only on Razor & Tie CD re-issue; previously only available on the 12" single)

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Os segredos de "Sunday Bloody Sunday", a canção de John Lennon de 1972


"Sunday Bloody Sunday" é o nome da canção que o U2 compôs em 1983 em memória da tragédia que se abateu sobre os irlandeses no dia 30 de Janeiro de 1972 quando, durante uma marcha de protesto pelos direitos civis da Northern Ireland Civil Rights Association, após a publicação de um decreto do Governo Britânico que permitia a prisão de elementos suspeitos de terrorismo sem julgamento.
Às 14:50, 10.000 católicos reúnem-se no bairro de Creggan com o objetivo de prosseguirem em protesto até à praça de Guildhall. O 1º Batalhão do Regimento de Pára-Quedistas do exército Inglês destacado em Derry, na Irlanda do Norte, recebe ordens para avançar sobre os manifestantes, prender o maior número de desordeiros e dispersar os restantes. A partir daqui as versões divergem; o exército afirma que foi recebido a tiro disparando em legitima defesa. Os católicos, que foram os Pára-Quedistas que iniciaram os disparos indiscriminadamente. A verdade é que, após 25 minutos de intenso tiroteio, 26 ativistas, todos desarmados, tinham sido alvejados. 13 católicos (6 dos quais menores) estavam mortos, tendo 5 deles sido alvejados pelas costas e um 14º viria a falecer posteriormente na sequência dos ferimentos.
Bono já revelou sobre a música, dizendo que as canções de Bob Marley, Bob Dylan e John Lennon o inspiraram. "As coisas não tem que ficar como estão", ele disse.
Antes do U2, em 1972, John Lennon lançou uma canção sobre o tema e com o título de "Sunday Bloody Sunday" no disco 'Some Time In New York City'. Outra faixa do disco, "The Luck Of The Irish", foi escrita em apoio ao movimento republicano na Irlanda do Norte, uma causa que John Lennon sentiu afinidade no início dos anos 1970. Foi inspirada em uma marcha de protesto em Londres que Lennon atendeu em agosto de 1971. Começou a escrever a música três meses depois.
"Eu sou um quarto irlandês ou metade irlandês ou algo assim, e por muito tempo, muito antes do The Trouble começar, eu disse a Yoko que é onde iríamos nos aposentar, e eu a levei para a Irlanda. Passamos pela Irlanda um pouco e ficamos na Irlanda e tivemos uma espécie de segunda lua de mel lá. Então eu estava completamente envolvido com a Irlanda."
"Sunday Bloody Sunday" foi a última canção que Lennon compôs para o disco, quando se sentiu compelido a escrever uma resposta mais específica sobre o massacre.
"A maioria das outras pessoas se expressam gritando ou jogando futebol no fim de semana. Mas eu, estou em Nova York e ouço sobre as 13 pessoas mortas na Irlanda, e a minha reação é imediata. E sendo o que eu sou, eu reajo com uma guitarra."
Lennon na música tomou a liberdade de se identificar como um porta-voz da causa republicana.
Em setembro de 1971, quatro meses antes do Sunday Bloody Sunday, Lennon explicou sua dificuldade em conciliar o pacifismo com a violência da luta republicana irlandesa.
"Eu entendo por que eles estão fazendo isso, e se é uma escolha entre o IRA ou o Exército Britânico, eu estou com o IRA. Mas se é uma escolha entre violência e não violência, estou com a não-violência. Então, é uma linha muito delicada ... Nosso apoio do povo irlandês é feito, realmente, através dos direitos civis irlandeses, que não é o Ira. Embora eu condene a violência, se duas pessoas estão lutando, eu provavelmente vou estar de um lado ou do outro, apesar de eu ser contra a violência."
Lennon e Ono doaram seus royalties de "Sunday Bloody Sunday" e "The Luck Of The Irish" para o movimento de direitos civis na Irlanda e Nova York.
Foi revelado que John Lennon já se preocupava com o episódio antes de ocorrer, a ponto de ter se oferecido para cantar em um show para arrecadar dinheiro para o Exército Republicano Irlandês (IRA), grupo que promovia atos terroristas contra a Inglaterra e pedia a separação da Irlanda do Norte do Reino Unido.
A revelação está no livro 'Lennon: The Albums', do jornalista Johnny Rogan, biógrafo do músico inglês. Rogan entrevistou Gerry O'Hare, jornalista irlandês que se encontrou com Lennon em 1972, em Nova York.
O’Hare foi enviado a Nova York para falar sobre o massacre na Irlanda do Norte e, através de contatos do IRA na cidade norte-americana, em dois dias encontrou-se com o ex-Beatle, a quem os irlandeses do IRA consideravam um aliado útil.
"Ele levou bastante a sério a ideia", disse O’Hare ao jornal inglês 'The Guardian'. "Até porque ele se ofereceu para fazer dois shows, um em Belfast (capital da Irlanda do Norte) e outro em Dublin (capital da Irlanda)."
As apresentações não foram realizadas porque Lennon tinha medo de que, se fosse para a Irlanda e fizesse os shows, não pudesse mais voltar aos Estados Unidos. O IRA ficou de resolver a questão, mas com o tempo o projeto foi deixado de lado.
Rogan também descobriu arquivos confidenciais do FBI que confirmam que o serviço secreto inglês espionou John Lennon por causa de seu apoio à causa irlandesa.



Agradecimento: www.beatlesbible.com

Como surgiram as artworks aborígines em show do U2 da Vertigo Tour na Austrália


Quando a Vertigo 06 chegou à Austrália, não foi precisamente o show que veio ao Brasil, ou que visitou a Europa um ano antes, ou os EUA antes disso. Mas as mudanças não foram apenas no setlist. Talvez a adição mais marcante para o show foi a introdução de algumas artworks aborígines distintivas nas telas de vídeo.


Dentro do espaço de alguns dias, sob a direção do diretor de designer do show, Willie Williams, o estúdio australiano de design, Balarinji, trabalhou com animadores digitais no Indigraph em Sydney, criaram uma enorme série de artwork indígena incluindo trilhas do deserto, campos billabong e espíritos antepassados do "The Dreaming". Por acaso, este processo de produção também revelou um talentoso tocador de didgeridoo - Tim Moriarty - que acompanhou o U2 em "Kite" no show.
Foi só quando Willie aterrissou em Sydney que ele entrou em contato com uma amiga artista, com a ideia de incorporar trabalhos artísticos aborígenes no visual. Ela colocou-o em contato com Ros e John Moriarty, em Balarinji, o estúdio mais conhecido por arte indígena cobrindo Qantas 747 ... e foi seu filho, Tim, que acabou no palco com seu didgeridoo.



Ros explicou ao U2.COM como as conexões vieram juntas.

"Quando Willie primeiro entrou em contato com a gente, ele explicou que a banda estava interessada em encomendar algum conteúdo aborígine para o show e ele sentiu que "Walk On" seria a canção ideal para fazer algo específico para a Austrália - experimentando com ideias aborígines de caminhar sobre e o "Dreamtime". Durante décadas, estamos experimentando com o sentido australiano de lugar, através de gráficos e design e a ideia de fazer isso com uma banda que diz respeito totalmente a relações entre pessoas, sobre a condição humana, foi realmente atraente para nós."

Qual foi o brief?

"Willie disse que as telas no show eram propícias para imagens simples, grandes e fortemente coloridas - que a cor era melhor do que o tom - e, assim, criamos uma série de imagens baseadas em dançarinos e figuras espirituais, além de designs sobre billabongs. Ele gostou do que produzimos, e as imagens que você vê no telão no show são uma combinação dessas coisas.
Em seguida, nos sentamos com Tim, nosso filho, que dirige uma empresa chamada Indigraph, para passar pelos diferentes temas e ver como eles poderiam ser animados para as telas. No sábado, antes do primeiro show, nós os entregamos a Willie e sua equipe trabalhou neles naquele fim de semana - apenas a tempo de preparar a peça final para o ensaio para a noite de abertura em Brisbane."

Como foi assistir ao show e, em seguida, ver o seu trabalho na tela na noite de estreia em Brisbane?

"Eu não estava esperando isto quando apareceu, para ser honesta, eu pensei que ia ser mais tarde no show, então eu meio que fiz um double-take. Mas vê-los lá, tão grande e tão poderoso, tão familiar e ainda naquela tela enorme... me tirou o fôlego realmente... a coisa toda foi uma grande emoção. A imagem chega no início da canção e se transforma em colorido e, em seguida, quando a música está mais acelerada, a arte é mais rica e pela última parte da canção as figuras espírito ganham vida, dançando na tela. E a recepção da platéia foi uma emoção especial para nós - parecia que as pessoas entendiam que a banda estava reconhecendo a nossa cultura na Austrália.
É o tipo de coisa que tentamos fazer há duas décadas na nossa empresa, desde que tínhamos silk-screened de tartarugas de pescoço comprido no lençol de cama do nosso jovem filho, para mostrar-lhe que ele pertencia a duas culturas - que ele fazia parte de uma nova e vibrante nação baseada na civilização contínua mais antiga do mundo."



Você já fez alguma coisa assim antes?

"Nós nunca trabalhamos com uma banda como essa e, embora tenhamos criado um trabalho icônico em lugares tão diferentes quanto o Sydney Opera House e o Australian Ballet - e, claro, fizemos o 747 com o Qantas - nunca fizemos algo tão grande em escala quanto isso."

Então, como ocorreu a conexão do didgeridoo?

"Estávamos falando com Willie que Tim, nosso filho, disse que seria ótimo ter um didgeridoo junto com a música. Willie sorriu e nós não pensamos muito sobre isso, mas depois de uma noite, ele ligou perguntando se tínhamos um didge E Flat e se poderíamos levar Tim para Brisbane no dia seguinte. Foi uma bela noite em Brisbane, agradável e ainda houve uma grande vibe - foi um pouco surreal ver Tim tocando em "Kite" com a maior banda do mundo. Ele foi muito bem e o público adorou.
É uma conexão incrível com o U2 realmente, não menos importante porque o avô de Tim, John veio da Irlanda e nós regularmente visitamos parentes lá e eles vêm para cá."



Na mitologia animista dos aborígenes australianos, o Tempo do Sonho ou Altjeringa ou Alcheringa (em inglês: Dreamtime) é uma era sagrada na qual espíritos ancestrais totêmicos formaram A Criação.
O termo "Sonhar" está diretamente baseado no termo Altjira (Alchera), o nome de um espírito ou entidade na mitologia do Aranda. As entidades relacionadas são conhecidas como Mura-mura pelo Dieri, e como Tjukurpa em Pitjantjatjara.
"Sonhar" agora também é usado como um termo para um sistema de símbolos totêmicos, de modo que um indígena australiano pode "possuir" um sonho específico, como Sonhar Canguru, ou Sonho de Formiga, ou qualquer combinação de Sonhos pertinentes ao seu país. Isso ocorre porque em "tempo do sonho" toda a linhagem de um indivíduo existe como um, culminando na ideia de que todo conhecimento mundano é acumulado através de seus antepassados. Muitos australianos indígenas também se referem ao tempo da Criação como "O Sonho". O Tempo do Sonho estabeleceu os padrões de vida para o povo aborígene.
Fred Alan Wolf abre "O Sonho", um capítulo em seu livro The Dreaming Universe (1994), com uma citação de The Last Wave (1977), um filme australiano dirigido por Peter Weir:
"Os aborígenes acreditam em duas formas de tempo, duas correntes paralelas de atividade. Uma delas são as atividades objetivas diárias, a outra é um ciclo infinito espiritual chamado de "Tempo do Sonho", mais real que a própria realidade. Aconteça o que acontecer, o Tempo do Sonho estabelece os valores, símbolos e as leis da sociedade aborígene. Acredita-se que algumas pessoas com poderes espirituais incomuns tenham tido contato com o Tempo do Sonho."

Tony Visconti revela que o U2 planejava um disco ao vivo, mas acabou lançando o EP 'Wide Awake In America'


O produtor Tony Visconti oferece mais detalhes sobre a gravação de "A Sort Of Homecoming" para o EP 'Wide Awake In America', e revela que o U2 planejava um disco ao vivo:

"No EP, eu só completei a gravação "ao vivo" de "A Sort Of Homecoming". Eu segui com eles em torno de três shows diferentes e os gravei para um álbum ao vivo, que nunca viu a luz do dia.
Eles sabiam que "A Sort Of Homecoming" era um hit e eles admitiram que a versão do álbum não foi a single version definitiva, mesmo depois de Brian Eno e Daniel Lanois tentarem editá-la de muitas maneiras diferentes.
Eu ouvi a versão do álbum e cheguei à mesma conclusão que não poderia ser editada por muitas razões, mas teria que ser totalmente reorganizada e gravada novamente. Nós ensaiamos por um dia, ou algo assim, antes da turnê iniciar e a banda adorou e tocou noite após noite em sua nova forma. No entanto, não fomos capazes de obter uma versão adequada em fita devido ao excesso de excitação sobre os shows - que sempre foi tocada muito rápida ou alguns erros graves foram cometidos. Então, nós gravamos no palco da Wembley Arena, em uma passagem de som à tarde, então levamos a fita de volta para o meu Good Earth Studio em Soho, Londres e realizamos overdubs de mais algumas guitarras e vocais. Também gravamos os aplausos daquela noite e dublamos isso na faixa.
Foi maravilhoso trabalhar com esta banda incrível, com Edge. Infelizmente eu nunca passei a trabalhar com eles depois disso."

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Trechos da performance do U2 de "American Soul" no Rio Hudson em comercial da NCAA


Em janeiro, quando o U2 foi visto ensaiando em um palco montado em cima de uma barcaça no Rio Hudson para uma gravação para o Grammy Awards 2018, foram registradas imagens da banda tocando "American Soul", e se esperava que esta seria a canção escolhida pela banda, mas eles acabaram exibindo uma performance de "Get Out Of Your Own Way".
Agora, trechos da performance de "American Soul" registrada nos ensaios, apareceram em um comercial profissional da National Collegiate Athletic Association (NCAA), o basquete universitário dos EUA!

Pode ser que "American Soul" seja o próximo single da banda, na América, e "Summer Of Love" para a Europa. Assim, esta versão ao vivo de "American Soul" seria lançado como videoclipe de performance, já que há uma versão em animação lançada anteriormente.


sábado, 17 de fevereiro de 2018

Áudio de "One Minute Warning" (Soundtrack Version) do Passengers


O livro 'How Buildings Learn: What Happens After They're Built', de Stewart Brand, foi uma das fontes de inspiração para Brian Eno na canção "One Minute Warning", do álbum 'Original Soundtracks 1' do Passengers.
Originalmente, ela foi escrita enquanto os integrantes do U2 e Eno assistiam à um filme de animação chamado 'Alphaville'.
Em seguida, eles entraram com um pedido para fornecer peça de música para 'Ghost In The Shell', um outro filme de animação dirigido por Mamoru Oshia.
A versão que aparece no filme é a mesma de 'Original Soundtracks 1'.
O site U2 Songs (antigo U2 Wanderer) informa que graças à Arthem Kouzmin, os fãs ouvirão uma versão diferente da canção (Soundtrack Version).
Em novembro de 1996, para comemorar o aniversário de um ano do filme, a BMG no Japão através de seu selo LiPop lançou 'Ghost In The Shell Project 2501: The Real Image Album Collection'.

Real Image Albums eram populares no Japão na época e eles contêm diálogo e efeitos sonoros do filme, juntamente com a música da trilha sonora. A última canção do álbum é "One Minute Warning", mas não é a versão do filme e do álbum do Passengers.
Esta versão tem uma instrumentação alternativa ao longo da canção, e em vez do coro de vozes masculinas no final cantando as letras, só ouvimos a cantora japonesa Holi. A música é um pouco maior do que a original, 20 segundos, e as letras repetem a linha "A lonesome soul" mais vezes no final.

CLIQUE AQUI PARA OUVIR ESTA VERSÃO

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Segredos Revelados: como surgiu o EP 'Wide Awake In America' do U2


Um livro lançado em 2007, 'Tony Visconti - The Autobiography: Bowie, Bolan and the Brooklyn Boy', revela como surgiu o EP 'Wide Awake In America' do U2.

Tony Visconti: "Um dia eu recebi um telefonema de Bono, que disse: "Brian Eno e Daniel Lanois tentaram editar "A Sort Of Homecoming" do nosso álbum 'The Unforgettable Fire' em uma versão single, mais curta, mas não conseguem fazer funcionar. Além disso, nós temos tocado ela em turnê e agora conseguimos uma versão muito mais poderosa dela. Você gostaria de tentar fazer um outro edit da versão do álbum ou então, você poderia nos gravar ao vivo na frente de uma audiência?"
Depois de ouvir a música várias vezes eu telefonei de volta para Bono e expliquei: "Há um refrão forte na música que você usa com pouca frequência e é gravado com um backing muito amplo para ter impacto na rádio. Além disso, os instrumentais longos são supérfluos para um single. Eu acho que seria melhor regravar isto."
Tivemos uma reunião em um estúdio de ensaio de Londres para trabalhar sobre as ideias para um arranjo que eu tinha escrito, para um formato single para a música. A banda tentou minhas sugestões. Eu tinha dissecado a música e analisado o que eram os versos e coros, e converti isso, com uma batida constante por toda parte. Depois de ouvirem algumas vezes, eles concordaram que adoraram a nova versão. Alguns dias depois eu estava no ônibus de turnê com o U2, gravando o áudio de seus shows em Manchester e Birmingham. Gravamos os shows todas as noites com um estúdio de gravação móvel com o seu engenheiro de confiança Kevin Killen. Nós não conseguimos uma versão satisfatória das performances em Manchester ou Birmingham e fiquei um pouco preocupado.
Eu sugeri que gravássemos um backing track no palco da Wembley Arena antes do show e, se não conseguíssemos uma versão melhor naquela noite, íamos pegar este backing track, mais o reverb enorme da arena, levar para o estúdio e fazer um overdub lá. Eu havia contado a eles sobre os muitos overdubs no álbum 'Live and Dangerous' do Thin Lizzy, que os convenceu ainda mais da ideia que já haviam gostado. Eu era capaz de fazer um overdub da multidão presente naquela noite - o estúdio de gravação é um lugar mágico. Bono agradeceu-me e me disse que lhe dei uma ótima lição de escrita de canção, que achava difícil de acreditar, mas ele era sincero. Eu esperava trabalhar com eles novamente, mas nunca aconteceu. O EP 'Wide Awake In America' que apresentou esta versão single que fizemos, teve grandes vendas.
Por anos eu muitas vezes encontrei seu empresário Paul McGuinness, que sempre comentava: "Nós conseguimos muito dinheiro para você". Bem, eu penso que nós dois fizemos isso um ao outro - mas ainda não foi suficiente para eu me aposentar."


Willie Williams escreveu em seu diário sobre o dia do falecimento do pai de Bono


Do diário de Willie Williams:

21 De Agosto de 2001

"O pai do Bono morreu esta manhã. Tem sido um longo caminho para todos eles e, pacificamente, terminou, ele faleceu nas primeiras horas. Eu soube logo que Bono não queria cancelar o show de hoje e tudo iria seguir como planejado.
Por razões que ninguém nunca deixou claro, há uma suposição universalmente reconhecida de que "o show deve continuar", que é claro, ele fez, embora o público estava longe de ignorar o luto de Bono. Ele falou sobre isso um pouco, em alguns tributos caracteristicamente oblíquos para o falecido Bob, e dedicou "Kite" para ele como ele tem feito estas últimas noites. O show balançou a casa e, em meio ao barulho, lá permanecia um pungência palpável- "Bad", "Gone", "One" - a emoção estava em funcionamento e eu acho que em algum lugar lá Bono encontrou algum consolo."



O show aconteceu horas depois de Bob, com 75 anos, perder às 4 da manhã, sua batalha contra um câncer. Bono disse para os 18.000 presentes no Earl Court em Londres: "Todos queremos agradecer ao meu velho por me dar essa voz. Ele era um bom tenor e me disse que se eu tivesse essa voz, para pensar o que poderia ter acontecido. Ele estava muito doente nas últimas semanas, mas ele não está mais conosco. Ele deixou o planeta, assim como Elvis."
Em um show na Grã Bretanha uma semana antes, Bono, que voltava todos os dias para Dublin para visitar seu pai no hospital, revelou: "Ele só tem alguns dias restantes neste mundo. Isso é para você Bob, seu velho durão". Em seguida, cantou "Kite".

Gwen Stefani escreveu sobre estar na estrada com o U2 em 2001


Gwen Stefani, do No Doubt, escreveu em 2001 sobre o tempo que sua banda passou na estrada junto com o U2:

"Eu acho que nós podemos estar tendo o período de nossas vidas. Não só tivemos o melhor ano de sempre fazendo o nosso novo disco, mas também estamos terminando ele em uma turnê com uma banda que tem sido a trilha sonora de nossas vidas. Durante todo o nosso ensino médio e anos de faculdade, o U2 estava lá fazendo suas coisas. Eu sempre respeitei e os amei, e agora esta experiência de turnê que passou para o próximo nível.
Esses caras são o verdadeiro negócio. Nós pisamos no palco pela primeira vez em mais de um ano abrindo para eles no Madison Square Garden em Nova York. O show não poderia ter sido mais intenso. A energia da cidade reunida após as tragédias de 11 de setembro foi maravilhosa. Eu realmente me sentia sortuda por estar lá com meus melhores amigos oferecendo nossa música como forma de curar e distrair a confusão e a dor desses tempos.
Assistir o U2 em circunstâncias normais é suficientemente emocional, mas com a combinação de sua música e uma cidade de luto, as palavras das músicas assumiram um novo significado. No final do show, todos do público estavam em lágrimas.
Tanto tem acontecido desde então. Em Dallas será o nosso último show juntos. Estamos todos tristes em terminar este tempo mágico. Eu não acho que eu sentiria essa motivação em fazer turnês agora, se não fosse por estar com o U2."


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O Ultraviolet U2 Fan Club Brazil comemora 20 anos de existência, e anunciam uma grande festa


20 anos atrás, num quente verão em janeiro de 1998, terminava a longa espera dos fãs brasileiros do U2, com a banda aterrissando no país pela primeira vez em sua história, para três shows memoráveis da turnê mundial Popmart. A banda arrastou cerca de 250 mil pessoas em suas apresentações nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.
Em meio a essa multidão, surgiu o Ultraviolet U2 Fan Club Brazil, o mais antigo fã-clube brasileiro em atividade, dedicado inteiramente à banda.
O UV, como é conhecido, tem seu site próprio, teve uma lista de discussão, podcast (com 20 episódios), um fórum com materiais incríveis, traduções de livros, áudios, curiosidades.
Em 2007 lançaram a U2 Ultraviolet Magazine, uma revista digital com 4 volumes editados.
O fã clube, desde 2006, sempre no mês de maio, realiza uma campanha de doação voluntária dos fãs do U2 em favor do GRAACC.
Em 2010, comemorando os 12 anos do fã clube e de quebra, o aniversário de 50 anos de Bono, a U2Cover de São Paulo (também comemorando seu aniversário, já que tocaram pela primeira vez em 10 de Maio de 1989) tocou na festa. O vocalista Everson Cândido é um membro do fã clube UV:



Hoje são quase 30 mil seguidores na fanpage do Facebook da Ultraviolet U2 Fan Club Brazil, e membros espalhados dentro e fora do Brasil!




Assim, eles anunciam que irão comemorar com uma grande festa, todas as aventuras e momentos passados nestas duas décadas.



No dia 28 de Abril de 2018, no Skull Bar em São Paulo, ao som da U2 Ultraviolet BR: Tribute Band, com abertura da Manchester Oasis Cover, irão celebrar, relembrar, viver e reviver tudo e muito mais!



Organização:

Ultraviolet U2 Fan Club Brazil - http://www.ultraviolet-u2.com/

U2 Ultraviolet BR: Tribute Band - www.u2uvbr.com/


Serviço:

20 anos de Ultraviolet - U2 Fan Club Brazil
Data: Sábado, 28 de abril de 2018
Horário: Abertura da casa 21:00 hrs

Ingressos:

Lote 1 - R$35,00
Lote 2 - R$45,00

Vendas no Sympla - https://www.sympla.com.br/uv20---20-anos-do-ultraviolet-u2-fan-club-brazil__243597

(O pagamento pode ser feito via cartão de crédito, debito online ou boleto bancário).

No dia do evento, valor pago na entrada do Skull Bar: R$60,00
É possível reservar mesas e camarotes, além de condições especiais para aniversariantes. Para mais informações, entre em contato diretamente com o Skull Bar:
contato@skullbar.com.br | (011) 3071.2910 | 99860.1932 | 99665.3129.

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: Evento para maiores de 18 anos.

Sinal Divino? U2 relembra 'POP' nas redes sociais pela segunda semana consecutiva


O U2 já sabe há alguns anos que o tão criticado álbum 'POP' de 1997, vem se tornando cada vez mais cultuado entre milhões de fãs da banda.
No início deste mês, as redes sociais do grupo lembrou (o que é raro em relação à este disco) que há 21 anos atrás, era lançado o single "Discothèque", e então colocaram na postagem um trecho de 1 minuto do videoclipe! Foi o suficiente para os fãs comemorarem e acreditarem no milagre de que a banda pode até incluir canções do disco em sua próxima turnê, eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018.


Hoje, a fé dos fãs aumentou: uma nova postagem nas redes sociais do U2, trazendo uma foto registrada em 1997, lembra da coletiva de imprensa da banda para anunciar as datas da turnê mundial em suporte ao 'POP':

"Não me lembro bem como surgiu a ideia de levar um supermercado na estrada... mas fez muito sentido na época." Kmart, NYC, fev 1997. Lançando a turnê Popmart. #U2 #tbt #popmusic

Robert Smith do The Cure diz que nunca gostou do U2


Robert Smith, vocalista do The Cure, disse em entrevista na SPIN em 1993:

"Eu não desgosto de meus colegas porque eles ainda estão por perto e me lembram do que estou fazendo. Eu nunca gostei deles mesmo.
Eu nunca gostei do U2, as coisas que eles fizeram ao longo dos anos. Bono é tão totalmente absorvido da ideia de si mesmo como quase messiânico e, em seguida, vira-se e percebe que ele parecia um completo idiota ao dizer: 'Oh, na verdade, era ironia'.
A parceria com Edge entoa banalidades sobre um backing vocal realmente cansativo: se fôssemos fazer algo assim, não passaria do estágio de demos. Eu pensaria que alguém no grupo estaria me zoando."

Recortes esculpidos sendo à prova de fogo fora da rocha lunar, e aprovados pelos cientistas do comando dos EUA: criando o vídeo de introdução com o comandante Mark Kelly para a turnê 360° do U2


Em alguns shows do U2 em 2011 pela turnê 360°, na introdução de "Beautiful Day", a banda mostrou no telão o comandante da NASA Mark Kelly, que do ônibus espacial Endeavour gravou em vídeo uma saudação ao público e disse: "Tell my wife I love her very much, she knows".
Esta frase dita por Mark Kelly foi em homenagem ao personagem Major Tom, um astronauta criado por David Bowie na canção "Space Oddity", tema utilizado pelo U2 para entrar no palco nos shows desta turnê.



No diário de Willie Williams, ele explicou como este vídeo da introdução foi criado:

"Programamos esta noite uma sequência de vídeo inteiramente nova que demoramos vários meses para fazer. Nós quisemos uma nova peça 'espacial' por um tempo e NASA foi aberta para nós fazermos outro vídeo gravado a bordo da Estação Espacial Internacional. Para fazer o corte de uma história muito longa e tortuosa, o Comandante Mark Kelly tornou-se o novo astronauta da 360° quando ele comandou o ônibus espacial Endeavour em seu vôo final, para a Estação Espacial Internacional. Com ele, ele levou uma série de palavras tridimensionais em recortes, e então, uma noite após o trabalho, ele passou um tempo se filmando brincando com as palavras e posicionando elas no espaço, e assim elas flutuavam em torno da cúpula da ISS. As palavras eram '7-BILLION', 'ONE', 'ONE NATION' 'IMAGI-NATION' e, finalmente, ele constrói a frase "IT’S… A… BEAU…TIFUL… DAY". Ele, então, olha para a câmera e cita a linha de David Bowie da nossa canção de introdução "Space Oddity": "Diga a minha esposa que eu a amo muito... ela sabe disso".
Simples como isso soa, você pode imaginar a façanha da logística que foi para organizar isso. Só as palavras, tinham que ser praticamente esculpidas sendo à prova de fogo fora da rocha lunar, e aprovada pelos cientistas do comando dos EUA. Então, é claro que o lançamento do transporte foi adiado e por isso perdemos a abertura da perna norte-americana, mas não importa. Eu estava lidando com tudo isso durante o nosso último 'break', quando estávamos também organizando a filmagem secreta do vídeo com Aung San Suu Kyi. Eu estava rindo com meus amigos dizendo que no intervalo eu tinha duas sessões de vídeo para fazer, uma no espaço e uma na Birmânia, e eu não tinha certeza de qual seria mais difícil.
Há uma grande história de fundo para a peça do espaço. Mark Kelly é casado com Gabby Giffords, política que sobreviveu ao ser atingida por um lunático quando fez campanha no início do ano. Os astronautas têm permissão de um certo número de privilégios pessoais para ajudar a mantê-los sãos e, em uma missão espacial anterior antes do atentado, a Sra. Giffords costumava enviar para a nave espacial o toque de despertar de uma manhã. Esse toque de despertar foi ... "Beautiful Day"."
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