"Song For Someone" 360 Version

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

U2 anuncia inédita quarta e última data de shows no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


É oficial! Primeiramente, através de seu Instagram, o U2 anunciou um inédito quarto show no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017', para fechar a turnê!

"Nós anunciamos que faremos um 4° show em São Paulo. Será uma grande festa para os fãs do Brasil, para celebrar o final desta turnê tão especial. Até breve, nos encontramos lá!" - Adam

Em seguida. o site oficial anunciou:



"Após a esmagadora demanda de fãs no Brasil - e com três shows no país já confirmados - um quarto show foi adicionado!
Este show final no Brasil acontecerá em 25 de Outubro no Estádio do Morumbi em São Paulo.
Os ingressos estarão à venda para o público na quinta-feira, 27 de Julho, e os fãs são lembrados de que a melhor maneira de comprar é através da Internet a partir da 00:01 do dia 27 de Julho através do site www.ticketsforfun.com.br.
A partir de 10:00, um número limitado de ingressos estará disponível na bilheteria oficial e em postos autorizados oficiais. Respeitando os procedimentos padrão, os fãs irão receber um número de acordo com sua ordem de chegada na fila. Haverá um limite de 6 ingressos por pessoa para todas as transações."

Não haverá pré venda, seja para U2.COM ou clientes Banco do Brasil. Será uma venda única, geral! Os ingressos para este quarto e último show estarão todos disponíveis a todos os fãs brasileiros!

The Edge lembrou sua primeira experiência com cogumelos mágicos


O U2 juntou-se a Zane Lowe no Beats 1 para discutir seu álbum 'The Joshua Tree', do qual eles estão comemorando o 30º aniversário.
Enquanto Bono estava relembrando o passado, ele os descreveu como "grandes tempos". "Não havia drogas", ele deixou bem claro, mas seus companheiros de banda o corrigiram, mencionando cogumelos mágicos.
Perguntado por Lowe se qualquer uma das músicas do álbum foram inspiradas por estarem nos cogumelos, The Edge respondeu: "Bem, isso aconteceu um pouco mais tarde, mas eu tive um momento engraçado com os cogumelos. Foi uma experiência metafísica, entende? Foi muito espiritual."
Ele continuou explicando que tinha sido oferecido alguns cogumelos em uma festa na casa de Adam Clayton e ele tinha tomado porque ele nunca tinha feito isto antes. "Eu peguei alguns, esperei 40 minutos, nada aconteceu", disse ele. "Então eu me curvei e me abaixei. É ainda pior porque eu realmente fui para a cama. Então eu estou no meio de um quarto escuro assistindo exibições de fogo de artifício que estão acontecendo na minha imaginação. Comecei a entender os segredos do universo. Eu tive esse momento de percepção e eu estava pensando para mim mesmo: 'Jamais vou me lembrar disso amanhã, tenho que registrar essas idéias'. Então me arrastei pelo chão, o que me levou cerca de 25 minutos e cheguei ao meu walkman de gravação, voltei para a minha cama, liguei e então a luz vermelha acendeu, então eu passei mais 25 minutos olhando a luz vermelha".
Edge disse que gravou ambos os lados de uma fita C90 com "todos os segredos importantes do universo" e se esqueceu disso até a noite seguinte. "Eu finalmente percebi: 'Oh meu Deus, eu fiz uma gravação dos segredos do universo. É melhor eu ir ouvir o que era'. Então eu subi e ainda estava gravado e as pilhas estavam fracas. Então coloquei novas pilhas e liguei a fita e dei play. Tudo que eu podia ouvir estava perdido, era uma voz longe abafada, porque eu estava falando através do compartimento da pilha, e não no microfone. Nem uma única palavra audível. Eu tinha achado que os segredos do universo estavam tão próximos."

Do site: NME

Bono diz que sente que as letras de "Where The Streets Have No Name" são inacabadas


Em entrevista ao Beats 1 com Zane Lowe, Bono falou sobre a composição de "Where The Streets Have No Name" e como ele vê as letras como inacabadas.
Ele disse: "Musicalmente é ótima e a banda merece crédito por isso, mas liricamente é apenas um esboço, eu estava tentando escrevê-la. Metade é uma invocação, onde você diz para uma multidão de pessoas 'você quer ir para aquele lugar? Aquele lugar de imaginação, aquele lugar de alma? Você quer ir lá, porque agora nós podemos ir lá?' Até hoje, quando canto essas palavras, você fica com os cabelos na parte de trás do pescoço arrepiados, porque vai para aquele lugar."
Bono ainda revelou que o produtor Brian Eno lhe disse para ficar tranquilo sobre a letra. "Brian disse: 'pensamentos incompletos são generosos porque permitem ao ouvinte terminá-los' Como compositor eu tenho que perceber que o maior convite é uma invocação."
Ele acrescentou: ""Where The Streets Have No Name" não é uma ótima letra. Eu não teria rimado 'hide' com 'inside'. Eu sabia que poderia ter escrito melhor isso."
The Edge discorda da avaliação de Bono sobre a canção, dizendo que seu colega de banda é muito severo sobre si mesmo. Ele disse no Beats 1: "Eu amo a canção. Não concordo com o Bono. Ele é muito duro consigo mesmo."

sábado, 22 de julho de 2017

A história de Sister Anne, de "Crumbs From Your Table", que será convidada do U2 no show no Croke Park pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


Uma Médica Missionária de Mary, Sister Anne Carr, nascida em Dublin e criada em Cork, passou 32 anos no Malawi cuidando dos muitos doentes. Ela foi citada na letra de "Crumbs From Your Table" de 'How To Dismantle An Atomic Bomb' do U2, e está ansiosa para assistir ao concerto da banda Croke Park na noite deste sábado como convidada de Bono.

"Da estrela mais brilhante
Vem o buraco mais negro
Você tinha tanto a oferecer
Por que você ofereceu a sua alma?"

Ela já voltou para a Irlanda, onde seu novo papel envolve promover a "consciência da missão" do que sua congregação e outros fazem na África, América Central e do Sul e em outros lugares.
Foi a mãe de Sister Anne que a fez pensar nos Médicos Missionários de Mary, que ela sempre dava apoio. Depois da escola, ela ingressou na congregação em 1968, treinando para ser enfermeira em Drogheda e mais tarde como parteira na Escócia.
Em 1979 ela foi enviada para Mzuzu no norte do Malawi na Unidade de Maternidade no Hospital St John's. Mais tarde, ela trabalhou em uma clínica móvel que visitou aldeias vizinhas. Ela "amou", especialmente as pessoas, ela disse.
Dez anos depois, ela voltou para a Irlanda para treinar como capelão do hospital. Voltando ao Malawi, ela montou uma escola interdenominacional na capital de Lilongwe para treinar capelães hospitalares.
Foi quando ela estava em Lilongwe que Bono apareceu em 2002. Ela o levou a um passeio pelo hospital local de 1.000 camas, que estava funcionando a 300 por cento da capacidade. Muitos pacientes tinham HIV.
Bono ficou "maravilhado", ela disse. Ela também fez uma coisa muito irlandesa. "Eu disse que ele era meu sobrinho porque estranhos não eram permitidos no hospital." Ela era a própria tia de Bono, Anne. Bono foi muito gentil com os pacientes e apertou a mão de todos.

"Onde você vive não deve decidir
Se você vive ou se você morre
Três para uma cama
Irmã Anne, ela disse:
A dignidade passa."

Depois disso, Bono fez doações generosas para o hospital.
Em 2004, o U2 lançou seu álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. O CD foi enviado a ela em Lilongwe com uma nota dizendo que Bono queria que ela o tivesse, e ela achou "muito bom" e "foi colocado no meu quarto".
Ela deixou ele lá, até que outra irlandesa em Lilongwe, Anne Conway, perguntou-lhe se ela tinha escutado a faixa "Crumbs From Your Table". "É sobre você", disse ela. Sister Anne ouviu, então, com uma mistura de constrangimento e gratidão.
Ao longo dos anos ela e Bono "mantiveram contato pessoal". Ele "continuou me convidando para as coisas", mas, geralmente, ela se sentia "muito tímida" para aceitar. Uma exceção foi Spider-Man: Turn Off the Dark, o musical de 2010 com músicas de Bono e The Edge, que ela foi conferir em Nova York.
Este ano, ela decidiu que gostaria de estar no show do U2 no Croke Park, mas os ingressos se esgotaram. Bono interveio diretamente e convidou ela e amigos como seus convidados pessoais.
Ela será acompanhada esta noite por um velho amigo de escola de Cork, seu (real) sobrinho e sua namorada.

Do site: Irish Times

U2 pagará para recuperar gramado após show em Berlim da 'The Joshua Tree Tour 2017'


O U2 terá de pagar R$ 327 mil para a recuperação do gramado do Estádio Olímpico de Berlim, ‘Olympiastadion’, depois dos danos causados no show da banda pela 'The Joshua Tree Tour 2017'. Mesmo com o piso montado em cima do gramado, houve problemas.
As obras no estádio, que ficarão em torno de 130 mil euros no total, permitirão ao Hertha ter o mesmo pronto quando receber em 29 de julho o Liverpool.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

"Desire" e toda sua magnificência suja


O primeiro single de 'Rattle And Hum', "Desire", confundiu as expectativas. Se alguma coisa em 'The Joshua Tree' meio que apontava nessa direção, era "Trip Through Your Wires" - mas aquela era despida e indulgente.
"Nós conversamos sobre como conseguir algumas músicas com linhas de bateria interessantes", explicou Larry a Steve Turner, no livro 'Rattle And Hum'. "Então, em vez de passar o tempo fazendo jams como estávamos acostumados, todos nós fomos e pesquisamos e voltamos. Isto é o que nós conseguimos."
The Edge afirmou que a parte da guitarra foi composta sob a influência de "1969" dos Stooges, mas o ritmo foi gerado por um Sr. Bo Diddley. No seu lançamento, "Desire" foi direto para o No. 1 no Reino Unido, e o U2 ficou compreensivelmente satisfeito. Eles originalmente gravaram no STS Studios em Dublin como uma demo. Eles voltaram a gravá-la no A & M Studios em Los Angeles, e ficou muito mais justa e mais precisa. "Mas faltava algo", diz The Edge. Então eles voltaram para a original, 2 minutos e 58 segundos, com toda sua magnificência suja.
"Nós voltamos ao rhythm and blues como parte de nossa vontade de entender a América", explica Bono. "Nós estávamos lendo os Beats e vários escritores de viagens. Então começamos a entrar na música. Viajando pela América, você está ouvindo diferentes estações de rádio, rhythm and blues, country, soul, jazz e percebe que o ritmo é o sexo da música. Então eu acho que nós conseguimos lidar com esses assuntos, incluindo o desejo, quando nós fazíamos esse salto musical".
Para Bono, no entanto, foi também uma reflexão sobre a condição de ser uma estrela do rock. "Eu queria admitir a religiosidade dos shows de rock ' n' roll e o fato de você ser pago por eles. Em um nível, estou começando a criticar esses pregadores lunáticos, "roubando corações em um show itinerante" - mas também estou começando a perceber que existe um paralelo real entre o que estou fazendo e o que eles são".

Imagine The Edge em sua casa em Monkstown.....


Antes de gravar 'The Joshua Tree', o U2 decidiu ensaiar em Danesmote, uma casa antiga em Rathfarnham, nos arredores de Dublin. O quarto que ocuparam era bonito, com janelas no alto e a luz natural inundando dentro. Os ensaios foram tão bons que eles decidiram fazer o álbum lá...
"Nós tínhamos experimentado muito nas gravações de 'The Unforgettable Fire'", The Edge recorda. "Nós tínhamos feito coisas bastante revolucionárias como "Elvis Presley and America" e "4th of July". Então, nós sentimos, entrando em 'The Joshua Tree', que talvez as opções não eram uma coisa boa, que as limitações poderiam ser positivas. E assim decidimos trabalhar dentro das limitações da música como ponto de partida. Nós pensamos: vamos realmente escrever músicas. Queríamos que o registro fosse menos vago, aberto, atmosférico e impressionista. Para torná-lo mais simples, focado e conciso.
Imagine The Edge em sua casa em Monkstown tocando e gravando com um Tascam Home Recording Studio de quatro pistas. Abaixando o teclado. Ouvindo novamente. Depois a guitarra. O ritmo é bom. Tentando algumas variações no acorde. Imagine um baixo. A bateria entra. O começo de uma canção...
"A forma como escrevemos, às vezes sentimos que a canção está escrita", The Edge disse para John Waters. "A canção já está lá, se você pudesse apenas colocá-la em palavras, colocá-la em notas. Nós temos isso, mas ainda não realizamos. Se você nos visse trabalhando no estúdio às vezes, você estaria coçando a cabeça tentando descobrir o que estávamos fazendo. Principalmente, se tivermos a sensação de que estamos em algo bom, nós eventualmente chegaremos lá. E "Where The Streets Have No Name" é um grande exemplo, porque isso levou semanas de trabalho para acontecer."
Ela quase levou Brian Eno à loucura no processo. Em um estágio, ele ficou tão frustrado com a quantidade de tempo sendo dedicada a "Where The Streets Have No Name" que ele queria apagar o multi-track. "Isso mesmo", The Edge recorda. "Nós não estávamos no estúdio na época e ele pediu ao engenheiro assistente para sair da sala. Ele realmente decidiu fazer aquilo. Mas o engenheiro assistente não quis sair. Ele ficou na frente da máquina de fita, dizendo: 'Brian, você não pode fazer isso'. E assim ele não fez. Mas foi quase.
O título, sem dúvida, é com base no período em que Bono e sua esposa Ali estiveram na Etiópia em 1985, trabalhando com agências de ajuda no terreno, distribuindo alimentos e auxiliando em saúde e iniciativas educacionais. Bono voltou para casa para a Irlanda, para o mundo ocidental, com um profundo sentido de vazio no coração da vida contemporânea. "O espírito das pessoas que conheci na Etiópia era muito forte", diz Bono. "Não há dúvida de que, mesmo na pobreza, eles tinham algo que nós não tínhamos. Quando voltei, percebi a medida em que as pessoas no Ocidente eram como crianças mimadas."
"Eu posso ver isso agora", acrescenta Bono "e reconhecer que "Where The Streets Have No Name" tem um dos dísticos mais banais na história da música pop. Mas também contém algumas das maiores ideias. De uma maneira curiosa, isso parece funcionar. Se você conseguir alguma coisa pesada sobre essas coisas, você não se comunica. Mas se você der as costas ou descartar isso, então você faz. Esse é um dos paradoxos com os quais eu tive que concordar."

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Noel Gallagher fala da felicidade em estar em turnê com o U2


Noel Gallagher's High Flying Birds estão abrindo os shows do U2 pela Europa na 'The Joshua Tree Tour 2017', e ao passar por Barcelona, o vocalista concedeu uma entrevista exclusiva para o site do FCB. Ele declarou:

"Estive em turnê de um jeito ou de outro por mais de 25 anos e essa é a mais divertida que já fiz na vida. Fico no palco por uma hora. Saio do palco umas 8, 8:30. Como alguma coisa, bebo alguma coisa, assisto ao show do U2 e tenho dois dias de folga. Estamos tocando em todas as cidades legais da Europa. Minha família e amigos estão na estrada comigo. Tem sido maravilhoso. Eles (o U2) são brilhantes toda noite. Eles são uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos."

Oito aulas de piano, oito músicas escritas, e "Windows In The Skies"


As músicas chega para você nos lugares mais estranhos. Você está olhando através de um livro de fotos antigas em preto e branco e por razões que você não compreende no momento, há uma que o assombra. Mas isso continua presente e então você volta para uma outra olhada e você percebe que é um outdoor que você capturou. Veja qual é a publicidade: Burma Shave. E antes que você perceba, há uma metáfora que brinca com uma história e uma melodia começa a tomar forma no subconsciente para combinar tudo.
Ou seus filhos estão tendo aulas de piano. Você decide passar pelo processo com eles. Você sempre teve uma decepção com você mesmo por não ter conseguido aprender corretamente. E além disso, você gosta de revisitar a sensação de ser uma criança.
"Eu tive aulas de piano com os meus filhos", Bono contou, "e cada vez que eu tirava uma lição, eu escrevia uma canção. Eu tive oito aulas e eu tive oito músicas escritas."
Uma delas era "Windows In The Skies". Com o piano como sua plataforma, e as cordas adicionando uma dimensão épica, a melodia é notavelmente diferente do som rock de estádio do U2. As letras desenham pesadamente os eventos do Domingo de Páscoa, e o conceito cristão da redenção: "A regra foi desmentida / A pedra foi movida / A sepultura agora é um entalhe / Todas dívidas foram removidas". Há uma referência no meio para a campanha Drop The Debt, mas em última análise, é uma canção de amor com um poderoso hino.
"Eu acho que essa será a nossa maior música em muito tempo", disse Bono. "É uma música pop psicodélica com tempo 6/8, você nunca ouve isso. É muito, muito raro."

Uma canção para Iris, uma canção para Bob


Iris Hewson morreu no dia de 10 de setembro de 1974, após uma hemorragia cerebral. Foi um terrível toque do destino, acontecendo logo após o funeral de seu próprio pai no cemitério militar na Blackhorse Avenue, Dublin. Bono tinha 14 anos na época, e a experiência o devastou. Mesmo agora, mais de 40 anos depois, ele admite que ele acha difícil se lembrar como sua mãe parecia. É impossível imaginar o que ele poderia ter se tornado se ela tivesse sobrevivido.
Os amigos dele na Cedarwood Road se lembram de Bono como uma espécie de vadio depois da morte da mãe. Ele apareceria na casa de Gavin Friday uma noite, e na casa de Derek Rowen na outra noite, a tempo para o chá. "Ele estava ao redor sempre para poder estar com minha mãe, tanto quanto para estar comigo, eu não tenho nenhuma dúvida sobre isso", recorda Gavin.
"Acho que vem de um lugar muito sombrio", diz Bono sobre o primeiro grande single do U2. " A música pop no seu melhor parece ter uma dualidade. Sempre que é uma coisa ou outra é plana, mas se tem duas idéias opostas, puxando direções diferentes, consegue um tipo diferente de poder. "I Will Follow" tem raiva, raiva de verdade, e uma enorme sensação de anseio."
A performance da banda foi apropriadamente urgente. Em particular, The Edge aborda um tipo de som que se tornou sua marca registrada. É, como resultado, concentrado e extremamente poderoso. "A maioria dos ensaios iniciais eram apenas falatórios", recorda Bono. "Era apenas uma longa discussão. Lembro-me de pegar a guitarra de Edge e tocar o acorde de duas cordas para "I Will Follow", para mostrar aos outros a agressão que eu queria. Era o seu riff, mas eu queria que tivesse um sentido para isso."

Durante as gravações de 'All That You Can’t Leave Behind', Bono sabia que seu pai estava morrendo de câncer. E então ele escreveu uma canção para Bob chamada "Tough", porque isso era o que seu pai sempre lhe pareceu. "um velho cara durão", nas próprias palavras de Bono, "irlandês, do lado norte de Dublin, muito cínico sobre o mundo e as pessoas nele, mas muito charmoso e engraçado com isto." Bob morreu na semana do primeiro show da banda no Slane Castle em 2001. Bono pegou a canção que estava guardada e a cantou no funeral, um retrato do artista em sua velhice - de classe operária que amava ópera, e que tinha deixado como legado algo muito bonito para seu filho, sua voz de tenor... "minha voz neste disco é a melhor que já esteve em uma gravação", disse Bono na época do álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. "E eu acredito que é o presente do meu pai para mim. Ele era um grande tenor e quando ele morreu, ele passou isso para mim."
"Ele nunca falou sobre nenhuma música", Bono lembrou de seu pai, conversando com Stuart Clark da Hot Press. "Eu me lembro que ele gostava de The Unforgettable Fire. Não o álbum, mas a canção. Ele pensou que estávamos ficando muito bons na época de 'Rattle And Hum'. Uma das suas favoritas era "When Love Comes To Town". Mas ele não sabia para onde íamos nos anos 90!"
Eles voltaram para aquela canção em 'How To Dismantle An Atomic Bomb' e achavam que ela estava boa, mas quando Steve Lilywhite chegou, ele deu uma avaliação crítica que era bem crítica.
"Minha contribuição para essa canção é que eu estava ouvindo-a com Edge, e Bono estava lá também, e eu disse: 'Edge, esta canção não tem um refrão'. E eles disseram: 'O que você quer dizer?' E eu disse, bem, ela só termina o verso e, em seguida entra "sometimes you can’t make it on your own". E Bono imediatamente pediu uma guitarra. Então, ele pegou uma guitarra e cantou "and it’s you du du du du du du du/ sometimes you can’t make it on your own". E de repente a música estava terminada. Essa canção tinha estado por aí há cinco anos e ninguém nunca tinha dito a eles que não tinha um refrão."

'O U2 Que Eu Conheço' - Por Steve Lillywhite # 2° Parte


Hot Press - No. 33: 'The U2 I Know - By Steve Lillywhite' - Junho de 2005

Steve Lillywhite, que produziu os três primeiros discos do U2 - e apareceu na equipe de produção de quase todos os outros álbuns - olha para trás sobre a carreira da banda e recorda os altos... e os baixos

'October' foi difícil. Eu já disse isso antes, mas eu tinha uma regra naquele momento de que eu nunca faria mais de um álbum com um artista, porque eu sentia que era bom para eles trabalharem com pessoas diferentes. Mas eles disseram: "Não Steve, nós gostamos do que você fez, queremos que você volte neste". E então, é claro, 'October' foi um pouco mais difícil, porque havia esboços e ideias, mas eles não tinham tocado nenhuma dessas músicas ao vivo e gravaram, então simplesmente não aconteceu do jeito que deveria acontecer. E havia coisas no estúdio que em retrospecto eu não acho que funcionou. Eu mudei o som da bateria. No primeiro álbum eu gravei a bateria no lado de fora, no corredor do Windmill Lane Studios original, para obter um grande som ambiente. No segundo álbum eu os trouxe para o estúdio. Então essa foi uma das coisas que não funcionou tão bem.
Então, depois de 'October' ter naufragado e não ter sido considerado tão bem sucedido como o primeiro disco, eu disse: 'Olha, vocês realmente precisam de um produtor diferente agora' e eles saíram e tentaram coisas com várias outras pessoas. Mas então eu recebi um telefonema dizendo: 'Steve, você gostaria de fazer este próximo?' e eu disse que sim. Em cada um dos álbuns, eu lhes dei a oportunidade de saírem e trabalharem com outra pessoa.
Fazer o álbum 'War' foi um tipo de experiência muito diferente. Eu me lembro de Bono estar no estúdio e apenas gritando com Edge: 'Não seja The Edge. Seja Mick Jones!' Tentando obter elementos que o The Clash tinha. Mas você sabe - era o que os americanos queriam. Não foi feito para a América especificamente, mas realmente funcionou lá. "New Year's Day" foi uma música que todos eles queriam tocar. Quando você fazia um disco naqueles dias, nós achávamos muito difícil saber o que seria ou não uma música para tocar na rádio. Eu não poderia dizer a diferença entre "New Year's Day" e "Surrender". Mas agora "Surrender" não está nem perto de entrar em um setlist, foi esquecida. Passamos dias naquela parte do slide... Edge não era tão bom no slide naqueles dias! Nós usamos Kid Creole & the Coconuts naquele álbum, eles estavam na cidade naquele dia e nós os chamamos para fazer backing vocal.
Então, isso foi ótimo, mas eles realmente precisavam mudar depois disso. Lembro-me de estar em Dublin antes das sessões de 'The Unforgettable Fire'. Eu fui para o Slane Castle onde eles estavam ensaiando e disse: 'O que vocês têm?' E eles disseram: 'Bem, nós só temos uma canção.' Eu disse: 'Vamos ouvir ela então' e eles tocaram "Pride (In The Name Of Love)". Realmente, eles tinham uma música entrando para esse álbum. Todo o resto estava meio confuso enquanto eles estavam fazendo isso. Mas que grande disco. E "Pride (In The Name Of Love)" é uma música espetacular.
Para os próximos três álbuns que eu estive envolvido, 'The Joshua Tree', 'Achtung Baby' e 'All That You Can’t Leave Behind', o meu papel em todos os três álbuns foi de consertar. Eles basicamente aumentaram a equipe de produção, por isso começa com, digamos, Danny (Lanois) e Brian (Eno) e então eu entro e eu tenho a minha própria sala. Que é um grande trabalho - eu amo - porque eu não tenho que ficar 18 meses inteiros nisso, embora também possa ser divertido.
Eles queimam pessoas? Eu acho que sim. Eles certamente queimaram Flood no 'POP'. Quero dizer, ele vai admitir que, ele está de volta à forma agora, ele é fantástico, mas acho que ao final de 'POP' todos foram queimados.
Mas 'How To Dismantle An Atomic Bomb' foi um pouco diferente, porque, nos termos do futebol, eles sentiram que precisavam mudar as coisas para o segundo tempo. Eu entrei e ouvi um monte de músicas e eu disse: 'Seria ótimo se vocês pudessem nos dar mais algumas opções. Por que não escrevem mais algumas músicas?' Que, para ser honesto, dizer isso ao U2, é uma coisa séria, porque eles tinham suas canções para o álbum. Mas eu não sei, eu senti apenas que algumas delas não eram para o disco... tudo soava muito bom e digno, e para qualquer outra pessoa teria sido um bom disco, mas para o U2, eles têm que ter uma magia, e não parecia tão mágico aquele material. Mas depois que surgiu "Miracle Drug", "A Man And A Woman", "Vertigo", parte de "All Because Of You", bem como "Original Of The Species", que era muito do que viria a ser, mas essa música estava incubando há muito tempo - já estava ao redor desde o álbum anterior. Na verdade, "Love And Peace (Or Else)" mesmo, acho que Flood originalmente trabalhou nela no álbum 'POP'. Essa música ao vivo se transformou em um monstro. Ela costumava rasgar-me em pedaços, certamente depois de 'October', foi como: 'Oh, Deus, por que vocês não tocam primeiro uma ou duas dessas músicas ao vivo? E então, quando nós as gravarmos, nós saberemos como elas funcionarão!' Desde o primeiro álbum, eles nunca tocaram nada ao vivo antes de gravar. O que pode tornar as coisas extremamente difíceis.
Eu acho que eles queriam 'How To Dismantle An Atomic Bomb' para ser um álbum de músicas, em vez de paisagens sonoras. Eles nunca souberam escrever canções nos primeiros dias, eles meio que tropeçaram nelas. Então eles decidiram: "Ei, nós somos muito bons nisso!" Levou tempo, mas eles acreditam em sua composição agora. Acho que depois de 'POP' eles pensaram: 'quais são os nossos pontos fortes? Somos uma banda de quatro peças, vamos ver até onde podemos levar isso.' Bem, eles parecem estar indo muito bem.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

'O U2 Que Eu Conheço' - Por Steve Lillywhite # 1° Parte


Hot Press - No. 33: 'The U2 I Know - By Steve Lillywhite' - Junho de 2005

Steve Lillywhite, que produziu os três primeiros discos do U2 - e apareceu na equipe de produção de quase todos os outros álbuns - olha para trás sobre a carreira da banda e recorda os altos... e os baixos

Minha primeira experiência com o U2 foi ouvir 'U2 Three', o lançamento da CBS na Irlanda. Alguém na Island Records me enviou para ver se eu poderia estar interessado em produzir o seu primeiro álbum.
Na época eu suponho que eu era um dos brilhantes jovens produtores, eu tinha trabalhado com várias bandas pós-punk e assim eu era um candidato óbvio - embora eu ouvi dizer que a razão pela qual eu tenha sido escolhido para o trabalho foi basicamente porque Martin Hannett, que tinha produzido "11 O Clock Tick Tock", decidiu não continuar com eles, porque Ian Curtis cometeu suicídio. É assim que os livros de história contarão, embora eu tenha lido que Ian Curtis cometeu suicídio em 1980, e eu tenho certeza que eu gravei 'Boy' no final de 1979, então há algo um pouco estranho aí! Mas o Sr. Hannett não era um bom homem. Todos nós tivemos nossos momentos, mas ele era bem conhecido como um cara muito louco, como um monte de produtores são porque muitas vezes é assim que eles conseguem toda a sua grandeza.
Mas eu me lembro de pensar: "Isso é bom, eu deveria ir vê-los ao vivo". Eu voei até Cork e me disseram que eu seria recebido por um tal de Sr. McGuinness. Eu pensei que com o nome McGuinness seria alguém com um chapéu de palha e me pegaria em um trator. Quero dizer, sem ofensa, mas a Irlanda no final dos anos 70 era um lugar muito diferente para a Irlanda de agora. Então, foi um choque quando esse cara disse: 'Olá Steve. Eu sou Paul McGuinness'. E ele depois me levou por cerca de uma hora, do aeroporto para o show, o tempo todo tocando uma fita com músicas do U2, dizendo: "Não é bom?" E era bastante óbvio que era bom, mas não grandioso. Eram gravações demos muito cruas, para falar a verdade. E então foi um daqueles shows onde todos os meninos estavam em um lado e todas as meninas estavam do outro lado. Mas foi um grande show. E eu me lembro que saímos para um drink depois e eles estavam bebendo Shandy com limonada vermelha (o Shandy é uma bebida muito popular no Reino Unido, onde também é conhecida como Shandygaff. Trata-se de um cocktail delicioso que mistura em partes iguais a cerveja com o ginger ale, cerveja de gengibre ou limonada). Agora eles bebem o melhor champanhe e outras coisas!
Então decidimos gravar um single. Nós fizemos "A Day Without Me", que eu comprei digitalmente só agora, porque eu estive assistindo alguns de seus shows recentemente na Vertigo Tour e eles estão tocando músicas do primeiro álbum, e eu não tenho uma cópia do single, então eu comprei no i-Tunes. Nesta turnê eles estão tocando "An Cat Dubh" e "Into The Heart" e elas soam mais atuais agora do que eles fizeram há dez anos de uma maneira estranha.
Eu me sentei e ouvi 'Boy' ontem pela primeira vez em 25 anos, de maneira completamente aleatória, antes que eu soubesse que eu estaria realizando um olhar ao passado para a Hot Press. Algumas deles, eu penso, são muito boas. Algumas delas são um pouco questionáveis, mas no geral, não foi um álbum de estréia ruim. Você pode dizer ao Bono que é um pouco auto-consciente.
Enfim, todo mundo parecia gostar de "A Day Without Me" - não foi um hit, mas nós decidimos seguir e fazer o álbum. E naqueles dias, você fazia um álbum bem rápido. Foi cerca de um mês, se não menos. Eu estaria no estúdio e todas essas pessoas estranhas viriam, Gavin e Guggi, e porque Bono naquele momento não fazia aquela coisa social, ninguém foi apresentado a ninguém, então havia todos esses personagens obscuros ao redor. Curiosamente, apenas nos últimos dois meses, quando eu estava ajudando-os com a preparação para a turnê Vertigo que, pela primeira vez eu não senti medo de Gavin Friday! Quero dizer, ele é um amor de pessoal, mas se você não o conhece... por 25 anos, eu me senti intimidado por ele de uma maneira estranha. Foi só quando estávamos trabalhando juntos, ajudando a banda a organizar a turnê e a montar o setlist, que eu percebi que ele é um homem adorável.

Vídeo: A guitarra usada por The Edge na gravação de "Bad" em 'The Unforgettable Fire'


O músico, fã e colaborador Márcio Fernando nos envia um interessante vídeo explicativo, falando sobre a guitarra usada por The Edge na gravação de "Bad" em 'The Unforgettable Fire' em 1984.
Márcio explica:

"Nas gravações do disco 'Boy' de 1980, Edge só possuía uma guitarra, a famosa Explorer. Quando questionado pelo produtor Steve Lillywhite qual guitarra Edge usaria para fazer os *Overdubs (Overdubs são camadas de guitarras, gravações de algumas guitarras diferentes na mesma música), Edge não entendeu, pois só tinha a Explorer.
A partir de 'October' e 'War', Edge já tinha comprado uma guitarra Fender modelo Stratocaster e a utilizou nas gravações destes 2 discos.
No disco 'The Unforgettable Fire' de 1984, com a produção assinada pro Brian Eno e Daniel Lanois, The Edge foi encorajado a usar outros tipos de guitarras para diferentes sonoridades nas músicas, a busca por um som, algo muito experimental.
Eno apresentou para Edge as guitarras semi acústicas Gibson Les Paul e Telecaster, e aproveitando essa parte de experimentações, Brian Eno também apresentou um aparelho chamado E-Bow, onde o som, a nota da guitarra, é sustentada infinitamente. A partir dessas novas guitarras, Edge teve sua perspectiva musical ampliada.
Mas em estúdio a coisa funciona de um jeito e ao vivo, de outra, como por exemplo:
Em "Pride (In The Name Of Love)", na versão de estúdio, Edge tocou com uma guitarra ou semi acústica ou uma Les Paul, ambas com 2 captadores chamados Humbuckers, que são os mesmos captadores que tem a Explorer. Mas ao vivo, a sonoridade da canção ficou melhor com a Fender Stratocaster.
Em "Bad", na versão de estúdio, Edge toca com a Telecaster, mas ao vivo funcionou melhor também com a Fender Stratocaster.
Acho que essa busca pela melhor sonoridade tem a ver com o estado de espírito do Edge em cada turnê, pois eu já vi ele tocando "The Electric Co." com a Gibson Explorer, com a Fender Strato e com a Gibson Les Paul.
Mas para entender melhor, acho melhor ver o vídeo!"

U2 pede para juiz descartar processo sobre um possível plágio de "The Fly"


O U2 pediu a um juiz nos EUA na terça-feira para descartar um processo por um compositor britânico e guitarrista que alegou que a banda usou partes de um de seus trabalhos para uma canção em seu álbum de 1991, 'Achtung Baby'.
Em uma declaração no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Manhattan, o U2 disse que os ouvintes comuns achariam que sua música "The Fly" e "Nae Slappin", de 1989, de Paul Rose, não soam "nada parecido" e nenhum júri razoável poderia encontrar similaridades substanciais.
A banda também questionou por que Rose esperou até fevereiro para processar, dizendo que nada sobre "The Fly" mudou desde que foi lançada há mais de 25 anos atrás.
Um advogado de Rose não se pronunciou.
Rose disse que está buscando pelo menos US $ 5 milhões em danos do U2, UMG Recordings Inc e uma unidade da Vivendi SA que lança registros sob o selo do U2, Island Records.
De acordo com a denúncia, Rose tinha dado uma fita demo de "Nae Slappin" para a Island Records, e "The Fly" mais tarde incorporou seu solo de guitarra, distorção e efeitos de percussão.
A juíza Denise Cote está supervisionando o processo.



Do site: Reuters

terça-feira, 18 de julho de 2017

Bono seria o recepcionista em 'O Hotel de Um Milhão De Dólares'


'O Hotel de Um Milhão De Dólares' é um projeto que o diretor Wim Wenders concebeu com Bono, o autor da ideia e do primeiro roteiro.
Os resultados desse "conto de fadas moderno", como o alemão define o filme, ganhador do Prêmio do Júri no Festival de Berlim, são discutíveis, para muitos, mas ninguém duvida de que nesse hotel residem todas as obsessões de um diretor entregue à paixão amorosa e à exploração dos mistérios da morte.
Lá vivem o protagonista, Tom Tom, interpretado por Jeremy Davis; uma prostituta nervosa encarnada por Milla Jovovich, que fez Joana D'Arc antes; um sujeito, Peter S. Muller, que acha que é ao mesmo tempo John Lennon e um índio sioux. Um poeta morre. É então que Skinner, um agente com pinta de androide do FBI, é designado para investigar o caso. Entra em cena Mel Gibson, para colocar as coisas em ordem.
Wenders explica: "O tesouro desse filme são os personagens e o lugar no qual vivem. Não consigo trabalhar em locais pelos quais não me apaixone", assegura.
"E esse hotel é real, existe, não teve de ser inventado. Fica em Los Angeles e possui o nome que possui no filme. Eu o conheci em 1990, em plena ressaca dos anos Reagan, como recurso para as pessoas que não têm mais nada. O último refúgio para alguém que saindo dali terminaria na rua", diz, e desmente que o filme seja uma promoção comercial para os donos do hotel.
"Não creio que depois de assistir o filme muita gente queira se hospedar ali. O tapete do saguão é horrendo. Nós não nos hospedamos lá. Quer dizer, eu não, porque Milla e Jeremy ficaram duas semanas lá, convivendo com os clientes", conta o diretor.
A filmagem dessas imagens preciosistas e atuações pouco convencionais e um tanto histriônicas demorou 35 dias. "O prazo era curto, e fizemos retoques digitalmente em algumas coisas para melhorá-las". É esse o caso do letreiro do hotel, que estava em estado lastimável.
"Pedimos uma verba para restaurá-lo, mas nos disseram que isso custaria US$ 200 mil e eu decidi recorrer aos efeitos especiais. Terminamos criando em Munique o letreiro usado no filme, por menos de US$ 2 mil", conta esse entusiasta das novas tecnologias - tanto que estreou o filme com uma cópia digital de alta definição, com imagem mais nítida.
O projeto chegou às mãos de Wenders em 1994. Bono, seu amigo, deu-lhe o roteiro original para que comentasse. "Li, discutimos o texto durante dois dias sem pensar em produzi-lo, e eu disse que só faltava um diretor. Aí ele me encarou e sorriu maliciosamente", conta, "e eu entendi, não consegui recusar. Não sabia que ele era tão esperto".
A amizade entre os dois data de quando Wenders dirigiu um vídeo para uma das canções de 'Zooropa'. Wenders é padrinho de um dos filhos de Bono, e eles são muito unidos.
A trilha sonora de 'O Hotel de Um Milhão De Dólares' é do próprio Bono e do U2, que contou com a ajuda de dois dos seus colaboradores, Brian Eno e Daniel Lanois, dupla que sempre esteve por trás do sucesso da banda.
"A música é a parte mais bonita da pós-produção de um filme", diz Wenders. "Não estranho que o filme tenha saído da cabeça de um músico, porque esse tipo de mente está aberta a tudo", diz o diretor, que não enfrentou muitos problemas para apor sua assinatura ao argumento de Bono.
Bono confiou plenamente em Wenders. Um artista como ele é difícil de encontrar porque, disse o cantor, "é daqueles que vão sempre contra a corrente". O músico respeitou ao máximo o trabalho do diretor.
"A música se enquadrou perfeitamente ao filme, e ele não participou da filmagem", conta Wenders, "ainda que eu quisesse vê-lo fazendo um papel, o de recepcionista, que em princípio era dele". Mas no final restou uma pequena aparição, com Bono saindo por um instante de uma festa que acontece no saguão.

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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