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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Hans-Jürgen Topf, o responsável pela lavanderia em turnês do U2


Uma tarde de novembro, Hans-Jürgen Topf caminhava pelos bastidores da Arena Mercedes-Benz, onde dezenas de membros da equipe estavam descarregando o equipamento para a última parada da eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018 do U2. Depois de cumprimentar e abraçar de maneira entusiasmada vários dos trabalhadores, Topf, 62 anos, chegou a uma sala sufocante cheia de máquinas de lavar e secar roupa. "Esta é a minha vida", disse ele. "Os artistas vivem suas vidas e eu vivo minha vida na lavanderia".


Especialista mundial em lavanderia de turnê, Topf viajou com muitos dos maiores artistas do mundo, incluindo Madonna, Pink e Beyoncé. Como as viagens se tornaram maiores e mais profissionalizadas, sua logística se tornou cada vez mais assustadora. A turnê do U2, que durou cerca de sete meses e abrangeu dois continentes, incluiu aproximadamente 150 pessoas, todas as quais precisavam de comida, moradia e roupas limpas.
É aí que entra "der Topf", como ele gosta de se chamar. Sua empresa, Rock'n Roll Laundry, fornece equipamentos e pessoal de lavanderia para produções de turnê. Embora Topf não tenha participado da turnê do U2 por causa de uma lesão nas costas, ele estava em Berlim para pegar as máquinas que alugou para a equipe. Ele tem ficado na Alemanha atualmente, por causa de suas costas, mas as turnês anteriores o levaram até a América do Sul e a Austrália.


"Minha reputação me precede", disse Topf, acrescentando que, no mundo da música, "ninguém abordava o assunto de lavanderia, ninguém queria aprender, até que eu desenvolvi um sistema para isso".
"Ele é um pioneiro", disse Jake Berry, diretor de produção da turnê do U2, por telefone. Vinte anos atrás, Berry disse, a maioria das roupas da turnê tinham que ser levadas rapidamente durante as paradas da turnê em uma lavanderia local. Ele disse que as roupas voltavam molhadas ou "você encontraria uma calcinha lá".
No início dos anos 2000, Berry disse que um "carinha" - Topf - começou a aparecer fora dos locais de shows na Alemanha com uma van, oferecendo-se para pegar, lavar e devolver as roupas da produção. Berry disse que os itens foram devolvidos "impecáveis e dobrados". Logo depois, ele convidou Topf para se juntar a ele em turnê.
"É muito difícil encontrar alguém que seja apaixonado por roupas", acrescentou Berry. "Ele é apaixonado".


Algumas semanas após o show do U2, Topf estava no porão do Max-Schmeling-Halle, outro local em Berlim, ajudando seu filho Achim, 31, a lavar roupa para o Die Fantastischen Vier, um grupo popular de rap alemão.
O maior desafio de fazer a lavanderia de turnê, explica Topf, é o volume, que pode variar de maneira imprevisível, e a necessidade de trabalhar sem instalações fixas. Muitas vezes ele teve que trabalhar fora ou onde quer que encontrasse água corrente, disse ele, inclusive, em um ponto, em celas vazias destinadas a torcedores desordeiros em um estádio sul-africano. "Conheço todos os banheiros para deficientes em todos os estádios de futebol da Alemanha", disse ele.
Quando ele está em turnê, Topf começa quase todos os dias lavando as roupas dos artistas, que geralmente precisam ser secadas ao ar com um pequeno ventilador. As roupas mais sujas que ele já manuseou, ele disse, foram macacões usados pela banda de metal Slipknot que tinham sido borrifados com cerveja, creme e sangue falso, e deixadas em sacos de lixo por três dias.


As manchas mais comuns nas roupas dos artistas, disse ele, são o suor e o pó de alumínio que fica na rampa dos caminhões que fazem o transporte de equipamentos para o palco, vindo das rodas dos cases. A poeira acaba no palco e sobe nas roupas quando os artistas se jogam de joelhos ou rolam. A melhor solução, segundo ele, era que os membros da equipe colocassem esteiras: "É melhor para as calças".


A lavagem de roupas de artistas envolve apreensão. Topf lembrou de um incidente no qual Joe Cocker ficou furioso depois que uma linha desbotada apareceu em calças que Topf havia lavado. "Eu não me esqueci disso toda a minha vida", ele disse.
Ele também encolheu uma calça dourada que pertencia a David Hasselhoff, e um erro de uma limpeza à seco que Topf havia contratado uma vez arruinou um colete de US $ 3 mil pertencente a Janet Jackson, disse ele. Mas ele é rápido em apontar que acidentes são raros: "Der Topf é mega-confiável".


Quando está em turnê, ele costuma passar de três a quatro horas todas as tardes passando as roupas dos artistas, sua parte menos favorita do trabalho, ao mesmo tempo em que lava as roupas da equipe. Em algumas turnês, ele passa até 20 horas por dia lavando roupa, disse ele. Depois de um show, as máquinas entram em cases com rolamentos especialmente construídos, para que possam ser carregadas em caminhões e levadas para o próximo local.
Topf apontou que o negócio de turnês se tornou muito mais profissional e voltado aos negócios desde que começou. Ele costumava encontrar drogas nas roupas o tempo todo, disse ele, acrescentando: "Nos dias de hoje, tenho mais chances de encontrar um saquinho de chá de ervas".
Joe Pomponio, gerente de palco de inúmeros festivais na Europa que trabalhou com frequência com Topf, disse por telefone que, para muitos artistas que passaram anos na estrada, os confortos, como roupas profissionais, tornaram-se vitais. Ele acrescentou que não conhecia ninguém que oferecesse serviços comparáveis aos de Topf, e que a Rock'n'Roll Laundry era uma atração no circuito de festivais europeus. "Der Topf está em toda parte", disse ele.
Topf nasceu em 1956 em uma família de refugiados da Alemanha Oriental. No comunista G.D.R, seu pai trabalhava como contrabandista, escondendo pessoas do outro lado da Cortina de Ferro em remessas de batatas. Depois que ele foi pego pela polícia secreta da Alemanha Oriental, o pai de Topf fugiu com sua esposa para Ludwigshafen, na Alemanha Ocidental, onde fundaram uma lavanderia. Topf ainda mora lá.
Numa noite de 1982, ao fazer uma entrega para os negócios de seus pais, Topf notou que o ônibus da turnê de Ted Nugent estava aparentemente perdido. Depois de dar as instruções ao motorista, ele recebeu ingressos gratuitos para o show e, mais tarde, se ofereceu para lavar as roupas da banda. Quando o gerente de Nugent o incentivou a continuar seus serviços, ele começou a se apresentar em locais de concertos "como um groupie" e oferecia serviços de lavanderia no mesmo dia para apresentações musicais, incluindo Elton John e Blue Oyster Cult.
Ele finalmente comprou um caminhão pequeno, carregando duas lavadoras e duas secadoras, e dirigiu ao lado de bandas nas turnês. À noite, ele dormia em cima de suas máquinas, lavando roupa durante o dia para os Bee Gees, entre outros. Hoje, os negócios de Topf geram grande parte de sua renda alugando máquinas para produções em turnê e, recentemente, firmaram parceria com um empresário que criou uma versão americana da Rock 'n Roll Laundry. Topf também administra um negócio de lavanderia em Ludwigshafen, atendendo a empresas e restaurantes.
A lavanderia em Ludwigshafen, disse ele, apresenta uma extensa coleção de fotografias de seus clientes favoritos, incluindo Phil Collins e Harry Belafonte. Topf disse que Belafonte havia autografado em sua foto: "Obrigado por tirar as pedras da minha calça".
"Eu não tenho ideia do que isso significa", disse Topf, "mas esse é o tipo de coisa que você mantém".

Do site: The New York Times

A experiência dos fãs que jogaram uma partida de mini-golfe com o U2 em concurso da campanha (RED)


Quem é o melhor do U2 com um taco de golfe?
Paul Gorman tem a resposta e um prato de plástico com o tema golfe autografado para provar isso.
Em novembro de 2017, a campanha (RED) anunciou um concurso de arrecadação de fundos através da plataforma Omaze para concorrer à uma chance de jogar um jogo de mini-golfe com Bono e Edge antes de um show do U2. A renda do concurso iria para a luta da (RED) para acabar com a AIDS na África. (A promoção do concurso incluiu um vídeo em que Edge irrita Bono, listando todos os sinônimos possíveis para o minigolfe).
Paul e sua esposa, Amy, de Buffalo, Nova York, venceram o concurso. Eles foram jogar golfe com o U2 - Adam acabou aparecendo para jogar também, com Larry fazendo uma participação especial - em Nashville durante a eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018.
Isso aconteceu de maneira improvisada em uma pequena sala no backstage, com dois tapetes verdes no chão.

Paul e Amy Gorman teriam se reunido em qualquer lugar para conhecer a banda.
Paul, 49 anos, que trabalha com vendas de produtos farmacêuticos, tornou-se um fã do U2 na adolescência nos anos 80. "Eu gostava do Journey, mas veio de tirar sarro do meu irmão por ouvir U2 e assistir todos os seus vídeos da MTV", disse Paul. Seu primeiro show foi a turnê original de Joshua Tree em 1987, e ele foi fisgado desde então. Ele conheceu Amy na faculdade, e ela também era fã do U2.
Paul disse que ouviu sobre o campeonato de golfe via mídia social. "Eu sabia que a (RED) era uma grande instituição de caridade", ele disse, "então eu doei porque é uma coisa boa, e imaginei que alguém tem que ganhar essas coisas".
Ele doou $100.
Paul descobriu que ele ganhou enquanto ... jogava golfe. Um golfista casual, ele estava em uma viagem para a Flórida para jogar golfe com amigos em março de 2018, quando recebeu um email da Omaze. "Fiquei completamente atordoado", disse Paul. "Eu quase comecei a desmanchar. Os caras e sua música têm sido uma grande parte da minha vida. Como fã, você sempre acha que vai conhecê-los, mas talvez fora do local de um show. A aleatoriedade de perceber que eu ganhei me dominou. Eu nunca ganhei nada".
Ele e Amy imediatamente iniciaram o planejamento. "Oh meu Deus, o que eu diria para o U2". "Passamos dois meses pensando, o que pediríamos, o que diríamos, pensamos demais", disse Paul. "Nós não queríamos ser desajeitados. Também concordamos que não queríamos tirar muitas fotos em nossos telefones. Queríamos estar no momento o melhor que podíamos".
A data marcada foi a noite do show em Nashville da eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018 na Bridgestone Arena durante o fim de semana do Memorial Day. Omaze / (RED) reservaram e pagaram pelo voo e hotel. Ainda assim, os Gormans não sabiam muitos detalhes até o dia da experiência da partida de golfe.
Foi-lhes dito para chegarem à arena por volta das 17:30.
Uma vez lá, eles foram para um lounge VIP onde se misturaram com estrelas da música country, incluindo Emmylou Harris.
Um representante da (RED) disse que eles iriam realmente conhecer a banda toda, mas que eles estavam atrasados. Eles foram escoltados para uma sala que havia sido decorada.
"Havia uma mesa cheia de comida, cerveja e vinho", disse Paul. "Era só nós, e alguns funcionários". O "campo de minigolfe" eram dois tapetes.
De repente, a banda apareceu.
Amy disse que se divertiu. Larry sentiu a necessidade de se apresentar: "Olá, sou Larry Mullen Jr." E "ouvi Edge, Adam e Bono, um por um, me cumprimentarem, meio que me atordoando", ela disse.
Paul, ao falar sobre a experiência, continuou repetindo a mesma coisa: "Eles não poderiam ter sido mais gentis. Eles eram tão normais, totalmente normais". Em um ponto, ele disse: "Eu estava contando sobre algo não relacionado à música, e eles estavam realmente me ouvindo. Sabendo quem eles são no mundo, esse foi um momento surreal".
Todas as perguntas cuidadosamente planejadas voaram pela janela. Eles discutiram sobre golfe, porque Paul perguntou por que os membros da banda não gostavam de golfe. "Bono disse que eles estavam se rebelando, porque seus pais jogavam golfe", disse Paul. "Como um idiota, eu tentei dizer a ele porque eu jogo golfe e porque eu gosto tanto disso".
Larry saiu depois de uma foto e o minigolfe começou.
Eles jogaram rapidamente - apenas algumas tacadas cada.
Então quem venceu?
The Edge.
"Acho que ele acertou um buraco em um", disse Paul. "Sua pontuação foi 4. Amy e Bono fizeram 5. Eu não tenho certeza sobre Adam. Eu fui o última porque estava muito nervoso".
Os Gormans não trouxeram nada para o U2 autografar, então os membros da banda assinaram alguns pratos de plástico com tema de golfe da mesa de comida.
Toda a experiência durou cerca de 20 a 30 minutos.
O prêmio deles também veio com os ingressos da Red Zone, e os Gormans receberam um setlist.
Paul disse que ele e Amy têm um novo apreço pela(RED) depois de aprender mais sobre a organização. "Uma coisa muito legal que aprendemos com isso é que é algo que faz muito bem para as pessoas", disse ele.
Em um email, Huw Davies, diretor de comunicações e campanhas da (RED), disse que a campanha de 2017 (RED) Shopathon - que incluiu a experiência do minigolfe junto com outros encontros de celebridades e produtos (RED) à venda - gerou mais de US$ 25 milhões. Ele não tinha números específicos apenas para o concurso de golfe.
Paul disse em retrospecto que está feliz por não ter tirado muitas fotos ou ter feito mais coisas durante seu tempo limitado. "Eles fazem um milhão de perguntas o tempo todo. Eu acho legal termos tido conversas como pessoas normais".
Ele riu. "Ou talvez eles estivessem entediados conosco porque éramos tão normais".

Do site: www.atu2.com

Larry Gogan revela que teve problemas por tocar U2 na 2FM


Larry Gogan revelou que uma vez teve problemas por tocar U2 na 2FM.
O veterano broadcaster foi abordado por um controlador assistente na estação, que achou que seu gosto musical era "barulhento" e ficou pouco impressionado com "New Year's Day" do U2, quando foi lançada em 1983.
Gogan, que disse que o incidente foi "ridículo", defendeu seu gosto pela música - a faixa foi número um no Reino Unido e ainda foi transmitida no programa de Gay Byrne no começo daquele dia.
O DJ disse que não demorou muito para que o baterista do U2 desse um telefonema para perguntar o que havia acontecido.
"Larry Mullen me telefonou depois, dizendo 'acredito que você entrou em uma briga por tocar nosso disco'. Gay Byrne tinha tocado em seu show mais cedo naquele dia, e foi o número um na Inglaterra.
"Eu estava na 2FM, a estação pop, e ele estava dizendo que minha música era muito barulhenta. Você pode imaginar isso?"


Do site: Independent.ie

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Nile Rodgers: "os fãs querem ser jovens novamente. Eles gostariam de ter 19 ou 20 anos de idade e ouvir U2 pela primeira vez e verem Bono subir nas estruturas do palco"


Chic é uma banda americana formada entre 1975 e 1976 pelo guitarrista Nile Rodgers e pelo baixista Bernard Edwards. O Chic encerrou suas atividades em 1983.
Depois de 26 anos, um novo álbum do Chic foi lançado, liderado unicamente pelo guitarrista Nile Rodgers. O baixista Bernard Edwards morreu em 1996 e o baterista Tony Thompson em 2003.
Em entrevista em setembro de 2018, Nile disse:

"A maioria das pessoas comigo que eram a essência daqueles álbuns antigos de Chic morreram há vinte e poucos anos. E percebi que os [fãs] não querem necessariamente novas músicas - eles realmente querem ser jovens novamente. Eles gostariam de ter 19 ou 20 anos de idade e ouvir U2 pela primeira vez e verem Bono subir nas estruturas do palco, sabe?"

Em 2013 Nile contou em entrevista: "Eu estava fazendo um show em Dublin e The Edge veio, ele estava me escrevendo cartas de apoio todos os dias. Então eu recebi um email de Bono. Eles estão no meio da gravação de um disco do U2, mas você cria essas amizades que se transformam em eventos musicais. Esse novo álbum traz o Danger Mouse, pelo que eu eu sei. Nós acabamos de nos conhecer".
Quando Nile chegou para a passagem de som neste show em Dublin, havia um presente para ele. Ele postou no Twitter a foto. Havia um cartão dizendo: 'Welcome to Dublin', assinado por Bono.
O presente foi acompanhado por uma receita para 'Black Velvet'.
No cartão dizia: "U2 Black Velvet, uma parte de champanhe, cinco partes de Guinness. Em um copo grande bem gelado, despeje simultaneamente o Champagne e Guinness. Os ingredientes também devem ser refrigerados. Com amor dos U2'ers."


Brian Eno fala sobre a paixão, comprometimento e entusiasmo do U2 em estúdio com 'The Unforgettable Fire'


"Nunca se tornou o emprego deles ..."

Paixão. Comprometimento. Entusiasmo.

Brian Eno ouviu pela primeira vez o U2 no rádio, uma faixa chamada "New Year's Day", e começou a trabalhar com eles no estúdio em 'The Unforgettable Fire'.
Isso foi em 1984 e ninguém entende melhor o espírito criativo no coração da banda.
Em um vídeo especial para os assinantes do U2.COM, Brian sentou-se e explicou que, assim como ele sabia desde o início que ele nunca quis que seu trabalho se tornasse seu emprego ... o mesmo vale para o U2.
"Nunca se tornou o emprego deles ... os Beatles fizeram isso também. Eles sempre foram uma banda de vanguarda e sempre foram incrivelmente populares também. Isso pode ser feito, mas isso não é feito com muita frequência ... e exige que você esteja constantemente inovando".
Quando ouviu pela primeira vez o U2 com "New Year's Day", Brian Eno pensou: "Hummm, soa fresco, é algo novo".
Brian continua: "Era algo apaixonado, sincero, em uma época que as pessoas estavam profissionalmente perdendo a paixão".
Brian Eno conta que nas gravações de 'The Unforgettable Fire' era como um primeiro álbum, a banda tinha em estúdio paixão, comprometimento e entusiasmo para trabalhar. A banda lutava, Bono procurava melhorar as canções, cantava alto, vindo de dentro.
""Pride" era brilhante já no começo, uma grande canção".



U2 não aparece no top 10 de uma nova lista das maiores fortunas irlandesas


O U2 não conseguiu chegar ao top 10 de uma nova lista das maiores fortunas irlandesas, foi revelado hoje. Valendo uma quantia enorme de 860 milhões de euros, a banda só entrou em um surpreendente 20º lugar.
Mas esse número é de € 15 milhões à mais em relação ao ano anterior, graças à turnê da banda. Eles fizeram 59 shows em 30 locais, arrecadando € 112 milhões dos 927 mil ingressos vendidos.
U2 não são os únicos artistas que não estão mais lá na parte de cima da lista.
20 anos atrás, 20% das 50 pessoas mais ricas do país estavam no showbusiness - mas em 2018 esse número caiu para apenas quatro.
Agora incluídos no top 10 do Sunday Independent Rich List 2019, estão os empresários dos setores industrial, de varejo, financeiro e de telecomunicações.
O número um é a família irlandesa-indiana Mistry que tem um patrimônio líquido combinado de € 16,1 bilhões. Este valor foi de € 500 milhões em relação ao ano anterior.
A família é liderada pelo magnata recluso Pallonji Mistry, de 89 anos, cujo aumento na riqueza é em grande parte graças à sua participação de 18,4% no Tata Group.
O Tata Group, um dos maiores conglomerados da Índia, foi montado pelo avô de Pallonji em 1965. O grupo foi responsável pela construção de um reservatório que abastecia grande parte de Mumbai.
Pallonji Mistry é casado com a Dubliner Patsy Perin Dubash e o casal tem quatro filhos.
Em segundo lugar estão os proprietários da Penney, Hilary e Galen Weston.
O casal vale € 7,1 bilhões, apesar de suas fortunas terem caído € 1 bilhão em relação ao ano anterior.
A ex-modelo de Dublin Hilary Weston é atualmente uma das mulheres mais ricas do mundo. Juntamente com a marca Primark, o portfólio de varejo de sua família inclui Arnotts e Brown Thomas, na Irlanda, bem como a Selfridges, Fortnum & Mason e a cadeia de supermercados Loblaw, no Canadá.
John Grayken ficou em terceiro lugar na lista, com 5,75 bilhões de euros, embora este valor tenha caído 50 milhões de euros.
Nascido em Boston, Grayken fez sua fortuna comprando propriedades em dificuldades no país passando por turbulências econômicas e depois vendendo-as para obter lucro.
No valor de 4,7 bilhões de euros, o magnata das telecomunicações e dos jornais Denis O'Brien aparece em quarto lugar na lista.
O'Brien é atualmente o indivíduo mais rico nascido na Irlanda e é o maior acionista da Independent News and Media.
Seus negócios também incluem Digicel e Communicorp, que abrigam 98FM, Newstalk e Today FM. Ele também é dono do hospital Beacon, em Dublin.
John Magnier, JP McManus e prodígios de tecnologia de Limerick, Patrick e John Collison, também estão incluídos no top 10.

Do site: Irish Mirror

Lian Lunson conta como o U2 se tornou banda de suporte para Leonard Cohen


Atriz, diretora e escritora, Lian Lunson é uma amiga de longa data do U2, mais conhecida por muitos fãs pelo seu aclamado documentário 'Leonard Cohen: I'm Your Man' em que o U2 toca a canção "Tower Of Songs" com Cohen.
Lunson se conectou pela primeira vez com a banda em 1988, na época do lançamento do filme 'Rattle And Hum'. "Nós nos conhecemos através de outro amigo", disse ela, rindo. "E depois disso, eu comecei a conversar com Bono sobre o filme por duas semanas, até que finalmente ele me disse: 'Se você conhece tanto sobre isso, vá e faça seu próprio filme'."
Bono e The Edge "são grandes fãs de Leonard Cohen", Lunson disse, "então quando eu percebi que gostaria que Leonard fizesse algo no filme, como uma maneira de juntar tudo, eu perguntei ao U2 se eles estariam dispostos a ser sua banda de suporte".
Ambos os artistas eram receptivos, mas o timing tornou-se uma dificuldade, já que o U2 fazia uma turnê do disco 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. Ainda assim, a banda ensaiou "Tower Of Song" durante a passagem de som enquanto estava na estrada. Eventualmente, se reuniram em uma tarde de maio de 2005, quando Cohen, U2, Lunson e sua equipe lotaram um clube nova-iorquino. "Filmamos por duas horas e meia. As equipes estavam tão entusiasmadas. Eu sabia o que queria e consegui".

domingo, 20 de janeiro de 2019

The Prodigy declinou a oferta de abrir shows do U2 na turnê Popmart


Em agosto de 1997, em entrevista para a Folha De São Paulo por telefone, da Itália, o promotor italiano Francesco Tomasi, que trabalhava com a TNA, empresa que gerenciava a turnê Popmart, confirmou a intenção de trazer de fora uma banda de abertura para os shows do U2 que aconteceriam no Brasil em janeiro de 1998.
"O Prodigy tem chances. Oasis e outras bandas também são cotadas, mas ainda não existe nada fechado sobre isso".
Bono em entrevista no K Mart antes do início da turnê disse: "Na última turnê nós tivemos muitas bandas ótimas abrindo e nesta turnê será igual. Muitas bandas mostraram interesse e atualmente estamos tentando fechar isso. Eu adoro ouvir grupos como Underworld ou Prodigy, porque eu posso ouvir uma linha de volta para Robert Johnson. O Prodigy está interessado em fazer alguns shows conosco, mas eles ainda não finalizaram o álbum, então eu não acho que eles estarão envolvidos nas primeiras pernas da nossa turnê. Entraremos em contato para ver quem vai tocar conosco, mas gostamos de misturar um pouco".
O Prodigy, uma das principais bandas de tecno da Inglaterra na época, declinou da oferta de abrir os shows do U2 no Wembley Stadium naquela turnê. A imprensa noticiou que eles teriam voltado atrás e, finalmente, aceitado fazer a apresentação de abertura nos shows de Londres nos dias 22 e 23 de agosto de 1997. Mas isso não aconteceu.
E eles também não vieram ao Brasil, como Tomasi gostaria.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Em seu álbum solo, Marcelo Yuka se inspirou em frase que Brian Eno disse para Bono


O baterista e compositor Marcelo Yuka, um dos fundadores da banda O Rappa, morreu no fim da noite de sexta-feira (18), aos 53 anos, no Rio de Janeiro.
Marcelo Yuka escreveu letras sobre temas como violência, racismo e desigualdade social. Seus retratos da vida urbana eram duros, mas às vezes tinham sinais de esperança e resistência.
O compositor era dependente de cadeira de rodas desde que foi baleado em um assalto no Rio, em 2000.
Em 2017 lançou um álbum solo, e concedeu uma entrevista num quarto de hospital, onde passou "muito tempo" naquele período, segundo ele disse, sem detalhar as razões de saúde que o levaram à internação.
No álbum, chamado 'Canções Para Depois Do Ódio', lançado pela Sony Music, cinco das 16 músicas autorais que compõem o repertório são parcerias com o DJ e produtor Apollo 9. As cantoras Céu e Cibelle figuram no disco, assim como o rapper fluminense Gustavo Black Alien, o cantor carioca Seu Jorge e o cantor de origem belga Bukassa Kabenguele, nome recorrente na ficha técnica.
Marcelo Yuka disse na entrevista:

"A Céu fez uma interpretação que é um sussurro. Me lembrei uma vez que o Brian Eno produzindo o U2 falou pro Bono que um sussurro pode ser mais agressivo que um grito. Ela fala no ouvido o quanto é importante não se deixar levar no rancor. Eu tinha todos os motivos pra me deixar levar pelo rancor. Para dizer que "bandido bom é bandido morto". Mas, não. Não posso parecer com aqueles que sempre neguei".

U2 lança "Every Breaking Wave" (New Radio Mix) nas plataformas de streaming de música digital



O site U2 Songs informa que quatro anos depois de lançada, uma versão de "Every Breaking Wave" foi colocada nas plataformas de venda de música digital. Amazon, iTunes e Mora receberam a faixa.
A versão disponível é a "New Radio Mix" e foi disponibilizada mundialmente em uma variedade de qualidades, incluindo versões descompactadas em lojas como 7 Digital e Qobuz.
Esta versão foi lançada originalmente em 23 de fevereiro de 2015, e disponibilizada para download aos assinantes do site U2.COM naquele ano.



Sendo assim, este é o primeiro lançamento comercial deste mix para o público em geral, e a primeira vez que a música foi lançada comercialmente em um formato de áudio descompactado. É também a primeira vez que esta versão da canção está sendo disponibilizada para sites de streaming, como o Spotify e Deezer.
Este mix da música foi entregue pela primeira vez para as rádios na Europa pela Universal Music em 23 de janeiro de 2015. É uma nova gravação da música e é diferente do mix do álbum.
Em 23 de fevereiro de 2015, a música foi disponibilizada para áudio em streaming no U2.COM, e em 2 de maio de 2015 foi anunciado que a música estaria disponível para download para os assinantes.
A faixa foi enviada sob uma variedade de nomes, como "New Version" (para as rádios), "New Radio Mix" (streaming U2.COM), "Radio Mix" (download U2.COM ), "Radio Edit" (área de assinantes do U2.COM onde você faz o download da música).

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Paulo Ricardo revela que vontade de fazer camisetas do RPM surgiu por causa do U2


Em novembro de 2012, o RPM fechou o 1º dia do Fashion Rio de outono-inverno 2013 com show durante o desfile da TNG. Paulo Ricardo no backstage falou sobre a coleção de camisetas da banda em parceria com a marca.
Ele revelou de onde surgiu a vontade de fazer camisetas do RPM:

"Eu amo, tenho muitas, é item obrigatório. A mais velhinha é uma da Jack Daniels que tá bem furada, mas guardo. Sempre que viajo compro muito, especialmente as de banda, tipo Beatles, Led Zeppelin, Rolling Stones. Tem uma que eu uso muito no palco que tem escrito 'Who the fuck is Mick Jagger?'
Em 1983 comprei um modelo verde-oliva da turnê 'War' do U2. Usava muito e pensava 'quando eu tiver uma banda quero isso também', porque tinha essa cultura de ter a camiseta, o bottom. Já no RPM, em 1986, a Yes Brazil procurou a gente e lançou duas peças, uma colorida e outra em P&B que tinha meu rosto, a gente estava estourando. Depois tentei muitas vezes refazer isso e agora veio a parceria com a TNG e banda pra uma linha de camisetas".
Paulo Ricardo assistiu o U2 em Londres em 1983 no Hammersmith Palais.

O mundo de monitoramento do U2 debaixo do palco na ZOOTV


O mundo de monitoramento do U2 debaixo do palco na ZOOTV era um espetáculo para ser visto. Havia cinco consoles de monitores, somando cerca de 200 canais no total. O diretor de som do U2, Joe O'Herlihy, disse em entrevista na época: "É muito com o que lidar".
Os principais monitores de mesa eram dois Harrison SM5s, além de um extensor de 16 canais, um Yamaha DMP7 e um Soundcraft 200B. A banda de suporte do Reino Unido, o excelente Fatima Mansions, era servido por cerca de 10 canais, compartilhado entre o extensor da Harrison e Soundcraft.
Uma grande área, feita por Scott Appleton, incorporou uma linha telefônica fixa que era uma parte intrínseca da performance de Bono, através de uma matriz de comutação de entrada / saída do sistema. "Isso", disse Joe, "nos permite usar o telefone e obter áudio de boa qualidade tanto com Bono quanto com a pessoa que ele telefona. Dependendo do país em que estamos, Bono pode ligar para o escritório do presidente na Casa Branca ou para a pizzaria local".
Foi no show do Earl's Court, onde uma pizzaria local recebeu um pedido de 10 mil pizzas direto do microfone de Bono.
Na mesma área ficavam os racks de monitor sem fio, programados no DMP7 para níveis de faders automatizados. Joe contou: "É também onde entra todo o material do satélite, em um rack de monitores, para que eles possam discar combinações diferentes, trocar canais e assim por diante".
Lá fora, no estacionamento, ficava uma antena parabólica reluzente de dimensões impressionantes para alimentar o sistema com sinais de emissoras de TV e conexões telefônicas internacionais.
Havia também um backline e monitoramento da área de distribuição de energia. A energia era estabilizada, isolada e controlada por computador com uma rede UPS (Uninterruptable Power Supply - Fonte de Energia Ininterrupta) assegurando os computadores contra falta de energia - dando até 40 minutos de autonomia para desligar o material antes que ele desse uma pane eletrônica.
Na tarefa de mixar a ZOOTV, Joe e o assistente Robbie Adams realizaram principalmente em um console da ATI Paragon e uma mesa Clair Brothers CBA, assistida por um inventário de efeitos projetados para duplicar aqueles usados ​​no estúdio para o gravação de 'Achtung Baby'.
Joe revelou: "É a nossa primeira vez nesta Arena [Sheffield], e a primeira vez na minha carreira que me pediram para fornecer um microfone para um martelo ou uma campainha". Ele continua: "Os detalhes desta turnê, para tocar o 'Achtung Baby', são bem intensos. Há coisas pioneiras como o vídeo e é minha responsabilidade garantir que tenhamos a melhor qualidade de áudio possível.
A atenção aos detalhes é monumental em comparação com o que costumava ser. Não estou dizendo que não tomamos cuidado no passado, mas agora é muito mais exigente, por causa dos tratamentos de estúdio que estamos usando ao vivo - o que pode funcionar bem no estúdio, mas em um contexto ao vivo, eles podem estar completamente fora de sintonia! Por exemplo, logo no início há um tratamento vocal totalmente maluco. É totalmente desorientador porque você não sabe o que esperar. O início do show é um espetáculo, então Bono começa a cantar e isso te empurra novamente, é o mais perto que podemos chegar, como um mix de performance, do álbum.



É legal. Não é um teste de resistência, mas é uma daquelas coisas em que você realmente precisa se dedicar ao que está fazendo, além de controlar o que está acontecendo no palco. Bono gosta de muita comunicação - participação do público - e se for um pouco funky lá embaixo, ele pode acabar cantando na lateral de um microfone em vez de na frente dele, ou o que for.
Meu chefe da equipe de som da Clair Brothers, Robbie Adams, é meu assistente e é basicamente uma mistura de performance entre nós, correndo, pulando e gritando um com o outro de tempos em tempos".

Preparando a versão final do show 360° em Denver


Denver, maio de 2011. O U2 estava nos últimos ensaios antes de apresentar a versão final do show 360° para o mundo. Mudanças tinham sido realizadas.
Era um dia vital de ensaios, mas Edge teve uma intoxicação alimentar, e do lado de fora caia muita chuva.
Willie Williams escreveu em seu diário de turnê: "A banda, menos Edge, chegou ao estádio à noite, na esperança de que as coisas pudessem acontecer. Isso não era para ser, mas até certo ponto nós ainda fizemos uso do tempo, com discussões e assistindo shows de DVDs substituindo o ensaio físico.
A peça de Aung San Suu Kyi de Run Wrake está mais ou menos terminada agora e é uma experiência para assistir. Ela é menos fisicamente dinâmica que a de Desmond Tutu, mas o contexto é esmagador, especialmente quando a peça começa com ela dizendo "Depois de muitos anos eu finalmente sou capaz de falar com você…" Mesmo recentemente, no começo da turnê 360, isso teria parecido como um pensamento ilusório ao extremo.
Havia algumas coisas musicais simples que pudemos gravar, incluindo uma esplêndida gravação do Lumberjacks' Chorus de "Oh Canada" em um banheiro social. Isso será revelado outro dia, mas foi uma grande diversão e tudo feito, lhe asseguro, com o maior respeito".

"Nós finalmente conseguimos deixar quase tudo pronto ontem à noite, mas inevitavelmente ainda houve uma grande correria hoje. No entanto, pronto ou não, chegou a hora marcada, as portas foram abertas e América veio até nós.
Eu fiz questão de estar no meu lugar quando o The Fray terminou seu set, a fim de ver o novo vídeo sobre tempo e estatísticas começar sua exibição de 45 minutos na tela de vídeo. Com certeza, os relógios começaram a aparecer de forma bastante enigmática e, então, a gama de informações altamente eclética, os números aumentando na contagem (ou diminuindo) a cada momento. Eu tenho que ser honesto, fiquei muito satisfeito com isso e Luke, que fez a peça, pareceu muito aliviado. A informação aparece lentamente, mas é estranhamente atraente e nós estávamos gostando de ver as pessoas assistindo. Nós tivemos apenas alguns momentos de tensão, já que houve alguns erros de digitação e um ou dois erros factuais, mas estes serão corrigidos para Salt Lake City. Eu estava morrendo de vontade de ver tudo acontecendo, os relógios mantendo o tempo e a montanha de curiosidades se acumulando. Eu só posso imaginar o que vai acabar sendo adicionado ao longo das próximas semanas.
Com todo o respeito, sabíamos que o público norte-americano (como no caso de uma audiência do norte da Europa) não combinaria com o nível de energia que acabamos de experimentar no México. É a melhor parte de dois anos desde que essas pessoas compraram seus ingressos para este show e, agora que o dia finalmente chegou, e eles realmente fizeram mais do mesmo. Foi um grande show, a banda estava em ótima forma. Os deuses da tecnologia sorriram para nós, o tempo permaneceu seco e tudo funcionou tecnicamente, incluindo as novas jaquetas, os novos arranjos de músicas e a estreia da peça de Aung San Suu Kyi. Fiquei muito satisfeito".

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Justine O'Mahony conta que não conseguir ingressos para ver o U2 pode causar separação


Justine O'Mahony, do site Wexford People.ie - 01 de Dezembro de 2015


"Meu casamento sofreu um abalo na semana passada.
Não havia mais ninguém envolvido, exceto por quatro rapazes de Dublin, mas não da maneira que você está imaginando. Coloque isso assim, nenhum de nós teve um caso ..... que eu saiba. Mas até onde isso me preocupa, foi quase tão ruim!
Para você entender: Este ano eu disse ao meu marido (sim, você sabe que é sério quando eu o chamo de meu marido) que a única coisa que eu queria para o Natal eram ingressos para ver o U2.
Eu adoro o U2 desde meus 12 anos. Eu era obcecada a ponto de escrever para o pai de Bono toda semana (seu endereço na época ainda estava na lista telefônica) dizendo o quanto eu amava a banda. Ele escreveu de volta para mim no final, puramente, talvez imaginando se livrar de mim, mas não funcionou! Eu continuei escrevendo para ele.
Eu costumava enviar pequenos anúncios para a Hot Press toda semana dizendo o quanto eu adorava 'Bono e os meninos', eu sentava em frente à TV com meu vídeo do 'Live At Red Rocks' e assistia por horas com meu pai entrando e saindo dizendo, " olha aquele idiota usando as botas da mamãe!" só para me irritar.
Sim, isso tudo é bastante embaraçoso agora, mas no interesse da transparência e da honestidade, sinto que devo explicar meu amor de longa data pela banda. Então, quando eu disse para ele que tudo o que eu queria para o Natal eram ingressos para ir vê-los, eu assumi que ele moveria o Céu e a Terra para que isso acontecesse.
Longa história curta: ele não fez isso. Ele foi para o site da Ticketmaster na primeira manhã em que eles foram colocados à venda, todos estavam esgotados, ele me disse e foi isso. Exceto que eu pensei que ele estava blefando! O tempo todo eu estava esperando que no último minuto ele tirasse dois ingressos de trás de suas costas e dissesse 'Tchan Nan! Não sou o melhor marido do mundo?' Ao que eu teria respondido: 'Você é!'
Na última segunda-feira à noite, quando ainda não havia nenhum sinal de ingressos adquiridos, eu o enfrentei. "Você realmente não conseguiu para mim ingressos para o U2, não é?" Ele pareceu surpreso. 'Claro que não. Eu te disse isso semanas atrás'.
"Tudo bem", eu disse. Agora você sabe quando uma mulher diz "Bem", ela quer dizer exatamente o contrário. A semana toda eu tratei ele com frieza. Na quinta-feira ele teve que ir para Dublin com o irmão. Uma mensagem de texto dele às 4 da manhã. "Você se importaria se eu ficasse aqui mais uma noite? Meu irmão conseguiu ingressos para o U2 e ele me pediu para ir com ele".
Eu nunca conheci uma fúria como essa. Sério, eu não conseguia me mexer de tanta raiva. Na minha cabeça eu estava pensando: 'como eu me casei com esse homem? Como ele poderia ao menos pensar em fazer isso comigo? 15 anos de casamento e termina assim!'
Mandei uma mensagem de volta: 'Você faria isso comigo, sério? Tenho apenas uma palavra para você - DIVÓRCIO! Não volte para casa'.
Dez minutos depois, meu telefone tocou. Uma mensagem de texto: 'Ei ... foi uma piada!' Eu respondi: 'nem um pouco engraçada'.
Aconselhamento matrimonial pode ser necessário!"

Bono pichando o muro na capa da Hot Press



O U2 fez um show improvisado em 11 de novembro de 1987 no Justin Herman Plaza no Embarcadero Center.
O local é onde está a escultura do artista Armand Vaillancour, um marco importante de São Francisco, e Bono escalou essa escultura na Fonte Vaillancourt para pintar com spray: "Rock And Roll Stops The Traffic" (Rock And Roll Pára O Tráfego).
A atitude chocou a prefeita de São Francisco, Sra. Diane Feinstein. Ela condenou as ações de Bono.
A polícia de São Francisco tinha em mãos uma acusação contra Bono de contravenção de ações maliciosas. Bono disse que sua ação foi uma expressão artística e nada mais. Em público, ele pediu desculpas e pagou a conta para ter a estátua limpa novamente.
No dia 25 de Dezembro de 1987, a Hot Press publicou uma edição de Natal, e aproveitou a repercussão do caso para colocar na capa um desenho de Bono com uma lata de spray pintando em um muro "Happy Christmas - Rock N Roll".
Trazia o título: American Graffiti - U2 Paint The U.S Red


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