"Song For Someone" 360 Version

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Makes The Future The Past: as ruínas do Moydrum em 'The Unforgettable Fire'



Moydrum é um castelo em ruínas situado perto de Athlone num dos locais mais inóspitos da Irlanda.



Local de grande importância durante a Guerra pela Independência da Irlanda entre 1919 e 1921, Moydrum está hoje votado ao abandono.





Da estação principal de Athlone depressa se chega a Moydrum de táxi, único meio de transporte público disponível.
O castelo ganhou fama mundial por ter sido utilizado na capa do álbum do U2, 'The Unforgettable Fire', onde ganhou um tom sépia. As fotos foram tiradas por Anton Corbijn.
A fotografia, no entanto, era uma cópia virtual de uma foto da capa de um livro de 1980 de Simon Marsden, 'In Ruins: The Once Great Houses Of Ireland', e o U2 teve de pagar uma indenização. Ela foi tirada do mesmo lugar e usou a mesma técnica de filtro polarizador, mas com a adição dos quatro membros da banda.

The Edge: "O castelo queimado é o fim de uma era. Aquela hora dourada acabou, o que nos interessa é a glória desbotada e as trepadeiras, o fato de que há uma nova vida crescendo ali."




UM VÍDEO EM 360°
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Agradecimento: Márcio Fernando, músico e colaborador do blog

The Edge com uma Rickenbacker em "All I Want Is You" em show da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE


Stephanie, fã do U2, tocou com a banda no palco em Toronto em show da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE em 2015.

Em um vídeo com a participação dela em "All I Want Is You", The Edge não utiliza a sua guitarra Fender Stratocaster para a performance, como sempre foi o costume! Ela tocou com uma guitarra Rickenbacker, conforme observou o fã e colaborador Márcio Fernando.
A Rickenbacker é utilizada pelo guitarrista em performances de "Even Better Than The Real Thing" e "Mysterious Ways", que haviam sido tocadas antes de Stephanie subir ao palco. Quando a garota foi chamada, a banda deve ter escolhido junto com ela tocarem "All I Want Is You", e esse improviso fez Edge tocar a canção sem a Fender Stratocaster, aproveitando a Rickenbacker!

A 'Catedral De Luzes' do U2 na turnê Popmart


A letra de "Bullet The Blue Sky" do U2 descreve um ataque de avião de combate americano na década de 1980 em El Salvador.
Na turnê Popmart em 1997/1998, a banda utilizava no telão uma animação trazendo um avião de combate, e Willie Williams, o diretor de iluminação de palco e designer dos shows do U2, utilizou algo que ele chamou de ‘Cathedral Of Light’ (Catedral De Luzes), vigas de holofotes onde os feixes de luzes eram apontados para o céu todas as noites, criando um efeito incrível!

Willie tirou a ideia da 'Catedral De Luzes', que foi o termo utilizado para descrever o sistema de iluminação utilizado nos desfiles de Nuremberg. Consistia em 130 luzes de defesa anti-aérea, que estavam posicionadas em intervalos de 12 metros, viradas para cima. A 'Catedral De luzes' foi filmada no documentário Festliches Nürnberg, de 1937.
Foi concebida por Albert Speer, a pedido de Hitler para organizar e arquitetar as áreas de desfile de Nuremberg para as celebrações anuais. O embaixador britânico Sir Neville Henderson, se referiu a ela como "catedral de gelo". É considerado um dos maiores trabalhos de Speer, que descreveu-o como o seu mais belo trabalho.
A ideia não foi aprovada pelo comandante da Luftwaffe Hermann Göring, pois o número de luzes de defesa anti-aérea usada representava boa parte da reserva estratégica da Alemanha. Mesmo assim, Hitler continuou usando a ideia até o último desfile de Nuremberg, sugerindo que era uma boa peça de desinformação, "as outras nações vão achar que a Alemanha tem de sobra essas luzes, portanto, ceda elas para o projeto do Speer".



Curiosamente, em 1997 na turnê Popmart, um show do U2 aconteceu em Nurnburg na Alemanha, sobre o mesmo campo onde Hitler realizou seus comícios.
Ao utilizar a ‘Cathedral Of Light’ durante "Bullet The Blue Sky", Willie relembrou: "O original aconteceu muitas vezes neste campo. Pensamentos correm soltos. Lugar muito pesado. Aparentemente, não sabem o que fazer com ele, dada a sua enorme importância histórica."

Arquivo "Who's Gonna Ride Your Wild Horses" (The Temple Bar Mix - Phil Joanou)


Apresenta uma colagem de imagens ao vivo da turnê Zoo TV (no estilo clássico de Phil Joanou), além da banda realizando um playback sobre um fundo branco. As filmagens da turnê Zoo TV trazem imagens de várias noites, incluindo o concerto em Nova Jersey, durante a fase Outside Broadcast.
O vídeo é montado com a versão "Temple Bar Remix" da canção em vez da versão original do álbum 'Achtung Baby'. A performance contra o fundo branco foi filmado com Joanou enquanto a banda estava tendo um dia de folga em Chicago durante a turnê Zoo TV na parte Outside Broadcast.
A canção estreou na MTV na semana de 14 de outubro de 1992.



Da nova seção do site: U2 Songs (antigo U2 Wanderer)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Por que um castelo na capa de 'The Unforgettable Fire'?


Uma linha de "New Year's Day", canção do álbum 'War' do U2 de 1983 é: "E então fomos informados que esta é a era dourada. O ouro é a razão para as guerras que fazemos".
A banda foi crescendo, e em 1984, ampliou com eficiência sua apresentação, e a embalagem para seu próximo disco veio com um simbolismo brilhante. A magnífica fotografia registrada por Anton Corbijn tinha um grande peso para uma simples banda de rock.

The Edge: "O castelo queimado é o fim de uma era. Aquela hora dourada acabou, o que nos interessa é a glória desbotada e as trepadeiras, o fato de que há uma nova vida crescendo ali."

Bono: "Era a antítese daquela coisa Olimpiana que você parece estar sugerindo. Você pode ir para um grande simbolismo. Mas não a usamos de forma destrutiva."

Makes The Future The Past: ainda naquela área em Dublin em 1980


Mais um pouco do U2 em Dublin no ano de 1980, em frente ao Merchant's Arch, uma pequena passagem (um beco) localizado na área Temple Bar, margem sul do Rio Liffey, e também onde se encontra a ponte Ha'penny Bridge.


Repare na entrada e nas lanças da grade. O U2 estava em pé neste local.



A banda sob o Liffey. Edifícios e construções ainda existem, como visto nas fotos atuais!





Uma das fotos tirada por Paul Slattery foi incluída no encarte de U218 Singles'. É a que estampa a postagem.

UM VIDEO 360° DA ÁREA:
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Agradecimento: Márcio Fernando, músico e colaborador do blog

"The Saints Are Coming" na interpretação de Steve Stockman


Steve Stockman, autor do livro 'Walk On: A Jornada Espiritual Do U2', em seu blog Soul Surmise:

O U2 escolhe suas versões covers com cuidado e parece que The Edge foi o instigador deste velho single do Skids, quando ele procurou ao redor para usar uma canção para sua campanha em ajudar os desabrigados, menos favorecidos, sem monitoração do estado após o Furacão Katrina.
A escolha da música por The Edge pode ter tido alguns segmentos. O New Orleans Saints é um time de futebol americano e as duas bandas em colaboração, iriam reabrir seu estádio com uma versão ao vivo da canção. No momento de ser gravada nos estúdios Abbey Road, já havia publicidade pesada para o 200º aniversário da abolição da escravatura. O agrupamento de clero e leigos que provocou a reforma social do século XVIII eram conhecidos como os Santos. Eles eram o tipo de políticos, religiosos e líderes espirituais que precisava Nova Orleans, após o furacão Katrina dizimar a cidade.
"The Saints Are Coming" foi escrita por Richard Jobson e Stuart Adamson sobre um amigo de Jobson que saiu da Irlanda do Norte para o exército britânico. Enquanto estava lá, seu pai morreu e a canção em sua intenção original era um filho tentando falar com seu pai sem qualquer esperança de sucesso. Havia uma mensagem catártica no coração da canção.
Vai para outra tonalidade com a versão do U2/Green Day. O U2 tinha usado a ilustração do telefone antes como uma metáfora para a oração. Eles também fizeram um monte de músicas sobre a tensão da oração, a reza, frustrados com o aparente silêncio de volta.
Com o vídeo outro tema entra em ação. Entre as imagens ao vivo da banda em Abbey Road e no Dome em Nova Orleans, há clipes de notícias do exército dos EUA vindo como Santos para resgatar as pessoas da cidade inundada. É uma imagem heroica, poderosamente missional de misericórdia. As tropas no Iraque são re-utilizadas para salvar seu próprio povo, ao invés de estarem fora dali. Lembra o ouvinte mais exigente de uma velha canção de Larry Norman, American Novel, lá de 1973, mas infelizmente ainda relevante:

"Estás longe, atravessando o oceano em uma guerra que não é sua

E enquanto você está ganhando lá, estará perdendo um em casa"

O vídeo exige uma re-imaginação. Isto é como o mundo poderia ser, como se as pessoas pudessem fazer escolhas diferentes de re-imaginação. O vídeo termina com a mensagem NÃO É COMO VISTO NA TV. É o sonho de alternativa imaginativa. Poderosa na força da música e imagem, há uma descarga de adrenalina de inspiração para chegar lá e mudar o mundo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

The Edge: "Eu não necessariamente concordo com tudo que Bono faz"


Os Estados Unidos adotaram o U2. The Edge se lembra de ter tocado em um bar de Boston para apenas 300 pessoas, abrindo para uma banda chamada Malooga. Quando o show de abertura terminou, o público inteiro foi embora. Eles estavam conquistando a América.
Passados 25 anos, em 2005, aqueles 300 e poucos espectadores sem dúvida estavam de volta à um show naquela mesma Boston, para renovar o contato, mas dessa vez levaram quase 20 mil amigos com eles. O rugido com que o U2 foi recebido era ensurdecedor, especialmente da ala irlandesa.
Na tarde seguinte, The Edge estava em um apartamento no 12º andar no SoHo, Nova York, mexendo um chá gelado e olhando para Nova Jersey pela ampla janela.
"O meu maior orgulho é a minha humildade", ele disse. Suas sentenças perfeitamente construídas demonstram os poderes de concentração necessários para operar um gigantesco sistema de som.
"Nossa música não tem teto. Não foi inspirada pela mentalidade do bar de blues, vem de um lugar diferente. Nós tocamos para ressaltar nossos pontos fortes, e o nosso forte, de certa forma, é manter o som muito enxuto e simples."
Como o U2 compõe suas canções? "Você começa sendo a nova geração, que estabelece sua identidade rejeitando a geração anterior, isso é parte do ciclo. Mas no final você simplesmente insiste em compor até se aproximar daquilo que acredita ser a melhor canção do mundo."
Mas, afinal, que canção seria essa? "Coisas diferentes em momentos diferentes. Nós sempre vemos pessoas diferentes em nossas cabeças. Podia ser Bob Marley. Podia ser John Lennon. Podia ser o Clash. No começo, provavelmente era The Fall, Echo And The Bunnymen, o Magazine. Todas essas influências estão presentes em sua cabeça quando você está trabalhando."
"A primeira versão de "One", que eu gravei com apenas um violão e um piano, me soava parecida demais com o som de John Lennon. Todo mundo dizia que era preciso jogar a canção em outra direção. Então, Brian [Eno] e Danny [Lanois, os co-produtores] deram-lhe nova forma, e eu criei uma parte para guitarra elétrica", lembra The Edge.
"Eu disse que devíamos experimentar com a canção por cerca de meia hora. Voltamos à sala principal do Hansa - um estúdio fantástico, em um salão de baile dos anos 20, em Berlim. Bowie gravou "Low" lá, Nick Cave gravou lá. Nós quatro entramos. Comecei a tocar os acordes, Bono foi ao microfone e teve a ideia do refrão de "One" logo na primeira improvisação. O efeito emocional era intenso. Praticamente completamos o trabalho em três horas."
"Eu não necessariamente concordo com tudo que Bono faz, mas é preciso reconhecer que cada um de nós tem sua opinião particular. Ninguém jamais traiu o compromisso assumido com o grupo. O importante são as canções. Se forem ótimas, são ótimas apesar de nós, não por causa de nós. Honestamente continuo a nos ver como quatro rapazes sortudos da zona norte de Dublin."

Makes The Future The Past: nos primeiros anos na Chatham St


Esta foto acima mostra Bono de costas, e de frente Alison Stewart, Larry Mullen e dois amigos do grupo. Ela foi tirada em 1980 na Chatham St, em Dublin.

O LOCAL ATUALMENTE:

UM VÍDEO EM 360°
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O pub que Bono frequenta em Dublin até hoje fica na Chatham St: o Neary’s Bar And Lounge.
Quando está na cidade, é onde ele leva os amigos.

Agradecimento: Márcio Fernando, músico e colaborador do blog

Quando Bono mostrou aos fãs na Austrália, uma canção inédita do U2


Miss Karen

Austrália - Outubro de 1989

"Outra lembrança fabulosa foi conhecer o U2. Um pequeno grupo nosso tinha esperado por horas fora do Entertainment Centre naquela tarde, para tentar ouvir a passagem de som e ensaios. Depois que eles terminaram, The Edge saiu ... meu Deus, não podíamos acreditar.
Eu tinha 24 anos e estava tentando com dificuldades conter as pessoas mais jovens, para que não gritassem, com medo dele ir embora. Mas ele foi maravilhoso e gracioso. Conversou, deu autógrafos, posou para fotos.
Naquela noite, depois do show, estávamos lá novamente e toda a banda saiu. Mais uma vez, muito simpáticos. Durante a passagem de som no dia seguinte, em que estávamos lá novamente, Bono saiu! Era por volta de 15:00.
Mais uma vez, apenas um pequeno grupo nosso estava lá. Alguém tinha um violão, e Bono se sentou e nos disse que ele havia escrito uma nova canção para Willie Nelson e que queria tocar para nós para vermos o que achávamos. Então ele se sentou e tocou "Slow Dancing"!
Todo mundo ficou muito tranquilo e muito hipnotizado com o que estavam vendo. Eu nunca vou me esquecer! Me sinto tão privilegiada por ser uma das primeiras pessoas a ouvir essa canção. Momento verdadeiramente especial. Depois, Bono conversou conosco, posou para fotos e autógrafos. Ele foi um verdadeiro e absoluto cavalheiro. Uma das minhas melhores memórias de sempre."

domingo, 4 de dezembro de 2016

O que ligou os integrantes do U2 ao rock n roll


O DJ / jornalista BP Fallon em 1993 perguntou para os integrantes do U2 o que os ligou ao rock n roll.

LARRY: T-Rex e Slade, e quando vi esses caras tocando e vi bateristas, foi que eu disse: eu quero ser capaz de fazer isso.

ADAM: Eu fui ver o Stiff Little Fingers no The Hotel Laurence por volta de 1978 quando eu tinha uns 18 anos. Eu amei a energia, o entusiasmo e o barulho.

THE EDGE: Minha primeira guitarra, meus primeiros discos, de David Bowie à The Taste. Obviamente, os Beatles foram enorme influência.

BONO: Houve alguns incidentes - vendo Elvis, vendo Tom Jones - Sim! E percebi que eu imaginava que Marc Bolan era uma menina, e ele não era, então pensei se esse rock n roll era alguma poção, e que faria aquilo também comigo, porque eu sou muito heterossexual.

Makes The Future The Past: U2 na Ha'penny Bridge em 1980



A ponte Ha'penny em Dublin completou 200 anos de idade. O U2 foi fotografado nela em 1980 por Paul Slattery.

Certa vez, havia 7 balsas atravessando o Rio Liffey, operadas por William Walsh. Em algum ponto da cidade de Dublin, Walsh disse que ele também tinha que consertar seus ferries que estavam em mau estado ou construir uma ponte.
Ele construiu esta ponte e lhe foi concedido o direito de cobrar um pedágio de meio centavo por 100 anos. Foi assim que a ponte ganhou seu apelido.
Oficialmente a ponte foi primeira chamada de Wellington Bridge após o Duque de Wellington nascer em Dublin, mas desde então tem sido oficialmente conhecida como Ponte Do Liffey.




UM VIDEO 360°
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Agradecimento: Márcio Fernando, músico e colaborador do blog

sábado, 3 de dezembro de 2016

A canção-chave de 'The Joshua Tree' para Bono


O que Bono escreveu para 'The Joshua Tree', na maior parte diz respeito à America.
Embora o álbum cubra um vasto terreno, sua canção-chave é, talvez, "Bullet The Blue Sky", uma reação específica à uma visita de Bono à América Central.

"O tempo que passei em El Salvador e Nicarágua, no início daquele ano, me mostrou um outro lado da América. O caminho da política externa americana estava afetando os trabalhadores rurais de El Salvador ou Nicarágua, e foi uma coisa que eu senti que tinha de escrever sobre. Acho que 'The Joshua Tree' é sobre esse outro lado da América. Pessoas vão nos acusar de morder a banda que alimenta, mas se for o caso, então nós temos que mordê-lo.
Uma coisa foi horrível. Eu escrevi a canção "Bullet The Blue Sky" para fora daquele medo que senti lá. San Salvador se parece com uma cidade comum. Você vê o McDonalds, você vê crianças com livros escolares, você vê o que parece ser um ambiente de classe média até ir 25 milhas fora da cidade e ver os camponeses. Eu estava a caminho de uma aldeia, quando as tropas abriram fogo acima de nossas cabeças. Eles só foram flexionando seus músculos. Isso me assustou. Eu literalmente me senti bastante doente."

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Quem os integrantes do U2 gostariam de encontrar um dia no céu do rock n roll


O DJ / jornalista BP Fallon em 1993 perguntou para os integrantes do U2 perguntou qual a primeira pessoa que eles gostariam de encontrar um dia no céu do rock n roll.

THE EDGE: Espero que Jimi Hendrix. Eu não toco nada como Jimi Hendrix, ser capaz de expressar algo emocionalmente através de seu instrumento, ele realmente fez isso, mais do que qualquer outra guitarrista, ele teve esta capacidade.

LARRY: Eu teria que dizer John Bonham, seguido de perto por Jimi Hendrix, passando rapidamente para Brian Jones. Eu ficaria bastante feliz sendo roadie de John Bonham. Basicamente, ele era a força por trás do Led Zeppelin. E Jimi Hendrix - eu seria feliz fazendo uma jam session com Jimi. Brian Jones - Eu nunca senti que à ele foi dado o crédito que ele merecia, sempre pensei que ele era o azarão e uma verdadeira vítima do rock ' n' roll. Como o rock ' n' roll pode fazer isso com as pessoas?

ADAM: Eu gostaria de conhecer o Jimi Hendrix.

BONO: Previsível... mas teria que ser o Elvis. O que mais me excita sobre a América é a colisão de duas culturas, africanos e europeus, e é isso que traz o calor para a América, seu sex-appeal. Reunir essas duas culturas encravadas juntos - às vezes muito dolorosamente encravada. Mas essas duas culturas se fundem na dança quase-espástica deste homem... Elvis Presley, como um dançarino significa tanto para mim como ele foi como cantor.

Makes The Future The Past: U2 à bordo do S.S. President


Em uma quinta-feira, 11 de Fevereiro de 1982, o U2 abriu sua quarta turnê pelos EUA em grande estilo a bordo do S.S. President, um barco de cinco-decks, em Nova Orleans.

Os enormes paddlewheels foram removidos para dar lugar a hélices mais eficientes, mas dentro do barco, a antiga grandeza foi em grande parte preservada. 1.500 fãs tomaram conta do barco para presenciar a banda realizar um concerto da turnê 'October'.

"Esta é a primeira vez que vamos tocar em um local e o local vai andando!", brincou o manager da banda, Paul McGuinness.
Com as amarras soltas e o President se movendo para as águas lamaçentas, o U2 subiu ao palco, que foi configurado à meia nau como o interior de um teatro de dois andares.


Apesar de alguns problemas no meio do público, nenhuma violência foi dirigida para a banda, com exceção de alguns cubos de gelo lançados na direção de Bono.


Construído em 1924 e então conhecido como Cincinnati, ela era originalmente um barco que transportava de noite, passageiros e carga de Cincinnati, Ohio, para Louisville, Kentucky. Sua primeira viagem foi de Nova Orleans para o Mardi Gras.

Em 1929, ele foi adquirido pela empresa Streckfus que continuou por pouco tempo seu uso como um barco de transporte, até 1932. Com a Streckfus ele mudou-se para sua nova casa, o Porto de St. Louis, Missouri. Nos próximos dois anos, o navio foi convertido para se tornar o maior barco de excursão na América. A estrutura inteira foi reconstruída em aço, e um salão de baile de dois andares foi adicionado, assim como um coreto. Foi nesta época que ele recebeu o novo nome, President.
Recém convertido e recentemente nomeado, ele foi aberto para o negócio em 1934. Ele continuou a vagar até 1941.

Em 1941, ele trocou seu porto de origem para Nova Orleans. O óleo combustível era restrito e muitos dos jovens tripulantes se juntaram as forças armadas com a entrada do país na Segunda Guerra Mundial, e o barco parou de vagar, e os cruzeiros ficaram perto de casa. Depois da guerra, o barco permaneceu em Nova Orleans, por muitos anos como um local de música popular, e além do U2, se apresentaram lá Cyndi Lauper, Men At Work, The Little River Band, Dr. John, The Neville Brothers.
Foi vendido em 1985 e voltou para St. Louis como seu porto de origem.

Em 1990, o S.S. President navegou fazendo seu último cruzeiro com jantar e dança, antes de se submeter a uma renovação de 10 milhões de dólares e a conversão em um cassino flutuante.
Em 1999 ele foi retirado de serviço, e acabou sendo desmantelado em 2000.










Suas peças sem encontram espalhadas em St. Elmo, Illinois.








Agradecimento: Márcio Fernando, músico e colaborador do blog

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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