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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

U2 e a utilização dos sons da Garritan Personal Orchestra por Terry Lawless


A Garritan é o fornecedor líder mundial de software de instrumentos virtuais. Músicos e compositores de todo o mundo usam as bibliotecas de sons Garritan em filmes, televisão, concertos ao vivo, teatro, balé, jogos interativos e eventos.
Em 19 de Dezembro de 2005, o U2 tocou em uma casa lotada no Rose Garden Arena, em Portland. Este foi o show final da perna norte-americana da turnê 'Vertigo' e mais de 20.000 pessoas estavam presentes. Representantes da Garritan estiveram no backstage com o o responsável pelos teclados do U2, Terry Lawless, que fica embaixo do palco.


Os sons da Garritan Personal Orchestra foram usados durante todo o show.
Enquanto Bono discursa em "One", se ouve o som de orquestra através do Garritan Personal Orchestra:



O site da Garritan escreve:

"Nós vimos os elaborados sistemas de iluminação. O U2 tem uma iluminação especialmente projetada que faz todo tipo de coisa. É enorme e faz todo tipo de pirotecnia incandescente. Combinado com o restante do espetáculo de luz é bem espetacular. Nós vimos os instrumentos que o grupo leva com eles. Terry nos mostrou as 46 guitarras da banda que eles levam em turnê com eles. Lá estão suas guitarras favoritas, depois estão as guitarras backup e então backup para as guitarras backup. Também vimos uma quantidade razoável de baixos.


Tivemos o privilégio de ver a sala de mixagem onde o show é executado através de quatro consoles de mixagem. O DAW que eles estavam usando era o Nuendo.


Falando de backups, toda a produção é alimentada por fontes de alimentação ininterrupta (a maior que já vimos). Essas unidades de no-break têm de três a quatro pés de altura e podem manter o show funcionando por um breve período no caso de um blecaute.


Terry nos mostrou os vários teclados que ele usa (Roland, Yamaha e Kurzweil) e seus racks. Junto com os teclados, o Garritan Personal Orchestra, carregado no Receptor e pronto para o show".

Helena Christensen conta em detalhes sobre sua proximidade com o U2


A modelo, fotógrafa, atriz, dona de loja e embaixadora do rock da Dinamarca, Helena Christensen, é amiga próxima do U2 desde os tempos da ZOOTV em 1992/1993.
Helena contou para o site dinamarquês GAFFA em 2005 como conheceu o U2:

"Foi no sul da França no início dos anos noventa. Eu estava com Michael Hutchence, meu namorado na época. Fomos convidados para um churrasco na casa de Larry Mullen e de sua esposa, com o resto da banda. Eu fiquei em choque.
Eu sou mais próxima de Bono e sua família, mas eu passei muito tempo com todos os membros da banda e suas famílias ao longo dos anos, e isso tem sido uma experiência incrível. Eles são todos maravilhosos e loucos.
Larry é o mais lindo. Ele parece quieto em uma primeira impressão, mas tem um grande e perverso senso de humor. Adam é completamente sua própria pessoa. Um excêntrico vivendo em seu próprio mundo trippy. Edge é maravilhoso, caloroso, aberto e fácil de conversar, e sempre pronto para tudo. Bono é um homem do mundo. Ele tem uma energia fantástica e muito carisma. Uma personalidade hipnótica. Você fica agitado por estar na companhia dele.
Eu tenho assistido eles muito ao longo dos anos, são uma das melhores bandas ao vivo e realmente capaz de darem tudo de si. Isso significa que se torna uma experiência um tanto surreal estar nos bastidores e sentir toda aquela energia intensa.
Eles são pessoas normais, eles não tratam as pessoas de maneira diferente e dão às pessoas que são apresentadas à eles total atenção, independentemente do status. Quer sejam meus amigos dinamarqueses ou Nelson Mandela. Há entre nós um respeito mútuo e compreensão e o mesmo amor pela música ... e, claro, o mesmo senso de humor brega.
É definitivamente mais fácil conversar com eles sobre experiências que tivemos como pessoas famosas. Mas na verdade acabamos rindo disso. O show business é realmente um mundo próprio, e ser famoso é um pouco bizarro.
Eles têm uma grande energia sobre eles e, como eu sou fã deles há muitos anos, é uma ótima experiência tirar fotografias deles. Eu estive com eles em uma de suas turnês e tive permissão para me juntar a eles em seus momentos privados antes e depois de subir ao palco. Na turnê Popmart em Miami eu estava na frente durante todo o show e sentei no Limão com eles quando saiu pela platéia e eu tive que me beliscar. Depois, quando eles saíram do Limão, eu ainda estava sentada lá junto com um membro da equipe e bebíamos uísque de um pequeno frasco enquanto o Limão girava em torno e ao redor por cerca de meia hora.
Eles ainda estarão fazendo música quando todo o resto de nós estiver sentado em nossas cadeiras de rodas. Bono é um faz-tudo e pode superar qualquer situação mais impossível.
Eles realmente amam estar em turnê. Bono é completamente elétrico e de outro mundo, e Larry ainda se parece com um garoto musculoso de 16 anos de idade. The Edge é o homem mais feliz e mais gentil do mundo ... e Adam, ele é apenas o epítome do cool.
Minha avó e meu avô foram vê-los no show na Dinamarca!"

BP Fallon conta sobre ele e Adam Clayton chegando no Reino Unido para o Glastonbury Festival 1989


Em 17 de junho deste ano, Fiachna Ó Braonáin da banda irlandesa Hothouse Flowers postou uma foto em suas redes sociais e escreveu: "29 anos hoje que Adam Clayton do U2 se juntou à nós no Pyramid Stage no Glastonbury Festival".
Adam disse: "Muitos anos atrás, o Hothouse Flowers e The Waterboys estavam tocando no Glastonbury Festival e eu acompanhei e me diverti. Fiquei em uma tenda e lembro de ter acordado no sábado de manhã com o som de quem estava abrindo o palco principal".
Isto aconteceu em 17 de junho de 1989, e Adam se juntou no palco com o Hothouse Flowers na canção "Feet On The Ground". O festival aconteceu na Escócia.
BP Fallon conta:

O aeroporto de Londres e o funcionário da alfândega estão lentamente e metodicamente vasculhando a bolsa de um jovem cara usando óculos.
"Qual é a sua ocupação, senhor?" O homem da alfândega diz.
"Sou músico", vem a resposta.
"Você viaja muito, senhor?"
"Sim, suponho que sim."
O homem da alfândega já checou os bolsos laterais da pequena bolsa, retirando pedaços de papel com números de telefone esquecidos rabiscados neles. Ele fecha a pequena bolsa e entrega o passaporte irlandês para Adam Clayton, do U2, dizendo: "Faça uma viagem agradável". Adam se volta para sua amiga Mary Gough, a pessoa que consegue garantir que a insegurança de Adam seja tão difícil quanto possível. "É ótimo quando eles fazem isso", diz Adam. "Isso te lembra o que você tem na sua bolsa".
Adam e Mary e um monte de amigos irlandeses estão descendo a estrada em um carro alugado em direção a Bristol. Está Sebastian Clayton, irmão mais novo de Adam, que trabalha em publicidade e toca baixo com o blueswailin Moby Dick. Está Maria Doyle, cantora do Black Velvet Band, e Fintan, estilista de bandas de rock. Ah, uma americana: a cantora e compositora californiana Maria McKee.
Nós estamos indo para o Glastonbury Festival, todo mundo junto. Adam está apropriadamente brilhando em uma camiseta laranja.
Sebastian acha um violão e faz serenata para as pessoas que se espremem, hippies e anormais e novos funcionários públicos com anoraques e mochilas, pais barbudos que levantam seus filhos nos ombros, velhotes sentados na vala com rostos pintados e mentes livres. Maria McKee está pendurada pela janela do carro, usando o teto como um tambor metálico. Maria Doyle toma vodka.
Quando o Hothouse Flowers sobe palco, eles e sua extraordinária cantora de backing Claudia Fontaine tocam "Feet On The Ground" com Adam no baixo, e Maria McKee e Maria Doyle fazem os vocais adicionais em "Happy".
Após a apresentação, Liam O Maonlai, do Flowers, vai dormir debaixo de uma árvore. Adam, Flower Fiachna Ó Braonáin, sua namorada Jadzia Kaminska e The High Priest vagam pela noite.
Quando a aurora chega, você se vê sentado em um campo vazio, olhando para o palco vazio. Você não sabe por quê, mas fica alí sentado por uma hora. Apenas parece o correto.
Onze horas da manhã de domingo e você está deitado na tenda do Jadzia, sua mente vibrando enquanto você tenta enganar a si mesmo que vai adormecer em um minuto. Do lado de fora, Adam e Sebastian dormem na grama".

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Bono e Papa se encontram na Itália para debater crise de abusos sexuais na Irlanda


Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Bono se encontrou com o Papa Francisco nesta quarta-feira e disse mais tarde que ele é um homem extraordinário e que está sofrendo de verdade por causa de uma crise de abusos sexuais na Irlanda.


Bono e o pontífice conversaram durante mais de 30 minutos durante uma reunião para firmar uma parceria entre a ONE, organização global de campanhas e ativismo do músico que almeja acabar com a pobreza extrema, e um grupo papal chamado Scholas Occurrentes, que ajuda a fomentar a cooperação entre escolas de todo o mundo.
"Tendo acabado de chegar da Irlanda, inevitavelmente conversamos sobre (ele) estar consternado com o que aconteceu na Igreja", disse Bono aos repórteres mais tarde.
Durante sua viagem à Irlanda no mês passado, Francisco pediu perdão pela enormidade de abusos sofridos por vítimas aos cuidados da Igreja ao longo de décadas.
"Expliquei a ele como parece a algumas pessoas que os abusadores estão sendo mais protegidos do que as vítimas, e dava para ver o sofrimento em seu rosto", contou o vocalista.
"Senti que ele foi sincero, e acho que ele é um homem extraordinário em uma época extraordinária."
Anos de escândalos de abusos sexuais devastaram a credibilidade da Igreja, que há quatro décadas dominava a sociedade irlandesa. Nos últimos três anos os eleitores irlandeses aprovaram o aborto e o casamento gay em referendos, desafiando o Vaticano.
Bono também disse que ele e o Papa debateram questões ligadas ao desenvolvimento e a encíclica "Laudato Si" de 2015 de Francisco, que apoia iniciativas para defender o planeta do aquecimento global e da mudança climática e pediu uma distribuição mais igualitária dos recursos da Terra.
"Temos que repensar a fera selvagem que é o capitalismo. Embora não seja imoral, é amoral e exige nossa instrução, e ele (o papa) está muito envolvido nisso", afirmou Bono.

A conversa entre Bono e Captain Beefheart - Parte II


Esta é uma entrevista / conversa entre Don Van Vliet (Captain Beefheart) e Bono, que apareceu em um especial de Natal da revista holandesa Oor em dezembro de 2001, edição dupla 25/26.
Este especial de Natal foi apresentado por Anton Corbijn, e daí a conexão Bono / Beefheart. A conversa ocorreu por volta de outubro / novembro de 2001, e foi traduzida para o inglês pelo site www.beefheart.com

Don: Quer ouvir uma música?

Bono: Por favor.

Don coloca duas músicas: "Take The A-train" de Duke Ellington e "I Don't Know" de Sonny Boy Williamson II

Don: Você ouve?

Bono: Uau, quem é esse?

Don: É Sonny Boy.

Bono: Meu Deus, soa tão fresco, como se a tinta não fosse aplicada muito grossa. Parece tão novo porque é difícil tocar esses acordes assim, mas acho que foi o início de todo o movimento, porque é a gravação original. Certo?

Don: Ele é ruim tocando harpa.

Bono: Uau!

Don: Harpa ruim.

Bono: Sim, incrível.

Don: Sim.

Bono: E quem é a garota que canta, a mulher que faz sua própria língua, um jive…

Don: É Betty Rochelle, Rocher para ser exato [Don pronuncia isso da maneira francesa, mas é Betty Roche, uma cantora do Duke Ellington nos anos quarenta e cinquenta]

Bono: Na Irlanda, dizemos Roach.

Don: Isso é legal.

Bono: CD ou vinil?

Don: Deixe-me perguntar para a chefe (chamando sua esposa) Jan, é CD ou Vinil?

Jan: Vinil.

Bono: Sim, eu achei assim. Mesmo por telefone você ainda pode ouvir o ritmo, é diferente, não acha?

Don: Certo.

Bono: É verdade. O que você acha da digitalização de tudo hoje em dia?

Don: Eu odeio isso!

Bono: Sim.

Don: Realmente, eu odeio isso. Malditos filhos da puta.

Bono: Números binários, o que fazer com um e zero ...

Don: Exatamente! (rindo)

Bono: É isso. Há algo com o aspecto físico da agulha no sulco. É como sexo, esporte de contato.

Don: Exatamente! [rindo]

Bono: Eu acho que as gravações digitais realmente podem ter uma personalidade, mas é a personalidade da mixagem. Tem uma superfície brilhante. Algumas músicas soam muito bem, algumas hip hop podem até soar muito boas porque tem mais baixo. Mas eu concordo, o vinil é a solução.

Don: Me diga, o que é hip hop?

Bono: Oh, hip hop é uma coisa ultrajante. É interessante como os negros usam a tecnologia para descobrir a África.

Don: Deus, eu desejo que eles parem de matar os animais.

Bono: O que?

Don: Elefantes.

Bono: Sim.

Don: E leões

Bono: Sim.

Don: Eu gosto de animais.

Bono: Parece que você teve algumas espécies interessantes ao seu redor ao longo dos anos.

Don: Eu te digo. Você já viu um Peixe-lua?

Bono: Não.

Don: Você tem que ver um! Eles são do tamanho de um par de vacas e parecem uma enguia, mas apenas a cabeça.

Bono: E é animal, mineral ou vegetal?

Don: Bem, eu não sei, eu tenho medo. [rindo]

Bono: E onde você viu o Peixe-lua?

Don: Meu jardineiro me mostrou uma foto dele.

Bono: E eles vêm do rio, do mar ou de um universo desconhecido? [rindo]

Don: Eu não sei, mas eles vêm do oceano.

Bono: Uau, legal, eu vou ver um Peixe-lua, quero conhecer.

Don: Deixe seus homens encontrarem um para você.

Bono: Como um rockstar, é possível. Você só tem que dizer: Don quer que eu tenha um Peixe-lua.

Don: Você pode fazer isso?

Bono: Eu posso, nós podemos fazer a turnê usando um.

Don: Sim, você tem seu Papa Mobile.

Bono: Viajar pelo mundo com isso, eu estou louco pelo Papa Mobile.

Don: Parece ótimo né?

Bono: Absolutamente e também se parece com o Peixe-lua que você acabou de descrever, ele tem uma frente muito grande.

Don: Sim (risos)

Bono:… O papa Mobile e… você está interessado no Papa, no Catolicismo e coisas assim?

Don:… Claro, porque não?

Bono: Isso é uma pedra que você levantou uma vez?

Don: Fumei alguns.

Bono: [Rindo] Você ainda fuma pedras?

Don: Não, não mais.

Bono: Você não fuma?

Don: Eu juro, a primeira vez achei que um cigarro de maconha vinha da parte de trás da galinha. Isso foi em 1955 e o homem que me deu disse: 'Ei, tente isso, é como gás'.

Bono: O que aconteceu então?

Don: Eu não aceitei.

Bono: Você não pegou?

Don: É merda de galinha.

Bono: [Rindo] Já fumou merda de galinha?

Don: [Rindo] Eu não sei, isso é algo novo?

Bono: É o que as crianças me disseram que fazem.

Don: Você está brincando.

Bono: Eu não sei, não me surpreenderia.

Don: No outro dia eu ouvi uma coisa engraçada no rádio. Um homem disse que havia um jogador de beisebol chamado S-T-I-N-K. Pouco depois, descobri que eles enterram o peixe no chão, desenterram-no mais tarde e o comem. Isso também é S-T-I-N-K.

Bono: Trout Mask Replica (o terceiro álbum de estúdio da banda de Captain Beefheart e sua Magic Band)

Don: Você sabe o que é isso?

Bono: Não.

Don: Uma carpa.

Bono: Uma carpa?

Don: Sim.

Bono: Uau, as carpas são legais hoje em dia?

Don: O que você acha do Trout Mask Replica?

Bono: Acho que foi o auge de uma certa abordagem musical e tive a sensação de que foi feito por um geólogo, um aventureiro, um capitão em busca de um avião a hélice e um scratcher em meio a lixo velho.

Don: Não vendeu nada.

Bono: Sim, mas você sabe, eu acho que você estava procurando em lugares antes que muitos outros fizessem o mesmo e eu realmente quis dizer lama em vez de lixo velho. Eu acho que toda boa música vem da água, como o Delta, a lama do Missisippi. Somos todos tirados da lama.

Don: Eu acho que sim.

Bono: E quanto mais eu reflito sobre sua música, mais penso em esqueletos e desenterrar cadáveres.

Don: Eu tenho uma queda por seu esqueleto.

Bono: É isso! Isso é um clássico, eu tenho uma queda pelo seu esqueleto! Eu reconheço isso. De onde vem isso? É um poema ou uma música?

Don: É de uma salada. [rindo]

Bono: É o que?

Don: Uma salada! Na verdade, vem de uma música.

Bono: Eu conheço essa linha, li em algum lugar e…

Don: Adivinha?

Bono: O que?

Don: Isso!… É uma piada dos anos cinquenta.

Bono: Muito bom falar com você, eu gostaria que essas conversas tivessem ocorrido muito antes. Anton falou sobre você por tantos anos e eu sempre fui muito tímido para chegar perto de você.

Don: Oh não, não diga isso.

Bono: Oh sim, Polly Harvey também falou de você. Por um tempo ela esteve em turnê conosco e elogiou você.

Don: Ela é legal.

Bono: Sim, ela é legal. Você tem uma queda por seu esqueleto? [rindo]

Don: Eu não acho que Ray (pai de Polly) permitiria isso.

Bono: Não há nada de errado com isso. Isso é uma parte da sua música que eu não ouvi muito sobre isso. É sexualidade e salabilidade. Há muitos esqueletos sensuais para serem encontrados neles. E a vitalidade e a maravilha e a descoberta e o tédio do habitual. Esse tipo de sentimentos que seu trabalho nos deu.

Don: Obrigado.

Bono: Sim.

Don: Continue ouvindo.

Bono: Bem, eu tenho que ir agora. Nós estamos tocando em Las Vegas, em todos os lugares.

Don: Sim, néon ...

Bono: Estou de folga e desejo-lhe tudo de bom. Quando você estiver perambulando por qualquer deserto com seu mel e gafanhotos, espero que você encontre o Senhor [risos] e diga a Ele que perguntamos por Ele.

Don: Eu quero agradecer a você e estou feliz por ter você no telefone finalmente.

Bono: Eu também. E então, Deus abençoe você e todos com você.

A conversa entre Bono e Captain Beefheart - Parte I


Esta é uma entrevista / conversa entre Don Van Vliet (Captain Beefheart) e Bono, que apareceu em um especial de Natal da revista holandesa Oor em dezembro de 2001, edição dupla 25/26.
Este especial de Natal foi apresentado por Anton Corbijn, e daí a conexão Bono / Beefheart. A conversa ocorreu por volta de outubro / novembro de 2001, e foi traduzida para o inglês pelo site www.beefheart.com

Introdução por Anton Corbijn

Finalmente chegou o momento. Bono se encontrará com o Captain Beefheart! Apesar de longe - Bono está hospedado em um hotel em Hollywood, no meio da segunda parte da turnê americana do U2. Don Van Vliet, também conhecido como Captain Beefheart, está em casa no norte da Califórnia, onde vive há tantos anos.
Ele não gosta tanto da humanidade e praticamente não tem amigos, exceto sua esposa, Jan. Ele se aposentou da música em 1982 e agora é um pintor bem conhecido e talentoso.
Essa conversa é algo que eu esperava ansiosamente por anos e é através do "sistema de chamada de conferência" que nós três nos encontraríamos. Bono e eu fizemos contato e agora estamos esperando por Don ...

Anton: Olá Don, você está aí?

Bono: Estamos esperando pelo seu espírito.

Don: Todas as mãos debaixo da mesa.

Bono: A mesa de Anton está em Londres, a minha em Los Angeles e estamos segurando a mão um do outro através do mundo cibernético, procurando por seu espírito. Você está conosco, Don, você está conosco? Ontem à noite eu vi muitas estrelas voando pelo céu, foi incrível. Você viu isso?

Don: Elas nos ignoraram.

Bono: Sério?

Don: Deus nos ignorou.

Bono: Sim, Deus não é tão confiável com os acordos. Na verdade, temos que esperar por ele ...

Don: Fiquei contente quando você tirou seus óculos escuros e entregou-os ao Papa, dizendo que ele tinha um sorriso diabólico.

Bono: Isso é verdade. Eu disse a ele que ele era um ótimo showman.

Don: Bem, ele foi.

Bono: E ao mesmo tempo um homem santo porque o catolicismo é o glamrock da religião.

Don: Você o envolveu.

Bono: Sim, bem ...

Don: Não! Quero dizer, foi perfeito!

Bono: Infelizmente o cortesão não tinha o mesmo senso de humor que o Papa, então fotos dele com óculos de sol nunca chegaram ao mundo, mas estou feliz que você tenha percebido de tão longe.

Don: Eu gostei.

Bono: Está ficando frio no deserto nessa época do ano, não é?

Don: Bem, estou aqui no norte.

Bono: No norte? Eu sempre imaginei você no deserto como um João Batista.

Don: Oh ... [risos]

Bono: Assim como João Batista com mel e gafanhotos.

Don: E não Bin Laden.

Bono: .. (Risos) Passeando com Don Van Vliet. Ele deve querer um retrato de si mesmo.

Don: Essa música sua "One"… muito boa. É inacreditável.

Bono: Bem… eu estou… eh, esse é o maior elogio que eu possa imaginar. Vou repetir por uma semana inteira, obrigado. Minha pintura favorita sua é 'With Twinkling Lights and Green Sashes'.

Don: Ah, obrigado.

Bono: Ótima, extraordinária! Meu pai era um pintor. Eu gostaria de pintar e acho que…

Don: Você já está fazendo isso.

Bono: Perdão?

Don: Você já está pintando.

Bono: Talvez você possa ver isso assim, eu nunca pensei sobre isso dessa maneira.

Don: Você está fazendo algo muito incomum. Você é capaz de agitar uma música e moldá-la.

Bono: Sim, isso tem sentido. A maneira como o U2 funciona tem algo de um pintor. Não temos estrutura nem nada, apenas começamos a improvisar e descobrir uma música, no processo de cantar e acho… Um pintor também trabalha assim? Ou você tem uma ideia clara? Eu sei que você tem ideias claras sobre suas músicas, mas o que pinta é algo que está descobrindo ou já está em sua mente?

Don: Não é um Van Gogh.

Bono: Eu não estou certo disso e acho que esse seu trabalho é tão brilhante, tão radiante.

Don: Obrigado.

Bono: O prazer é o mais difícil de estabelecer, a felicidade o mais fácil de construir, com o sentimentalismo como vizinho. Transmitir raiva é bem fácil, da mesma forma que se entrega à melancolia. Mas o prazer é o mais difícil e há muito prazer em suas pinturas como sua música. É como levantar uma pedra e descobrir o que está rastejando e pululando por baixo.

Don: Ohhh

Bono: Não acha?

Don: Sim, tem razão.

Bono: Parecia que você se divertiu, mas foi a felicidade de ver as coisas.

Don: Tudo ao redor.

Bono: Sim, isso é ótimo para se olhar. Há outra por volta de 1984. É uma pintura com um cavalo no fundo, levantando suas pernas para o céu. Talvez não tenha título, mas é outra que eu realmente gosto.

Don: Eu agradeço, mas não consigo lembrar qual pintura é.

Bono: O que?

Don: Eu não tenho barco. Eu tenho muitos guaxinins.

Bono: Guaxinins? Você tem guaxinins ali?

Don: Está lotado com eles e muitos pumas.

Bono: Uau!

Don: E ursos.

Bono: Uau, isso parece distante da Irlanda.

Don: Bem, tentei ir para a Irlanda, mas não pude ir por causa do IRA.

Bono: IRA?

Don: Deus, assustador.

Bono: Por quê? Você foi ameaçado pelo IRA ou teve amigos que eram simpatizantes republicanos?

Don: Oh não… o avião não decolou.

Bono: [Rindo] Eu odeio isso, criaturas com cabeça de porco. Então você é um aventureiro da maneira antiquada então? Desceu a Amazônia estilo ……… rock and roll.

Don: Bem, eu ......

Bono: Em um avião a hélice!

Don: Para falar a verdade, eu não sei sobre o rock and roll.

Bono: Ok

Don: Eu conheço os Midnighters, parece familiar?

Bono: The Midnighters? Não.

Don: É uma banda de rhythm and blues, eu acho.

Bono: Sim.

Don: "Annie had a baby"

Bono: Sim, mas eles não deram um nome rock and roll ao bebê.

Don: O bebê era muito ousado.

Bono: Rock and Roll não é mais tão ousado, na verdade é um pouco desanimado.

Don: Exatamente do jeito que eu vejo.

Bono: Sim.

U2 na Casa Julio em 2000


18 anos se passaram desde que o U2 esteve na Casa Julio, um pequeno bar localizado no coração de Malasaña. Este endereço serviu de local para uma sessão de fotos com o U2 como protagonista. Aconteceu no ano 2000, enquanto o grupo estava em Madrid para participar de uma cerimônia de premiação, o Amigo Awards. Inaugurado em 1921 por Julio Gil, e depois sua filha Maite seguindo com sucesso, ele está agora nas mãos da terceira geração da família. E apesar das reformas e arranjos, ainda há um sabor residual (quase) centenário ao cruzar a porta.


Quando se espalhou a notícia de que o U2 havia estado na Casa Julio, o sucesso não demorou a aparecer. Aquele pequeno bar da vizinhança estava cheio de fãs, curiosos, turistas de todo o mundo e celebridades. Miguel Rios, Javier Bardem e Elena Anaya foram para conhecer o local. Logo depois o lugar sofreu uma reforma.


Entre as fotos, a banda comeu tortilhas, presunto e bebeu café. Não pediram croquetes. Este aperitivo é a verdadeira especialidade da casa há décadas.
Maite, falecida, contou em 2009 que Bono acariciou suas as mãos, beijou e disse: "Enchanted, madame". A banda estava procurando por um espaço charmoso para tirar fotos para a campanha promocional do disco 'All That You Can't Leave Behind'.


Luis Torres, outro proprietário, contou: "Eles ficaram deslumbrados com a aparência de uma antiga taverna e, em princípio, seriam duas horas, mas ficaram mais de cinco horas". Adam Clayton, provou o café e disse aos seus companheiros: "É ótimo, tomem".
Bono e The Edge eram os mais falantes. Sobre Larry Mullen, Torres diz: "Ele se sentou em uma cadeira e só abriu a boca para comer". Bono até cantou alto no local.
A sessão de fotos terminou às duas da tarde. No final, Bono e The Edge pediram um copo de vinho. "Eles só beberam um, mas levaram uma garrafa para o hotel", diz Luis Torres. Os famosos óculos de Bono foram esquecidos na taverna. "Bono voltou e pegou de volta. Eu tinha visto lá, mas não falei nada. Financeiramente não significava nada para ele, mas eu gostaria de tê-lo como recordação".
Luis uma vez já estava com a vassoura na mão, prestes a fechar uma noite, quando viu um cara com um chapéu na rua, olhando curiosamente pela janela. "Eu abri a porta", conta Luis. "Sob aquele chapéu reconheci o rosto de Javier Bardem, ele me disse que queria conhecer o bar onde o U2 esteve". O ator vencedor do Oscar ouviu a história de Luis, comeu alguns croquetes e saiu.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Adam Clayton: o disco que me ajudou a se soltar


Adam Clayton e a trilha sonora de sua vida:

"No final dos anos 80, estávamos vindo dos álbuns 'The Joshua Tree' e 'Rattle And Hum', que eram enormes para nós - estávamos na capa da revista Time. Quando você se torna tão popular em um período tão curto de tempo, pode ser difícil saber onde está o chão. Você pode ficar bem fora de contato. Então, como banda, escorregamos e deslizamos por todo o lugar. E nos soltamos. Nós queríamos isso, porque estávamos fartos de sermos os homens estoicos no deserto daqueles álbuns.
Nós moramos em Los Angeles enquanto fazíamos 'Rattle And Hum', e começamos a ouvir um monte de rap, especialmente N.W.A, que estavam na mesma gravadora que nós. E o que estava acontecendo no Reino Unido era Stone Roses, Happy Mondays e um monte de coisas como 'Back To Life (However Do You Want Me)', Soul II Soul (1989). Nós sabíamos que os anos 90 estavam começando a acontecer, e sabíamos que essas eram as direções que queríamos seguir. Houve algumas noites que fui ao Ministério do Som em Londres, e em alguns lugares em Paris, não me lembro exatamente onde. Eu não saia todas as noites, porque eu estava sempre viajando com a banda, mas eu estava saindo com as pessoas que estavam, e acabava voltando às suas casas até as primeiras horas, descobrindo artistas como o Leftfield. E, claro, no final dos anos 90 provou ser um momento fantástico para o U2".

Bono pega no colo criança que chorava e a acalma enquanto canta "One" com o U2


Semana passada, em uma pausa entre os quatro shows em Paris pela eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018, o U2 foi fotografado em alguns locais e fez uma pequena apresentação acústica em um restaurante popular chamado Foyer De La Madeleine (dentro de uma igreja) para voluntários de ONGs e alguns refugiados.
A cantina solidária do chef italiano Massimo Bottura, se chama Refettorio Paris, espaço criado pelo chef com três estrelas Michelin que em seu projeto oferece refeições gratuitas, feitas com sobras dos supermercados.
Durante a apresentação de "One", uma criança que estava presente no pequeno público do concerto, começou a chorar.


Bono a pegou no colo para ela se acalmar, aconchegou em seus braços e continuou cantando a canção! Adam observou o gesto com os olhos arregalados e sorrisos!


Fadista Ana Moura escreve sobre sua participação nos shows do U2 em Lisboa pela eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018


O U2 realizou dois shows na Altice Arena em Lisboa, Portugal, pela eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018. A fadista Ana Moura participou de ambas as apresentações.


Em todos os shows da turnê é apresentado um vídeo da ONE, que sublinha a ideia que "Poverty Is Sexist" (A Pobreza É Sexista). O vídeo é sonorizado com "Women Of The World", de Ivor Cutler, canção popularizada por Jim O"Rourke, e foi neste momento que Ana Moura fez sua participação através de uma gravação, numa demonstração de apoio a esta causa.
"Não há nenhum país onde as mulheres gozem exatamente das mesmas oportunidades do que os homens, mas a diferença de gênero é muito mais acentuada para as mulheres que vivem na pobreza", destacou o comunicado da LIVECOM, acrescentando que Ana Moura contribuiria "com a sua voz para fazer chegar a mensagem #womenoftheworldtakeover às dezenas de milhares de pessoas que assistirão aos dois concertos".
Bono nos shows agradeceu a fadista por integrar o coro.
Ana Moura na sua página de Instagram, horas antes de subir ao palco do U2, postou: "Muito honrada por fazer parte dos espetáculos do U2 em Lisboa e juntar a minha voz ao #womenoftheworldtakeover em apoio da ONE. #PovertyisSexist – Há mulheres heroicas em todo o mundo que têm se unido para derrubar os obstáculos que limitam as mulheres. Por favor acessem a ONE.org para saberem mais sobre estas incríveis heroínas e assinem a petição que apela aos líderes mundiais que garantam justiça para as mulheres em todo o mundo. Porque nenhuma de nós é igual até que todas de nós sejamos iguais. https://www.one.org/international/women-of-the-world-take-over/"

O vídeo abaixo com Ana Moura no coro, que teve legendas em português nos shows:

"Mulheres do mundo, afirmem-se, unam-se. Podemos fazer história. A história delas. Respeitem a existência, ou esperem pela resistência. Irmãs e irmãos, defendam-se uns aos outros. Nenhum de nós é igual, até sermos todos iguais. A pobreza é sexista".


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Até a bateria terminar: a primeira noite do U2 na Altice Arena em Lisboa, Portugal, pela eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018


O U2 realizou ontem o primeiro de dois shows na Altice Arena em Lisboa, Portugal, pela eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018.
Um fã gravou o show por 103 minutos até a bateria terminar, depois colocou outra e continuou até o final da apresentação!

Bono no show agradeceu a fadista Ana Moura por integrar o coro da campanha 'Poverty Is Sexist', entoando "Women Of The World".












A experiência da inocência: "Paul está morto"


O U2 realizou ontem o primeiro de dois shows na Altice Arena em Lisboa, Portugal, pela eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018.


No final da parte Innocence do show, a banda toca "Until The End Of The World", e a animação do telão termina com uma enxurrada tomando a Cedarwood Road, representando o fim da inocência.
Na sequência, o vídeo do intervalo, uma animação com um remix de "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me", trouxe a história da jornada do heróis estilo HQ, contada em português, onde ao final a banda aparece chegando em uma limousine para o show, Bono está vestindo uma cartola, e se lê 'CONTINUA.....'.


Na sequência se inicia a parte Experience do show, abrindo com "Elevation" e seguindo com "Vertigo". Ao final da performance, Bono com aquela mesma cartola que é visto na animação, continua contando a história, e novamente o telão em Lisboa trouxe legendas em português:

"Bem vindos à experiência da inocência. Este capítulo de nossa história tem o nome de Vertigo, o momento em que tudo nos subiu à cabeça. Que sobe à cabeça de uma estrela do rock quando jovem, e à minha cabeça, mais apropriadamente. Por um lado o expande, e por outro lado o encolhe. Ao mesmo tempo é.... intoxicante. Apresentando-se como uma mentira em que quer acreditar.
Coisas sem nexo, tais como sermos muito mais interessantes do que um cidadão comum ou do que os verdadeiros heróis. Bombeiros, professores, médicos, enfermeiros.
E a mentira continua. De repente, um morador da Cedarwood Road bate em seu ombro e diz que você não é uma estrela do rock, você é Paul Hewson, do número 10.
E você diz: O que? Paul? Paul está morto! Eu não sei do que você está falando! Eu sou a porra do Bono! E aqueles são Edge, Larry e Adam, e nós somos a grande banda do Northside de Dublin!"

Inocência e Experiência: A Viagem Dos Heróis


O U2 realizou ontem o primeiro de dois shows na Altice Arena em Lisboa, Portugal, pela eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018.
No final da parte Innocence do show, a banda toca "Until The End Of The World", e a animação do telão termina com uma enxurrada tomando a Cedarwood Road, representando o fim da inocência.
Na sequência, o vídeo do intervalo, uma animação com um remix de "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me", trouxe a história da jornada do heróis estilo HQ, contada em português!

Inocência e Experiência: A Viagem Dos Heróis

Tendo atendido a chamada em Cedarwood Road, a viagem dos nossos heróis é subitamente interrompida por uma catástrofe natural.

Na luta pela sobrevivência parece não haver esperança.

Mas de repente aparece uma luz!!

Salvos por forças desconhecidas e levados em segurança, são recebidos por um estranho misterioso.

"Prazer em conhecê-los. Espero que tenham adivinhado meu nome"

Wormwood & MacPhisto Inc. Bespoke Atonement Service

"Deus?"

"Anjo?"

"Demônio?"

O estranho oferece presentes: estilo, vigor, ambição, talento divino!!

O estranho sussurra segredos em seus ouvidos.

"Não precisam vender suas almas. Já possuem tudo o que precisam"

"Não é muito bom para ser verdade?"

"O que poderia acontecer de ruim?"

"Tratem os seus dons com respeito. Existem suas trevas interiores. Se esforcem para alcançar a sabedoria e..."

"E nós lá queremos saber disso?"

"VAAAAAMOS!!"

Ignorando os conselhos, os nossos heróis atravessam o limiar seguinte e entram no domínio selvagem.

Mas então são detidos pela catástrofe.

"Opa...."

"Você de novo..."

"Mas como?"

Abatidos e transformados, os nossos rapazes anseiam pelo conhecimento e sabedoria.

"Qual é o sentido da vida?"

"Temos mais algumas oportunidades?"

"O que temos de fazer para ser salvos?"

"Onde conseguiu esse chapéu de durão?"

O estranho diz:

"A sabedoria é a recuperação da inocência no limiar final da experiência"

"Que?"

"Mas, afinal, onde estamos?"

"É o céu?"

"Ou Las Vegas?"

"A caminho de casa pode nos deixar no local de nosso show?"

Continua....


Adam Clayton: descobrindo a América


Adam Clayton e a trilha sonora de sua vida:

"'What's Going On', de Marvin Gaye (1971). Em 1984, estávamos gravando 'The Unforgettable Fire' com Brian Eno e Daniel Lanois, e nos afastando de um som baseado no punk.
Danny me apresentou muitas músicas americanas rítmicas que eu tinha perdido, soul e dance music que não tínhamos ouvido na Irlanda.
Ele me fez ouvir um monte de Motown, particularmente faixas que contavam com o baixista James Jamerson, que estava na banda The Funk Brothers, do selo Motown Records e que toca nessa faixa. Eu aprendi que o baixo poderia ser sedutor e sutil, e James Jamerson tem estado comigo desde então. E começou um romance com certos aspectos da cultura americana - essa era uma música que tinha uma conexão com os direitos civis - embora para mim o relacionamento fosse sempre mais instintivo do que intelectual, e veio através desse tipo de músicos".

sábado, 15 de setembro de 2018

Todos os detalhes da nova prensagem em edição especial de 'Songs Of Experience' enviada pelo U2 para tentar levar o álbum para o Grammy Awards


O site U2 Songs (antigo U2 Wanderer) informa que a temporada de premiações musicais está prestes a começar com força total, e as bandas entram em um processo para tornar que o álbum lançado seja nomeado em premiações. A matéria mostra em detalhes como o U2 realizou tentativas para levar os envolvidos a considerar o single "You're The Best Thing About Me" e o álbum 'Songs Of Experience' para o Grammy Awards, incluindo um olhar especial sobre a nova prensagem do álbum que está sendo enviado para os influenciadores de música que provavelmente farão parte do painel de votação da Academia.
A 61ª edição do Grammy Awards irá ao ar em 10 de fevereiro de 2019. Apenas as gravações lançadas entre 1º de outubro de 2017 e 30 de setembro de 2018 serão elegíveis para os prêmios deste ano. 'Songs Of Experience', lançado em 2 de dezembro de 2017, é elegível para a cerimônia de premiação deste ano. O álbum já foi apresentado à The Recording Academy para consideração.
No ano passado, o U2 fez campanha para uma indicação para o single "You're The Best Thing About Me", colocando anúncios em várias publicações da indústria da música. O anúncio foi simples, apresentando a capa do single com a nota:

New Single "You’re The Best Thing About Me" For Your Consideration


O anúncio continha os logotipos da Interscope Records, a gravadora do U2 nos EUA, bem como o logotipo da Maverick Management, que agora gerencia a banda. O single, que foi lançado antes da data de corte de 2017, foi elegível para o prêmio de 2018, no entanto, a música não foi nomeada. Isso não impediu que o U2 aparecesse na transmissão da premiação tocando uma canção da banda, assim como Bono e The Edge se juntando a Kendrick Lamar para uma performance de "XXX".
Essa aparição foi provavelmente o início da campanha para o prêmio deste ano, já que nada impressiona mais os membros da Academia, como se apresentar na frente deles.
Mas há uma campanha maior em andamento para chamar a atenção para o lançamento do 'Songs Of Experience' que aconteceu no ano passado. No final de julho, uma edição especial do álbum foi enviada para muitos na indústria de gravação. Não se tem certeza dos números exatos que foram impressos, mas devem ter sido amplamente distribuídos para obter o máximo possível de ouvintes para o álbum. Quanto mais pessoas estiverem ouvindo, ou se souberem do álbum, mais chances a banda terá de alguém votar no álbum nos próximos prêmios. O CD contido não é nada mais do que a prensagem comercial do álbum. Eles trazem diversos números diferentes de matrizes e também CD'S prensados para esta promoção, bem como possivelmente CD'S que retornaram para a gravadora desde o lançamento inicial. O conteúdo de cada um é o mesmo que o lançado comercialmente no ano passado, não há faixas extras, e esta é a edição regular do CD que termina com "13 (There Is A Light)".
É a embalagem que é interessante. Primeiro de tudo o CD é acondicionado em um belo livreto que é de 7 polegadas por 7 polegadas e se parece com um compacto de 7 polegadas. A capa e contracapa são iguais ao lançamento comercial do álbum, incluindo a citação na parte de baixo inferior da capa traseira. O CD em si é colocado em um pocket dentro do livreto.


O livreto em sua maior parte replica o livreto original. No entanto, existem algumas adições. Há uma nova imagem impressa, uma foto de página inteira da banda com um logotipo repetitivo dizendo 'eXPERIENCE' está na parte da frente do pocket do CD.


A próxima página inclui uma nota pessoal da banda que é assinada pelos quatro membros (são autógrafos impressos e não assinaturas reais). A nota diz:

Nós queríamos fazer um álbum para este momento. Para o agora de nossas próprias vidas - o que encontramos nesta jornada aleatória da inocência à experiência - e o agora deste mundo, com seu súbito flerte com o extremismo. E nós queríamos escrever músicas que soassem muito bem nas rádios. Você pode tirar os meninos do punk rock, mas você não pode tirar o punk rock dos meninos e há um pouco em nós que nos fazem lembrar o por que começamos uma banda: 'não nos perturbe, cante o refrão! 'Oh .. E nós queríamos um álbum N°1 na América novamente! (Obrigado!)
Foi um poeta amigo nosso, Brendan Kennelly, que nos desafiou: 'Se você quer chegar onde a escrita realmente vive, escreva como se você estivesse morto'. Então essas canções de experiência são uma coleção de cartas com esse tipo de clareza - cartas de amor - para parceiros, para os filhos, para nosso público, para nós mesmos. E para a América. A América está sempre nessas quatro mentes irlandesas, este país que ainda está inventando e se reinventando.
"Não é um lugar, este país para mim um pensamento, que oferece graça, para cada boas vindas pelo qual é procurado ..."
E a sabedoria que descobrimos na estrada da inocência para a experiência? Essa é a essência do que este álbum é sobre e capturado em dois dos títulos das músicas. "Love Is Bigger Than Anything In Its Way" e "Love Is All We Have Left".

Adam, Bono, Edge, Larry


O livreto contém outras surpresas enquanto você continua folheando. Duas páginas de citações da mídia sobre o álbum estão em destaque, incluindo citações de reviews de revistas como Forbes, Rolling Stone, MOJO, Variety, The Associated Press, Entertainment Weekly, USA Today, Q Magazine, Nashville Scene, The New York Times, Daily Telegraph e No Ripcord.

Forbes:

"Por que o U2, quatro irlandeses, pode ser a maior banda da América de todos os tempos? Sua paixão e crença na América ainda arde tão profundamente quanto seu fervor pela música, tão inspiradora depois de quase 40 anos".

Rolling Stone:

"Se a experiência ensinou algo ao U2, é que uma ótima música nova ainda pode parecer como o primeiro dia do resto da sua vida. 'Songs Of Experience' é essa inocência renovada".

Mojo:

"O álbum mais poderoso do U2 neste século".

Variety:

"O U2 continua sendo o padrão ouro (e platina), a única banda que você mostraria para futuras raças inteligentes".

The Associated Press:

"Um emocionante escuta ... não tanto um retorno às suas raízes como uma expedição moderna através de seu vasto reservatório de sons e temas".

USA Today:

"O melhor álbum do U2 em anos, com a banda usando sua assinatura, grandes hinos de rock para garantir aos ouvintes que, em um mundo de caos, tudo vai ficar bem ... Há uma alegria palpável que percorre o 'Songs Of Experience' ... é emocionante ouvir a famosa banda em sua forma mais direta".

Q Magazine:

"O U2 cavou fundo, mas eles permanecem tanto pós-modernos quanto imprevisíveis. Capazes de assumirem muitos sons e vozes; para invocar a inocência do início dos anos 80, mas também mais experientes, mestres de cada centímetro do jogo".

Nashville Scene:

"Reunindo as massas em um rugido delirante com o espírito de comando que os marcou como um dos mais ambiciosos (e bem sucedidos) atos de estádio de todos os tempos".

The New York Times:

"Reafirma o som que vem enchendo arenas e estádios há décadas".

Daily Telegraph:

"Songs Of Experience mostra o U2 no seu mais maduro e seguro, tocando músicas de paixão e propósito".

No Ripcord

"Em seu mais poderoso lançamento desde 'All That You Can’t Leave Behind', o quarteto escreve tanto hinos arrebatadores, bem como algumas das canções mais simples de sua carreira".



Há também uma página de 'Making The Album' com citações sobre o processo de gravação dos produtores que trabalharam no álbum. Jacknife Lee, Ryan Tedder, Steve Lillywhite, Paul Epworth, Andy Barlow, Jolyon Thomas e Brent Kutzle falam sobre as gravações.

Jacknife Lee:

"Nós teríamos um avanço com uma música e então nós voltávamos a trabalhar em outra música. O registro assumiu um novo significado no meio do caminho, então entramos nele novamente. Ainda estamos trabalhando nele. Mesmo depois do álbum ter sido lançado. Nós ainda estamos olhando para onde uma música pode ir ao vivo ou em outro lugar. O U2 é intenso".

Ryan Tedder:

"Não existe uma metáfora digna de Bono para descrever com precisão como é o sentimento ao descer a toca do coelho com o U2 como uma banda. Eles ainda querem se conectar musicalmente - com a humanidade e eles mesmos. Eles são obsessivamente comprometidos com a autenticidade em sua arte acima de tudo. Em um nível que desafia a imaginação".

Steve Lillywhite, CBE:

"Pela nona vez na minha carreira fui trazido para ajudar o U2 a terminar seu álbum. Uma coisa que não mudou desde o primeiro ao último tem sido a sua dedicação completa aos detalhes e paixão por seu ofício".

Paul Epworth:

"Essa faísca, essa conexão, esse grande grupo de músicos faz um resultado surpreendente muito maior do que a soma de suas partes. É magia, iluminada, fogos de artifício e uma alegria para contemplar. Não há muitas mais bandas por aí, muito menos ainda com essa química mágica".

Andy Barlow:

"Estávamos gravando "Love is All We Have Left" e Bono disse: "Faça soar como Frank Sinatra, cantando em uma estação espacial em gravidade zero". Foi um novo território para mim, contribuindo como parte da grande sonoridade do álbum e uma honra em trazer minha abordagem (e o vocoder!) para o som do U2".

Jolyon Thomas:

"Fomos para fazer a gravação de 'Songs Of Experience', mas no entanto, no processo de fazer isso, encontramos muito mais do que isso. Investigando a inocência, a experiência, a morte e o humor acabamos com um álbum otimista e energizado. É dinâmico sonoramente e liricamente, e este registro não só representa o Zeitgeist atual, mas também as pessoas, amor e arte".

Brent Kutzle:

"A dedicação que o U2 te com seu ofício é contagiosa. Nosso objetivo era construir o personagem e a emoção de cada música como sua própria entidade, ao mesmo tempo em que encontramos o meio-fio para unificar os mesmos. Uma das minhas favoritas permanece "Lights Of Home (St PETERS String Version)", uma canção fundamentada por uma letra pessoal e envolta em grandeza, algo que a banda sempre se destacou".



O álbum contém as outras páginas encontradas no livreto original, incluindo as anotações de Bono, em um tamanho legível. Há também um link presente para os leitores verem o vídeo "Liner Notes" online, se não quiserem ler as anotações de Bono.
Algumas pessoas que receberam esta prensagem para consideração, se desfizeram ou estão se desfazendo, e essa versão começou a aparecer em sites de leilão e em outros varejistas de CDs usados. No eBay, aparecem com uma ampla variedade de preços, de US $ 36,00 a US $ 898,00, mas a maioria fica entre US $ 200,00 e US $ 300,00. Após o Grammy, muitos desses ainda podem aparecer nos sites de leilão, e o preço cair.
Essa prensagem foi feita visando as premiações americanas, então pode ser que algo semelhante seja produzido para outros grandes prêmios como o Brit Awards.
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