"Song For Someone" 360 Version

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Bono e Noel juntos no documentário 'Oasis: Supersonic'


'Oasis: Supersonic' é um documentário sobre a trajetória de uma das maiores bandas de rock da Inglaterra, o Oasis. Batizado com o nome do primeiro single da banda, "Supersonic", lançado em Abril de 1994, o longa dirigido por Mat Whitecross e produzido pela mesma equipe de 'Amy', arrancou elogios do próprio ex-membro da banda Liam Gallagher que classificou a obra como "bíblica". “O amor e a vibe e a paixão e a raiva e a alegria que vêm da multidão, era isso, era o que o Oasis era”, diz Noel Gallagher.
O documentário tem uma parte que aborda os lendários shows da banda em Dublin em 1997. Ali, vemos uma foto do encontro que Noel teve com Bono!

Imagem do K7 com a Rough Mix de "Red Hill Mining Town" está no fanzine 'From Desert Springs Everything' do U2


O U2 lançou no Record Store Day 2017 um Picture Disc em vinil de "Red Hill Mining Town (2017 Mix)". Em uma operação muito clandestina, a gestão de U2 lançou junto um fanzine especial 'From Desert Springs Everything' ou 'Everything From Desert Springs' de 8 páginas, distribuído junto com o vinil em alguns locais, com 1.500 cópias numeradas a mão, sendo 1000 cópias para a América Do Norte, e 500 cópias para a Europa.
Em uma das páginas, vemos uma imagem que mostra o estojo de uma fita K7 com informações escritas à mão, com data de 17 De Janeiro de 1987, com uma etiqueta do Windmill Lane Recording Studios de Dublin.
O cassete informa que ali está "Red Hill - Rough Mix", registrada em Dezembro de 1986. No campo de informação se é Dolby o som, está NÃO.
Na imagem também vemos a fita da marca BASF.

domingo, 23 de abril de 2017

Rebecca Hewson, a prima distante de Bono que participou do Got Talent da Romênia


Rebecca Hewson, 19 anos de idade, prima de Paul Hewson (Bono), participará do Got Talent da Romênia. Ela quer ser julgada por seu talento, ao invés de seu parentesco distante com o famoso vocalista do U2, através da sua mãe, Imelda, que são originalmente de Dalkey.
Seu pai é romeno e ela cresceu na Romênia e na Espanha, antes de voltar para Dublin. Ela fala as Romeno e Espanhol fluentemente.

Ela disse ao The Sun da Irlanda: "Não tenho certeza o quanto distante eu sou, mas há uma relação. Meu avô Harry era de Dalkey e era parente dele, minha mãe seria uma prima dele de alguma maneira. Antes de meu avô falecer alguns anos atrás, eles na verdade se reuniram e tomaram um café antes de seu falecimento em Dalkey. Me perguntaram no Got Talent da Romênia se havia alguma coisa interessante ou diferente em mim, então minha mãe apenas disse 'dizem que há uma relação com Bono, que vai interessá-los'."

Essas revelações já têm suscitado interesse considerável no país dos Balcãs, apesar de Rebecca avisar aos juízes que ela quer julgada por seu talento, ao invés de seu parentesco famoso.
Isso não impediu um dos juizes, Andi Moisescu, brincar: "Eu ainda vou olhar para você com a mesma admiração se você aparecer com Bono na próxima rodada."



No ano passado, a linda Dubliner fez o teste para o X Factor, mas não conseguiu aguentar as rodadas finais.

sábado, 22 de abril de 2017

Um retorno do U2 ao passado, de olhos bem abertos na América - Parte 02


Volta ao passado

"Recentemente", declarou Bono ao site oficial do U2, "voltei a ouvir 'The Joshua Tree' pela primeira vez em quase 30 anos. É quase uma ópera. Com muitas emoções que estranhamente parecem atuais – amor, perda, sonhos estilhaçados, a procura do esquecimento, polarização... tudo o que importa. Cantei muito algumas destas canções, mas nunca cantei todas. E estou disposto a isso se o nosso público estiver tão entusiasmado como nós. Vai ser uma grande noite, especialmente quando tocarmos em casa, Croke Park. Foi onde o álbum nasceu, há 30 anos", recordou o vocalista, antecipando assim o concerto na Irlanda, em Dublin, de 22 de julho próximo.
Entretanto, Willie Williams, o diretor técnico que tem desenhado os palcos do U2 nos últimos 35 anos, também já adiantou algumas ideias em relação ao que as pessoas vão encontrar nesta turnê. Se na última aventura de estádios, a turnê 360º, o U2 quis reinventar a roda e perceber como poderiam encaixar públicos ainda maiores nas lotações de estádios, nesta, explicou Williams, a ideia será voltar atrás no tempo: "de certa maneira, depois da 360º é como se me tivessem dado um passe livre. Aquele foi o concerto de estádio para acabar com todos os concertos de estádio". E agora, como o U2 explica à Rolling Stone, a ideia será voltar ao tempo de 'The Joshua Tree', ter um palco inspirado no formato da icônica árvore do deserto, e, claro, voltar a surpreender. "As expectativas estão estratosfericamente mais altas do que estavam há 30 anos", admite Williams, "mas haverá certamente referências a como as coisas aconteciam naquele tempo".
O U2 chegou a 1986, "aquele tempo", após uma jogada de risco estético que lhes escancarou as portas do futuro, resgatando-os ao limbo das arenas a que poderiam ter sido condenados caso tivessem seguido a fórmula de 'War', o álbum de 1983 que incluía canções como "Sunday Bloody Sunday" ou "New Year’s Day". Com 'The Unforgettable Fire' e com a dupla formada por Brian Eno e Daniel Lanois encarregados da produção, o U2 soube reinventar-se e dar um significativo passo em direção ao futuro. Em 1985, a banda irlandesa passou muitos meses na estrada e assinou a sua mais longa turnê até à data, com 113 concertos, quase metade dos quais na América do Norte. Dessa marcante experiência nasceu o EP 'Wide Awake in America', que incluía uma poderosa versão ao vivo de "Bad", um testemunho direto do poder que Bono e os rapazes eram já capazes de arregimentar em palco. 'The Unforgettable Fire' e a turnê do mesmo nome ofereceram ao U2, na verdade, uma oportunidade de se instalarem definitivamente na mesma divisão habitada pelos maiores artistas do planeta, por gente como os Rolling Stones, Bob Dylan ou David Bowie. A oportunidade foi agarrada com unhas e dentes. E cuidadosamente ponderada.
"Passamos muito tempo discutindo o que iria ser este álbum", explicou The Edge nas páginas do livro U2 BY U2. "Bono andava lendo Flannery O’Connor e Truman Capote. Eu andava lendo Norman Mailer e Raymond Carver. Estávamos todos enfeitiçados pela América, não a América real mostrada na TV, mas o sonho, a versão da América de que Martin Luther King falava. A linguagem dos escritores americanos atingiu Bono de forma particular, e aquele tipo de imaginário e a qualidade cinemática da paisagem americana tornou-se um ponto de partida".
Do mais panorâmico ponto de vista do presente, Adam Clayton parece vislumbrar uma paisagem idêntica quando estende o seu olhar até 1986: "penso que é interessante poder voltar a 'The Joshua Tree' porque quando lançamos esse álbum e quando estávamos trabalhando nele, o mundo era um lugar sombrio, pelo menos no que dizia respeito ao Reino Unido e América. Havia um governo Thatcheriano no Reino Unido que tentava destruir o negócio do minério de carvão, procurando impor outro modelo econômico no país. Na América havia as Reaganomics e uma espécie de poder imperial que se infiltrava na política da América central e algumas coisas muito más que tinham a ver com dinheiro do tráfico de droga a financiar armas para guerras nessa zona".
Bono, em U2 BY U2, também ofereceu algumas coordenadas para este mapa emocional e lírico da América: "eu estava viajando bastante, por isso a viagem tornou-se um tema. Andava ouvindo blues e a mergulhado nos escritores americanos, desde a escrita da América nativa até aos autores negros, como James Baldwin, Ralph Ellison e poetas e dramaturgos como Tennessee Williams, Allen Ginsberg, Sam Sheppard, Charles Bukowski". Todas essas palavras abriram para Bono o código genético de um país que lhes permitiu ler os acontecimentos correntes – nas ruas da America, mas também na Nicarágua ou em El Salvador – e perceberem como poderiam ter um papel ativo num necessário alerta às novas gerações. Como poderiam também entender-se como irlandeses no mundo.

Duas Américas

Naquela altura, a banda tinha estabelecido amizades com gigantes como Van Morrison, Bob Dylan ou Keith Richards, eminências pardas da cultura rock e pontes efetivas com uma longínqua memória que o U2 pretendia explorar musicalmente no novo álbum. Os relatos da época apontam para um processo complexo, com The Edge fazendo demos de modo solitário e Bono cruzando as autoestradas da América em busca de inspiração, enquanto Adam Clayton procurava processar o peso da experiência: "se passamos muito tempo aqui ficamos cansados da forma como tudo é agressivamente vendido e imposto. A primeira coisa que eu vou fazer quando chegar a casa é mandar vir uma caneca de Guinness, porque isso é real, e depois ouço alguma música tradicional", desabafava o baixista. Já Brian Eno, em estúdio, parecia conduzido ao limite, consciente da pressão que se depositava sobre os seus ombros, resultante das expectativas e dos anseios da banda. A faixa de abertura, "Where the Streets Have No Name", por exemplo, parece ter tido uma gestação difícil e Eno só não apagou as gravações multitracks porque o engenheiro Pat McCarthy, conseguiu convencê-lo a não o fazer: "penso até que poderá ter havido uma contenção física", recordou The Edge no livro da banda. Foi outro produtor conhecido, Steve Lillywhite, que finalizou a faixa.
As gravações do álbum começaram em janeiro de 1986, estendendo-se até novembro do mesmo ano, entre os estúdios STS e Windmill Lane e ainda duas casas onde o trabalho de composição, gravação e polimento foi igualmente registrado. No meio disso, a banda ainda colecionou precioso lastro emocional na turnê 'A Conspiracy of Hope', – em que embarcou juntamente com artistas como Sting, Bryan Adams, Peter Gabriel ou Lou Reed –, no funeral do roadie Greg Carroll na Nova Zelândia e ainda na América Central, onde Bono se deslocou para se inteirar do ambiente político e social. Tudo isso acabou por surgir filtrado em canções como "Bullet The Blue Sky", "Mothers of the Disappeared" ou "One Tree Hill".
O álbum chegou a ter como título de trabalho 'The Two Americas' porque Bono parecia, justamente, dividido entre uma visão da América mítica, dos grandes espaços naturais, terra de sonhos e liberdade, e uma visão mais sombria de uma América real, cujas políticas expansionistas causavam severos danos em países periféricos. Dessa visão mais benigna falam canções como "In God’s Country", com o grupo a ser esmagado literalmente pela escala geográfica de algumas partes do país que se tinham proposto descobrir. Adam Clayton, no livro de Niall Stokes 'U2: Into The Heart' (que se dedica a descodificar as histórias escondidas nas canções), conta como o deserto marcou a banda: "foi muito inspirador para nós enquanto imagem mental para 'The Joshua Tree'. A maior parte das pessoas poderia tomar o deserto pelo que é e pensar nele como um espaço desolado, o que também é verdade. Mas com a atitude mental certa também pode ser uma imagem muito positiva porque se pode fazer algo com uma tela em branco, que é o que o deserto é efetivamente".
Entre as dúvidas de Bono, que chegou a ponderar ligar para as fábricas para interromper a fabricação do disco, e as expectativas da gravadora, que investiu muitos milhares de dólares em expositores para as lojas que destacavam o fato de pela primeira vez na história um disco ser disponibilizado simultâneo em todos os formatos – vinil, CD e cassete! –, o álbum foi lançado em 9 de março de 1987, com as lojas a abrirem na Irlanda e em Inglaterra à meia-noite para saciarem milhares de fãs ansiosos por adquirirem o novo trabalho do U2. Somente no Reino Unido, 'The Joshua Tree' registou vendas superiores a 300 mil cópias nos primeiros dois dias de seu lançamento, eliminando quaisquer incertezas que pudessem ainda existir. O álbum estreou no primeiro lugar das paradas e, no seu mercado de origem, registraria uma longa sequência de 163 semanas no topo. Quebrou recordes e tornou-se o fenômeno de vendas mais rápido da história da indústria discográfica britânica.
Na América, o desempenho foi ainda mais espetacular, com o disco estreando no sétimo lugar das paradas pop e subiu até ao primeiro lugar onde se manteria durante mais de dois meses, acumulando depois uma significativa sequência de mais de 100 semanas no topo, incluindo mais de um terço desse período nos 10 primeiros lugares. O comportamento do álbum foi, como é óbvio, potencializado pelo impacto dos singles, começando com "With or Without You". Mas apesar de preencherem todo este tempo nas paradas e de tomarem extremo cuidado com os videoclipes, a verdade é que a MTV demorou a se render ao U2, mesmo com o grupo lançando vídeos que ficariam na história, sobretudo aquele em que surgiram num telhado na baixa de Los Angeles.
"Where The Streets Have No Name", assim como "With or Without You", foi dirigido por Meiert Avis, irlandês, cuja carreira cresceu paralela à do U2, grupo com que trabalhou desde o início dos anos 80, quando dirigiu o vídeo promocional de "I Will Follow". Para a gravação do videoclipe – uma homenagem direta ao mítico concerto de despedida dos Beatles, no topo da Apple – o U2 escolheu o telhado de uma loja de bebidas – a Republic Liquor Store. As filmagens aconteceram em 27 de março de 1987. Para captar todas as imagens necessárias, o grupo preparou um mini concerto em que além de "Where The Streets Have no Name" interpretou também uma versão de "People Get Ready", "In God’s Country" e "Pride (In The Name of Love)". Claro que mesmo sem publicidade, a presença da banda não passou despercebida aos transeuntes que rapidamente se amontoaram ao redor. A polícia não demorou a intervir, como pode ser visto nas imagens utilizadas na versão final do vídeo. O produtor do videoclipe, Michael Hamlyn, tentou impedir a polícia de interromper as filmagens e quase foi preso, mas a banda conseguiu o que queria: um vídeo icônico que representa na perfeição a experiência americana. "O que se vê naquele vídeo é mesmo o que aconteceu naquela manhã, quase em tempo real", explicou o diretor. "Sermos apanhados fazia parte do plano". Poucos dias depois, em 2 de abril de 1987, o grupo embarcava então naquela que seria a sua mais longa turnê até à data e que efetivamente os colocou no topo do mundo, testemunhando a ascensão do circuito de arenas para o de estádios.

30 anos depois

"Quando começamos a fazer os concertos de 'The Joshua Tree'", explicou Adam Clayton recentemente à Rolling Stone, "aconteceram algumas coisas interessantes. Essa foi uma turnê que começou em arenas e no percurso de um processo de um ano em torno desse álbum. Aconteceu muito lá atrás, nos velhos tempos: quando se lançava um álbum, ele vendia e através do boca a boca ele ia crescendo, chegando ao número 1 das paradas com todo mundo conhecendo ele. Quando isso aconteceu fomos forçados a passar das arenas para os estádios e isso foi um passo enorme, enorme para um grupo de rapazes irlandeses com 25 ou 26 anos que tinham aceitado suportar o peso desta coisa chamada U2 e que andavam há uns cinco, seis ou sete anos nesta viagem, em peregrinação".
"Quando passamos para os shows outdoor, nos estádios, não tínhamos truques", admitiu o baixista. "Não sabíamos o que fazer. Continuamos sem o reforço de vídeo, que era algo que começava a ser uma realidade naquele tempo. Pensávamos que ia, de certa forma, diluir a música. Tínhamos uma fé inabalável na música que acreditávamos ser absolutamente adequada e grande o suficiente para encher um estádio – isso foi um enorme desafio para nós. Todas as noites, Bono precisava se expor e tentar se conectar às pessoas. De certa maneira, era uma tarefa impossível – não se consegue vencer num estádio. Independentemente da qualidade das canções, continuávamos a ser apenas um ponto minúsculo no palco e tudo depende do sistema de som. Isso era muito frustrante".
30 anos depois, tudo parece ter mudado: a tecnologia, certamente, mas também a experiência acumulada por uma banda que é a maior do planeta, uma banda que aprendeu a viver em frente à multidões maciças e globais e que reinventou a escala a que o rock and roll pode funcionar. 30 anos depois, faz sentido voltar ao deserto, à sombra da árvore de Joshua, à América mítica e à real, às canções que definiram um tempo e cujos ecos continuam a nortear um presente que todos andamos tentando perceber. E todos tentando transformar. O U2 nunca rejeitou esse papel messiânico e agora têm a vantagem de estarem de olhos bem abertos numa América que tenta encontrar um rumo. Há uma certeza absoluta: o U2 irá intervir na história, mais uma vez, quando no próximo dia 12 de maio subirem ao palco do BC Place em Vancouver, Canada, e Bono puder falar das diferentes atitudes em relação aos refugiados que os dois gigantes da América do Norte praticam. Trump há de reagir no Twitter. E o diálogo será curioso de seguir.

Originalmente publicado na BLITZ de março de 2017

Um retorno do U2 ao passado, de olhos bem abertos na América - Parte 01


30 anos depois, retornam à América com a música que os transformou na consciência do planeta. Bono quer falar para Trump e quer fazê-lo de cima de um palco com as canções de 'The Joshua Tree', o seminal álbum de 1987 – e para ouvi-las de viva voz vamos ter, desta vez, que saltar a fronteira. A ponte entre o passado brilhante e o futuro de uma banda que insiste em permanecer grande.

A maior parte das bandas, quando chega a hora de tomar decisões em relação aos próximos passos criativos, procurará inspiração na espuma dos seus dias, nos tumultos do coração, nas pequenas coisas da vida que por vezes são mais do que suficientes para preencherem grandes canções. O U2, no entanto, parecem funcionar em outra dimensão e reagir diretamente aos grandes desígnios que marcam gerações e alteram o rumo da história global.
Depois de 'Songs Of Innocence', o álbum de 2014 com que Bono, The Edge, Larry Mullen, Jr. e Adam Clayton procuraram revisitar emocionalmente o seu próprio passado, o grupo irlandês, seguindo a diretriz dos 'estados contrários' de William Blake (o artista inglês que em finais do século XVIII editou o livro de poemas ilustrados 'Songs of Innocence and Experience'), atirou-se às gravações de 'Songs Of Experience'. Mas o mundo, essa ostra em que habitam os caras que em 1980 estrearam com 'Boy', perturbou as intenções do U2 que perante a declaração do Reino Unido de uma vontade popular de abandonar a União Europeia e, sobretudo, testemunhando na América a inexorável escalada ao poder de Donald Trump, percebeu que as canções que praticamente terminaram de gravar talvez não refletissem esses tortuosos golpes nos rins da história. "Percebemos que precisávamos colocar o álbum no gelo por um minuto", explicou The Edge à Rolling Stone, "para pensar sobre tudo. O mundo é agora um lugar diferente e nós precisávamos de uma oportunidade para reconsiderar tudo".
O U2, como qualquer super-herói, têm consciência de que com grande poder vem também uma enorme responsabilidade. E uma banda que num repente viu a sua música chegar a 500 milhões de usuários do iTunes no que o patrão da Apple, Tim Cook, descreveu como "o maior lançamento de álbum de todos os tempos" e que, antes, na turnê 360º, tocou para mais de 7 milhões de pessoas em 110 megaconcertos, sabe bem que quando fala é escutada em todo o planeta. O U2 sente que neste momento precisam falar e que o mundo precisa os ouvir. É, por isso mesmo, tempo de retornar ao momento em que o U2 descobriu a América e em que o mundo descobriu o U2, tempo de retornar a 'The Joshua Tree': "foram dias difíceis e escuros", explicou The Edge, uma vez mais à revista norte-americana, referindo-se a um período em que Ronald Reagan estava na Casa Branca, com ações militares ilegais a serem levadas a cabo na América Central e ditaduras sangrentas como a que sancionou assassinatos em massa no Chile. "Até parece que voltamos lá atrás", prossegue o guitarrista. "Nunca demos a nós mesmos a possibilidade de celebrar o nosso passado porque sempre olhamos em frente. Mas sentimos que este é um momento especial e que este é um álbum especial".
'The Joshua Tree' é, de fato, um álbum especial: lançado há 30 anos – foi formalmente liberado em 9 de março de 1987 –, o trabalho de "Where The Streets Have no Name" e "I Still Haven’t Found What I’m Looking For" acumulou vendas globais superiores a 25 milhões de cópias e é, por isso mesmo, o mais popular dos registros da discografia do U2. Foi esse o disco que catapultou a banda irlandesa para a escala global, oferecendo-lhes uma voz que ultrapassou em muito o mero plano musical, transformando-os num símbolo recorrente do humanismo e do ativismo em prol das causas certas. O grupo nunca mais abandonaria esse púlpito: estas três décadas viram Bono e o U2 abraçarem causas humanitárias, declararem o apoio a líderes mundiais como Nelson Mandela ou Barack Obama e a alinharem esforços com organizações como Greenpeace, War Child ou a Anistia Internacional; o U2 celebra em palco com líderes políticos o acordo de paz alcançado na Irlanda do Norte, suportaram organizações protetoras das crianças em Chernobyl e ONGs que combatem a fome e a doença em África, colocaram-se ao lado de defensores da democracia na antiga Birmânia e junto de músicos que perderam tudo com o furacão Katrina em Nova Orleans. O U2, basicamente, têm corrido o mundo a tentar salvá-lo de si mesmo. E sentem que, uma vez mais, precisam de agir. O aniversário de 'The Joshua Tree' oferece a moldura certa para o que o grupo quer agora dizer. O fato de em apenas 24 horas terem vendido um milhão de ingressos para as primeiras datas anunciadas para uma turnê em torno do aniversário de 'The Joshua Tree' parece também querer dizer que o mundo está interessado em ouvi-los.

Não é só rock and roll…

"Sobre as eleições americanas...", elaborou Bono recentemente numa reveladora entrevista ao site oficial do U2, "enquanto banda irlandesa, claro que não tínhamos um voto, mas tínhamos uma voz e quisemos usá-la para denunciar o que nos pareceu ser uma retórica de fuga, coisas perigosas... Mas numa democracia a última palavra é das pessoas – exatamente como deve ser. Eu opus-me a Trump enquanto, ao mesmo tempo, compreendia que muitas das pessoas que o apoiaram são o tipo de pessoas com quem cresci e em que me revejo até hoje. E na minha cabeça, no mínimo, o resultado da eleição exigiu que me colocasse algumas questões: 'O que é que não estou vendo aqui?', 'Estarei desencontrado com valores americanos?', 'Estarei desencontrado com o povo americano?'". As questões com que Bono se debate são a inspiração para uma turnê que o grupo faz questão de esclarecer que não se encaixa facilmente na categoria da nostalgia – "enquanto banda", adverte Bono, "não somos conhecidos por olhar pelo espelho retrovisor". E portanto, prossegue o cantor, "no que diz respeito à turnê de The Joshua Tree, a minha esperança é, em primeiro lugar, que seja uma transcendente noite de rock and roll; em segundo lugar, se me forem permitidas ainda maiores ambições para este concerto de rock, adoraria que se tornasse uma oportunidade para que tanto o nosso público como nós próprios pudéssemos colocar a questão: 'o que significa hoje ser americano ou europeu?'. Há 30 anos, 'The Joshua Tree' encontrou um terreno comum por apelar a um terreno mais elevado. Esta será uma turnê para os vermelhos e azuis [republicanos e democratas], para a costa e para o interior... porque a música consegue unir as pessoas tanto quanto a política as consegue separar. É uma ótima tela e seria fantástico se conseguisse também ser uma meditação de alta voltagem sobre o que se passa hoje em dia".
Para já, a 'The Joshua Tree Tour' tem 33 datas anunciadas, 21 das quais na América do Norte (com os Mumford & Sons, One Republic e Lumineers como bandas de abertura) e as restantes na Europa (com os High Flying Birds de Noel Gallagher dando início à noite) com concertos já anunciados para Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha, Irlanda, França, Holanda e Bélgica. O início desta viagem ao passado está marcado para 12 de maio, em Vancouver, no Canadá, e, para já pelo menos, estende-se até ao 1º dia de agosto, data em que o grupo tocará em Bruxelas, na Bélgica. Há uma novidade importante nesta turnê que poderá ditar parte do futuro da carreira ao vivo do U2: em 9 de junho, o grupo assinará a sua primeira aparição num festival americano de primeira grandeza, o Bonnaroo, que tem lugar no Tennessee e que no cartaz conta também com artistas como The Weeknd ou Chance The Rapper. The Edge parece ansioso por essa experiência, dando a entender que poderá se repetir: "fizemos muitos festivais no início e me lembro deles sempre com grande carinho. Num festival, há um aspeto combativo que nos obriga a nos mantermos no topo de forma, de uma maneira positiva".
Como se sabe, tem havido múltiplas turnês em torno de álbuns históricos, de Screamadelica, dos Primal Scream, a The River, de Bruce Springsteen. Mas o U2 pretende fazê-lo à sua maneira, obrigando-se a resolver alguns problemas, como o fato de no tracklisting original as três primeiras canções serem "Where The Streets Have no Name", "I Still Haven’t Found What I’m Looking For" e "With or Without You", três singles que foram número 1 em 1987 e que qualquer banda mataria para poder poupar ao longo de toda uma carreira, resguardando-as, certamente, para o final apoteótico de qualquer concerto: "talvez não venhamos a começar o show com a primeira faixa", admitiu The Edge. "Deveremos precisar preparar um crescendo até esse momento". Adam Clayton também levantou um pouco do véu em declarações à imprensa americana: "talvez juntemos algumas das canções com outras de outros álbuns que possam ter temas similares. Vamos fazer experiências até nos sentirmos satisfeitos".
De acordo com as entrevistas até agora publicadas – e só Larry Mullen, Jr. parece ainda não ter sido ouvido... – a ideia de que esta 'The Joshua Tree Tour' nasceu de um impulso de fazer face ao momento histórico que o planeta atravessa parece ser a correta e tudo o que resto está sendo pensado no contratempo da estrutura musical do concerto – que deverá ter um setlist em torno das duas horas e meia, de acordo com declarações de Adam Clayton – até ao lado visual e técnico do espetáculo.
No que diz respeito ao setlist, já há uma certeza: a de que o U2 irá tocar canções que há 30 anos não são interpretadas ao vivo, como "Exit" ou "Trip Through Your Wires", e até, o caso de "Red Hill Mining Town", uma que nunca chegou a ser levada para o palco. Na 'America First' de Donald Trump, será curioso perceber como funcionará uma canção escrita em propósito de uma greve de mineiros na Inglaterra e em que se cantam palavras como "We're wounded by fear / Injured in doubt". Bono, Larry, The Edge e Adam têm razão ao reconhecer que em 'The Joshua Tree', há material que pode servir como um comentário da atualidade.

Originalmente publicado na BLITZ de março de 2017

U2 lança em segredo um fanzine chamado 'From Desert Springs Everything' para o Record Store Day 2017


O U2 lançou hoje no Record Store Day um Picture Disc em vinil de "Red Hill Mining Town (2017 Mix)". O site U2.COM liberou por 24 horas para os assinantes, um streaming da música.
E mais uma grande surpresa para os fãs! Conforme mostrou o site U2Tour.de, em uma operação muito clandestina, a gestão de U2 lançou um fanzine especial 'From Desert Springs Everything' de 8 páginas, distribuído junto com o vinil em alguns locais, como Holanda, Alemanha, incluindo fotos e uma entrevista por Dave Fanning com Steve Averill, designer das capas para o U2 desde 'Boy'. Na entrevista, Averill relatou, entre outras coisas, a sessão de fotos no deserto naquela época e a importância hoje de 'The Joshua Tree', 30 anos depois.
A edição é estritamente limitada em 1.500 cópias numeradas à mão, que foram enviadas para as lojas de discos independentes selecionadas. 50 fanzines foram enviados para a Alemanha, todos eles exclusivamente para a Michelle Records em Hamburgo.
Todas as cópias são numeradas individualmente! Ele tem um visual bem anos 80. A gestão do U2 conseguiu manter em segredo este lançamento. É um item de colecionador que já se tornou uma raridade!






sexta-feira, 21 de abril de 2017

Bono fala sobre seu imenso carinho e respeito por Javier Bardem


O ator Javier Bardem está na capa da nova edição da Revista Esquire, e na matéria Bono detalha seu imenso carinho e respeito por Bardem, à quem chama de 'J Man', e conta que o desafiou para uma competição de bebidas para se certificar de que ele era um parceiro adequado para Penélope Cruz.

"Eu tenho sido um fã de Javier desde Jamón, Jamón. Tornei-me seu amigo na década de 2000. Ele apareceu em shows do U2, assustou o nosso público com sua air guitar e roubou o coração de nossas mulheres. Penélope Cruz, sua esposa, é uma amiga — é claro que eu tinha que ter certeza que este homem que eu admirava na tela estava à altura de um encontro com a Bad Penny, como é conhecida na Irlanda. Ele veio para uma bebedeira, e no final da noite eu lhe pedi para casar comigo. Um cara macho tem um lado feminino para ser um grande ator — em contato com seus sentimentos e tudo isso. Se você duvida de mim, confira o J-Man com um echarpe de penas em 2015 no show do U2 em Barcelona. Há um lado muito sério neste cara. Ele despreza a injustiça e tornou-se um guerreiro da campanha (RED), não só porque pagamos por medicamentos para as pessoas que não podiam pagá-los, mas porque tal desigualdade irritou ele. Nesse sentido, ele tem um valor muito espanhol — a educação fica de lado quando certas coisas o incomodam. Ele foi moldado para o combate."

Como o U2 (ou só Bono) pode ter ido parar no disco de Kendrick Lamar


Quando você sai com Jimmy Iovine por um bom tempo, mais cedo ou mais tarde você vai conhecer o Bono. É o que Mike Will Made-It nos fez acreditar. Falando com o BuzzFeed News, o super-produtor descreveu como o vocalista do U2 deve ter acabado na órbita de Kendrick Lamar e de "XXX", uma das canções do novo álbum 'DAMN', do artista de hip hop.
Mike, que co-produziu "XXX", juntamente com DJ Dahi, Sounwave, Bekon, e Top Dawg — não estava na sala quando Bono gravou sua parte da música, mas ele disse que ele tem uma ideia de como a colaboração aconteceu. Ele encontrou pessoalmente Bono algumas vezes ao longo dos anos na casa de Iovine, o chefe da Apple Music e fundador da Interscope Records, o selo que assinou com Mike, Lamar e U2.
"Eu fiz um café da manhã com Bono, eu tive um almoço com Bono, apenas por sermos próximos de Jimmy", disse o produtor, conhecido por seu trabalho com Future, Rae Sremmurd e Katy Perry.
A primeira vez que Mike e Bono se reuniram, há anos, um não conhecia o outro. "Claro que sei quem é o U2, mas eu não sabia quem estava comendo na mesa comigo", Mike confessou, rindo. "Jimmy veio como: 'Você sabe quem ele é?' E eu: 'Caaaara, com todo respeito, mas não'."
"Jimmy pode ter qualquer um por perto", ele explicou. "Ele pode ter o proprietário do SoundCloud, ou o proprietário de uma outra empresa, você sabe o que estou dizendo?' … Então eu: 'Não, não sei quem é este cara legal que é seu amigo'. E ele disse: 'Pô, é o lendário Bono do U2', e eu: 'Meu, irado...' E então ele disse para Bono: 'Ei, este é um grande produtor'... Depois disso, nós trocamos números de telefone, nós trocamos e-mails e sempre dissemos que queríamos trabalhar juntos."
Quando ele estava trabalhando em sua própria batida que se tornou "XXX" no ano passado, Mike realmente não tinha ideia de que seu ocasional companheiro de almoço acabaria na canção. Ele não ficou totalmente surpreso quando Lamar ligou para ele dando a notícia ("tenho certeza que ele encontrou Bono várias vezes também"), mas ele teve dificuldade em imaginar como que a música inicialmente soaria para os outros. "Eu estava realmente tentando imaginar: 'como o U2 poderia ser colocado naquela faixa? A faixa é apenas uptempo'."
Para isso funcionar, a equipe de produção do Lamar expandiu o molde estabelecido pela bateria original de Mike (ouvida na metade da canção), adicionou transições e algumas novas seções instrumentais, incluindo o piano deprimente que acompanha a parte do Bono.
Quando Mike ouviu o produto final, ele ficou encantado com a forma como tudo se conectou. "Cada um desempenhou um papel. Fui para produzir esse disco e, junto com Lamar, fazer alguma coisa criativa. Com o Bono, eu não queria realmente forçar ele ou fazer ele explodir, porque eu nem tinha certeza se nós podíamos trabalhar juntos. Mas com todo mundo adicionando suas contribuições para esta canção, ela ficou boa pra caralho, cara."
Em entrevista, Lamar contou que originalmente a canção tinha seis versos.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Em entrevista na BBC Radio 2, Bono fala sobre "Red Hill Mining Town", ensaio de 'The Joshua Tree' e ouvir discos de vinil da década de 90 com seu filho


Bono concedeu uma entrevista hoje para Chris Evans na BBC Radio 2. Para coincidir com Record Store Day neste sábado, o U2 lançará o single de "Red Hill Mining Town" com o novo mix 2017 da faixa.
Conhecida como "o single que nunca aconteceu", Bono revelou como a banda desistiu de tocar a música ao vivo, pois ele nunca poderia alcançar as notas altas em 1987 quando eles lançaram o álbum 'The Joshua Tree'.
Bono revelou que seus vocais na música foram modelados sobre o falecido cantor Joe Cocker. "Na minha cabeça, sempre esperei que Joe Cocker fosse cantá-la. E na minha cabeça estava tentando fingir ser o Joe Cocker."
Ele falou que agora aprendeu a cantar: "Eu costumava escrever canções que eu não poderia cantar. Às vezes estava tudo certo, porque o esforço para alcançar a nota fazia parte do drama. Ocasionalmente, eu estragava o próximo show. Então deixamos "Red Hill Mining Town" fora dos setlists. Mas desde então eu canto um pouco melhor. Acredite ou não, eu aprendi a cantar. Eu era mais um cara que berrava, gritava, vindo da tradição do punk rock."
O U2 sairá em uma turnê comemorativa do álbum que completou 30 anos de existência, e Bono revelou que eles no início não pretendiam tocar mais do que quatro ou cinco músicas nos shows. Ele revelou que ficou surpreso ao ver que havia uma demanda enorme para as músicas do disco serem tocadas ao vivo, e que ele acha que são tão relevantes hoje como eram há 30 anos.
Bono contou: "A banda adora ensaiar. Eu não sou muito bom em ensaiar. Eu fui outro dia e ensaiamos 'The Joshua Tree' pela primeira vez em 30 anos. Na verdade foi uma experiência avassaladora. Fiquei realmente surpreso como ele soava depois de 30 anos e quão relevante, realmente, ainda é com o que está acontecendo no mundo. Parecia haver uma conexão. É um álbum com canções especiais, com certeza. Estamos tocando o álbum em sequência e "Red Hill Mining Town" está se tornando uma das faixas mais importantes enquanto ensaiamos."
Bono disse também que ele está marcando a data do Record Store Day para ouvir músicas dos anos 90 com seu filho Elijah, com muita coisa Britpop.
Ele disse: "Nosso toca-discos está em nossa cozinha. Fazemos festas em nossa casa. Algumas das melhores agora são feitas pelos meus filhos e filhas. Tocamos todos os tipos de coisas. Meu filho Elijah e eu vamos através da década de 90 – Oasis, Stone Roses. Ele está redescobrindo tudo isso e eu estou descobrindo com ele – em vinil. Ouvimos o novo álbum do Eagulls. Eu não estou falando da banda californiana, eu acho que eles são de Leeds, talvez. É muito bom."
Sobre a 'The Joshua Tree Tour 2017', Bono voltou a falar que o plano eram 2, 4 shows, mas acabaram marcando quase 40 shows. Ele não falou nada sobre a possibilidade de novos shows para esta turnê em outras partes do mundo.
"Peço desculpas às pessoas na Escócia e País de Gales que precisam ir para Twickenham (em Londres), e até Dublin, onde pudemos fazer apenas um show. Vamos ver o que acontece."

"Save The Children": o primeiro passo da sonoridade de 'POP' do U2


Meses antes de entrar em estúdio para gravar o disco sucessor de 'Zooropa', o U2 separou um tempo e gerou projetos independentes para ver como os integrantes trabalhavam sozinhos.
Em 1994, a gravadora Motown Records preparou um álbum tributo de Marvin Gaye, e Bono foi convidado a participar. Gaye foi um cantor e compositor norte-americano, que morreu em 1984. O vocalista do U2 disse (no seu humor típico irlandês), que "depois de muita oração e jejum", decidiu cantar a música "Save The Children". O tema foi gravado com o acompanhamento da voz falada de Marvin recitando a letra de sua canção. Bono gravou seu cover no STS Studios em Dublin, no final de 1994. Esta versão foi produzida por Nellee Hooper e mixada por Mark "Spike" Stent. Esta dupla viria a trabalhar nas músicas do U2 para o próximo álbum, 'POP'.
"Save The Children" é um clássico da década de 1970, vinda do álbum 'What's Going On', um dos mais influentes na história do rock and roll.
A dupla Hooper e Stent foi muito bem avaliada em seu trabalho por Bono, uma vez que estavam produzindo estrelas do momento e eles foram os criadores dos sons Trip-Hop e eletrônico que levou os discos de Madonna, Massive Attack e Bjork à serem número um no mundo.
No que diz respeito a gravação feita por Bono, que seria editada para o disco 'Inner City Blues', lançado em outubro de 1995, o clássico dos anos 70 foi totalmente renovado para os anos 90, em que o som está cheio de samplers e bases eletrônicas que deixaram Bono muito entusiasmado. A versão gravada na Irlanda tem todos os elementos que foram implantados depois em 'POP'.
Esta música marca um antes e um depois de noções básicas de como criar sons que o U2 procuraria em seu álbum 'POP'. No ano de 1995, Mark "Spike" Stent foi chamado para trabalhar com o U2 em estúdio, e foi o engenheiro de mixagem no single "Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me" e em seguida (juntamente com Nellee Hooper), em 1996 eles mixaram e ajudaram Flood na produção do álbum lançado em 1997, onde estão os hits "Discothèque", "Staring At The Sun" e a canção símbolo do novo som que queriam implementar em sua discografia, a dance e industrial "MOFO".



Do site: U2 VALENCIA

'POP': em vez de festa, uma manhã após a festa


Em entrevista para a Rolling Stone em 2005, Bono revelou:

"Na década de 90, eu estava tendo a época da minha vida. Nunca senti que eu era particularmente bom em ser uma estrela do rock. Sempre pensei: 'isto está sendo oferecido para o cara errado. Dê para aquele cara magro, sem fertilidade, não o cara que parece um boxeador ou um pedreiro'. Eu não era tão bom para estas coisas. Mas eu acabei ficando muito bom nisso.
Tudo começou na época do 'POP', que ia ser este álbum para comemorar a superfície das coisas. Tivemos uma ótima vida. Estávamos ouvindo um monte de música DANCE, ficávamos acordados a noite toda. Éramos jovens, nossos amigos ao redor. Foi um momento maravilhoso, e nós tentamos capturar isso em canções como "Discothèque" e "If You Wear That Velvet Dress". Todas aquelas músicas lindas, sensuais.
Mas em vez de soar como uma festa, acabou soando como a manhã depois da festa, a ressaca. Eu quis descrever meu hedonismo em termos religiosos — como o conceito de carnaval, um conceito cristão, uma celebração da carne, antes a negação, que é a Quaresma. Mas o carnaval pode ter durado um tempo longo demais."

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Os primeiros esboços de capas para o que viria a se tornar 'The Joshua Tree'


The Joshua Tree. Um álbum com uma capa icônica. Ou na verdade, muitas capas.
As notas no encarte do álbum original informam que a fotografia foi feita por Anton Corbijn, o design e layout por Steve Averill e a arte da capa pela The Creative Dept. Ltd. Esse era o nome da empresa de design que Steve Averill abriu em 1983, e ele usou esse nome até o lançamento de 'The Joshua Tree'. Enquanto trabalhava sob esse nome, Averill foi responsável por uma série de capas, incluindo Under A Blood Red Sky. O nome seria mudado para Works Associates em 1988 e mais tarde, a familiar Four5One, e atualmente é Amp Visual.
O trabalho de design de Averill teve início em The Joshua Tree antes que o álbum tivesse um nome. Nas fases iniciais do trabalho de design, o álbum contou com uma borda verde em volta de três lados de uma imagem em preto e branco. O texto em dourado foi uma primeira parte do projeto em que a ideia se manteve até a capa definitiva. Nestes projetos, o nome U2 está acima, no canto superior direito da imagem. À direita do texto e abaixo dele tem um espaço reservado para um futuro título a ser escolhido, e lemos "The New Album Title" com cada palavra em uma linha separada. Há um pequeno espaço quadrado reservado no canto, entre o "U2" e o "The". E embora difícil de ver nas imagens, uma linha dourada contorna a foto. Há também uma linha horizontal no "Title".
A primeira imagem mostra uma carcaça de caminhão abandonada, enferrujada no deserto, com algumas montanhas no fundo e um pequeno arbusto atrás do caminhão. A segunda imagem também parece ser uma paisagem desértica, mostrando um velho avião, com três pessoas desconhecidas na frente dele, com grandes bagagens atrás. Uma das pessoas parece ser uma criança.


Assim que o álbum ganhou um nome, e o projeto progrediu, a borda verde foi abandonada e uma borda branca foi escolhida, com a silhueta da árvore icônica. A capa apresentava uma foto de Zabriskie Point, no Vale da Morte, em preto e branco, cercada em três lados pelo branco. "U2" foi colocado acima da imagem no canto superior direito, e "The Joshua Tree" abaixo da imagem. Ambos estão em texto cinza.

A próxima iteração da capa recebeu a mesma foto de Zabriskie Point como na capa anterior, e se espalhou na capa inteira. O álbum ganhou aqui as conhecidas barras pretas acima e abaixo da imagem e uma fina borda dourada na parte de cima e de baixo da imagem. Neste caso, todo o texto foi colocado acima da foto, no que parece ser uma caligrafia escrita "The Joshua Tree U2". Esta ideia para o álbum, é de que seria uma capa dobrada, onde mostraria esta imagem de Zabriskie Point na frente e a banda só seria vista na parte de trás da capa.

Em uma entrevista para a Soundbard, Averill falou sobre as ideias de uma paisagem única. "Nós conseguimos a capa do álbum com bastante rapidez. Eu tentei uma opção onde havia apenas a paisagem na capa — com um disco de jazz ECM, sem a banda. Parecia bom, mas não era o que nós procurávamos. Chegamos muito rapidamente na imagem cinematográfica. Anton e eu escolhemos as fotos juntos e testei várias coisas. Foi um processo suave."

Do site: U2 Songs (antigo U2 Wanderer)

A jaqueta de couro preta utilizada por The Edge na turnê ZOOTV em 1992



No ano de 2008, uma enorme coleção de artigos de músicos foram leiloadas pela Music Rising, no Hard Rock Café em Nova Iorque e no site 'Julien Auctions'.
O evento de caridade, co-fundado por The Edge, serviu para angariar fundos para o golfo central dos Estados Unidos, região devastada por vários tornados.
O guitarrista do U2 cedeu uma jaqueta de couro preta, criada pelo designer britânico Joe Casely Hayford para a Zoo TV Tour em 1992.
Ela foi arrematada por 31,250 dólares!


terça-feira, 18 de abril de 2017

Logotipo da 'The Joshua Tree Tour 2017' começa a fazer sentido


Com as primeiras imagens do palco sendo construído, o logotipo para promover a turnê 'The Joshua Tree Tour 2017' começa a fazer sentido.

A árvore esticada em cor dourada estará no scrim do palco, e como se fosse uma sombra sendo refletida, a árvore na cor prata (como aparece em plantas dos locais dos shows) formará no chão a passarela e o palco B!


Não era uma partida de futebol, e sim um show do U2


10 De Julho de 1987. Feyenoord Stadium De Kuip. Roterdã, Holanda.

Este show da turnê original de 'The Joshua Tree' foi marcado pela festa do público. No segundo anel da arquibancada, as pessoas cantavam e gritavam como se fosse um jogo de campeonato de futebol.
Um jornal holandês mostrou uma foto na época (a que estampa a postagem) do fãs com um banner gigante da banda pintado, com a clássica imagem da parte de dentro da capa do disco 'The Joshua Tree'!

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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