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terça-feira, 10 de maio de 2011

Bono completa 51 anos de idade, com 35 anos dedicados ao U2

O vocalista do U2 completa 51 anos hoje, sendo 35 deles dedicados à banda. Nascido em Dublin, na Irlanda, ele compõe junto com o guitarrista Edge a maioria das faixas do grupo, muitas vezes se apoiando em temas sociais e políticos. Além disso, o cantor está sempre envolvido em causas sociais. Ele conheceu seus companheiros de banda em 1976, após responder um anúncio no colégio Mount Temple.
O primeiro disco com o U2 veio em 1980, intitulado 'Boy'. De lá para cá, foram mais 11 álbuns, sendo o último 'No Line On The Horizon', de 2009.
Em 2011, a banda voltou ao Brasil para apresentar a turnê 360º
O vocalista recebeu felicitações do ex-jogador Ronaldo Nazário. "I want to wish my dear friend Bono a very happy birthday. Hope to see this great master of music very soon". Em tradução livre: "Quero desejar ao meu querido amigo um feliz aniversário. Espero ver este mestre da música em breve".

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Angelina Jolie, Brad Pitt e filhos visitaram mansão de Bono na França em 2008 - Arquivo 'Bono 50 Anos'

Angelina Jolie e Brad Pitt levaram três dos quatro filhos para um passeio na casa de Bono, líder do U2, no sul da França, em 2008. Maddox, Pax e Zahara foram com os pais a uma praia de pedras na península de Saint Jean Cap Ferrat, na riviera francesa, perto da mansão do músico.

The Edge, guitarrista do U2, acompanhou a família de celebridades durante o dia de folga.
Já Angelina, grávida e usando um vestido largo, foi flagrada carregando Zahara no colo para cima e para baixo.

O casal estava no sul da França hospedado na casa de Paul Allen, um dos fundadores da Microsoft. A região de Saint Jean Cap Ferrat é conhecida por reunir casas de milionários do mundo todo.
Outro convidado especial da tarde entre amigos foi o ator e diretor Robert DeNiro, que estava com a mulher, Grace, e os filhos gêmeos Julian e Aaron, de 12 anos, e Elliot, de 10.

domingo, 24 de abril de 2011

Tudo sobre o encontro entre Bono e Lula, na luta contra a pobreza - Arquivo 'Bono 50 Anos'

Quando Bono e o U2 viajam em turnê, junto está a ONE, uma das organizações de ação social da qual Bono foi co-fundador em 2004.
As outras organizações das quais Bono faz parte são a DATA (Dívida, AIDS, Comércio, África), criada em 2002, e a RED, criada e dirigida por Bobby Shriver. A RED arrecada fundos com a venda de produtos que são ícones globais e o dinheiro é destinado ao combate à tuberculose, AIDS e malária.
O CEO, o grande executivo da ONE, é Joshua A. Bolten. Este cidadão, que toca a banda social de Bono na ONE, trabalhou por 6 anos na Casa Branca, diretamente com o presidente dos EUA, George Bush, o Júnior.
Joshua Bolten dirigiu a Administração e o Orçamento da Casa Branca de 2003 a 2006 e foi Chefe de Staff na sede do governo entre 2006 e 2009. Sim, Joshua trabalhou com Bush Júnior, aquele dos poderosos lobbies. E foi esse o motivo, lobby (valendo o sentido norte-americano do termo) que levou Bono a trazer Joshua para a ONE.
Joshua esteve na conversa entre Lula e Bono, que se deu na segunda-feira dia 11 de abril, entre as 14 e as 16 horas na Suíte Presidencial, 19º andar do Hotel Sofitel/Ibirapuera. O U2 estava no Brasil com a turnê 360º.
Presentes e testemunhas do encontro o empresário Paulo Okamoto - um dos coordenadores do Instituto Lula -, Marisa Leticia e outro assessor da ONE, Oliver Buston. A tradução ficou por conta de Sérgio Ferreira, o mesmo que trabalhou com Lula na Presidência.
Num dos trechos principais da conversa, no seguinte diálogo, disse Bono, textualmente, palavra por palavra, ao ex-presidente do Brasil:
-Deixe-me dizer uma coisa que talvez seja impertinente.
-Pode dizer...
-... o seu trabalho, agora que você deixou a presidência, ele de certa forma só começou. Deixe-me sugerir que há um trabalho maior, que envolve 1 bilhão de pessoas, e sua presença física...
-Sim...
- Você é nosso chefe! Nós temos 2 chefes. Nelson Mandela...eu fui do movimento anti-apartheid quando o Nelson Mandela pediu para eu me envolver... temos o Nelson Mandela e (Desmond) Tutu, mas eles se aposentaram. Nós olhamos em volta e quem pode nos ajudar a levar as coisas adiante? Nós trabalhamos com a direita e com a esquerda, com Bush...
Nesse instante, Bono interrompe sua fala e pergunta:
-...bem, quem está à esquerda de Bush?
A resposta é de Joshua, o ex-assessor de Bush:
-À esquerda do Bush? Todo mundo está à esquerda do Bush...
Finda a gargalhada geral, Bono prossegue:
-...trabalhamos com a direita e com a esquerda, com Bush e com Gordon Brown. Mas esse modelo antigo quebrou. Agora há um novo centro.
-Sim...
-Eu sugiro que o seu destino é pegar isso que você fez no Brasil e levar adiante. Eu tremo ao dizer isso, porque o senhor já poderia se aposentar, mas o senhor é um lutador e está pronto para a batalha.
Sob atenção e testemunho de Joshua Bolten e dos demais, e em meio a elogios, disse ainda Bono à Lula:
- O senhor é um homem mágico, mas nós não acreditamos em mágica, acreditamos em estratégia e sabemos que o senhor tem estratégias. Nós queremos conhecer as suas estratégias.
Lula, na síntese de sua resposta, disse:
-Eu quero que vocês saibam que eu estou nessa luta pela África de corpo e alma.
No início da argumentação, Lula discorreu sobre seu período de governo.
Falou das iniciativas em relação ao continente africano (embaixadas, fábrica de retro-virais, a universidade federal Luso-Afro-Brasileira em Redenção, entre outros exemplos) e relatou:
-A elite brasileira me criticou muito por isso, mas para mim o Oceano Atlântico é apenas um rio (...) o Brasil tem uma imensa fronteira com a África e muitas possibilidades de parcerias.
Na sequência, o ex-presidente esmiuçou algumas políticas públicas do seu período; do Bolsa Família e ampliação do mercado interno ao Luz para Todos, contou que seu governo "foi bom também para os ricos" e, em determinado momento, deve (é de se supor) ter provocado alguma perplexidade no ex-assessor de George Bush. Isso, no instante em que disse:
- Foi preciso um metalúrgico socialista para implantar o capitalismo no Brasil e ampliar a criação de empregos...
Nesse clima de diálogos surpreendentes, o republicano Joshua Bolten também não se furtou em fazer sua frase. Confessou o ex-assessor de Bush:
- Me juntei à ONE porque nos meus anos na Casa Branca nunca vi um lobbista tão eficiente quanto o Bono...
Bono relatou a Lula o que quer com a ONE: que ela seja uma força global de lobby para os pobres, algo tão forte como a NRA é para quem defende a posse de armas nos Estados Unidos...
Disse ainda o líder do U2 que a África hoje "olha para dois lados" e que vê estes lados, a Ásia e o Brasil, como exemplos de locais que tiraram pessoas da pobreza.
Bono fez um reparo quanto à direção dos olhares da África:
- Enquanto a Ásia é autocrática, o Brasil é um modelo democrático, um modelo que eu prefiro...
O líder do U2 elogiou muito a Mo Ibrahim, um empresário sudanês de telecomunicações que paga um prêmio de U$5 milhões para os presidentes africanos que deixem os governos sem tentar a ampliação dos mandatos originais.
Mo Ibrahim, para Bono, é modelo de empreendedorismo, tecnologia, transparência e democracia para a África.
Um dos pontos da conversa entre Bono e Lula foi a China. O líder do U2 pediu a Lula que ajude a convencer os chineses a aprovar uma lei para garantir a transparência dos investimentos da China na África. Ou seja, a ideia é tentar cercear, ao menos diminuir, a corrupção.
Na quinta-feira, 14, se reuniram as equipes da ONE, sem Bono, e a que está criando o Instituto Lula.
O ex-presidente informou a Bono que está "construindo" a proposta do Instituto Lula para a África e ambos combinaram de voltar a conversar........

quinta-feira, 17 de março de 2011

Festival de Abraão em Jerusalém: uma idéia de Bono - Arquivo 'Bono 50 Anos'

"Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a língua ao paladar, se não me lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria." (Salmos 137:5-6)
Em janeiro de 2010, o New York Times publicou "10 ideias para tornar o mundo mais interessante saudável e civilizado", oferecidas por Bono.
Uma destas propostas foi um festival cultural de Abraão unindo Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, de preferência ocorrendo em Jerusalém. E arrematou: “Políticos nao seriam permitidos. Só artistas”.
Bono já cantou sobre Jerusalém em algumas canções do U2. 'With A Shout' é uma delas. A letra se refere à crucificação de Cristo, e foi escrita em uma época que três membros da banda lutavam entre sua música e sua fé. O refrão traz Bono cantando 'Jerusalém'.
Jerusalém capital de Israel e sede de seu governo, é a maior cidade do país.

A santidade de Jerusalém é reconhecida pela três grandes religiões monoteístas - o judaísmo, o cristianismo e o islã - mas a natureza desta santidade difere nas três crenças.
Para o povo judeu, a própria cidade é santa. Escolhida por Deus em sua aliança com David, Jerusalém é a essência e o centro da existência e continuidade espiritual e nacional judaicas. Durante 3.000 anos, desde o tempo do Rei David e da construção do Primeiro Templo por seu filho, o Rei Salomão, Jerusalém tem sido o foco da prece e da devoção judaicas. Há quase 2.000 anos os judeus se viram na direção de Jerusalém e do Monte do Templo quando rezam, onde quer que estejam.
Para os cristãos, Jerusalém é uma cidade de Lugares Santos associados a eventos da vida e ministério de Jesus e ao início da igreja apostólica. Estes são locais de peregrinação, prece e devoção. As tradições que identificam alguns destes sítios datam dos primeiros séculos do cristianismo.
Na tradição muçulmana, o Monte do Templo é identificado como "o mais remoto santuário" (em árabe: masjid al-aksa), de onde o profeta Maomé, acompanhado pelo Anjo Gabriel, fez a Jornada Noturna ao Trono de Deus (Alcorão, Surata 17:1, Al-Isra).
A canção “Yahweh”, um título que utiliza a palavra em Hebreu para Deus é a mais espirituosa das canções do álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb', do U2. Yahweh é o nome de Deus para os judeus. De tão santo, eles evitam falá-lo, freqüentemente substituindo-o por SENHOR. Bono comentou: "Eu tinha a idéia de que ninguém pode ser o dono de Jerusalém, mas todos querem pôr suas bandeiras lá. O título é um nome muito antigo, que não pode ser falado. Eu contorno essa situação ao cantá-lo. Espero não ofender ninguém”.


"Três mil anos de Jerusalém são para nós, agora e eternamente, uma mensagem de tolerância entre religiões, de amor entre os povos, de entendimento entre as nações..."
(Yitzhak Rabin, setembro de 1995)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bono, um cara super família - Arquivo 'Bono 50 Anos'

Quem está acostumado a ver Bono nos palcos ou lutando por causas sociais não imagina que o vocalista do U2 também é um cara superfamília. Casado com Ali Hewson - sua primeira e única namorada - desde 1982, ele tem quatro filhos: Jordan, 21, Memphis Eve, 19, Elijah, 11, e John, 9.
Em novembro do ano passado ele foi fotografado passeando com as duas filhas mais velhas, Jordan e Eve, pelas ruas de Nova York. Eve, por sinal, herdou do pai o talento para o estrelato: este ano ela estreia nas telonas ao lado de Sean Penn.
A família Hewson se mudou de Dublin, na Irlanda, para uma cobertura duplex na região do Upper West Side, em NY, há um ano. Tudo para ficar perto das meninas, que estudam nas universidades Columbia e New York, nos arredores da cidade, disse Ali em entrevista ao jornal irlandês "Independent Woman".
O que certamente chama a atenção nas imagens do trio, clicado nos arredores de casa, é ver Bono, um rockstar e sex-symbol para muitas gerações, mostrando o lado paizão ao lado das filhas adultas - e lindas. Símbolo do que há de mais cool na cultura pop, Bono diz que sente o mesmo medo que a maioria dos pais do planeta: que as filhas o achem chato e constragedor.
Em entrevista ao programa de rádio inglês "Breakfast Show on Absolute Radio", Bono disse que Jordan e Eve estavam morrendo de medo de que o pai entediasse Jay-Z e Beyoncé quando o casal visitou a casa da família em St. Tropez, no verão passado. "Fui buscar uma garrafa de vinho na geladeira e escutei Jordan dizendo isso aos amigos. Ela ama Jay-Z e Beyoncé", contou. E não parou por ai: "Eu também a escutei dizendo: 'Ele está provavelmente enchendo o saco deles falando sobre alguma coisa sobre a África'. O pior é que eu provavelmente estava mesmo", brincou.
Hoje adultas, Jordan e Eve seguem caminhos diferentes em relação ao futuro profissional. 
Jordan, belíssima, estuda política e ciências na sociais na Universidade Columbia -a mesma em que Chelsea Clinton se graduou - e trabalha nos projetos sociais e instituições filantrópicas do pai.

Já Eve se dedica à carreira de atriz em Holywood. Estudante do curso de artes cênicas da Universidade de Nova York, Eve está atualmente trabalhando em seu primeiro grande papel na capital do cinema, no filme "This Must Be the Place".
Mary, sua personagem, é uma jovem fã de punk rock que se torna a melhor amiga do protagonista, vivido por Sean Penn, um dos melhores amigos de Bono.



Matéria do site IG (que em sua publicação original colocou o verdadeiro nome de Bono como sendo....... John Hewston!)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

U2 e Bono se adaptam aos novos tempos - 'Arquivo Bono 50 Anos'

Publicada em 26 de Outubro de 2009 - IG Música

Mesmo que mantenha seu status como uma das poucas bandas que ainda conseguem encher estádios, o U2 se supreeende com a rapidez com a qual seu mundo tem mudado – musicalmente e politicamente.
O carismático líder da banda, Bono, em humor meditativo conforme o U2 encerra a passagem de sua turnê "360" pela América do Norte, nota uma atmosfera diferente e mais polarizada nos Estados Unidos desde que a banda cantou seu hino, "City of Blinding Lights", na posse do presidente Obama em janeiro.
"Eu não achava que se chegaria a isto tão rápido, depois da alegria daquela eleição", disse Bono em uma entrevista a bordo do avião da banda, conforme eles seguiam para a próxima parada da turnê. "Eu achava que a América parecia bem... Agora as coisas estão ficando difíceis."
Bono diz manter contato com Obama e estar confiante que o presidente cumprirá as promessas feitas durante a campanha, incluindo o assunto favorito do cantor: o financiamento do combate à Aids na África. "A gestão Obama está apenas começando. (Ele) prometeu dobrar a ajuda nos próximos anos, porque embora (o presidente George W.) Bush tenha triplicado o valor... os Estados Unidos ainda oferecem metade do que os países europeus doam como porcentagem e eu acredito que ele sabe que isto não é certo".
Enquanto isso, o astro do rock Bono e o próprio U2 passam por algumas dificuldades – por mais incongruente que isso possa parecer para uma banda que terá se apresentado a milhões de pessoas antes que a turnê seja encerrada no próximo ano (O U2 encerrou sua passagem pela América do Norte em Vancouver, British Columbia.)
Como muitas bandas na era digital, o U2 luta para conseguir novos ouvintes. Seus membros admitem frustração com a média de vendas do seu álbum mais recente e imaginam, como o baixista Adam Clayton explica, se a ideia de fãs apaixonados por rock já não é uma coisa do passado (Um experimento – o U2 transmitiu um dos shows em Los Angeles no YouTube).
"Os desafios comerciais têm que ser confrontados", disse Clayton durante uma entrevista nos bastidores do programa "Saturday Night Live", enquanto esperava pela apresentação da banda. "Mas eu acho, de certo modo, que o desafio mais interessante é, 'O que é o rock'n'roll neste mundo em mudança?' Por que, até certo ponto, o conceito do fã de música – o conceito da pessoa que compra música e escuta música pelo simples prazer da música – é uma ideia antiquada."
O último CD da banda, No Line On The Horizon, estreou no topo das paradas de sucesso quando foi lançado, e vendeu respeitáveis um milhão de cópias, de acordo com a Nielsen SoundScan. Mas o CD, que traz experimentações do U2 com música mais eletrônica, é o álbum de menor venda da banda em mais de uma década. Ele representa uma queda marcante do álbum How to Dismantle an Atomic Bomb, de 2004, que vendeu 3,2 milhões de cópias até hoje, e de All That You Can't Leave Behind, de 2000, que vendeu 4,3 milhões de cópias.
No Line também é um álbum que não tem uma faixa de sucesso marcante. O último CD do U2 teve "Vertigo", que não foi uma música muito grande nas paradas de sucesso, mas se tornou tão onipresente graças ao comercial do iPod da Apple que pode ser considerada número um.

O primeiro single de No Line – a acelerada e otimista "Get on Your Boots" – não tem uma plataforma semelhante e não chegou ao topo da parada de 30 sucessos da revista Bilboard. Enquanto isso, "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight" foi usada no comercial do Blackberry como parte da nova parceria entre o aparelho celular e o U2, mas não foi lançada como single.
Músicas do novo álbum são claramente um sucesso entre os fãs assíduos da banda. "Get On Your Boots" arrancou mais de uma resposta frenética da multidão durante um show recente em Foxborough, Massachussets, perto de Boston, como fez a música de encerramento, "Moment Of Surrender". Ainda assim, o álbum não teve o impacto que o U2 esperava.
Notando que as músicas mais famosas do U2, como "Beautiful Day" ou mesmo "One" não foram sucessos imediatos ou de grande impacto, Bono reconhece estar decepcionado que a banda não tenha "estabelecido músicas populares" com seu novo trabalho.
"Mas nós realmente não estávamos atrás disso", ele disse, "e sentíamos que o álbum era uma espécie quase em extinção, e nós deveríamos lidar com ele em totalidade e criar um humor e um sentimento, um começo, meio e fim. E eu acredito que fizemos um trabalho que está desafiando um pouco as pessoas que cresceram com uma dieta de astros do pop".

Alguns diriam que os roqueiros irlandeses – Bono, Clayton, The Edge e Larry Mullen Jr. – continuam a ser o maior espetáculo do pop. Eles estão entrando na sua quarta década como músicos de sucesso com uma série de prêmios, de Grammys a Billboards e Globos de Ouro, milhões de discos vendidos e um impacto social que poucas bandas podem esperar alcançar. Ainda assim, eles se veem na mesma posição difícil da maioria das bandas pop de hoje, que precisam encontrar novas formas de se relacionar com os consumidores de música em uma indústria em declínio e um mundo de entretenimento cada vez mais fragmentado.
"A música existe em um ambiente onde as pessoas estão realizando múltiplas tarefas simultaneamente e eu acredito que este é um ambiente muito diferente", afirma Clayton, que cresceu apreciando jazz mas percebeu que "era para pessoas que viviam a vida de um certo modo, mas não era parte do mundo moderno para mim". "Eu temo que o mundo do rock no qual eu cresci está destinado a acabar assim."
O U2, é claro, não está em perigo de se tornar uma banda que será ouvida apenas em clubes obscuros ou em estações de rádio de nicho. Sua turnê "360°" é um empreendimento gigantesco que faz com que a banda se apresente no centro de estádios, por isso o nome "360°". A produção, que inclui palcos que levam dias para serem montados, foi uma das turnês mais lucrativas no país desde que começou em setembro de 2009, apesar de preços que ultrapassam US$ 250 (pelo menos 10 mil ingressos foram disponibilizados a US$ 30 para cada show). E quando a banda tocou no Estádio dos Giants, em East Rutherford, Nova Jersey, quebrou recordes de audiência com uma plateia de cerca de 84.500 fãs.
"De muitas maneiras, o U2 teve tamanho sucesso ao longo dos anos que somos quase blindados contra isso", disse o gerente de longo tempo da banda, Paul McGuinness, falando sobre o U2 e o declínio da indústria da música. "Ainda estamos vendendo muita música gravada, mas esta é uma parte muito menor do nosso negócio do que tocar ao vivo. Quando esta turnê acabar, nós teremos tocado... para quase 6 milhões de pessoas."
É nos shows ao vivo que o U2 sente sua grande conexão com o público. Apesar dos shows em estádio e da imensa estrutura do palco, a banda insiste que desta vez, a montagem criou uma intimidade maior com os fãs do que no passado. Eles ficam literalmente rodeados por fãs.
"O palco em si é algo que temos tentado há muito, muito tempo. A ideia de tocar 360 nunca foi realizada com sucesso da forma que todos tenham um bom som e visão, e eu acho que nós conseguimos isso", diz Mullen, que como o resto da banda, é afável e respeitoso ao falar sobre o U2 nos bastidores do "SNL". "O importante para o U2 sempre foi sua plateia e seu ambiente. Eu acho que a audiência é tão importante e a sua reação ainda mais", ele afirma.
Em turnê, o U2 consegue ver melhor a reação dos fãs ao material novo. No cavernoso Estádio Gillette perto de Boston, a reação foi quase tão frenética e apaixonada quanto aquela que o U2 recebe por seus sucessos clássicos. A multidão gritou em uníssono quando a banda abriu o show com "Magnificent" e a energia aumentou conforme o U2 tocou outras quatro canções novas, incluindo "Get On Your Boots".
"Julgando pela reação ao álbum ao vivo, eu acho que conseguimos nos conectar", disse The Edge. "Há muitos álbuns que fazem ótimas primeiras impressões. Pode haver uma canção que vira um sucesso na rádio, mas eles não são álbuns que as pessoas... ouvem muito".
"Este é um que eu entendo ao falar com as pessoas. ... Quatro meses depois, elas estão dizendo, 'eu realmente estou gostando do novo álbum agora'".
O U2 ainda corre para promover o CD. Quando foi lançado em março, o grupo participou do programa "Good Morning America" e fez uma participação inédita do programa "Late Show With David Letterman". Mais recentemente, o U2 apareceu no "SNL".
"Eu amo ver uma banda imensa como o U2 se comportar como se estivessem no jardim de infância e fazer o que se faria com seu primeiro álbum – levando ele à feira de rua, armando uma barraca, vendendo o produto nas esquinas, entregando panfletos", diz um animado Bono, abrindo um amplo sorriso por trás de seus famosos óculos de sol. "Eu acho que se vender é quando você para de acreditar na sua música o suficiente e deixa de tentar explicá-la as pessoas."

A parceria entre o U2 e o Blackberry inclui um aplicativo que permite que os usuários baixem o CD e fotografias, além de outros conteúdos, para o aparelho. Ainda assim, a banda é cuidadosa quando se trata de novos caminhos para promover sua música.
"Nós estamos tentando para fazer tudo o que podemos neste fronte sem ter que mudar o que somos artisticamente: a música continua sacrossanta", afirma The Edge. "Nós nos concentramos muito mais em ser a melhor e não a maior [banda]".
E isso talvez significa fazer o tipo de álbum que não tem faixas de sucesso mas garante a surpresa e novas ideias, algo que No Line conseguiu. "O maior perigo para uma banda como o U2 está em aceitar que atingimos uma certa idade e, por isso, você pode simplesmente deixar tudo acontecer", disse Mullen.
"Não é isso o que nós buscávamos. Nós queremos fazer música pertinente, música boa, e como Bono disse muitas vezes, 'Com um álbum ruim você está fora'", ele acrescenta. "Nós conseguimos evitar isso até agora."

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Bono revela à 'Rolling Stone' suas 15 canções favoritas de David Bowie - 'Arquivo Bono 50 Anos'

Em uma edição da revista Rolling Stone lançada em 2010, Bono listou 15 músicas de David Bowie, que são as suas favoritas, e deu breves explicações por que escolheu cada uma. "O que eu escolhi de David Bowie é muito rigoroso. É a minha vida de adolescente, como um fã de Bowie. Eu ainda sou um fã do Bowie. Mas isso era quando o meu coração e mente eram muito vulneráveis à música. E essas músicas tiveram um impacto real. U2 lhe deve muito. Ele nos apresentou à Berlim e ao Hansa Studios. É o canto alto, além de sua voz 'homem' no feminino. E há a encenação, a tentativa de ser inovador."
Sua lista inclui canções de Bowie entre 1969-1980:


1. "Space Oddity" 1969
Andamos até o palco com isso todas as noites - como quatro astronautas.

2. "The Man Who Sold the World" 1970
América se apaixonou por esta música por causa do Kurt Cobain - de um homem que não iria vender nada para o mundo.

3. "Changes" 1971
Não é exagero dizer, o que Elvis significou para os Estados Unidos, David Bowie significou para o Reino Unido e Irlanda. Foi a mudança radical na consciência.

4. "Five Years", de 1972
Isso soa como ele vindo da tradição chanson. Na parte Ziggy Stardust, ele fala sobre William Burroughs. Eu comprei 'Naked Lunch', que é um duro ler aos 15 anos. Mas Bowie fez introduções importantes, apenas falando sobre o que ele se transformou.

5. "Life on Mars" 1971
O mundo de Bowie sempre foi cheio de intelectuais e estática artística. Onde ele viveu foi um longo caminho de onde eu morava, em Dublin.

6. "Starman", de 1972
A primeira vez que vi ele, estava cantando "Starman" no Top of the Pops. Era como uma criatura que cai do céu. Americanos puseram um homem na lua. Nós tivemos o nosso próprio cara britânico do espaço - com uma mãe irlandesa.

7. "Lady Grinning Soul" 1973
Este é uma sedutora e incomum música de David Bowie. Já está lá, a influência negra, que estaria no próximo álbum. Eu estaria interessado em ouvir o que Roy Bittan [da E Street Band] pensaria da parte de piano operático. Bowie era um grande fã de Springsteen.

8. "The Jean Genie" 1973
Como em tantas vezes, Bowie vai contra Jagger. Eu amo seu parecer sobre o blues e o R & B - a disciplina, o swing. The Smiths nasceram nessa música também.

9. "John, I'm Only Dancing", de 1972
Novamente, eu amo a economia, essa batida rockabilly. Não é o suficiente para ser um grande compositor. Você tem que transformar essa música em uma gravação, e que exige a produção e arranjo de uma ordem elevada ..

10. "Young Americans", 1975
O grande momento desta é o maravilhoso solo de guitarra fora de sintonia. Eu amava isso.

11. "Fame", 1975
Fiquei fascinado pelo dilema de Bowie nesta canção. Este foi um precioso talento e precoce, querendo não morrer estupidamente.

12. "Warszawa", 1977
Eu tenho memórias poderosas de encontro com meu amigo Gavin Friday na sua sala de estar nas noites de segunda para tocar música. Nós criamos nosso próprio mundo, ao ouvir este álbum e tentar descobrir do que se tratava.

13. "Heroes", 1977
Ele encapsula o pensamento de que todos os amantes tem que passar: eles não estão sozinhos no mundo. E tem a participação furiosa de Robert Fripp na guitarra.

14. "Ashes to Ashes", 1980
A inovação sonora 'Low' e 'Heroes' está cada vez mais pop. Lembro-me de descobrir como eles conseguiram o som do piano, aquele 'ping-ping-ping' - que acabamos usando-o em "Lemon" do U2.

15. "Up the Hill Backwards", 1980
Eu escolhi esta porque é como a minha vida.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Programa Metrópolis (TV Cultura) - 50 anos de Bono

Matéria exibida no Programa Metrópolis na TV Cultura em 10 de maio de 2010, dia do aniversário de 50 anos de Bono.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Bono prestou homenagem ao homem que descobriu o U2 - Arquivo 'Bono 50 Anos'

Em 26/02/1980: Após assistirem uma apresentação do U2 no "Dublin's National Boxing Stadium" perante um público de 2.400 pessoas, Rob Partridge e Bill Stewart da gravadora Island Records resolvem oferecer um contrato à banda.

O lider do U2, Bono, prestou em 2008 uma homenagem ao executivo de gravadora Rob Partridge, que morreu após uma luta de dois anos contra o câncer.
O cantor admirava Partridge por ser a primeira pessoa na indústria musical britânica à "nos fazer um elogio".
Partridge contratou o U2 para a Island Records em 1980 e continuou como assessor da banda e amigo do vocalista.
Bono acrescentou: "Ele não tinha um olho só para novos talentos, ele os nutria... era uma pessoa que o ensinaria sobre os tipos de obstáculos a serem enfrentados e como superá-los... era uma pessoa rara."
A função de Partridge como Chefe de Imprensa significava que ele também era responsável por artistas como Grace Jones, Bob Marley e Tom Waits.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Bono premiado com o "Prix de L'édition 2008" - 'Arquivo Bono 50 Anos'

No ano de 2008, Bono ganhou o Prix de L'édition 2008, em Paris.
A homenagem aconteceu durante a cerimônia do '9º World Summit of Nobel Peace Laureates', no Hotel de Ville, a sede da prefeitura da capital francesa.

A primeira-dama da França, Carla Bruni, e a atriz espanhola Penélope Cruz, também compareceram.


Bono ganhou o título de "Homem da Paz" por conta de seus trabalhos humanitários na África. "Este prêmio é muito importante para mim. Vamos ser honestos: isso é o mais próximo que um astro do rock vai chegar no Prêmio Nobel", disse o cantor.
Ganhadores de anos anteriores do Nobel também estiveram presentes, como Lech Walesa, John Hume e Frederik de Klerk.
A canção New Year's Day escrita por Bono para o álbum 'War' do U2, é em apoio à Lech Walesa e o movimento sindicalista de Solidariedade, na mesma altura em que lutavam contra o regime comunista na Polônia, especialmente depois da Lei Marcial, decretada em Dezembro de 1981, e que ilegalizou o sindicato.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Bono desenhou guitarra para leiloar em instituição de caridade - Arquivo 'Bono 50 Anos'

No ano de 2007, a loja de departamento Harrods, em Londres, organizou uma exposição celebrando a história e a influência da guitarra elétrica.
A exposição "Born To Rock: The Life and Times of the Electric Guitar" reuniu desde a suposta primeira guitarra à existir, conhecida como Frying Pan (frigideira), até modelos famosos usados por Jimi Hendrix, Muddy Watters e integrantes do Oasis e do Kasabian.
A exposição trouxe ainda criações do ex-Blur Graham Coxon, do cantor Bryan Adams e de Bono, do U2. A guitarra foi criada por Bono especialmente para a exposição a partir de desenhos do cantor e suas filhas, Jordan e Eve, que ilustraram uma edição da fábula clássica infantil Pedro e o Lobo, de Sergei Prokofiev.
A guitarra de Bono foi leiloada ao final do evento e o dinheiro doado à um hospital infantil na Irlanda.
The Edge não poderia ficar de fora, e doou uma guitarra para a exposição.

sábado, 20 de novembro de 2010

"Alguns cantam ópera, Pavarotti era uma ópera" - Arquivo 'Bono 50 Anos'

Em 2007, o vocalista do U2 publicou no site oficial da banda um texto em homenagem ao tenor italiano Luciano Pavarotti, que faleceu vítima de um câncer no pâncreas. O título do texto dizia: "Alguns cantam ópera, Luciano Pavarotti era uma ópera."
Os dois realizaram uma parceria no ano de 1995 em prol das vítimas da guerra da Bósnia. A canção é a maravilhosa 'Miss Sarajevo'.
"Ele vivia as canções, sua ópera era uma grande mistura de alegria e tristeza; surreal e mundana ao mesmo tempo; um grande vulcão de um homem que cantava fogo mas fazia isso como um grande amor pela em toda a sua complexidade, um grande e generoso amigo." No texto, Bono lembrou passagens de sua convivência de forma bem-humorada: "Ele gostava de comer, de dormir e, aí assim, fazia o aquecimento de suas cordas vocais, apesar de eu me lembrar dele mais comendo do que se aquecendo."
Bono contou, ainda, a última conversa que teve com o tenor. "A voz que antes era mais alta que qualquer banda de rock, tornou-se um sussurro. Assim mesmo, ele transmitia o seu amor. Cheio de amor."

Leia o texto de Bono na íntegra:

"Alguns cantam ópera, Pavarotti era uma ópera"

Ninguém podia concretizar aquelas melodias acrobáticas como ele. Viveu as canções, sua ópera era uma grande mistura de alegria e de tristeza; surreal e terreno ao mesmo tempo; um grande vulcão de homem que cantava o fogo mas derramava-o com um amor à vida em toda a sua complexidade, um amigo grande e generoso.
Muito, muito divertido, o Pavlova que nós o costumávamos chamar.
Um manipulador emocional, se quisesse que alguém lhe fizesse algo, era impossível dizer não. Um grande elogiador.
Quando quis que o U2 lhe escrevesse uma canção, telefonou para ao nossa empregada, Theresa, continuamente, assim que, nós falamos sobre pouco mais em nossa casa.
Quando quis que o U2 fosse tocar em seu festival em Modena, viajou para Dublin sem anunciar-se com um grupo de filmagens, e parou-nos na porta. A sua vida e talento eram grandes, mas o seu sentido de serviço ao mais fraco e vulnerável era maior.
Nós escrevemos-lhe “Miss Sarajevo”. Ele tinha trabalhado na crise humanitária que era a guerra na Bósnia. Viajamos juntos num vôo da força aérea das NU para Mostar... todos nós muito sérios com capacetes de guerra, apenas quase atirados neste avião industrial com este grande homem que tem um grande pão com parmigiano de Reggio Emilia, "o mais melhor queijo no mundo" disse... só para fazer-nos rir.
Em Pesaro, a sua casa de verão, viveu uma vida quase boémia com um estúdio de gravação ajustado acima numa casa de anexo - mas fez todos os seus vocais no seu quarto... lá era uma rede pendurada entre dois pinheiros para uma siesta. Gostava de comer, de dormir e de então aquecer então as suas cordas vocais, embora me recorde que comia mais do que aquecia as cordas vocais. Quando pela primeira vez gravamos com ele, saí de lá bem mais pesado do que quando cheguei.
Intelectualmente curioso, não poderia deixar de furar a sua própria geração – amante de ideias novas, povos novos, novas formas de canções.
Um homem sexy cuja a vida se iluminou outra vez quando caiu se apaixonou por Nicoletta e enquanto prestava atenção quando Alice brincava no quintal. Amou muito todas as suas filhas. A tristeza de perder o seu único filho era o seu único silêncio.
Falei-lhe esta última semana... a voz que antes era mais alta do que o som de uma banda de Rock, era agora um sussurro. Ainda assim comunicou o seu amor. Completamente cheio de amor.
É isso o que as pessoas não compreendem sobre o Luciano Pavarotti. Mesmo quando a sua voz perdeu força, as suas habilidades interpretativas faziam dele um gigante entre alguns homens altos.”

Bono

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Revista Caras: Bono no carnaval de rua da Bahia - Arquivo 'Bono 50 Anos'

Caras Edição 643 - 3 Mar/2006

Se alguém falasse o nome do músico irlandês Paul David Hewson no meio da folia de Salvador provavelmente ninguém ligaria. Mas bastou se espalhar a notícia de que Bono - o nome artístico do astro pop - estava chegando à cidade para o carnaval baiano ficar ainda mais animado. "Estou muito feliz pelo Bono ter vindo conhecer nossa festa. Veio trazer além de sua música também mensagens de paz e propostas para um país politicamente correto", comentou o ministro da Cultura e compositor Gilberto Gil, anfitrião do líder da banda U2 na cidade. Bono e seus amigos desembarcaram no final da tarde com tanta energia quanto os tradicionais foliões baianos.
Depois de se instalarem em uma mansão de cinco suítes no condomínio Busca Vida, de propriedade do empresário Mario Suarez, à beira da praia de brantes, os músicos seguiram para o jantar de boasvindas organizado por Gil e sua esposa, Flora. A festa, onde Bono conheceu Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Margareth Menezes e Carlinhos Brown, entre outros artistas, além do governador da Bahia, Paulo Souto, foi realizada na casa de Gil, no bairro do Rio Vermelho, a 50 quilômetros da praia onde os músicos se hospedaram. “Mas é verdade que Gil teve tantos filhos e tantas mulheres?” quis saber o irlandês no animado papo com Flora, admirado com os oito filhos do ministro e suas três ex-mulheres. “Durante toda a noite o Bono se mostrou muito humano, interessado em assuntos familiares e não disfarçou a curiosidade por tudo o que viu e ouviu”, relatou Flora. O cardápio do jantar chamou a atenção do cantor, que aprovou e repetiu a carne- de-sol com purê de batata-doce. “A Bahia ainda tem segredos a serem descobertos”, disse ele a Gil e à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.
A noite se encerrou quase às duas horas da madrugada, com troca de presentes. Bono deu aos anfitriões uma edição do livro-CD Pedro e o Lobo, de Sergei Prokofiev (1891-1953), que o próprio roqueiro ilustrou. Satisfeito, admirou a beleza da escultura em ferro do orixá Oxóssi, assinada pelo baiano Tati Moreno, que recebeu do governo baiano. Saiu de lá e na manhã de quinta não teve descanso. Enquanto os demais músicos da banda conheciam o centro histórico de Salvador, Bono curtiu a praia sem procurar despistar os fãs.
Da praia foi para a folia, graças a um esquema especial montado no circuito Barra-Ondina. Bono e os companheiros do U2 deveriam participar de uma espécie de pré-abertura do Camarote Expresso 2222, comandado por Flora Gil no Farol da Barra, mas quase desistiram no meio do caminho. É que se assustaram quando sua comitiva ficou presa no trânsito alguns quilômetros antes do camarote.
Rádios e celulares de produtores fizeram o acompanhamento, e às dez horas da noite lá estavam os irlandeses na sacada do edifício Oceania, agitando-se com a música de Ivete Sangalo e o trio elétrico do bloco Cerveja &Cia. De óculos escuros e o tradicional chapéu de cowboy, Bono cantou em português, com toda animação, o refrão da música Céu da Boca, de autoria da própria Ivete, levando o público ao delírio. Empolgada, Ivete não perdeu tempo para devolver a gentileza e, com a cópia da letra na mão, cantou um dos novos hits do U2, Vertigo. Bem que o músico prometeu, e os fãs esperaram, mas na sexta-feira nada de Bono na avenida. Ele deveria sair no trio Expresso 2222, de Gil. Mas a multidão nas ruas, calculada em 2 milhões de pessoas espalhadas pelos 37 quilômetros de folia, assustou a produção da banda, que vetou a participação.
O U2 viajou na manhã do sábado para o Chile, para mais uma etapa de sua turnê vitoriosa. E deixou a promessa de voltar à Bahia.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

'Yoko disse que eu sou filho de John Lennon' - Arquivo 'Bono 50 Anos'

24/10/05

O vocalista do U2 disse à revista Rolling Stone que Yoko Ono, viúva de John Lennon, foi até ele, colocou a mão sobre seu ombro e disse: "você é filho de John".
Para o irlandês foi um maravilhoso elogio. Bono ainda disse que a música feita por John Lennon sobre a morte de sua mãe Julia, o ajudou a superar a morte de sua própria mãe, quando tinha 14 anos de idade.
"Para mim era como se ele (Lennon) estivesse falando sobre a máscara que cai, na medida que caem os olhos. Olhando pela janela com uma nova luz que o amor traz. Eu me lembro desse sentimento", diz Bono.

2010

Recentemente, Julian Lennon, filho mais velho de John Lennon que, nos anos 80 e 90, tentou carreira como cantor, abriu a mostra 'Timeless: The photography of Julian Lennon'.
O material de Julian dividiu-se em paisagens, fotos de amigos famosos como U2 e Kate Hudson. E o músico-fotógrafo ainda revela que passou duas semanas com o irmão na estrada, durante uma tour pelo oeste da Europa. Foi aí que começou a levar o seu hobby mais a sério. "Surpreendi meu irmão na estrada. Transformei tudo numa gig", revela. Julian diz também ter oferecido sua casa no Sul da França para que o U2 fizesse gravações, e que foi daí que surgiram as fotos da banda, pedidas pelo guitarrista The Edge.
Entre as imagens do quarteto, Bono aparece envelhecido num close-up, o baixista Adam Clayton surge sentado numa escadaria branca e The Edge senta-se num estande dentro de um avião, lendo a letra de uma música numa folha de papel à sua frente. "Queria mostrar um lado deles que nunca tinha sido visto. Sempre que aparecia um ar pesado, eu estava lá para documentar", conta Julian, que não resistiu e tirou uma foto de Bono, sentado de olho numa imagem de Lennon em seus early days.
"Cheguei a chamar essa foto de 'Lennon Sandwich', já que eu estava admirando Bono enquanto ele admirava meu pai. Agora eu a chamo de 'Alguém para admirar'", diz Julian, chapa dos irlandeses, e já escolado em viagens com eles por aí. "Também cliquei o U2 em Viena, em agosto. Eles são meus camaradas. Se estiverem na estrada, e eu estiver por perto, pode crer que eu estou lá".

terça-feira, 5 de outubro de 2010

B de Bono, B de Boato - Arquivo 'Bono 50 Anos'

VOCALISTA DO SILVERCHAIR AFIRMA TER FUMADO MACONHA COM BONO - 2007
Daniel Johns, o vocalista do Silverchair, ao contar sobre sua relação com Bono, disparou que o líder do U2, ele, Natalie Imbruglia e Peter Garret fumaram maconha juntos enquanto ouviam o CD da banda australiana, Young Modern.
Pouco depois, Johns retratou-se e disse que jamais fumou maconha com ninguém. "Ambos são bem conhecidos por sua postura contra as drogas, então, por isso, assumi que todo mundo ia saber que eu estava brincando quando fiz aquele comentário. Claramente não foi esse o caso e eu me sinto mal por ter causado embaraço a pessoas que eu admiro tanto", disse ele.


BONO PROCESSA FILHA DE FRANK SINATRA - 17 de outubro de 2003
Os boatos vieram de fora do Reino Unido, mas foi apenas uma questão de tempo para que se espalhasse por aí a notícia de que Bono teria processado Nancy Sinatra por uso ilegal de uma de suas músicas. Pura bobagem.
A assessoria de imprensa da banda divulgou um comunicado oficial em que disse que Bono apoiou irrestritamente o projeto de Nancy, filha de Frank Sinatra. "Ao contrário das recentes informações, a Principle Management deseja deixar claro que nem Bono nem o U2 estão processando Nancy Sinatra pelo uso da música deles, 'Two Shots Of Happy One Shot Of Sad'. Não há verdade nenhuma nesta estória. U2 tinha esperanças de que Frank Sinatra iria, um dia, regravar a música que eles lançaram como Lado-B em dezembro de 1997. A música, agora, foi regravada por Nancy Sinatra com o inteiro conhecimento do U2 e aparecerá em seu próximo disco. Quaisquer declarações à imprensa atribuídas ao empresário do U2, Paul McGuinness sobre está questão são falsos", dizia o comunicado emitido pela assessoria.
Bono e Frank Sinatra tiveram o primeiro contato em 1993, quando o vocal do U2 participou da primeira edição do disco "Duets", cantando "I've Got You Under My Skin" ao lado de Frank. Quando o disco foi lançado, ele e Frank ainda não haviam se encontrado pessoalmente. Bono gravou sua parte do dueto em um estúdio na Irlanda e mandou para o produtor, Phil Ramone, que mixou com a nova versão gravada por Sinatra. Em 1994, coube a Bono a honra de entregar o prêmio pelo conjunto da obra na edição daquele ano do Grammy. Em seu discurso, Bono disse: "Frank nunca gostou de rock. E ele também não é louco por caras usando brincos, mas, olha, ele não tem rancor de mim e, de qualquer maneira, o sentimento não é mútuo. O pessoal do rock ama Frank Sinatra porque Frank Sinatra tem o que a gente quer: arrogância e atitude. Ele é grande na atitude, atitude pesada. Má atitude. Frank é o chefão da malvadeza".

BONO NEGA QUE IRÁ COMPOR PARA AS SPICE GIRLS - 10 de outubro de 2007

O boato de que Bono, o vocalista do U2, iria compor uma música para o quinteto Spice Girls é falso.
Segundo o site WENN.com, o empresário da banda respondeu à notícia dizendo: "somos grandes fãs das Spice Girls, mas os rumores de que Bono irá juntar-se a elas para compor uma música são, infelizmente, falsos".

BONO DESMENTE INCIDENTE NA ESCÓCIA - 27/12/07
Bono desmentiu um incidente em Glasgow, na Escócia. O líder do U2 teria calado e irritado a platéia ao bater palmas para demonstrar solidariedade a pobreza na África.
Ele teria pedido silêncio aos espectadores dizendo: "toda vez que eu bato palmas uma criança morre na África". Uma pessoa da platéia teria, inclusive, se rebelado. “Pare de fazer isso, então”, teria dito o espectador.
Um representante do cantor revelou que Bono ficou perplexo com o boato que circulava via email pela internet.

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