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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Livro U2 The Best Of Propaganda: 20 Years Of The Official U2 Magazine



Propaganda foi um fã clube oficial do U2, e o nome da revista oficial do fã clube. A revista começou à ser publicada em 1986 e foram lançadas 33 edições até 2002.
Propaganda substituiu os Magazines que foram lançados de 1981 à 1985. A revista era escrita por Geoff Parkyn, impressa em preto e branco, grampeada no centro, bem rústica. Depois apareceram as edições à cores, mais bem trabalhadas.
Com o fim da revista oficial da banda por 20 anos, no ano de 2003 foi lançado o livro 'The Best Of Propaganda: 20 Years Of The Official U2 Magazine' pela Carlton Books Ltd, em uma caprichada edição de capa dura de 256 páginas.
O livro é uma compilação dos melhores artigos de todas estas edições, e trazendo ainda 250 fotos, algumas inéditas que nunca entraram em nenhuma edição do fanzine oficial do U2.
O livro traz ainda prefácio escrito pelos membros da banda e também pelo empresário Paul McGuinness.



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Livro U2 Stealing Hearts At A Travelling Show Graphic Design


A AMP Visual, companhia baseada em Dublin, melhor conhecida pela arte de toda a discografia do U2, lançou em uma edição muito, mas muito limitada, e já fora de catálogo, seu livro *Stealing Hearts At A Travelling Show The U2 Graphic Design*, que inclui toda a arte que se usou, e os outtakes que não foram utilizados para capas de discos, cartazes, singles em CD e Vinil, programas e postêres para turnês do U2, desde 1979. É um excelente livro, material para colecionadores! Ele foi produzido para coincidir com a exposição do U2, In The Name Of Love, no Rock ‘N’ Roll Hall Of Fame de 2003.

Totalmente ilustrado, com efeitos metálicos, impresso ricamente. Edição luxuosa para designers e colecionadores.






Anos atrás, algumas edições que restaram do livro, foram encontradas armazenadas em um estoque, e foram novamente colocadas à venda pela última vez, se esgotando pouco tempo depois. Muito difícil de ser encontrado hoje em dia.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

'The Heart Is A Sleeping Beauty': o livro de Wim e Donata Wenders sobre 'The Million Dollar Hotel'

"O coração é uma bela adormecida e o amor é o único beijo que ele não pode resistir. Mesmo quando os olhos estão abertos, há um coração que dorme no peito, e é para ele que você deve ir correndo, porque todos os corações sonham, sonham somente em despertar." - Nicholas Klein

No ano de 2000, foi lançado por Wim Wenders e Donata Wenders, o livro 'The Heart Is A Sleeping Beauty'; um making of e uma coleção de imagens coloridas do filme "The Million Dollar Hotel", filme produzido e escrito por Bono.
Da primeira sublime imagem, até o espantoso clique da imagem final, a beleza incandescente das fotografias de Wim e Donata Wenders preenchem cada página deste belamente produzido volume que está determinado a encontrar seu caminho para as prateleiras de muitos fãs de Wenders, e para as coleções de aficionados por fotografia e cinema de todos os tipos.

Wim Wenders - Texto do livro 'The Heart Is A Sleeping Beauty':

Era uma vez um hotel encantado...
... construido muitos, muitos anos atrás,
No início do século passado
Na esquina da rua 5 com a principal,
No coração do centro de Los Angeles
Por um tempo foi o edifício mais alto e mais esplêndido na cidade
E ele levou o nome eufemístico
The Rosslyn Million Dollar Hotel

Do outro lado da rua
Seu edifício irmão, o Rosslyn
Os dois hotéis estavam ligados por corredores subterrâneos
Cada portal espelhado do outro
Ao redor, o negócio cresceu rápido
The Million Dollar Theater e The Million Dollar Pharmacy
Era só virar a esquina
A área certamente valia alguns milhões
Foi o quartel-general da indústria de entretenimento americano
Griffith e Chaplin tinham seus escritórios aqui...

Era uma vez
Quando a indústria do cinema mudou-se para Hollywood e Burbank
O declínio do centro da cidade de Los Angeles começou

Hoje
Os dois irmãos ainda encaram um ao outro em silêncio

Mas as festas extravagantes e selvagens não são mais comemoradas aqui
Milionários já não cruzam as portas
O enorme andaime de ferro sobre os telhados ainda carrega os mesmos sinais
Mas as lâmpadas naquele letreiro saíram 70 anos atrás

O Million Dollar Hotel agora é chamado de Frontier Hotel
É um flop-house
Onde você pode obter um lugar para dormir por oito dólares por noite
Isso é se você não quiser passar a noite nas ruas, como as multidões de pessoas sem abrigo
Que vigiam suas cabanas de papelão nas ruas circunvizinhas
Noite após noite
Só para perder suas casas na manhã seguinte para os catadores de lixo

Por dia,
Um tipo diferente de população passa apressada na frente do hotel
Banqueiros segurando pastas, yuppies empunhando telefones celulares, turistas carregando câmeras digitais
Ao anoitecer, todos eles parecem desaparecer no ar, deixando o campo mais uma vez para os párias

Nesta outra América, o Million Dollar Hotel destaca-se como uma fortaleza
O último bastião dos desesperados
Mas também é uma fortaleza do tráfico e da prostituição

Isto é onde o nosso filme teve seu início
Mais de dez anos atrás
Quando Bono, em busca de um local para o vídeo do U2
Where The Streets Have No Name
Se deparou com o hotel
Nenhuma canção surgiu com essa sua descoberta, pela primeira vez

Mas uma história
Essa história originou um script,
E, a partir do script de um filme
Que nunca quis esconder
Que ele poderia muito bem se tornar uma canção
Uma canção sobre uma América diferente
Além daquela do grande sonho
Onde verdadeiramente
Toda a gente
É
Igual

segunda-feira, 24 de junho de 2013

U2 Show: The Art Of Touring - Diana Scrimgeour







Importado, idioma em inglês. Capa dura. 1° edição

Mais de 400 fotos e ilustrações raras relatam a história das apresentações ao vivo do U2 no livro 'U2 Show: The Art Of Touring'.
Reunidas pela fotógrafa Diana Scrimgeour, com a cooperação plena do U2 e seus associados, o livro de 312 páginas saiu pela Riverhead Books em 2004.
"O U2 já montou alguns shows espetaculares ao longo dos anos, desde o famoso concerto Red Rocks até as turnês extravagantes ZooTV e PopMart, passando pelos bem mais calmos shows da Elevation", disse à Billboard o editor sênior da Riverhead, Sean McDonald.
"Acho que o livro é espetacular na medida certa: esplendoroso quando deve ser e mais íntimo nos momentos apropriados."
Além dos integrantes do U2, foram entrevistados para o projeto ou contribuíram para ele de outras maneiras figuras importantes da música como Chris Blackwell, fundador da Island Records, os produtores Brian Eno e Daniel Lanois e os artistas Peter Gabriel e Steven Van Zandt.
U2 Show também inclui recordações em texto de "todas as pessoas envolvidas na montagem de um concerto do U2, como técnicos de palco e de iluminação", disse McDonald.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

From The Ground Up: U2.Com Music Edition





'From The Ground Up: U2.Com Music Edition' é uma edição limitada para assinantes do site U2.com, para as assinaturas e renovações 2012/13. Esta edição especial não está à venda online ou em lojas.
O luxuoso livro em formato grande de capa dura com 260 páginas de fotos, com texto de Dylan Jones e fotografia de Ralph Larmann, é o relato definitivo em palavras e imagens dos épicos dois anos de duração da U2360°.
Há uma edição de 'From The Ground Up' à venda nas livrarias, mas é só o livro. Esta edição de 'From The Ground Up: U2.COM Music Edition' tem a capa diferente e foi adaptada, e na sobrecapa você encontrará um espaço onde está acondicionado por dentro na parte de trás um CD de edição limitada de 15 faixas ao vivo tocadas na U2360°. O CD é conhecido por Edge's Picks (Escolhas de Edge). São algumas das canções que estavam na votação de U22, mas acabaram ficando de fora do tracklisting final.
Por dentro, na parte da frente, você encontra 4 litografias especialmente confeccionadas, de Adam, Bono, Edge e Larry - e 4 marcadores personalizados de livros.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

U2 Rattle & Hum - The Official Book Of The U2 Movie


Livro oficial do filme U2 Rattle & Hum, chamado de 'The Official Book Of The U2 Movie: A Journey Into The Heartland Of Two Americas', lançado em 23 de setembro de 1988 pela Harmony Books. Escrito por Steve Turner e Peter Williams. 96 páginas. Importado, em inglês.


Este livro oficial, que acompanhou o disco e o filme 'Rattle And Hum' do U2, traz 96 páginas com muitas fotos inéditas, histórias da produção do filme, letras de canções, fichas técnicas, depoimentos, discografia, videografia, matérias de revistas e lista de equipamentos da banda.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

U2: The Early Days - Livro





Publicado em 1989 pela Delta, esta primeira edição do livro importado de 96 páginas 'U2: The Early Days', é um registro fotográfico íntimo do nascimento do U2.
Bill Graham e os três fotógrafos da obra (Patrick Brocklebank - James Mahon - Hugo McGuinness) foram particularmente próximos do U2 durante o final de 1970, período que antecedeu o lançamento de "Boy", seu primeiro álbum.
O legado nas fotografias originais e inéditas, todas em preto em branco, foram selecionadas à partir de mais de 750 fotos nunca antes publicadas.

sexta-feira, 18 de março de 2011

On The Move

"A única coisa, sobre a qual todos podemos concordar, é que Deus está com os pobres e vulneráveis​​. Deus está nas favelas e nas caixas de papelão que servem de moradia para os pobres. Deus está nos escombros das oportunidades e vidas desperdiçadas, e Deus está conosco, se estamos com eles. 6.500 africanos continuam morrendo todos os dias da doença, prevenível e tratável, por falta de medicamentos que podemos comprar em qualquer loja de medicamentos. Não se trata de caridade, trata-se de Justiça e Igualdade. "- Bono
Foi lançado em 2007 nos Estados Unidos um livro baseado no discurso feito por Bono na Casa Branca, em 2005.
Intitulado 'On The Move', o livro reproduz pontos do discurso do cantor aos grandes líderes mundiais, incluindo George W. Bush e figuras proeminentes da política internacional. O discurso de Bono pediu aos estadunidenses que tomassem uma atitude em relação à pobreza e à disseminação da AIDS na África.
Além disso, a obra trouxe fotos tiradas por Bono em sua primeira viagem pela Etiópia, em 1986.
Os royalties arrecadados com a venda do livro foram doados à campanha Make Poverty History, do coletivo de ONGs e ativistas ONE, e de acordo com o editor David Moberg, que fez o contato inicial com Bono, ele mesmo se sentiu motivado ouvindo o discurso do cantor e pensou como poderia ajudá-lo em suas campanhas: "A editora se sente honrada em publicar esse livro e pretendemos ajudar Bono de todas as maneiras possíveis".

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

The U2 File - A Hot Press U2 History






Livro importado 'The U2 File - A Hot Press U2 History', lançado em 1985 pela Omnibus Press. Importado, acabamento em brochura, inglês, fora de catálogo. Raro

Paperback: 164 pages
Publisher: Omnibus Press (23 Sep 1985)
Language English
ISBN-10: 0711907609
ISBN-13: 978-0711907607
Product Dimensions: 26.9 x 20.6 x 0.8 cm

O livro editado por Niall Stokes traz uma compilação de artigos sobre o U2 que foram publicados na 'Hot Press' entre 1978 e 1985. O livro traz centenas de fotos da banda neste período, muitas delas inéditas.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

U2 é citado no livro 'Alta Fidelidade', de Nick Hornby

High Fidelity (Alta Fidelidade) é um livro do escritor Nick Hornby, lançado em 1995.
O livro narra a história do dono de uma loja de música à beira da falência que apenas vende discos em vinil. Azarado no amor e ao mesmo tempo uma enciclopédia ambulante sobre música pop, os caminhos da vida terminam por levá-lo a analisar suas escolhas e prioridades, fazendo com que alcance a maioridade.
Em um capítulo do livro, o personagem cita os cinco primeiros grupos ou músicos que terão que ser fuzilados quando a revolução musical chegar. E são eles:

1) Simple Minds
2) Michael Bolton
3) U2
4) Bryan Adams
5) Genesis

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

U2 no livro 'The Gospel According to Larry', de Janet Tashjian

Janet Tashjian nasceu em Providence, USA, em 1956. É licenciada em Jornalismo e Filosofia. Vive em Needham, Massachusetts, e é autora de diversos livros para jovens adultos, com destaque para "The Gospel According to Larry", de 2001, que foi nomeado para os prémios Best Book for Young Adults, Notable Trade Book in the Field of Social Studies, New York Public Library Best Book for the Teen Age e Bank Street College of Education Best Children's Book.
No livro, Larry cria uma página na web sobre anti-consumismo, que é onde Bono se depara com ela e começa à elogiar Larry em público. Bono decide organizar um festival de rock chamado 'Larryfest'.
Os trechos que Bono e o U2 são citados (em inglês):

[Page 89]
One of Larry's sermons--the one about the richest nations consuming themselves into oblivion while almost half of the six billion people on the planet live on less than two dollars a day--had stirred up many discussions in the chat rooms. Larry wrote a follow-up about the World Bank and how it could help Third World countries by forgiving them some of their debt. The sermon had been posted weeks ago with not a lot of fanfare.
Until Bono read it.
It seems that U2's lead singer was doing research for a presentation he was giving to the U.S. Senate on his pet topic--the World Bank and Third World debt--when he turned up Larry's sermon. The sermon intrigued him; he checked out the site and loved the anticonsumer, free-the-people-from-corporate-oppression spirit. This would have been all well and good if U2 hadn't also released a new song. The subject was antimaterialism and it rocked. Bono had written it months before, and it had absolutely nothing to do with my sermons, but a few fervent Larry fans didn't care. They adopted the song as their own.
The new song led to a video--a wild smorgasbord with so much STUFF in it that if you weren't a believer in cutting back consumption before you watched it you sure as hell were after.
Of course, the video led to interviews and articles.
Then a tour.
And over the next several weeks, all these wonderful, amazing things led U2's millions and millions of fans to one place.
Larry's web site.
Now, I'm not saying I wasn't flattered--OF COURSE I WAS. I had grown up on their music: my mother had been their biggest fan (In one of the last photos I have of her, her hair is almost gone and she's lying on the couch wearing her Joshua Tree T-shirt. I had been named for the tall, twisted evergreen after my pregnant mother had visited a friend in Arizona. When the U2 album came out four years later, she memorized every song.) But as much as I was insanely ecstatic that Bono was talking to Kurt Loder about Larry, I also knew that one of Larry's philosophies was against celebrity worship. I was torn. I would have cut off my right arm with a Weedwacker to meet Bono. On the other hand, I knew I should lead my own life and let Bono live his.


[Page 111.]
"You will never guess what Bono's doing." We talked about the mega-rock star now as if he were someone we knew personally. "A giant rock festival--U2 is playing!--along with dozens of other bands in a big empty field in Maine. Music, arts and crafts..." she read from the paper in her hand, "a spontaneous gathering of anticonsumerism and general goodwill called Larryfest."


[Page 122.]
When U2 took the stage to close the show Saturday night, the crowd exploded.
Halfway through the set, Bono quieted the masses, "There's been lots of talk about finding out who this Larry really is. Well, I'll tell you, friends--I don't want to know!"
The audience cheered.
"Larry, this one's for you."
The opening chords to what the fans now called "Larry's Theme" filled the night sky. (To be honest, I would have preferred to hear "Bad," my favorite U2 song, one my mother swore was the greatest rock song ever recorded. But even if Bono had sung "I'm a Little Teapot" I would have screamed just as loudly.)


[Page 148.]
To be fair, there were a few good points to being outed. Meeting Bono, of course.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Capítulo do livro 'O Psicopata Americano', se passa em show do U2 - Parte II

No livro 'Psicopata Americano', Bret Easton Ellis explora a maldade e a insanidade da violência.
Patrick Bateman vive entre os jovens descolados da Manhattan dos anos 80. Jovem, bonito, e bem educado. Um serial killer que de dia faz fortuna em Wall Street.
Três capítulos inteiros são dedicados à música [Huey Lewis and The News, Whitney Houston e Genesis] e vários outros parágrafos à Mike and The Mechanics, Talking Heads, Les Miserables e U2; onde Bateman tem um delírio no show da banda irlandesa e acredita que Bono pode ver dentro dele.


Leia o capítulo do livro onde o U2 é citado. Ele foi dividido em duas partes:

PARTE II

O show já está rolando há uns vinte minutos talvez. Detesto música ao vivo mas todos à nossa volta estão de pé, os gritos de aprovação concorrem com a zoeira que sai das imensas muralhas de alto-falantes empilhados acima de nossas cabeças. O único verdadeiro prazer que tenho em estar aqui é ver Scott e Anne Smiley umas dez fileiras atrás de nós, numa localização bem pior de que a nossa, embora provavelmente não mais barata. Carruthers troca de lugar com Evelyn para falar de negócios comigo, mas não consigo ouvir uma palavra, por isso troco de lugar com Evelyn para conversar com Courtney.
— Luis é um babaca — grito. — Não desconfia de nada.
— The Edge está usando Armani — berra, apontando para o baixista.
— Não é Armani — grito de volta. — É Empório.
— Não — berra. — É Armani.
— Os cinza são foscos demais, assim como os cinzentos acastanhados e os azuis-marinhos. Lapelas com virado redon do bem firme, sutileza nos xadrezes, nos pois e listras, isso é Armani. Nunca Empório — grito, irritado ao extremo por ela não saber isso, por não diferenciar, estou com as duas mãos tapando as orelhas. — Existe uma diferença. Qual deles é The Ledge?
— O baterista deve ser The Ledge — berra. — Acho que é. Não tenho certeza. Quero um cigarro. Onde estava você naquela noite? Se me disser que estava com Evelyn vou bater em você.
— O baterista não está vestindo nada da Armani — solto um grito estridente. — E nem Empório, se quer saber. Em lugar nenhum.
— Não sei qual deles é o baterista — grita.
— Pergunte à Ashley — sugiro, aos berros.
— Ashley? — berra, esticando o braço por cima de Paul e batendo nas pernas de Ashley. — Qual deles é The Ledge?
— Ashley grita algo para ela que não consigo ouvir e aí Courtney se volta para mim dando de ombros. — Disse que não consegue acreditar que esteja em Nova Jersey.
Carruthers faz sinal para Courtney trocar de lugar com ele. Esta se livra do bobão com um aceno e pega em minha coxa, que reteso deixando-a dura como pedra, e a mão fica ali pousada de um modo admirável. Mas Luis insiste, ela se levanta, grita para mim, 'Acho que seria bom umas drogas hoje à noite!" Faço que sim com a cabeça. O vocalista, Bo-no, está soltando uns guinchos que soam mais ou menos como "Where the Beat Sounds the Same". Evelyn e Ashley saem para comprar cigarros, ir ao toalete, comer alguma coisa. Luis senta-se a meu lado.
— As garotas estão entediadas — Luis berra para mim.
— Courtney quer que a gente consiga um pouco de pó para hoje à noite — grito.
— Ah, beleza — Luis parece aborrecido.
— Estamos com reserva em algum lugar para jantarmos?
— No Brussels — berra, olhando o Rolex. — Mas duvido que a gente chegue a tempo.
— Se não chegarmos a tempo — aviso a ele —, não irei a nenhum outro lugar. Me deixe em casa. — Vai dar tempo — grita.
— Se não der, que tal um japonês? — sugiro, mais brando. — Tem um sushi bar realmente de primeira no Upper West Side. O Blades. O chef já trabalhou no Isoito. O Zagat dá uma ótima cotação.
— Bateman, detesto japoneses — Carruthers grita para mim, com uma das mãos tapando o ouvido. — Uns filhozinhos da puta de olhos puxados.
— O quê — grito —, que diabo você está falando?
— Ah sei, sei — grita, os olhos esbugalhados. — Eles poupam mais do que nós e não inventam muito mas sabem para cacete como se apossar, roubar nossas inovações, melhorá-las um pouco, depois enfiá-las pelas nossas goelas adentro!
Fico olhando espantado, sem acreditar por um instante, depois olho para o palco, para o guitarrista que está correndo em círculos, os braços de Bono bem abertos enquanto corre para frente e para trás em todo o comprimento de sua parte do tablado, aí me volto para Luis cujo rosto está ainda avermelhado de raiva e ele continua me olhando fixamente, olhos arregalados, cuspe no lábio, sem dizer nada.
— E que diabo tem tudo isso a ver com o Bladesi — pergunto
afinal, confuso de verdade. — Limpe a boca.
— É por isso que detesto comida japonesa — berra de volta. —
Sashimi. Sushi Califórnia. Ai, meu deus. — Faz um gesto cômico, com um dedo metido na garganta.
— Carruthers... — paro, olhando ainda para ele, examinando-lhe o rosto com atenção, meio perturbado, incapaz de me lembrar o que queria dizer.
— O quê, Bateman? — Carruthers pergunta, inclinando- se até mim.
— Ouça, não acredito nesse papo-furado — berro. — Não acredito que não fez reservas para mais tarde. Vamos acabar tendo de esperar.
— O quê? — pergunta, fazendo com a mão uma concha na orelha, como se fizesse diferença. — Vamos acabar tendo de esperar — berro mais alto.
— Isso não é problema — berra.
O vocalista estica os braços para nós, do palco, a mão toda aberta, faço um aceno dispensando-o.
— Está OK? Está OK? Não, Luis. Você está errado. Não está OK.
Olho para Paul Owen, que parece igualmente entediado, tampando os ouvidos com as mãos, mas mesmo assim conseguindo consultar Courtney a respeito de algo.
— Não teremos de esperar — Luis grita. — Prometo.
— Não prometa nada, seu palhaço. Paul Owen está ainda cuidando da conta Fisher? — grito.
— Não quero que fique zangado comigo, Patrick — Luis berra em desespero. — Vai dar tudo certo.
— Santo deus, esqueça — berro. — Agora me ouça: Paul Owen ainda cuida da conta Fisher? Carruthers olha para ele e depois para mim de novo:
— É sim, acho. Ouvi dizer que Ashley tem ácido.
— Vou falar com ele — grito, me erguendo, sentando no lugar vago junto a Owen.
Mas quando me sento algo estranho no palco atrai meu olhar. Bono agora se deslocou pelo palco, seguindo-me até a altura da poltrona, e fica me encarando nos olhos, ajoelhado na borda do palco, usando jeans preto (talvez da Gitano), sandálias, um casaco de couro sem camisa por baixo.
Tem o corpo bem branco, molhado de suor, com pouca malhação em cima, não tem tônus muscular nenhum e qualquer possível distinção física está encoberta sob uma quantidade insignificante de pêlos no peito. Está usando chapéu de caubói, tem o cabelo puxado para trás num rabo-de-cavalo e está gemendo algo triste — pego no ar as palavras "O herói é um inseto no mundo". Ele traz nos lábios um sorriso de escárnio, embora sutil e que mal dá para se notar, o sorriso cresce, espraiando-se com. firmeza no rosto, e quando seus olhos ficam flamej antes, a tela de fundo do palco fica vermelha e num instante sou invadido por esta onda de emoção, esta descarga de sabedoria, consigo enxergar dentro do coração de Bono e o meu próprio começa a bater mais rápido por causa disto e me dou conta de que estou
recebendo algum tipo de mensagem do cantor. Me ocorre que temos algo em comum, que temos um vínculo, não fica impossível acreditar que um fio invisível atado a Bono me envolve neste instante, e agora a platéia desaparece, torna-se mais lenta a música, mais suave, e sobre o palco apenas Bono — o estádio está deserto, o conjunto gradualmente vai sumindo
— e a mensagem, a mensagem dele, de início vaga, torna-se mais forte agora e ele fica balançando a cabeça para mim, faço o mesmo de volta, tudo vai ficando mais nítido, meu corpo vivo e ardente, em fogo, e vindo de nenhum lugar um lampejo de luz branca e ofuscante me envolve e posso ouvir, de fato posso sentir, até mesmo perceber as letras da mensagem pairando sobre a cabeça de Bono em letras cor-de-laranja ondulantes: "Sou... o... demônio... e sou... igual... a... você...”
E aí todo mundo, a platéia, o conjunto, ressurge e a música cresce aos poucos novamente e Bono, percebendo que captei a mensagem — de fato sei que sente a minha reação — fica satisfeito, dá as costas e fico aqui largado, o corpo formigando, o rosto ruborizado, uma ereção dolorida latejando junto a minha coxa, as mãos cerradas em punhos crispados de
tensão. Mas de repente isso tudo pára, como se uma chave fosse desligada, a tela de fundo lampeja de volta para o branco. Bo-no — o demônio — está agora do outro lado do palco e tudo, o sentimento no coração, a sensação de estar com o cérebro eriçado por dentro, desaparece e agora mais do que nunca preciso saber sobre a conta Fisher que Owen administra, essa informação parece-me vital, mais pertinente do que o vínculo de semelhança
que tenho com Bono, que agora gradualmente vai desaparecendo na distância. Volto-me para Paul Owen.
— Oi — grito. — Que tal?
— Aqueles caras ali... — Faz um gesto indicando um grupo de ajudantes da produção do show em pé na ponta oposta da fila da frente, examinando a multidão e confabulando entre si. — Estavam apontando para cá, para Evelyn, Courtney e Ashley.
— Quem são? — berro. — São da Oppenheimer?
— Não — Owen grita de volta. — Acho que é uma tur ma que segue o conjunto, estão à cata de garotas que levam para os bastidores para fazerem sexo com o conjunto.
— Ah — grito. — Achei que talvez trabalhassem na Barney's.
— Não — berra. — Chamam-nos de contra-regras.
— Como sabe disso?
— Tenho um primo que trabalha para o Ali We Need of Hell — grita.
— Fico irritado com o fato de você saber disso — digo.
— O quê? — berra.
— Você ainda cuida da conta Fisher? — berro de volta.
— Pode crer — grita. — Dei azar, hã, Marcus?
— Deu sim — grito. — Como conseguiu?
— Bem, já estava com a conta Ransom e as coisas foram se ajeitando nos lugares. — Dá de ombros com displicência, o filho da puta. — Sabe?
— Poxa — grito.
— É isso aí — berra de volta, depois se vira na poltrona e grita para duas garotas gordas de Nova Jersey com cara de burras, elas estão passando uma para outra um baseado grande demais, uma das vacas está enrolada no que acho que é uma bandeira irlandesa.
— Poderiam por favor afastar esse matinho de bosta — isso fede.
— Quero um pouco — grito, examinando o partido per feito, liso, de seu cabelo; até o couro cabeludo é bronzeado.
— Você quer o quê? — grita de volta. — Maconha?
— Não. Nada — grito, a garganta arranhando, e me afundo novamente na poltrona, com um olhar vazio para o palco, roendo a unha do polegar, estragando a manicure de ontem.
Vamos embora depois que Evelyn e Ashley retornam e mais tarde, na limusine correndo de volta a Manhattan para fazermos as reservas no Brussels, abre-se outra garrafa de Cristal. Reagan continua no aparelho de TV, Evelyn e Ashley nos contam que dois seguranças abordaram-nas perto do toalete, queriam que fossem para os bastidores. Explico quem eram e a que propósito servem.
— Meu deus — Evelyn dá um grito sufocado. — Está me dizendo
que fui arranjada!
— Aposto que Bono tem pau pequeno — Owen diz, olhando para fora da janela. — Ele é irlandês, vocês sabem.
— Acha que tem um caixa automático lá perto?
— Ashley — Evelyn exclama. — Ouviu isso? Fomos arranjadas.
— Como está meu cabelo? — pergunto.
— Mais Cristal? — Courtney pergunta a Luis.

Almoço com Bethany

— Como foi o show? — pergunta. — Gostei muito do novo CD deles.
— O grupo estava ótimo, ótimo mesmo, de verdade. Ótimo... — faço uma pausa, sem saber bem o que dizer. Bethany levanta as sobrancelhas cheia de curiosidade, querendo saber mais. — Completamente... irlandês mesmo.
— Ouvi dizer que são muito bons ao vivo — diz, e sua própria voz traz uma cadência alegre, musical à frase. —

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