Uma citação de Adam Clayton:
"Por muito tempo, acreditei na mitologia do rock and roll de adquirir experiência sem responsabilidade. Escolhi lidar com a minha presença na banda de uma forma muito focada e desenvolvi um estilo de vida que, na minha opinião, definia quem eu era. Não quero voltar para lá. Eu opero em um nível com o qual me sinto confortável".
Então ele próprio comenta: "É. Eu era muito confuso. Achava que tinha que ser tantas coisas diferentes. Tenho muita sorte de, por causa da banda em que estou, as pessoas me darem espaço para errar.
Agora, mais do que nunca, fico impressionado com a liberdade que as pessoas me deram para errar. Eu devia ser um desastre completo. Provavelmente um desastre bem simpático. Mas, sabe, as pessoas me apoiaram quando errei, e aos poucos fui me encontrando. Demorou muito. Eu aprendi muito devagar. Mas no fim, você identifica o que é importante. E a vida fica mais fácil. Tenho que dizer que sou muito fã de onde estou agora – estou curtindo muito o momento.
Meu maior problema era que o U2 continuava fazendo sucesso. Então eu sempre pensava: "Ah, estamos fazendo sucesso. Por que estou achando tão difícil lidar com isso?". E, claro, não havia motivo. A não ser o que se passava na minha cabeça, sabe?"
Adam Clayton fala também de seus cortes de cabelo de outras épocas: "Bem, eu tive tantos cortes de cabelo diferentes quanto personalidades naquela época. Eu era muito confuso. Ainda bem que não tenho mais dezoito anos".
