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sábado, 6 de janeiro de 2018

Esboço de Bono foi parar no palco da 'The Joshua Tree Tour 2017'


O site Wired UK traz uma matéria sobre a Tait Towers, que trabalha com design de palcos para shows de grandes bandas.
Em dezembro de 2016, o designer Ric Lipson estava em Nova York em uma chamada de conferência com Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. Lipson é um associado sênior da empresa de design com sede em Londres, Stufish, a empresa que, juntamente com o designer do U2, Willie Williams, criou todas as turnês da banda desde a ZOOTV de 1992.
Em outubro de 2016, o U2 tocou na conferência anual doa gigante de software Salesforce no local do antigo Cinema Drive-In Geneva em Daly City, Califórnia. Em homenagem ao Geneva, o palco tinha uma tela de cinema e um pouco mais.


Agora, a banda queria algo semelhante para a 'The Joshua Tree Tour 2017'. Os quatro músicos estavam folheando projetos propostos pela Stufish e Williams quando Bono agarrou um lápis e desenhou um esboço rápido de uma árvore Joshua que ia para o alto e ultrapassava a parte superior da tela. Isso é o que deveria estar no palco, ele disse para Lipson.
É sempre um momento difícil para designers como Lipson e Williams quando as estrelas do rock fazem seus conceitos de palco para shows. Para conseguir uma turnê de estádio desde o esboço à noite de abertura, custa dezenas de milhões. Milhares de pessoas são necessárias para projetar, construir, montar, comercializar e vender o show. A tecnologia envolvida muitas vezes ainda não existe.
Neste caso, em primeiro lugar, o design definido parecia simples - uma tela de vídeo Wide de 61 metros de largura, 14 metros de altura, resolução 8K pintada de dourado com uma silhueta de uma árvore Joshua na cor prateada. Durante a segunda metade do show, a tela mostraria épicas paisagens americanas de alta definição gravadas pelo fotógrafo e diretor Anton Corbijn. Haveria também uma passarela em forma de árvore e um palco satélite estendendo-se para o público, além de treliças de aço que penduravam luzes e alto-falantes acima do palco.
Para entregar esse conceito, no entanto, exigiu pelo menos três protótipos de equipamentos de primeiro mundo, com uma tela de vídeo de fibra de carbono de última geração (a maior e a mais alta resolução já utilizada para uma turnê de concertos, com pixels de apenas 8,5mm de distância) e protótipos de alto-falantes dos especialistas em áudio Clair Brothers que são tão poderosos, que apenas 16 alto-falantes são necessários para inundar até o maior estádio com som. Além disso, os vários padrões técnicos e de segurança envolvidos significaram que o palco levaria três dias para ser erguido e desmontado, então houve dois conjuntos de suportes de aço que se moveram ao redor do mundo ao mesmo tempo, com, por exemplo, um em construção em Berlim enquanto a banda estava no palco em Londres.
"Naquele ponto, nós não sabíamos como seria tudo isso, além da esperança de que a tecnologia fosse possível e que seria inventada a tempo para o início da turnê em maio", diz Lipson. "Mas as estrelas do rock não querem ouvir problemas e nosso trabalho não é dizer: 'Isso é impossível' - nosso trabalho é dizer 'Sim, é claro'".
Para ter a árvore no estádio que Bono esboçou, Stufish e a banda foram para Lititz, uma cidade rural na Pensilvânia. Lititz é o lar da Tait Towers, a empresa de engenharia e software de arquitetura que construiu os palcos para cada uma das dez excursões de maior bilheteria na história usando uma mistura de engenharia de rock, tecnologia e uma pequena ajuda da comunidade Amish.
A performance do U2 foi dividida. Para a primeira parte do show, quando o sol ainda batia forte, a banda tocava antigos hits na passarela e no palco B. Ao pôr do sol, os quatro músicos voltavam para o palco principal para começar a tocar músicas de 'The Joshua Tree' e paravam momentaneamente no centro do palco para acenar para a multidão. Atrás deles, a tela brilhava em um vermelho sangue e eles eram mostrados em silhueta, ao lado da silhueta preta da árvore.
"Nós colocamos a banda para a pose", diz Lipson. "A Tait construiu uma plataforma e tocou em cima disso por um dia ou mais, até que tivemos a posição perfeita. Então nós dissemos a eles para esperar lá por 30 segundos." Resultado: o público gritou como adolescentes em um show e levou seus telefones para o ar para tirar foto atrás de foto para serem compartilhadas milhões de vezes, levando a turnê para fora para bilhões de pessoas em mídias sociais. É a pausa do êxtase, a foto da capa do álbum ao vivo, e que não precisa mais da capa do álbum.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

ALEXA 65 gravou as imagens de maior proporção e de maior resolução existentes para os shows da 'The Joshua Tree Tour 2017' do U2


DP Sebastian Wintero colaborou com o diretor Anton Corbijn em visuais gigantescos para a 'The Joshua Tree Tour 2017' do U2.
A turnê, revisitando o imensamente bem-sucedido álbum de 1987 do U2, exigiu um pano de fundo de imagens em movimento que se conectassem com essa herança e correspondessem à escala épica das performances. Sem surpresa, a banda voltou-se para o diretor / fotógrafo Anton Corbijn, que havia fotografado a icônica capa do álbum 30 anos antes. Corbijn trouxe Sebastian Wintero, que gravou com o exclusivo sistema de câmera ALEXA 65 da ARRI Rental com uma proporção especial de imagem de 4.5: 1, criando as maiores imagens e de maior resolução já exibidas em uma turnê de concertos.
Wintero conta como foi trabalhar com ALEXA 65.

"Quando Anton e eu começamos a falar sobre a filmagem do U2, nós só tínhamos trabalhado juntos anteriormente em um único projeto: uma gravação muito íntima e de mais baixa tecnologia em Berlim. Isto acabou por ser completamente o oposto, uma vez que o formato de projeção era para o telão de fundo do U2 para a sua próxima turnê, uma das maiores telas já construídas, com uma largura impressionante, capaz de projetar uma resolução surpreendente de 7200 x 1560.
Os filmes em si estavam servindo como pano de fundo para a música de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, e elas foram destinadas a ser na maior parte cenas single-take, gravações wide com ação limitada, mas ainda forte o suficiente para segurar por cinco ou seis minutos sem expirar visualmente.
As poucas vezes que tive a chance de trabalhar com telões de LED, eu sempre vim com uma certa relutância, por causa dos compromissos visuais que às vezes trazem com eles - artefatos, a banda ou problemas técnicos que o distraem da experiência de visualização, fazendo você estar ciente de que você está assistindo uma tela reproduzindo uma imagem ao invés de apenas poder mergulhar na imagem real.
Por um lado, tivemos que chegar a um formato de gravação que era tecnicamente sofisticado o suficiente para atender a todas essas especificações diferentes. Por outro lado, os filmes deveriam combinar e respeitar a abordagem de Anton — que estabelece um alto padrão para a estética e a presença humana — e o enorme impacto emocional da música, sem ficar no caminho de qualquer um deles.
A necessidade de entregar em mais de 6K sugeriu uma gama muito estreita de câmeras, e testes rapidamente nos fez cair de amor com ALEXA 65, basicamente porque oferece qualidade impressionante sem se sentir como uma câmera "técnica", uma vez que normalmente eles tendem a priorizar contagem de pixels e mera resolução sobre a qualidade real da imagem, o que é um elemento complicado para definir ou articular.
Conhecer e admirar o estilo e método simples, mas insistente, de Anton, focado no assunto e no momento, fez da ALEXA 65 uma escolha óbvia em termos do processo criativo. Isso nos deu espaço para usar a intuição mais do que qualquer outra coisa; poderíamos considerar a imagem, as pessoas na frente da lente, a luz natural, de uma forma que eu acho que nós dois apreciamos.
Isso trouxe o meu instinto de volta para gravar em filme, onde você automaticamente se concentra mais no disparo, a iluminação e a composição do que a câmera e como capturar tecnicamente, e que é realmente o melhor testamento para qualquer câmera, na minha opinião. A película significou que você poderia confiar no meio como uma ferramenta ativa que capturasse o que você viu, com uma riqueza e um impacto que adicionassem à imagem final, e a ALEXA 65 teve o mesmo tipo de liberdade. Era tão simples de trabalhar, eu acho que nós dois achamos libertador - o fato de que você pode trabalhar dentro de uma resolução digital tão brilhante, e ainda usar intuição simples para chegar à imagem.
Considerando os fundos em preto e branco de Anton na fotografia dos filmes, ele também introduziu outra característica interessante: a capacidade de manter o grau de vida e projetar LUTs para monitorar no set. Isso resultou ser uma grande vantagem, já que a maioria das cenas deveria terminar em preto e branco. Isso nos deu o controle total sobre a imagem, abrindo um playground criativo, onde nós poderíamos experimentar e auditar infinitamente vários looks de "impressão", então carregá-los na câmera e inspirar-se neles, ao contrário do monitoramento em um LUT padrão como Rec 709.
Fazer isso ainda nos permitiu reagir em um nível mais intuitivo para a imagem e composição. Porque você está assistindo a interpretação da realidade já na sua frente (em vez de tentar imaginar o que poderia parecer depois de uma DI final), você acaba reagindo a ela um pouco diferente. Adicionou à facilidade e ao imediatismo do processo criativo, e fez isso de forma que se sentia intuitivo em oposição ao técnico, o que era uma grande vantagem."






Do site: arrirentalgroup.com

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A "Miss Syria" não esteve presente nos shows no Brasil da 'The Joshua Tree Tour 2017'


Nos shows da 'The Joshua Tree Tour 2017' pelo Brasil, os fãs não tiveram a oportunidade de ver a performance ao vivo de "Miss Sarajevo", que esteve em grande parte da turnê, com o assunto sobre a crise dos refugiados. A canção foi rebatizada para "Miss Syria" na turnê, e abria o encore.
O U2 utilizava um vídeo que trazia uma garota de 15 anos de idade da Síria, que vive no Campo de Refugiados de Zaatari, na Jordânia. Ela se apresentava, e compartilhava seus sonhos e visão para seu futuro. Testemunhava-se, então, as condições de vida no Campo de Refugiados de Zaatari, bem como a devastação em toda a Síria.
Durante a canção, um banner gigante com o rosto da garota, Omaima Thaer Hoshan, começava a se mover entre as pessoas das cadeiras dos estádios. Um holofote de luz acompanhava o banner enquanto ele passava pelas pessoas.
Este era o pano de fundo para "Miss Sarajevo", uma canção sobre a Guerra da Bósnia de 1992-1996.
A canção foi lançada em 1995 no projeto 'Passengers: Original Soundtracks 1', e o U2 incluiu a faixa na coletânea 'The Best Of 1990-2000', como The Edge explica: "Essa foi uma melodia que realmente soou muito fortemente para nós quando começamos a ouvir novamente o material antigo para a coletânea. Eu sempre gostei dela na época, mas ele realmente resistiu ao teste do tempo. É uma das nossas melhores canções de sempre."



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Por trás das imagens projetadas na tela em "UltraViolet (Light My Way)" na 'The Joshua Tree Tour 2017' - Parte V


Agradecimento ao site U2 Songs (Antigo U2 Wanderer)

Uma das peças visuais que acompanhou a 'The Joshua Tree Tour 2017' do U2 foi um conjunto de fotografias de mulheres que eram projetadas na tela enquanto a banda tocava "UltraViolet (Light My Way)". As mulheres vêm de uma vasta gama de idades e origens, mas a maioria são reconhecidas por terem desempenhando um papel nos direitos humanos ao longo dos tempos. Cada show teve uma pequena mudança nas fotos projetadas.
A peça abria com a palavra "History" na tela, que era lentamente substituída por "HerStory".
As imagens na tela estavam sendo desenvolvidas em conjunto com a HerStory. (@ URherstory_uk/herstoryuk.org) O projeto HerStory é um projeto fundado e gerido por Alice Wroe, e o site HerStory explica que eles "usam arte feminista para engajar pessoas de todos os gêneros com a história das mulheres". O grupo organiza workshops em instituições culturais e educacionais em todo o Reino Unido, e vinha consultando o U2 nas imagens usadas na tela durante "UltraViolet (Light My Way)".
A tela era dividida em cinco áreas quadradas. Um quadrado era geralmente usado para mostrar a performance da banda. Os outros quatro quadrados exibiam imagens de mulheres, e datas. As imagens eram coloridas em cores vivas, rosas, verdes, roxos, amarelos, vermelhos e azuis.
A banda utilizou em um show as imagens para a performance de "Mysterious Ways".
O fim do vídeo no telão mostrava uma imagem em tela cheia, de um grupo de mulheres, segurando um banner dizendo "Mulheres do Mundo se Unem!" e em seguida mudava para "A Pobreza é Sexista" e terminava com "O Poder do Povo é muito mais Forte do que as Pessoas no Poder". Bono normalmente usava o final da canção como uma oportunidade para falar sobre a ONE. "Poverty is Sexist" é também uma das campanhas que estão sendo executadas pela One.org

Terceira Perna - América Do Norte

Margaret C. Anderson

Escritora. Editou e publicou The Little Review entre 1914 e 1929, e foi conhecida por publicar os primeiros treze capítulos do manuscrito inédito do autor irlandês James Joyce para Ulysses. Ela foi condenada por acusações de obscenidade apresentadas contra ela depois que o Correio dos Estados Unidos apreendeu quatro números da revista, devido ao conteúdo de Ulysses, bem como a publicação de poesia sexualmente explícita. Nasceu em Indianápolis, e foi onde na turnê ela apareceu no telão.

Sharon Sayles Belton

Líder comunitária, política e ativista. Primeira afro-americano e primeira mulher no cargo de prefeito de Minneapolis. Participou na defesa da igualdade racial, do desenvolvimento de bairros e das questões da mulher e da família. Ela é co-fundadora do Harriett Tubman Shelter for Battered Women e da National Coalition Against Sexual Assault.

Lucile Bluford

Jornalista e oponente americana de segregação nas escolas americanas. Ela foi impedida de entrar na faculdade de jornalismo da Universidade de Missouri onze vezes por causa de sua raça, e ela eventualmente levou um caso para a Suprema Corte dos EUA.

Ruby Bridges

Uma ativista americana conhecida por ser a primeira criança negra a estudar em uma escola primária caucasiana em Louisiana durante o século XX. Ela agora é presidente da Fundação Ruby Bridges, que ela fundou em 1999 para promover "os valores da tolerância, do respeito e valorização de todas as diferenças." Descrevendo a missão do grupo, ela diz, "o racismo é uma doença e temos de parar de usar nossos filhos para espalhá-la."

Susan A. Buffett

Filantropa. Seu trabalho de caridade centrou-se no bem-estar das crianças em famílias de baixa renda, bem como estar no conselho da Buffett Foundation, Girls Inc e esteveenvolvida com Bono na organização Debt, AIDS, Trade, Africa (DATA).

Leah Chase

Chef de Nova Orleans, autora e personalidade da televisão. Ela é conhecida como a rainha da culinária crioula, e defensora da arte afro-americana e da culinária crioula. Seu restaurante, Dooky Chase, era conhecido como um local de encontro durante os anos 1960, entre muitos que participaram do movimento dos direitos civis, e era conhecido como uma galeria, devido à sua extensa coleção de arte afro-americana.

Shirley Chisholm

Afrodescendente, moradora do bairro Brooklyn, em Nova Iorque, nasceu numa sociedade lapidada pelo preconceito e pela segregação. Naquela época, embora a maioria dos negros estivessem fadados a trabalhos secundários, Shirley conseguiu superar obstáculos e se eleger a primeira mulher a ocupar a Câmara dos Deputados, onde, posteriormente, fundou a bancada feminina do Congresso.
Se tornou a primeira mulher negra a concorrer ao mais alto cargo do país.

Lucille Clifton

Escritora e poetisa norte-americana. Tópicos comum em sua poesia incluem a celebração da herança afro-americana, e temas feministas, com particular ênfase para o corpo feminino.

Mary Jo Copeland

Diretora do Sharing and Caring Hands, tendo crescido na pobreza, tentando ajudar os outros a crescer em situações semelhantes. A organização foi fundada para ajudar aqueles que não poderiam obter ajuda do sistema de bem-estar. A Copeland tem sede em Minneapolis.

Melissa Etheridge

Cantora e compositora vencedora de dois prêmios Grammy e um Oscar. Etheridge é famosa pelo fato de ser uma ativista dos direitos gay, depois de ter se assumido publicamente como lésbica em janeiro de 1993 no Triângulo Ball, uma celebração lésbica/gay e Presidente Bill Clinton's na primeira inauguração. Ela também é comprometida para as questões ambiental e, em 2006, ela visitou os E.U. e Canadá, usando biodiesel.

Mari Evans

Poeta e escritora americana. Ela tem sido uma ativista para a reforma da prisão. Ela também atuou como educadora em diferentes universidades, onde lecionou cursos sobre literatura afro-americana.

Judy Forman

Ativista e defensora dos direitos das mulheres. Proprietária do Big Kitchen Cafe, Forman incentiva os clientes a ajudar através do país, e Judy também tem sido ativa em grupos de desenvolvimento ao longo de seu bairro, em todo o EUA, e também deu a sua assistência para a construção de escolas na América Latina e Filipinas.

Rev. Faith Fowler

Pastora em Detroit, e trabalha como diretora executiva e fundadora da CASS Community Social Services. A organização é uma das agências de caridade de Detroit, trabalhando para fornecer empregos e residências na área de Detroit.

Aretha Franklin

Cantora norte-americana de gospel, R&B e soul que virou ícone da música negra. Tem sido ativa ao longo dos anos como uma voz do movimento dos direitos civis.

Gabrielle Giffords

É uma política americana, membro do Partido Democrata e representante do 8º distrito do Arizona desde 2007; Giffords é a terceira mulher a representar o Arizona.
Em 8 de janeiro de 2011, foi uma das vinte vítimas de um tiroteio em Tucson perpretado pelo atirador Jared Lee Loughner e que aconteceu em um supermercado em um subúrbio de Tucson, onde estava reunida com eleitores. Segundo o FBI, Giffords era o alvo dos tiros e foi internada em estado crítico devido a um projétil que atravessou sua cabeça. No final de maio, o atirador do Arizona foi considerado incapaz para ser julgado. Em 1º de agosto, já recuperada, reaparece de surpresa no Congresso.

Mona Hanna-Attisha

Pediatra e uma defensora da saúde pública e foi sua pesquisa que expôs pela primeira vez a Flint Water Crisis quando descobriu que as crianças estavam sendo expostas a níveis perigosos de chumbo em Flint, Michigan.

Mahalia Jackson

Uma das principais cantoras gospel dos Estados Unidos no século 20. Ela também era conhecida como ativista de direitos civis. Em 1961, Mahalia cantou na posse do presidente norte-americano John Kennedy.
Em 1963 ela cantou para 250 mil pessoas, na ocasião onde Martin Luther King Jr. fez seu famoso discurso "I Have a Dream" ("Eu Tenho Um Sonho", discurso pelos direitos civis amplamente conhecido nos Estados Unidos). Também cantou "Take My Hand, Precious Lord" no funeral de Martin Luther King Jr.
Mahalia também ficou conhecida por seu esforço em ajudar ao próximo, criando a Mahalia Jackson Scholarship Foundation, para jovens que gostariam de entrar para a universidade.

Maggie Kuhn

Ativista americana que criou o Gray Panthers, depois de ter sido forçada a se aposentar de seu emprego na idade de aposentadoria de 65 anos. Os Gray Panthers se tornaram conhecidos por defender a reforma da casa de repouso e combater a idade, afirmando que "os idosos e as mulheres constituem a maior fonte de energia humana inexplorada e subestimada dos Estados Unidos". Ela dedicou sua vida a lutar por direitos humanos, justiça social e econômica, paz global, integração e compreensão de problemas de saúde mental. Durante décadas, ela combinou seu ativismo com o cuidado de sua mãe - que tinha uma deficiência que exigia que ela recebesse assistência sob seus cuidados - e um irmão que sofria de doença mental.

Jessica Lange

Atriz americana. Além da vida profissional ainda arranja tempo para se dedicar as causas sociais, atualmente é embaixadora da UNICEF na luta contra a AIDS no Congo e na Rússia, e ainda defende os direitos dos monges budistas no Nepal.

Catharine MacKinnon

Jurista e ativista feminista, professora de direito. É membro da Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos.
Na esteira do feminismo radical, ela publicou em 1979 um relatório sobre o assédio sexual, Assédio Sexual de Mulheres no Trabalho Um Caso de Discriminação em razão do Sexo. Baseou-se nos casos reconhecidos a partir de uma lei sobre o tema em 1964. Sua definição de assédio sexual esteve na origem da legislação sobre o assunto nos Estados Unidos, como reconhecido pelo Suprema Corte, em 1986.
Em 1983, Catharine MacKinnon começou a lutar contra a pornografia, a partir de bases legais, numa parceria com Andrea Dworkin. Ambas escreveram uma portaria sobre direitos civis contra pornografia, que pretendeu banir a pornografia como uma violação dos direitos das mulheres, comparando-a a uma forma de discurso de ódio. Rejeitada nos Estados Unidos, esse texto serviu, no entanto, como referência para a tomada de decisões Suprema Corte do Canadá, em 1992, sobre a censura da pornografia. MacKinnon, em seguida, publicou com Andrea Dworkin In Harm’s Way: The Pornography Civil Rights Hearings (1997).

Madonna

Cantora, atriz, produtora e empresária, um ícone do pop. Uma das mulheres mais influentes da música. Além de todo sucesso e dos mais de 300 milhões de discos vendidos, Madonna também se destaca quando o assunto é seu envolvimento com causas humanitárias.
Fundada em 2006 por Madonna, a ONG Raising Malawi já ajudou mais de 5.600 crianças com a construção de escolas, creches, centros de saúde e programas de prevenção de doenças no Malawi.

Reyna Montoya

Educadora, dançarina e coreógrafa. Montoya também é a fundadora da Aliento, uma organização comunitária no Arizona, que promove a cura da comunidade para os jovens impactados pelo sistema de detenção de imigração. Ela organizou outras atividades em torno de preocupações de imigração, organizando para parar um ônibus de deportação, realizando reubificações na fronteira. Foi fundamental para impedir a deportação de seu próprio pai e defende os direitos humanos dos imigrantes indocumentados nos EUA.

Margaret Ringenberg

Aviadora americana. Ela era membro do Women Airforce Service Pilots durante a Segunda Guerra Mundial, uma organização que apareceu no telão em cada parada da turnê. Ela voou como piloto comercial e instrutora após a Guerra.

Dorothy Triplett

Ativista americana. Na década de 1970, trabalhou como vice-diretora da Project Equality of Wisconsin, que promoveu ações positivas para minorias e mulheres. Sua paixão é o anti-racismo. Ela também se ofereceu na ajuda da crise e trabalha atendendo ligações em nome de várias organizações e treinando outros para fazer o mesmo.

Madam C. J. Walker

A primeira mulher americana a se tornar milionária por mérito próprio. Se tornou discípula de outra empresária pioneira e negra do ramo da beleza, Annie Malone.
Madam CJ Walker buscou tratamentos caseiros para a queda de cabelo, que na época era um problema comum em mulheres. A luz elétrica e a água encanada não eram benefícios encontrados na maioria das casas americanas e as mulheres costumavam ficar cerca de uma semana com seus penteados. Um cenário perfeito para irritações e doenças no couro cabeludo.
Depois de criar seus primeiros produtos com enxofre na fórmula, um shampoo e uma pomada para tratar e estimular o crescimento dos fios e dar os nomes de “Madam Walker’s Wonderful Hair Grower” e “Madam Walker’s Vegetable Shampoo“, ela desenvolveu um sistema de vendas porta a porta e de treinamento baseado em um conceito de transmissão de informação para as clientes através de suas “hair culturists”. Seus produtos estão na lista dos primeiros desenvolvidos para as mulheres negras e junto com os desenvolvidos por Annie Malone foram um marco na indústria de cosméticos.
Expandiu seus negócios por todo o país, apostou no serviço de entrega postal e depois de viajar por vários estados treinando suas consultoras de beleza, estabeleceu uma fábrica em Indianapolis em 1910 e expandiu para outros países como Jamaica, Cuba, Costa Rica, Panamá e Haiti. Seu negócio empregava milhares de funcionários e foi na época a maior empresa de propriedade de um afro-americano dos Estados Unidos.
Foi uma grande filantropista colaborando com orfanatos, escolas de formação e asilos que atendessem aos afro descendentes, com grandes projetos culturais e educacionais, ficou conhecida também pelo seu comprometimento com causas políticas e sociais e o engajamento de seus funcionários.

Sonia Warshawski

Tinha 17 anos em 1942, morando na Polônia, quando os nazistas a forçaram a trabalhos escravos e, eventualmente, deportaram ela para um campo de extermínio. Ela foi libertada pelas forças britânicas. Mudou-se para Kansas City em 1948. Ela se dedica a contar sua história localmente na área de Kansas City.

Robin Wright

Atriz e diretora americana. Wright também é um ativista dos direitos humanos na República Democrática do Congo, e e fez parcerias com as empresas Pour Les Femmes e The SunnyLion no trabalho ativista no passado . O SunnyLion doa uma parte de seus lucros para o movimento Raise Hope para Congo, enquanto Pour Les Femmes faz roupas de dormir ao mesmo tempo em que cria oportunidades econômicas para mulheres em regiões de conflito.

Black Lives Matter

Black Lives Matter (As Vidas Negras Importam) é um movimento ativista internacional, com origem na comunidade afro-americana, que campanha contra a violência direcionada as pessoas negras. BLM regularmente organiza protestos em torno da morte de negros mortos por policiais, e questões mais amplas de discriminação racial, brutalidade policial, e a desigualdade racial no sistema de justiça criminal dos Estados Unidos.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

+ Segredos Revelados: 'The Joshua Tree Tour 2017'


Na 'The Joshua Tree Tour 2017', o público acompanhou na tela de vídeo antes das apresentações, a rolagem de poemas em inglês e espanhol que incluíam: "The Border: A Double Sonnet" de Alberto Ríos; "Kaddish for Leonard Cohen" e "Ain't You Scared of the Sacred" de George Elliott Clarke; "I Hear America Singing" de Walt Whitman; "Ghazal for White Hen Pantry" de Jamila Woods; além de trabalhos de Pedro Pietri, Lucille Clifton e Langston Hughes.
Para o site Q Stage, Laryssa Costa escreveu: "A projeção do telão foi algo a parte. Durante a espera dos shows e intervalos, o telão exibiu diversos poemas que levavam à reflexão sobre o ser humano, sobre os valores e sobre a beleza do existir. Destaque para a autora Elisabeth Alexander, que teve vários poemas sua obra exibidos no telão."
A tela de vídeo da banda, segundo o The Guardian, foi a maior e com melhor resolução já utilizada até hoje em shows.
Willie Williams, o designer dos shows, disse que em tamanho, ela foi igual à tela da turnê Popmart Tour de 1997/1998, mas com 400 vezes mais de resolução.
Muitos se perguntam o por que o telão tinha uma curva. Willie Williams diz que aquela "curva delicada" na tela foi criada como uma ilusão para os visuais parecerem 3D.
O Palco B (a sombra da árvore) tinha elevadores que desciam o piano e a bateria para baixo do palco após a apresentação do primeiro ato, liberando assim a visão do público para o segundo e terceiro ato, quando eles se apresentavam no palco principal.
A PRG forneceu um sistema de câmeras de transmissão 4K (UHD) para a turnê, e foi a primeira vez que isto foi usado em uma turnê.
A turnê exigiu 64 caminhões semi-reboque para transporte de equipamentos, juntamente com nove ônibus para acomodar mais de 100 membros da equipe.
As músicas do Ato 1 foram tocadas sem reforço de vídeo, pois o U2 queria que seus fãs se concentrassem na música.
Muitas das músicas do Ato 2, que cobriu o álbum 'The Joshua Tree' na íntegra, foram acompanhadas por curtas-metragens que descrevem paisagens do deserto, que foram criados por Anton Corbijn. O fotógrafo disse que seu objetivo era "colocar o The Joshua Tree na América de hoje".
"Where The Streets Have No Name" foi acompanhada por um vídeo lento através de uma estrada deserta com migrantes caminhando.
Para "I Still Haven't Found What I'm Looking For", uma floresta de árvores foi retratada. Muitas das árvores foram queimadas, que para Corbijn representou o "sonho americano queimado".
Durante "With Or Without You", imagens de Zabriskie Point foram exibidas.
Para "Bullet The Blue Sky", os visuais mostraram homens e mulheres de várias idades colocando capacetes do exército enquanto estavam na frente de uma bandeira americana. Na performance, Bono usou um holofote de mão em Edge, evocando a imagem da capa de 'Rattle And Hum' de 1988.
Para "Trip Through Your Wires", uma bandeira americana foi pintada em um barraco de madeira.
O Ato 3, foi descrito por Willie Williams: "O pensamento era que estamos vivendo atualmente em um momento em que realmente poderíamos usar um espírito mais feminino em nossa liderança e uma maneira de ilustrar isso poderia ser comemorar algumas das grandes mulheres pioneiras do passado".

'The Joshua Tree Tour 2017' arrecada US$ 32 milhões somente nos quatro shows no Brasil


A 'The Joshua Tree Tour 2017' do U2 arrecadou, no total, US$ 316 milhões, tendo vendido cerca de 2,7 milhões de ingressos durante os cinco meses em que estiveram na estrada. De acordo com a Billboard, esse resultado deixa a turnê da banda entre as mais rentáveis de 2017.
Nos 4 shows finais da turnê no Brasil que aconteceram no Estádio do Morumbi, em São Paulo, o U2 fez US$ 32 milhões. Somando os quatro dias, o U2 foi assistido por mais de 278 mil pessoas.


Ao longo de cinco meses a turnê passou pela América do Norte, que contabilizou U$ 123 milhões (aproximadamente R$ 400 milhões), com mais de 1 milhão de ingressos vendidos; pela Europa, arrecadando cerca de U$ 83 milhões (aproximadamente R$ 270 milhões), com quase 745 mil entradas e na passagem pelo México, Colômbia, Argentina, Chile e Brasil, a banda arrecadou cerca de U$ 70 milhões, com mais de 574 mil ingressos vendidos. Foram 50 apresentações.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Herstory No Brasil Parte II: as mulheres que apareceram nas noites de shows em São Paulo da 'The Joshua Tree Tour 2017'


O U2 realizou no Brasil os quatros shows finais da 'The Joshua Tree Tour 2017'.
No mês passado o Facebook da ONE escreveu:

"Nomeie uma mulher inspiradora a ser destaque em um show do U2! É um dos momentos mais falados da 'The Joshua Tree Tour 2017' do U2 - a visualização deslumbrante no telão de "Herstory" à medida que a banda toca "Ultraviolet (Light My Way)".
Da ativista dos direitos das mulheres, Sojourner Truth, para Ellen Johnson Sirleaf, Presidente da Libéria, Malala Yousafzai e Wangari Maathai, as dezenas de imagens impressionantes que aparecem e desaparecem na tela destacam a história de mulheres "luminosas" que "abrem caminho" para um mundo melhor.
A ONE convida você a nomear uma ativista inspiradora ligada ao Brasil e ela pode acabar sendo mostrada nos shows em São Paulo."

Foi então que o público ajudou na escolha das mulheres brasileiras. Taís Araújo, Irmã Dulce, Maria da Penha, Conceição Evaristo, Tarsila do Amaral, Ivone Guimarães e Bertha Lutz foram mostradas no telão em "UltraViolet (Light My Way)" na primeira noite de shows no Brasil. "As mulheres estupendas", disse Bono em português. "Quero dedicar essa música para todas as mulheres maravilhosas que dividimos a nossa vida. Mulheres que resistem, insistem e persistem".
Na segunda noite, foi adicionada mais uma figura feminina, a de Chiquinha Gonzaga, e junto com as relatadas acima, formaram o 'Herstory' de mulheres brasileiras no telão até o quarto e último show no Brasil, que fechou a turnê.

A compositora e maestrina carioca Chiquinha Gonzaga (1847-1935) destaca-se na história da cultura brasileira e da luta pelas liberdades no país pelo seu pioneirismo. A coragem com que enfrentou a opressora sociedade patriarcal e criou uma profissão inédita para a mulher, causou escândalo em seu tempo. Atuando no rico ambiente musical do Rio de Janeiro do Segundo Reinado, no qual imperavam polcas, tangos e valsas, Chiquinha Gonzaga não hesitou em incorporar ao seu piano toda a diversidade que encontrou, sem preconceitos. Chiquinha Gonzaga lutou pelo direto de voto das mulheres brasileiras e que só foi conquistado em 1932.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Bono Flying Bird: vocalista do U2 entrou fantasiado de galinha em show de Noel Gallagher na despedida da 'The Joshua Tree Tour 2017' no Brasil


Noel Gallagher's High Flying Birds foi a banda de abertura nos quatro shows finais da 'The Joshua Tree Tour 2017' no Brasil. Ontem, na despedida da turnê, Noel foi surpreendido por uma galinha gigante no palco!
A banda estava iniciando a performance de "Little By Little", quando alguém com uma fantasia de galinha apareceu no palco passando em frente à banda, e Noel começou a gritar meio assustado: "Steve, Steve", enquanto a música rolava. Para espanto dos Flying Birds e o público em geral, a galinha gigante saiu do palco e Noel disse rindo no microfone: "Ahh, é o Bono, é o Bono! Ele é o dono da festa!"
Noel disse que foi apenas uma brincadeira do amigo tirando um sarro dele!


As fotos acima foram tiradas pelo fã Thiago Avila Borges!

Uma sequência de fotos do Instagram talktonight27:



Com quarto show no Brasil, chega ao fim a 'The Joshua Tree Tour 2017', com Daniel Lanois no palco e "I Will Follow"


É isso. Acabou.

Com o quarto show no Brasil, a 'The Joshua Tree Tour 2017' do U2 chegou ao fim na noite de ontem no Estádio Do Morumbi em São Paulo, após 5 meses de estrada celebrando o 30° aniversário do disco 'The Joshua Tree'.

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Foram 280.000 pessoas nestes quatro últimos shows que aconteceram no país.

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Foram 51 shows desde a abertura em maio em Vancouver, com 2 milhões e 700 mil pessoas acompanhando os shows através da América Do Norte, América Do Sul e Europa. A turnê marcou a primeira vez que o U2 tocou na Colômbia.
Durante o show, Bono agradeceu diversas vezes os responsáveis por fazerem a turnê acontecer, citou que há uma brasileira na equipe, Susana Yamamoto, responsável pelas animações no telão e disse que era um momento muito especial em terminar a turnê no Brasil.
Em "One Tree Hill", Bono dedicou a canção para Chester Bennington, vocalista do Linkin Park que morreu neste ano.
A primeira surpresa da noite aconteceu em "Mothers Of The Disappeared".

A banda convidou para o palco o produtor do disco 'The Joshua Tree', Daniel Lanois, que cantou a parte final da canção junto com a banda, canção que ele havia trabalhado 30 anos atrás!



Larry Mullen desta vez apareceu com uma camiseta diferente, escrita AMOR, ORDEM E PROGRESSO.

Em "One", Bono enviou uma mensagem aos fãs ao redor do mundo que de alguma forma estão trabalhando para a construção de um mundo melhor: "Seja nas favelas ou nos campos de refugiados".

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A segunda surpresa veio na canção de encerramento: a banda anunciou depois de "One", que iria tocar uma canção extra, uma volta ao início: o primeiro hit da banda, "I Will Follow"!



SETLIST:

Sunday Bloody Sunday
New Year's Day
Bad / Heroes (snippet)
Pride (In The Name Of Love)
Where The Streets Have No Name / All You Need Is Love (snippet) / Live Forever (snippet)
I Still Haven't Found What I'm Looking For
With Or Without You
Bullet The Blue Sky / Black Dog (snippet) / War (snippet)
Running To Stand Still / Runaway (snippet)
Red Hill Mining Town
In God's Country
Trip Through Your Wires / Love Me Do (snippet)
One Tree Hill
Exit / Eeny Meeny Miny Moe (snippet) / Wise Blood (snippet)
Mothers Of The Disappeared (with Daniel Lanois)

encore(s):
Beautiful Day / Oh My Love (snippet)
Elevation
Vertigo / Live Forever (snippet)
You're The Best Thing About Me
Ultra Violet (Light My Way)
One / Invisible (snippet)
I Will Follow

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Com "Mysterious Ways" e chuva, a terceira apresentação do U2 no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


Falta um só. Na noite deste domingo, o U2 fez o terceiro dos quatros shows no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017'. A turnê chega ao fim daqui dois dias.
A chuva fraca caiu no Estádio do Morumbi em São Paulo durante o dia e um pouco mais intensa na parte da tarde, o que fez a banda tocar trechos de "Rain" dos Beatles, durante a performance de "Bad".



Bono brincou: "30.000 brasileiros que vivem na Irlanda, alguns deles falam inglês melhor do que os britânicos!"
Aliás, Bono foi o responsável pelo momento engraçado da noite: ele falou que o embaixador da Irlanda estava presente no show, mas ele não iria citar seu nome, porque na realidade ele tinha esquecido o seu nome!
Sua esposa Ali também estava presente na apresentação.
Bono disse que esteve com Paul McCartney em São Paulo (a banda assistiu ao show do Beatle no Allianz Park), e então ele falou ao público no Morumbi sobre John Lennon. Com isso, o show teve um trecho de "All You Need Is Love" e uma extensão magnifíca em "I Still Haven't Found What I'm Looking For" de "Stand By Me".
Falando em "Stand By Me", a gravação de Lennon é tocada no sistema de som dos shows enquanto o público de deixa o estádio.



Em "Beautiful Day", Bono cantou um trecho da versão em inglês de "Garota De Ipanema", de Tom Jobim! A versão "The Girl From Ipanema" foi escrita por Norman Gimbel em 1963.
A mudança que aconteceu em relação aos dois shows anteriores, foi a inclusão de "Mysterious Ways" na parte final do show.



Setlist

Sunday Bloody Sunday
New Year's Day
Bad / Rain (snippet)
Pride (In The Name Of Love) / All You Need Is Love (snippet)
Where The Streets Have No Name
I Still Haven't Found What I'm Looking For / Stand By Me (snippet)
With Or Without You
Bullet The Blue Sky
Running To Stand Still
Red Hill Mining Town
In God's Country
Trip Through Your Wires
One Tree Hill
Exit / Wise Blood (snippet) / Eeny Meeny Miny Moe (snippet)
Mothers Of The Disappeared

encore(s):
Beautiful Day / The Girl From Ipanema (snippet)
Elevation
Vertigo / Rebel Rebel (snippet)
Mysterious Ways
You're The Best Thing About Me
Ultra Violet (Light My Way)
One

domingo, 22 de outubro de 2017

Bono canta Tom Jobim na segunda noite de shows do U2 no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


Aconteceu na noite deste sábado, no Estádio do Morumbi em São Paulo, o segundo dos quatro shows do U2 no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017'.
O setlist foi o mesmo da primeira noite, mas desta vez com Bono cantando um longo trecho de "Waters Of March", que é a versão em inglês de "Águas De Março", de Tom Jobim!
"Águas de Março" é de 1972. A canção foi lançada inicialmente no compacto simples Disco de Bolso, o Tom de Jobim e o Tal de João Bosco e, a seguir, no álbum Matita Perê, no ano seguinte. Em 1974, uma versão em dueto com Elis Regina foi lançada no LP Elis & Tom. Posteriormente, Tom Jobim compôs uma versão em língua inglesa, que manteve a estrutura e a metáfora central do significado da letra.
"Waters Of March", como foi traduzida literalmente, recebeu, entre outros, as interpretações de Art Garfunkel, Al Jarreau, Ella Fitzgerald e Dionne Warwick. Uma versão em francês, Les Eaux de Mars, foi interpretada pelo cantor Georges Moustaki.



Em "I Still Haven't Found What I'm Looking For", Bono citou Neymar.
Durante a apresentação, Bono disse "que país maravilhoso vocês têm", antes de contar que eles estiveram no famoso edifício Copan, citando o arquiteto Luiz Oscar Niemeyer e que dali era possível ver toda a cidade. "Que um dia vocês tenham políticos que os mereçam".
Em "Beautiful Day", Bono cantou um trecho de "Mas Que Nada", de Jorge Ben Jor.
Chiquinha Gonzaga, Maria da Penha, a escritora Conceição Evaristo, Irmã Dulce e a atriz Taís Araújo foram algumas das mulheres que apareceram no 'Herstory' de "Ultraviolet (Light My Way)".

Setlist

Sunday Bloody Sunday
New Year's Day
Bad / Waters Of March (snippet)
Pride (In The Name Of Love)
Where The Streets Have No Name / California (There Is No End To Love) (snippet)
I Still Haven't Found What I'm Looking For
With Or Without You
Bullet The Blue Sky / War (snippet) / America (snippet)
Running To Stand Still
Red Hill Mining Town
In God's Country
Trip Through Your Wires
One Tree Hill
Exit / Wise Blood (snippet) / Eeny Meeny Miny Moe (snippet)
Mothers Of The Disappeared

encore(s):
Beautiful Day / Mas Que Nada (snippet)
Elevation
(I Can't Get No) Satisfaction (snippet) / Vertigo / It's Only Rock 'n' Roll (But I Like It) (snippet)
You're The Best Thing About Me
Ultra Violet (Light My Way)
One / Invisible (snippet)

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Censura Nunca Mais: a mensagem na camiseta de Larry Mullen em show em São Paulo pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


Na primeira noite de shows do U2 no Brasil pela 'The Joshua Tree Tour 2017', tocando para mais de 60 mil pessoas, o baterista Larry Mullen durante "Elevation" foi visto usado uma camiseta escrita Censura Nunca Mais.
Na turnê Vertigo de 2005/2006 que passou pelo Brasil, a Declaração Universal dos Direitos Humanos era mostrada no telão, que continha tais princípios sobre a Liberdade de Expressão.
A frase parece ser da campanha que faz parte dos protestos contra o fechamento da exposição de arte Queermuseu, bem como às críticas às obras de Wagner Schwartz e Pedro Moraleida, esta última em cartaz em BH no Palácio das Artes na coletiva Faça você mesmo sua Capela Sistina.
Em setembro, a exposição Queermuseu foi cancelada em Porto Alegre após protestos e ataques nas redes sociais e no próprio interior do museu Santander Cultural. Algumas imagens da mostra foram consideradas ofensivas por pessoas que classificam o conteúdo como um "incentivo à pedofilia, zoofilia e contra os bons costumes".

Quase um mês depois, o Museu de Arte do Rio (MAR) cancelou as negociações da compra da exposição.
Ontem também, o artista chinês Ai Weiwei levantou uma placa com a mesma frase da camiseta de Larry, no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP), quando visitou a mostra "Histórias da Sexualidade" – a primeira em 70 anos vetada para menores de idade.
"Se a liberdade artística é ameaçada, esse é o primeiro sinal de que um momento perigoso pode se aproximar. É muito importante ter uma exposição como essa agora no Brasil", disse Weiwei.
Adam e Weiwei almoçaram juntos hoje.


Mais cedo no show, durante a introdução de "Mothers Of The Disappeared", Bono falou ao público: "Você não vai voltar para isso, Brasil", se referindo à ditadura sofrida no passado.

Herstory No Brasil: as mulheres que apareceram na primeira noite de shows em São Paulo da 'The Joshua Tree Tour 2017'


O U2 fez ontem em São Paulo o primeiro dos quatros shows finais da 'The Joshua Tree Tour 2017'.
No mês passado o Facebook da ONE escreveu:

"Nomeie uma mulher inspiradora a ser destaque em um show do U2! É um dos momentos mais falados da 'The Joshua Tree Tour 2017' do U2 - a visualização deslumbrante no telão de "Herstory" à medida que a banda toca "Ultraviolet (Light My Way)".
Da ativista dos direitos das mulheres, Sojourner Truth, para Ellen Johnson Sirleaf, Presidente da Libéria, Malala Yousafzai e Wangari Maathai, as dezenas de imagens impressionantes que aparecem e desaparecem na tela destacam a história de mulheres "luminosas" que "abrem caminho" para um mundo melhor.
A ONE convida você a nomear uma ativista inspiradora ligada ao Brasil e ela pode acabar sendo mostrada nos shows em São Paulo."

Foi então que o público ajudou na escolha das mulheres brasileiras. Taís Araújo, Irmã Dulce, Maria da Penha, Conceição Evaristo, Tarsila do Amaral e outras foram mostradas no telão em "UltraViolet (Light My Way)". "As mulheres estupendas", disse Bono em português. "Quero dedicar essa música para todas as mulheres maravilhosas que dividimos a nossa vida. Mulheres que resistem, insistem e persistem".



Taís Araújo

Desde 2016, Taís Araújo vem colaborando com o mandato da ONU Mulheres, especialmente na visibilidade das mulheres negras. Em julho de 2016, respondeu ao desafio "Que mulher negra é um exemplo para você?", mobilizando seguidoras e seguidores de suas redes sociais, para a ação de comunicação desenvolvida pela ONU Mulheres e pela Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB).
Em fevereiro de 2017, apoiou a campanha de mobilização de recursos do Instituto Maria da Penha. E, em março passado, participou da ciranda virtual Planeta 50-50, ação digital da ONU Mulheres para o reconhecimento do trabalho de ativistas brasileiras em defesa do empoderamento das mulheres e da igualdade de gênero no Dia Internacional da Mulher.

Irmã Dulce

Irmã Dulce, desde jovem, desejava seguir a vida religiosa. Muito caridosa, ainda na adolescência ajudava os mendigos, e enfermos. Fundou a União Operária São Francisco e o Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e suas famílias. Participou da criação de um albergue no Convento de Santo Antônio, que mais tarde se transformou no Hospital Santo Antônio.
Irmã Dulce dedicou toda sua vida a amparar os pobres e enfermos. Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

Maria da Penha

Uma farmacêutica que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. Em 1983, seu marido, o professor colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica.
O episódio chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi considerado, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica. Hoje, Penha é coordenadora de estudos da Associação de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV), no Ceará. Ela esteve presente à cerimônia da sanção da lei brasileira que é popularmente conhecida com o seu nome, junto aos demais ministros e representantes do movimento feminista.
Maria da Penha hoje é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica.

Conceição Evaristo

Conceição Evaristo, escritora, é militante do movimento negro, com grande participação e atividade em eventos relacionados a militância política-social. Suas obras abordam temas como a discriminação racial, de gênero e de classe.

Tarsila do Amaral

Foi uma artista plástica brasileira do movimento modernista. Ela ficou conhecida como uma das mais importantes pintoras da primeira fase do modernismo, e, ao lado dos escritores Oswald de Andrade e Raul Bopp, Tarsila inaugurou o movimento denominado "Antropofagia", um conceito apresentado pelos modernistas, visto como um dos movimentos mais radicais do período.
Com o intuito de se afastar dos modelos europeus, os artistas modernistas se empenharam em criar uma estética tipicamente brasileira.
Utilizaram o conceito metafórico de deglutição e regurgitação acerca do ato de comer a cultura estrangeira e vomitar a "nova" cultura.

Ivone Guimarães

Foi professora, sufragista e ativista brasileira. Ela foi uma das primeiras mulheres a votar no Brasil.
Em 17 de outubro de 1928, ela falou ao lado de Miêtta Santiago, que contestou a constitucionalidade da proibição das mulheres que votam no Brasil, afirmando que violou o artigo 70 da Constituição do país, datado de 24 de fevereiro de 1891, que estava em vigor. Esta ação levou Ivone a se tornar uma das pioneiros no exercício do direito de voto no país.

Bertha Lutz

Foi uma bióloga brasileira especializada em anfíbios, pesquisadora do Museu Nacional. Foi uma das figuras mais significativas do feminismo e da educação no Brasil do século XX. Passou em um concurso e se tornou docente e pesquisadora do Museu Nacional, tornando-se a segunda brasileira a fazer parte do serviço público no Brasil.
Depois de tomar contato com os movimentos feministas da Europa e dos Estados Unidos, Bertha criou as bases do feminismo no Brasil. Uma das principais bandeiras do feminismo à época era o sufrágio feminino.
Foi a fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), em 1919, após ter representado o Brasil na assembléia geral da Liga das Mulheres Eleitoras, realizada nos Estados Unidos, onde foi eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana.
Em 1932, através do Código Eleitoral, as mulheres do Brasil adquiriram o direito ao voto, uma consequência do trabalho das organizaçoes feministas da época. Continuaram pressionando os políticos para assegurar o direito de voto às mulheres no texto da Constituição de 1934 e tiveram sucesso.
Também se tornou advogada em 1933 pela Faculdade do Rio de Janeiro, que depois foi incorporada à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Tentou se tornar professora da instituição com a tese "A Nacionalidade da Mulher Casada perante o Direito Internacional Privado", em que abordava a perda da nacionalidade feminina quando a mulher se casava com um estrangeiro.
Foi eleita suplente para deputado federal em 1934, após duas tentativas malogradas de se eleger. Em 1936 assumiu o mandato, que durou pouco mais de um ano. As principais bandeiras de luta eram mudanças na legislação trabalhista com relação ao direito feminino ao trabalho, contra o trabalho infantil, direito a licença maternidade e a equiparação de salários e direitos.

A primeira noite de shows no Brasil da 'The Joshua Tree Tour 2017'



O U2 realizou ontem em São Paulo, no Estádio do Morumbi, o primeiro dos quatro shows da 'The Joshua Tree Tour 2017' no Brasil.


A passagem de som da banda foi feita antes da abertura dos portões, e "Mysterious Ways" foi ouvida, mas não foi tocada na noite. Os fãs já estavam entrando no estádio quando Bono estava deixando o estádio e foi ao encontro das pessoas que ainda estavam em frente ao portão principal do estádio. Cumprimentou, sorriu, distribuiu autógrafos.


Na porta de seu hotel, Adam também atendeu ao público brasileiro antes de ir rumo ao estádio.

O telão da banda rolou poemas no final da tarde, com textos de Langston Hughes, Lucille Crifton e Lawrence Ferlinghetti. Foram pessoas que propagavam o ativismo, como Bono. Eles criticavam o fechamento de fronteiras, discorriam sobre o homem contemporâneo frente os problemas de convívio, de separação entre raças e credos.
Como era de se esperar, o trânsito na região do Morumbi é horrível, e muita gente não conseguiu chegar em tempo para o show de abertura. Quem optou por ir de carro pagou até R$150,00 por uma vaga.
Noel Gallagher's High Flying Birds abriu a noite, com suas canções da carreira solo e clássicos do Oasis, dedicou uma canção para Gabriel Jesus, jogador de futebol brasileiro que está no time de coração de Noel, o Manchester City, e levou o público a cantar canções como "Wonderwall" e "Don't Look Back In Anger".
Em "Bad", Bono citou heróis brasileiros ao cantar um trecho de "Heroes", e o público ouviu em bom português os nomes de Elis Regina, Renato Russo e Cazuza. "Não estou vendo estrelas no céu hoje. Na verdade estou sim. Elis Regina. Renato Russo. Cazuza. Todos vocês também podem ser heróis". O vocalista ainda citou uma linha da obra 'O Alquimista', de Paulo Coelho: "Quando a gente realmente quer alguma coisa o universo conspira. Queríamos tanto estar com vocês esta noite... Vai ser uma noite épica".

O vídeo de introdução de "Exit" trouxe legendas em português!
Em "Beautiful Day", Bono disse: "Um belo dia será aquele em que as mães não passarão o vírus HIV para seus filhos, será aquele em que meninas terão o mesmo direito à escola do que seus irmãos".
A banda também homenageou mulheres brasileiras no show. Taís Araújo, Irmã Dulce, Maria da Penha, Conceição Evaristo e Tarsila do Amaral foram mostradas no telão em "UltraViolet (Light My Way)". "As mulheres estupendas", disse Bono em português. "Quero dedicar essa música para todas as mulheres maravilhosas que dividimos a nossa vida. Mulheres que resistem, insistem e persistem".
Vimos também o movimento Ni Una Menos, que combate o feminicídio na América Latina.



Na camiseta de Larry Mullen Jr. estavam os dizeres: "Censura Nunca Mais", uma menção à recente polêmica das exposições com nudez no Brasil.


No final, Bono fez um discurso sobre temas sociais diversos, como os direitos LGBT. No meio, elogiou o Brasil por transformar remédios caros em um direito acessível a todos, em aparente referência à política dos Genéricos.



Setlist:

Sunday Bloody Sunday
New Year's Day
O Alquimista (snippet) / Bad / Heroes (snippet)
Pride (In The Name Of Love)
Where The Streets Have No Name / California (There Is No End To Love) (snippet)
I Still Haven't Found What I'm Looking For
With Or Without You
Bullet The Blue Sky / The Star-Spangled Banner (snippet) / War (snippet) / America (snippet)
Running To Stand Still
Red Hill Mining Town
In God's Country
Trip Through Your Wires
One Tree Hill
Exit / Wise Blood (snippet) / Eeny Meeny Miny Moe (snippet)
Mothers Of The Disappeared

encore(s):
Beautiful Day / Starman (snippet)
Elevation
Vertigo / Rebel Rebel (snippet)
You're The Best Thing About Me
Ultra Violet (Light My Way)
One / Invisible (snippet)

domingo, 15 de outubro de 2017

Conhecer os corações daqueles que amamos é o fogo que alimenta a vida: o show do U2 no Chile pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


O U2 realizou ontem no Estadio Nacional no Chile um show pela 'The Joshua Tree Tour 2017'. Bono, na frente de 58 mil pessoas presentes, cantou um trecho de "Gracias A La Vida". "Feliz aniversário, Violeta Parra", disse ele no final da música.
Houve também uma oportunidade para prestar homenagem à alma poética do Chile simbolizada em seus poetas Gabriela Mistral, Pablo Neruda e Nicanor Parra. Bono agradeceu por retornar ao "país dos poetas" e disse: "conhecer os corações daqueles que amamos é o fogo que alimenta a vida".
Para Victor Jara, cantor e compositor assassinado, foi dedicada a canção "One Tree Hill", que lembrou aqueles que lutaram pela liberdade e os direitos humanos no Chile, embora a música fosse também para "todas as pessoas que permaneceram fortes em tempos difíceis, mesmo neste local", disse Bono, em clara referência à forma como o Coliseu de Ñuñoín foi utilizado como centro de detenção e tortura, após o golpe de 1973.
Durante "Ultraviolet (Light My Way)", no telão as imagens de Michelle Bachelet, Violeta Parra, Isabel Allende e Gabriela Mistral. Todas as "mulheres que se ergueram ou fizeram valer seus direitos, mulheres que insistiram, resistiram e persistiram", disse Bono.
Rene Castro estava presente no concerto. Ele é um amigo artista chileno de Bono que lhe mostrou o trabalho de Victor Jara, morto pela ditadura.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A primeira noite de shows na Argentina pela 'The Joshua Tree Tour 2017'


O U2 realizou ontem o primeiro de dois shows no Estádio Único de La Plata, Argentina, pela 'The Joshua Tree Tour 2017'.
O U2 atrasou o show em 1 hora e meia, para o público poder acompanhar o jogo decisivo que classificou a Argentina para a Copa Do Mundo 2018. O curioso foi que o telão do U2 exibiu a partida!
Lionel Messi, que fez os três gols da vitória da seleção, foi exaltado por Bono o show todo, que disse que ele é "a prova de que Deus existe". No final da apresentação, Bono pegou uma garrafa de de champanhe para oferecer um brinde ao jogador.



Os jogadores se abraçam , a tela se desliga e os primeiros acordes de "Sunday Sunday Bloody" começam a tocar. A banda desta vez entrou direto no palco, sem a canção do The Waterboys, "Whole Of The Moon".



As pessoas cantam com ferocidade. O clima é festivo. Os demônios são exorcizados cantando em massa. Cinquenta mil almas vibram.
"Obrigado, Sr. Gallagher", diz Bono, que também celebrou o entusiasmo do povo argentino. "Será que as duas horas serão épicas?", pergunto enquanto se dirigia ao público.

O setlist foi o padrão que vem sendo tocado, sem "Miss Sarajevo", com o novo single "You're The Best Thing About Me" e finalizando com "One".

domingo, 8 de outubro de 2017

Com a 'The Joshua Tree Tour 2017', U2 toca na Colômbia pela primeira vez em sua história


O U2 chegou na América Do Sul com a 'The Joshua Tree Tour 2017', o que não aconteceu na turnê original de 1987. Ontem, pela primeira vez, a banda fez um show em Bogotá, Colômbia, para cerca de 40 mil pessoas!

O concerto deste sábado no El Campín foi um momento íntimo, uma primeira apresentação diante de uma audiência que esperou pela banda. Durante vários anos surgiram rumores sobre a quase certa possibilidade do U2 finalmente tocar na Colômbia. Ao final de cada episódio, houve apenas desapontamentos. Foi até negado antes para a banda, tocar em um estádio do país, quando estavam na turnê 360°.
Em um dos vários discursos de Bono, ele disse ao público em Bogotá: "Demoramos muito tempo para vir. Mas nós estávamos observando-os há algum tempo. O mundo inteiro observa há muito tempo a sua música, seus ritmos, suas letras. Esta noite queremos ter uma ótima lembrança de rock and roll daqui."



"Sunday Bloody Sunday" é uma das canções mais populares da banda, e talvez a mais politicamente carregada, por isso é uma escolha bastante apropriada para uma política doentia de um país como a Colômbia.
A paz teve um lugar especial em vários momentos do concerto, não só porque a banda estava na Colômbia, mas porque, em geral, é um dos temas recorrentes no discurso do U2.
"A mudança vem devagar, mas chega. A paz não é um sonho, é uma ação e temos que nos apoiar", disse Bono.
Na performance de "Bad", Bono falou sobre o famoso autor colombiano Gabriel Garcia Márquez, à quem ele chamou de herói da banda desde que eram adolescentes. Para ele, cantou um trecho de "Heroes"!
Bono ainda citou Fernando Vallejo, cantou um trecho de uma canção da Shakira, e falou até de James Rodriguez.
Durante "Ultraviolet (Light My Way)", entre as mulheres mostradas no telão estavam Policarpa Salavarrieta, Toto la Momposina e a atleta Catherine Ibargüen.
A banda tocou o setlist regular da turnê, com o single "You're The Best Thing About Me".



Após a apresentação, Bono foi neste domingo 8 de outubro, em uma Eucaristia no Modern Gymnasium. Esta fotografia mostra o momento em que ele recebe a comunhão.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

"Sweetest Thing" é tocada pela primeira vez na 'The Joshua Tree Tour 2017' em show no México


O U2 realizou ontem o segundo show no Foro Sol, Cidade do México, pela 'The Joshua Tree Tour 2017'. Mais uma vez, a apresentação serviu para gravações para um futuro lançamento da banda!
A surpresa da noite veio quando Bono anunciou que tocariam um lado b de 'The Joshua Tree'! Fechando o show, com Bono no piano, a banda apresentou pela primeira vez nesta turnê, a canção "Sweetest Thing"!
Um assistente de palco entrou para ajustar o microfone de Bono!
Novamente, muitas referências ao México durante o show, visuais, o calendário asteca no telão. Bono disse: "Não podemos apagar a dor das últimas semanas, mas podemos cantar juntos. Nós podemos tentar oferecer uma noite épica de rock n roll. Não há nada de ruim que possa vir com isso."

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