"Song For Someone" 360 Version

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sábado, 31 de agosto de 2013

Bono tocou bateria e perdeu a baqueta em show do U2 na turnê 'Lovetown'

A Lovetown Tour do U2 aconteceu no final de 1989 e começo de 1990.
A turnê se destacou pelas inúmeras escolhas diferentes da banda, para a música de abertura dos shows.
Um cover de "Stand By Me" chegou a ser escolhida para a abertura de alguns shows, e em outros shows ela entrou no meio do set.
Em uma curiosa performance em show na Australia, Larry Mullen assumiu o vocal da canção, e Bono assumiu o lugar de Larry na bateria!
Após tentar um solo de terminar a canção, Bono perdeu uma baqueta e lutou para terminar a execução.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Melbeach: a casa que serviu de gravação e mixagem de 'The Joshua Tree'

O progresso de 'The Joshua Tree' foi rápido em Danesmoate, e duas das principais músicas do álbum, "With Or Without You" e "I Still Haven't Found What I'm Looking For", foram cravadas no início das sessões. "Essa foi uma grande ajuda", disse Daniel Lanois. "Uma vez que você tem algumas músicas fortes sob seu cinto, você pode relaxar um pouco e sentir-se livre para experimentar."
As sessões progrediram através do outono e inverno de 86, movendo-se entre Danesmoate e Melbeach, casa de Edge recém-renovada à beira mar em Monkstown, arborizada, no sul de Dublin. A casa grande com vista para a baía de Dublin, que foi uma vez posse dos Findlaters, uma família de comerciantes bem conhecidos de Dublin, tornou-se também um local-chave de gravação para 'The Joshua Tree'. "É onde músicas como "Mothers Of The Disappeared" e o que viria à se tornar "Bullet The Blue Sky" nasceram", lembra Daniel Lanois. "Foi menos de um quarto de rock ' n' roll, mas conseguimos trabalhar. Acho que havia um monte de dores de cabeça, isolando as pessoas e ter que construir os defletores em torno do lugar. Provavelmente, a maior parte do registro foi feito na casa do Edge. Mesmo as sessões de Danesmoate foram a espinha dorsal da tonalidade do registro. Temos muita bateria feitas lá."
De acordo com Lanois, a maioria da mixagem do álbum também foi feita em Melbeach.
"Se bem me lembro, Eno não estava muito por perto na mixagem, e eu acho que Flood teve que se afastar antes também, assim Pat McCarthy veio. Fomos mixando em Melbeach em uma mesade som Amek 2500 e Steve Lillywhite remixou no Windmill Lane em uma mesa de som SSL. Me recordo que nós não tínhamos automação em Melbeach e é por isso que precisávamos de três caras no console. Era mais parecido com uma performance de mixagem."
Enquanto o álbum estava sendo gravado, tanto Eno quanto Lanois empurraram a banda na direção de canções mais antigas, principalmente as raízes da música americana, para orientação e inspiração sónica.

Jornal diz que Adam Clayton vai se casar com brasileira em setembro

Adam Clayton vai se casar com a brasileira Mariana Teixeira em setembro, informou a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo. O pedido de casamento foi feito durante o Carnaval, quando o baixista do U2 esteve no Brasil.
Mariana é filha do empresário Renato Albuquerque, dono da Alphapar, responsável por lotear Alphaville. A cerimônia será realizada em uma vila no sul da França.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

As diferentes escolhas do U2 para a abertura dos shows da turnê 'Lovetown'

A Lovetown Tour do U2 aconteceu no final de 1989 e começo de 1990.
Foi uma turnê de alcance limitado, onde a banda tentou ir à lugares que tinham perdido na turnê anterior Joshua Tree, de 1987, e ao mesmo tempo evitando os Estados Unidos inteiramente.
A turnê se destacou pelas inúmeras escolhas diferentes da banda, para a música de abertura dos shows, além da tradicional "Where The Streets Have No Name", que foi bem testada na turnê anterior, e então era uma canção que inspirava confiança na banda.

Nas diversas escolhas do U2, houve "Hawkmoon 269", com uma versão consideravelmente diferente da versão de estúdio. Ao vivo, sua execução teve duração menor que a versão do álbum. Porém, sua introdução foi estendida e Edge caprichou nos sons com sua guitarra.

"Bullet The Blue Sky" também chegou a abrir show na turnê, assim como um cover de "Stand By Me".

A canção "God Part II" e uma versão acústica de "In God's Country" fizeram aparições na abertura em várias ocasiões.

A guitarra com acabamento vermelho-cereja que Edge utilizava ao vivo nas performances de "Elevation"

Não se sabe se ela foi utilizada na gravação da versão de estúdio da canção, mas em todas as performances ao vivo de "Elevation" que aconteceram na turnê Elevation em 2001, na turnê Vertigo em 2005/2006 e na última turnê 360°; The Edge foi visto com sua guitarra Gibson SG Standard 1966, com acabamento vermelho-cereja.

A lenda diz que esta guitarra utilizada por Edge foi comprada em Kentucky por um ótimo preço, e rumores dão conta que o valor ficou entre US $ 500,00 e $ 6.500,00.

Atualização: o fã Gabriel Moraes Pessoa colaborou com mais algumas infos sobre esta guitarra!
Ele diz que Edge utilizou sim a Gibson SG na gravação de "Elevation" em estúdio, e em muitas outras faixas de 'All That You Can't Leave Behind'.
Edge também possui uma "spare" desta guitarra, que mas em outra cor. Ela pôde ser vista com Dallas Schoo:

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dancing Barefoot - Tradução

"Dancing Barefoot" é uma canção original da cantora Patti Smith lançada em 1979 no álbum 'Wave', e é dedicada à Jeanne Hébuterne, amante do pintor italiano Amedeo Modigliani.
Em 1989, o U2 gravou sua versão para a canção no STS Studios de Dublin, com o engenheiro de gravação Paul Barrett.
Foi lançada no lado b do single de "All I Want Is You".


She is benediction
Ela é benção

She is addicted to he
Ela é viciada nele

She is the root connection and
Ela é a raiz da conexão e

She is connecting with me
Ela está conectada comigo

Here I go and I don't know why
Aqui vou eu e eu não sei porque

I spin so ceaselessly
Eu viro tão incessantemente

Could it be she's taking over me
Poderia ser que ela está tomando conta de mim

I'm dancing barefoot
Eu estou dançando descalço

Headed for a spin
Seguindo para dar uma volta

Some strange music drags me in
Alguma música estranha me puxa pra dentro

It makes me come up like some heroine
Me excita feito algum tipo de heroina

She is sublimation
Ela é sublimação

She is the essence of thee
Ela é a essência de ti

She is concentrating on
Ela está concentrando em

He who is chosen by she
Aquele, que é escolhido por ela

Here I go when I don't know why
Aqui vou eu e eu não sei porque

I spin so ceaselessly
Eu viro tão incessantemente

Could it be she's taking over me
Poderia ser que ela está tomando conta de mim

I'm dancing barefoot
Eu estou dançando descalço

Headed for a spin
Seguindo para dar uma volta

Some strange music drags me in
Alguma música estranha me arrasta dentro

It makes me come up like some heroine
Me excita feito algum tipo de heroina

She is recreation
Ela é recreação

She intoxicated by thee
Ela intoxicada por ti

She has the slow sensation that
Ela tem a leve sensação que

He is levitating with she
Ele está se levitando com ela

Here I go when I don't know why
Aqui vou eu e eu não sei porque

I spin so ceaselessly
Eu viro tão incessantemente

'Til I lose my sense of gravity
Até perder o meu senso de gravidade

I'm dancing barefoot
Eu estou dançando descalço

Headed for a spin
Seguindo para dar uma volta

Some strange music drags me in
Alguma música estranha me arrasta dentro

It makes me come up like some heroine
Me excita feito algum tipo de heroina

Oh God I feel for you
Oh Deus eu sinto por você

Oh God I feel for you
Oh Deus eu sinto por você

Oh God I feel for you
Oh Deus eu sinto por você

Oh God I feel for you
Oh Deus eu sinto por você

200 anos antes de 'The Joshua Tree'

Para iniciarem as gravações de 'The Joshua Tree', o U2 escolheu Danesmoate, uma mansão georgiana de dois andares e 20 leitos, em Rathfarnham, na área sul da cidade, no sopé das montanhas de Dublin.
A casa, um marco local, era originalmente conhecida como Glen Southwell depois que a família viveu lá.
De acordo com registros históricos, foi originalmente estabelecida com loucuras rústicas, uma torre de observação, e ainda tinha uma pequeno riacho fluindo através do chão.
Curiosamente, a primeira evidência registrada de alguém que viveu lá é em 1787, exatamente 200 anos antes do lançamento de 'The Joshua Tree', quando foi ocupada por um capitão, William Southwell.
Danesmoate era território familiar para pelo menos um membro da banda: a casa era adjacente à faculdade de St Columba, Alma mater (uma expressão de origem latina que pode ser traduzida como "a mãe que alimenta ou nutre") de Adam Clayton. Tão impressionado ficou ele com a casa durante as sessões de gravação, que ele mais tarde comprou por E380,000 para usar como sua própria casa, e até poucos anos atrás ele estava realizando um extenso trabalho de restauração do edifício, construindo até uma torre de vigilância.
Para Daniel Lanois, Danesmoate ofereceu o local perfeito para fazer um trabalho sério: "foi realmente um bom set-up", lembra ele. "Ela tinha essa grande sala / sala de estar, o que você quiser chamá-la. Uma grande sala retangular com um teto alto e pisos de madeira. Ele era alto, realmente muito alto, muito denso, muito musical. Na minha opinião era o cômodo mais rock and roll. 
O castelo de Slane foi uma idéia divertida e tudo, mas era um lugar enorme. Danesmoate soava melhor do que o castelo. Acho que foi o melhor lugar de todos os experimentos que tentei, porque nós sempre tentamos diferentes tipos de locais para gravar."
O que mais impressionou Lanois sobre os 200 anos de construção foi suas propriedades sonoras únicas, especialmente quando se tratava do que ele descreve como "o baixo mid-range".
"Mid-range baixo é onde vive a música", ele explica. "Na minha opinião, 'The Joshua Tree' é um grande registro de rock and roll, em parte por causa da beleza do mid-range baixo da sala."
Mid-range é um alto-falante usado para reproduzir as freqüências médias do espectro audível, geralmente entre 300 Hz a 5.000 Hz. Sendo assim, conseguem reproduzir a maioria dos instrumentos musicais.

A inspiração para "The Hands That Built America"

A canção "The Hands That Built America" do U2, lançada em 2002, é sobre Nova York. O primeiro verso da canção faz referência a Grande Fome Irlandesa, e os resultados da imigração de milhares de pessoas da Irlanda para os Estados Unidos, um fato que se reflete na demografia da cidade de Nova York.
Curiosamente, 13 anos antes, no dia 26 de dezembro de 1989, o U2 tocou no Point Depot em show pela turnê Lovetown.
Antes de executarem "Angel of Harlem", Bono disse: "As pessoas dizem: como é que você escreve uma canção sobre Billie Holliday, ambientada em Nova York? Você é um cara de Dublin, você vem da Irlanda, o que você sabe sobre Nova York? Eu respondo: escute homem, nós irlandeses, construímos Nova York!"
Embora a partir da década de 1820 já se percebia um forte crescimento imigratório de irlandeses para os Estados Unidos, o seu auge foi alcançado com a grande fome de 1845–1849 na Irlanda. Grande parte da população desse país dependia do consumo de batata para sobreviver, o que resultou numa tragédia quando várias plantações de batata foram contaminadas por uma doença. Tal fato acarretou na morte de cerca de um milhão de pessoas de fome e outro milhão teve que imigrar da ilha para sobreviver, a maioria indo para os Estados Unidos. As condições dessa imigração em massa foram traumáticas e os navios que transportavam esses imigrantes eram conhecidos como "navios tumbeiros", pois os índices de mortalidade durante a viagem alcançavam os 30%, semelhante aos navios negreiros que transportavam escravos da África.
A grande fome alterou as estruturas familiares da Irlanda, uma vez que, em meio ao caos, menos pessoas se casavam e tinham filhos, fazendo com que muitos passassem a viver sozinhos. Consequentemente, muitos cidadãos irlandeses estavam menos ligados a obrigações familiares e puderam mais facilmente migrar para os Estados Unidos nas décadas posteriores.
A maioria desses imigrantes se instalaram no Nordeste dos Estados Unidos, principalmente nos grandes centros urbanos, uma vez que ali eles poderiam criar suas próprias comunidades que serviam de apoio e proteção nesse novo ambiente e também porque eles não tinham capital para se mudar para o interior, tendo que se contentar em fixar residência perto dos portos em que desembarcavam. Cidades com grande número de imigrantes irlandeses incluíam Boston, Filadélfia e Nova York, bem como Pittsburgh, Baltimore, Detroit, Chicago, St. Louis, St. Paul, San Francisco e Los Angeles. Em 1910, havia mais pessoas em Nova York de origem irlandesa do que em Dublin, e ainda hoje, muitas dessas cidades ainda mantêm uma comunidade irlandesa substancial.
Grande número de irlandeses desempregados ou muito pobres viviam em condições precárias em favelas e cortiços das cidades americanas. Os irlandeses eram os mais pobres de todos os grupos de imigrantes que chegaram aos Estados Unidos no século XIX. Embora os católicos irlandeses começaram muito baixo na escala social, por volta de 1900, eles já tinham emprego e renda igual à média americana. No entanto, havia ainda muita pobreza entre os irlandeses da classe trabalhadora em Chicago, Boston, Nova York, e em outras partes do país. Depois de 1945, os irlandeses católicos consistentemente ascenderam ao topo da hierarquia social, graças principalmente à sua elevada taxa de graduação em faculdade.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Apagando "Where The Streets Have No Name": A Verdadeira História

Todos nós sabemos que "Where The Streets Have No Name" do U2 levou semanas de trabalho para acontecer. E ficou perto de deixar Brian Eno louco no processo de produção. Quanto mais a banda trabalhava na canção, mais ele se ressentia.
Há um duradouro mito, de que chegou um momento que ele Brian ficou tão frustrado com a quantidade de tempo dedicada para a música, que ele queria apagar o multi-track.
The Edge, recordando este momento, comentou: “Nós não estávamos no estúdio naquele momento e ele pediu ao engenheiro assistente (Pat McCarthy) para sair da sala. Ele realmente tinha decidido fazer isso. Mas o engenheiro assistente não saiu. Ele ficou na frente do gravador, dizendo, "Brian, você não pode fazer isso’. E ele não fez. Mas foi por pouco."
Pat McCarthy, que era o operador de fitas, disse tinha saido da sala enquanto eles estavam trabalhando na música, para fazer uma xícara de chá. Ele voltou com o chá e Brian já tinha toda a máquina de fita pronta para refazer a gravação. Pat teve que deixar o chá, correr e pegar fisicamente o Brian, e segurá-lo para ele não fazer aquilo. Brian ficou completamente assustado com o membro júnior da equipe atacando o membro sênior da equipe e dizendo: "talvez não seja uma boa idéia Brian, apagar a canção inteira."
Brian Eno então esclareceu isso: "Essa história tem sido contada muitas vezes, agora eu direi a verdade sobre isso. Aquela canção foi registrada, então havia esta versão na fita. Essa versão tinha um monte de problemas. Isto nos fez passar horas e dias e semanas nela, provavelmente metade do tempo que levou o álbum todo, foi gasto nessa canção, tentando arrumar essa versão na fita. Foi um pesadelo, como trabalhar com uma chave de fenda. Meu sentimento era de que seria muito melhor se começássemos novamente. É mais assustador para começar de novo... minha idéia foi de encenar um acidente para apagar aquela fita, pois assim nós teríamos que regravá-la. Mas eu nunca fiz aquilo, nunca apaguei a fita."

Phedon Papamichael: o diretor de fotografia de alguns videoclipes do U2

Phedon Papamichael conta com 50 filmes em seu currículo, como diretor de fotografia. Entre eles, o longa 'The Million Dollar Hotel', com roteiro de Bono.
Ele também é creditado em videoclipes de música, e com o U2 trabalhou em "Electrical Storm", "The Ground Beneath Her Feet" e "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of" (a versão internacional do video, da van).

Phedon Papamichael é o responsável também por uma sequência de video do filme 'The Million Dollar Hotel', que é sonorizada com a canção do U2 "The First Time":

O diretor não fazia videoclipes musicais, até conhecer Bono. Mas ele adquiriu uma conexão com o vocalista, e Bono lhe pediu para trabalhar nos clipes que o U2 faria para o filme, e também para o disco do U2, 'All That You Can't Leave Behind'.
Phedon já era um grande fã do U2, e explicou o envolvimento com a banda: "Eu conheci o Bono, porque ele escreveu a estória de 'The Million Dollar Hotel'. Ele me convidou para ir para Dublin, e saímos muito. Fomos para a casa dele, ele cozinhou um macarrão e fizemos um vídeo musical para Million Dollar Hotel, "The Ground Beneath Her Feet" Então ele me pediu "Electrical Storm", que Anton Corbijn dirigiu, e eu fui para Monte Carlo. Isso foi muito bom. É muito divertido fazer videos para o U2. Fizemos um outro que ele me pediu, "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of", mas já faz um tempo desde que eu o vi."

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Em entrevista no ano de 1987, The Edge comentou sobre a gravação do video de "Where The Streets Have No Name"

No ano de 1987, The Edge comentou em uma entrevista para a Revista Propaganda, sobre a gravação do videoclipe de "Where The Streets Have No Name" do U2, e também sobre o Million Dollar Hotel: "Nós conseguimos uma autorização para filmar um video no telhado em Los Angeles. O problema foi quando as estações de rádio começaram a anunciar que era um concerto gratuito, e o chefe da polícia ficou um pouco assustado, especialmente quando ouviu os anúncios do show no rádio do seu carro, à caminho para o trabalho.
A comparação ao Beatles não foi realmente intencional. Queríamos fazer algo em um lado de Los Angeles que ninguém realmente vê, que é o centro da cidade. Todo mundo sempre vê Sunset Strip, o lado que aparece nos filmes e tudo mais, mas não o centro de Los Angeles, que é um lugar fascinante, embora muito perigoso e muito duro.
Nós sentimos que essa música para nós tem esse sentimento de fuga de uma situação urbana. O telhado no centro de LA foi certamente muito colorido, e nós sentimos que era um bom lugar para fazer as filmagens, e a canção funcionou muito bem.
Há uma certa igualdade lá, é uma coisa engraçada, você chegar ao fundo e encontrar brancos, negros, hispânicos, porto-riquenhos, mexicanos, todos estão em um nível, ninguém é melhor ou mais superior do que ninguém, e você obtém uma suspensão das tensões raciais.
Nós passamos um tempo nesta área de Los Angeles e fizemos algumas fotos no telhado de um edifício chamado Million Dollar Hotel. Ele era originalmente um hotel incrivelmente caro quando o centro de Los Angeles era uma parte cara e saudável da cidade, mas agora ele está caindo aos pedaços e passou a servir como um alojamento muito barato.
Aparentemente um monte de doentes mentais e pessoas de instituições do Estado, quando são lançados de volta para as maldades do mundo, são colocados neste hotel. Mas há um verdadeiro sentimento de comunidade. Nós conversamos com um casal de rapazes no lobby do lugar, alguns brancos, alguns Chicano, e você percebe que todos eles sabiam que estavam na mesma situação que lhes deu um senso de comunidade, que eu achei encorajador aquelas pessoas nessa mesma posição."

Áudio de performance do U2 no especial de rádio 'BBC Rock Hour'

Este áudio raro, remasterizado à partir de uma transmissão da Rádio BBC, traz uma performance do U2 de "Surrender", em um show antes do lançamento do disco 'War', no Hammersmith Palais em Londres, Inglaterra, em março de 1983.
Nesta época, o U2 ainda estava em busca do seu primeiro top ten hit britânico, e o apresentador da Radio One, Richard Skinner, é quem introduz a transmissão da performance do U2.
11 canções do concerto foi transmitido no programa 'BBC Rock Hour', e um bootleg em vinil foi lançado com a performance na íntegra.

domingo, 25 de agosto de 2013

A linha alternativa na letra da versão "baby" de "Until The End Of The World"

O sexto disco das edições especiais de 20° aniversário do álbum “Achtung Baby” do U2; é batizado de 'Kindergarten' (Jardim de Infância) e traz versões alternativas de todas as faixas originais do álbum.
A versão alternativa de "Until The End Of The World" traz uma linha diferente, da linha original da versão final de 'Achtung Baby'.
Na versão original, a letra é: "Haven't seen you in quite a while. I was down the hold just passing time" (Já não te vejo faz muito tempo. Eu estava para baixo, apenas passando o tempo).
Na versão alternativa de 'Kindergarten', Bono canta: "Haven’t seen you in quite a while. I was down the hold just killing time" (Já não te vejo faz muito tempo. Eu estava para baixo, apenas matando o tempo).

sábado, 24 de agosto de 2013

Declan Gaffney revela alguns detalhes sobre a gravação do disco 'No Line On The Horizon' do U2

Richard Rainey foi o engenheiro do álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb' do U2, e Declan Gaffney havia trabalhado com ele anteriormente.
Quando Richard foi convidado para trabalhar em 'No Line On The Horizon', ele perguntou para Declan se ele gostaria de ser seu assistente. U2 sendo U2, ele sabia que teria mais e mais trabalho para fazer. E foi assim que Declan Gaffney se envolveu com o U2. Ele comentou: "Comecei gravando o overdub de guitarra, e assim por diante e assim por diante, até que eu estava mixando faixas com o Danny Lanois em Nova York e Londres."
"Uma noite, Edge tinha feito algumas partes de guitarra para "Magnificent" e deixou o check-in em uma das outras salas e disse: "faça um mix disso."
Cerca de meia hora mais tarde, eu fiz um playback e eu nunca vou esquecer: eu olhando para cima e vendo todos os quatro membros da banda, além de Steve Lillywhite, Brian Eno e Daniel Lanois, todos sentados em um sofá atrás de mim, à espera de ouvir essa mixagem. Foi surreal!"
"A coisa toda foi uma viagem. Eu nunca vou esquecer o dia em que estávamos trabalhando "Cedars Of Lebanon". Daniel Lanois e eu estávamos no console, em Nova York, e os quatro membros da banda estavam no fundo da sala. Dan gosta de mixar ao vivo, como uma performance. Os alto-falantes estavam para cima, altos, e parecia que o vento estava correndo pelo meu cabelo. Ele estava gritando o que fazer, estávamos puxando e batendo uns nos outros, a vibe foi incrível, e a banda estava aplaudindo e torcendo para nós na parte de trás da sala.
No outro dia, "Cedars Of Lebanon" veio de algum lugar, e eu pensei: 'isso é muito, muito bom'. Eu poderia apreciá-la da maneira que eu posso apreciar boa música da qual eu não tenho nada a ver."
Foi Declan que mixou o som de apresentações ao vivo na TV e rádio, como David Letterman e outras que foram destaques na mídia: "Eles queriam alguém ao redor que conhecia o material para trabalhar com os rapazes da casa para todas as diferentes estações de rádio e de televisão. Letterman foi um grande sucesso. E nós estávamos também no telhado da BBC, é claro.
Havia tanta coisa acontecendo. Nós fizemos o Live Lounge com Jo Whiley na parte da manhã, e então tudo tinha que ir lá para cima, para o show no telhado. Você não tem tempo para parar e sentir-se nervoso."
Declan finaliza explicando sobre a emoção que sentiu quando o disco foi lançado: "Quando o álbum saiu, estávamos em Nova York. Eu fui a Virgin Megastore em Time Square, e fui confrontado com uma parede com posters de 'No Line On The Horizon'. As pessoas estavam passando por mim empurrando, em massa para obterem o álbum, e este foi um momento profundo para mim: eu estava vendo alguns dos meus trabalhos com o U2, completos. Foi maravilhoso."

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O solo estendido de "In God's Country" em show do U2 na turnê 'Joshua Tree'

Em 21 de julho de 1987, o U2 fez um show pela turnê Joshua Tree no Olympiahalle, em Munique, Alemanha.
O destaque deste show é para uma performance incomum até os dias de hoje, da canção "In God's Country". Bono erra a letra no segundo verso, mas isto até os dias de hoje não é nenhuma novidade.
Curioso mesmo, é que na versão original, Edge tem um solo de guitarra marcante na metade da faixa, que se repete nas execuções ao vivo da canção em shows do U2, quando tocada de forma elétrica.
Mas neste show em Munique, este solo apareceu por duas vezes na performance.
A banda tocou uma versão estendida da música, e logo após a última linha de Bono, Larry Mullen retoma a contagem na bateria e volta a tocar a parte instrumental com Adam e Edge, e o guitarrista novamente repete o solo!
Confira esta rara versão ao vivo de "In God's Country":

A nova letra na versão ao vivo de "Your Blue Room" presente em 'From The Ground Up: U2.COM Music Edition'

No show do U2 realizado no Giant Stadium, East Rutherford, em 23 de setembro de 2009, pela turnê 360°, a banda incluiu no setlist a canção "Your Blue Room", e é esta performance que foi incluída no CD com as escolhas de The Edge para 'From The Ground Up: U2.COM Music Edition'.
Além da participação de Sinead O'Connor com um vocal pré-gravado, a música traz novas letras cantadas por Bono e por Sinead, que não estão presentes na versão original da faixa, do álbum 'Original Soundtracks 1'.

A nova letra:

You saw me coming, love
Despoiled and new
You saw me coming

Soldier, soldier
Light inside the love
You're hard in love
You don't belong
You don't belong
You really want inside a song
Soldier boy
Won't you fall in line
I ride a car
America

Na introdução desta versão ao vivo, astronautas da Estação Espacial Internacional dizem: "Agora mesmo, a mais bela visão do cosmos é o nosso planeta azul, a Terra. É só um milagre que esta orbe azul possa estar viajando em torno de um sistema solar neste imenso universo e ser protegida. Se eu olhar para baixo em direção ao céu, eu vejo um céu azul, e eu acho que o céu azul permanecerá para sempre."

Segredos Revelados: a versão dançante de "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight" na turnê 360°

Em entrevista no ano de 2010, o engenheiro de som e produtor Declan Gaffney foi perguntado se o U2 leva à sério e se envolve em seus remixes, e ele respondeu: "Sim, todos os quatro. Matt Paul, Fish Out Of Water e eu fizemos o remix para "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight" com eles em Dublin, enquanto eles estavam ensaiando para os shows da turnê. Eles estavam ensaiando no palco e eram chamados à cada duas horas para verificarem o progresso. Cada um nos dava um feedback."

Matt completou: "Bono estava vibrante com esta nova direção, o que o inspirou à gravar novos vocais para o remix."
Declan então explicou como "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight" evoluiu para a versão ao vivo utilizada em todas as apresentações da turnê 360°: "Quando chegamos em Barcelona, ​​a banda estava falando sobre uma parte do show que poderia ter um tipo de referência à dance music - e falava-se de algumas coisas. Todos eles realmente gostaram da versão "Redanka Remix". Então, acabamos fazendo um mash-up entre ela e a versão "Dirty South Remix". A banda então realizou isso ao vivo, com um arranjo completamente novo."

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Áudio: integrantes do The Alarm e Big Country no palco com o U2 em show da turnê War

30 anos atrás, a banda britânica The Alarm foi convidada pelo U2 para tocarem nos shows da parte americana da turnê War.
No show do dia 29 de março de 1983, que aconteceu no Hammersmith Palais, em Londres, Inglaterra.
Na penúltima canção do show, um cover de "Knockin' On Heaven's Door", se juntaram ao U2 no palco, Mike Peters do The Alarm, e Stuart Adamson do Big Country.
Bono apresenta a dupla ao público, como sendo "parte de uma nova raça"!
Confira o áudio desta histórica apresentação:

Strings Of Pearls: título de exposição, livro e linha de canção escrita por Bono

A exibição de fotos de Bono, "A String Of Pearls", foi aberta em Dublin em 1988. Um livro de 70 páginas e com aproximadamente 30 fotografias, também foi publicado, em edição limita de 2500 cópias.
As fotos foram tiradas por Bono em setembro de 1985, quando ele e sua mulher, Ali, passaram um mês trabalhando num campo de socorro em Wello, Etiópia. A exibição foi feita junto com Charlie Whisker, Gavin Friday e Guggi. Os negativos das fotos do Bono foram destruídos mais tarde de propósito.
No ano de 1995, Bono novamente re-utilizou o título da exposição e do livro, na letra da canção "Your Blue Room". A linha é "And time is a string of pearls" (E o tempo é um colar de pérolas).

Produtores revelam o envolvimento de Bono na criação da introdução longa de "Get On Your Boots", utilizada na turnê 360°

No ano de 2009, o U2 se apresentou no Grammy Awards, e na ocasião tocaram pela segunda vez ao vivo a então nova canção, "Get On Your Boots".
Esta performance trouxe pela primeira vez uma nova introdução remixada da faixa, mais longa, e que o U2 viria a utilizar em quase todos os concertos da turnê 360°.

Declan Gaffney foi o responsável por esta intro. Depois, ele foi escolhido para remixar a mesma música, agora para o álbum 'Artificial Horizon'. Ele próprio explica o seu envolvimento com "Get On Your Boots": "O remix foi o primeiro que eu já tinha feito! Eu trabalhei com o U2 antes em algumas introduções para esta música, para a apresentação no Grammy. Eles gostaram, e foi usada na turnê. A banda estava dentro dela e sugeriram que eu terminasse a música toda. Matt Paul veio à bordo, em seguida, para trabalhar comigo nisso.
Matt explica: "Venho de um lado mais eletrônico das coisas. Com um remix, trata-se de passar através das gravações multi-track e encontrar pedaços que você gosta. Você tenta não se envolver muito no traçado original. Em vez disso, você procura por pequenos ganchos ou batidas, e você cria quase que uma nova música. Outras pessoas remixam músicas para a pista de dança. Mas nós estávamos indo por um caminho diferente."
Declan: "Para o remix da introdução original que foi usado na turnê, Bono tinha a idéia de como deveria ser o conceito dela, mas o remix acabou não soando nada como a intro. Eu estava nervoso, tocando para eles, pela primeira vez. Mas eles realmente amaram a energia, e no final, Bono deu sugestões sobre arranjos e outras coisas."
Também na turnê 360°, a introdução deste remix de "Get On Your Boots (Fish Out Of Water Mix)" de Declan e Matt, feito em parceria com o Fish Out Of Water, abriu alguns shows (dois shows na África do Sul e no Chile, onde foi mesclado com uma performance de "Gracias A La Vida", na voz da cantora local e instrumentista Francisca Valenzuela).

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Bono e Mark Neale escreveram um poema para um especial da ZooTV em 1992

Partes de um show do U2 na ZooTV Tour foi gravado e transmitido em 28 de novembro de 1992 nos Estados Unidos como um especial de 1 hora de duração da Fox Television Network no fim de semana de Ação de Graças. Ficou conhecido pelo título 'Outside Broadcast'.
O diretor Mark Neale explica seu envolvimento: "Eu trabalhei neste especial, que foi produzido pela Initial Television em Londres, que também havia produzido uma série que eu fiz, chamada Buzz. Mas além da Initial me envolver no especial do U2, Edge estava procurando por um escritor para trazer algumas idéias de como eles poderiam expandir a Zoo TV em um programa de TV e inserir algumas peças conceituais, ou algumas coisas de roteiro com atores e assim por diante, bem como o concerto. Eu participei deste especial como escritor e cheguei a dirigir alguns pequenos pedaços para ele. Kevin Godley dirigiu todo o especial."
Nestas contribuições de Mark para o especial, ele escreveu algumas falas para Bono.
Há um poema recitado por Bono no programa, que tem o título de "The Creed Of Everything", que foi escrito por Mark Neale e Bono, e teve a ajuda de Willie Williams em sua forma final.

A primeira vez de Declan Gaffney na segunda vez de 'Achtung Baby'

O U2 comemorou o 20º aniversário de 'Achtung Baby', relançado o álbum remasterizado, e em edições especiais trazendo bastante conteúdo extra.
Um deles foi o CD 'Kindergarten Achtung Baby'. Este disco traz todas as faixas do álbum original, mas em suas versões preliminares, que não acabaram como o produto final.
"Until The End Of The World", "Who's Gonna Ride Your Wild Horses", "Acrobat" e "Even Better Than The Real Thing" começaram à tomar forma em Berlim, no Hansa Ton Studios. Então, provavelmente as versões destas faixas presentes em 'Kindergarten' são das clássicas sessões no Hansa.
A versão de "Love Is Blindness" ao que parece também é uma forma inicial das sessões no Hansa Studios.
"One" e "Mysterious Ways" também foram desenvolvidas no Hansa, mas só tomaram forma mesmo fora de lá, depois que o material da banda foi roubado. Então em 'Kindergarten', as versões destas duas canções não são de registros em Berlim.
E na ficha técnica, há uma menção do engenheiro de som e produtor Declan Gaffney nos créditos de gravação e mixagem de "Tryin' To Throw Your Arms Around The World".
Só que originalmente ele não estava por perto em 1991, trabalhando com o U2. Ele só tinha 8 anos de idade na época!
Então vamos entender: o envolvimento de Gaffney é apenas neste novo trabalho em cima do 'Achtung Baby' original. Ele foi o engenheiro de som escolhido pelo U2 para trabalhar na mixagem e produção de algumas faixas de 'Kindergarten Achtung Baby', e também de remixes e faixas inéditas.
Ele foi o produtor da reinvenção de "Even Better Than The Real Thing (Fish Out Of Water Remix)".
Em "Blow Your House Down" e "Heaven And Hell", ele é creditado na produção adicional, gravação e mixagem.
Declan gravou backing vocais também para duas faixas: "Heaven And Hell" e "Oh Berlin". Esta última ele foi o responsável também pelos teclados, produção, gravação adicional e mixagem.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

James Hetfield declarou em entrevista que integrantes do Metallica estavam à procura de um tipo de vibração ao estilo U2

Em 2009, James Hetfield, vocalista do Metallica deu uma entrevista para a revista britânica Classic Rock.
Quando perguntado se ele ficou desconfortável com a imagem da banda no disco 'Load', ele respondeu: "Definitivamente. Lars e Kirk dirigiram essas gravações. 
Aquilo de 'Temos que re-inventar a nós mesmos' estava na ordem do dia. 
Imagem não é algo ruim para mim, mas se a imagem não é você, então não faz muito sentido. Eu acredito que eles estavam atrás de um tipo de vibração ao estilo U2, Bono. Eu não poderia entrar nisso. Parecia 'Ok, agora nas fotografias nós iremos ser glam rockers dos anos 70'. O que? Eu poderia dizer que metade - pelo menos a metade - das fotos que estariam no encarte, eu cai fora. Todas as coisas da capa eram o contrário do que eu sentia".

No momento, o Metallica se prepara para lançar a trilha de seu filme 'Metallica Through the Never' no dia 24 de setembro. São dois discos e 16 faixas que trazem o melhor dos shows que a banda fez no Rexall Place em Edmonton, Alberta, e na Arena Rogers, em Vancouver.
"Não só estamos mais do que felizes com o lançamento do nosso filme, que se aproxima, mas o fato de que podemos compartilhar a música diretamente em todos esses formatos é foda demais”, disse Lars Ulrich em um comunicado.
A trilha traz músicas como "For Whom The Bell Tolls" e "Master Of Puppets", além de faixas novas.
O filme combina imagens de shows ao vivo e a narração da experiência de um roadie durante um show de arena. As gravações foram feitas usando até 24 câmeras simultaneamente para produzir efeitos de 3D.
Metallica Through the Never estreia em IMAX nos Estados Unidos em 27 de setembro.

Segredos Revelados: a participação de Bono e The Edge no documentário 'No Maps For These Territories', sobre William Gibson

No documentário de 1999 "No Maps For These Territories", dirigido por Mark Neale, o escritor cyberpunk William Gibson percorre Canadá e Estados Unidos dentro de uma limusine enquanto discorre sobre a natureza da realidade da virada do século, que atropelou a ficção cientifica tradicional e tornou as coisas ao nosso redor tão bizarras quanto os sonhos mais loucos desse gênero ficcional.
O documentário tem a participação de Bono e The Edge. Ele se inicia em um ritmo rápido sem piedade - ruas, isqueiros acesos rodando, linhas de energia, jogos de arcade, o rosto de Bono em uma tela de vídeo ao ar livre.
O diretor explicou como aconteceu a aproximação de Bono e Edge no documentário: "A forma como realmente começou foi que eu pedi para Edge se ele faria qualquer música para o filme, e ele fez, ele me deu uma pista para isso. Mas, então, começamos a conversar sobre Gibson. Não me pareceu qualquer coisa antinatural entrevistar Edge e Bono, mas é, em parte, porque a música de Edge está lá, e em parte porque eles são o U2, e é uma boa forma de atrair a atenção das pessoas."
"Depois, há o fato de que dentro da ficção de Gibson, em 'Idoru' e 'All Tomorrow's Parties', existe essa banda Lo / Rez que são vagamente inspirados pelo U2. Gibson obviamente tirou isso de sua experiência com o U2, para criar os personagens dessas grandes estrelas do rock."
Neale foi o responsável por alguns dos elementos mais marcantes da Zoo TV do U2, tendo sido trazido para o projeto em 1992.
"Bono e Edge estão lá porque eu queria que estivessem lá. E funcionou. Eu me sentiria muito desconfortável de repente se eu tivesse que gravar o Bono sentado em sua limusine. Mas o fato dele aparecer em um telão de vídeo, ele gosta, e é onde ele vive."
Nele sente que é provavelmente o responsável pela apresentação do U2 à William Gibson. As estrelas de rock e o autor de ficção científica foram amigáveis: Gibson gravou peças para possível uso na Zoo TV, e mais tarde foi entrevistado por Bono e Edge para a revista Details. Quando Neale estava montando um documentário sobre Gibson, ele disse que Bono e Edge estavam felizes em assinar. "Houve problemas logísticos, apenas tentando encontrar tempo, tentando encontrar uma maneira de conciliar, mas eles estavam realmente felizes em fazê-lo. Eles lêem livros, eles são caras literários, e os irlandeses amam contar histórias e tudo mais, e eles nunca se sentiram forçados ou estranhos."
No documentário, o diretor mostra Bono em seu video wall, lendo uma descrição do cantor fictício rock ' n' roll de Gibson: "Rez era uma lei para si mesmo, muito possivelmente, o último dos megastars pós-humano". Neale confessa que riu sobre ela: "Eu simplesmente não pude resistir a ela."

Assista aqui aos 30 primeiros minutos do documentário:


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Guitarras que The Edge utilizou na turnê Popmart podem ter sido danificadas ou destruídas depois de inundação no estúdio do U2

Entre as turnês Popmart e Elevation do U2, The Edge tinha pelo menos duas guitarras Gretsch Country Gents.
Uma era do modelo 1964 ou 1965 e o outra era uma 1967.

Na Popmart Tour, Edge usou a guitarra em performances de "Dou You Feel Loved", "Last Night On Earth", "Please" e "Mothers Of The Disappeared".


Nos videos, podemos ver que esta era o modelo 1964/1965.

Uma das guitarras ou ambas podem ter sido danificadas com a inundação do estúdio Hanover Quay que aconteceu 2002.
Muitos dos instrumentos do U2 foram danificados ou completamente destruídos, e essas guitarras do Edge provavelmente estavam lá.
Na turnê Vertigo, Edge apareceu no palco com uma Gretsch Country Gentleman 1963, durante a abertura com "City Of Blinding Lights".


ATUALIZAÇÃO: Segundo o fã Gabriel Moraes Pessoa, a única guitarra que foi destruída na inundação do HQ foi uma Rickenbacker Fireglo, que foi a mesma que Edge chutou no show de Boston depois da performance de "Gone", e depois foi reparada pelo Dallas. Provavelmente as guitarras Country não deviam estar no HQ.
A que Edge usa hoje em dia era do Bono, e ele ainda possui as duas Country, segundo relato de Dallas Schoo!

Segredos Revelados: o vídeo de "Slow Dancing" com Willie Nelson e U2

Comemorando os 80 anos de Willie Nelson, o site oficial do U2 disponibilizou em abril deste ano um video de "Slow Dancing", do U2 com Willie, feita pelo cineasta e amigo Lian Lunson.

The Edge deu mais detalhes sobre a gravação de 1997: "Gravamos uma faixa com Willie Nelson, que Bono e eu gravamos uns anos antes, chamada "Slow Dancing". Willie estava em Dublin fazendo um documentário, e ele foi até nosso estúdio. Ali, gravamos e cortamos canção. Demorou duas horas para gravarmos tudo, e no momento certo para o projeto certo, ela será lançada."
O lançamento da canção aconteceu logo em seguida, no lado b do single de "If God Will Send His Angels" do U2.
O documentário que Edge se refere e para qual a performance com o U2 foi gravada originalmente, é 'Willie Nelson: Down Home', com direção de Lian Lunson.
'Willie Nelson: Down Home' foi um concerto televisionado, trazendo imagens de bastidores, entrevistas. Grande parte do filme foi rodado na cidade natal de Nelson, em Abbott, Texas.
Uma das cenas do filme traz o U2 e Willie em estúdio, tocando a canção escrita especialmente para ele por Bono. Ele e a banda, sem ensaio, executaram e gravaram a canção pela primeira vez.
Assista abaixo à esta cena do documentário:

domingo, 18 de agosto de 2013

Canções do U2 para acompanhamento de guitarristas

Esta postagem é uma sugestão de Márcio Fernando, guitarrista, fã do U2 e seguidor do blog!

Existem vários guitarristas que amam tocar as canções do U2, mas muitos deles não possuem uma banda, e acabam tocando sozinhos apenas solos das canções, riffs, base.
Para preencher esta outra parte vazia, há uma página na internet com as músicas do U2 sem guitarra. Essas faixas são chamadas de Guitar Backing Tracks, ou seja, são as músicas do U2 com baixo, bateria, teclados, efeitos, tudo, menos guitarra; para os guitarristas poderem ter um acompanhamento, como se tivessem uma banda tocando ao vivo com eles.
Algumas faixas tem vocal, outras não. Com isso, o guitarrista pode somente tocar a canção ou até mesmo convidar um vocalista para acompanhá-lo em sua performance.
Ao lado de cada música no site, que dá pra ouvir e até mesmo fazer o download no formato MP3 (para os fãs que colecionam ou que gostam de cantar no chuveiro), tem um ícone de uma 'boca' ao lado, e essas são as que tem vocais inclusos.
A página é simples, mas muito bem organizada, as músicas se encontram uma abaixo da outra e em ordem alfabética.
A página é gratuita e sempre que a banda lança um álbum novo ou uma canção nova, a página é atualizada.
Não tem todas as músicas do catálogo do U2, mas o conteúdo disponibilizado já é suficiente para se fazer uma bela apresentação!

Acesse: www.guitarbackingtrack.com/bts/U2.htm

Ao vivo, Bono modificou linha original da canção "Until The End Of The World"

Bono já declarou que escreveu a letra "Until The End Of The World" após acordar e ter na cabeça a ideia de uma conversa ficticia entre Jesus e Judas.
Uma das linhas que comprova isto é a parte original "We ate the food, we drank the wine" (Nós comemos a comida, bebemos o vinho).
Nos shows do U2, Bono costuma modificar este trecho, cantando "We broke the bread, we drank the wine" (Nós partimos o pão, bebemos o vinho), ou então "We ate the bread, we drank the wine" (Nós comemos o pão, bebemos o vinho).

sábado, 17 de agosto de 2013

A Pasta Perdida de Bono: História Completa - Parte 02

Achados e Perdidos

Livingston disse que jogou a pasta na van de Graeff. Graeff disse que parecia idêntica à pasta que ele usava para embalar o seu equipamento de iluminação.
Eles levaram para casa em Tacoma. Livingston disse que estava ansioso para dormir, depois de um dia de 14 horas de montagem de equipamentos para o U2 e manipulação de som para a banda de abertura.
"Se eu fizer isso para eles hoje à noite", ele lembrou-se de pensar, "então a banda não terá que pegar a estrada para procurá-la."
Na noite seguinte, no Astor Park, um dos maiores clubes da cena musical de Seattle na época, o U2 atraiu um grande público.
"Era casa cheia, uma noite louca", disse Livingston.
Ninguém perguntou à Livingston da pasta, disse ele. E ele se esqueceu de mencionar.
Depois de alguns dias, ele e Graeff conversaram sobre a pasta. Graeff lembrou de chamar o escritório de John Bauer, o promotor do concerto em Seattle, que tinha tratado dos shows do U2 nos outros locais.
A secretária de repente disse que não deixaria o homem no telefone falar com John Bauer, assumindo que Graeff queria chegar perto dele.
"Eu deixei uma mensagem e não tive retorno", disse Graeff. "Desde então ele desapareceu. Eu não pareci ser importante para ele, por isso ele não pareceu importante para nós."
Muitos fãs podem considerar quaisquer bens da banda de interesse crucial. Mas naquela época, Livingston disse, o U2 era pouco conhecido nos Estados Unidos. Como um especialista em som, ele esteve perto de muitas bandas durante esses anos - algumas em ascenção ou próximas, e algumas em seu caminho para a popularidade.
"Quando você está trabalhando com shows, você não pode ser um fã", disse Livingston.
Graeff guardou a maleta na casa que ele e seu irmão Rusty estavam alugando em University Park, um subúrbio a oeste de Tacoma, onde administrava a sua empresa, Northwest Lighting. Sem abrir a maleta, ele disse que ele colocou no sótão acima da garagem da casa pequena de estilo Rambler (um estilo da casa que estende lateralmente ou na profundidade). Ele à armazenou entre suas decorações de Halloween e Natal.
Quando Graeff mudou-se no final daquele ano, ele levou todos os seus pertences, mas disse que ele deve ter esquecido a pasta. Dois anos depois, o inquilino Dave Harris encontrou a maleta no chão do sótão, solitária.
Dave Harris pegou a pasta. Cindy Harris armazenou todo o conteúdo interno dela, na garagem, levando-a para uma casa nova, que o casal comprou em 1983. Ela manteve os itens em um saco plástico com zíper, na garagem, até outubro de 2003, quando a amiga Danielle Rheaume insistiu para que ela guardasse na casa de seus pais.
Rheaume organizou os conteúdos e cuidadosamente agrupou notas, fotografias e cartas em envelopes separados. Ela guardou no cofre de seu pai, com sua coleção de armas. Ela contatou a gestão do U2, buscando entregar pessoalmente os materiais de Bono, a quem ela sempre sonhou em conhecer. Após várias tentativas frustradas em 12 meses, Rheaume e Harris se encontraram finalmente com Bono em Portland.
Rheaume disse que a história de Graeff e Livingston não a surpreendeu.
"A lenda foi perfeita demais, foi muito clássica", ela disse. "Duas garotas com o material, no fim das contas. Quem são as clássicas groupies de bandas de rock masculino? Garotas."
Os técnicos de som e iluminação forneceram documentos e detalhes da noite que aparecem para confirmar sua história.
Livingston ainda tem duas páginas mostrando o layout solicitado pelo U2 para o palco na taverna Foghorn. Os layouts mostram o instrumento e o nome de cada membro da banda. O papel timbrado no topo da página inclui um endereço, "45 Waterloo Road, Dublin 4, Irlanda," que Rheaume disse combinar com alguns dos materiais da banda.
Os homens lembram do U2 como um grupo que levavam sua música e à si mesmos à sério. Não havia álcool nos bastidores. Dois membros da banda carregavam bíblias. Isso seria consistente com inúmeros relatos publicados em torno disto.
A equipe de iluminação que viajava com a banda parecia conhecer cada movimento dos músicos no palco, disse Livingston. O U2, que eram quase homens com 20 anos de idade na época, ouviam atentamente a sua equipe e trabalhavam duro para realizarem um bom show, disse Livingston.
"Era de se apreciar o profissionalismo. Não eram festeiros", disse Graeff. "Olhe agora para o resultado final."

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

'Spider-Man: Turn Off The Dark' volta a ser apresentado na Broadway após acidente de ator em cena

Espetáculo 'Spider-Man: Turn Off The Dark' teve sessão desta sexta-feira confirmada após o ator Daniel Curry ter sido internado por acidente sofrido no elevador cênico diante do público, nesta quinta-feira.
"A apresentação de hoje vai acontecer conforme previsto. Os elementos técnicos do show estão todos em bom funcionamento, e podemos confirmar que defeito de funcionamento não foi um fator no acidente", disse o porta-voz do espetáculo, Rick Miramontez.
De acordo com o jornal The New York Post, o sindicato que representa os atores vai investigar a versão dos produtores que um erro humano foi a causa do acidente.
Daniel Curry se feriu durante a performance na quinta-feira, que foi imediatamente suspensa. Nesta sexta, o ator estava no Bellevue Hospital, em condição estável e um grave ferimento na perna.
O ator é um dos nove que interpretam o Homem-Aranha durante o espetáculo. Daniel nasceu em Minneapolis e se mudou para Nova York com o objetivo de se tornar artista. "Tinha esse grande sonho, sempre quis dançar, estar na Broadway", ele disse.
Bono e The Edge, do U2, fizeram a trilha sonora e ajudaram a financiar a produção.

"Spider-man: Turn Off The Dark" virou um sucesso de bilheteria após um começo incerto, com seis adiamentos da estreia, em 2010, críticas negativas e a demissão da primeira diretora, Julie Taymor.
Na semana após o Natal de 2012, o espetáculo arrecadou a bilheteria recorde de U$ 2,9 milhões, consolidando o sucesso da produção.

Dos sites: VEJA - G1

'Spider-Man: Turn Off The Dark' é cancelado por causa de mais um acidente com atores da peça

O espetáculo 'Spider-Man: Turn Off The Dark' da Broadway foi cancelado na noite de quinta-feira depois de mais um acidente envolvendo um ator durante a apresentação.
"O ator Daniel Curry está internado no hospital em condição estável depois de ferir o pé ontem à noite", disse nesta sexta-feira o porta-voz do espetáculo, Rick Miramontez, em comunicado à imprensa.
O acidente aconteceu quando o pé do ator ficou preso no elevador montado sob o cenário para a saída à cena dos protagonistas, contaram testemunhas.
Os organizadores do musical retiraram o público do teatro e cancelaram a apresentação. "Esta noite o teatro abrirá novamente", acrescentou o porta-voz no comunicado, ao esclarecer que todos os elementos técnicos da encenação funcionam corretamente.
Não é a primeira vez que o musical sofre um incidente deste tipo. Há um ano e meio outro dos protagonistas, Matthew James Thomas, sofreu um grave acidente durante as acrobacias.
O espetáculo esteve sob investigação do Departamento de Saúde e Segurança no Emprego de Nova York depois de vários intérpretes sofrerem acidentes realizando complexos números acrobáticos.
O dançarino Kevin Aubin também deixou o musical após romper o ligamento dos punhos e a atriz Natalie Mendoza ficou afastada durante duas semanas por causa de uma contusão na cabeça.
A produção de 'Spider-Man: Turn Off The Dark' - com música de Bono e The Edge, do U2 - custou US$ 75 milhões, mais que o dobro de qualquer outro espetáculo na história da Broadway.

Recentemente, Reeve Carney saiu da peça, onde ele interpretava Peter Parker/Homem-Aranha. Em seu lugar, Justin Matthew Sargent se juntou ao elenco.


SITE: TERRA

"Eu fui no show do U2 que não acabou"

Em novembro de 2005, o U2 se apresentou no Madison Square Garden em Nova Iorque, pela turnê Vertigo.
O U2 tinha um setlist original impresso, em que se podia ver que "Bad" seria a canção que fecharia a apresentação, logo depois de uma versão ao vivo de "Instant Karma".
Mas não foi isso que aconteceu naquele final de show confuso.
Patti Smith juntou-se à banda para uma performance de "Instant Karma", como havia acontecido na noite anterior.
Mas desta vez, o show chegou à um final abrupto no final da música. Bono retirou Patti do palco e ele saiu também, e a banda parou a música.
Os dois voltaram, reiniciaram a música, e logo depois da performance, a banda saiu novamente. "Bad" não foi tocada, as luzes se acenderam e o show acabou daquele jeito. Naquele momento, dava a impressão que Patti Smith havia se sentindo mal no palco.

Mas depois a confusão foi esclarecida: na véspera do show as pessoas foram avisadas que o show começaria 30 minutos antes do anunciado. Patti Smith entrou no palco pontualmente às 19:30, abrindo o show do U2, e cantou muito bem.
Ela voltou no encore da apresentação do U2, para cantar "Instant Karma".
Bono fez sinal para o público continuar cantando a música e retirou Patti do palco, voltou pra cantar sozinho e ela voltou para o palco em seguida. Depois, a banda toda saiu e a luzes do MSG se acenderam.
O show começou mais cedo, porque a administração do MSG exigiu que o show termina-se pontualmente em um horário estipulado por eles, porque precisavam que a estrutura do palco do U2 fosse desmontada rapidamente, pois no dia seguinte haveria um jogo de basquete lá.
Com as últimas músicas sendo tocadas pelo U2, os fãs ainda estavam na elipse e a equipe já estava desmontando tudo ali.
Bono foi chamado lá atrás e avisado que o show do U2 tinha que terminar, porque havia essa cláusula com o MSG e caso passasse do horário, o U2 teria que pagar uma multa absurda. Assim, não deu tempo do U2 finalizar com "Bad", que estava no setlist original.
Os fãs deixaram o local confusos, e fazendo piadas como: "Eu fui no show do U2 que não acabou".

A Pasta Perdida de Bono: História Completa - Parte 01

Todos os fãs do U2 sabem parte da história sobre a pasta perdida em 1981, contendo anotações de Bono e Edge, incluíndo letras de músicas que fariam parte do álbum 'October', de 1981.
O material teria sido roubado nos bastidores de um show do grupo em Portland, nos Estados Unidos. Além das letras, a pasta continha também cartas dos fãs do U2, fotos e um passaporte de Bono.
Com o desaparecimento das letras, Bono precisou reescrevê-las e improvisar no estúdio durante as gravações do segundo disco da banda.
Nas duas outras vezes que o U2 se apresentou em Portland, anos após o incidente, Bono perguntou à platéia se alguém tinha alguma informação sobre os objetos desaparecidos.
A pasta foi encontrada em 1981 por Cindy Harris no sótão de uma casa que alugava em Washington. Após descobrir que os documentos haviam sido roubados, Harris conseguiu em 2004, devolver os papéis com a ajuda de uma amiga que entrou em contato com os representantes do U2.
"Vocês nunca saberão o que isso significa para mim", disse Bono aos jornalistas, sobre a aparição do material.

Conheça agora a história completa sobre a pasta perdida de Bono:

Por volta das 3:00 da madrugada, Denny Livingston Jr. foi para um último passeio pela Foghorn Tavern, apenas para conferir se alguém involuntariamente havia deixado algo para trás. Ele tinha sido o responsável pela mesa de som do local.
Antes, o U2, um grupo de rock vindo da Irlanda, tinha tocado naquela noite. Mas enquanto Livingston estava arrumando seu equipamento de som, a banda e as mais ou menos 200 pessoas que estiveram na platéia de Portland, haviam ido embora.
Naquela noite, Livingston encontrou um anódino, pasta marrom, do tipo que os técnicos de iluminação utilizavam para transportar seu equipamento, no camarim. Como ele sempre fazia com itens perdidos em um show, ele achou que a pasta deveria ficar em sua custódia.
Ele abriu e olhou dentro, e descobriu que pertencia à banda, e decidiu que iria devolvê-la no show na noite seguinte, em Seattle.
Segundo Denny, ele foi um acéfalo (sem cérebro), pois na noite seguinte a banda não mencionou nada sobre a pasta, e ele então esqueceu de devolver.
O que Denny realmente não sabia é que ele havia recuperado ali, 12 meses de trabalho de Bono, que estava se preparando para gravar o segundo disco do U2, com aquele material. Sem seus 12 meses de trabalho, Bono se esforçou para recriar as notas e letras para o que viria a ser o disco 'October', dizendo a amigos, colegas de trabalho e aos jornalistas que groupies em Portland haviam roubado seus manuscritos originais para o disco.
23 anos depois, Livingston viu pela televisão Bono (que estava no World Affairs Council Of Oregon) dizendo que materiais originais do U2 haviam sido recuperados depois de terem sido roubados em 1981 em Portland.
Foi então que ele e Steve E. Graeff (o responsável pela van que carregava os equipamentos na época), quiseram esclarecer as coisas.
A pasta não foi roubada, eles disseram. Ela estava perdida, e eles tentaram em vão devolvê-la.
"Foi uma nota meio amarga", disse Livingston sobre os relatos das letras roubadas. "Você tenta fazer algo de bom e acaba basicamente semi-responsável por uma situação negativa quando, você está tentando fazer a coisa certa."

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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