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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Adam Clayton e The Edge votam, e U2 aparece com dois álbuns na nova lista dos 500 melhores discos de todos os tempos da Rolling Stone

Rolling Stone

"A lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da Rolling Stone foi publicada originalmente em 2003, com uma pequena atualização em 2012. Ao longo dos anos, foi o artigo mais lido - e discutido - na história da revista (ano passado, RS 500 obteve mais de 63 milhões de visualizações no site).  Mas nenhuma lista é definitiva - os gostos mudam, novos gêneros surgem, a história da música continua sendo reescrita. Então decidimos refazer nossa lista de melhores álbuns do zero. Para isso, recebemos e tabulamos as listas dos 50 melhores álbuns de mais de 300 artistas, produtores, críticos e figuras da indústria musical (de programadores de rádio a chefes de gravadoras, como o CEO da Atlantic Records Craig Kallman). 
O eleitorado inclui Beyoncé, Taylor Swift e Billie Eilish; artistas em ascensão como H.E.R., Tierra Whack e Lindsey Jordan do Snail Mail; bem como músicos veteranos, como Adam Clayton e The Edge do U2, Raekwon do Wu-Tang Clan, Gene Simmons e Stevie Nicks.
Quando fizemos RS 500 pela primeira vez em 2003, as pessoas estavam falando sobre a "morte do álbum". O álbum - e especialmente o lançamento do álbum - é mais relevante do que nunca (votos para os álbuns de maiores sucessos foram permitidos, principalmente porque uma compilação bem feita pode ser tão coerente e significativa quanto um LP e porque muitos artistas imensamente importantes gravaram seus melhores trabalho antes do álbum chegar como um formato proeminente).
Claro, ainda pode ser argumentado que embarcar em um projeto como este é cada vez mais difícil em uma era de streaming e gosto fragmentado. Mas isso foi parte do que tornou a reinicialização do RS 500 fascinante e divertida; 86 dos álbuns da lista são deste século e 154 são novas adições que não estavam nas versões de 2003 ou 2012. Os clássicos ainda são os clássicos, mas o cânone está cada vez maior e melhor".

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U2, 'The Joshua Tree'
Island, 1987

"A América é a terra prometida para muitos irlandeses", disse o cantor do U2 Bono à Rolling Stone. "Eu sou um em uma longa fila de irlandeses que fizeram a viagem". No quinto full album do U2, a banda mergulha na mitologia dos Estados Unidos, enquanto o guitarrista The Edge explora o eco poético do delay digital, afogando seus arpejos característicos em tremolo ondulante. Embora muitas dessas canções sejam sobre buscas espirituais - "Where The Streets Have No Name", "I Still Haven’t Found What I’m Looking For" - o U2 fortalece a solenidade com as alegrias do rock & roll, embora uma das músicas mais comoventes seja "Running To Stand Still", uma balada simplificada de slide-guitar sobre o vício em heroína.

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U2, 'Achtung Baby'
Island, 1991

Depois de promover uma imagem pública solene por anos, o U2 descontraiu com 'Achtung Baby', gravado em Berlim com Brian Eno e Daniel Lanois. Eles não soavam mais como jovens certos das respostas; agora eles estavam cheios de dúvidas e anseios. "É uma enganação, de certa forma", Bono disse à Rolling Stone sobre o álbum em 1992. "Nós o chamamos de 'Achtung Baby', sorrindo em todas as fotografias da capa. Mas é provavelmente o disco mais pesado que já fizemos". "One" pode ser a música mais linda, mas é uma balada sombria sobre um relacionamento em perigo e a luta para mantê-lo junto. Ainda assim, a turbulência emocional fez o U2 soar mais humano do que nunca.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

BlackBook: Bono Vs. Helena Christensen

Bono na capa da revista BlackBook - 5 de Outubro de 2004
"Eu conheci Helena, no sul da França, em uma noite escura e úmida em Villa, tomada pelo baterista do U2, Larry Mullen. Seu namorado Michael Hutchence tocava Cary Grant para sua Lauren Bacall .... bebemos vinho e nossas famílias começaram a desaparecer um do outro. Todos nós nos tornaríamos melhores amigos e compartilharíamos alguns dos melhores e o piores momentos"
Esta edição trouxe Bono e sua amiga pessoal, a modelo Helena Christensen, no face a face anual da revista.
8 páginas da revista apresenta fotografias originais tiradas tanto pela supermodelo, como pelo cantor, que pintou através das imagens, letras do álbum do U2 que seria lançado um mês depois, 'How To Dismantle And Atomic Bomb'.
Bono escreveu uma pequena introdução à matéria, na qual ele fala um pouco sobre sua amizade com Helena, mas é o poema que ele escreveu para ela "Para Helena" e o poema que ela escreveu para ele "Para Bono", que foram os destaques da edição (ao lado das interessantes fotografias).











sexta-feira, 6 de abril de 2012

U2, por Chris Martin

Rolling Stone – Os 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos

"Não compro passagens para passar o final de semana na Irlanda em frente à casa deles, mas o U2 é a única banda cujo repertório inteiro conheço de cor. A primeira faixa de The Unforgettable Fire, "A Sort Of Homecoming", sei de trás para frente – é tão empolgante, brilhante e linda. É uma das primeiras músicas que toquei para o bebê antes de ele nascer. O primeiro álbum do U2 que ouvi foi Achtung Baby. Era 1991, e eu tinha então 14 anos de idade. Daquele ponto em diante, comecei o caminho inverso – a cada seis meses, eu comprava um disco do U2. O som dos quais eles foram pioneiros – o baixo e a bateria conduzindo por baixo daquelas trilhas de guitarra etéreas e cheias de efeito flutuando por cima do resto – era diferente de tudo que eu já havia ouvido. Pode ser que eles sejam a única banda boa especializada em hinos em todos os tempos. O que mais adoro no U2 é que a banda é mais importante do que qualquer uma de suas músicas ou álbuns. Adoro o fato de que eles ainda são grandes companheiros e que cada um deles desempenha um papel integral na vida do outro enquanto amigos. Adoro o modo como eles são insubstituíveis. O U2 – como o Coldplay – mantém que todas as músicas que aparecem em seus álbuns sejam creditadas para a banda. E eles são a única banda com mais de 30 anos de existência sem mudanças de membros ou grandes separações. É incrível que a maior banda do mundo tenha tanta integridade e paixão em sua música. Nossa sociedade está totalmente ferrada, a fama é uma perda de tempo ridícula e a cultura da celebridade é nojenta. Há poucas pessoas por aí valentes o suficiente para se manifestar contra isso, que usam a fama de um modo bom. E a cada vez que tento, sinto-me como um idiota, porque vejo Bono conseguindo realizar coisas. Enquanto todo mundo estava xingando George Bush, Bono foi o cara que bateu nas costas de Bush e conseguiu bilhões de dólares para a África. As pessoas podem ser tão cínicas – elas não gostam de quem faz o bem – mas a atitude de Bono é: ‘Não me importo com o que acham, vou falar.’ Ele conseguiu tanto com o Greenpeace, em Sarajevo, no show, exigindo o fechamento da usina nuclear de Sellafield, e continua topando o desafio. Quando chegou a hora de o Coldplay pensar sobre o comércio justo, seguimos seu exemplo de falar a respeito independentemente do que os outros pudessem pensar. Foi isso o que aprendemos com o U2: você tem que ser corajoso o suficiente para ser você mesmo."

Do site: www.ultraviolet-u2.com

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Arquivo U2 - “Oi, Galera! Agora é a nossa vez”

Os shows do U2 em São Paulo pela Vertigo Tour em 2006 fazem parte da terceira passagem da banda irlandesa pelo Brasil (a segunda foi em 2000 com a apresentação para o programa Fantástico). Em um espaço de 13 anos, foram oito apresentações no país. Todas para ficar na memória! Arquivos do jornal 'O Estado De São Paulo':


“Oi, Galera! Agora é a nossa vez”, Bono, para uma platéia de mais de 70 mil pessoas que lotou o estádio do Morumbi em São Paulo. Início do show da turnê Vertigo.



A carioca Katilce Miranda subiu no palco, dançou With or Without You abraçada a Bono e ganhou um beijo no primeiro show do U2 no Morumbi. Virou celebridade.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Arquivo U2: Um disco essencial, com dois anos de atraso (19.09.1985)

Scan de uma matéria com o U2 na página DIVIRTA-SE, do jornal O Estado de São Paulo, publicado em 19 de setembro de 1985 (quinta feira).

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Arquivo U2: O Rock acorda às 6 horas da manhã (01/11/1987)

Scan da entrevista com Bono no encarte Caderno 2 do Jornal Estado De São Paulo, publicado em 01 de Novembro de 1987 (Domingo):

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Bono Voyage

Entrevista feita por Jean-Daniel Beauvallet com Bono, para a revista inglesa VOX, em maio de 1997. Imperdível!

VOX: Quando vocês formaram o U2, vocês imaginavam que iriam durar tanto tempo?

BONO: Não, mas nós sabiamos que o que nós tinhamos era extraordinário, porque nós não conseguiamos tocar nossos instrumentos, não conseguiamos tocar as músicas das outras pessoas, entretanto, quando tocávamos junto, nós percebiamos que alguma coisa especial estava acontecendo.

VOX: Era alguma coisa do gênero "vocês contra o resto do mundo"?

BONO: Eu acho que tinha um pouco disso sim, um pouco de Jovem Homem Bravo.(...)

VOX: Você fica embaraçado pelas coisas que fez na banda no início, ou você vê este lado da sua história como um fator de crescimento do U2 em relacão ao público?

BONO: A coisa que eu tenho mais vergonha é do meu corte de cabelo na metade dos anos 80. Eu tive um cabelo que lançou a carreira de milhões de jogadores de futebol de segunda divisão... e reservas! Era longo atrás e curto em cima, e é só o que eu me lembro. O comportamento rebelde, de certa maneira o mais embaraçoso de nossa carreira, eu ainda adoro... ambos, o embaraço e a rebeldia.(...)

VOX: Você se considera supersticioso?

BONO: Na verdade, bem pelo contrário. Eu caminho por debaixo de escadas. Eu sempre ganho nestas máquinas de caça-niquel dos pubs, eu sempre ganho o prêmio, o que não é bom, porque não é legal para alguém que não precisa de mais, entende?

VOX: Você nunca procurou por um trabalho normal?

BONO: Não. Eu nunca me senti capaz de fazer um trabalho normal. Eu fui um frentista num posto de gasolina por um tempo, e eu custuma escrever as letras no trabalho. Era um ótimo trabalho para eu escrever, porque a noite os carros passavam muito pouco. Mas teve a crise do petróleo e eu tive que parar de escrever, o que foi terrivel! Eu também trabalhei como carteiro no Natal, porque meio pai trabalhava no correio. Eu acho que eu não era muito bom naquilo. Eu acho que tinha pessoas muito melhores. É uma coisa muito gratificante na sua vida quando o seu lado negativo trabalha para você tão bem como o positivo. Meus defeitos funcionam bem como Pop Star, mas nao como carteiro.

VOX: O seu desejo de ser diferente cresceu depois que sua mãe morreu quando você tinha 14 anos?

BONO: Eu acho que me despertou... minha mãe morreu no funeral do meu avô, entao eu perdi meu avô e minha mãe no mesmo dia, e dali em diante, minha ideia do que você chama de lar mudou. Dali em diante, eu morava numa casa e não num lar. Eu não gostava muito da casa, por isso me tornei um pouco mais agressivo e eu acabei me transformado no protótipo de adolescente de 16 anos sentado em casa, com o pai e o irmão fazendo o melhor possível e eu não colaborando. Eu e meu irmão brigamos, eu acho, e olhando para trás, eu fiquei revoltado por um bom período. Eu vi o Iggy Pop recentemente e pensei: 'Ai está um cara que continua rebelde'. Por um lado, é o que o rock'n'roll pode ser, o barulho de uma criança rebelde enquanto se transforma num homem. Certamente, foi um momento de virada, e mudou meu conceito de família, entao nossa gangue de rua se transformou numa familia, e depois se metamorfoseou num grupo. Nós davamos nomes uns aos outros, e viviamos nesse outro mundo, e faziamos performances... como um grupo dadaista. Nós não sabiamos o que era o dadaismo, mas estávamos aprendendo. (...) Era tudo muito engraçado. Então, passamos para um grupo e uma familia. Hoje, eu tenho um monte de irmãos.

VOX: Foi por isso que você mudou seu nome para Bono?

BONO: Talvez. Na verdade, não fui eu que mudei. Foi-me dado. Meu nome completo era Bono Vox O'Connel Street - é o nome da loja de aparelhos de audição.

VOX: Hoje, qual é sua opinião de Paul Hewson?

BONO: Interessante questão. Algumas pessoas me chamam de Paul, o que me deixa meio desconfortável, porque meu pai é a unica pessoa que me chama assim, então eu acabo pensando muito no meu pai. Eu me esqueci quem ele(Paul) era. Eu acho que ele foi um bom garoto, na verdade, não que eu não goste de mim mesmo, eu realmente fui uma criança legal. Estou muito mais complicado agora.

VOX: Você pode dizer que teve uma infância solitária?

BONO: Não, eu tinha pessoas na rua que eu podia abraçar. Meu irmão era 7 anos mais velho do que eu e isso era muito estranho. Eu era um jogador de xadrez quando eu tinha 10. Eu era muito bom. Eu joguei em torneios internacionais e coisas do gênero. E era o que eu queria ser quando crescesse. Mas não era muito legal na nossa rua, e isso não impressionava muito as garotas, entretanto, tocar guitarra impressionava e aos 15 anos eu mudei muito rápido e aprendi as lições rapidinho.

VOX: Você é um bom dançarino?

BONO: Eu danço melhor deitado do que de pé.(risos)

VOX: Posso te perguntar sobre sua sexualidade quando estava crescendo e sua relação com namoradas?

BONO: Eu sempre fui muito confidente.(risos) Eu tinha muita sorte, e eu cresci muito rápido nesse sentido. As pessoas que tinham minha idade tinham que trabalhar muito para conseguir alguma coisa, e era fácil para mim.

VOX: Você nunca teve problemas com garotas?

BONO: Não, eu sempre amei as mulheres, e elas sempre me amaram. Elas são minhas amigas, minhas amantes e minha esposa!

VOX: Mas quando é muito fácil, não se torna meio chato?

BONO: Eu não disse que era fácil depois e tem se tornado cada vez mais
complicado.

VOX: Você nunca passou por um periodo homossexual?

BONO: Eu sempre tive grande respeito pelos homens gays e, principalmente, pelas mulheres gays, mas, não, nunca passou pela minha cabeça. As mulheres sempre foram mais fascinantes, eu nunca consegui me fartar delas! Eu sempre achei os homens muito chatos, e ainda acho. Agora, estou rodeado deles, eu estou numa banda cheia deles. Eu sempre achei que as mulheres tem um ponto de vista mais interessante sobre as coisas e talvez também porque eu sempre procurei por uma irmã.

VOX: Você cresceu sem irmãs?

BONO: É, eu sempre senti isso. Mas já ultrapassei isso. Eu tenho duas crianças. Ambas garotas, o que é muito legal.

VOX: Então, quais são seus feelings sobre o Bono de hoje?

BONO: Eu posso dizer que ainda estou em fase de construção. Eu serei demais quando estiver terminado. Aos 60, serei um cara legal. Mas aos 50, ainda estarei trabalhando em cima. Eu espero... eu não quero resolver as coisas mais. Estou adorando a confusão.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

domingo, 26 de junho de 2011

Matéria na Q Magazine sobre a segunda noite de shows do U2 em São Paulo pela turnê 360°

Tradução e scans do site: www.u2br.com

Estádio do Morumbi, São Paulo - Domingo, 10 de abril
Da última vez que o U2 esteve aqui, diz Bono, contemplando o céu de São Paulo da suíte do seu hotel, ele foi acordado pelo som de uma banda tocando "Beautiful Day". Enrolado em uma toalha, ele correu para a janela e observou duas coisas: primeiramente, havia uma banda cover em cima de um caminhão descoberto do lado de fora do hotel; em segundo lugar, havia uma câmera de vídeo apontada para ele. "Aquilo foi uma barra", diz ele, com uma risada grutal. "Foi uma armação. A capa de todos os jornais no dia seguinte era eu parecendo com um maldito Gaddafi. Estou contente por ter mantido a toalha".
Desta vez, o Brasil é na realidade ainda mais apaixonado pelo U2. No Reino Unido e nos Estados Unidos, o de fraco desempenho "No Line On The Horizon" vendeu cerca de metade das cópias do seu antecessor; no Brasil, vendeu o DOBRO. Há alguns dias atrás, os integrantes da banda voaram para Brasília a fim de conhecer a nova presidente do país, Dilma Rousseff. "A Presidente pessoalmente foi bastante impressionante", relata Clayton. "Não há nem um traço de Margaret Thatcher nela. O Brasil realmente encontrou seu caminho economicamente nos últimos 10 anos desde que estivemos aqui. E essa é realmente um lugas estrangeiro. É uma cultura diferente".
É marcante que o segundo dos três shows do U2 em São Paulo seja a data que marca o ponto em que a 360° bate o recorde antes pertencente à turnê dos Rolling Stones, 'A Bigger Bang', como a turnê mais lucrativa da história, com US$ 558 milhões.
Com essa extravagante produção engenhosa, delimitada por uma colossal garra insetoide, esse é um show de tão grande escala que uma banda como o Muse é meramente a banda de abertura. Na época em que a turnê se encerrar no Canadá, em julho, já deverá ter se tornado tão longa que alguns membros da equipe vão ter celebrado seu terceiro aniversário na estrada.
O álbum encontra o U2 em uma posição curiosa: estando um passo atrás em termos de gravação e nunca foi tão forte ao vivo. Quando Bono sofreu uma séria lesão nas costas, em maio do ano passado, e forçou o adiamento da apresentação da banda em Glastonbury e a segunda leg da 360° nos Estados Unidos, isso também deu à banda alguns meses para repensar o set, incluindo algumas músicas novas e reconfigurando outras. "É realmente uma pena que Horizon tenha um horizonte um pouco limitado porque escolhemos errado o single", diz Clayton. Ele se refere a "Get On Your Boots", que agora soa como uma criatura rosnando e soando duas vezes melhor do que a sua encarnação feita em estúdio. "Acho meio ultrajante agora. Mas acho que deveria ter sido um grande single".
Extraordinariamente, a banda tem experimentado algumas músicas ainda não gravadas ao vivo. 'Steve Lillywhite costuma sempre vir aos nossos shows e dizer: "seus malditos! Isso foi muito melhor do que a versão do álbum! Da próxima vez, por favor, apresentem as músicas ao vivo por alguns meses e então gravem o álbum", diz Edge. "Desta vez pensamos, bem, vamos ver o que acontece'.
Neste ponto da turnê, o U2 está no controle do seu jogo. Eles são facilmente associados a hinos para serem tocados com os celulares balançando, mas a sua abertura feroz sob as ameaçadoras nuvens do Estádio do Morumbi demonstra o que uma grande banda de rock deve ser. Começando com uma versão remixada de "Even Better Than The Real Thing" e trazendo a tiracolo seu single de estreia, "Out Of Control", eles fazem um barulho formidável. "Elevation", "Mysterious Ways" e a mal-afamada "Boots" nós trazem algo remanescente das sobras da Zoo TV.
A abordagem de Bono à multidão no estádio é uma forma de sedução. "Nós estamos em uma relação com o Brasil por tanto tempo que nós nos consideramos praticamente casados", ele diz com um sorriso jocoso. "Mas vocês têm todos esses outros amantes chegando: Oasis, Radiohead, Muse, Coldplay, The Killers. Música muito atrativa".
O que coloca o U2 à parte de todas essas outras bandas é o seu senso instintivo de saber o que um estádio necessita e a habilidade de entregar isso. É como assistir a qualquer um que é expetacularmente bom naquilo que faz, como um jogador de futebol ou um acrobata – você não precisa nem ao menos gostar deles para apreciar as suas habilidades gravitacionais e desafiadoras. O setlist se move por diferentes fases. Depois do sprint inicial cheio de energia, o clima se torna um pouco mais leve e divertido com "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e pela acústica, e influenciada pelo soul, nova música "North Star". Bono entoa algumas frases de "Blackbird", "Singin' In The Rain" e (precedida por um pulsante remix de "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight") "Two Tribes".
Durante "Miss Sarajevo", na qual ele também executa a parte que caberia a Pavarotti, sustenta uma nota tão poderosa que há uma espontânea salva de palmas no meio da música. O elaborado mosaico visual responde a cada música, desencadeia sua própria rotação, quando se desenrola em um cone gigante de luzes coloridas para "City Of Blinding Lights", uma música que lisonjeiramente insere qualquer metrópole dentro de si quando é tocada. No momento da introdução de "Beautiful Day", Bono convida uma garota da plateia para ler a letra em português. É o flerte em escala nacional: pense global, haja localmente, como um urbanista poderia enxergar.
O terceiro movimento do set tem um tom político: uma montagem de imagens da primavera árabe durante "Sunday Bloody Sunday"; uma dedicatória a Aung Suu Kyi e à Anistia Internacional em "Walk On". Depois de "One" e "Where The Streets Have No Name", o encore é menos triunfante do que reflectivo. "Moment Of Surrender" é dedicado às doze vítimas do atentado a tiros ocorrido em uma escola do Rio de Janeiro alguns dias antes. Enquanto os nomes dos mortos rolam pela tela, as luzes do estádio são apagadas e milhares de celulares e câmeras balançam pelo céu como estrelas bêbadas. "Eu não sei o que dizer para vocês", diz Bono, estranhamente não tendo palavras a dizer. "Nós nunca esqueceremos esta noite". A chuva se detém. O ar da noite toma conta do lugar.
"Poderíamos realmente ter tido um racha", diz Bono, de volta à suíte de hotel. "Essa coisa de viajar por três anos e voltar, podemos ficar muito propensos a murchar e nos encolhermos em nosso próprio mundo. Quando você toca uma música ao vivo percebe isso". Entre as legs da turnê, o U2 esteve trabalhando em quatro álbuns separados – a trilha sonora do musical do Homem Aranha, a "obra de humor" "Songs Of Ascent", um álbum com Danger Mouse e um álbum clubber gravado com o produtor de Lady Gaga, RedOne – totalizando cerca de 50 músicas. "A vida criativa está indo bem, mas ainda não descobrimos o que fazer com ela", diz Bono. "Recebi uma ligação do Chris Martin e ele me disse: por que vocês apenas não pegam as melhores músicas de cada um deles e colocam em um único álbum agora? Hmmmm, pensei comigo mesmo, este garoto está indo muito longe".

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Revista Rolling Stone - Abril/2011

A edição de Abril/2011 da Revista Rolling Stone traz uma matéria sobre a turnê 360° do U2, chamada de 'O Maior Espetáculo Da Terra'.

Além da matéria, a edição da Rolling Stone vem com uma mini revista especial sobre a turnê do U2, além da discografia da banda, algumas histórias e frases dos integrantes da banda.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Revista Billboard Brasil - U2

Revista Billboard Brasil, com matéria de capa exclusiva sobre o U2. Edição 18 - Abril de 2011. 10 págimas de matérias sobre a banda, incluindo uma resenha do longa 'Killing Bono'.


EXCLUSIVO: POR DENTRO DO PALCO DO U2 - COMO FOI CONCEBIDO 360°, O MAIOR SHOW DA TERRA
E MAIS: 30 ANOS DE REVOLUÇÕES DIANTE DO PÚBLICO


terça-feira, 29 de março de 2011

Revista Bizz - Edição De Colecionador # U2: a vida, a obra, a militância

A revista Bizz é uma publicação da Editora Abril, de grande destaque nas décadas de 1980 e 1990.
A revista brasileira de música e cultura pop Bizz, inspirada em publicações estrangeiras como Rolling Stone, Smash Hits e New Musical Express, nasceu em 1985 e foi cancelada no ano 2001, retornando às bancas quatro anos depois, para encerrar suas atividades novamente em 2007, após o surgimento da versão brasileira da Rolling Stone.
Agora a revista Bizz vem lançando edições comemorativas especiais. Depois de John Lennon, Michael Jackson e Elvis Presley; agora em março de 2011 foi a vez do U2 estampar a capa na edição 4 dos especiais.


São 100 páginas dedicadas à vida, à obra e à militância da maior banda de rock do planeta, com centenas de fotos em alta definição, curiosidades, frases, um especial sobra a Irlanda, a discografia do U2 e detalhes sobre a atual turnê da banda 360°; que aterrisa no Brasil em alguns dias. Traz também uma atualização das informações sobre o espetáculo da Broadway 'SpiderMan: Turn Off The Dark'.
A revista traz alguns pequenos erros (como em nomes de canções), mas nada que tire o brilho desta edição.

Esta edição de colecionador da Bizz ainda traz na parte 'Documento', uma reedição da matéria 'Fogo E Paixão', editada originalmente na revista Bizz que o U2 foi capa no ano de 1988.

O valor de capa desta edição de colecionador da revista é de R$19,95.
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