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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Mesma melodia de uma canção de cantor e compositor esloveno teria aparecido em uma faixa de 'How To Dismantle An Atomic Bomb' do U2


Na Eslovênia, o U2 foi notícia no ano de 2004, quando um fã esloveno percebeu que a mesma melodia de uma canção do cantor Zoran Predin aparecia em uma faixa de 'How To Dismantle An Atomic Bomb'.
A melodia era de "Okupatora", uma canção escrita pelo cantor, compositor e poeta esloveno Zoran Predin. Ela apareceu em seu álbum de 1992, 'Gate na Glavo' (literalmente "Roupa Íntima na Cabeça") - o segundo dos doze álbuns solo de Predin. Ele foi anteriormente o vocalista da popular banda de rock iugoslava Lacni Franz (Franz Faminto).
O jornal Dnevnik, de Ljubljana, divulgou a notícia e, embora os céticos esperassem um possível processo judicial, Predin mostrou-se mais lisonjeado do que indignado. Ele disse ao jornal que era um "grande elogio" ter composto a mesma melodia que o U2.
Predin na época estava tomando café da manhã em Dublin, onde coincidentemente estava prestes a assistir a um show do U2. Ele se descreveu como um grande fã da banda. Quando perguntado sobre as melodias idênticas, ele disse: "Não é nada demais, acontece o tempo todo. Estou muito feliz que tenha acontecido com uma banda da qual sou fã. Só quero dizer que é muito importante para mim saber que houve um momento em que sentimos a mesma melodia e isso é algo de que me orgulho muito. Talvez eu mande uma carta para o Bono dizendo que ainda tenho várias músicas de reserva. Só por precaução, caso ele precise de alguma coisa no futuro...". 
Predin compôs trilhas sonoras para peças de teatro, filmes, séries de TV e havia lançado novos álbuns quase todos os anos desde 1980.
Em seu site, Zoran Predin colocou uma nota escrita "U2 interpreta Okupatorka", e abaixo o texto: "O site de música WHO SAMPLED - Explorando e discutindo o DNA da música - identificou a correspondência exata entre a melodia da música "City Of Blinding Lights" do U2, de 2004, e a música "Okupatorka" de Zoran Predin, de 1992".

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Luke Vicious criou camisetas que vem sendo utilizadas pelos integrantes do U2


As camisetas marcantes e de inspiração punk usadas por The Edge durante a residência do U2 em Las Vegas eram peças personalizadas e pintadas à mão, criadas pelo designer e artista Luke Vicious.


Luke Vicious é um designer britânico radicado em Los Angeles que conquistou um público fiel nas cenas punk, gótica e streetwear por suas roupas personalizadas.
Conhecido por seus designs únicos e com estética "faça você mesmo", o artista frequentemente reaproveita roupas com cortes desgastados, água sanitária e desenhos feitos à mão.
Adam Clayton no Sphere apareceu no palco com uma camiseta com um símbolo Hiragana japonês da letra A, apresentando um símbolo gráfico pintado de cinza. A etiqueta trazia a inscrição James Perse Los Angeles, além de uma etiqueta impressa com o nome Luke Vicious. 
Este item específico de memorabilia do rock foi leiloado e a renda foi destinada à MusiCares.


Nas gravações do U2 no México recentemente para a canção "Street Of Dreams", Larry Mullen Jr. usou uma camiseta estampada com Calaveras do Dia de los Muertos pintada à mão, caveiras comuns na cultura mexicana, e na camiseta são caricaturas estilizadas de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. Foi desenhada também por Luke Vicious.

terça-feira, 28 de abril de 2026

"Scars" foi desenvolvida inicialmente em 2019 por Martin Garrix e sua equipe, e sua primeira versão estilo EDM pode ser lançada


The Edge na revista Propaganda revelou: "A primeira versão de "Scars" era uma música que Bono e eu estávamos ajudando Martin Garrix e sua equipe a compor. É bem diferente; mais no estilo EDM, e talvez seja lançada futuramente".
"Scars" foi desenvolvida inicialmente por Martin Garrix e sua equipe em 2019 em Amsterdã, incluindo John Martin Lindstrom e Michel Zitron, antes de Bono e The Edge se envolverem no projeto. A música tem raízes no estilo EDM (Electronic Dance Music) e foi adaptada pelo U2 para o seu próprio som, com letra de Bono e Simon Carmody.
"Scars", lançada no EP 'Easter Lily' do U2, é uma canção de encorajamento e aceitação; cicatrizes e tudo mais, com uma reviravolta. Cicatrizes são úteis, erros são úteis — se forem reconhecidos. Essa é a chave. Quando são escondidos ou negados, é um mau sinal. Essa é a raiz do narcisismo, não o amor próprio, mas a falsa perfeição.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Título do EP 'Easter Lily' do U2 é uma referência ao álbum 'Easter', de Patti Smith


O U2 está de volta com seu segundo EP de 2026, 'Easter Lily', lançado nesta Sexta Feira Santa. O álbum de seis faixas sucede 'Days Of Ash' (lançado na Quarta-feira de Cinzas) e apresenta uma nova colaboração com Brian Eno.
O título é uma referência ao álbum 'Easter', de Patti Smith, lançado em 1978, que Bono disse que lhe deu "muita esperança" quando o ouviu pela primeira vez antes de completar 18 anos.
"O álbum 'Easter', de Patti Smith, me deu tanta esperança quando foi lançado em 1978. Eu ainda não tinha 18 anos. O título é uma homenagem a ela".
'Easter' é o terceiro álbum de estúdio de Patti Smith e o segundo lançamento em que sua banda de apoio, Patti Smith Group, é creditada. 
Produzido por Jimmy Iovine, o álbum é considerado o sucesso comercial do grupo, devido ao êxito do single "Because The Night" (co-escrita com Bruce Springsteen).
Mas o álbum traz uma música que gerou muita polêmica já na época, chamada "Rock N Roll Nigger".
O termo "nigger" é considerado racista e altamente ofensivo nos Estados Unidos quando usado por uma pessoa branca para se referir a uma pessoa negra, dando tons pejorativos e que remetem à escravidão.
44 anos após o lançamento do álbum, a música foi retirada de serviços de streaming como Spotify, Apple Music, Tidal e Amazon Music, por uma decisão da própria equipe da cantora.
Na letra, Patti Smith descreve personalidades brancas e negras que considera subversivas, como ela própria, Jesus Cristo, Jimi Hendrix e o pintor Jackson Pollock, e insinua que o termo "nigger" pode se aplicar a todas elas, como se fosse uma alcunha dada para rebeldes.
Em uma entrevista na época, a cantora usou uma justificativa um tanto bizarra para explicar por que pensava dessa forma: "O sofrimento não faz de você um 'nigger'. Quer dizer, eu cresci pobre também. Você acha que os negros são melhores que os brancos? Eu fui criada ao lado de negros. Tipo, eu posso andar na rua e dizer pra uma criança: 'ei, nigger'. Eu não tenho nenhum super-respeito ou medo desse tipo de coisa".
"Rock N Roll Nigger" já foi regravada por artistas como Marilyn Manson, Courtney Love e Trent Reznor.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Baterista do Legião Urbana levou baterista do U2 para dançar forró na Bahia


Whiplash

O baterista do Legião Urbana, Marcelo Bonfá, está lançando a biografia em quadrinhos "Minha Banda Preferida De Todos Os Tempos". Entre as histórias retratadas, uma curiosa envolve Larry Mullen Jr., também baterista, do U2. Em 2006, o irlandês se hospedou na casa do brasileiro na Bahia e foi até mesmo dançar forró.
Bonfá, relembrou a situação durante entrevista ao jornal gaúcho Zero Hora. "Sim, ele dançou forró e tudo. Foi uma história inusitada porque uma amiga é casada com um médico que atendia ele em Nova York. Aí ela me ligou e falou: 'Sabe aquela casa na Bahia? Posso levar um amigo? Ele quer muito ir lá'. Eu disse: 'Claro, quem é?' Ela respondeu: 'Ah, não posso falar agora'. Mas depois me disse: 'É o Larry, do U2'."
O momento serviu para uma aproximação com uma influência. "O cara é simplesmente um dos bateristas de referência da minha vida, um dos que mais moldaram meu estilo. 'Boy' e 'October' saíram no momento em que a gente estava compondo também. Havia uma sintonia entre U2 e Legião Urbana naquele momento, mesmo em um mundo sem internet, sem celular. Os jovens não vão entender o que estou falando. Aquele surdo do lado esquerdo era uma coisa nova para mim. Claro, não queria ficar igual, mas gostei".
A convivência gerou lembranças que poucas pessoas teriam com um ídolo. "Tem a história dele acordar às 14:00 e a gente já ter tomado café. Tem história que eu não vou contar também, para não expor, mas a gente foi dançar na Cabana Corais (uma barraca da Praia da Concha, em Itacaré, na Bahia)".

terça-feira, 10 de março de 2026

Um olhar atento para a Gibson Explorer 1976 de The Edge, da coleção de Jim Irsay


A maior coleção de guitarras do mundo será leiloada na Christie's em 12 de março. Tony Bacon analisa para o site da Gibson, uma guitarra que fez parte da turnê mundial de 'The Joshua Tree' do U2, com novas fotografias de Eleanor Jane.
Na década de 70, na Gibson, as Les Pauls eram centrais nas linhas de guitarras elétricas de corpo sólido, com diversas variações surgindo e desaparecendo. As SGs também tiveram uma boa presença. Mas já fazia cerca de 15 anos que a Gibson não oferecia uma Explorer. Você deve conhecer a Explorer original, aquela guitarra angular lançada em 1958 junto com a Flying V — sem sucesso na época, mas agora reverenciada como um dos grandes designs de guitarras elétricas.
Em 1975, os chefões da Gibson decidiram que era hora de um renascimento. Um catálogo chamou o novo modelo de The Explorer, destacando-o como uma edição limitada e descrevendo-o como "uma cópia do raro modelo de 1958". Entre os detalhes, destacam-se a "madeira de mogno selecionada com acabamento natural" e as peças metálicas banhadas a ouro, além do escudo branco no estilo original, captadores humbucker e controles.
Um dos guitarristas atraídos pela nova Explorer foi The Edge, do U2. Em férias com os pais em Nova York, nos anos 70, o então adolescente viu uma em uma loja de música. Ele relembrou mais tarde que, naquela época, não tinha muita ideia do que queria em termos de guitarra, mas tinha uma boa noção do que não queria.
Na loja de Nova York, ele experimentou alguns instrumentos, como se faz normalmente, rejeitando um modelo ou outro. "Então peguei a Explorer, com seu formato peculiar", contou ele a Chas de Whalley alguns anos depois para a revista Guitar Heroes, "e parecia haver muito mais variedade nos sons que eu conseguia tirar dela".
Ele achou o captador do braço da guitarra agradavelmente suave, enquanto o captador da ponte parecia ter potência suficiente, além de uma clareza que o agradou. "Não tinha aquela distorção áspera e estridente que se ouve numa Les Paul", continuou ele em sua entrevista com Chas de Whalley.
"As cordas mais agudas também soavam mais encorpadas, enquanto as Les Pauls tinham um som mais fino. Eu conseguia tocar acordes pequenos nas três cordas mais agudas e eles soavam realmente cheios. Meu estilo é baseado em muitos acordes quebrados e dedilhados, e a Explorer parece ser a guitarra perfeita para isso".
Perguntei a Edge sobre a guitarra quando conversamos no estúdio Windmill Lane, em Dublin, em 1986, quando o U2 estava a cerca de dois terços da gravação do que viria a ser 'The Joshua Tree'. Perguntei-lhe sobre a Explorer, que a essa altura já havia se tornado uma guitarra muito usada e importante — e por algum tempo fora sua única guitarra.
Steve Lillywhite, produtor dos três primeiros álbuns da banda, aparentemente se divertiu com essa obstinação. Quando o U2 gravou seu primeiro álbum, 'Boy', em 1980, Steve ficou surpreso ao encontrar uma configuração tão enxuta em comparação com a dele. Edge me contou: "Steve tinha acabado de gravar um álbum do XTC e dizia: 'Eles têm todas essas guitarras, então a grande discussão com eles era: Qual vamos usar? Edge só tem uma!' Tudo se resumia ao que você fazia com o som básico".
Gradualmente, tornou-se evidente que ele precisava de guitarras reservas para aquela valiosa Explorer — e isso nos leva a uma Explorer '76 que pertenceu a Edge, uma das guitarras oferecidas no grande leilão da coleção de Jim Irsay, que em breve acontecerá na Christie's, sobre Gibson SGs que pertenceram a George Harrison e Eric Clapton. O técnico de guitarra de Edge, Dallas Schoo, disse à revista Guitarist em 2009 que, dada a importância da Explorer original de Edge, ele finalmente o convenceu a deixá-la em casa e resolver a situação enquanto ainda era possível. Ele encontrou três Explorers '76 semelhantes — uma grande conquista, considerando sua raridade.
"É difícil encontrar as guitarras certas", continuou Dallas, "porque a Gibson tinha dois modelos diferentes de Explorer em produção naquele ano. As produzidas de junho a dezembro tinham um braço fino, enquanto os modelos fabricados no primeiro semestre tinham um braço grosso, tipo taco de beisebol. São essas que o Edge prefere. A Gibson não fabricou muitas, apenas cerca de 1.800, e as pessoas as guardam com carinho. Encontrar algumas que fossem perfeitas exigiu um trabalho de detetive".
A guitarra à venda no leilão da Irsay era uma das Explorers de 1976 que Dallas encontrou — esta surgiu em Cincinnati — e Edge disse que a usou durante a turnê mundial de 'The Joshua Tree' em 1987 e em muitas turnês do U2 desde então. Além de sua importância nas mãos de Edge, vale a pena dar uma olhada em suas especificações.
Ela tem tudo o que você esperaria de acordo com as características do catálogo mencionado anteriormente — exceto que a Christie's especifica a madeira da guitarra como korina. Essa era a madeira usada para a Explorer original do final dos anos 50, certamente, e embora a maioria dessas reedições dos anos 70 fosse feita de mogno, alguns dos exemplares de 1976 eram de fato de korina. Esta guitarra pode ser uma delas.
A parte traseira do headstock tem tudo o que se espera de uma Explorer de 1976: a inscrição "Limited Edition/Made in U.S.A." e um número de série começando com dois zeros. De cada lado, porém, há um "K" gravado à esquerda e um "2" à direita. Presume-se que o "K" indique o uso de korina, embora também possa indicar a fábrica de Kalamazoo, e o número 2 em uma Gibson desse período geralmente indica um instrumento de segunda linha, uma guitarra com alguma pequena imperfeição ou defeito.
Além de todos esses detalhes para colecionadores, o sortudo novo dono da guitarra, segundo Edge, poderá alcançar "a maioria dos sons dos álbuns 'Boy', 'October' e 'War'". Tudo o que ele precisará, além da Explorer, é de um Electro-Harmonix Deluxe Memory Man e um Vox AC30. 







quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Canção de Bob Dylan inspirou faixa em 'Days Of Ash' do U2


O U2 retornou com um EP surpresa de seis músicas, 'Days Of Ash', no qual abordam pontos críticos políticos ao redor do mundo, incluindo as batidas do ICE nos EUA, os levantes iranianos, a guerra na Ucrânia e os assentamentos israelenses na Cisjordânia.
O EP começa com "American Obituary", dedicada a Renee Good, morta por agentes do ICE em Minneapolis durante um protesto. 
Em uma nova entrevista para a revista Propaganda, do U2 — que está sendo relançada como uma edição digital única e também estará disponível impressa em lojas selecionadas — Bono fala sobre a música. "O ritmo da letra é uma referência a uma das minhas músicas favoritas do Bob Dylan, "It's Alright Ma (I'm Only Bleeding)"", diz ele. "Na música dele, a criança canta para a mãe, e na nossa, a mãe canta para os filhos: 'Eu amo vocês mais do que o ódio ama a guerra'."
"It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding)" é uma canção escrita e interpretada por Bob Dylan, lançada originalmente em seu álbum de 1965, 'Bringing It All Back Home'. 
A letra expressa a raiva de Dylan em relação à hipocrisia, ao comercialismo, ao consumismo e à mentalidade bélica percebidos na cultura americana da época. As preocupações de Dylan nas letras, no entanto, vão além do sociopolítico, expressando questões existenciais e abordando assuntos urgentes da experiência pessoal.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Engenheira de áudio em 'Achtung Baby' do U2 mostra encarte de fita cassete com ordem das músicas sendo montada por Bono


Bambi Lee Savage, nascida como Shannon Strong, é uma cantora, compositora que também trabalha como engenheira de áudio, mais notavelmente no disco 'Achtung Baby' do U2, de 1991. Ela é creditada também na canção "Miss Sarajevo" de 1995, no álbum 'Original Soundtracks 1' do Passengers.
A cantora e compositora disse que estava apenas começando a se tornar uma artista solo e estava em uma visita de retorno à América enquanto vivia no exterior, em Berlim, naquele final dos anos 80. 
Como engenheira de gravação assistente no lendário Hansa Tonstudio daquela cidade, ela trabalhou em sessões para o álbum 'Achtung Baby', e uma amizade com Bono levou o vocalista do U2 a financiar suas demos solo. 
Anos atrás, Bambi Lee Savage mostrou o encarte de uma fita cassete de gravação TDK onde Bono provavelmente tentava descobrir a ordem das músicas de 'Achtung Baby' durante as sessões finais no Windmill Lane Studios em Dublin.



Na esquerda:

Zoo Station Even Better Than The Real Thing Mysterious Ways So Cruel Who's Gonna Ride Your Wild Horses Ultra Violet (Light My Way) The Fly Until The End Of The World One Trying To Throw Your Arms Around The World Acro The Fly Acrobat Love Is Blindness

Na direita:

Zoo Station Ultra Violet (Light My Way) Who's Gonna Ride Your Wild Horses So Cruel Mysterious Ways Even Better Than The Real Thing The Fly

Também é possível que essas listas de faixas escritas por Bono, sejam simplesmente o que está gravado na fita, podendo ser versões demos ou já versões finais.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

U2 se inspirou em introdução de clássico de Bob Dylan, para abertura de canção de 'Rattle And Hum'


No ano de 2023, em três apresentações de 'U2:UV Achtung Baby Live At The Sphere', Bono cantou um trecho de "Like A Rolling Stone" de Bob Dylan, em "Angel Of Harlem".
Antes disso, esse snippet em "Angel Of Harlem" só tinha acontecido uma vez, em 2007, em uma apresentação acústica de Bono e The Edge na Union Chapel na Inglaterra como parte da Mencap's Little Noise Sessions.
O motivo deste snippet nesta canção do U2 é muito claro. A introdução de "Angel Of Harlem" soa parecida com o início de "Like A Rolling Stone", e fica nítido que o U2 se inspirou no clássico de Dylan.
"Like A Rolling Stone" surgiu em 1965, quando Bob Dylan estava exausto de uma cansativa turnê pela Inglaterra. A música foi gravada como parte das sessões para o futuro álbum 'Highway 61 Revisited', lançado naquele ano.
"Like A Rolling Stone" transformou a carreira do músico, sendo considerada até hoje como uma das composições mais influentes do pós-guerra na música popular.

 

"Angel Of Harlem" está em 'Rattle & Hum' do U2, de 1988, um disco contendo versões ao vivo de seus sucessos e novas faixas gravadas em estúdio. O U2 estava viajando extensivamente pelos Estados Unidos, e eles fizeram um cover de "All Along The Watchtower" de Bob Dylan ao ar livre em São Francisco.
Dylan também ajudou Bono a escrever "Love Rescue Me" para 'Rattle & Hum'. Bono aparentemente sonhou com a música e, quando acordou, pensou que já era uma canção existente de Dylan. Para confirmar isso, ele procurou Dylan em sua casa em Malibu e, descobrindo que não era uma original de Dylan, os dois músicos terminaram de escrevê-la juntos.
Bono revelou: "Bob Dylan foi responsável por 'Rattle And Hum', porque foi ele quem me disse que você tem que conhecer o passado, de onde vem a música. Ele estava falando comigo sobre a família McPeake e The Clancy Brothers e depois Hank Williams e Leadbelly… nenhum deles eu conhecia".

sábado, 3 de janeiro de 2026

U2 participou de coletânea beneficiente para libertação da "dama pró-democracia" Aung San Suu Kyi


No ano 2000, uma reportagem compartilhada pelo U2.COM convidava os fãs para uma campanha para pressionarem políticos europeus antes de um encontro com políticos birmaneses. 
A matéria escreveu: "Se você acredita que Aung San Suu Kyi e seus colegas da Liga Nacional para a Democracia (LND) devem ser libertados da prisão domiciliar, pode enviar um e-mail aos seus representantes políticos na Europa antes da próxima reunião deles, ou visitar o site de um dos grupos de campanha que trabalham para levar a democracia a Birmânia".
Na sequência, a Birmânia anunciou a proibição da venda do recém lançado álbum 'All That You Can't Leave Behind' do U2 no país.
A banda dedicou a música "Walk On" à líder pró-democracia Aung San Suu Kyi e por incentivar os fãs, nas notas do encarte do álbum, a apoiarem o povo birmanês que vivia sob uma ditadura militar repressiva.
De acordo com a rádio Voz Democrática da Birmânia, a Inteligência Militar do Conselho de Estado para a Paz e o Desenvolvimento (SPDC) emitiu uma ordem proibindo a importação de revistas, jornais e fitas que tivessem o nome de Daw Aung San Suu Kyi para a Birmânia, e os infratores seriam condenados a uma pena mínima de três anos e máxima de 20 anos de prisão.
O correspondente da DVB [Voz Democrática da Birmânia], Myint Maung Maung, relatou que "o álbum foi proibido porque inclui a música "Walk On", escrita pelo líder da banda U2, Bono, e dedicada a Aung San Suu Kyi e ao movimento democrático na Birmânia. Outra música, "Prat Phom Kyai", também sobre Daw Aung San Suu Kyi, escrita e cantada pela cantora tailandesa Kewsan, também foi proibida em 1995. Um filme indiano que comparava as atividades políticas de Indira Gandhi [ex-primeira-ministra indiana assassinada] e Daw Aung San Suu Kyi foi proibido de ser exibido nos cinemas da Birmânia".
Portanto, qualquer pessoa que levasse uma cópia de 'All That You Can't Leave Behind' para a Birmânia poderia ser presa por até 20 anos. 
'For The Lady: Dedicated to Freeing Aung San Suu Kyi and the Courageous People of Burma' é um set de CDs beneficentes cuja renda foi destinada à libertação de Aung San Suu Kyi. Foi lançado pela Rhino Records em 26 de outubro de 2004. A renda da venda do set de CDs duplos foi para a U.S. Campaign For Burma, uma campanha beneficente da 501(c)(3), que organizou a criação do álbum.
"Walk On" foi incluída na coletânea, junto de canções de Paul McCartney, REM, Pearl Jam, Coldplay, Peter Gabriel, Eric Clapton, Sting.

sábado, 6 de dezembro de 2025

A música mais vendida no primeiro dia do iTunes foi uma do U2


Collider

Quando a Apple lançou a iTunes Store ao público em 2003, tudo sobre a forma como a música era consumida mudou rapidamente. Um espaço digital onde se podia descobrir e comprar qualquer música desejada, a iTunes Store tornou quase impossível não se tornar o principal método de consumo musical. 
A loja digital foi lançada com 200.000 músicas, todas com o preço acessível de 99 centavos. Ela revolucionou a própria indústria musical, popularizando a venda de singles e impactando diretamente o formato dos álbuns dos artistas. Logo, os iPods da Apple se tornaram os novos Walkmans da Sony, e a construção de uma biblioteca no iTunes começou a gradualmente eliminar a importância das mídias físicas.
Embora tenha tido uma longa trajetória, o iTunes, naturalmente, evoluiu ao longo dos anos, sendo agora absorvido pela principal plataforma de streaming, a Apple Music. Mas, apesar da Apple ter anunciado que descontinuaria o iTunes no macOS em 2019, vale a pena relembrar quais ícones da cultura pop moldaram o ecossistema do reinado do iTunes. Mais importante ainda, reconhecer que "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of", do U2, foi a música mais vendida no iTunes em seu primeiro dia de vendas, em 28 de abril de 2003. Como eles conseguiram emplacar a música mais vendida do iTunes em seu lançamento?
Seus álbuns de sucesso e a apresentação no intervalo do Super Bowl de 2002 consolidaram ainda mais seu enorme legado. "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of", em particular, é uma das faixas mais pessoais e emocionalmente intensas do U2, já que Bono a escreveu como uma forma de lidar com o luto. A letra funciona como uma conversa imaginária com seu amigo próximo, Michael Hutchence, vocalista do INXS, que cometeu suicídio em 1997. Tocando profundamente os inúmeros ouvintes que encontraram sua própria dor refletida na vulnerabilidade da canção, enquanto Bono tenta tirar seu ente querido do desespero, essa foi a música que entrou para a história do iTunes.
Embora o álbum 'Sea Change' de Beck tenha sido o mais vendido no dia do lançamento do iTunes, e "Hey Ya!" do OutKast tenha sido a música mais vendida de todo o primeiro ano, foi a canção do U2 que se manteve firme como a música mais vendida no dia do lançamento, 28 de abril de 2003. Apesar de mais de um milhão de músicas terem sido vendidas na primeira semana, o U2 se consolidou como parte integrante do DNA do iTunes em seus primórdios. Embora já tivessem alcançado um sucesso imenso, prosperar em plataformas digitais provou que seu legado resistia ao competitivo cenário musical que rapidamente se tornava mais jovem e voltado para a tecnologia.
E não é só isso: a música mais vendida de 2004 foi "Vertigo", do U2, e o álbum mais vendido do mesmo ano foi 'How To Dismantle An Atomic Bomb", também do U2. Isso levou a uma longa parceria profissional entre a Apple e o U2, embora nem todas as colaborações tenham sido consideradas bem-sucedidas. Em 2014, mais de 500 milhões de contas do iTunes baixaram automaticamente o álbum 'Songs Of Innocence', do U2, na íntegra, o que gerou forte reação negativa. Apesar de ter sido uma jogada promocional arriscada, que pretendia ser um presente gratuito para os usuários e uma forma de divulgar o novo projeto do U2 para o público em geral, o download não solicitado foi considerado invasivo.
No entanto, mesmo levando em conta esses contratempos menos bem-sucedidos, o U2 estará para sempre marcado como parte do sucesso e da rica história do iTunes. Eles ajudaram a dar cor ao iTunes, que logo se tornaria um elemento essencial na rotina diária de todo amante da música.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Arco Dourado da turnê Popmart do U2 foi considerado uma alusão ao Gateway Arch de St. Louis


A Popmart Tour trazia um limão gigante. Alguns críticos — e até mesmo fãs — consideraram isso uma metáfora para a gigantesca turnê do U2, com seu telão enorme e outros acessórios, incluindo um arco dourado que seria tanto uma alusão a St. Louis quanto ao McDonald's. 
O Gateway Arch ou Gateway To The West é um arco memorial dos EUA. Projetado pelo arquiteto finlandês Eero Saarinen em 1947 para homenagear a Expansão para o Oeste durante o século XIX. Com 200 metros de altura, o Gateway Arch é o mais alto monumento em solo norte-americano. 



O Arco situa-se na margem oeste do Rio Mississippi, no local onde foi fundada a cidade de St. Louis. O Gateway Arch foi projetado em parceria com engenheiro alemão Hannskarl Bandel. A construção teve início em 12 de fevereiro de 1963 e foi concluída em 28 de outubro de 1965 com custo total de 13 milhões de dólares (à época). O monumento foi aberto ao público em 10 de junho de 1967.
O arco representa "o espírito pioneiro dos homens e mulheres que venceram o Oeste e aqueles que no último instante se esforçam contra outras fronteiras". O arco se tornou ícone da cidade de St. Louis, aparecendo em vários elementos culturais da região. Em 1968, a lista telefônica de St. Louis catalogava 65 organizações com o nome "Gateway" e outras 17 com o nome "Arch". Alguns "arcos" também eram parte da decoração de restaurantes e postos de combustíveis. Na década de 1970, um time local adotou o nome "Fighting Arches" e o time da St. Louis Community College foi denominado "Archers". Robert S. Chandler, um superintendente da National Park Service, afirmou: "A maioria fica admirada com o tamanho e a escala do Arco...Muitos veem isto somente como símbolo da cidade de St. Louis".

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Segredos Revelados: U2, The Lightning Seeds, "You Showed Me" e Pop Art


No disco 'POP' do U2, lançado em março de 1997, a canção "The Playboy Mansion" contém um sampler da seção suave de cordas de "You Showed Me", originalmente gravada pelo The Turtles, em 1969.

   

"You Showed Me" é uma canção escrita por Gene Clark e Jim McGuinn do The Byrds em 1964. 
Enquanto o U2 gravava 'POP', a canção "You Showed Me" foi regravada em um estilo trip hop pela banda The Lightning Seeds em seu quarto álbum, 'Dizzy Heights', de novembro de 1996, e lançada como o quarto e último single do álbum em abril de 1997 pela Epic Records, um mês após o lançamento do disco do U2. 
Essa versão usa loops e samplers da gravação do The Turtles. 
O produtor Howie B utilizou o sampler de "You Showed Me" após ter ouvido a versão do The Lightning Seeds em novembro de 1996.

   

A capa do single do The Lightning Seeds para a Inglaterra e Austrália traz uma imagem em estilo "pop art". Foi usada também em posters promocionais de divulgação.



O coração na capa do single do The Lightning Seeds, e o coração na capa do Popheart EP de "Please" do U2.


O U2 também usaria o tema "pop art", em sua turnê Popmart, que teve início no mesmo mês do lançamento do single do The Lightining Seeds.
The Edge contou: "Quando se tratou de elaborar esse tema para a turnê, as conexões dentro do movimento da pop art visual pareciam ser divertidas. Tivemos sorte que alguns desses artistas pop também pensaram que era uma possibilidade interessante. Roy Lichtenstein nos deu permissão para animar algumas de suas imagens. E o espólio de Keith Haring também nos permitiu animar algumas de suas imagens. Andy Warhol também".



sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Segredos Revelados: a versão ao vivo de "Bullet The Blue Sky" acelerada para o filme-concerto 'Rattle And Hum' do U2


Pelo músico, fã do U2 e colaborador Márcio Fernando:

Sempre achei a versão de "Bullet The Blue Sky", Assim como "Where The Streets Have No Name", "In God's Country", "With Or Without You", "Pride" e "Exit" do filme 'Rattle And Hum', de alguma forma, diferente das outras versões da mesma turnê, mas eu nunca pesquisei sobre, até estes tempos.
Vamos falar de tempo de música e de afinação.
Cada música tem seu BPM (batidas por minuto), ou seja, quanto mais BPM, mais rápida ela é e vice versa.
Um padrão mundial foi definido para cada nota de música, A (Lá), B (Si), C (Dó), D (Ré), E (Mi), F (Fá) e G (Sol).
Quando uma nota está entre outras 2 notas (meio tom), como Lá (A) e Si (B), é chamado de Bemol ou sustenido, no caso a nota que está entre A e B pode ser chamada de 2 formas, A# (lá sustenido) ou Bb (Si bemol).
As notas Si (B) e Dó (C) não tem notas entre elas, são diretas, coladas uma na outra, sem bemol ou sustenido.
A afinação padrão de um instrumento é em E (Mi), mas muitas bandas fazem músicas com afinações diferentes em suas guitarras, baixos e teclados, baixando a afinação para as notas não ficarem tão altas e difíceis de cantar para o vocalista, e o U2 ao longo dos anos têm feito isso.
Nos anos 80, poucas bandas usavam metrônomo ao vivo, um clique repetido em loop para o baterista e/ou a banda não saírem do tempo quando tem um loop (som pré gravado) para tocar ao vivo. 
Nos anos 80 o U2 usava em "Bad", "Streets", "Unforgettable Fire", "One Tree Hill", dentre outras poucas.
"Bullet The Blue Sky" também era uma delas. O tempo da música definido no metrônomo e esse tempo não muda na turnê, já vi tocarem am outros tempos mais acelerados ou devagar, mas em turnês diferentes.
Mas em "Bullet The Blue Sky" do filme 'Rattle And Hum', ela está mais rápida e com meio tom acima das outras versões da mesma turnê em que estava sendo tocada, mas por quê?


Antigamente para lidar com o áudio, era um sistema analógico e o funcionamento é simples de entender:
Para quem teve toca-discos, se você colocasse o dedo em cima do disco e girasse para ele ficar mais rápido, a música ficava mais rápida e a voz mais 'fina' (aguda), certo?
Se você colocasse o dedo no disco e tentasse retardar ou desacelerar,  a música ficava mais lenta e a voz mais 'grossa' (grave).
Assim é o analógico e assim fizeram também com "Bullet The Blue Sky" do filme 'Rattle And Hum', deram uma acelerada nela.
Aqui no vídeo abaixo eu desacelero a música do jeito analógico, onde a música ficará mais lenta e a voz mais grave.


No vídeo abaixo, mostro como é nos dias de hoje, e num mundo digital, onde tudo é possível, inclusive desacelerar a música e manter o tom da música intacto.


Por que só no filme 'Rattle And Hum', as apresentações de "Bullet The Blue Sky", "Where The Streets Have No Name", "In God's Country", "With Or Without You", "Exit" e "Pride" são assim?
Acredito que Phil Joanou tomou essas decisões de 'ir com tudo' nessas músicas, como, subir a adrenalina de quem estava assistindo.
No disco 'The Joshua Tree', Bono cantou "Bullet The Blue Sky" meio tom abaixo, 'Eb', diferente do tom que está no filme de 'Rattle And Hum', que está mais acelerada, pois no disco a música tem 152 BPM e ao vivo do 'Rattle' tem 156 BPM.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Segredos Revelados: a versão ao vivo de "Where The Streets Have No Name" acelerada para o filme-concerto 'Rattle And Hum' do U2


Pelo músico, fã do U2 e colaborador Márcio Fernando:

Sempre achei a versão de "Where The Streets Have No Name", assim como "In God's Country", "With Or Without You", "Pride" e "Exit" do filme 'Rattle And Hum', de alguma forma, diferente das outras versões da mesma turnê, mas eu nunca pesquisei sobre, até estes tempos.
Vamos falar de tempo de música e de afinação.
Cada música tem seu BPM (batidas por minuto), ou seja, quanto mais BPM, mais rápida ela é e vice versa.
Um padrão mundial foi definido para cada nota de música, A (Lá), B (Si), C (Dó), D (Ré), E (Mi), F (Fá) e G (Sol).
Quando uma nota está entre outras 2 notas (meio tom), como Lá (A) e Si (B), é chamado de Bemol ou sustenido, no caso a nota que está entre A e B pode ser chamada de 2 formas, A# (lá sustenido) ou Bb (Si bemol).
As notas Si (B) e Dó (C) não tem notas entre elas, são diretas, coladas uma na outra, sem bemol ou sustenido.
A afinação padrão de um instrumento é em E (Mi), mas muitas bandas fazem músicas com afinações diferentes em suas guitarras, baixos e teclados, baixando a afinação para as notas não ficarem tão altas e difíceis de cantar para o vocalista, e o U2 ao longo dos anos têm feito isso.
Nos anos 80, poucas bandas usavam metrônomo ao vivo, um clique repetido em loop para o baterista e/ou a banda não saírem do tempo quando tem um loop (som pré gravado) para tocar ao vivo. 
Nos anos 80 o U2 usava em "Bad", "Streets", "Unforgettable Fire", "One Tree Hill", dentre outras poucas.
"Where The Streets Have No Name" também era uma delas. O tempo da música definido no metrônomo e esse tempo não muda na turnê, já vi tocarem am outros tempos mais acelarados ou devagar, mas em turnês diferentes.
Mas em "In God's Country" do filme 'Rattle And Hum', ela está mais rápida e com meio tom acima das outras versões da mesma turnê em que estava sendo tocada, mas por quê?


Antigamente para lidar com o áudio, era um sistema analógico e o funcionamento é simples de entender:
Para quem teve toca-discos, se você colocasse o dedo em cima do disco e girasse para ele ficar mais rápido, a música ficava mais rápida e a voz mais 'fina' (aguda), certo?
Se você colocasse o dedo no disco e tentasse retardar ou desacelerar,  a música ficava mais lenta e a voz mais 'grossa' (grave).
Assim é o analógico e assim fizeram também com "Where The Streets Have No Name" do filme 'Rattle And Hum', deram uma acelerada nela.
Aqui no vídeo abaixo eu desacelero a música do jeito analógico, onde a música ficará mais lenta e a voz mais grave.


No vídeo abaixo, mostro como é nos dias de hoje, e num mundo digital, onde tudo é possível, inclusive desacelerar a música e manter o tom da música intacto.


Por que só no filme 'Rattle And Hum', as apresentações de "Where The Streets Have No Name", "In God's Country", "With Or Without You", "Exit" e "Pride" são assim?
Acredito que Phil Joanou tomou essas decisões de 'ir com tudo' nessas músicas, como, subir a adrenalina de quem estava assistindo.
Nem no disco 'The Joshua Tree', Bono cantou "Where The Streets Have No Name" no tom padrão, 'E' no mesmo tom que está no filme de 'Rattle And Hum', mas bem mais acelerada, pois no disco a música tem 126 BPM e ao vivo do 'Rattle' tem 138 BPM.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Segredos Revelados: a versão ao vivo de "In God's Country" acelerada para o filme-concerto 'Rattle And Hum' do U2


Pelo músico, fã do U2 e colaborador Márcio Fernando:

Sempre achei a versão de "In God's Country", assim como "With Or Without You", "Pride" e "Exit" do filme 'Rattle And Hum', de alguma forma, diferente das outras versões da mesma turnê, mas eu nunca pesquisei sobre, até estes tempos.
Vamos falar de tempo de música e de afinação.
Cada música tem seu BPM (batidas por minuto), ou seja, quanto mais BPM, mais rápida ela é e vice versa.
Um padrão mundial foi definido para cada nota de música, A (Lá), B (Si), C (Dó), D (Ré), E (Mi), F (Fá) e G (Sol).
Quando uma nota está entre outras 2 notas (meio tom), como Lá (A) e Si (B), é chamado de Bemol ou sustenido, no caso a nota que está entre A e B pode ser chamada de 2 formas, A# (lá sustenido) ou Bb (Si bemol).
As notas Si (B) e Dó (C) não tem notas entre elas, são diretas, coladas uma na outra, sem bemol ou sustenido.
A afinação padrão de um instrumento é em E (Mi), mas muitas bandas fazem músicas com afinações diferentes em suas guitarras, baixos e teclados, baixando a afinação para as notas não ficarem tão altas e difíceis de cantar para o vocalista, e o U2 ao longo dos anos têm feito isso.
Nos anos 80, poucas bandas usavam metrônomo ao vivo, um clique repetido em loop para o baterista e/ou a banda não saírem do tempo quando tem um loop (som pré gravado) para tocar ao vivo. 
Nos anos 80 o U2 usava em "Bad", "Streets", "Unforgettable Fire", "One Tree Hill", dentre outras poucas.
"In God's Country" também era uma delas. O tempo da música definido no metrônomo e esse tempo não muda na turnê, já vi tocarem am outros tempos mais acelarados ou devagar, mas em turnês diferentes.
Mas em "In God's Country" do filme 'Rattle And Hum', ela está mais rápida e com meio tom acima das outras versões da mesma turnê em que estava sendo tocada, mas por quê?


Antigamente para lidar com o áudio, era um sistema analógico e o funcionamento é simples de entender:
Para quem teve toca-discos, se você colocasse o dedo em cima do disco e girasse para ele ficar mais rápido, a música ficava mais rápida e a voz mais 'fina' (aguda), certo?
Se você colocasse o dedo no disco e tentasse retardar ou desacelerar,  a música ficava mais lenta e a voz mais 'grossa' (grave).
Assim é o analógico e assim fizeram também com "In God's Country" do filme 'Rattle And Hum', deram uma acelerada nela.
Aqui no vídeo abaixo eu desacelero a música do jeito analógico, onde a música ficará mais lenta e a voz mais grave.


No vídeo abaixo, mostro como é nos dias de hoje, e num mundo digital, onde tudo é possível, inclusive desacelerar a música e manter o tom da música intacto.


Por que só no filme 'Rattle And Hum', as apresentações de "In God's Country", "With Or Without You", "Exit" e "Pride" são assim?
Acredito que Phil Joanou tomou essas decisões de 'ir com tudo' nessas músicas, como, subir a adrenalina de quem estava assistindo.
Nem no disco 'The Joshua Tree', Bono cantou "In God's Country" no tom padrão, 'E' no mesmo tom que está no filme de 'Rattle And Hum', mas bem mais acelerada, pois no disco a música tem 126 BPM e ao vivo do 'Rattle' tem 138 BPM.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Segredos Revelados: a versão ao vivo de "With Or Without You" acelerada para o filme-concerto 'Rattle And Hum' do U2


Pelo músico, fã do U2 e colaborador Márcio Fernando:

Sempre achei a versão de "With Or Without You", assim como "Pride" e "Exit" do filme 'Rattle And Hum', de alguma forma, diferente das outras versões da mesma turnê, mas eu nunca pesquisei sobre, até estes tempos.
Vamos falar de tempo de música e de afinação.
Cada música tem seu BPM (batidas por minuto), ou seja, quanto mais BPM, mais rápida ela é e vice versa.
Um padrão mundial foi definido para cada nota de música, A (Lá), B (Si), C (Dó), D (Ré), E (Mi), F (Fá) e G (Sol).
A afinação padrão de um instrumento é em E (Mi), mas muitas bandas fazem músicas com afinações diferentes em suas guitarras, baixos e teclados, baixando a afinação para as notas não ficarem tão altas e difíceis de cantar para o vocalista, e o U2 ao longo dos anos têm feito isso.
Nos anos 80, poucas bandas usavam metrônomo ao vivo, um clique repetido em loop para o baterista e/ou a banda não saírem do tempo quando tem um loop (som pré gravado) para tocar ao vivo. 
Nos anos 80 o U2 usava em "Bad", "Streets", "Unforgettable Fire", "One Tree Hill", dentre outras poucas.
"With Or Without You" também era uma delas. O tempo da música definido no metrônomo e esse tempo não muda na turnê, já vi tocarem am outros tempos mais acelarados ou devagar, mas em turnês diferentes.
Mas em "With Or Without You" do filme 'Rattle And Hum', ela está mais rápida e com meio tom acima das outras versões da mesma turnê em que estava sendo tocada, mas por quê?


Antigamente para lidar com o áudio, era um sistema analógico e o funcionamento é simples de entender:
Para quem teve toca-discos, se você colocasse o dedo em cima do disco e girasse para ele ficar mais rápido, a música ficava mais rápida e a voz mais 'fina' (aguda), certo?
Se você colocasse o dedo no disco e tentasse retardar ou desacelerar,  a música ficava mais lenta e a voz mais 'grossa' (grave).
Assim é o analógico e assim fizeram também com "With Or Without You" do filme 'Rattle And Hum', deram uma acelerada nela.
Aqui no vídeo abaixo eu desacelero a música do jeito analógico, onde a música ficará mais lenta e a voz mais grave.


No vídeo abaixo, mostro como é nos dias de hoje, e num mundo digital, onde tudo é possível, inclusive desacelerar a música e manter o tom da música intacto.


Por que só no filme 'Rattle And Hum', as apresentações de "With Or Without You", "Exit" e "Pride" são assim?
Acredito que Phil Joanou tomou essas decisões de 'ir com tudo' nessas músicas, como, subir a adrenalina de quem estava assistindo.
Nem no disco 'The Joshua Tree', Bono cantou "With Or Without You" no tom padrão, 'E' no mesmo tom que está no filme de 'Rattle And Hum', mas bem mais acelerada, pois no disco a música tem 110 BPM e ao vivo do 'Rattle' tem 116 BPM.

terça-feira, 15 de julho de 2025

Livros 'The Complete Lyrics' lançados pelo U2 trazem alguns erros, omissão de letras de canções gravadas pela banda, e inclusão de letra de música que não foi lançada oficialmente


O site U2 Songs escreve que em 2023 e 2024, o U2.COM ofereceu dois livros de letras como presentes de assinatura anual do site. O primeiro livro abrangeu o período de 1979 a 1988, enquanto o segundo abrangeu o período de 1991 a 2024. Os livros são chamados de 'The Complete Lyrics' no título. O foco está nas músicas que o U2 trabalhou e lançou ao longo dos anos. Elas não incluem covers, nem músicas que eles fizeram ao longo dos anos com outros, como "Sweet Fire Of Love", gravada e lançada por Robbie Robertson em 1987.
O presente de 2024 (o segundo livro de letras) sofreu atrasos na produção e só recentemente começou a ser enviado aos fãs. As primeiras cópias começaram a chegar no final de maio de 2025. 
Quando anunciados pela primeira vez em 2023, os dois livros foram originalmente anunciados para cobrir os anos de 1978 a 1995 e de 1996 a 2023. Eventualmente, os planos mudaram e o primeiro livro foi reduzido em tamanho para cobrir 1980 a 1988, e este livro mais novo foi primeiro alterado para cobrir 1991 a 2023, mas depois expandido para cobrir também 2024, incluindo o lançamento de 'How To Re-Assemble An Atomic Bomb'.
A primeira edição, que abrange a década de 1980, continha 96 páginas; a nova versão, que abrange de 'Achtung Baby' em diante, é 75% maior, com 168 páginas.
Em qualquer tentativa de fazer algo tão grande, é certo que haverá algumas omissões que passarão despercebidas na compilação.
No primeiro livro, faltam as letras de uma faixa de um disco e de três b sides:

"Like A Song"
"Love Comes Tumbling"
"The Three Sunrises"
"Boomerang I"

O primeiro livro também não incluiu nenhum material lançado em edições deluxe, o que de certa forma faz sentido, já que esse material não foi lançado originalmente no período de 1979 a 1988. Mas elas também não são abordadas na segunda edição, o que significa que essas músicas estão ausentes em ambos os livros. Também não traz o EP 'Early Demos', lançado como parte do box digital The Complete U2. "Shadows And Tall Trees" daquele EP pode ser encontrada entre as letras de 'Boy', mas faltam letras de duas outras músicas que não foram regravadas em lugar nenhum, "Street Missions" e "The Fool".

As letras das gravações do U2 que não aparecem em nenhum dos livros são:

"Speed Of Life"
"Saturday Night"
"Cartoon World"
"Angels Too Tied To The Ground"
"Disappearing Act"
"Wave Of Sorrow (Birdland)"
"Desert Of Our Love"
"Rise Up"
"Street Missions"
"The Fool"

Algumas outras músicas não foram mencionadas no livro, mas são instrumentais ou usam letras de outras pessoas, então não teriam sido incluídas mesmo se fossem mencionadas. Isso inclui "Yoshino Blossom" (instrumental), "Drunk Chicken / America" e "Beautiful Ghost / Introduction To Songs Of Experience".
O livro que abrange 1991 em diante é mais completo que o primeiro e inclui essas músicas de lançamentos deluxe junto com o álbum e lados B do álbum. Também não deixou nenhuma faixa do álbum perdida, e apenas algumas faixas mais obscuras não estão presentes. As faixas one-off de coletâneas, trilhas sonoras e outros projetos são coletadas com os álbuns em alguns casos. "The Ground Beneath Her Feet" e "Fast Cars" são colocadas com os álbuns em que apareceram como faixas bônus. "Stateless", "The Hands That Built America" e "Electrical Storm" aparecem todas com 'All That You Can't Leave Behind'. "Winter" e "Soon" aparecem com 'No Line On The Horizon'. "The Crystal Ballroom", "Invisible" e "Lucifer's Hands" aparecem com 'Songs Of Innocence' e "Ordinary Love" e "Book Of Your Heart" aparecem com 'Songs Of Experience'.
Não incluídas no segundo livro estão duas faixas do 'The Complete U2'. Tanto "Native Son" quanto "Xanax And Wine" estão faltando. "Xanax And Wine" é representada por "Picture Of You" e "Fast Cars" em outras partes do livro, pois se tornaram essas músicas. "Native Son" virou "Vertigo", mas com letras bem diferentes. 
Há um extra surpresa incluído entre as letras. Em 'No Line On The Horizon' está a letra de uma música que nunca foi lançada, "Glastonbury". A música estreou durante a turnê de 2010 e foi tocada em vários shows, porém o U2 nunca lançou uma versão final. Mais tarde, ela se transformou em "Volcano" e finalmente em "American Soul".
Outra inclusão surpresa neste segundo volume é a letra de "Fortunate Son", incluída entre as faixas de 'Achtung Baby'. A música foi usada como lado B de "Who's Gonna Ride Your Wild Horses", mas não é uma música do U2. A música foi escrita por John Fogerty e lançada como single pelo Creedence Clearwater Revival em setembro de 1969. Este é um dos maiores erros do livro.
Alguns outros erros aparecem ao longo do livro. Christy Moore não é creditado por coescrever a letra de "North And South Of The River".
Uma bela referência ao original, "Ito Okashi" está impressa em japonês. Da mesma forma, os versos italianos de "Miss Sarajevo" não são traduzidos. "Holy Joe" tem a letra da versão mais curta da música, da versão Garage Mix. Ao longo do livro, letras alternativas em músicas não são abordadas, portanto, as letras alternativas para o mix Lounge Fly de "The Fly" e as letras estendidas para "The Wanderer" do álbum da trilha sonora 'Faraway So Close' não aparecem. Um bônus adicional é que a letra de "I'm Not Your Baby" está incluída, da trilha sonora de 'End Of Violence'. O U2 só lançou apenas uma versão instrumental da música como lado B. A versão vocal com Sinead O'Connor só foi lançada na trilha sonora.
'Songs Of Surrender' é retratado no livro, mas não fica muito claro o que eles pretendiam. Dez músicas estão incluídas, embora o álbum tenha 16, 20 ou 40 músicas, dependendo da versão lançada. Apenas cinco das músicas incluídas no livro estão na versão básica de 16 faixas do álbum. Sete das músicas estão na versão de 20 faixas do álbum. Então não foi uma escolha de quais músicas estavam prontamente disponíveis. Em outras partes do livro, há ensaios de Rocky O'Riordan falando sobre as músicas de 'Songs Of Surrender', incluindo um ensaio sobre "Two Hearts Beat As One", "Dirty Day" e "The Miracle Of Joey Ramone", mas essas três músicas recriadas não estão incluídas no livro. As músicas incluídas em 'Songs Of Surrender' são "Bad", "Out Of Control", "Beautiful Day", "Get Out Of Your Own Way", "I Will Follow", "Pride (In The Name Of Love)", "Red Hill Mining Town", "Sunday Bloody Sunday", "Walk On (Ukraine)" e "With Or Without You".

segunda-feira, 7 de julho de 2025

O videoclipe de "Numb" do U2 foi inspirado no clipe de "I Wanna Be Loved" de Elvis Costello


No videoclipe de "Numb" do U2 de 1993, dirigido por Kevin Godley, The Edge senta-se em uma cabine e deixa que o beijem, tirem fotos com ele, conversem ao pé do ouvido, coloquem os pés em seu rosto. 
Este conceito já havia sido usado em 1984 para o videoclipe do cover soul de Elvis Costello, "I Wanna Be Loved".
Perguntado se foi uma homenagem ou uma cópia, Elvis Costello respondeu: "Acho que é uma piada recorrente entre os caras que sempre que os produtores do vídeo ficam sem ideia, eles refazem "I Wanna Be Loved". Veja "Sweetest Thing" do U2".

terça-feira, 1 de julho de 2025

Como "Zooropa" e "The Wanderer" se conectam


O U2 convidando Johnny Cash para aparecer em seu disco poderia ter sido uma jogada tão comentada quanto Bono usando um chapéu de cowboy enquanto gritava para B.B. King tocar "o blues, cara!" no filme 'Rattle And Hum' de 1988. 
Em 1993, no entanto, antes de 'American Recordings' produzido por Rick Rubin e de "Hurt", incluir Cash em uma música de rock era um gesto ousado e não um sucesso garantido. Mas enquanto Bono lutava para criar uma parte vocal para um arranjo de teclado escrito por The Edge, já intitulado "The Wanderer", ele percebeu que Cash seria perfeito para o papel. 
Em determinado momento, a música chegou a ser chamada de "Johnny Cash On The Moon".
Bono e Cash já haviam colaborado antes e, por sorte, o Homem de Preto logo tocaria em Dublin. A banda o encontrou nos bastidores e o convidou para ir ao estúdio para testar a música. Cash concordou e tudo deu certo. Na música, Cash canta como um sobrevivente do Antigo Testamento do livro de Eclesiastes, vagando "sob um céu atômico" e pregando com um baixo sintetizado tocado no que Edge descreveu como "a banda do Holiday Inn do inferno". 
O encerramento do álbum completa o ciclo de "Zooropa", já que Cash parece retratar uma versão do personagem "Eu não tenho uma bússola" de Bono da faixa de abertura, mas como um homem mais velho e sábio que decide seguir em direção ao desconhecido — um viajante que Bono chama de "o antídoto para o manifesto de incerteza de Zooropa".
“Se você imaginar o álbum se passando neste lugar, Zooropa", disse o engenheiro e produtor Flood, "justo quando você espera que o normal termine o álbum, você encontra alguém que está de fora da coisa toda, vagando por ali, discutindo. É como o ponto final perfeito. Isso lança uma luz totalmente diferente sobre a conceituação do disco".
No ano seguinte, Cash lançou a primeira de muitas colaborações com Rubin, dando início a uma retomada de carreira que durou até sua morte em 2003. No entanto, o U2 deu a Cash um lugar no novo mundo antes que uma nova geração percebesse. Cash retribuiria o favor em 2000 com seu cover de "One".
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