"Song For Someone" 360 Version

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

If You Wear That Velvet Dress (Jools Holland Feat Bono) - Audio

No verão de 2002, Bono regravou a canção "If You Wear That Velvet Dress" para o album " More Friends Small World Big Band Vol. 2.", juntamente com Jools Holland, sua 'Rhythm and Blues Orchestra' e o trompetista britânico de jazz, Guy Barker.
O U2 estava em estúdio dando retoques e regravando alguns vocais e instrumentos de algumas músicas do album Pop, para serem incluídas na coletânea The Best Of 1990 - 2000. Bono regravou os vocais de "Velvet Dress", que originalmente também faz parte do album Pop. A versão ficou totalmente diferente da versão original.
Jools Holland é um pianista e apresentador de televisão britânico. Desde 1992 apresenta o programa televisivo de música contemporânea Later with Jools Holland na BBC.
Audio:

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Children of the Revolution - Audio

No ano de 2001, Bono gravou um cover da banda T-Rex para a trilha sonora do filme do diretor Baz Luhrman, chamado "Moulin Rouge". O vocalista do U2 se juntou com dois de seus conterrâneos, Gavin Friday e Maurice Seezer; para fazer uma versão de "Children of the Revolution". Além dos vocais, Bono produziu, fez os arranjos e tocou guitarra na canção.
A versão da música que toca no filme é um remix, diferente da versão original da trilha sonora. Esse remix nunca foi lançado oficialmente.
O filme se passa em 1899 e gira em torno de um jovem poeta, Christian, que desafia a autoridade de seu pai ao se mudar para Montmartre, Paris; um lugar amoral, boêmio e onde todos são viciados em absinto. Lá, ele é recolhido por ninguém menos do que Toulouse-Lautrec e seus amigos, cujas vidas são centradas em Moulin Rouge, um mundo miserável (mas cheio de glamour) de sexo, drogas, eletricidade e, o que é ainda mais chocante; de cancã. É então que Christian se condena ao apaixonar-se pela maior estrela de Moulin Rouge, Satin.
Na trilha sonora de Moulin Rouge encontram-se grande nomes do circuito musical mundial: Bono, Christina Aguilera, Maya, Pink, Fatboy Slim, David Bowie e Beck são algumas das atrações principais. Mas claro que o 'prato principal' fica por conta do espetáculo das vozes de Nicole Kidman e Ewan McGregor.

Curiosidade: a canção 'Elephant Love Medley', tocada no filme e presente na trilha sonora; contém uma linha da canção Pride (In the Name of Love), do U2.
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Audio 'Children Of Revolution':

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Elephant Love Medley- Cena de Moulin Rouge:
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Trailer:

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

U2 Live In Germany - DVD


DVD U2 Live In Germany, contendo a apresentação do U2 no ano de 1983 no festival Rockpalast. DVD nacional não oficial lançado em 2008 pela Koalla Entretenimento e produzido pela Sony DADC Brasil.

Em 20 de agosto de 1983, durante a turnê do album War; o U2 participou do Festival Rockpalast, tocando no Anfiteatro de Loreley em St. Goarshausen, Alemanha.
O concerto foi transmitido por uma TV Alemã, como parte da série de shows do Rockpalast.
O U2 tocou um repertório de 13 músicas de seus três primeiros albuns: Boy, October e War.
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Curiosidade: As versões de I Will Follow, Sunday Bloody Sunday, The Electric Co., New Year's Day e 40 deste show foram incluídas no album Under A Blood Red Sky.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

The Joshua Tree 20th Anniversary Edition Remastered Album - CD



CD The Joshua Tree Remastered, lançado em 2007 para comemorar os 20 anos de lançamento do album que levou o U2 ao topo. Edição nacional, cd simples.
O álbum foi rigorosamente remasterizado a partir dos tapes originais, com a supervisão de The Edge.

Antes de 1987, o U2 havia lançado álbuns de qualidade como Boy, War e The Unforgettable Fire. Mas foi com The Joshua Tree, daquele ano, que o grupo consolidou definitivamente fama e prestígio. O disco fez do U2 uma das maiores bandas de rock de todos os tempos.The Joshua Tree ganha uma edição especial com áudio remasterizado digitalmente, em trabalho dirigido por The Edge. A qualidade sonora é impressionante. Quanto ao repertório, pouco a dizer: somente clássicos como Where The Streets Have No Name, I Still Haven't Found What I'm Looking For, With Or Without You, Bullet The Blue Sky, Running To Stand Still, In God's Country, One Tree Hill. Canções de amor, esperança, desespero, engajamento político. Obrigatório em qualquer acervo.

Curiosidade: pela primeira vez no Brasil, o The Joshua Tree sai em CD com as fotos originais da capa e contracapa idênticos ao vinil lançado em 1987. Além disso, foram incluidas fotos inéditas e resenhas no encarte.

Wire (NME Dub Mix) - NME Poll Winners Sampler Promo Unreleased Mix


Em 1985 a revista inglesa NME (New Musical Express) produziu um vinil versão 7', compilado por Roy Carr; com músicas de algumas bandas vencedoras do prêmio de melhores artistas de 1984 na escolha do público. O single foi dado aos leitores da revista em Maio de 1985, junto com a revista NME que continha o resultado dos vencedores. E a música do U2 inclusa neste single foi Wire. O interessante é que a música é um mix diferente da versão do album The Unforgettable Fire. Foi denominada no selo do single como 'Dub Mix', mas também é conhecida como 'Celtic Dub Mix'.
Os outros artistas que tiveram músicas inclusas no single foram: Bronski Beat, Cocteau Twins e The Smiths.
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Áudio:

Stay (Faraway So Close) Craig Armstrong Orchestral Version 2002 - Audio

Craig Armstrong estudou na Royal Academy of Music de Londres, onde especializou-se em composição e piano. Durante este tempo, ganhou vários prêmios, incluindo o Charles Lucas Prize e a bolsa de estudos em composição da Harvey Lohr. Foi premiado com a bolsa de estudos em composição do Trinity College. Desde então, Armstrong compôs vários concertos, trilhas sonoras, projetos solos e colaborações. Foi comissionado da Scottish Chamber Orchestra, da BT Ensemble e da Royal Scottish National Orchestra. Também trabalhou extensamente para o teatro, compondo vários trabalhos para o Tron Theatre e para a Royal Shakespeare Company.
Craig Armstrong trabalhou com U2 nas canções: Miss Sarajevo (Single Version), Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me, Please (Single Version), Two Shots of Happy, One Shot of Sad e The Ground Beneath Her Feet.
Com Larry Mullen e Adam Clayton, ele trabalhou em Theme From Mission Impossible. E também trabalhou na canção Goldeneye, cantada por Tina Turner, e escrita por Bono e the Edge.
No ano de 2002, durante uma parada na segunda parte da Elevation Tour; Bono entrou no estúdio para regravar os vocais da canção 'Stay (Faraway So Close)', que seria incluída no album As If To Nothing, de Craig Armstrong.
A nova versão da música ficou bem diferente da original. Ficou magnífica, comovente.
Craig fez toda a orquestração, arranjos vocais e coro; além de tocar piano. Os teclados e programações ficaram por conta de Stephen Hilton. E Bono mais uma vez eternizou o vocal da canção.

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Audio 'Stay Faraway So Close (Craig Armstrong 2002)':

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Stories For Boys (Demo) - Audio

Em dezembro de 1979, foi lançada apenas em vinil uma coletânea chamada 'Jut For Kicks', com 12 diferentes bandas de Dublin, Irlanda . O U2 tinha tinha lançado seu primeiro EP,'Three'; apenas dois meses antes desta coletânea. O U2 ainda era uma banda desconhecida.
O U2 contribuiu neste album com uma versão demo de Stories For Boys. Uma versão alternativa da outra versão da música, lançada no EP Three.
Nesta versão, a bateria de Larry soa muito mais alta, a música não se inicia com o recurso 'fade in' e o final da música é um pouco mais longo.
A versão encontrada nesta coletânea e a versão encontrada no EP Three, são as versões mais antigas de Stories For Boys, que depois foi regravada e lançada no album de estréia da banda, chamado 'Boy'.
A coletânea 'Just For Kicks' é um dos mais antigos trabalhos do U2.
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Observação: Uma música encontrada nesta coletânea, "Something's Better Than Nothing" da banda The Teen Commandments, tem a participação de The Edge na guitarra. É a colaboração mais antiga de um integrante do U2 com outra banda ou artista.
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Video de 'Stories For Boys', tocada ao vivo no programa Late Late Show em janeiro de 1980. É similar à versão encontrada na coletânea 'Just For Kicks':

Curiosidade: O jornalista que aparece no video comenta naquele momento (1980, o U2 iniciando a carreira e ainda uma banda desconhecida) que os garotos tem potencial, farão sucesso e que provavelmente o U2 será a banda do futuro!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

46664 (Long Walk to Freedom) / American Prayer - Audio

A Aids tirou mais vidas que "as guerras, as fomes e as inundações", afirmou o ex-presidente Nelson Mandela durante um show para conscientizar ao mundo sobre a necessidade de frear a devastadora pandemia.
O concerto, organizado em 2004 pela fundação que leva seu nome em associação com a campanha "Staying Alive" (Mantendo-se vivo) da MTV, foi transmitido ao vivo de um estádio da Cidade do Cabo e estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas no mundo acompanharam o evento pela televisão via satélite ou por Internet.
Bono, Bob Geldof, Queen, Peter Gabriel, Eurythmics, Beyoncé Knowles, Yusuf Islã (ex-Cat Stevens), Youssou N'Dour, Jimmy Cliff, Anastacia, The Corrs e outros artistas internacionais, cantaram durante quase cinco horas para lembrar ao mundo a realidade de uma epidemia que já infectou mais de 40 milhões de pessoas, 75 por cento delas na África subsaariana.
Apesar do brilho de tantas lendárias estrelas e novos talentos da música popular, foi a presença de Mandela que obteve a ovação mais estrondosa por parte da multidão de quase 40.000 pessoas que presenciou o concerto.
"A Aids já não é só uma doença, é um assunto de direitos humanos", disse Mandela que subiu ao palco vestindo uma camiseta preta com o número 46664 pintado em branco no peito.
O concerto fez parte da campanha "46664 - Doe um minuto de sua vida para deter a Aids" lançada em outubro passado em uma cruzada para reunir fundos destinados a combater a Aids.
O número 46664, foi atribuído a Mandela na prisão da ilha Robben, onde passou 18 dos 27 anos em que esteve preso durante o antigo regime segregacionista do "apartheid". Em uma ação global, esse mesmo número é utilizado para arreecadar doações para a campanha. Precedido do código de cada país, a ligação telefônica doa à entidade o valor equivalente a um minuto de ligação. "O 46664 foi meu número de prisioneiro durante meus anos na ilha Robben. Minha existência ficou reduzida a este número", assinalou Mandela, que ressaltou que "milhões de pessoas infectadas pelo vírus da Aids correm perigo de ser reduzidas a meros números (estatísticas) a menos que atuemos agora".
"Eles também estão cumprindo uma sentença em vida e é por isso que permiti que meu número sirva para orientar esta campanha", acrescentou o Prêmio Nobel da Paz de 1992.
Cada um dos 24 artistas participantes fez um breve discurso contra o Aids antes de entoar suas canções, sendo um dos mais aplaudidos Bob Geldof, que na década dos 80 foi condecorado por sua luta contra a fome na África através de seu show "Live Aid".
"A Aids deixou de ser algo que causa vergonha, é só outra condição médica mas com uma solução política", afirmou Geldof, que explicou que "é política porque os ricos do mundo podem desenvolver drogas para combater a doença, mas os pobres não podem adquiri-las".
Peter Gabriel tocou sua canção Biko - líder nacionalista negro que morreu em 1977 por causa das agressões que recebeu na prisão -, enquanto que a estrela britânica Ms Dynamite jogou preservativos para multidão depois de entoar Don't Throw Your Life Away (Não jogue sua vida no lixo).
O Queen tocou uma música nova, Invincible Hope (Esperança invencível), que inclui palavras de Mandela, o que levou os membros da banda a brincar que "Madiba", o apelido tribal com o qual muitos estrangeiros expressam seu carinho pelo estadista, "virou um rapper".
Durante o concerto foram pronunciadas mensagens de apoio de personalidades conhecidas, incluindo o ex-presidente americano Bill Clinton, Robert De Niro, Sir Ian McKellen e Annie Lennox.
A arrecadação de todos os fundos obtidos ficou com a Fundação Nelson Mandela e foram destinados a várias áreas de luta contra a Aids. 46664 (Long Walk to Freedom): Em 2002 , Bono escrevia com Joe Strummer, do The Clash e David A. Stewart, uma canção com o título inicial de 'Nelson Mandela's Prision Number '46664'.
Esta canção iria ser usada para atrair a atenção em relação à devastação que a AIDS causava na Africa. Joe Strummer acabou falecendo em 2003 antes de terminarem o projeto. E ficou à cargo de Bono e David Stewart finalizar a canção e gravar em estúdio.
Em 2004 Bono, The Edge, David A. Stewart, Abdel Wright e Youssou N'Dour tocaram a canção ao vivo no concerto 46664.

----------------------------------------------------- American Prayer: A música composta por Bono e Dave Stewart foi apresentada por Bono pela primeira vez, no final de 2002, durante a Heart of America Tour, jornada da qual ele participou viajando pelo interior dos Estados Unidos para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de ajuda à Africa. A base da canção tinha uma bateria eletrônica e parecia ser uma demo gravada em estúdio, porque Bono nessa apresentação cantou ao vivo em cima de uma primeira voz dele já pré gravada.
Dave Stewart comentou sobre a canção: "Eu e Bono trabalhamos numa canção que sofreu diversas mudanças, chamada American Prayer. Produzimos ela com artistas americanos. Gravamos com Beyonce e The Neptunes. A idéia dessa canção, e a razão pela qual produzimos ela só com músicos americanos. É porque a música fala sobre como a América, como um país e uma filosofia, era uma boa idéia que parece ter perdido seu papel. Seria muito mais sábio para a América acordar e ajudar países em dificuldades do que construir um maciço sistema de defesa que pode ser derrubado. Nada desarma mais do que o amor."
Bono, The Edge, Beyonce e Dave Stewart tocaram a canção ao vivo no Concerto 46664, no ano de 2004, em uma versão bem diferente da apresentada por Bono no ano 2002. A versão apresentada no concerto era acústica e com arranjos diferentes.
Uma versão de estúdio desta música nunca foi lançada e permanece inédita.
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Neste concerto, Bono e The Edge cantaram uma versão de 'One/Unchained Melody'; e Bono participou juntamente com Queen, Anastacia, David A Stewart e Andrews Bonsu da canção 'Amandla'.

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Video 'American Prayer':


Video: 'Long Walk To Freedom'

Vertigo Tour São Paulo - 21 de Fevereiro de 2006

O público paulistano, juntamente com pessoas que vieram do Brasil todo, estavam prontos para assistir à segunda apresentação do U2 da turnê Vertigo, aqui no País. O U2 conseguiu lotar o Estádio do Morumbi mais uma vez. O estádio pareceu ainda mais cheio de gente, do que no show anterior. No início, o Morumbi se dividia em dois grupos: dentro, a euforia e fora, o desespero pelo ingresso. A Polícia Militar estimou que aproximadamente 20 mil pessoas estavam, durante o show da banda, para fora do estádio. Os raros ingressos que apareciam nas mãos dos cambistas, oscilavam entre R$ 400,00 e R$ 700,00.
A segunda noite da Vertigo Tour em São Paulo

Wake Up, música do Arcade Fire cantada em coro por poucos dentro do estádio anunciava que o começo estava próximo. Naquele momento, cerca de 72 mil pessoas esqueceram todos os problemas, confusões e desencontros enfrentados para conseguir estar ali. Para muitos, foi bem nessa hora, de braços erguidos, cantando os "oh, ohs" da canção do grupo canadense que caiu a ficha. Em poucos instantes o U2 em carne, osso, luz e som iria estar ali. A viagem musical estava prestes a começar.
O clima denso deixado pelos últimos acordes de “Wake Up” é interrompido pelos urros da platéia. As luzes se acendem, surge The Edge no palco com sua guitarra. O riff explode minutos depois num slide cortante que ecoa por todo o estádio. É "City of Blinding Lights". Bono no palco traja uma jaqueta com a bandeira do Brasil. Começa a cantar levando a música (e o povo todo) tranqüilamente até o refrão. Catarse. O som, as luzes, a banda arrepiam até o último fio de cabelo da pessoa mais cética do público.
Em seguida, "Vertigo". O volume que essa canção ganha com as vozes da platéia é impressionante. Mais impressionante ainda é observar de cima a devoção do público completamente rendido. Os "ô-ô-ôs" de “Vertigo” foram repetidos exaustivamente durante todo o show, quando havia alguma brecha entre uma música e outra, transformando-se num espetáculo à parte.
O início da segunda apresentação foi praticamente igual ao da noite anterior.
'Elevation' faz a platéia cantar a introdução e explodir num grito de 'Eeeeleeevaaaaationnnnnnnnn'.
'Until The End Of The World' provoca arrepios e a galera canta 'love, love, love' junto com Bono. O baixo marcante de Adam na introdução de 'New Year's Day' provoca histeria coletiva. E o público sabe de cor onde bater palma, qual trecho repetir depois que Bono canta. Parece tudo ensaido antes.
Em "I Still Haven´t Found What I´m Looking For", os discursos de Bono em português e referências ao futebol nacional.
"Ontem tocamos ao vivo para todo o Brasil, pela televisão. Hoje é nossa festinha particular." Foi assim que o vocalista definiu a apresentação até aquele momento.
O "ai, ai, ai, ai........tá chegando a hora" foi repetido em Beautiful Day.
A banda deixa o palco, com as luzes apagadas. The Edge pega o violão e no meio da galera, nas passarelas da tão disputada Hot Area; executa com Bono uma versão acústica de "The First Time", do album Zooropa. A primeira diferença no setlist ao dia anterior. O público quase pode alcançá-los.
Na seqüência, o momento mais inusitado das duas apresentações: a estudante Desirê subiu ao palco e, com muita presença de espírito, se apresentou ao vocalista com a pronúncia de seu nome em inglês, "Desire". Foi o que bastou para Bono sinalizar The Edge e tocarem uma versão improvisada da música.
"Sometimes You Can´t Make It On Your Own", música escrita por Bono para homenagear seu pai, morto em 2001, foi um momento emocionante. Ao fundo no telão, a animação de um bonequinho andando dava cor ao clima.
"Love Peace or Else" leva Larry Mullen com um pedaço de sua bateria até o meio da passarela, para tocar perto do povo. Bono batucou também e deu o gancho pra parte politizada do show.
"Sunday Bloody Sunday" fluiu como na noite anterior, com o vocalista pedindo a "coexistência" dos povos. "Judeus, cristãos e mulçumanos, todos filhos de Abraão".
"Bullet The Blue Sky", com The Edge concentrado nos solos, leva Bono vendado com uma faixa até o sinalizador de fumaça no meio do pit, numa espécie de "bandeira branca" igual aquela que usava na época do War, mas em versão atualizada.
"Miss Sarajevo" tem a declaração universal dos direito humanos. Corajoso, o vocalista encara um tenor, assumindo para si a responsabilidade de ter que encarar a voz do Pavarotti. E não decepciona.
"Pride" e "Where the Streets Have no Name" rompem o silêncio e arrepiam novamente. A sensação que se tem é que, apesar da parafernália toda, o estádio gigante, o público em uníssono, ainda são só quatro caras tocando. E se divertindo de verdade.
Agora,"One"; com Bono pregando a união entre os povos. E final de primeiro ato.
O bis é uma homenagem à Zoo TV. Aliás, a seqüência das músicas é a mesma que abria a turnê. "Zoo Station" e "The Fly" são ótimos momentos do show; com muita guitarra, barulho e efeitos.
Se o público queria dançar, tinha "Mysterious Ways". Bono chama uma garota aleatória ao palco, mas ao contrário da noite anterior, ela não fica em "With or Without You". Todos cantam juntos.
Uma versão acústica de 'Yahweh', com a presença de Larry Mullen no orgão; aparece como surpresa no show. O telão exibe uma animação incrível.
E para terminar em grande estilo a apresentação no Brasil, a declaração de amor "All I Want Is You", que ganhou um trechinho de "Love Rescue Me", canção da banda composta junto com Bob Dylan.
E assim terminou. Ao final de mais de duas horas, as luzes e acenderam e todo mundo se esqueceu das 14 horas passadas em filas, das outras tantas penduradas ao telefone.
Ver um show do U2 vale qualquer sacrifício......................

Observação: o áudio existente desse show é regular e contém o show na íntegra. O show completo foi gravado em vídeo, com qualidade muito boa, amadora. Item essencial na coleção.--------------------------------------------------------------
Video 'All I Want Is You':

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Setlist:
City Of Blinding Lights, Vertigo, Elevation, Until The End Of The World, New Year's Day, I Still Haven't Found What I'm Looking For / Está Chegando A Hora (snippet), Beautiful Day / Blackbird (snippet), The First Time, Desire / Not Fade Away (snippet), Sometimes You Can't Make It On Your Own, Love And Peace Or Else, Sunday Bloody Sunday, Bullet The Blue Sky / When Johnny Comes Marching Home (snippet) / The Hands That Built America (snippet), Miss Sarajevo, Pride (In The Name Of Love), Where The Streets Have No Name, Oneencores: Zoo Station, The Fly / (I Can't Get No) Satisfaction (snippet), Mysterious Ways, With Or Without You, Yahweh, All I Want Is You / Love Rescue Me (snippet)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Vertigo Tour São Paulo - 20 de Fevereiro de 2006

Durante mais de um mês os fãs do U2 sofreram. A ansiedade e angústia eram incontroláveis.
E então o dia da recompensa finalmente chegou com os dois shows que certamente ficaram na memória de quem esteve no Morumbi, São Paulo; nos dias 20 e 21.

A primeira noite da Vertigo Tour no Brasil

Os escoceses do Franz Ferdinand abriram a noite. A apresentação deles foi muito boa.A banda de Alex Kapranos fez um show interessante e divertido. Mandaram músicas dos seus dois (bons) álbuns, levantaram o público nos semi-hits "Do You Want To" e "Take Me Out", agradeceram em português e fizeram o público bater palma.
Meia hora depois da apresentação do Franz Ferdinand, o som de "Wake Up" do Arcade Fire' tocou alto no sistema de som do estádio. Para os fãs que vinham acompanhando a turnê ou pelo menos para as pessoas que assistiram com atenção o DVD Vertigo Live In Chicago, sabiam que aquela música era a deixa que o espetáculo 'vertiginoso' iria começar. As quase 80 mil pessoas (74 mil anunciadas) se agitam. As luzes se apagaram.............
Depois da voz misteriosa gritando "Everyone, everyone", The Edge surge pontualmente às 21h50 com clima de suspense, no canto do palco coberto por um jogo de luzes e fumaça vermelha, tocando os primeiros acordes da noite.
Bono surgiu na passarela que abraça o público, usando óculos verdes e vestindo uma jaqueta verde com a bandeira do Brasil. Logo depois inverteu a jaqueta que tinha cores da turnê, preto e vermelho. Larry Mullen e Adam Clayton mais discretos, olhavam atentamente a multidão que os venerava.
City Of Blinding Lights, do mais recente CD, “How To Dismantle An Atomic Bomb” é super bem recebida pelo público, que canta, pula e roda camisetas, lenços, faixas e o que tiverem em mãos. Na letra, Bono inclui 'São Paulo', para delírio geral. A canção funcionou perfeitamente como ponto de partida para o espetáculo.
O U2 não queria deixar o ritmo diminuir e resolveu bombardear a platéia com a segunda canção. Larry tocou uma introdução de bateria que logo a platéia reconheceu. O Morumbi tremeu quando a o público fez a contagem de "uno, dos, tres, catorce", junto com Bono; antes de explodirem com o som do riff da guitarra de The Edge.
A terceira música da noite foi Elevation, que precisou de segundos para que a platéia imitasse os gritos da introdução de Bono, deixando o próprio e os outros três integrantes com sorrisos e semblantes assustados, com tanta energia e reconhecimento do público. A diferença de receptividade e calor humano do povo Brasileiro.
Em português, Bono avisa: 'Oi galera! agora é a nossa vez'.
Voltaram um pouco no tempo com "Until the End of the World", de 1991. Bono foi até a ponta da passarela, pegou uma bexiga de alguém na platéia e abriu um pacote da bolacha Bono. Saiu comendo um biscoito enquanto a banda voltava 23 anos atrás, com "New Year's Day", do disco War, de 1983.
O entusiasmo do público permaneceu inalterado, e muitas vezes os gritos deste superaram a massa sonora que emanava do palco. A música provocou sentimentos diversos em todos. The Edge se revezava entre o piano e a guitarra, enquanto Adam Clayton desfilava pela passarela com seu baixo.
Bono agradeceu do palco à banda de abertura, Franz Ferdinand, e brincou que da próxima vez serão eles à abrir o concerto dos escoceses.
E emendou em inteligível português "Copa do Mundo. Prontos para o Hexa. U2 é irlandês, Deus é Brasileiro". Como em 1998, em 2006 também não deu certo o pedido.
Depois de dar boas vindas à Amapá, Bahia, Santa Catarina e Amazonas, a banda iniciou "I Still Haven't Found What I'm Looking For", onde Bono dividiu o vocal com 80 mil vozes.
Bono brincou mais uma vez em português puxando o coro de "Ai, ai, ai, ai, tá chegando a hora" como introdução para "Beautiful Day", que foi bem recebida pelo público. Bono improvisou ainda na letra nomes de estados brasileiros.
O baterista Larry Mullen e o baixista Adam Clayton descansaram enquanto Bono fez duo com o guitarrista The Edge em uma versão acústica de "Stuck in a Moment (You Can´t Get Out Of)". Larry e Adam se juntaram aos dois no finalzinho da canção, onde Edge cantou o último trecho da música.
Em memória ao seu pai, morto recentemente; Bono dedicou "Sometimes You Can´t Make it on Your Own", com uma frase em português dizendo: 'Para o meu pai'.
A banda inteira caminhou em passarelas no meio do público e no meio dos fãs tocaram "Love and Peace on Earth". Na seqüência, Bono pegou uma faixa com uma crescente árabe no lugar do C, uma estrela de Davi no X e uma cruz cristã no T. A faixa Coexist foi amarrada na testa de Bono enquanto Larry Mullen tocou a introdução clássica de bateria de "Sunday Bloody Sunday". Finalmente o público brasileiro estava ouvindo a canção em sua forma original (em 1998, ela foi tocada de forma acústica e cantada por Edge). Bono puxou o coro anti-intolerância religiosa.
A música seguinte foi "Bullet The Blue Sky", onde imagens do telão se fundiam com luzes vermelhas e solos cortantes de Edge. Um trechinho de 'The Hands That Built America' foi cantado, e Bono foi andando de olhos vendados pela passarela, até chegar em um microfone e acender um sinalizador. Muita fumaça vermelha no palco.
Com introdução de The Edge no piano, Bono monopolizou a atenção da platéia ao cantar "Miss Sarajevo", fazendo inclusive voz de tenor no trecho italiano da canção. Magnífica execução. No telão, a Declaração dos Direitos Humanos.
"Pride" veio para o público cantar com fé o refrão "in the name of love". Ao final, no telão foram mostradas bandeiras de países latino americanos, e Bono falou para a platéia que : 'cantem para o Peru, Chile, México, Argentina.........", e Bono ouviu uma sonora vaia que ecoou por todo o Estádio. A rivalidade entre Brasil e Argentina está em todos os lugares. Mas as vaias duraram apenas até Bono gritar bem alto 'Brasil', e arrancar gritos e aplausos do público, que vão ao delírio com "Where The Streets Have No Name".
Bono pediu que todos levantem os telefones celulares, as luzes se apagaram e o estádio foi tomado pelas luzes dos aparelhos. Bono ficou surpreso com a quantidade de luzes de celulares que iluminam o estádio. Ele aproveitou pra dizer: “Nós amamos o Brasil. Nós amamos o carnaval porque todos se unem: ricos e pobres, velhos e jovens, direita e esquerda; porque para combater a pobreza devemos nos unir...”, então, finalizou na nossa língua: “...como um só”.
Esse discurso pela igualdade e contra a pobreza foi seguido pelos primeiros versos de One. Uma platéia emocionada cantou junto com a banda.
E a primeira parte do show foi finalizada. A banda saiu.
O segundo bloco é Achtung Baby, e começou com um vídeo no telão imitando uma daquelas máquinas caça-níqueis de cassino em que figuras iguais pagam um prêmio ao jogador. A primeira 'rodada' da imensa máquina virtual foi uma referência ao futebol brasileiro, com fotos de Ronaldo e da Copa. A segunda, teve o presidente Lula e o presidente George Bush (que foram vaiados, para variar), e na terceira, quatro bonequinhos da capa do CD Zooropa. O 'zoo baby' mexe a boca para gritar 'Mamma, mamma, mammaaa'. No telão, Bono aparece dançando; para êxtase geral. The Edge toca uma introdução barulhenta, onde Bono 'vem' do telão para o palco, com um quepe na cabeça; para cantar Zoo Station.
A próxima canção é The Fly, onde letras e frases subliminares explodem no telão, hipnotizando quem observa. Versão pesada.
Para finalizar Achtung Baby, Mysterious Ways. Bem dançante e sempre empolgante.
Agora o momento da fã que é escolhida pra subir ao palco e dançar com Bono em “With or Without You”. Bono dá adeus à fã, e se despede de São Paulo e do Brasil, mas ainda não era o fim.
Depois de mais uma pausa, o U2 volta com a pesada e barulhenta “All Because of You”, do recente album.
Com um introdução de teclado sensacional, a banda toca mais uma do album novo; a maravilhosa “Original of the Species”, com animações do videoclipe mostradas no telão. Um dos pontos altos da noite.
Agora, sim, hora de agradecer aos fãs pelo carinho e até ao presidente Lula pela hospitalidade. “Pobreza zero”, pregou Bono.
A despedida vem em alto estilo com “40”, onde Adam vai pra guitarra e The Edge toca baixo. Cada integrante vai saindo do palco , um a um, enquanto mais de 70 mil vozes cantavam "how long we sing this song?".
Bono pendura um terço no microfone. E vai embora.
Larry finaliza a música. Olha para a platéia por uns segundos e volta a tocar um pedaço da canção.
Larry vai embora e duas horas e quinze minutos depois do início; um dos melhores shows de toda a turnê Vertigo é finalizado.
Depois de uma maratona para compra de ingressos e do preço nada convidativo para a maioria (a entrada mais barata custava R$ 200), a platéia que deixou o Morumbi na madrugada da terça-feira parecia ter se esquecido de todos os contratempos. Na multidão que deixava o estádio, os comentários e as expressões nos rostos pareciam exibir alegria, um sentimento de realização e de alívio, por ter assistido a um show que fez história em São Paulo.
Quem não esteve no estádio, pode acompanhar pela transmissão da TV, que teve alto índices de audiência.
E ainda tinha mais uma noite...............
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Setlist:
City Of Blinding Lights, Vertigo / She Loves You (snippet), Elevation, Until The End Of The World, New Year's Day, I Still Haven't Found What I'm Looking For / Está Chegando A Hora (snippet), Beautiful Day, Stuck In A Moment You Can't Get Out Of, Sometimes You Can't Make It On Your Own / Torna A Surriento (snippet), Love And Peace Or Else, Sunday Bloody Sunday, Bullet The Blue Sky / When Johnny Comes Marching Home (snippet) / The Hands That Built America (snippet), Miss Sarajevo, Pride (In The Name Of Love), Where The Streets Have No Name, One
encores: Zoo Station, The Jean Genie (snippet) / , The Fly / (I Can't Get No) Satisfaction (snippet), Mysterious Ways, With Or Without You, All Because Of You, Norwegian Wood, Original Of The Species, 40
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Video 'The Fly':


Video ' Where The Streets Have No Name ':


Video '40':

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Observação: o áudio e o vídeo existentes desse show tem qualidade excelente e contém a apresentação na íntegra. O show foi exibido na TV pelos canais Globo e Multishow.
O bootleg deste show é considerado por fãs do U2 de diversas partes do mundo, como uma das melhores performances do U2 ao vivo. Registro obrigatório na coleção!
Curiosidade: nos show da turnê Vertigo, bem em frente ao palco tinha a chamada "Hot Area' (uma área vip, bem perto da banda). O interior das 'ferraduras' era a área vip para convidados da banda, com capacidade para 4 mil pessoas. Só entravam nela os convidados do grupo e pessoas 'sorteadas' pela equipe do U2 na entrada do show.
Aqui no Brasil, as 4 mil primeiras pessoas das filas em cada dia dos shows tiveram acesso à esse local. Os felizardos que conseguiram um desses 4 mil lugares, tiveram a oportunidade de ver a banda à meio metro, às vezes apenas à um palmo de distância. Dava pra ouvir a voz de Bono sem precisar da amplificação dos microfones, dava pra ver as veias do braço de Larry, o cadarço da bota do Bono, os anéis nos dedos do Adam, os fios desfiados na calça de Edge.....................


Um dia 'amargo' no Pão de Açúcar - os problemas na venda de ingressos para o show do U2

Os fãs do U2 esperaram ansiosos por 8 anos por notícias de novos shows aqui no Brasil. E no final de 2005, depois de muitos rumores; o que era esperado se concretizou: "Pão Music e BenQ Mobile apresentam U2 no Brasil". Aqui a notícia detalhada: http://www.edelman.com.br/noticias_det2.asp?cod_noticia=221

Mas o que marcou a venda de ingressos foi o caos, tumulto e falha na organização. Além das filas quilométricas, pessoas vendiam lugares na fila, cambistas faziam a festa, sistemas fora do ar (para pagamento e impressão de bilhetes), idosos e grávidas furando fila, a ineficiência da polícia e muita confusão. Ocorreram várias queixas em delegacias por causa do ocorrido.
Constrangimento para uma das maiores e mais tradicionais marcas do País.
A rede Pão de Açúcar causou a ira na multidão frustrada por não conseguir comprar ingressos para o show da banda U2, que estava marcado para 20 de fevereiro de 2006 no estádio do Morumbi, em São Paulo. O protesto foi transmitido ao vivo pela Rede Globo em horário nobre, com audiência estimada em quase cinco milhões de pessoas. Eram sete horas da noite de segunda-feira 16 de janeiro de 2006, um dia desastroso para a imagem da maior rede de supermercados do País. Desde a madrugada anterior, filas quilométricas haviam se formado em frente a 12 lojas (10 em São Paulo, duas no Rio de Janeiro). Mais de 100 mil pessoas se aglomeravam para adquirir os 73 mil ingressos para o show. Deu tudo errado. A impressão dos bilhetes eletrônicos se arrastava por 10 a 20 minutos. Fãs mais afoitos furavam a fila. Idosos e gestantes recebiam “gorjetas” para comprar ingressos. Na internet, o site, congestionado, não funcionava. Os clientes tradicionais iam às compras e não conseguiam entrar nas lojas. Quando, no final do dia, a direção da rede resolveu fechar três supermercados, o tumulto se instalou. Em alguns deles, houve chutes nas portas e depredação de placas com o logotipo da companhia.
Nem paredes, nem portas ficaram tão machucadas quanto a marca Pão de Açúcar. “Pegou mal para a empresa porque gera frustração no público”, disse Adriana Cury, presidente da McCann Erickson.
Na realidade, o Pão de Açúcar teve apenas uma parcela da culpa. O grupo da família Diniz foi uma das patrocinadoras dos shows do U2 e emprestou suas lojas. A operação da venda de ingressos ficou sob responsabilidade dos promotores, a Planmusic e a Accioly Entretenimentos. O mico sobrou para o Pão de Açúcar por ser a marca de maior visibilidade e a única entre as três com contato direto com o consumidor final. Por isso, pergunte a qualquer um dos 100 mil fãs que penaram na fila sob um sol de 35 graus: quem foi o responsável por tal calvário? A resposta imediata: Pão de Açúcar.
Tão logo a situação tornou-se insustentável, os executivos elaboraram um plano de emergência. Gerentes e funcionários distribuíram senhas e colheram nomes e telefones dos fãs. A seguir, criaram um banco de dados com as informações. Na quarta-feira 18, atendentes do call center da companhia começaram a ligar para as pessoas interessadas e marcaram horário e local para retirada do ingresso. A companhia publicou nos jornais comunicados com informações sobre o assunto. Quem teve sorte na fila, saiu com o ingresso. Quem teve sorte de pegar ao menos uma senha depois de 14 horas na fila, conseguiu uma semana depois ter os ingressos em mãos. E o restante das pessoas?
Logo depois de toda a confusão em que milhares de pessoas não conseguiram o ingresso, a produção confirmou um segundo show, para o dia 21 de fevereiro.

E a venda de ingressos tinha mudado radicalmente. Linhas telefônicas em São Paulo e Rio de Janeiro passariam a receber ligações às 16 horas do dia 5 de Fevereiro.
74 mil ingressos seriam vendidos, com cota de ingressos limitadas à quatro por pessoa e controlada pelo CPF do comprador. Em 4 ou 5 horas de venda por telefone; os sortudos que conseguiram completar a ligação esgotaram os ingressos para o segundo dia do show.
Os compradores fizeram um cadastro por telefone e receberam instruções para efetuar o pagamento, em dinheiro, em qualquer agência do banco Itaú, em todo o país, nos dias 6 e 7 de fevereiro. A retirada dos ingressos foi feita entre 13 a 21 de fevereiro (exceto dia 18), em São Paulo, no estádio do Pacaembu, inclusive no dia do show (21).
Entre 15 e 19 de fevereiro, pessoas que optarem por pegar seus ingressos no Rio de Janeiro se dirigiram ao Jockey Club Brasileiro, Hipódromo da Gávea.
Muitos fãs reclamaram da venda descentralizada dos ingressos, e dos shows sendo realizados apenas na cidade de São Paulo (ainda resquício dos problemas ocorridos com a Popmart no Rio de Janeiro).
Aproveitando tudo isso a Rede Globo à essa altura já confirmava a transmissão para todo o país, do show na primeira noite da Vertigo Tour no Brasil.
E o U2 estava chegando.................

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Chamada para o show na Globo:

Showcase Projac Rio De Janeiro - 23 de Novembro de 2000

O U2 queria compensar de alguma forma o caos e os problemas ocorridos durante a passagem da Popmart pelo Rio de Janeiro, em 1998.
Então em 2000 o U2 retornou à cidade para um showcase no estúdio do Projac para o programa Fantástico. Bono comentou "O único gosto amargo da nossa visita anterior ao Brasil foi saber que muita gente não viu o show no Rio porque ficou presa no trânsito". Desta vez queremos atingir o maior número de fãs, para que todos os que ficaram de fora possam nos ver tocando. Isso e divulgar o CD 'All That You Cant Leave Behind', claro".
"Sei que pode parecer uma frase de efeito, mas é sincero. Eu nunca achei que fosse dizer isso: ‘Senhoras e Senhores, U2”, disse o apresentador Zeca Camargo no início das gravações, realizadas no estúdio E da Central Globo de Produção, em Jacarepaguá (zona oeste do Rio), com um público de 400 convidados, entre fã-clubes, jornalistas e músicos.
Tudo bem que entre os músicos convidados, estavam Júnior e sua irmã Sandy; que perguntada sobre qual música queria ouvir; nem sabia o que responder. Sheila Melo era outra que estava ali sem saber nem ao menos os nomes dos integrantes. Rogério Flauzino quis fazer média e comparou o U2 à Led Zeppelin e Rolling Stones.
Na gravação, que teve direção de Jorge Espírito Santo - diretor do Caldeirão do Huck -, o U2 cantou quatro músicas: Beautiful Day, Elevation, Stuck In a Moment You Can’t Get Out Of e The Ground Beneath Her Feet, numa versão eletro acústica acompanhada por palmas do público presente. Por problemas técnicos, o grupo teve de regravar Beautiful Day e, de canja, brindou os fãs com um bis de Stuck In a Moment You Can’t Get Out Of. Antes de repetir Beautiful Day, Bono relembrou a vinda da banda ao Brasil há dois anos e disse, em português arranhado, que a música era “para as pessoas no trânsito”.
A gravação marcou o lançamento na América Latina do CD All That You Can’t Leave Behind, pela gravadora Universal. A banda escolheu o Brasil para o lançamento do CD na América Latina porque gostaram demais da última apresentação da banda por aqui, na turnê Pop Mart Tour, em 98
O especial gravado foi apresentado no Fantástico nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro de 2000. O apresentador Luciano Huck mostrou o making of da gravação no Caldeirão do Huck do dia 2 de dezembro de 2000. Uma entrevista para Zeca Camargo também foi gravada e exibida no programa Almanaque, da Globo News.


Observação: O aúdio existente das quatro canções tocadas tem uma qualidade excelente, assim como os vídeos da apresentação. Um bootleg com qualidade regular contém o áudio completo da apresentação, incluindo as músicas que tiveram que ser tocadas novamente por questão de problemas técnicos. Mais um item indispensável para os fãs. Registro obrigatório.
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Video ' The Ground Beneath Her Feet':


Video 'Stuck In A Moment':


Video 'Elevation':


Video 'Beautiful Day':

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O grupo viajou para Los Angeles logo depois para finalizar a gravação do videoclipe Walk On, que teve diversas cenas gravadas em cidades do Rio De Janeiro. O video mostra a banda na sacada do hotel, distribuindo autógrafos nas ruas, chegando para a gravação do programa, jogando bola na praia e bebendo água de côco, além da visita à tradicionais cartões-postais cariocas. O clipe foi destinado ao mercado americano e teve direção de Jonas Akerlund. É conhecido como International Version.
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Video: Walk On (International Version):

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Popmart Tour São Paulo - 31 de Janeiro de 1998

31 de Janeiro de 1998. A segunda noite em São Paulo. Um dos melhores shows da carreira do U2. A noite da despedida da banda do Brasil prometia ser quente, igual aos 35 graus ou mais que fazia em São Paulo naquele sábado.
Quem entrou no Morumbi logo depois que os portões se abriram, às 15 horas; puderam acompanhar os retoques finais que estavam dando ao palco do show, com direito à testes no som dos instrumentos. Uns acordes de Gone foram tocados pelos engenheiros de som.
Nos testes de luzes do telão, grandes manchas esverdeadas e a heroína Tomb Raider dando um salto, para delírio do público já presente.
Depois de Bootnafat, e Gabriel O Pensador, o público estava mais que ansioso.
Bitter Sweet Symphony, do The Verve; começa a tocar no P.A do estádio. O U2 está quase pronto pra entrar..........
21h28 e os acordes iniciais de Mission Impossible tocam alto no sistema de som. As quase 100 mil pessoas se agitam. O U2 já estava à caminho........
Pop Muzik se inicia ainda com as luzes do estádio acesas. Um minuto depois, o estádio fica às escuras. Gritos ecoam. O telão se acende. O U2 vem em direção ao palco, pelo meio da multidão. Os quatro devidamente uniformizados, cada um à sua maneira.
Bono pega o microfone e se pode ouvir os primeiros resquícios de sua voz. O eco de suas palavras se espalham, enquanto os acordes eletrônicos de Mofo são ouvidos. Bono grita 'São Paaaaaaauloooooooo', para introduzir a música em grande estilo. The Edge, Larry e Adam entram em ação e se juntam à Bono. Mofo abre o show com estilo, e o público observa o telão explodindo em magníficas e alucinantes cores, cujas imagens são tão grandiosas e cristalinas quanto o som que sai dos amplificadores.
A clássica e emblemática "I Will Follow" surge pra tirar a platéia do estado hipnótico. Ela é tão nostálgica e tem um valor tão importante por ser 'o primeiro hit do U2'; que a platéia pula e faz o Morumbi tremer por minutos.
Gone é dedicada à Michael Hutchence. Muitas luzes e um belo backing vocal de The Edge.
A introdução de Even Better Than The Real Thing traz o som inconfundível da guitarra de The Edge e principalmente, Bono e seu português 'quase perfeito' : "E aí galera! E aí Romário! Beleza?".
Last Night On Earth tem altas doses de guitarras e loopings eletrônicos, com o público cantando alto o refrão (era o clipe mais recente do U2 no Brasil na época do show). O show segue com Until The End Of The World; onde o público assiste com atenção ao duelo entre Bono e The Edge.
O telão é desligado. Era o momento de o U2 fazer mágica e ninguém iria notar qualquer imagem que viesse dele. Apenas algumas luzes e os quatro integrantes tocando seria necessário.
Adam Clayton inicia em seu baixo a introdução de New Year's Day. Nostalgia pura. 200.000 mãos batem palmas no alto, no ritmo que Bono ordena.
Agora é a vez de Larry fazer uma introdução de bateria e The Edge tocar o riff inicial de Pride In The Name Of Love, levando o público ao extase total. Era o ápice do show. O público canta em uma só voz "in the name of love, what more? In the name of love...", com imagens de Martin Luther King no telão. O 'ôôôô ôôôô ôôô ôôô...' do público não pára, mesmo depois do final da música. A banda observa, com orgulho e surpresa.
Momento para mostrar uma faixa da Anistia Internacional. Bono surpreende e fala em português: 'Seus país é lindo. Seu povo é lindo. Suas vozes são lindas. Não esqueceremos vocês' e aproveita o momento para elogiar a estrutura do lugar que o palco foi montado e agradece o dinheiro gasto pelos ingressos para o show da Popmart. E iniciam I Still Haven't Found What I'm Looking For. No telão, apenas luzes e cores. O estádio inteiro com seus isqueiros, cantam junto a letra. Adam Clayton em uma entrevista depois do show disse que ficou surpreso em ver o público cantar tão corretamente, sendo que o Inglês não é uma língua oficial no país, além de ser um idioma difícil.
All I Want Is You é tocada em seguida, marcando o final do primeiro ato dos quatro juntos.
Larry e Adam saem de cena.
Ficam Bono e The Edge, com seus violões. Bono fala: "Posso pedir um favor para vocês? Ganhem a Copa do Mundo para Irlanda" A platéia vai ao delírio. Gritos de "U2, U2, U2" se misturam com "Pentacampeão! Pentacampeão!".
Uma versão acústica de Staring At The Sun é apresentada. Bono sai de cena logo depois.
The Edge e seu violão são os únicos remanescentes. Edge explica sobre os 26 anos do Domingo Sangrento e toca uma versão desplugada de Sunday Bloody Sunday. Mesmo sendo uma versão ótima e comovente, ficou a frustração de não ouvir a versão elétrica, com a introdução épica da bateria de Larry. Mas o show tinha que continuar.
A platéia já estava com saudade de Bono, Larry e Adam; que se juntam novamente à Edge para executar a versão pesada e progressiva de Bullet The Blue Sky. Um Bono americanizado grita "Brasil" na letra, enquanto aviões se chocam nas imagens do telão. Muitas cores vivas e explosivas, luzes ofuscantes e um solo inigualável de The Edge.
Please é mais uma canção de protesto do novo album. Muito bem executada ao vivo, com um forte som do baixo de Adam e uma bateria típica de Larry Mullen. Ela precede o grande clássico Where The Streets Have No Name. A platéia pula e canta, com fôlego. Ao final, Bono diz "você são malucos" e vai saindo de cena.
Não restou nenhum integrante desta vez. Todos deixam o palco para a chegada do disco voador que aparece no enorme telão. Ele pousa com muito barulho e efeitos sonoros, muitas luzes piscantes e uma dançarina transexual dança no telão ao som de Lemon (The Perfecto Mix). O limão enorme e prateado sai da lateral girando e pára sobre o PalcoB. Quando ele se abre, o U2 está dentro vestidos com camisetas da Seleção Brasileira. No meio do público, é o momento de tocarem Discothéque numa versão bem rock, If You Wear That Velvet Dress e a balada romântica With Or Without You, para delírio e comoção geral. Para não perder o costume, Bono dança junto com sua Cinderela. É hora da despedida. Bono dá 'tchau' para São Paulo e 'tchau' para o Rio.
Acabou? Não!
Depois de um breve silêncio, uma ensurdecedora sirene é tocada. Macphisto e o sinal do Batman começam a aparecer no telão. The Edge surge com um som pesado de guitarra e morcegos voam no telão. Com uma distorção alucinante e um som contagiante e barulhento, eles tocam Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me. Uma música que funcionou perfeitamente ao vivo.
Mysterious Ways e One vem em seguida, para alegria do público e dos adoradores do album Achtung Baby. O telão exibe lindas imagens e animações. Bono agradece mais uma vez, e agradece a MTV Brasil; que estava transmitindo o show ao vivo.
Para se despedir definitivamente, eles escolhem a clássica canção 40, do album War. Com o canto 'how long to sing this song?', o U2 vai embora e coroa sua inesquecível passagem pelo Brasil.

Setlist:
Mofo, I Will Follow, Gone, Even Better Than The Real Thing, Last Night On Earth, Until The End Of The World, New Year's Day, Pride (In The Name Of Love), Neon Lights (snippet) / , I Still Haven't Found What I'm Looking For, All I Want Is You, Staring At The Sun, Sunday Bloody Sunday, Bullet The Blue Sky, Please, Where The Streets Have No Name

encores: Discothèque / Take Your Partner By The Hand (snippet) / Black Betty (snippet) / Stayin' Alive (snippet), If You Wear That Velvet Dress, With Or Without You, Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me, Mysterious Ways, One, 40


Observação: o áudio e video existentes dessa apresentação são excelentes e contém o show na íntegra. O show foi transmitido ao vivo na TV e Rádio. Audio e Video obrigatório. Show histórico!

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Video 'I Will Follow':


Video 'Discotheque':


Video 'Staring At The Sun':


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Curiosidade: a apresentação no Brasil no 31 de janeiro de 1998, foi considerado pela própria banda como um dos 10 melhores shows da história do U2.

Em 2000, quando o U2 lançou o album All That You Can't Leave Behind; Bono revelou em uma entrevista que o album representava o retorno do U2 à suas origens, e que a motivação para realizar o album veio depois do segundo show realizado em São Paulo. Segundo ele, ali ele sentiu que o U2 estava mais vivo do que nunca e que a banda ainda empolgava as platéias presentes. Então o U2 resolveu escrever novas músicas, idealizar novos sons e realizar uma nova tour.

Popmart Tour São Paulo - 30 de Janeiro de 1998

30 de Janeiro de 1998: A primeira noite em São Paulo.
Muitas pessoas afirmaram: o show no Rio De Janeiro não funcionou como tinha que ser. Além do grande problema de congestionamento e caos, o lugar que escolheram para o show era exagedo demais no tamanho. Os efeitos de luzes não apareciam, o limão não tinha impacto, o vermelho do telão não iluminava.
Mas a banda teria mais duas chances de mostrar como era um verdadeiro espetáculo da turnê Popmart. E a cidade de São Paulo precisaria colaborar com isso. O público também. E desta vez, funcionou direito.
Na noite de 30 de janeiro, Bono disse "Obrigado por terem esperado tanto por nós. Também esperávamos por vocês". O agradecimento resumiu com exatidão a ansiedade de milhares de fãs brasileiros que aguardaram pelo menos uma década para ver o U2 ao vivo. E os irlandeses fizeram valer a espera. O que se viu nas mais de duas horas do primeiro show paulista da 'PopMart', na sexta, foi um mega-espetáculo em todos os sentidos, em que a tecnologia embasbacante não encobriu a emoção e fez apenas amplificar a música de estádio da banda. Resumindo, grande como o U2.
O Bootnafat , vencedor da edição do Skol Rock daquele ano; abriu os três shows do U2 baseando seus sets de 20 minutos em covers e músicas próprias, incluindo a campeã "Esses Caras". Tanto nas versões de canções dos Raimundos e Rage Against the Machine quanto no mix de funk e rock pesado de suas composições, a banda não conseguiu convencer em nenhum momento, apesar dos esforços de seu vocalista.
Antes da apresentação de Gabriel O Pensador (amparado pelo milhão de cópias vendidas de seu último disco e uma penca de hits tocando nas rádios) a multidão aglomerada no Morumbi já começava a conviver com uma ameaça que poderia transformar o show em algo menos glamuroso: a chuva. Relâmpagos clareavam o céu a cada minuto, até que as primeiras gotas se tornaram realidade 10 minutos antes do U2 subir ao palco. Mas não só o prenunciado temporal não veio como o glamour da "PopMart" pôde ser visto em toda a sua grandiosidade.
A versão tecno do tema de "Missão Impossível" composta por Larry Mullen Jr. e Adam Clayton deu o sinal para o início do espetáculo.
Pop Muzik se inicia. As luzes se apagam e a banda surge na multidão por uma lateral do gramado, seguindo até o palco através de um corredor feito por seguranças. Bono de roupão de boxeador com capuz e óculos vermelhos, The Edge com seu look "cowboy futurista", Adam Clayton de macacão alaranjado e máscara, Larry com seu tradicional estilo sóbrio: os quatro contra o maior telão do mundo, medindo 57 metros de comprimento por 19 de altura, circundado por um arco dourado lembrando o símbolo do McDonald's e com 33 metros de altura.
Começa o espetáculo. Mofo, I Will Follow, Gone, Even Better Than The Real Thing, Last Night On Earth e Until The End Of The World são as primeiras canções. Uma mistura de novas canções, com clássicos nostálgicos. E o público canta e vibra com tudo que vem, ainda hipnotizados pelo imenso show de cores e luzes do imenso telão.
Agradecendo aos fãs por terem vindo, se desculpando pelo salgado preço dos ingressos, gritando "Romário" e frases em português gringo - "Ah, eu tô maluco", "e aí, galera", "e aí, paulistas" -, o vocalista busca desmanchar a imagem de pop star e se coloca ao lado do público. Na verdade, ele sabe que é um ícone e, por extensão, o que fazer e dizer para ganhar a platéia, o que não é muito difícil (está provado que experiência no show business vale, e muito). Além disso, a banda trata de engatar uma fileira de antigos sucessos, como "New Year's Day", "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e "Pride" ("In The Name of Love"), acompanhado por um coral de 70 mil vozes aprovado por Bono.
Depois de uma versão acústica de "Staring at the Sun", Bono conta que, naquele dia, faziam exatos 26 anos desde os trágicos acontecimentos que inspiraram a antológica "Sunday Bloody Sunday". Senha para a The Edge executar a música ao violão, carregando na dramaticidade. Após "Where the Streets Have No Name", o quarteto sai de cena, deixando em seu lugar as imagem de um disco voador e uma estranha dançarina do ventre.A demora só aumenta a ansiedade, mas eis que o limão gigante ao lado do palco começa a se mexer. De dentro dele surge o U2 para detonar uma versão pesada de "Discotheque" e mais uma canção do album Pop. "With or Without" surge para reanimar o estádio, mas a banda sai do palco outra vez. A volta é em alto estilo, com "Hold Me, Kill Me, Kiss Me, Thrill Me". Nela, fica claro que The Edge é o grande responsável pela sonoridade da banda. Dono de estilo próprio e imediatamente identificável, cujos imitadores sequer chegam perto, ele pilota suas guitarras injetando peso e sutileza nas canções, sem abusar da distorção ou dos solos, sempre econômicos. Dessa vez, a velocidade das imagens de ícones pop projetadas no telão, que vão de Marilyn Monroe a Kurt Cobain - ressaltando a idéia de "mercado pop" da turnê -, fazem banda e tecnologia jogarem lado a lado.
Em "Mysterious Ways", Bono puxa uma garota do gargarejo para dançar com ele, para delírio (e inveja) de meio Morumbi. A sorteada permanece no palco para "One", introduzida pelo cantor com outro elogio aos fãs tupiniquins: "Nunca nos sentimos tão bem-vindos quanto no Brasil. Obrigado". A reação não é outra senão o mais puro delírio.
Com um trecho de "Unchained Melody", a banda se despede definitivamente, deixando para trás um imenso coração vermelho e uma multidão querendo mais...........

Setlist:
Mofo, I Will Follow, Gone, Even Better Than The Real Thing, Last Night On Earth, Until The End Of The World / Break On Through (snippet), New Year's Day, Pride (In The Name Of Love), I Still Haven't Found What I'm Looking For, Bad / All I Want Is You (snippet), Staring At The Sun, Sunday Bloody Sunday, Bullet The Blue Sky / We Will Rock You (snippet), Please, Where The Streets Have No Name

encores: Discothèque / Life During Wartime (snippet) / Stayin' Alive (snippet) / Whole Lotta Love (snippet), If You Wear That Velvet Dress, With Or Without You, Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me, Into The Groove (snippet) / , Mysterious Ways, One, Unchained Melody.

Observação: o audio existente desse som tem qualidade regular, mas o show está completo. Registro obrigatório.
E depois de 5 anos, o U2 voltou à incluir Bad no setlist de um show! O Brasil teve essa honra!

Popmart Tour Rio de Janeiro - 27 de Janeiro de 1998

27 de Janeiro de 1998: Primeiro show do U2 no Brasil, depois de 20 anos de existência da banda. O U2 começou a 4° parte (denominada 'Resto do Mundo') da sua turnê 'PopMart' no autódromo Nelson Piquet no Rio de Janeiro, Jacarepaguá. Era a primeira vez que a banda incluia a America Do Sul em sua turnê. O show foi planejado originalmente para o Estádio do Maracanã, o maior estádio do mundo. No último minuto, a SKOL, companhia de cerveja que estava patrocinando o show, deu ordens para o show ser feito em um lugar menor sem discutir a mudança com o U2. O empresário Paul McGuinness ficou furioso com isso, e também chateado com o uso de uma banda cover do U2 em comerciais promovendo a cerveja.
Na versão do empresário que trouxe o U2 para o Brasil, o lugar foi mudado porque os portões do estádio eram estreitos demais e não seria possível passar o equipamento por eles. Correu na semana outra versão segundo a qual a troca se deu por questões financeiras o empresário não queria adiantar os 400000 reais do aluguel do estádio. No Autódromo de Jacarepaguá, ele pagou uma porcentagem da arrecadação. Para baratear seus já altíssimos custos, Bruni também entrou com um pedido de isenção do ISS junto aos governos municipais, que morderiam 5% da receita. Em São Paulo, seu pedido foi vetado pelo prefeito Celso Pitta.
O show levou cerca de 100 mil pessoas até o Autódromo. O público queria ver tudo que os outros países viram durante a tour: o maior telão de que se tem notícia (entrou para o livro Guinness dos Records), medindo 57 metros de comprimento por 17 de altura. Um limão espelhado gigantesco e uma gigantesca azeitona espetada num palito. E claro, o repertório com canções novas do album Pop e os clássicos antigos e nostálgicos.
As luzes se apagam e o telão começa a mostrar um globo girando escrito 'Pop'. No meio do público em um corredor de seguranças e luzes, os quatro integrantes do U2 surgem para o público que tanto esperou por eles em 20 anos.
E a partir daí, no meio de imagens, luzes, efeitos, solos de guitarra, sons do poderoso baixo de Adam, a voz inconfundível de Bono, efeitos eletrônicos, viradas de bateria de Larry Mullen e fumaças; o U2 provou o quanto valeu a espera e o porque deles serem a melhor banda ao vivo. O carisma de Bono é incrível, e a banda bem entrosada com a gigante Popmart, que paralisa à todos. Musicalmente, a banda ao vivo se mostra impecável. Uma banda atemporal.
Durante o show, Bono arriscou umas frases acariocadas, como "E aí cariocas, beleza?" e "Ah, eu tô maluco".
O setlist foi o esperado, que já vinha sendo tocado nos últimos shows da Popmart. A diferença foi a versão acústica de "Desire", onde Bono e Edge receberam 30 integrantes da escola de samba 'Salgueiro' e a música virou uma batucada só. E no bis, o U2 desceu do limão vestindo camisetas da Seleção Brasileira.
Muitos fãs chegaram após o show ter começado ou nem chegaram, presos em engarrafamentos numa enorme confusão no trânsito para tentar chegar ao autódromo. Desorganização total.
O contrato pra trazer a banda foi uma das maiores negociações de cachês do show biz nacional. Parte do equipamento desembarcou no Brasil de navio, empacotada em 69 contêineres. Outra carga, composta de figurinos, instrumentos musicais e adereços de cena, chegaram em dois Jumbos especialmente fretados, junto com os músicos. Enquanto um palco começava a ser montado no Rio de Janeiro, outro, exatamente igual, seguia para São Paulo, num comboio que exigiu 54 carretas. Ao custo de 12 milhões de reais, 4 milhões reservados à infra-estrutura, mais 8 para a empresa TNA (The Next Adventure), que vendia os shows do U2 pelo mundo; o empresário carioca Franco Bruni, um novato no ramo dos megashows, arrematou esse pacote ousado. Ele declarou: "no início das negociações, o valor girava em torno de 5,9 milhões de dólares. Só que outros empresários, que também queriam trazer o show, foram inflacionando o preço, numa espécie de leilão".
Na época ele quebrou por causa do dinheiro investido; e entrou com uma ação contra Bono e Larry Mullen (por declarações dos dois sobre os problemas do show no Rio de Janeiro). Franco Bruni acabou se afastando das grandes turnês.

Setlist:
Mofo, I Will Follow, Gone, Even Better Than The Real Thing, Last Night On Earth, Until The End Of The World, New Year's Day, Pride (In The Name Of Love), I Still Haven't Found What I'm Looking For, All I Want Is You / Never Tear Us Apart (snippet), Desire / Van Morrison's Gloria (snippet), Staring At The Sun, Sunday Bloody Sunday, Bullet The Blue Sky / America (snippet), Please, Where The Streets Have No Name

encores: Discothèque / Stayin' Alive (snippet), If You Wear That Velvet Dress, With Or Without You, Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me, Mysterious Ways, One, Wake Up Dead Man
Observação: o único áudio existente desse show tem qualidade regular; e não contém o show na íntegra. Faltam algumas músicas. Mas mesmo assim, é um registro obrigatório.
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Trecho do show:

Red Hot And Blue: A Tribute To Cole Porter - LP Duplo





Disco de vinil duplo 'Red Hot And Blue', lançado no Brasil pela Chrysalis, EMI em 1990.

Release Date: November 1990
Artist: Various
Record Label: Chrysalis / Capitol Records

I've Got U Under My Skin - Nenah Cherry (4:28)
In the Still of the Night - Neville Brothers (5:18)
You Do Something to Me - Sinead O'Connor (2:34)
Begin the Bequine - Salif Keita (3:22)
Love for Sale - Fine Young Cannibals (2:49)
Well did You Evah? - Debby Harry / Iggy Pop (3:28)
Miss Otis Regrets / Just one of those Things - Kirsty MacColl and the Pogues (4:40)
Don't Fence Me In - David Byrne (3:09)
It's All Right With Me - Tom Waits (4:40)
Ev'rytime We Say Goodbye - Annie Lennox (3:55)
Night and Day - U2 (5:21)
I Love Paris - Les Negresses Vertes (3:13)
So in Love - K.D. Lang (4:41)
Who Wants to be a Millionaire? - Thompson Twins (3:18)
Too Darn Hot - Erasure (3:40)
I Get a Kick - The Jungle Brothers (2:52)
Down in the Depths - Lisa Stansfield (4:27)
From this Moment On - Jimmy Somerville (3:18)
After You Who - Jody Watley (3:10)
Do I Love You? - Aztec Camera (4:40)

Night and Day: Written by Cole Porter. Produced by the Edge and Paul Barrett.

Em novembro de 1990 foi lançado o disco-duplo Red Hot + Blue: A Tribute to Cole Porter, em que vários artistas escolheram uma canção do falecido compositor norte-americano Cole Porter para o projeto, que rendeu um especial para a televisão. O disco também tinha uma causa nobre, com sua venda revertida para tratamento da Aids. O U2 acabou optando pela clássica e soturna "Night and Day" e gravaram um vídeo no apartamento do cineasta Wim Wenders, responsável pela direção do vídeo, em Berlim.
Nessa música, Edge utilizou o recurso da infinite guitar, criada por Michael Brook, quando este fez a trilha-sonora do filme Captive, com o próprio Edge.
A idéia consiste em criar um feedback constante assim que uma corda é tocada. Esse recurso já havia sido usado em "With Or Without You".
Bono conta que quase morreu congelado durante as filmagens do vídeo, pois Wenders o colocou cantando na sacada de seu prédio apenas com um paletó, aberto e sem camisa alguma por baixo em uma noite quase gelada.

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Video 'Night And Day':

A Very Special Christmas - LP



Vinil 12 polegadas de A Very Special Christmas, lançado no Brasil pela Polygram Discos em 1987.

No final do ano de 1987, o U2 apareceu em uma coletânea intitulada 'A Very Special Christmas', cantando uma canção do lendário produtor norte-americano Phil Spector. Christmas (Baby, Please Come Home) foi produzida por Jimmy Iovine. Darlene Love participou dos backing vocais na canção, que foi gravada no dia 29 de julho daquele ano, durante uma passagem de som em um show da turnê Joshua Tree em Glasgow, Escócia. O disco foi realizado como um álbum de caridade para a Olimpíada de deficientes físicos e teve a participação de Madonna, Bruce Springsteen e Run D.M.C. O U2 chegou a tocar a música no último show da turnê. Um vídeo foi gravado para a canção, e foi exibido em um especial de Natal na TV. A arte da capa do album foi feita por Keith Haring. O U2 resolveu usar uma animação desta arte no telão dos shows da Popmart em 1997, durante a canção One.
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Comercial do programa 'A Very Special Christmas':
Video 'Christmas Baby Please Come Home':

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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