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quinta-feira, 13 de março de 2014

54 Anos de Adam Clayton


O baixista do U2 completa hoje 54 anos de idade!

"Desde novo, não me encaixei no sistema de valores do trabalho árduo das nove às cinco nos empregos. Eu pensava que a criatividade, amizade e lealdade e empurrar os limites do que era aceitável, era muito mais interessante.
É muito confuso quando a fama vem no início de sua carreira. Você começa um pouco deformado em termos do que é importante. Fama é como a sobremesa que vem com suas realizações - não é um feito em si, mas às vezes pode dominar o trabalho.
Agora eu gosto muito dos privilégios da fama. Ela abre portas e permite conhecer pessoas e ter o controle. Quando eu tive fama pela primeira vez, não senti no controle, e as portas estavam fechadas para mim.
Minha maior conquista é ter conseguido lidar com quatro dedos e quatro cordas."

"Eu parei de beber há 17 anos, e já era hora. Estava farto de álcool, drogas e discoteca. Foi uma decisão difícil de mudar a minha vida e levei algum tempo para me reprogramar, mas eu não me arrependi de tudo o que fiz. Desfrutei de cada pedaço da minha vida. Eu tive o melhor dos dois lados.
A pior coisa que já aconteceu foi quando eu fui preso. Não é que eu fui mal tratado, mas foi tão estúpido, tão patético, ser preso por portar maconha. É uma grande história para sair no jornal, e torna-se um ponto de discussão com seus pais e os amigos dos seus pais e os amigos dos seus filhos, e eu não quero ser um debate aberto."

"Se eu pudesse levar apenas uma coisa na turnê, seria sacos de chá irlandês Barry descafeinado. Eu sei que parece loucura, mas se você não estiver viajando com seu próprio chá, nunca tem o mesmo gosto.
Eu nunca escolhi necessariamente ser solteiro antes. Eu tive namoradas ao longo dos últimos 25, 35 anos . É que às vezes eu estava com pessoas que me fascinavam, e às vezes não.
Em uma relação de amor, como uma expressão de liberdade e fantasia, eu acho que sexo é muito importante.
O maior equívoco sobre mim foi pensar que eu era uma espécie de selvagem, louco do rock. Esta é uma imagem fácil de ter, mas eu acho que eu era um pouco mais profundo do que isso.
Eu posso me olhar no espelho. Eu não era capaz de fazer isto. Eu vejo alguém que teve uma sorte incrível, ele ainda tem muito pela frente e não para trás, e eu sou grato. Eu não posso acreditar o quão boa é a minha vida. Eu não esperava isso."

"A longevidade do U2 é baseada principalmente na amizade de quatro homens que cresceram juntos. Quatro homens que se respeitam, que se apoiam e que amam uns aos outros. Não vamos deixar que o outro falhe."

"Eu não tentaria e creio que nunca se repetirá o U2. Estarei muito contente quando o U2 chegar à qualquer fim, e isso não tem fim, de fato. Mas eu gostaria de seguir em frente. É um mundo muito rápido, silencioso, e um mundo mais tranquilo será bem-vindo a qualquer momento."

"Acho que há muito mais a alcançar. Nos primeiros 20 anos eu estava trabalhando por instinto, crueza e atitude e agora eu sei o que estou fazendo e eles podem aplicar o conhecimento de uma maneira diferente. Já não é sobre a atitude e crueza, mas sim sofisticação e compreensão.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Suzanne Doyle - Biografia

A carreira Suzanne Doyle atravessou muitos aspectos da música e a indústria do entretenimento - domesticamente e internacionalmente - incluindo gerenciamento de banda e gravadora, promoção, imprensa, marketing, tour e gestão de eventos especiais e produção televisiva.
Em 1987, ela se juntou à Principle Management trabalhando diretamente com o U2 e o empresário Paul McGuinness no dia-a-dia dos negócios do U2, incluindo os álbuns, turnê, fotos, vídeos, festas pós show, promoção e imprensa.
Ela voltou à trabalhar na Principle Management mais duas vezes: de 1991 à 1993 para trabalhar nas turnês ZooTV e na fase do álbum 'Zooropa' e de 1996 à 1999 durante o álbum POP e a turnê Popmart. Ela foi a responsável pelo comissionamento de todos os videos e fotos promocionais desta época.
Em 1999, tornou-se assistente pessoal de Bono e Ali, garantindo o bom funcionamento dos negócios da família e da vida pessoal. Bem como o dia-a-dia de gestão de escritório, ela organizou eventos especiais e coordenou discursos de Bono, cartas, pesquisas, artigos de jornal e projetos de caridade. Sua missão incluía viajar extensivamente ao exterior com Bono.
Em 2008, Suzanne trabalhou como produtora executiva do single de caridade e do vídeo "The Ballad Of Ronnie Drew", com rendimentos que foram para a Sociedade do Câncer Irlandês. O U2 participou deste projeto.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Michael W. Smith: o cantor cristão que participou da gravação em estúdio da canção "North Star" em 2004

No ano de 2004, o cantor cristão Michael W. Smith contou ao público em um show seu, sobre uma conversa recente naquele momento, que ele teve com Bono, durante o qual Bono revelou à ele um provável título do novo álbum do U2: 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. Smith contou que Bono perguntou se ele sabia como desmontar a bomba atômica. Smith respondeu que não, e Bono então respondeu à sua própria pergunta: "Amor. Com amor".
Depois do lançamento oficial de 'How To Dismantle An Atomic Bomb', a banda revelou que a canção inédita chamada "North Star" (provavelmente com produção ainda de Chris Thomas), foi descartada do álbum, e que a gravação traz Michael W. Smith tocando orgão. Smith descreve esta versão inicial, como uma homenagem à Johnny Cash.
O U2 remodelou a canção, e apresentou ao vivo a música somente em 2010, nos shows da turnê mundial U2360°.
Em 1982. Michael W Smith passou a acompanhar, (como tecladista) a jovem cantora gospel Amy Grant, de quem até hoje é muito amigo. Os empresários de Amy Grant, Mike Blanton e Dan Harrell, reconheceram seu talento e investiram nele. Com letras compostas por sua esposa Deborah D. Smith e as melodias por ele próprio, em 1983 era lançado pela Reunion Records, o 1° CD de Michael W. Smith, intitulado “Project”, o primeiro trabalho solo de sua carreira, que “estourou” com o hit “Friends”.
Daí em diante, lançou ao todo 18 álbuns e 11 livros, em seus 22 anos de carreira. Alguns de seus hits foram “Friends”, “I Will Be Here For You” e “Place In This World”. Ganhou vários Grammys, Dove Awards, Discos de Platina e Ouro; 29 de suas músicas chegaram ao 1° lugar das rádios americanas; ganhou o American Music Award; vendeu mais de 12.000.000 milhões de CD’s; cantou para 3 presidentes do USA, o Papa e o Reverendo Billy Graham. Assim Michael W. Smith se tornou um dos principais ícones da Música Cristã Contemporânea.
Smith e Bono se tornaram grandes amigos. Os dois uniram forças em diversas ocasiões em apresentações para a ONG DATA. Dentre tantas funções e atividades que exerce, Michael é líder em uma igreja local, empresário de artistas, autor, compositor, cantor.
Ele diz que quer “ser lembrado como um homem de Deus que amou sua esposa e seus filhos.” Hoje em meio às inúmeras atividades em que está envolvido, sua convicção pelo cristianismo é ainda maior. A rotina dele está extremamente ligada a sua família. Smith está feliz por saber que, com o Dom que recebeu de Deus, tem conseguido tocar milhares de vidas, que quando o ouvem, se relacionam diretamente com Ele.
Com sua simplicidade, que ganha forma em expressões musicais sempre tão elaboradas, Smitty encontrou seu “lugar neste mundo”, um lugar especial, marcado no coração de seus fãs, de sua família e de seus amigos. Mas não apenas por ele ser um “Picture Perfect” (retrato perfeito) que chegou a figurar entre as 50 pessoas mais bonitas do mundo, segundo a revista People.
Michael também não é apenas um músico excelente ou “um cara legal”. Olhando para suas posturas diante das mais diversas situações, é de impressionar sua consistência e firmeza em continuar perseguindo coisas novas a cada dia. Além de sua música, afinal é isso que também lhe abre as portas e conquista a simpatia de todos, crianças e adultos, jovens e idosos, homens e mulheres para com ele.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

William Burroughs no videoclipe de "Last Night On Earth"

Você conhece aquele velhinho que aparece no final do videoclipe de "Last Night On Earth" do U2, empurrando um carrinho de compras com um holofote grande posicionado dentro dele? Ele é William Burroughs. O video do U2 termina com um close no rosto dele!
William Seward Burroughs foi um escritor, pintor e crítico social nascido nos Estados Unidos da América.
Considerado por alguns como “o maior escritor satírico desde Jonathan Swift” (Jack Kerouac), ou ainda como “o fora-da-lei da literatura”, Burroughs foi uma coisa com certeza, um dos maiores escritores da chamada geração “Beat” (ou “beatnik”) que inaugurou uma nova maneira de escrever (foi ele quem popularizou a técnica do “cut up” inventada por um grande amigo seu Brion Gysin, e ele também quem inventou o termo “heavy–metal”).
Seu estilo de vida, totalmente incomum para a época (Burroughs era homossexual e viciado em morfina), foi o que fez com que ele se tornasse um ícone da cultura beat.
Em 1951, Joan, a esposa de Burroughs, foi morta por acidente por ele mesmo que alegou na época que eles estavam “brincando” de reproduzir a cena de Guilherme Tell – em que ele deve acertar uma flecha na maçã sobre a cabeça de seu filho, só que no lugar da maçã haviam colocado um copo na cabeça de Joan e no lugar do arco e flecha, um revólver. E (apenas um detalhe…) estavam bêbados…
Em 1956 Burroughs escreveu uma carta ao Dr. John Dent, médico e pesquisador sobre o vício em drogas, onde relatava à ele todas as suas experiências com o uso de diversas drogas (opiáceas, estimulantes, cannabis, alucinógenos, álcool, e outras) e que acabou se tornando o início de seu livro de maior sucesso “Naked Lunch” (Almoço Nu) publicado em 1959. “Almoço Nu” foi escrito durante as viagens de Burroughs pela América Latina e depois de pelo Marrocos, após a morte de sua esposa Ilse. Foi durante estas viagens pelas Américas que Burroughs conheceu o peyote.
“Almoço Nu” chegou a ser proibido nos EUA por ser considerado um livro obsceno, mas depois de um tempo ele acabou sendo reconhecido como uma importante obra literária.
Burroughs aparece na capa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles. Burroughs teria gravado as suas fitas experimentais "Hello, yes, hello" no apartamento em que o ex-beatle John Lennon morou com Yoko Ono, no número 34 da Montagu Place, em Londres.
Participou de inúmeros álbuns, recitando poemas ou outros textos, incluindo trabalhos de Tom Waits, Frank Zappa, John Cage, Philip Glass, Laurie Anderson, The Doors e Kurt Cobain e The Disposable Heroes of Hiphoprisy. Ele também aparece no clipe "Just One Fix", do grupo Ministry.
Em 1981, gravou o álbum de spoken word intitulado You're the Guy I Want To Share My Money With, com Laurie Anderson e John Giorno.
William Burroughs morreu em 1997 (algumas semanas antes de sua participação no video do U2) de complicações de um ataque cardíaco que tinha sofrido no dia anterior. Faleceu como uma das figuras mais influentes da contracultura.
Algumas imagens não utilizadas de William S. Burroughs no set do videoclipe do U2 para "Last Night On Earth" aparecem escondidas no DVD 'The Best Of U2 1990 - 2000'. Na cena extra, Burroughs defende os bens de seu carrinho de compras, com sua espada!

domingo, 24 de junho de 2012

Biografia: Thierry Noir



O francês Thierry Noir, que vive em Berlim desde o início dos anos 80, pintou dois dos Trabants (uma marca de automóvel da Alemanha Oriental), usados pelo U2 tanto nas turnês ZooTV e Zooropa, como também destacados nas capas de singles do álbum 'Achtung Baby', que inclui canções (como "Zoo Station") com temas inspirados na queda do Muro de Berlim e as mudanças que estavam ocorrendo na Europa no final da Guerra Fria.

Vários tipos exclusivos das figuras facilmente reconhecíveis da arte de Noir podem ser encontradas em sua pequena galeria na Nollendorfstrasse, em Berlim. Inclusive as artes feitas para o U2.

Thierry Noir nasceu em 1958 em Lyon, França. Ele foi para Berlim em janeiro de 1982 com duas malas pequenas, atraído pela música de David Bowie e Iggy Pop, e passou à viver na Berlim Ocidental neste momento. Em abril de 1984, Thierry Noir e Christophe Bouchet começaram a pintar o muro de Berlim. Ele é um artista na Galeria do Lado Leste, provavelmente a maior galeria a céu aberto do mundo.


Como o passar dos anos, as pinturas tomaram proporções fenomenais, que foram rapidamente reconhecidas pela comunidade internacional de artes. O objetivo não era enfeitar o muro, mas para desmistificá-la.
As pinturas de Thierry Noir se tornaram um símbolo da recém-descoberta liberdade após a reunificação da Alemanha e o fim da Guerra Fria.

sábado, 14 de abril de 2012

Faleceu Noel Kelehan, o responsável pelo arranjo de cordas da canção "The Unforgettable Fire"

A belíssima canção "The Unforgettable Fire" do U2 foi lançada como segundo single do álbum de mesmo nome, em abril de 1985. A banda cita uma exposição de arte pelas vítimas dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, realizada no Museu da Paz em Chicago, como inspiração para a música.
A canção, como muitas faixas deste álbum, é uma composição atmosférica, com o ambiente tomado por guitarras e um arranjo de cordas pelo músico de jazz, Noel Kelehan.
Noel Kelehan (26 de dezembro de 1935 - 6 de fevereiro de 2012) foi um músico irlandês, antigo diretor musical da RTÉ Concert Orchestra e da Radio Telefís Éireann. Retirou-se da função de orquestrador em 1998.
Kelehan ficou famoso por ter sido o orquestrador da maioria das canções irlandesas no Festival Eurovisão da Canção, de 1966 a 1998 (o último ano em que existiu orquestra na Festival Eurovisão da Canção, a partir de então tem sido usado o playback instrumental. Ele dirigiu cinco canções vencedoras irlandesas, 1980, 1987, 1992, 1993, e 1996. A canção vencedora de 1970 foi dirigida pelo maestro neerlandês Dolf van der Linden. Em 1994, a canção vencedora, não tinha orquestra a acompanhá-la. Kelehan orquestrou um total de 29 canções, das quais 24 da Irlanda. Curiosamente, no ano seguinte à retirada de Keleham, deixou-se de utilizar a orquestra na Eurovisão. E também a partir deste ano, também a regra da obrigatoriedade do uso da língua nacional por cada país também foi abandonada.
O compositor e arranjador fez vários arranjos musicais para o álbum 'The Unforgettable Fire' do U2. O mais marcante foi o da canção-título "The Unforgettable Fire".

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Max Quad Band: o primeiro projeto musical de Adam Clayton

Após a saída definitiva de Adam Clayton da vida acadêmica, a prioridade foi definitivamente o U2. No entanto, o primeiro projeto musical de Adam Clayton chamava-se 'Max Quad Band' (que durou de março de 1977 até fevereiro de 1978), onde ele tocava ocasionalmente. Ele impressionava seus amigos de escola com conversas sobre shows, lamúrias e regeneração. Além disso, ele possuia um amplificador. Mas isto tudo não bastou, pois ele foi despedido por não saber tocar. Esta incapacidade verificou-se depois de ter entrado para o U2 e Bono deu pela falha de imediato. O cantor descreveu o companheiro da seguinte forma lá na década de 80: "Adam fingia saber tocar e usava palavras relacionadas com o mundo do espetáculo para impressionar. Todos nós pensamos: Aqui está um cara que entende disto. Era um grande mentiroso." O blefe, depois de detectado, tornou-se um estímulo para que ele aprendesse a dominar o instrumento de verdade.
A 'Max Quad Band' era da área de Navan Road em Dublin, e era formada pelo baterista Rod Quinn, pelos guitarristas Dave e George Sweeney , pelo tecladista e também guitarrista Brian O'Rourke e pelo vocalista Joe Savino e Alec Clince no baixo.
Adam Clayton ingressou na banda para tocar baixo em abril de 1977, pois Alec estava estudando para os exames Leaving Certificate. Adam saiu em junho, quando Alec voltou, mas antes tocou uma ou duas músicas no primeiro show da banda no St. Fintan's Hall Sutton.
Adam tinha todo o equipamento certo - baixo Fender e um amplificador Orange - embora seu casaco afegão não combinasse com o visual do restante dos integrantes. Ele realmente estava apenas começando no baixo nessa fase. Uma interpretação da canção "All Right Now" (antes do solo de guitarra crucial) com Adam no baixo, causou atrito nos ensaios. Todos na banda se sentiram muito mal quando Alec voltou e Adam teve que deixar a banda, pois Adam era um cara muito legal.
O problema mesmo foi a 'Max Quad Band' viver com a culpa por um curto tempo, pois logo em seguida Adam achou uma outra banda e deu no que deu.
Hoje Joe é um ator, Alec e Rod ainda são músicos profissionais, Brian é um cientista, Dave trabalha na indústria de jogos de vídeo e ainda toca em bandas.
E o Adam Clayton? Bem, ele é músico ainda, sendo o baixista da maior banda do planeta na atividade.......

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Biografia: Caroline Dale

Caroline Dale é uma violoncelista britânica amplamente gravada, que interpretou músicas para vários filmes, incluindo Truly, Madly, Deeply, Hilary and Jackie, Fear and Loathing in Las Vegas, bem como a adaptação de 2005 de Jane Austen's Pride and Prejudice e o vencedor do Oscar de 2007, Atonement. Atualmente, ela toca violoncelo principal para a Câmara Inglesa e para a Orquestra Metropolitana de Londres.

Dale com 13 anos de idade e suas duas irmãs, ganharam a final do prêmio Jovem Músico da BBC, no ano de 1978.
Ela já apareceu como solista com várias orquestras, como a Filarmônica de Londres e a Royal Philharmonic.
Ela já tocou com Jimmy Page e Robert Plant durante a sua turnê de 1994 promovendo o álbum No Quarter. Ela toca no vídeo de 1994 para "Whatever", do Oasis.

Em 2002, Dale lançou Such Sweet Thunder, um álbum de música clássica com performances de Handel's Sarabande.
Ela tocou com David Gilmour durante 2002 em datas da turnê solo, e em seu álbum, On An Island. Ela aparece no DVD de David Gilmour que foi gravado no show do Robert Wyatt's Meltdowne e no Royal Festival Hall, ambos em 2002.

Em 2008, ela apareceu tocando violoncelo solo, no Ron Geesin's 2 em performances de "Atom Heart Mother Suite", com a banda tributo ao Pink Floyd, Mun Floyd, o Royal Brass Ensemble College, e grupo coral Canticum. David Gilmour fez uma aparição na segunda noite.
Ela se apresentou com David Gray durante a turnê "Live in Slow Motion".
Ela interpreta a parte do violoncelo solo em "Elegy for Dunkirk", escrita por Dario Marianelli para o filme Atonement.

Desde meados dos anos 90 e até recentemente, em 2007, ela foi violoncelista em turnês de Sinéad O'Connor. Ela cantou muitas vezes com O'Connor e sua banda na música "In This Heart", do álbum de 1994, Universal Mother.

Dale toca violoncelo em algumas faixas no álbum do U2 de 2009, 'No Line On The Horizon'.



Ela muitas vezes colabora com os compositores do cinema Klaus Badelt, Illan Eshkeri e Dario Marianelli.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Inela Nogić: a mulher, a lenda

Bono recentemente disse que "Miss Sarajevo" é sua canção favorita do U2.
Bono chegou a dizer que ele sentia que essa letra refletia o que o povo de Sarajevo estavam sentindo naquele momento de guerra na Bósnia.

O filme "Miss Sarajevo", que teve a colaboração de Bono, é um documentário de Bill Carter sobre um concurso de beleza realizado no meio de uma Sarajevo devastada pela guerra.
A vencedora foi uma loira de 17 anos de idade chamada Inela Nogić.

Inela nasceu em 1976 em Sarajevo,com uma excepcional beleza, e cresceu adorada e mimada. Ela teve boas notas na escola e foi uma constante fonte de orgulho para sua família.

Tornou-se mundialmente famosa durante o cerco de Sarajevo, quando ela venceu o concurso de Miss Sarajevo em 1993, que foi realizado em um porão, em um esforço para evitar a enxurrada de ataques de franco-atiradores das milícias sérvias.

Nogić e as outras concorrentes mostraram um cartaz que dizia: "Não deixe que eles nos matem".
O concurso foi documentado por Bill Carter. O documentário foi transmitido internacionalmente, provocando grande repercussão, aumentando a pressão internacional para acabar com o cerco.
Nogić foi também destaque na capa do single da canção lançada pelo Passengers (U2 + Brian Eno). A foto foi tirada durante o concurso.

Após o término da guerra, Nogić foi convidada para o concerto do U2 em 1997 em Sarajevo, e foi pessoalmente escoltada pela banda. Ela revelou ter sido idéia de sua mãe que ela estivesse presente no show do U2. "Ela ouviu que eles vinham e me disse: "mande um fax pra ele". Foi o que fiz e aqui estou eu."

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pesadelo Americano: Early Evening, April 4

"Eu tenho um sonho que, um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios. Eu tenho um sonho que meus quatro filhos pequenos viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.”

Martin Luther King pregava com discursos assim a luta pelos direitos civis dos negros americanos, que marcou a segunda metade do século 20 nos Estados Unidos. No dia 4 de abril de 1968, ele se preparava para uma manifestação em Memphis, Tennessee. Passou o dia em seu quarto no Hotel Lorraine esperando que a Justiça autorizasse uma passeata pelo centro da cidade.
Às 6 da tarde, quando o informaram da vitória judicial, ele saiu na sacada do hotel e foi atingido por um tiro na cabeça. Com o líder ainda no chão, seus acompanhantes, entre eles o ativista negro Jesse Jackson, indicaram para a polícia a origem do disparo: a janela de uma pensão, onde James Earl Ray esperara Martin o dia todo. Além da morte do propagador da não-violência, o tiro de Ray (que foi preso meses depois) provocou uma onda de saques e batalhas de rua em 130 cidades americanas.
Martin Luther King nasceu em 1929 em Atlanta, no Estado americano da Geórgia, e se graduou no Morehouse College, em 1948, com um bacharelado em sociologia. Ele se casou com Coretta Scott King em 1953. O casal teve quatro filhos.
O ativismo político de Luther King começou em 1955 em Montogomery (Alabama) - onde era pastor da Igreja Batista -, quando Rosa Parks, uma mulher negra, se negou a dar seu lugar em um ônibus para uma mulher branca e foi presa.
Os líderes negros da cidade organizaram um boicote aos ônibus de Montgomery para protestar contra a segregação racial em vigor no transporte. Durante a campanha de 381 dias, co-liderada por King, muitas ameaças foram feitas contra a sua vida, ele foi preso e viu sua casa ser atacada.
O boicote foi encerrado com a decisão da Suprema Corte Americana em tornar ilegal a segregação em transporte público. Depois disso, Luther King organizou e liderou marchas a fim de conseguir o direito ao voto, o fim da segregação, o fim das discriminações no trabalho e outros direitos civis básicos.
A maior parte destes direitos foi, mais tarde, agregada à legislação americana com a aprovação da Lei de Direitos Civis (1964) e da Lei de Direitos Eleitorais (1965).
Em 1964, ele foi a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz, que lhe foi entregue em reconhecimento à sua liderança na resistência não-violenta e pelo fim do preconceito racial nos Estados Unidos.
As palavras mais famosas do líder pacifista foram ditas em 1963, em frente ao monumento em homenagem ao ex-presidente americano Abraham Lincoln (1861-1865), em Washington: "I have a dream" ("Eu tenho um sonho"). Luther King referia-se ao sonho de que um dia seu país vivesse sob a certeza de que todos os homens foram criados para viver em igualdade.
Martin Luther King era odiado por muitos segregacionistas do sul dos Estados Unidos, o que culminou em seu assassinato.
James Earl Ray confessou o crime, mas anos depois repudiou sua confissão. A viúva de King, Coretta Scott King, junto com o restante da família do líder, venceu um processo civil contra Loyd Jowers, um homem que armou um escândalo ao dizer que lhe tinham oferecido US$ 100 mil pelo assassinato de King.
Em 1986, foi estabelecido um feriado nacional nos EUA para homenagear o reverendo, o chamado Dia de Martin Luther King - sempre na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário de King, que nasceu em 15 de janeiro. Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi cumprido em todos os Estados do país.
Sempre mencionado em músicas e shows do U2, Martin Luther King Jr é uma referência de luta pela igualdade e direitos sociais e contra o racismo.
O U2 escreveu a canção Pride (In The Name Of Love) para Martin Luther, e a primeira linha do último verso, refere-se ao tiro levado por Martin, na manhã do dia 04 de Abril, sendo que na verdade um erro foi cometido por Bono, pois o tiro aconteceu às 6 horas da tarde.
Bono em seus shows admite o erro, e por isso muda a letra cantando 'early evening, april 4'.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"No fundo, nossa música sempre tem a ver com justiça social, como a música de Bob Marley”

“Não vou ficar fazendo campanha no palco. Afinal, somos uma banda de rock. Nossa primeira missão é não ser chatos. Mas, no fundo, nossa música sempre tem a ver com justiça social, como a de Bob Marley” - Bono


Rita Marley, Bono, Ziggy Marley e Cedella Marley em 1994, na cerimônia de introdução de Bob Marley no Rock and Roll Hall of Fame, feita por Bono.
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Há 65 anos, no dia 6 de fevereiro de 1945, nascia em Saint Ann, no interior da Jamaica, Robert Nesta Marley, ou apenas Bob Marley.

Conhecido principalmente pelo seu poder de pregar a paz e denunciar a miséria dos excluídos por meio do reggae, Bob veio ao mundo longe da destruição geral da Segunda Guerra Mundial na Europa, mas cresceu sob as mazelas de um país que por centenas de anos sofreu com o imperialismo inglês e a escravidão de negros oriundos da África.

Filho de um capitão branco do exército inglês com uma adolescente negra, Bob teve uma vida bastante difícil, assim como milhares de crianças pobres de países subdesenvolvidos. Após a morte de seu pai, ele e sua mãe se mudaram para Trenchtown, uma favela de lata na capital Kingston, onde era constantemente provocado, tanto por brancos como por negros, devido sua cor mulata e baixa estatura. Foi neste contexto social de segregação e pobreza que diversos ‘rude boys’, jovens rebeldes e sem perspectivas de vida, surgiam aos montes nas periferias jamaicanas nos anos 60. E Bob Marley era um deles.

The Wailing Wailers: Peter Tosh, Bob Marley & Bunny Livingston, em 1964
Mas dois importantes fatores mudaram radicalmente a história de opressão e diferença da sociedade jamaicana, e deram um novo sentido de liberdade e paz para Bob e diversos ‘rude boys’: a religião e a música. O rastafári, com sua pregação à Jah, o culto a maconha e o reconhecimento do rei da Etiópia, Ras Tafari Makonnen, como o Rei Negro; e o ska, o tradicional gênero musical jamaicano dos anos 50, que misturava música caribenha com blues e jazz.
Influenciados pelo ska, por cantores amadores locais e por rádios de New Orleans, que tocavam música negra americana, Bob Marley junto com Bunny Wailer, Peter Tosh, Junior Braithwaite, Beverly Kelso e Cherry Smith formam o grupo The Wailing Wailers, em 1962. Mais lento que o ska, com a guitarra base acentuada no contra-tempo e linhas de baixo complexas, os meninos pobres de Kingston criam um novo estilo musical: o reggae.
Rapidamente reconhecido em sua terra natal, o ritmo demorou a atingir os ouvidos europeus e americanos. Finalmente, em 1973, Bob Marley & The Wailers lançam em Londres, pela gravadora Island Records, “Catch a Fire” e chamam atenção do primeiro mundo.

Mas o que havia de especial neste novo estilo musical, originado em um país esquecido e miserável? Com certeza, sua mensagem. Influenciado pelo rastafári e pela pobreza em que viveu, Bob se alçou como o mensageiro do terceiro mundo e cantou sobre desigualdade racial, escravidão, violência e fome; mas também sobre liberdade, amor e paz.

Bob denunciou guerras civis na África, uniu os negros com o pan-africanismo e mostrou que somos todos iguais.

No dia 11 de maio de 1981, o cantor e compositor não resistiu mais ao câncer generalizado e interrompeu sua luta por dias melhores em seu país e no mundo.
Aos 36 anos, Bob Marley morreu em Miami (EUA), deixando 12 discos históricos, principalmente 'Catch a Fire', do começo dos anos 70, que projetou a sua música ao mundo todo.
==========Vídeo Bônus: A versão de Bono para 'Redemption Song':


Bono introduz Bob Marley:

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Biografia: Johnny Cash

Antes de morrer devido às sequelas de uma doença degenerativa, em 2003, o cantor, compositor e músico norte-americano Johnny Cash teve uma..... ou melhor, sete vidas de gato.
Quase não passou da infância devido a uma desnutrição severa; já famoso, foi viciado em anfetaminas durante anos e escapou inúmeras vezes de acidentes automobilísticos e até de um incêndio em um parque florestal causado por ele mesmo. Nos anos 80, resolveu criar avestruzes e teve o abdômen rasgado por um deles que, novamente, quase o matou. Nessa mesma década, por pouco não foi vítima de um outro tipo de morte, a artística, quando rompeu contrato com sua antiga gravadora Columbia e passou anos no anonimato.
Seu renascimento deu-se graças à descoberta de um público mais jovem para suas canções, proporcionada pela gravação dos vocais de “The Wanderer”, faixa do álbum Zooropa (1993) do U2 e à amizade com o produtor nova-iorquino Rick Rubin.

Após as primeiras gravações pela Sun Records (incluindo Cry Cry Cry e Folsom Prison Blues), passou a excursionar com Elvis Presley e Jerry Lee Lewis no final dos anos 50. Na década seguinte já com a carreira em alta, o Homem de Preto viciou-se em anfetaminas e viu sua imagem de fora-da-lei criar ainda mais forma quando foi preso em 1965 contrabandeando-as em seu violão. O problema com as drogas e o consequente divórcio afetaram sua carreira que continuava, mas sem uma regularidade criativa.
Em 1968 lançou um disco, gravado na penitenciária de Folsom na Califórnia, que reergueu sua carreira. Meses mais tarde ele casaria com June Carter que se tornou sua parceira também nos palcos, até sua morte (Johnny partiria 4 meses após ela).
Nas décadas de 1970 e 1980 Cash continou lançando discos apesar da queda em sua popularidade até que na década de 1990 junto com o produtor Rick Rubin deu início ao projeto American Recordings onde regravou, entre outros, Kris Kristofferson, Soundgarden, Beck, Hank Williams e Nine Inch Nails. Este projeto revigorou sua carreira até que, com sua morte em 2003, sua fama foi ainda mais impulsionada por uma série de biografias, documentários e discos póstumos.
Além da participação em alguns filmes (como o faroeste O Duelo, ao lado de Kirk Douglas), lançou quase duas centenas de discos e vendeu cerca de 50 milhões de álbuns. Teve sua obra incluída na trilha sonora de inúmeras produções – como em The Sarah Connor Chronicles (inspirada na trilogia O Exterminador do Futuro). Na cena final onde um agente do FBI tenta capturar o exterminador, Cash cantando sobre alguém que veio a terra e que agora decide quem deve viver e quem deve morrer parece ter sido feita sob medida.
O álbum American III: Solitary Man, lançado em 2000, apresentava sua resposta à doença neuro-degenerativa. O álbum trazia uma versão de "I Won't Back Down" de Tom Petty, assim como uma releitura poderosa de "One", do U2.

Após sua morte, a CBS realizou um tributo chamado "Walk In The Line - A Tribute To Johnny Cash", que foi apresentado pelo ator Joaquim Phoenix em ocasião do lançamento do filme com o mesmo nome, no qual Joaquim interpretou Cash.
Neste tributo, o U2 tocou a canção 'The Wanderer', que foi escrita e cantada por Johnny Cash no álbum 'Zooropa'. A performance foi gravada no Staples Center em Los Angeles, umas semanas antes.
Esta foi a primeira e única vez que o U2 tocou a canção ao vivo, e foi também a primeira vez que Bono esteve no vocal principal dela.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Biografia: Ali Hewson

Alison Stewart nasceu em 23 de março de 1961 em Dublin, tendo como pais Terry e Joy Stewart. Ela cresceu no lado norte da cidade e estudou na Mount Temple Comprehensive School, onde em seu primeiro dia de escola conseguiu a atenção de Paul Hewson. O casal começou a sair quando Ali tinha 15 e Bono (aquele Paul Hewson) tinha 16 anos. "Foi em novembro de 1975, eu entrei no U2 e comecei a sair com a Ali, então foi um mês marcante," lembrou Bono no 'Larry King Live' em 2002.
Casaram-se em 21 de agosto de 1982 numa cerimónia da Igreja Anglicana da Irlanda, na Igreja de All Saints, em Raheny, com Adam Clayton como padrinho. Tiveram quatro filhos. Ali também é uma reconhecida ativista social, assim como Bono.A música 'The Sweetest Thing' foi feita, nos anos 80, para Ali, como um pedido de desculpas por Bono não estar presente no aniversário dela.
Muitas outras letras de Bono são inspiradas na esposa. Em 1986, Bono e Ali partiram em uma viagem à Wello, Etiópia onde serviram como voluntários em orfanatos durante um período, lidando assim diretamente com o triste cenário do local. Até hoje o casal tem lembranças que os marcaram profundamente e certamente as levam consigo. Bono e Ali passam a véspera de Ano Novo em Sarajevo em 1995, na cidade que foi muito estragada por uma guerra étnica. Bono, Ali e o estilista Irlandês sediado em Nova Iorque Rogan Gregory criaram em 2005 a marca Edun, visando promover o comércio e incentivar o mundo da moda a fazer negócios com o continente.
A Edun produz camisetas e vestidos em algodão orgânico colhido por comunidades no Peru, Quênia e Uganda. A ideia da grife é permitir que essas comunidades troquem seus produtos por ajuda como forma de construir comunidades sustentáveis.
Desde 2009, a marca tem feito parte dos investimentos do grupo LVMH e mostra em sua campanha “Core Values”, da Louis Vuitton os charmosos clicks tirados na África por Annie Leibovitz.
Ela é também co-fundadora da Nude Skincare, uma companhia de comésticos naturais e produzidos com matéria orgânica.
Ali ainda é patrona da Chernobyl Children's Project International, entidade que tem como apoio a ONU (Organização das Nações Unidas) e que exerce um papel muito importante na vida das vítimas do acidente atômico em Chernobyl no ano de 1986.
Ela também participou de alguma manifestações ambientais junto com a ONG GreenPeace; como foi o caso do protesto à construção de uma usina nuclear na Irlanda.
O filme "Chernobyl Heart" de 2003, traz uma aparição da esposa de Bono.
Ali foi escolhida pela Forbes como uma das 30 modelos de maior inspiração feminina no mundo.


Segundo Bono, Ali foi a única mulher que o amou antes dele ser famoso.
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