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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Uma ideia na ZOOTV que nasceu de um erro em um ensaio



Monica Caston trabalhou na ZooTV, como assistente de direção de vídeo, e na PopMart, como diretora de vídeo. Ela conta:

"A banda estava sempre muito envolvida em tudo. Eles queriam ver tudo, e tinham um monte de ideias específicas. Ocasionalmente uma dessas ideias nasceria de um erro. Ou de algo que pensamos ser um erro. Por exemplo, a banda estava no palco ensaiando e nós tínhamos um vídeo que mostrava chamas para uma das músicas. De repente, o telão perdeu a sincronia, que é o que controla a imagem na tela. A imagem começou a rolar, e assumiu cores diferentes. Edge olhou em volta e disse "É isso! É isso o que queremos! Não queremos as chamas, queremos aquilo". Daí tivemos que achar um jeito de reproduzir aquilo de novo, porque não poderíamos simplesmente colocar o telão fora de sincronia toda a noite! (a menos que você quisesse matar o engenheiro!). Então tiramos o telão de sincronia, gravamos um pouco daquela imagem distorcida, construímos um loop com ela, gravamos num laser disc, e daí rodávamos durante o show. Achamos um jeito de forçar a barra sem o risco de que tudo desse errado a cada noite.
PopMart foi tanto revolução quanto evolução. Gastamos muito tempo na pré-produção, e de repente já era hora da turnê começar. Levou algum tempo para a banda se sentir confortável com o palco e o telão, e para a equipe se sentir confortável com a tecnologia. Mas uma vez que conseguimos, os engenheiros reprogramaram o software, e o fizeram mais rápido e melhor. Passamos a arriscar mais a medida que ficávamos mais confiantes, e imaginávamos: "Ok, como podemos fazer diferente, o que podemos fazer?" E daí fazíamos. Eu amo o fato de que amigos que assistiram a PopMart bem no início da turnê, e depois novamente seis ou oito meses mais tarde, ficaram impressionadíssimos com o quanto tinha mudado. E não apenas visualmente: a performance da banda também tinha mudado. O setlist mudou. Isso fez a PopMart mais incomum e excitante. Com seis câmeras, três telas e um telão imenso do tamanho de um campo de futebol, me deixava apavorada com o quanto estávamos dependentes de computadores e tecnologia. A banda nos desafiava a fazermos o nosso melhor a cada noite, e juntos fizemos da PopMart um marco na produção de turnês. O público simplesmente ficava enlouquecido. Mas eu também me dei conta de outra coisa - que, ao final do dia, tudo se resume aqueles quatro caras e sua música. E o que fazemos para embalar aquela experiência para a banda, e para os fãs, é apenas a cereja do bolo."

Do livro U2 Show - Tradução de Maria Teresa

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