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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Quando Bono e Adam entraram disfarçados em um estádio para contratar o produtor Flood para 'Achtung Baby'


O produtor Flood, contou em entrevista para o site @U2 (atu2.com), como ele começou a trabalhar com o U2 em 'The Joshua Tree', e como foi abordado por dois membros da banda disfarçados, para retomar o trabalho em 'Achtung Baby':

"A razão pela qual que eu trabalhei em 'The Joshua Tree' era porque eu tinha trabalhado com a Virgin Prunes em 1983, e eu acho que, em seguida, quando o U2 estava procurando um som para o 'The Joshua Tree', queriam um tipo de ambiente, som aberto. E Gavin Friday, a quem sou eternamente agradecido, colocou para Bono ouvir o segundo disco de Nick Cave que gravei em Berlim; e a faixa "Wanted Man", ele disse para Bono: 'Ouça isto. Eu acho que isso é o que você procura, e já trabalhei com esse cara'. Então Bono me ligou e disse: 'Você quer vir até nós para uma entrevista em áudio'? Basicamente, eu fiz duas semanas com eles nos primórdios de 'The Joshua Tree'.
Bono disse: 'Estamos instalados nesta casa nos arredores de Dublin. Venha. Nós só estamos fazendo demos, você pode fazer o que quiser. Dan Lanois e Eno estarão entrando e saindo, mas basicamente seremos nós e você, e você pode fazer o que quiser'. Eu não sabia, mas eles tinham convidado um monte de outras pessoas para irem até lá, essencialmente para fazer a mesma coisa. E, eu consegui o emprego.
Com 'Achtung Baby', lembro de estar no Giants Stadium assistindo o Depeche Mode e Anton Corbijn entrou na cabine de imprensa, e ele disse: 'Eu tenho alguns amigos que querem vê-lo', e dois caras com hoodies entraram e eram Bono e Adam, que tiveram que entrar disfarçados, porque se as 75.000 pessoas os tivessem visto......
Então eles entraram e disseram: 'Você sabe, obviamente 'The Joshua Tree' foi muito bem sucedido e com todo o tempo que você passou em Berlim trabalhando com Nick Cave e várias outras pessoas, nós realmente queremos pegar um pedaço disso. Queremos fazer o nosso novo álbum, queremos mudar a forma como fazemos as coisas, nós vamos voltar a trabalhar com Lanois e Eno... e você quer estar envolvido?' Então eu disse: 'Sim. Maravilha'."

Para uma entrevista ao U2.COM em 2011, Flood deu mais detalhes, e o Ultraviolet U2 Fan Club Brazil traduziu em seu site na época:

"Para 'The Joshua Tree', era quase 1° de abril e eu vinha recebendo mensagens que alguém na Irlanda queria entrar em contato comigo. O telefone estava no estúdio e me disseram: 'É o Bono, pra você'. Então, eu atendi e disse: 'Ok, quem está me enrolando?' Mas era ele mesmo. Disse que os caras estavam fazendo um novo álbum e se eu gostaria de ir e fazer um teste, para ver se nos dávamos bem. Ele gostava de um monte de coisas que eu tinha feito. E o que eu gostei, quando eu cheguei lá, é que ele xingava muito. Eu pensava que Bono não xingasse. Então, eu fiz um teste de duas semanas. Eles estavam trabalhando no começo do álbum, nas demos. Inacreditável. Ir para a Irlanda e trabalhar com a maior banda do mundo – ou bem perto disso – era como: 'Oh, meu Deus! Eu tenho apenas 26 anos…'
Eu tinha sido convencionalmente treinado como engenheiro de gravação, mas eu percebi como era não-convencional suas abordagens pra tudo. Tudo. Eu tive que rasgar o livro de regras, que eu usava há 6 anos e começar de novo. Foi como acordar em um outro lugar, um lugar bom, um lugar feliz.
Em 'Achtung Baby', o Depeche Mode estava tocando no Giants Stadium (depois que gravamos 'Violator' juntos) e eu estava sentado na área de imprensa, pensando: 'Como se consegue algo bom?', quando Anton Corbjin disse: 'Flood, têm umas pessoas que querem te ver'. Esses dois caras com capuz e barba, entraram pela porta e eram Bono e Adam disfarçados. Então, nós todos estávamos lá e eles disseram: 'Nós queremos detonar o velho U2 e ir à Berlim para fazer um novo álbum. Você está interessado?'
Bem, é um grande negócio, mas é estranho: há um nível de respeito entre os músicos e os produtores, que todo mundo fica na mesma sintonia. A banda não podia voltar para onde eles estavam – era uma filosofia dominante. Eles diziam pra mim: 'Fique livre o quanto você quiser. Tente tudo!' Eu estive trabalhando com Depeche Mode e Nine Inch Nails, então eles estavam procurando por algo "industrial".
Mas todo dia eles diziam: 'É muito parecido com as coisas antigas'. Eu lembro de ter escutado "Trying To Throw Your Arms Around The World" – parecia uma canção de acampamento, pra começar. Eu dizia: 'Está boa', e eles diziam: 'Não, Não pode ser assim!' Todo mundo sabia o que eles não queriam.
Bono colocou isso perfeitamente: 'Você tem o material, então o circule'. Um grande exemplo é "One". Essa era praticamente a única música feita em Berlim. Demorou cerca de uma tarde, uma vez que as coisas se encaixaram; eles tinham a melodia, os acordes, tudo em três tomadas. Todo mundo dizia: 'É maravilhosa, é uma música clássica, é brilhante, é o U2!' e veio uma grande sensação de alívio para a banda.
Mas Eno e eu dizíamos: 'É uma canção maravilhosa, mas é sem graça, um arranjo chato?' Então passamos seis meses tentando de tudo. Não parece muito diferente, mas muitas coisas pequenas se mudaram do som tradicional. A bateria, para começar. Por muito tempo, nós experimentamos com uma bateria pesada. Mas Dany teve uma ideia para o Larry tocar com um efeito de atraso. Dá uma sensação de caindo – não é óbvio na versão final, mas está lá – e deu à Larry uma forma diferente de tocar a canção, também.
Eu também comecei a perceber que a bateria no mono poderia ser mais poderosa, sem ser mais alta. Essa é uma das maiores sutilezas do 'Achtung Baby': a maioria da bateria em mono, o que é bem incomum."
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