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sábado, 27 de junho de 2015

As revelações da iNNOCENCE + eXPERIENCE, por Ric Lipson - Parte 01


Ric Lipson da Stufish Entertainment Architects trabalhou como cenógrafo para a turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE do U2, compartilhando funções com Es Devin, mas observando de sua sede própria no Reino Unido que "nós tentamos evitar créditos pessoais, que é um esforço de equipe da Stufish. Eu estava listado na equipe criativa da Stufish porque eu estava pessoalmente envolvido com a criação, mas o estúdio é referenciado no crédito da equipe criativa e também listado mais adiante nas empresas envolvidas com o show."

Trabalhando sob a direção criativa de Willie Williams, como Es Devlin, colaborador de longa data do U2, Lipson veio a bordo no começo de 2013, quando o falecido Mark Fisher ainda estava vivo. "Eu fui trazido por Mark, tendo trabalhado com Willie em alguns outros shows, e começamos os projetos", diz Lipson. "No começo nós planejávamos fazer três noites separadas e projetamos um palco que se transformaria em formações diferentes para os três shows. Nós trabalhamos em um monte de ideias antes mesmo de Mark falecer, mas depois, com o atraso subseqüente da turnê, desenvolvemos um monte de ideais durante o fim de 2013 e 2014 até chegar ao projeto final no final de 2014."

Lipson observa que o show é baseado em torno de uma forte narrativa desenvolvida com Willie, Es Devlin, a banda, bem como outros membros da equipe criativa, incluindo o músico Gavin Friday e a coreógrafa Morleigh Steinberg. "Uma vez que o esboço das ideias foram desenvolvidos, eu então voltei para o estúdio da Stufish para trabalhar com minha equipe para fazer os desenhos CAD em escala real, animações e renderizações", ele diz. "Es Devlin depois iria trabalhar com sua equipe para pegar as imagens e estender os vários elementos estilísticos e o conteúdo narrativo de orientação, em fotos. Apresentações para a banda tendiam a ser um híbrido dos resultados dos trabalhos dos estúdios Stufish/Devlin. Uma vez que o projeto total foi assinado, Es Devlin tendia a trabalhar com Willie mais no fluxo do conteúdo e narrativo do show, onde, temos trabalhado com [o gerente de produção] Jake Berry e a Tait para certificar-se de que todos os detalhes, materiais de acabamentos, protótipos e entrega técnica foram totalmente trabalhados.

Enquanto as renderizações reais foram feitas pela Stufish, Lipson observou que o estúdio de Devlin desenvolveu o que ele chama de "as imagens mais artísticas que descreve a narrativa. Nossas animações e renderizações serviram para ajudar a vender a experiência dentro da arena toda juntamente com o entendimento muito importante de como o telão, a longa passarela e o sistema de som, afetaria o visual e como o show poderia ser vendido em conformidade. Nossas renderizações desempenharam um papel enorme para ajudar a decidir como funcionariam os ingressos."

O envolvimento dos membros da banda na criação realmente influenciou o show final, e Lipson diz que algumas das ideias da narrativa do show das primeiras reuniões, têm-se mantido constante. "A idéia da lâmpada, a divisão, a narrativa dos problemas na Irlanda, a Cedarwood Road onde Bono cresceu e os carros-bomba, tudo veio de idéias da banda", diz Lipson. "Eles foram muito claros, que eles queriam quebrar a quarta parede ao público e concentrar-se na intimidade do show de arena para encontrar uma nova maneira de se aproximarem mais das pessoas."

Explorando os temas do crescimento na Irlanda na década de 1970, os membros da banda queriam representar o tema do "punk" no design da turnê, bem como a ideia de um túnel de uma estrada "como um lugar de perigo com fortes luzes fluorescentes elétricas", diz Lipson." As idéias para materiais reais com sentimento forte e urbano, embora não sendo uma pastiche, era importante. Este é o acabamento para as luzes de metrô, e a escada rolante como o chão do palco estriado que tem linhas prata e pretas. Era muito importante que o telão pudesse desaparecer. O produto [PRG Nocturne] V-Thru desempenhou um papel enorme nisto, mas também desenvolvemos toda a estrutura com a Tait para a tela ser tão transparente quanto possível com barras de grades no chão, piso com aberturas, e a estrutura e cabeamento foi tudo cuidadosamente pensado para ajudar a manter o telão visível através dele, o mais monolítico quanto possível. A cor amarela chegou bem cedo, como algo que o U2 usou antes, mas queríamos reutilizar como uma marca. A Stufish projetou o logotipo da turnê do logotipo de U2.ie, como está escrito. Esta contínua pincelada de amarelo brilhante formou o logotipo, que foi então marcado na superfície do palco para explorar a ideia da Inocência e Experiência dos palcos. Nós trabalhamos duro com a Tait para encontrar uma solução que permitiria uma linha contínua de LED Plexiglas aceso amarelo que iria correr o logotipo pelo chão. Isso foi muito eficaz e criou uma estética muito forte para o show."

Do site: Live Design
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