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terça-feira, 23 de junho de 2015

U2 fala sobre camisetas, 'No Line On The Horizon' e o novo disco e turnê - Parte 02


O Chicago Tribune disponibilizou uma entrevista com o U2 feita em um sofá de um hotel em Montreal, após um dos shows realizados no Bell Centre.

'Songs Of Innocence' ainda não ressoou na forma como a banda esperava. "Sendo honesto, há algo sobre o som do disco que é um pouco organizado demais", disse Bono em uma entrevista separada. "Isso é o que acontece quando você fica muito tempo no estúdio."
Mas a banda é unificada em sua crença de que estas novas músicas são mais duráveis do que o último lote, e a turnê é um esforço de defesa dos ideais. "Com o último álbum, tentamos engenharia reversa, transformando peças experimentais em músicas, e não funcionou", diz Edge. "Neste álbum, queríamos começar com as músicas que acreditamos nelas, e então, obter o experimental como nós queremos."
Ainda, a noção de olhar para trás, para o material de origem, inicialmente fez The Edge ficar cauteloso. "Dublin é um lugar muito fértil para começar a escrever sobre, mas eu queria fazer algo olhando para frente", ele diz. "Tenho medo de nostalgia. Eu não queria as canções muito sentimentais. Bono continuava tentando encontrar maneiras de explorar o passado com honestidade, para evitar as armadilhas, e fez isso focando nas precoces primeiras experiências que moldaram quem somos para o resto de nossas vidas."

Se as obscuras versões de estúdio são apenas canções íntimas e emocionais, as interpretações nos shows amplificam essas qualidades, removendo um pouco daquela manha.
O som emana não de uma única fonte no palco, mas de diversos alto-falantes pendurados no teto do outro lado da arena, criando um efeito envolvente.
"Permite-nos projetar a música sem ser extremamente alta", diz o diretor de áudio Joe O'Herlihy, o guru da barba grisalha, que já trabalha com a banda desde 1978. "Este é um show muito direto com canções que quando tocadas ao vivo, faz que você se sinta como se elas finalmente atingissem seu pleno potencial, como se estivessem inacabadas no estúdio. Não há outra identidade que formula quando eles tocam essas músicas ao vivo, e está se movendo para mim."

As aparentes contradições abundam, e um dos aspectos mais fascinantes do show atual é que Bono confronta ele mesmo diretamente. Em uma conversa imaginária entre o seu eu mais jovem e o multimilionário rock star que ele é agora, o jovem Bono provoca: "você esqueceu quem você é... Você tem 300 vezes mais do que você precisa."
É um momento estimulante que humaniza um show que é dimensionado para uma arena, e ainda se esforça para a intimidade.
"Nós amamos punk, mas tiramos as ideias do punk e expandimos", diz Adam Clayton, ainda ostentando a sua camiseta do The Stranglers. "As coisas que Bono fala sobre e que envolve estas canções, vêm de um lugar muito especial para todos nós em Dublin".

Agradecimento pelo link: UV Brasil (Ultraviolet Fã Clube)
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