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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Em performance ao vivo de 'The Ocean", Bono recita trecho do poema 'Do Not Stand At My Grave And Weep'


Ontem no The Roxy em Los Angeles, o U2 fez uma antológica apresentação temática revivendo aqueles primeiros shows em que a banda tocava em clubes pequenos, com apenas algumas centenas de fãs apaixonados, com parte do setlist vintage capturando um tempo quando a banda tocava canções como "The Ocean". Ela, do disco de estreia 'Boy', abriu o show de ontem e não era tocada desde a turnê Vertigo em 2005.
No final, Bono recitou parte do poema "Do Not Stand At My Grave And Weep".

Este poema foi escrito por Mary Elizabeth Frye, em 1932. Ela não era poeta, era florista. O que acaba resultando na mesma arte de cultivar beleza. Ela vivia em Ohio, Estados Unidos, e se compadeceu da dor de uma jovem judia cuja mãe estava muito doente, na Alemanha. A jovem, Margaret, havia sido advertida a não voltar à Alemanha naqueles tempos duros de antissemitismo. Quando sua mãe morreu, a jovem disse a Elizabeth: “Nunca tive a chance de chorar no túmulo da minha mãe.” Elizabeth pegou então o papel que tinha em mãos, escreveu este poema e a entregou.

Don’t Stand At My Grave And Weep

“Do not stand at my grave and weep,
I am not there, I do not sleep.
I am in a thousand winds that blow,
I am the softly falling snow.
I am the gentle showers of rain,
I am the fields of ripening grain.
I am in the morning hush,
I am in the graceful rush
Of beautiful birds in circling flight,
I am the starshine of the night.
I am in the flowers that bloom,
I am in a quiet room.
I am in the birds that sing,
I am in each lovely thing.
Do not stand at my grave bereft
I am not there. I have not left.”

Não Chore À Beira do Meu Túmulo

“Não chore à beira do meu túmulo,
eu não estou lá… eu não dormi.
Estou em mil ventos que sopram,
E a neve macia que cai.
Nos chuviscos suaves,
Nos campos de colheita de grãos.
Eu estou no silêncio da manhã.
Na algazarra graciosa,
De pássaros a esvoaçar em círculos.
No brilho das estrelas à noite,
Nas flores que desabrocham.
Em uma sala silenciosa.
No cantar dos pássaros,
Em cada coisa que lhe encantar.
Não chore à beira do meu túmulo desolado,
Eu não estou lá – eu não parti.”

Agradecimento: Nardele, do blog www.agoramesmo.wordpress.com

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