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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Bono revela novo trecho da canção inédita "The Morning After Innocence"


Em entrevista para a Rolling Stone, Bono revela novos trechos da canção inédita "The Morning After Innocence', do próximo disco do U2, 'Songs Of Experience'.
Ele explica também o motivo de parte do novo discurso que ouvimos em "Bullet The Blue Sky" nesta nova turnê.

Você pode falar um pouco sobre a divisão da arena em duas, com as telas de LED, e a filosofia por trás disso?

Bono: Nós somos uma banda muito divisora eu soube, embora um dos grandes críticos de música, Robert Hilburn, disse: "a grande coisa sobre um show do Rolling Stones é que você começa a se sentir bem sobre quem você é. A grande coisa sobre um show do U2 é que você vai se sentir bem com quem está ao seu lado."
Temos uma coisa de união dentro de nosso público, mas fora do Madison Square Garden pode ser difícil ser um fã do U2, porque já estamos por aí há muito tempo. Nós provocamos sentimentos muito fortes nas pessoas. As pessoas também nos adora ou nos odeia. No último álbum, 'No Line On The Horizon', uma canção chamada "Cedars Of Lebanon" traz uma linha que diz: "escolha com cuidado seus inimigos porque eles te definem. Torne-os interessantes." Isso é porque eles vão estar com você a vida toda. A ideia central por trás da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE é esse movimento de "eles e nós" para "não há nenhum deles, apenas nós."
Quando éramos mais jovens nossos inimigos foram claramente desenhados, muito visível para nós. Eles eram muito reais, eles não eram imaginários. E nos organizamos contra eles, se foi com a Anistia Internacional ou grupos Anti Apartheid. Conforme você envelhece, você começa a descobrir que o maior inimigo que você encontrará em sua vida muitas vezes é você mesmo. Você é o maior obstáculo em seu caminho. De repente então, a paisagem muda. Não sei quem escreveu a frase: "Encontrei meu inimigo e ele estava parcialmente certo" mas é uma grande frase. É um título de livro. Quando não há uma clara definição de "nós" e "eles", o mundo muda de forma. É mais difícil de negociar. É realmente sua própria hipocrisia na mira. Nós começamos essa jornada com 'Achtung Baby' e a 'Zoo TV'. Isso continua até hoje, mas recentemente o que aconteceu é que eu pessoalmente tenho revisitado os dias monocromáticos em preto e branco, porque eu sinto falta daquela pessoa.

Vou te falar uma letra de 'Songs Of Experience':

"I was living a lie. I was calling it a compromise. I was making bad deals in front of everyone's eyes. Deals now everyone denies. I was giving evidence in the court of the hearts desire, falsifying documents, virtue thrown in the fire. Sometimes I wish that I was stupid and you were not so smart. Overcome the head will always overcome the heart."

"Eu estava vivendo uma mentira. Eu estava chamando isso de compromisso. Eu fazia negócios ruins diante dos olhos de todos. Acordos que agora todos negam. Eu estava dando evidências no tribunal dos desejos do coração, falsificando documentos, jogando a virtude no fogo. As vezes eu desejo que eu não fosse um idiota e você não não fosse tão inteligente. A superação da mente sempre será a superação do coração."

O refrão:

"Lead me in the way I should go. I'm running out of chances to blow. That's what you told me and you should know. Lead me in the way I should be. Unravel the mystery of the heart and its defense. The morning after innocence."

"Me guie pelo caminho que devo seguir. Estou ficando sem chances de explodir, isso é o que você me disse e você deve saber. Conduza-me da maneira que deveria ser. Desvende o mistério do coração e em sua defesa, na manhã seguinte da inocência."

Esta canção se chama 'The Morning After Innocence'.

Então continua:

"Is that your fountain pen? Navy with a nib of gold. Could you write your name again and do anything you were told in 10 Cedarwood Road. I'm your older self, the song of experience. I've come to ask for help from your song of innocence. Lead me in the way I should go. I'm running out of chances to blow. That's what you told me and you should know."

"É essa sua caneta-tinteiro, azul marinho, com um bico de ouro? Você nunca poderia escrever tão bem ou fazer qualquer coisa que te disseram na Cedarwood Road número 10. Eu sou o seu eu mais velho, a canção da experiência, eu vim para pedir a ajuda de sua canção da inocência. Me guie pelo caminho que devo seguir. Estou ficando sem chances de explodir, isso é o que você me disse e você deve saber."

Então, o meu eu mais velho está chegando e pedindo ao meu eu mais novo por esperança. É interessante. É um retrocesso. Isso acontece neste show. O que acontece neste show é o discurso do mais novo, assediando o mais velho. Isso é o que nós estávamos ensaiando lá no palco, tentando descobrir em "Bullet The Blue Sky" O cara que costumava estar nas barricadas em preto e branco aparece com o cara que está do outro lado das barricadas e diz: "O que faz aqui?" Ele diz: "É preciso toda a gente. É preciso os azuis, os verdes, eu, você." Ele vai para este desabafo. É a dialética no coração da turnê de um ponto de vista lírico.

Então, de uma perspectiva visual, você tem analógico versus visual. O trabalho é artesanal, desenho impresso, versus ar de gasto, tratados. Musicalmente, você tem a simplicidade de três peças, da banda de rock, e então você consegue uma coisa mais eletrônica na Experience. Sinto muito. Você provavelmente se arrependeu de fazer essa pergunta.
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