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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Segredos Revelados: The Edge na trilha sonora de 'Captive'


The Edge falou em 1986 sobre o filme e sua participação na trilha sonora de 'Captive':

"Eu tinha essa ideia de que fazer uma trilha sonora, seria um bom trabalho à parte. Na verdade, já comentávamos isso no U2.
Todos achavam que seria uma boa ideia, e eu também tinha um pouco de música para isso, que eu tinha escrito em Londres. Fiz gravações demos das músicas, sozinho, com Larry fazendo algumas batidas para elas. Então eu tive que encontrar um filme para trabalhar, que na verdade provou ser muito difícil.
Pedi para Anne Louise entrar em contato com todos os meus diretores favoritos de filmes, e nenhum deles retornou minha ligação!!!! NEM UM! Fiquei um pouco desiludido, para dizer o mínimo, até que Anne Louise encontrou David Putnam (diretor inglês) e que foi o contato que precisávamos.
Ele estava muito entusiasmado e sabia tudo sobre a banda e eu e disse: 'Olha, você tem ido atrás disso do jeito errado. Eis algumas pessoas para você telefonar, e há um filme específico que eu acho que seria apropriado, chamado Heroine (o filme na verdade se chama 'Captive', e "Heroine" é uma das canções de Edge na trilha). O produtor é um amigo meu, chamado Don Boyd.'
Liguei para ele, ele também parecia muito entusiasmado e tinha sido muito mais aberto do que os produtores americanos. Organizamos uma reunião com o diretor, Paul Meyersburg, que descreveu o enredo, e dei-lhe minha fita demo.
O próximo passo foi ir e assistir um pouco do filme em Paris. Então aconteceu que Bono e Adam estavam indo receber alguns prêmios pela banda na Itália, então nos encontramos em Paris e assistimos um monte de cenas e sequências iniciais que tinham sido montadas. Nós gostamos do visual do filme e a sensação geral do filme, além de já haviam editado algumas de minhas músicas sobre as sequências, que pareciam funcionar. Eu fiz contato com Michael Brook, que eu tinha conversado em Londres quando eu estava escrevendo a música. Ele veio para Dublin, e passamos quatro dias no estúdio.
Michael é polivalente. Ele é um guitarrista, um tecladista, um produtor e também um inventor. Ele inventou algumas coisas inovadoras, como a Infinity Guitar, que estou usando.
Ele também é uma artista solo com alguns discos na EG Records, que é o selo de Brian Eno, e um destes discos tem o título de 'Hybrid'. Ele também trabalha muito estreitamente com Brian em suas exposições de vídeo.
Michael é extremamente bom, tecnicamente, ele é muito junto nesse nível. Isso foi muito útil para este projeto de filme, já que estávamos usando um monte de teclados, sequências e assim por diante.
Nós nos reunimos e terminamos logo após o Natal. Na segunda sessão, trabalhamos com uma cantora chamada Sinead O'Connor, que fez alguns vocais para nós. Isso funcionou muito bem, e o resultado é um som muito puro. Simples, mas muito sofisticado ao mesmo tempo.
Trabalhar na música para um filme é um mundo totalmente diferente, o relacionamento entre o filme e a música é crucial, conseguir o equilíbrio entre o visual e o som é extremamente difícil, mas eu gostei imensamente do desafio."

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