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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Empresário brasileiro Franco Bruni ganha ação na justiça contra integrantes do U2


FRANCO BRUNI COM INTEGRANTES DA BANDA U2 BRASIL EM 1998

Bono e Larry Mullen terão que pagar R$ 1,5 milhão de indenização por danos morais e materiais ao empresário Franco Cecchini Bruni Neto, promotor de três shows do U2 no Brasil em 1998. Na época, Bruni morava em Balneário Camboriú, onde deu entrada ao processo. A decisão foi tomada em sessão da 4ª Câmara Civil do TJ, em Florianópolis, na manhã desta quinta-feira.
A vinda da turnê Popmart ao Brasil foi confusa desde as negociações, quando várias empresas entraram numa espécie de leilão para trazer a banda. Depois, quando Bruni já havia fechado com os irlandeses, foi anunciada a mudança de palco no Rio — do Maracanã para o Autódromo de Jacarepaguá. A banda reagiu mal. Paul McGuinness, seu empresário, enviou um comunicado à imprensa: “A banda sempre quis se apresentar no lendário estádio, e é isso o que iremos fazer”.
— Vai ter show de qualquer maneira, nem que seja na minha casa — disse Bruni, então.
O show aconteceu, mas parou o Rio a partir das 16h. Nem todas as cem mil pessoas conseguiram chegar a tempo de ver o espetáculo. Os caminhos de acesso foram bloqueados por milhares de carros, vans e ônibus. Muita gente levou mais de três horas no percurso. Dias depois, houve duas apresentações em São Paulo, no estádio do Morumbi.
Em novembro de 2000, os músicos deram uma entrevista ao jornal O Globo e criticaram o trabalho do produtor, dizendo que não tinham recebido parte do cachê combinado pelas apresentações.
— Descobrimos tarde demais que ele nunca havia produzido um show na vida — disse Larry Mullen à época. — Aliás, descobrimos várias coisas tarde demais. Ele não pagou muitos profissionais, inclusive nós. Fomos embora sem receber boa parte do cachê.
Bono completou, na mesma entrevista:
— Nós tomamos cuidado com todas as negociações que fazemos para não termos problemas. Isso nunca aconteceu antes. Foi embaraçoso. Não foi nossa culpa o show no Rio ter tido tantos problemas.
Bruni comprovou que bancou o valor do contrato, de US$ 8 milhões, de forma antecipada. Dias depois, a banda se retratou e admitiu ter recebido os cachês, mas apontaram inadimplência no recolhimento de direitos autorais através do Ecad. As intimações da Justiça catarinense a Bono e Larry foram feitas dentro de um avião no aeroporto de Guarulhos (SP), em fevereiro de 2006, quando o U2 esteve no Brasil.
Uma audiência em Balneário Camboriú já havia condenado o baterista Larry Mullen em 2011 a pagar indenização de R$ 800 mil. Desta vez, o desembargador Joel Figueira promoveu alterações na sentença da comarca da cidade do litoral norte, incluindo Bono, e manteve a obrigação dos músicos em ressarcir o empresário pelos danos causados a sua imagem. O valor da indenização ficou em R$ 1,5 milhão. Com as correções, deve atingir cerca de R$ 5 milhões.
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