"Song For Someone" 360 Version

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

A correção em um defeito técnico em "The Troubles" no relançamento de 'Songs Of Innocence' para o Mastered for iTunes


Josh Fuller, para o site U2 Songs (antigo U2 Wanderer), explica como os problemas técnicos com a faixa "The Troubles" do U2 foram corrigidos com o relançamento de 'Songs Of Innocence' para o Mastered for iTunes:

Foi anunciado recentemente o re-lançamento no iTunes do catálogo do U2 para o formato Mastered for iTunes (MFiT).
Foi descoberto um defeito técnico em 'Songs Of Innocence' quando ele foi lançado pela primeira vez em CD e álbum digital em 2014. Usando uma análise de espectrograma de freqüência sônica, foi descoberto que na faixa 11, "The Troubles", todas as freqüências acima de 16kHz foram cortadas, ou removidas, a partir dos 3 minutos e 30 segundos da música, até o final.
Abaixo está uma representação visual da faixa de áudio da faixa com o tempo representado no eixo horizontal e a freqüência, em kHz (kHz), representada no eixo vertical. Observe a área no canto superior direito do quadrante do espectrograma, isso representa informações perdidas que deveriam estar presentes.

Uma breve discussão sobre a tecnologia de som digital inclui a crença amplamente convencida de que a maioria dos humanos, em condições normais, não conseguem ouvir sons acima de 20kHz. Todos conhecemos o velho adágio de que os cães podem ouvir sons mais agudos do que os humanos, daí a invenção e a proliferação do apito para cães, que normalmente tem faixas de freqüência de 23kHz a 54kHz. Os cães ouvem ... nós não.
Quando o CD foi inventado, seus criadores selecionaram a freqüência um tanto arbitrária, ainda que enraizada na ciência (e os limites tecnológicos daqueles dias) de aproximadamente 22kHz como a freqüência máxima em um CD.
Quando o MP3 foi inventado foi realizado uma significativa redução de tamanho do formato das músicas do CD, removendo seletivamente dados de informações de som. Foi argumentado que algumas informações em som gravado é irrelevante e/ou supérfluo, na medida em que, ao removê-lo o ouvinte não vai notar sensivelmente esta eliminação, e o arquivo menor resultante soaria "tão bom" ou "bom o suficiente." Uma das maneiras que os codificadores de MP3 conseguiram fazer isto, especialmente no início disto tudo, foi eliminar freqüências sonoras acima de um determinado limite de freqüência, muitas vez em 16kHz ou perto disto. Os mais recentes codificadores de MP3, bem como uma série de outros formatos de compressão, regularmente já não dependem mais do corte de freqüência como forma de reduzir o tamanho do arquivo. Curiosamente, o áudio transmitido pela televisão é muitas vezes também é cortado em 16kHz ou perto disso. Isso torna tudo mais curioso sobre como ou por que foi observado este corte de freqüência em parte de uma canção em um álbum produzido em 2014.
Com o lançamento de 'Songs Of Innocence' em CD, digitalmente pelo iTunes, bem como outros lançamentos comerciais digitalmente disponíveis, todos confirmaram o mesmo resultado do espectrograma das freqüências eliminadas, e inicialmente a teoria era de que este era um fenômeno natural desta canção em particular. Para testar a teoria, foi realizada uma análise em espectrograma no áudio de "The Troubles", disponível no DVD e Blu-Ray 'U2 iNNOCENCE + EXPERIENCE: Live in Paris' lançado em 2016. Surpreendentemente, o videoclipe trazendo o áudio original da canção, não revelou esse mesmo corte de freqüência.

Isto indicou a probabilidade de que o lançamento inicial de 'Songs Of Innocence' incluísse um defeito técnico na faixa.
Com o re-lançamento em MFiT de 'Songs Of Innocence' em 26 de maio de 2017, a surpresa em observar que aquele erro na faixa 11, "The Troubles", não foi transferido nesta masterização.

O álbum no formato Mastered for iTunes (MFiT), de fato, passou por um processo de masterização diferente do lançamento original de 2014 pelo próprio iTunes.
Uma audição inicial do álbum pelo autor desta matéria, impressiona com uma experiência de audição completamente diferente, embora subjetiva. As canções parecem mais dinâmicas com separação mais clara entre vocais e instrumentação. Outros elementos parecem ser trazidos mais para o primeiro plano, onde foram relegados de uma maneira praticamente inaudível, como ruído de fundo, na versão inicial. Talvez, o mais notável de tudo, como acontece em todos os álbuns MFiT ouvidos até agora, é uma falta de dither, ou estática, o que significa que há menos ruído não feito pela música.
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