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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Contando a história de "The Saints Are Coming" - Parte 2


Bob Ezrin: "Então The Edge e eu fizemos viagens separadas no outono e no inverno de 2005 para ver o que estava acontecendo e foi surpreendente. Honestamente foi como visitar o lado escuro da lua quando você descia a 9th Ward e ia andando. Fortaleceu minha determinação que isso era algo que tínhamos que corrigir. E o nosso pensamento foi: "Se eles tocam, outros virão." Se a música estiver tocando, as pessoas irão voltar. Sem a música, não há coração para o Golfo. Assim se tornou nossa missão, trazer a música de volta."

E então Ezrin e The Edge foram abordados pela Liga sobre o jogo de re-abertura.

The Edge: "Então a ideia inicial era que eles gostariam de nos juntar em um evento que foi inspirado obviamente em Nova Orleans e a música de Nova Orleans, mas que pudessem incluir alguns artistas internacionais. Eu pensei sobre isso por um tempo e disse: "Bem, definitivamente deveríamos fazer algo." Não sei o que deveria fazer em primeiro lugar e então Bob diz: "Você sabe, talvez pudéssemos trazer um convidado ou dois e você pode tocar com talvez um outro cantor. Talvez Billie Joe do Green Day." Eu conheço o Billie Joe, então eu estendi a mão e disse: "Você estaria interessado?" É um tipo de oportunidade incrível para tocar em um evento. Então Billie Joe estendeu a mão e disse: "Estou dentro. Ótimo. O que vamos fazer?"

Bob Ezrin: The Edge então veio com essa música chamada "The Saints Are Coming" por uma banda pouco conhecida chamada The Skids, uma banda punk pouco conhecida. Eu conhecia vagamente a música, mas no minuto em que eu coloquei ela pra tocar novamente, foi como: "Oh, meu Deus, isso é perfeito."

The Edge: "Eu pensei por alguns dias e então lembrei-me dela. Esta canção. Minha música favorita quando eu tinha uns 17 anos de idade, escrita e gravada por uma banda chamada The Skids de Ayrshire, na Escócia, e essa música foi chamada "The Saints Are Coming". Pensei, 'uau, é óbvio, porque Billie Joe foi muito inspirado pela música punk rock e nós começamos com o U2 como um tipo de banda pós este movimento musical, e muitas de nossas raízes são as raízes do punk rock. É a combinação perfeita para nós cantarmos esta canção.'
Então liguei para Billie Joe e disse: 'O que você acha de "The Saints Are Coming"?' Enviei a canção para ele e ele adorou. Assim foi a nossa primeira ideia e ficamos muito felizes com isso. Então eu estava tocando a melodia e eu compartilhei essa ideia com Bono, Adam e Larry e veio aquela ideia, "bem sabe, talvez conseguíssemos toda a banda para participar e tocarmos juntos. Isso seria muito legal." Então eu perguntei à eles o que eles pensavam disso. Eles disseram: "Certo, parece que pode funcionar". Com essas coisas, é meio assim que você consegue um pequeno pedaço do quebra-cabeça colocado no lugar, e então você pode começar a pegar as outras peças. Falei com o Billie Joe, eu disse: "Billie Joe, eu acho que talvez o U2 pode vir a bordo conosco. Que tal o Green Day também? Toda a banda?" Ele disse: "Acho que seria muito legal. Deixe-me ver isso com eles".
E pouco a pouco, tínhamos todos de nosso lado para esta ideia. Então aconteceu do U2 estar gravando em Londres, no Abbey Road com Rick Rubin, então nós olhamos a agenda e descobrimos que Green Day estava livre. Então eles voaram e passaram três dias no Abbey Road na mesma sala que os Beatles gravaram todas suas gravações de estúdio mais importantes e tivemos dois dias incríveis tocando juntos e gravando. Dessas sessões, essa música foi a coisa mais poderosa que fizemos. A faixa foi em benefício para o Music Rising, e ganhou um monte de dinheiro para a caridade. Então ela foi lançada e teve muita atenção dada, e tivemos a certeza que ela faria parte de nossa performance no Superdome.
Quint Davis foi trazido a bordo para ajudar na fase de produção, e o lendário produtor do Grammy, Ken Ehrlich, foi contratado para a produção de TV das performances."

Quint Davis: "Tivemos dois ou três dias de correrias pelo palco porque tivemos essa coisa gigante que nós construímos, e que tinha que funcionar dentro e fora. Nós não tínhamos só o U2, tivemos U2 e Green Day. E depois tivemos Trombone Shorty e Kermit Ruffins. Tivemos duas Brass Bands (bandas negras de instrumentos de sopro). Tivemos o Social Aid e Pleasure Clubs."

Charles Coplin: "Este foi um daqueles shows onde todo mundo foi empurrando na direção certa. Todos os corações estavam no lugar certo. E vendo estes músicos no palco e a forma como as coisas estavam sendo planejadas e a música que Bob Ezrin, o produtor, montou, os ensaios foram muito, muito especiais. Quando Bono começou a improvisar "Beautiful Day", e canta "depois da inundação, todas as cores voltaram", você realmente começava a ficar arrepiado."

The Edge: "Sabe, é engraçado, nós entramos no Superdome e acho que nós todos estávamos um pouco nervosos porque havia tanto que tinha que ser feito naquele ensaio, sabe, integrando Trombone Shorty e os outros músicos e duas bandas que realmente nunca haviam tocado muito juntos, e a passagem de som e tudo era muito alto, um momento intenso."
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