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terça-feira, 26 de abril de 2016

A Última Entrevista: The Edge e Garvin Evans - The Rotarian Parte 01


A revista The Rotarian publicou em sua edição de maio uma entrevista com Edge e seu pai, que por ironia do destino acabou coincidido com a morte do senhor Garvin Evans aos 84 anos de idade. Como um pequeno e humilde tributo ao pai de The Edge, a tradução da matéria:

Garvin e Edge: Tal Pai Tal Filho

OS GAROTOS DO U2 ESTÃO EM CASA. É sexta-feira, 27 de novembro, duas semanas após os ataques terroristas em Paris. Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. tinham estado em Paris naquela noite terrível, ensaiando no palco que estavam programados para tocar na noite seguinte. No entanto, tiveram de ser evacuados. Essa banda sempre foi conhecida por seu ativismo político e social e as mensagens de suas canções contra a guerra e o terrorismo. Hoje, estas questões são particularmente relevantes.
Na 3Arena, que uma vez já foi uma estação de trem das Docklands de Dublin, milhares de fãs se amontoam alegremente na pista do local. Eles estão bebendo cervejas e incansavelmente animados enquanto esperam que seus heróis locais, que estão fechando sua turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE de seis meses, subam no palco. Quando a abertura melancólica de "Ohhhhh, ohhhh, oooohhhh" denota o som de "The Miracle (Of Joey Ramone)", seguido pelo incendiário e destacado riff de guitarra de The Edge, o público vai à loucura.
O pai de The Edge, Garvin Evans, com 84 anos, foi na Arena no primeiro dos quatro shows em Dublin, para ver seu filho tocando, e estará aqui novamente, para o que era para ser o último concerto da turnê por U2. (A banda vai voltar a Paris para dois concertos remarcados). No dia seguinte, Evans, um tenor, vai cantar em uma produção local de Messias.
Evans é um grande fã, não só do U2, mas de Handel, os hinos do País de Gales, campo de golfe (é membro honorário a vida toda no Royal Dublin Golf Club), dos verdadeiros claretes (vinho) e das terças-feiras, "quando três ou quatro de nós vamos a um bar tomar uma Guinness." Ele ama seus três filhos, seis netos e seus dois bisnetos. Ele é secretário da Igreja Presbiteriana e canta no coral. Além disso, é um membro há muito tempo do Rotary e o motivo pelo qual a revista The Rotarian está visitando Dublin: conversar com ele e seu filho sobre o que eles têm em comum e como eles se inspiraram para tornar o mundo um lugar melhor.
A frequente colaboradora do Rotarian, Julie Bain, reuniu-se com eles no Merrion, um hotel de cinco estrelas no centro de Dublin. Os dois homens elegantes chegaram cedo. Garvin Evans com uma gravata escocesa vermelha e roxa e The Edge, nascido David Evans, com seu gorro que é sua marca registrada, e uma jaqueta de couro preta. Evans, nascido no sul de Gales, mostra um pouco de sua cautela galesa, o mesmo cuidado que seu filho, que nasceu em Londres em 1961 antes que seus pais se mudassem para Dublin em 1962. (Sua mãe, Gwenda, morreu em 2012). Os dois não se abraçam, mas são claramente afetivos e carinhosos um com o outro. Aqui, eles falam sobre as questões que são mais importantes para ele.

Sobre as PRIORIDADE PELA IRLANDA

EVANS: nunca esquecerei meu primeiro dia em Dublin. Cheguei numa manhã de sábado. Antes do almoço eu tinha comprado uma casa no subúrbio norte de Malahide], sujeita à aprovação da minha esposa, e ela deu. E então eu fiz algo importante, eu saí e fui ver o torneio de golfe do leste da Irlanda, em Baltray. Lhe digo que não demorou muito para nos integrarmos.

EDGE: sem dúvida, Dublin é a minha casa. É bastante surpreendente que ainda posso voltar toda vez para a casa em que cresci. Isso é uma grande reflexão sobre o povo irlandês, porque realmente não compram muito desse sistema de celebridades. Você é uma pessoa de integridade e tem senso de humor? Você é engraçado? Estas são coisas que importam ao irlandês, não o quanto grande é a sua casa ou o carro que você tem. Os irlandeses nunca nos permitiriam ser mais importantes do que realmente somos.

EVANS: Dave nasceu com um sorriso no rosto e era intensamente curioso sobre tudo. Ele não mudou muito.

EDGE: Nós todos terminamos à deriva ao longo do tempo, mas o que é realmente saudável é continuar sendo puramente o mesmo, ou seja, a mesma pessoa que você era quando criança. É a consistência. Eu coloquei um grande esforço para não permitir que o sucesso da banda se tornasse de alguma forma prejudicial ao meu valores ou idéias. Tentamos evitar excessos. E se você foi abençoado, você faz o que pode para voltar.

Sobre o ROTARY

EVANS: Voltando à década de 50, o tio da minha esposa era um rotariano e conseguiu para Gwenda ir para um programa de intercâmbio para a Suécia. Eu descobri um pouco mais sobre o Rotary naqueles dias e tornou-se intrigante. Então quando cheguei em 1968, quando The Edge tinha apenas 7 anos, para se juntar a esse clube novato que seria conhecido como o Dublin North Rotary Club, eu me joguei nele.
Eu sou, infelizmente, o único membro fundador do clube ainda vivo. Fui presidente do clube duas vezes, eu ganhei dois prêmios Paul Harris, servi como oficial de extensão de distrito de Rotarac e dois anos antes como secretário distrital do Rotary da Irlanda, quando Verity Swan se tornou a primeira governadora distrital do Rotary da Irlanda. [Os outros dois filhos de Evans, Richard e Gillian, participaram de intercâmbios de jovens notários à curto prazo].

EDGE: Eu estava ciente do Rotary, mas era completamente ignorante sobre o que estava acontecendo. Eu sabia que meu pai usava este bonito broche na lapela de vez em quando. Você escolhe os boatos à medida que vai crescendo, e eu entendi com o passar do tempo que tinha a ver principalmente com atividades de caridade e divulgação na comunidade e esses tipos de atividades gerais do tipo de empresas sociais.
Meu próprio envolvimento com filantropia e ativismo começou através da banda. Tendo alcançado um certo nível de sucesso, tivemos a plataforma e a oportunidade de fazer as coisas. Foi um impacto muito agradável ver como meu mundo e de meu pai tinham fechado em um círculo, quando descobri que a Fundação de Bill e Melinda Gates, da qual nossa banda está associada já faz algum tempo, era associada com o Rotary na luta contra a pólio. De repente, tive um sentido mais completo do que era o Rotary. Fui a um jantar com meu pai [em honra de seus 40 anos no Rotary] e naquela noite eu vi o nível de compromisso e o imenso valor do Rotary. Foi quando eu realmente entendi.

EVANS: Quando eu era jovem... eu estava muito consciente dos perigos da pólio. Todos os verões no país de Gales, havia um temor disso. Quando Dr. Jonas Salk desenvolveu a vacina, fomos capazes de vir a enfrentar junto com ele. E mesmo assim você tinha que chegar ao povo. Isso é o que é o Rotary.

Agradecimento: U2 Uruguay - U2 News (www.noticierou2.blogspot.com)
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