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terça-feira, 11 de agosto de 2015

O Julgamento de Adam Clayton - 2° Parte


01 de Setembro de 1989, sexta feira. O Dia do Julgamento.

Adam Clayton havia sido flagrado com 19 gramas de maconha, e acusado de posse e intenção de venda. Ali, ele colocou em perigo o futuro do U2 em ser uma banda ao vivo.
Vários jornais estavam do lado de fora de tribunal, para cobrir o caso. O Irish Independent, Evening Press e Evening Herald tiveram até que dar detalhes sobre..... as roupas utilizadas: "Adam Clayton veste um terno xadrez caro Príncipe de Gales, mas amarrotado, camisa preta e correntes de prata no pescoço; e está sentado ao lado de seu companheiro de banda, Larry Mullen Jnr., que veste uma jaqueta jeans, e também o empresário da banda, Paul McGuinness, que como um homem de negócios, está impecável."
Com muito sarcasmo, a Hot Press, com Liam Fay, citou isso em sua matéria e disse que estas publicações se esqueceram de informar quais sapatos eles estavam usando.
Adam Clayton havia feito para a imprensa um grande favor por ser preso naquele domingo, 6 de Agosto, na véspera do feriado bancário da segunda-feira, já que como não haveria matéria alguma para vender jornais, eles acabaram enchendo as páginas com fotos do mais famoso baixista do país, no lado de fora de um tribunal, ao lado de manchetes como "MEMBRO DO U2 COM CARGAS DE DROGAS!" Então ele involuntariamente fez um segundo favor para a mídia, tendo seu julgamento marcado para a sexta-feira, 1 de Setembro, dia que marcava o fim da férias de verão escolares. Esta foi a história perfeita para terminar uma temporada sem graça como aquela.

Pouco antes das 10:30 da manhã, uma grande Mercedes preta entrou no pátio do Tribunal de Dundrum e Adam, Larry e Paul McGuinness foram cercados por repórteres, guardas e cerca de 50 fãs do U2.
Quando o juiz Desmond Windle sentou em sua cadeira, ficou impressionando com o número de pessoas presentes na corte, e fez questão de lembrar à todos que eles estavam presentes perante "a lei" e que deveriam tomar cuidado com os modos.
Paul McGuinness estava impaciente, Larry estava nervoso e batia os pés no assento da frente, e Adam estava concentrado.
Um jovem estava sendo julgado por assaltos e posse de armas na região das docas de Dublin, e um casal de idosos que estava no tribunal para testemunhar em nome de seu filho, se aproximou de Larry e, confundindo-o com Adam, desejou-lhe boa sorte. Larry não corrigiu eles do engano, e lhes disse que tinha certeza de que tudo iria ficar bem.
Depois das 11:45 da manhã, o caso de Adam Clayton teve início, e ele se encaminhou para o centro do tribunal.
Imediatamente foi estabelecido que a acusação da intenção de fornecer droga havia sido abandonada pelo Estado, e Adam declarou-se culpado pela acusação de posse. Então o detetive da Garda, Michael Moody, contou novamente como, no dia 6 de Agosto, ele e outro policial da Garda tinham ido para o parque de estacionamento do pub Blue Light na Glencullen, como resultado de uma chamada das comunicações da Garda. Lá, ele observou um número de pessoas em pé ao redor de um carro preto Aston Martin com um homem, que ele identificou como Adam Clayton, sentado no porta-malas. Realizando uma revista sob a Lei de Abuso de Drogas, Michael Moody disse que ele olhou no porta malas e descobriu uma substância resinosa, que mais tarde provou ser 19 gramas de cannabis. O juiz Windle inquiriu sobre "quantos cigarros se conseguem com 19 gramas." "Cerca de 150", respondeu Moody. Windle então riu e disse: "Ah, pessoas podem trazer 200 cigarros através do duty free.... mas não cannabis." Larry Mullen achou um pouco engraçado. Paul McGuinness nenhum pouco.
Moody depois ainda contou como ele havia levado Adam Clayton para a Estação de Dundrum e, em seguida, o revistou, descobrindo com ele um tipo de faca preta Swiss Army contendo vestígios de cannabis.
O advogado de defesa Sheehan Garret não fez nenhuma pergunta para o detetive Moody. Ele, no entanto, informou ao tribunal que seu cliente, o Sr. Clayton, tinha 29 anos, solteiro e um músico por ocupação. "Ele é um músico talentoso e bem sucedido", acrescentou o Sr. Sheehan. "Ele trouxe honra para o país e não é insignificante seu trabalho". Sr. Sheehan, então, pediu clemência para seu cliente e enfatizou que uma condenação de posse de drogas causaria grandes problemas de visto para Adam Clayton, que freqüentemente tinha que viajar para o exterior com sua banda. O juiz Windle deixou claro que ele entendeu o objetivo do processo de defesa e então ordenou um intervalo de 30 minutos para que o Sr. Sheehan pudesse conversar com o advogado de acusação do Ministério Público, Maurice Hearne, sobre uma punição apropriada.
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