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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Na Estrada..... Para a Batalha: Matéria com o U2 na Q Magazine - Parte 03


O U2 é capa da edição n° 351 de agosto da Q Magazine! A banda conta tudo o que viveram desde o lançamento do álbum anterior, até a atual turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE. Desde os erros cometidos, passando pelas experiências pessoais ruins, até as novas e vibrantes canções que estão vindo por aí.

O www.u2spain.es disponibilizou em seu site, uma tradução completa da matéria em espanhol, e o blog agora traz uma tradução em português:

Parte 3:

Quarta feira, hora de comer

Espaço de Adam Clayton no Ritz-Carlton. Na década de 90, a pressão da turnê Zoo TV converteu Adam em um viciado em auto-aversão. Vinte anos mais tarde, ele é sóbrio, e emana tranquilidade e sabedoria. Sorri muito, dentro e fora do palco, como se a vida fosse uma série de surpresas agradáveis.
O cabelo de Clayton tem crescido como uma réplica prateada de sua época punk, levando todas as noites para o palco uma camisa diferente de bandas que inspiraram o U2. No show de hoje, Blondie. "Eu estava colocando esta camiseta hoje e pensando ao mesmo tempo como o Blondie foi grande. Eles tiveram seu momento. A fama é uma coisa extraordinária que aterriza em algumas pessoas em um ponto, encorajando-o ao pousar em você, e no final do dia, quanto tempo permanecerá é algo completamente efêmero. Você tem que saber quando se foi."
Adam Clayton é friamente crítico de si mesmo ("minha filosofia é que se pode contar até quatro, pode tocar qualquer linha de baixo do U2″) e aparentemente sereno. Mesmo assim, o U2 agora é muito menos otimista do acordo com a Apple. "Eu sempre esperei que teria alguma resposta negativa", ele disse. "O que não esperava era que as pessoas mostrassem tão pouco interesse nas músicas. Pareceu que éramos os caras malvados que colocaram o álbum nos telefones celulares das pessoas, e isso nos colocou na defensiva." Mas ele admite que o presente finalmente deu resultado. Em seu primeiro mês, um total de 26 milhões de downloads, superaram as vendas de The Joshua Tree até o momento. "Conseguimos alcançar um público de pessoas mais jovens, que conhecem aquelas canções, e que não conhecem as antigas. Não é o que se poderia esperar."
Para continuar a atrair novos fãs, depois de tanto tempo, que é uma façanha em consonância com a missão incansável do U2 de jogar seus braços ao redor do mundo, mas Adam Clayton pode imaginar algo diferente no futuro. "Já tivemos esse momento de fama e nós detemos ela de uma certa maneira", diz, retomando a sua teoria do Blondie. "Mas pode haver um momento para dizer que vamos viver com o pouco que temos e deixar de colocar a mão em outras pitadas."

Quarta feira de noite

No backstage do TD Garden, deixado mais aconchegante com cortinas vermelhas e velas. Recém saído de sua sessão de fisioterapia pre-show, Larry Mullen Jr. mexe com um palito de dente no momento que narra sua conversa com Mike Love na noite anterior.
"Ele olhava para mim como se tivesse duas cabeças", diz ele. "De verdade? Realmente você gastou todo esse dinheiro neste show? Você realmente se preocupa tanto? Por quê?" É muita pressão, mas não posso imaginar fazendo isso, se não fosse um desafio. O que te move é vulnerabilidade."
Quatro dias antes do show de abertura, Larry Mullen recebeu a notícia de que seu pai havia morrido. Ele voou para a Irlanda para o funeral na quarta-feira e estava no palco em Vancouver na noite de quinta-feira. "Eu havia prometido há anos que eu o enterraria", diz. "Me senti muito aliviado de ter cumprido minha promessa, mas também muito aliviado em retornar ao lugar onde sempre estive, que é na banda."
Larry Mullen é conhecido como a voz sincera na prudência do U2. Isso faz dele um otimista imprudente pelos padrões da maioria das bandas. O U2 se sente forçado a assumir riscos ousados (e caros) - mas agora, admite Larry, eles tinham grandes reservas pelo acordo com a Apple. "Se eu me senti desconfortável com isso? Sim, algumas vezes. Então eu me senti especialmente desconfortável. É o que é." Mas, ele continua, "de repente o barco sai do banco de areia. Flutuamos novamente. Há músicas que são tão boas como pensávamos que elas seriam".
Larry Mullen ainda demonstra irritação com 'POP' e 'No Line On The Horizon'. "Fracasso. Calculamos errado onde estávamos, e fizemos." Até mesmo 'Songs Of Innocence' o incomodou um pouco. "Gastamos tanto tempo com ele, que há partes nele que passou do ponto. Duvidamos de nós mesmos. Duvidamos das músicas. O que digo é que realmente não estávamos seguros de nossa capacidade."
Larry tem uma solução. Ele está fascinado com a teoria, popularizada pelo livro Outliers de Malcolm Gladwell, que grandeza requer aproximadamente 10.000 horas de prática. Os Beatles tiveram essa aprendizagem em Hamburgo. O jovem U2 não. Então aqui está o plano: "quando acabar essa turnê, devemos começar uma viagem para aprender como tocar músicas de outras pessoas, como diversão, e depois voltar e gravar um álbum com o que você aprendeu. Apenas como um experimento. Retornar para clubes onde realmente nós fizemos besteiras - e fazer direito. Nós realmente precisamos voltar. Como Benjamin Button. Ou seja, pode ser o fim da banda (risos), mas seria tão legal."
Aconteça o que acontecer, algo tem que mudar. "Aprendemos", ele disse firmemente. "Nunca mais vamos passar quatro anos e meio escrevendo e gravando um álbum. Esses dias acabaram."

Meia noite da quarta feira

Aeroporto em New Bedford, Massachusetts. Um comboio de transportadores do U2 e a equipe chave da turnê se dividem em um par de jatos com o logotipo da iNNOCENCE + eXPERIENCE. A bordo, bandejas de alimentos e bebidas cuidadosamente organizadas para o voo de meia hora para Nova York.
Joe O'Herlihy - metade Rick Rubin, metade Papai Noel - se senta e descreve a primeira vez que ele viu o U2. Foi em 1978. Eles foram a quinta banda a se apresentar em um concerto no Instituto em Cork. "Basicamente não sabiam como tocar seus instrumentos, mas foi extraordinário. Me lembro de Bono conversando com quatro gatos que estavam no local. Ele estava convencido que eles iriam ouvi-lo. Isso me fez entender o que estava por vir."
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