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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Segredos Revelados: 10 anos da parceria entre U2 e Green Day para a reabertura do Superdome - Parte 01


Em 2006, Nova Orleans estava pronta para a reabertura do Superdome, e no dia 14 de setembro, a emoção se multiplicou exponencialmente quando o U2 e o Green Day anunciaram que iriam se apresentar como parte das festividades pré-jogo da segunda-feira, 25 de setembro antes do primeiro jogo do Saints contra o Falcons no Monday Night Football.
"The Saints Are Coming" tem feito parte do dia de jogos da equipe desde que Green Day e U2 tocaram ela ao vivo pela primeira vez naquela noite, mas foi uma escolha arriscada. A canção não era conhecida, e quando a banda punk escocesa The Skids lançou a faixa em 1979, era sobre um amigo do cantor Richard Jobson, que se juntou ao exército britânico e foi morto na Irlanda do Norte.
A vice presidente executiva do Saints, Rita Benson LeBlanc, disse em 2011 ao site NOLA.com | The Times-Picayune: "Ouvi a original, e tive que me encolher de medo". Tudo o que ela ouviu foi "uma canção punk extremamente áspera e mal compreensível".
The Edge amava a canção e achou que seria perfeito para o Green Day tocar. "Eu podia ouvi-los tocando a música e sabia que iria funcionar muito bem", ele disse à Robin Roberts do 'Good Morning America' em 2006. The Edge tinha estado envolvido nos esforços de ajuda para músicos de Nova Orleans, através da Music Rising, e ele queria fazer algo público para Nova Orleans. Quando ele pensou na canção e no Green Day, ele fez acontecer. Naquele verão, as bandas se juntaram no Abbey Road Studios em Londres para gravar a música.
O produtor musical Bob Ezrin co-fundou a Music Rising com The Edge, e produziu o segmento com David Saltz da ABC. Eles trouxeram Ken Ehrlich, que ganhou o Emmy ao produzir The Grammys. Ele tinha experiência de fazer música ao vivo a levar isto para as salas de estar das pessoas.
Ehrlich, por sua vez, trouxe o produtor do New Orleans Jazz e Heritage Festival, Quint Davis, para garantir a performance.
"Eu disse para as pessoas da ESPN, que eles não podiam fazer isto sem Quint, e ele estando junto, eles perceberam que daria certo", disse Ehrlich.
Davis e sua equipe da Festival Productions não só colocariam as duas bandas no palco no meio do Superdome, mas eles iriam entrar naquele palco montado no campo, seguro, e com milhares de pessoas na frente do espaço em um intervalo comercial. Ele e sua equipe passaram dias ensaiando cada passo do processo, inclusive recebendo os músicos de seu camarim para o palco.
"É o que estávamos construindo para ser mostrado, mas fazer daquilo um show, envolveu toda a empresa", disse Davis.
Quando a equipe de Davis perguntou para Big Sam Williams se ele gostaria de tocar, ninguém mencionou U2 ou Green Day. Lhe foi dito "que eles" queriam ter junto diversos músicos locais para tocarem na reabertura do Superdome. Williams viveu em San Antonio após o Furacão Katrina, então ele aproveitou a chance de rever amigos músicos e não sabia que havia algo acontecendo até uns dias mais tarde. Tudo era muito secreto.
Os músicos de Nova Orleans começaram a fazer piadas com tanto mistério. "Vamos ensaiar na véspera e no dia do show? O que está acontecendo? Depois disseram que iria ser o Green Day e o U2. Eu foi como: "Uau! Isso é incrível."
Rebirth Brass Band também esteve presente no show, e Stafford Agee foi um dos pouco membros que ainda estava na cidade na época. Ele vivia na casa dos pais, sem eletricidade, mas ele tinha um cobertor, velas e um banheiro funcionando. "Estava tentando fazer as coisas em ordem", disse ele.
Os músicos de Nova Orleans, incluindo Trombone Shorty e a New Birth Brass Band, não ensaiaram com as bandas até 10:00 da manhã do dia do jogo. U2 e Green Day mandaram para Shorty notas escritas após a sessão de gravação, mas "quando chegamos no palco, nós fizemos o que fazemos em Nova Orleans", disse Shorty "O arranjo foi um pouco diferente do que o que o cara tinha escrito. Essa coisa de chamada e resposta. Isso aconteceu do nada."
Todos os envolvidos no concerto pré-jogo que aconteceu na New Orleans Arena, dividiram apenas um camarim. Rebirth tinha tocado com muitos grandes artistas para saber como era ser legal. "Eles sabem como é este status de superstar, mas eles querem ser normais", diz Agee. "Eles não querem esse estrelismo."
Big Sam e a maioria dos músicos se encontravam ao redor do Dome mas não Trombone Shorty. Ele parou no Verti Marte para comprar camarões, no caminho para seu apartamento no Bairro Francês. Ele sabia mais que qualquer um do show que iria acontecer em Nova Orleans, mas não foi até aquele dia em que a emoção bateu nele.
"Pensei: 'Deve ser qualquer coisa, Nova Orleans estará bem", disse ele.
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