"Song For Someone" 360 Version

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sábado, 22 de outubro de 2016

Bono: "Você precisa lembrar que estar no U2 é como estar no sacerdócio. Há apenas uma maneira de deixar isso – que é estando em um caixão"


É impossível imaginar o U2 sem o seu carismático vocalista, Bono.
Paul Hewson foi o último a chegar na cozinha de Larry Mullen, praticamente levado até a porta, atendendo à um anúncio colocado em 1976 no mural da escola Mount Temple em Dublin, procurando músicos para formar uma banda.
Ele era um aspirante à guitarrista, mas não podia tocar o instrumento. Poucos minutos após estar ali apertado com outros músicos em torno do kit de bateria de Larry, na presença do baixista Adam Clayton e o guitarrista Dave Evans, mesmo com sua falta de habilidade, o baterista Larry Mullen viu muita energia naquele indivíduo e sugeriu que ele tentasse os vocais.
Depois daquele ensaio de aproximadamente 40 minutos, bem, o resto é história.
Bono, 56 anos, Larry Mullen Jr, 54anos, The Edge, 55 anos, Adam Clayton, 56 anos, venderam 170 milhões de discos, é a banda que mais faturou prêmios Grammy e tiveram a maior bilheteria de shows ao vivo de todos os tempos.
A banda completou 40 anos de existência, e Bono insiste que não há mais por vir. "Você precisa lembrar que estar no U2 é como estar no sacerdócio. Há apenas uma maneira de deixar isso – que é estando em um caixão".
Bono, que conheceu a sua esposa Alison Stewart na escola, só recentemente compreendeu totalmente que a força motriz para o sucesso do U2 vieram dos eventos angustiantes de suas juventudes.
Este é o motivo deles terem ido para casa para gravar o seu mais recente álbum, 'Songs Of Innocence'.
Ele diz: "Voltamos para a Dublin onde tudo teve início e começamos a perguntar: 'por que começamos a fazer isto?' e 'O que isso ainda significa para nós?' Encontrei um monte de coisas ruins que aconteceram. Um monte de coisas ruins foram desenterradas."
"Raised By Wolves" é sobre um bombardeio em Dublin, em maio de 1974, quando Bono tinha 14 anos, e 33 pessoas foram mortas.
Apenas quatro meses após o evento traumático, a mãe de Bono, Iris, morreu de um aneurisma cerebral, enquanto estava no funeral do seu próprio pai. Bono disse: "Eu tinha raiva e tristeza por causa da morte da minha mãe. Eu canalizava essas emoções na música. Eu ainda faço isso."
No entanto, Bono acha seu pai Bob, que morreu em 2001, teve a melhor opinião sobre ele musicalmente. "Ele disse: você, Bono, é um barítono que pensa que é um tenor. E essa é a história da minha vida, ali."
Bono revelou: "Até hoje, quem me dera que o U2 fosse uma banda melhor. Quem me dera que fossemos uma banda mais talentosa. É doloroso lembrar daqueles dias que eu escrevia algumas canções. Toda vez que ouço uma música do U2 na rádio, eu me encolho. Você quer saber o meu momento mais humilhante do U2? Where The Streets Have No Name. Quando eu escrevi essas letras eu estava em uma tenda na Etiópia. Rabisquei alguns pensamentos: 'Eu quero correr, eu quero me esconder, eu quero derrubar as paredes que me seguram lá dentro'. Eu pensei que elas eram bastante fúteis, mas quando gravamos a música, essas palavras permaneceram. Agora tenho para cantá-las pelo resto da minha vida. E é a mais bem sucedida canção ao vivo do U2!"
Bono finaliza: "Se a experiência me ensinou alguma coisa, é que alegria é um ato de desafio para o mundo. A diversão, as brincadeiras - o momento em que você entrar, estar totalmente nele. Morte e mortalidade? Eu respondo com alegria. O U2 surgiu para preencher um vazio, um buraco no meu coração."

Do site: The Mirror
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