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sábado, 6 de agosto de 2016

40 Anos de U2: "O Larry é muito bom, o Dave toca bem, o Bono nunca sabe as letras, mas o Adam não sabe o que está fazendo"


Larry Mullen, sobre os primeiros dias do U2: "O Adam tinha um estilo original. Inventava sempre cenas muito doidas. Conseguia tocar em contratempo dentro do ritmo durante muito tempo. Era extraordinário. É isso que faz dele o grande baixista que é. Não é nenhum virtuoso, mas é um músico bastante inovador. E isso se deve a sua incapacidade, que é não ser capaz de tocar de forma perfeita dentro do ritmo. Eu também não sou um virtuoso, a minha afinação graças a Deus é boa. Se não fosse estaríamos metidos em uma grande encrenca. O Adam juntou-se à banda porque tinha um grande casaco afegão, um óculos cheio de estilo, um baixo, e uma cabeleira enorme e encaracolada. Se ele sabia tocar? Não me interessava. Tinha um aspecto legal.Era isso que importava."

The Edge: "Havia uma discrepância evidente entre aquilo que podemos chamar de aptidão musical entre os membros, mas não tinha importância, porque éramos todos uma grande porcaria. Num dos ensaios, Bono quase desesperado, pediu a sua amiga Maeve O’ Regan para nos ouvir e tentar perceber qual era o nosso problema. Ela assistiu ao ensaio e resumiu assim o problema: “O Larry é muito bom, o Dave toca bem, mas o Adam não sabe o que está fazendo, não tem nenhuma noção do tempo ou de afinação”. Nós próprios não tínhamos conhecimentos suficientes para percebemos aquilo, mas ela notou e nos disse. Em condições normais, isso teria sido uma bomba para as maiorias dos grupos, mas não para nós. O que faltava ao Adam em termos de talento natural, era compensado por sua vontade e dedicação. Nunca pensamos na hipótese de procurar um baixista melhor, pois éramos uma banda. Uma banda de aventureiros, mas uma banda."

Adam Clayton: "Eu era muito ignorante e não fazia ideia de como sabia pouco. Abençoada ignorância! Acho que esse estado de graça se manteve até o nosso primeiro disco, talvez mesmo até o segundo. Depois disso, a falta de habilidade e de técnica começou a fazer falta. Naquela altura levava aquilo na brincadeira, tudo me parecia fácil e eu era o máximo. É formidável ler que, em bandas seminais como os Beatles ou os Stones, os membros do grupo eram músicos moldados antes de formarem a banda e serem compositores. Eles sabiam mesmo o que estavam fazendo, a nossa situação era completamente diferente. Durante os ensaios, nunca conseguíamos tocar uma música até o fim, por isso, quando começávamos a tocar em público, não sabíamos como é que ela devia terminar. Acho que o Larry era provavelmente o mais disciplinado, mas ainda assim muito louco. Tinha, pelo menos, uma noção de início, meio e fim. Talvez o Edge também, mas acho que se concentrava de tal maneira nos sons e não se concentrava devidamente na estrutura da música. O Bono nunca sabia as letras. Tínhamos problemas de afinação. Todos nós dávamos o nosso melhor, mas de uma forma indisciplinada e imatura."
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