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terça-feira, 5 de junho de 2018

Os últimos minutos de Joey Ramone em vida ouvindo uma canção do U2 são relatados no livro 'Eu Dormi Com Joey Ramone - Memórias de Uma Família Punk Rock'

O livro 'Eu Dormi Com Joey Ramone - Memórias de Uma Família Punk Rock' apresenta a trajetória de Joey Ramone e dos Ramones contada pelo irmão de Joey, Mickey Leigh. Além de ser minucioso em detalhes sobre todos os períodos da banda, o livro apresenta grande destaque para a trajetória pessoal de Joey, em especial a dinâmica familiar bastante peculiar. O livro conta com depoimentos de todos os envolvidos na história da banda, de Joey e de Mickey, passando a limpo cada momento.

Joe travava uma batalha contra o câncer num hospital de Los Angeles, que ele havia descoberto quatro anos antes.
Uma parte do livro conta como foram os últimos minutos de Joey, ouvindo uma canção do U2:

Kurt Loader havia conversado em particular com Bono, que disse que se a situação piorasse, o U2 estava disposto a fazer um show para arrecadar fundos com o objetivo de ajudá-lo a pagar pelo tratamento médico, caso fosse necessário. Falei que era um gesto realmente muito legal e que iria falar para o Joey.
Bono mandou uma plantinha para ele, que batizamos de Folhagem Bono.
Uma manhã, o telefone tocou. A caminho do hospital, onde minha mãe teve que dirigir, uma canção martelava minha cabeça. Era uma canção que meu amigo James Llorandi tocou várias vezes na Jukebox do 5 Burro Café, no meu bairro, onde ele atendia o bar e eu afogava minhas mágoas. Era "In A Little While" do U2, uma canção lenta, em ritmo de soul, com uma levada Otis Redding sessentista. Imaginei que seria legal para o meu irmão ouvir uma música relaxante para ajudá-lo passar para o outro lado.
Eu não havia nem pensado na ironia do título - em breve - ou das palavras, não da maneira consciente: era apenas uma linda canção. Mas quando a coloquei para tocar, eu, Arlene, minha mãe, Larry, Andy e Arturo todos desabamos em um pranto incontrolável. O cara estava vivendo com a dor fazia um tempo. Queríamos apenas que se sofrimento acabasse.
Enquanto a música tocava nós o acariciávamos e segurávamos a sua mão dizendo: "Nós te amamos, Joey. Você vai estar bem em breve. Não vai mais sentir dor, não vai mais sofrer. Pode deixar a gente agora. Nós te amamos."
Segundos depois da música terminar, a enfermeira disse: "ele foi embora".
Ele se foi. Foi com a canção, pensei, para o lugar onde as músicas vão depois que são executadas - seja lá onde for.
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