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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Gravações do U2 no México nunca foram lançadas


O U2 está convocando fãs com disponibilidade, para uma filmagem na Cidade do México no próximo dia 12 de maio, sem oferecer maiores detalhes. 
O U2 gravou um videoclipe para "Get Out Of Your Own Way", canção do álbum 'Songs Of Experience' de 2018, durante sua estadia na Cidade do México para dois shows da turnê de aniversário 'The Joshua Tree Tour' em outubro de 2017. 
As filmagens apresentando a música e celebrando a cultura mexicana começaram por volta das 17h30 do dia 5 de outubro de 2017, antes da banda partir para o próximo show. A gravação terminou cerca de quatro horas depois, por volta das 22h. Após as filmagens, a banda seguiu para o aeroporto. Durante as quatro horas de trabalho no vídeo, a música foi tocada aproximadamente 25 vezes, segundo relatos da imprensa.
O local utilizado foi o Expo Reforma, no centro da Cidade do México. O teto foi decorado com mantas mexicanas tradicionais e outros elementos típicos do México, incluindo esqueletos dançantes.
O vídeo foi dirigido por Jonas Åkerlund. Anton Corbijn estava presente nas filmagens e foi visto fotografando a banda, mas não dirigiu o vídeo.
Em uma entrevista ao jornal Reforma, The Edge comentou sobre a produção do vídeo e o motivo da escolha do México. "Decidimos gravar o DVD (da turnê The Joshua Tree Tour 2017) aqui, assim como fizemos na PopMart em 1998, e também o videoclipe do nosso novo single, porque é importante que o mundo saiba que a energia deste país é inesgotável e fabulosa. Queremos que seja uma grata surpresa. Vamos mostrar um México vibrante, único e fascinante. Quando soubemos do terremoto (19 de setembro), ficamos muito tristes e em dúvida se deveríamos vir ou não. Chegamos a um consenso com nossa equipe e com o público daqui. Decidimos que não deveríamos cancelar e, felizmente, não cancelamos. Então, agora mostramos ao mundo que o México está de pé e que estamos com vocês".
Esse registro em vídeo da turnê, que foi gravado por Anton Corbijn nas duas datas no México, seria um filme/documentário intitulado 'Heartland' que primeiramente deveria ter sido exibido nos cinemas, e depois seria lançado em vídeo. O projeto foi engavetado e nunca viu a luz do dia.
A banda toca a música no vídeo enquanto três garotas e dois rapazes dançam entre eles, com fogos de artifício coloridos nas mãos, cercando a banda em fumaça e luzes multicoloridas.
O vídeo do México havia sido anunciado como "em breve" em 11 de dezembro de 2017, com 23 segundos de filmagem compartilhados no YouTube, Facebook e Twitter. O jornal mexicano Le Reforma noticiou que a banda usou adereços do filme de James Bond, Spectre, sem a permissão dos artesãos, que posteriormente pediram que as imagens não fossem utilizadas, e assim o U2 jamais lançou o videoclipe.

Um segundo vídeo para a canção foi gravado em novembro, quando o U2 se apresentou na Trafalgar Square como parte do MTV EMA, e mostra a banda tocando a música no palco enquanto o público exibe cartazes de protesto fornecidos pela banda. Também nunca foi lançado.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

U2 fará gravação na Cidade do México, que deverá ser utilizada para divulgação do novo álbum ou próxima turnê


O site U2 Songs informa que alguns residentes do México que são assinantes do U2.COM estão recebendo e-mails informando que o U2 estará na Cidade do México para filmar algo no dia 12 de maio, das 14h às 20h, horário do México. 
O e-mail diz: "Luzes, câmera, ação… ouvimos dizer que tem filmagem acontecendo!" e orienta as pessoas a preencherem um formulário caso queiram participar. O e-mail parece estar sendo enviado para residentes do México e não para todos os assinantes. Um tópico também foi aberto para discutir o evento no fórum Zootopia do U2.COM
Os detalhes são escassos. Todos os participantes devem ter mais de 18 anos. O prazo para responder ao convite por e-mail é sexta-feira, 8 de maio, às 12h. O convite informa que a filmagem acontecerá ao ar livre e os participantes ficarão em pé. Mais detalhes serão divulgados antes da filmagem. Os participantes serão avisados sobre a possibilidade de comparecer no dia 10 de maio.
O U2 pede que p formulário seja preenchido somente se a pessoa puder estar na Cidade do México no dia da filmagem e tiver disponibilidade durante todo o período (das 14h às 20h). Provavelmente precisará permanecer durante todo o evento. 
Há rumores de que o U2 esteja preparando o primeiro single do próximo álbum. Acredita-se que o single será lançado no próximo mês, e o álbum com as novas músicas chegará às lojas em setembro ou outubro. É provável que o material gravado seja utilizado no primeiro videoclipe do álbum.
Uma prévia na conta U2Community mostra um estádio lotado de fãs com a frase "Quem está pronto para o que vem por aí? Ole, ole, ole, ole…" junto com a bandeira mexicana e uma mão acenando.
Há rumores de uma turnê para 2027, que pode começar na Cidade do México. Espera-se que a turnê seja anunciada no final deste ano.

A canção com Bono e The Edge, que Dave Fanning não gostou


O influente apresentador de rádio da RTÉ apresentou o Dave Fanning Show na estação desde maio de 1979, ano em que ele colocou o U2 em sua programação, antes da banda ser conhecida. 
O U2 tornou uma tradição desde o início, que Dave Fanning faça a estreia nas rádios de cada um de seus novos singles.
No final dos anos 70, Dave Fanning tornou-se importante na comunicação do U2 para o mercado de rock em rápido crescimento com sua incipiente Radio 2.
Ele se lembra de um jovem Bono lhe enviando fitas demo antigas do U2 em 1977 com o nome do empresário Paul McGuinness escrito errado, com uma caligrafia ruim. Suas lembranças da famosa entrevista "nua" com o U2 na RTÉ em 1987 são de que foi "muito vertiginosa e bastante louca. The Edge cantou dois versos de "Lost Highway". Pouca conversa séria. Muito informal. Muito descontraída. Risadas demais".
Quanta nudez? "Pelo menos dois nus", diz ele. "Os outros usavam roupa íntima. Cuecas boxer sensuais".
Dave Fanning teve um trabalho fixo tocando discos no McGonagles, na South Anne Street, o clube anteriormente conhecido como The Crystal Ballroom – um nome que o amigo de Fanning, Bono, imortalizaria mais tarde em uma canção do U2.
A longa relação de Fanning com o U2 o dá prioridade na execução de todos os novos lançamentos desde que tocou as demos da banda em rádios piratas. "É só uma tradição. Eu fico sabendo com alguns dias de antecedência, mas não conto para ninguém".
Ele se preocupa em não gostar do novo material deles?
"Tem algumas coisas que eu não gosto. Eu estava na casa do Bono e ele tocou uma música nova que eles fizeram para as Olimpíadas..." Ele está se referindo a "We Are the People", uma colaboração com o DJ holandês Martin Garrix para a Eurocopa de 2020. Não é o melhor momento da banda.
"Não gostei muito. Martin Garrix pode até ser ótimo, mas não me convenceu. Posso afirmar isso, e certamente foi o que senti naquela ocasião".
Ele continua surpreso com os ataques que seu velho amigo provoca.
"Bono nem precisa se expor. Você não precisa gostar da música dele, tudo bem, mas eu não entendo a virulência. Eu o vi em ação, ele é impressionante".

terça-feira, 5 de maio de 2026

U2 50 Anos: Que Se Foda A Revolução!


Vários jornais afirmaram que paramilitares do IRA haviam colocado Bono em uma lista de alvos por seu discurso "Foda-se A Revolução" após o atentado a bomba em Enniskillen, que deixou 11 mortos e 63 feridos em 8 de novembro de 1987. 
Bono havia sido aconselhado a cortar seu discurso no palco para o filme 'Rattle And Hum', mas, para seu crédito, ele o manteve. 

Alguns jornais sugeriram que a estreia beneficente do filme em Londres, no dia 31 de outubro de 1988, teria que ser cancelada. Não foi, e o U2 compareceu completo, embora suas tentativas de tocar na rua em Leicester Square tenham sido impedidas por multidões turbulentas e pela polícia. Mais um dia, mais uma ameaça de morte.

"Bem, aqui estamos nós, os irlandeses na América
Os irlandeses vêm para a América há anos
Desde a Grande Fome, quando os irlandeses estavam fugindo da inanição
E de um governo britânico que não se importava
Até hoje, você sabe, há mais imigrantes irlandeses aqui na América hoje do que nunca houve
Alguns ilegais, outros legais
Muitos deles estão apenas fugindo do alto desemprego
Alguns fogem dos conflitos na Irlanda do Norte
Do ódio dos blocos H e da tortura
Outros, de atos terroristas violentos
Como o que tivemos hoje em uma cidade chamada Inniskillin
Onde 11 pessoas jazem mortas e muitas outras feridas
Em um domingo sangrento
E deixe-me dizer uma coisa
Já chega de irlandeses-americanos que não voltam ao seu país há 20 ou 30 anos
Vêm até mim e falam sobre a resistência
A revolução em casa
E a glória da revolução
E a glória de morrer pela revolução
Que se foda a revolução!
Eles não falam sobre a glória de matar pela revolução
Qual é a glória em tirar um homem da cama e fuzilá-lo na frente de sua esposa e filhos?
Onde está a glória nisso?
Onde está a glória em bombardear um desfile do Dia da Lembrança?
De aposentados, com suas medalhas retiradas e polidas para o dia?
Onde está a glória nisso?
Deixá-los morrendo, ou aleijados para a vida toda, ou mortos sob os escombros da revolução
Que a maioria das pessoas no meu país não quer"

segunda-feira, 4 de maio de 2026

U2 50 Anos: Self Aid 40 Anos


Irish Independent

Foi o maior concerto de rock que a Irlanda já viu. Quarenta anos depois, neste mês, ainda é difícil entender como o promotor Jim Aiken, de Belfast, conseguiu reunir um elenco tão brilhante de estrelas da música irlandesa.
Foi a resposta da ilha ao Live Aid, que aconteceu no ano anterior no Estádio de Wembley, em Londres, e no Estádio JFK, na Filadélfia.
Mas para os 30.000 que lotaram o RDS no arborizado bairro de Ballsbridge, em Dublin, no sábado, 17 de maio de 1986, ver para acreditar, enquanto uma verdadeira esteira rolante dos grandes nomes da música irlandesa desfilava diante de nossos olhos em um encontro único chamado Self-Aid.
U2, Van Morrison, The Pogues, Rory Gallagher, The Chieftains, Moving Hearts, The Boomtown Rats, Clannad, Christy Moore e até mesmo os irlandeses honorários Elvis Costello e Chris Rea como os artistas de destaque entre 27 cantores e grupos.
Todos eles ofereceram seus serviços gratuitamente, e o objetivo declarado do ambicioso evento era arrecadar dinheiro e conscientizar as pessoas sobre o combate ao desemprego, que na época estava em 17,3%.
Nos bastidores, um passe de imprensa com acesso irrestrito tornou a experiência vertiginosa para os jornalistas, enquanto o elenco estelar fazia suas refeições junto à eles e esperava sua vez de subir ao palco para suas curtas apresentações.
Dez meses antes, o Live Aid, inspirado por Bob Geldof, havia arrecadado milhões de libras para ajudar as pessoas famintas da África assolada pela fome. Em Dublin, o Boomtown Rat estava arrecadando fundos novamente com o Self-Aid.
Ele não conversou tanto com os jornalistas, em uma coletiva de imprensa pré-show em um pavilhão do RDS, mas sim deu uma lição sobre os erros da sociedade irlandesa da época.
Com a vantagem da retrospectiva, é claro, a própria ideia de que um show "para o desemprego" pudesse "fazer as coisas funcionarem" – que era a mensagem em um enorme cartaz acima do palco do RDS – agora parece mais do que um pouco exagerada e ingênua.
Mas naquela época, com as noções de autoempoderamento geradas pelo Live Aid – e seu single de enorme sucesso, Band Aid – ainda frescas na mente dos organizadores de Dublin, parecia-lhes que tudo era possível.
No entanto, o apoio ao Self-Aid não foi exatamente unânime. Até mesmo o próprio nome causou controvérsia. A ideia original era chamar o evento de maratona de Jobs Aid, mas o novo título Self-Aid incomodou muitos que o consideraram ofensivo devido à sugestão de que cabia aos desempregados encontrar trabalho por conta própria, quando a responsabilidade recaía firmemente sobre as autoridades. O jornalista de Derry, Eamonn McCann, estava na vanguarda da oposição à filosofia do autoajuda e, eventualmente, o governo irlandês ofereceu-se para fazer uma doação para os fundos do concerto, antes que a oferta fosse recusada.
Os ingressos para o Self-Aid custavam £15 em libras irlandesas, provavelmente um décimo do preço que custariam hoje.
Várias pessoas desempregadas apontaram que mesmo a taxa de entrada relativamente modesta do Self-Aid estava além de suas possibilidades, e vários shows "gratuitos" concorrentes foram realizados em pubs de Dublin.
No entanto, telespectadores doaram £500.000 por telefone para o fundo do Self-Aid para a criação de empregos durante uma transmissão ao vivo do show pela RTÉ.
Apenas Paul Brady, de Strabane, se desviou do tema principal durante o show. Ele começou sua apresentação com uma declaração incisiva de que o desemprego não era o único problema na Irlanda, onde os Conflitos ainda estavam em curso, antes de começar a cantar sua música contra a violência, "The Island".
À medida que a noite caía sobre o RDS e os artistas menos conhecidos davam lugar a músicos mais famosos, o clima se intensificava.
Os Boomtown Rats eletrizaram a arena, embora Geldof tenha anunciado ao final da apresentação que aquele também era o fim para a banda que, segundo ele, acabara de fazer seu último show juntos.
"Foram 10 anos muito bons. Descansem em paz. Muito obrigado", disse ele. Os Rats se reuniriam 27 anos depois.
Rory Gallagher e Elvis Costello estavam em plena forma, mas um Van Morrison contido – de terno, colarinho e gravata – surpreendeu muitos na plateia ao deixar de lado seus grandes sucessos para tocar três músicas tranquilas e em grande parte desconhecidas de um novo álbum.
Brush Shiels deu início ao show logo após o meio-dia e dedicou sua apresentação ao amigo e ex-colega Phil Lynott, que havia falecido quatro meses antes.
Mais tarde, a antiga banda de Phil, Thin Lizzy, subiu ao palco, com Gary Moore, de Belfast, substituindo-o e dividindo os vocais com Geldof.
A atração principal foi o U2, tocando uma mistura de covers de clássicos do rock e seus próprios sucessos, como "Pride" e "Sunday Bloody Sunday".
Bono, com 26 anos, disse à sua plateia que não conseguia imaginar como era estar desempregado, mas afirmou que a Irlanda pertencia a eles tanto quanto pertencia a empresas como a RTÉ, a CIÉ e os bancos.
O final do concerto contou com a maioria das estrelas voltando ao palco para participar de uma versão emocionante do hino do Self-Aid, "Let's Make It Work", escrito por Christy Moore e pelo compositor dublinense desempregado Paul Doran, que mais tarde disse ter se arrependido de sua participação no concerto.
Ao final da maratona televisiva da RTÉ, foi declarado que 750 novos empregos haviam sido prometidos pelos empregadores, mas mais tarde foi revelado que apenas um terço deles se concretizou, dando aos críticos munição para dizer que nem mesmo o concerto com o tema "Let's Make It Work" havia funcionado.
Jim Aiken, no entanto, continuou orgulhoso do evento.
Em uma entrevista à UTV em 1987 sobre sua carreira, ele disse que normalmente não promovia o que chamava de 'shows beneficentes', mas o Self-Aid era diferente e insistiu que nenhum outro país no mundo poderia ter organizado um concerto como aquele.

sábado, 2 de maio de 2026

CD Promotion Only U2 Hold Me Thrill Me Kiss Me Kill Me Batman Forever




Lançamento Promocional - Importado EUA

"Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me" foi o primeiro single usado para promover o filme "Batman Forever". Foi a primeira música da trilha sonora. A trilha sonora apresentava uma versão com 4:47 de duração. O próprio single, tanto a versão comercial quanto a promocional, apresentava uma versão rotulada como "Single Version", que também tinha 4:47 de duração, e há pouca diferença perceptível. Algumas versões promocionais também incluíam uma versão mais curta da música, com 04:35 de duração, rotulada como "Edit".
Os singles promocionais circularam no final de maio, com a primeira liberação para execução em 24 de maio de 1995. O videoclipe da música estreou na semana de 3 de junho de 1995.

"Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me" (Single Version) - U2 (04:47)
"Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me" (Edit) - U2 (04:35)

U2 50 Anos: BB King sobre tocar com o U2


"O U2 apareceu em um dos meus shows quando eu estava na Irlanda", relembra Riley "Blues Boy" King, uma lenda nascida no Mississippi. "Perguntei ao Bono se ele escreveria uma música para mim e ele disse que sim. Cerca de um ano depois, a banda estava em turnê pelos EUA e me perguntaram se eu gostaria de abrir o show, e eu aceitei com prazer. Bono disse: 'Tenho uma música para você'. Ele a trouxe e eu achei que era uma música muito profunda para ele, sendo tão jovem. Mas eu gostei muito".
Bono afirmou mais tarde que a letra de "When Love Comes To Town" foi escrita uma hora antes do encontro.
BB King e o U2 fizeram uma turnê juntos novamente em 1989, e The Edge concedeu ao padrinho do blues um MOBO de Conjunto da Obra em 1998. "Edge é um cara ótimo, ele é uma seção rítmica por si só", disse BB King. "Sou grato a eles porque eles realmente me deram visibilidade. Comecei a ver muitas pessoas diferentes que nunca tinham ouvido falar de BB King antes disso. Pessoas mais jovens também, fãs do U2, tiveram a oportunidade de me conhecer por meio deles. O U2 tem sido muito amigo meu".
Somente irlandeses brancos podem tocar blues, BB? "O blues não tem preconceito. Você pode ser de qualquer cor para tocar blues. A maioria das pessoas diz que é uma música simples, e eu não vou discutir isso. Eu digo que qualquer um pode tocar, mas isso não significa que todos vão gostar. Acho que o U2 fez um ótimo trabalho. Eu achei ótimo e continuo achando".

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Entendendo "Wildpeace"


O U2 lançou no EP 'Days Of Ash' a faixa "Wildpeace", uma recitação do poema homônimo do aclamado poeta israelense Yehuda Amichai. 
A canção é uma adaptação do poema de Amichai, focada em uma "paz selvagem" (wild peace), que não é apenas o cessar-fogo oficial, mas uma paz interna e profunda.
"Wildpeace" foi escrito por Amichai (1924-2000), um dos poetas israelenses mais renomados, conhecido por sua poesia da vida cotidiana, amor e morte, escrita em hebraico moderno.
O uso do poema reflete o interesse do U2 em temas de paz e justiça. O poema original clama por uma paz "leve, flutuante, como uma espuma branca e preguiçosa". 
A música instrumental do produtor Jacknife Lee, com leitura da artista nigeriana Adeola Fayehun, evoca uma paz sincera e cotidiana em contraste com a violência.
O EP 'Days Of Ash' tem forte temática lírica sobre conflitos atuais e apresenta mais duas faixas que fazem referência ou alusão a Israel. 
"The Tears Of Things" imagina uma conversa entre Michelangelo e sua escultura de "David", que pretende refletir "o conflito em curso" em Gaza. 
Embora não pareça haver uma referência explícita à guerra em Gaza, há uma menção ao Holocausto na letra: "Seis milhões de vozes silenciadas em apenas quatro anos, a canção silenciosa da cristandade, tão alta que todos ouvem". 
"One Life At A Time", faz referência ao documentário 'No Other Land', sobre as demolições realizadas por Israel na aldeia de Masafer Yatta, na Cisjordânia, e ao ativista palestino assassinado, Awdah Hathaleen. 
O Lyric Video mostra imagens da barreira de segurança da Cisjordânia e do Domo da Rocha.

Do site blog.nli.org.il

Dois anos antes de sua morte, o poeta Yehuda Amichai foi entrevistado no que ainda era conhecido como Canal 1 em Israel.
O homem que dedicou sua vida à busca pela paz tentou descrever o que a paz significava para ele.
"Acredito tão profundamente na necessidade da paz que quero rebaixá-la — baixar o padrão", disse Amichai ao entrevistador Ram Evron. "A expectativa deve ser a de adiar a próxima guerra. Paz e amor virão depois, mas antes de tudo — adiar a próxima guerra".
Além disso, a paz de Amichai era completamente alheia a cerimônias e acordos formais. "Porque se você fizer muitas apresentações, elogios, celebrações e abraços em nome da paz", explicou ele na entrevista, "as pessoas perderão a paciência e uma nova guerra começará. Adiar a próxima guerra — isso é o mais importante. As coisas mais nobres virão depois, por si só".
E aqui reside a mensagem que o poeta transmite em "Wildpeace". Essa "paz selvagem" é um tipo diferente de paz — uma paz "natural", uma paz desprovida de cerimônias e sem alarde. Uma paz "leve".
Na sexta-feira, 7 de agosto de 1970, a Guerra de Atrito chegou oficialmente ao fim. Foi um conflito que se estendeu por três anos entre Israel e os países vizinhos, frequentemente em baixa intensidade, mas que ainda assim ceifou milhares de vidas.
Não houve paz de verdade.
Foi apenas uma pausa nos combates — uma pausa que duraria apenas até a próxima campanha, em outubro de 1973: a Guerra do Yom Kippur.
E então, menos de dois meses depois, Yehuda Amichai publicou a primeira versão de "Wildpeace" no Haaretz.

Wildpeace

Não a paz de um cessar-fogo,
nem mesmo a visão do lobo e do cordeiro,
mas sim como no coração quando a excitação passa,
e só se consegue falar de um grande cansaço.

Eu sei que sei matar, isso me torna um adulto.

E meu filho brinca com uma arma de brinquedo que sabe
abrir e fechar os olhos e dizer Mamãe.

Em paz, sem o barulho estrondoso de espadas sendo transformadas em arados, sem palavras, sem o baque do pesado carimbo de borracha: que seja leve, flutuante, como espuma branca e preguiçosa.

Um pouco de descanso para as feridas – quem fala em cura?

(E o uivo dos órfãos é passado de geração em geração, como em uma corrida de revezamento: o bastão nunca cai.)

Que venha, como flores silvestres,
de repente, porque o campo precisa dela: paz selvagem.

Será que a proximidade temporal entre o fim daquela guerra e a publicação deste poema é mera coincidência? Teria essa trégua, após anos de guerra, finalmente oferecido "descanso para as feridas"? A palavra "cessar-fogo" no primeiro verso se refere ao cessar-fogo que pôs fim à Guerra de Atrito? 
Alguns meses depois, em 1971, Amichai republicou o poema em seu livro Mas Não Para Lembrar. Esta versão final incluía o verso: "E meu filho brinca com uma arma de brinquedo que sabe abrir e fechar os olhos e dizer: Mamãe".
Os anos passam. Na verdade, vinte e três anos se passam antes que o poema volte às manchetes.
Yehuda Amichai recebeu um convite especial do primeiro-ministro Yitzhak Rabin — um convite para acompanhá-lo na cerimônia do Prêmio Nobel da Paz, realizada em 10 de dezembro de 1994. Amichai, um homem identificado com o movimento pacifista, aceitou o convite. Ele participou da cerimônia e leu trechos de seus poemas para a plateia, incluindo "Wildpeace".
E talvez houvesse algo um tanto dissonante nisso. Pois, embora Amichai fale no poema sobre a paz "sem o baque do pesado carimbo de borracha" usado em tratados oficiais, na realidade ele participava de uma cerimônia de premiação que homenageava líderes que haviam assinado exatamente esse tipo de acordo com precisamente esse tipo de carimbo.
Mas Amichai também deu uma resposta para isso.
Quando questionado sobre sua escolha do poema "Wildpeace", ele respondeu:
"Escrevi este poema há mais de vinte anos, antes do primeiro tratado de paz com o Egito. Naquela época, a paz era apenas uma visão. A história nos ensinou que a vida é curta demais para esperarmos pela paz natural. A natureza precisa ser ajudada e protegida como as flores silvestres. É isso que os líderes das duas nações estão fazendo agora com grande coragem".
Passam-se mais trinta e dois anos, e o poema volta às manchetes. Desta vez, diante de uma audiência de bilhões, quando o próprio Papa o cita em seu sermão de Natal no Vaticano. Leão XIV não mencionou Amichai pelo nome.
Dois meses depois, o poema transitou do âmbito da liturgia católica para o mundo do rock and roll, quando o U2 o incluiu em seu recente EP, 'Days Of Ash'.
"Para mim", diz Hanna Amichai, viúva de Yehuda, ""Wildpeace" é uma paz que cresce naturalmente, por si só — como uma flor. Não é algo plantado, cultivado ou planejado".
"Em minha vida, já não espero que a 'paz selvagem' se concretize", admite Hanna. "Mas talvez ainda valha a pena acreditar. Quem sabe?"

quinta-feira, 30 de abril de 2026

U2 50 Anos: A Segunda Esposa


Os longos compromissos de gravação e shows ao vivo do U2, admitiu Bono durante 'The Joshua Tree', começaram a afetar seu casamento. 
"Vivo com uma pessoa muito forte, e ela me expulsa de casa ocasionalmente", confessou ele à Rolling Stone. "Quase não vi minha esposa, Ali, durante um ano. 1986 foi um ano incrivelmente ruim para mim. É quase impossível ser casado e estar em uma banda na estrada". 
O Daily Star abordou esse tema em abril de 1987. "Temos um relacionamento muito tempestuoso", disse Bono. "Ali não será usada como um broche, ela é uma mulher independente. Minha vida é uma bagunça. Não tenho conseguido conciliar meu casamento com as gravações e as turnês".
Por volta dessa época, começaram a circular fofocas nos tabloides ligando Bono a várias mulheres, incluindo Máire Brennan, do Clannad, e a ex-vocalista do Lone Justice, Maria McKee. Ambas dividiram o palco e fizeram duetos com o vocalista, e Bono chegou a chamar McKee, em tom de brincadeira, de "minha segunda esposa". Mas ele negou veementemente que seu casamento estivesse em crise.
"Vocês dizem à imprensa que Ali é uma pessoa independente, muito inteligente e não uma bonequinha, e que ela não leva desaforo meu", protestou ele à Rolling Stone, "e eles interpretam isso como um colapso conjugal. E eu penso: 'Bem, com que tipo de mulher eles são casados?'"

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Fonte Vaillancourt pichada por Bono, na Praça Embarcadero, em São Francisco, começa a ser desmontada


Equipes começaram os trabalhos para remover a controversa Fonte Vaillancourt, na Praça Embarcadero, em São Francisco.
Tamara Barak Aparton, porta-voz do Departamento de Recreação e Parques de São Francisco, afirmou que a fonte está sendo removida devido aos significativos riscos à segurança pública causados pela deterioração. Ela está estruturalmente instável e corroída.


"Além disso, como muitas estruturas antigas, contém amianto e chumbo, e se tornou uma espécie de atração perigosa, então mantê-la armazenada será significativamente mais seguro do que deixá-la em uma praça pública", disse Barak Aparton.
A fonte, criada pelo escultor Armand Vaillancourt, tem sido alvo de controvérsia, com um grupo de preservacionistas tentando mantê-la no local.
A fonte, composta por 710 toneladas de material, foi concluída em 1971.
A prefeitura informou que todo o processo de remoção levará vários meses. A remoção e o armazenamento da fonte custarão US$ 4 milhões.
O morador de São Francisco, Alec Bash, está feliz em ver a fonte desaparecer, dizendo que ela havia se tornado uma aberração.
"Era uma instalação de arte maravilhosa, feita especificamente para o local", disse Bash. "Agora está meio deslocada, fora de contexto, fora de época".
Os empresários Mike Stephens e Nigel Kennedy têm sentimentos contraditórios sobre a remoção.
"Lembro-me de andar de skate aqui nos anos 90, nesta praça toda", disse Stephens, dono da barbearia Mike's Barbershop em São Francisco. "Para mim, aquela fonte é meio feia, mas tem um significado especial".
"Fico um pouco triste em vê-la partir", disse Kennedy, da barbearia Pro Style, em São Francisco. "Acho que eles estão se esforçando para que tudo isso aconteça. Mas também estou aberto a novas oportunidades. Sou dono de um negócio aqui, então isso pode trazer novos clientes para mim".
O U2 deu um show improvisado em 11 de novembro de 1987 no Justin Herman Plaza no Embarcadero Center, e Bono escalou a escultura na Fonte Vaillancourt para pintar com spray: "Rock And Roll Stops The Traffic" (Rock And Roll Pára O Tráfego).
A atitude chocou a prefeita de São Francisco, Sra. Diane Feinstein, que lutou por vários anos para que os jovens não escrevessem ou pichassem mais nas paredes e monumentos da cidade. A prefeita condenou as ações de Bono. Ela afirmou: "Lamento que uma estrela do rock que é suposto ser um modelo para os jovens, escolheu vandalizar o trabalho de outro artista".
A polícia de São Francisco tinha em mãos uma acusação contra Bono de contravenção de ações maliciosas. Bono disse que sua ação foi uma expressão artística e nada mais. Em público, ele pediu desculpas e pagou a conta para ter a estátua limpa novamente. A organização do U2 tentou convencer as autoridades de que não foi um ato deliberado de vandalismo.
Uma semana mais tarde, todas as acusações foram descartadas quando a polícia percebeu que a coisa toda explodiu em enorme proporção.

terça-feira, 28 de abril de 2026

"Scars" foi desenvolvida inicialmente em 2019 por Martin Garrix e sua equipe, e sua primeira versão estilo EDM pode ser lançada


The Edge na revista Propaganda revelou: "A primeira versão de "Scars" era uma música que Bono e eu estávamos ajudando Martin Garrix e sua equipe a compor. É bem diferente; mais no estilo EDM, e talvez seja lançada futuramente".
"Scars" foi desenvolvida inicialmente por Martin Garrix e sua equipe em 2019 em Amsterdã, incluindo John Martin Lindstrom e Michel Zitron, antes de Bono e The Edge se envolverem no projeto. A música tem raízes no estilo EDM (Electronic Dance Music) e foi adaptada pelo U2 para o seu próprio som, com letra de Bono e Simon Carmody.
"Scars", lançada no EP 'Easter Lily' do U2, é uma canção de encorajamento e aceitação; cicatrizes e tudo mais, com uma reviravolta. Cicatrizes são úteis, erros são úteis — se forem reconhecidos. Essa é a chave. Quando são escondidos ou negados, é um mau sinal. Essa é a raiz do narcisismo, não o amor próprio, mas a falsa perfeição.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Brian Eno em 1995 falando sobre 'Original Soundtracks 1' e U2


Brian Eno em 1995 falando sobre 'Original Soundtracks 1' e U2:

"A ligação importante é que, se você ouve música e imagina que ela está conectada a alguma contraparte visual, você começa a imaginar essa contraparte visual. 
Assim que você faz isso, automaticamente adiciona outra parte do cérebro à experiência, e é por isso que acho que a música de cinema funciona tão bem, porque mesmo que você nunca tenha visto o filme ao qual ela pertence, ela ativa, faz você se perguntar: de onde é isso? O que está acontecendo? Todas essas coisas. Assim que você começa a imaginar tudo isso, você tem uma experiência enriquecida.
Provavelmente, a mudança mais importante, na minha opinião, é a percepção que o U2 têm da dimensão do cenário em que atuam. Minha impressão é que ele se expandiu enormemente e agora eles se veem como participantes de toda a cultura, e não apenas da cena musical. Isso é muito interessante porque faz uma grande diferença no que você fará musicalmente – se você pensa que seu público é composto por todos os tipos de pessoas, muitas das quais nunca ouvem música, isso liberta, abre e foca o uso que você faz da música, e acho que eles se tornaram muito mais conscientes de si mesmos como alavancas culturais de algum tipo. Em parte porque sabem que têm um grande impacto. Se você faz isso, ou se torna responsável por isso ou finge que não está acontecendo. Eles meio que se tornaram responsáveis por isso.
Há muito tempo os considero um grupo corajoso, mas acho que agora isso é ainda mais verdade do que antes. Outro aspecto que acho que vale a pena mencionar é a própria atitude deles em relação à crença ou sinceridade, que mudou bastante. Uma forma de acreditar nas coisas diz que, se não acreditarmos em tudo, o mundo nunca estará certo. Outra forma de acreditar diz: "Eu acredito nisso e realmente acredito. Você acredita em outra coisa e também realmente acredita". As duas coisas não precisam ser reconciliadas. Podemos continuar desenvolvendo projetos juntos. Não precisamos reconciliar nossos universos particulares. Acho que eles passaram da primeira posição, que eu chamaria de posição absolutista, para a segunda, uma posição relativista. Não acho que todos tenham se movido igualmente, mas acho que todos seguiram nessa direção. Se alguém contribuiu para isso, foi o Bono".

domingo, 26 de abril de 2026

Com o nome artístico Jordan Joy, filha de Bono lança seu primeiro single


A filha mais velha de Bono, usando o nome artístico Jordan Joy, lançou seu primeiro single, aclamado por Michael Stipe, do REM, que o chamou de "a música do verão".
"Don't Kill The Vibe" foi lançado na sexta-feira e recebeu grande apoio das principais plataformas de streaming, Apple Music e Spotify. A música foi coproduzida por Catherine Marks (Wolf Alice) e Jackson Phillips (Day Wave).
Entre as outras celebridades que apoiaram a estreia segura da agora cantora de indie pop estavam as supermodelos Helena Christensen e Christy Turlington, o filho mais velho do Beatle John Lennon, Julian, e a lenda de Hollywood Jessica Alba, que compartilhou a música online com seus 22 milhões de seguidores.
Jordan, de 36 anos, que faz aniversário no mesmo dia que seu pai em 10 de maio, é o quarta Hewson a lançar música, seguindo seu pai, seu irmão Elijah (que canta e toca guitarra com o Inhaler) e sua irmã, a atriz de Hollywood Eve, que interpretou várias canções para o filme musical 'Flora And Son', de 2023.
Jordan disse estar "animada para compartilhar essa música", que ela queria que evocasse a "Nova York indie", e prometeu que "haveria mais por vir".


Ela já lançou anteriormente várias músicas sob o nome de Tenderhooks.
O lançamento acontece apenas algumas semanas depois do U2 ter lançado suas primeiras coletâneas de músicas inéditas em oito anos. 
Jordan, graduada pela Universidade Columbia, lançou sua própria empresa de tecnologia, a Speakable, em 2016. A empresa promove o ativismo social e foi destaque na lista de Empreendedores Sociais da Forbes na Europa.
Na época, ela disse: "Começar um negócio é como correr uma maratona, só que a maratona também é um labirinto. E tem fantasmas. E não tem David Bowie".

O site U2 Songs detalha que três singles foram lançados sob o nome Tenderhooks: "Enemy" (2023), "Anything You Felt" (2024) e "Summer Driving Fast" / "Summer Driving Fast (Sunrise Remix)" (2024). Uma entrevista com Jordan, feita por Zane Lowe, está disponível no Apple Music sob o nome Tenderhooks. "Enemy" e "Anything You Felt" foram compostas com Andy Barlow. Barlow gravou com o Lamb e produziu faixas do álbum 'Songs Of Experience', do U2.
As faixas do Tenderhooks foram produzidas por Brandon Bost, Oli Bayston e Duncan Stewart. Bost trabalhou no videoclipe de "You're the Best Thing About Me", do U2, e em diversos projetos com Lady Gaga. Oli Bayston grava sob o nome Boxed In. Duncan Stewart grava sob o nome Dunx e já produziu e mixou diversos projetos do U2. Stewart também é primo de Jordan. O remix de "Summer Driving Fast" foi produzido por Melle Stomp (também conhecido como Mesto), um colaborador frequente de Martin Garrix.

sábado, 25 de abril de 2026

O Lírio da Paz do U2


7 Margens (setemargens.com)

A Quaresma cumpriu-se ao som do U2. Não é heresia: depois dos irlandeses nos surpreenderem, na Quarta-Feira de Cinzas, com 'Days Of Ash', um EP engatilhado no rock e a disparar sobre estes tempos com fúria e fogo, a Sexta-Feira Santa cumpriu-se com a edição de 'Easter Lily', outro EP revelado de surpresa com seis novos temas, entre a fé, a esperança e o amor.
O Lírio da Paz (ou da Páscoa, Lilium Longiflorum) que dá nome ao disco de originais – e está representado na capa numa belíssima fotografia de um lírio (trumpet lily) do colaborador de longa data, Anton Corbijn – aponta para uma dimensão interior, de cada um consigo, mais do que a olhar para fora. No entanto, este Lile na Cásca, como se escreve em irlandês, é também um símbolo usado na Páscoa pelos republicanos irlandeses como homenagem aos seus companheiros combatentes que morreram durante a Revolta da Páscoa de 1916 ou em conflitos posteriores que conduziram à independência da Irlanda. A flor é usada durante a Páscoa como símbolo de memória e da pureza de Cristo.

Louis le Brocquy, Riverrun. Procession with Lilies (1984)


Este pintor irlandês criou uma série de pinturas com o título Procession with Lilies — a partir de uma fotografia que viu num jornal irlandês da Páscoa de 1939, quando vivia na França, onde se veem crianças numa procissão com lírios.
Segundo Adam Clayton, que escreve um texto sobre o autor e o quadro na revista Propaganda (que acompanha o disco), "a pintura reflete aspectos da vida rural irlandesa e rituais religiosos, particularmente das procissões católicas. Le Brocquy transforma a cena em algo atemporal e simbólico". E descreve: "As suas figuras são alongadas e estilizadas, não têm características faciais detalhadas e estão agrupadas, fundindo-se umas com as outras. Os lírios brancos destacam-se contra os tons suaves da pintura". 
Adam Clayton destaca ainda que "a pintura também retrata uma dualidade de celebração e luto". E continua: "Assim, reflete sobre um sentido de comunidade sobre a individualidade e a ideia de uma experiência humana compartilhada. É por essas razões que, quando Bono estava exlorando os temas do EP 'Easter Lily', esta obra desempenhou um papel significativo na inspiração da expressão de que o que precisamos é procurar a comunidade enquanto enfrentamos um mundo incerto. Em última análise, a forma como reagimos depende de nós. Podemos escolher ficar sobrecarregados pelo caos ou escolher celebrar em comunidade a liberdade que possuímos, embora limitada em alguns casos".

sexta-feira, 24 de abril de 2026

The Edge citou Siouxsie And The Banshees como uma inspiração musical para canção de 'Easter Lily' do U2


The Edge: ""Scars" é uma canção de encorajamento e aceitação; cicatrizes e tudo mais, com uma reviravolta. Cicatrizes são úteis, erros são úteis — se forem reconhecidos. Essa é a chave. Quando são escondidos ou negados, é um mau sinal. Essa é a raiz do narcisismo, não o amor próprio, mas a falsa perfeição. 
Bono leva essa ideia para outro patamar com uma referência às feridas de Cristo, lembrando-nos de que foram infligidas pelo Estado em conjunto com a autoridade religiosa. Igreja e Estado é uma combinação perigosa"
The Edge citou Siouxsie And The Banshees como uma inspiração musical. "Não queríamos que "Scars" fosse de forma alguma sentimental, por isso, o arranjo é bastante difícil, lembrando a música que achamos inspiradora pela primeira vez no início dos anos 1980: a era pós-punk".
"É por isso que adoro estar numa banda. Nunca teria imaginado esta maneira de tocar a música", confessa Edge.
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