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sábado, 21 de julho de 2018

Vinnie Kilduff conta como foi gravar e tocar com o U2


Em 20 de outubro de 1981, o U2 lançava o seu segundo álbum de estúdio, 'October'.
Além dos quatro integrantes da banda, o álbum tem um convidado especial na faixa "Tomorrow": Vinnie Kilduff, que viria a ser depois um membro da banda In Tua Nua, toca o instrumento Uilleann Pipes na música.
O único filho de Sheila e Jim Kilduff nasceu em 10 de agosto 1960 no Hospital Castlebar, County Mayo, Irlanda, exatamente três meses depois de Bono.
Surpreendentemente, a casa era muito musical. Sheila cantava e Jim era um violinista talentoso. Em sua adolescência, Vinnie tinha dominado a guitarra, piano, flauta, Uilleann Pipes e gaita.
No entanto, seus gostos não se limitavam apenas ao trad. "Eu estava ouvindo Stones, Deep Purple, Black Sabbath e Bob Marley. Eu simplesmente amava música."
Ele mudou para Dublin para estudar música em Chatham Row. Ele já tinha decidido que queria fazer sua carreira no ramo da música. Ele deixou Chatham Row com um diploma em vez de um grau, mas não tem arrependimentos. Afinal, ele deixou a faculdade para gravar com o U2.
A banda decidiu que alguns Uilleann Pipes eram exatamente o que o álbum 'October' precisava. "Minha primeira vez em um estúdio de gravação profissional foi no Windmill Lane com o U2", diz ele. "Eles estavam procurando por um flautista e alguém me mencionou. Eu tive sorte."
Seu primeiro show ao vivo com eles foi em 1981 no Slane. "Foi um desastre, ainda era permitido trazer garrafas para shows. Eu estava tentando tocar e as garrafas estavam quebrando em todos os lugares. O fato de eu estar sentado não ajudou! Eventualmente Bono disse: 'Por favor, parem de atacar!'"
Dois anos depois, ele tocou na turnê de 'War'. Vinnie continua sendo um bom amigo do U2 até hoje.
"Eles são um grupo incrivelmente receptivo de pessoas", diz ele. "Foi um privilégio trabalhar com eles. Eles foram incrivelmente profissionais e focados. Não estou surpreso que eles tenham tido tanto sucesso."
Tendo conhecido Steve Wickham na turnê de 'War' do U2, eles formaram o In Tua Nua junto com Ivan O'Shea e Martin Clancy em meados dos anos 80 (Leslie Dowdall se juntou um pouco mais tarde).

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Billboard divulga lista dos artistas mais bem pagos: U2 no topo


'2018 Money Makers' é o nome da lista que a Billboard divulgou nesta sexta. O ranking traz 50 nomes, todos do mundo da música, e aponta os ganhos de cada um deles nos Estados Unidos. Essa é uma informação importante: os números se referem apenas ao país, por isso o ranking da Billboard difere muito do ranking divulgado recentemente pela revista Forbes. Além disso, a Billboard só se interessa pelo dinheiro vindo da indústria musical: vendas de singles e discos, streaming, turnês e direitos autorais.
O U2 liderou a '2017 Money Makers', e repetiu a liderança este ano. A maior parte dos US $ 54,4 milhões da banda veio da 'The Joshua Tree Tour 2017', que teve 28 datas nos EUA, incluindo uma participação especial no festival de música Bonnaroo. O álbum gravado pela banda gerou US $ 2,4 milhões do total, mas até mesmo essa receita recebeu um impulso de seu show ao vivo. O álbum de 2017 do U2, 'Songs Of Experience', foi lançado com a venda de ingressos para a sua eXPERIENCE + iNNOCENCE Tour 2018, que ajudou a estrear o disco em primeiro lugar no Billboard 200 em dezembro passado, a oitava inclusão da banda no topo das paradas. O LP gerou 186.000 vendas de álbuns equivalentes em sua primeira semana de lançamento, o maior de todos os álbuns de rock do ano.


01) U2: U$ 54,4 milhões
02) Garth Brooks: US$ 52,2 milhões
03) Metallica: US$ 43,2 milhões
04) Bruno Mars: US$ 40,7 milhões
05) Ed Sheeran: US$ 31,3 milhões
06) Lady Gaga: US$ 29,7 milhões
07) Billy Joel: US$ 29,2 milhões
08) Guns N’ Roses: US$ 27,8 milhões
09) Roger Waters: US$ 27,2 milhões
10) Coldplay: US$ 26,5 milhões
11) Tom Petty & The Heartbreakers: US$ 25,4 milhões
12) The Weeeknd: US$ 23,3 milhões
13) Kendrick Lamar: US$ 21,7 milhões
14) Red Hot Chili Peppers: US$ 21,6 milhões
15) Luke Bryan: US$ 21 milhões
16) Florida Georgia Line: US$ 20,9 milhões
17) Paul McCartney: US$ 20,5 milhões
18) Jay Z: US$ 19,8 milhões
19) Eric Church: US$ 19,4 milhões
20) Bruca Springsteen: US$ 18,5 milhões
21) Chris Stapleton: US$ 17,9 milhões
22) Dead & Company: US$ 17,6 milhões
23) Neil Diamond: US$ 16,5 milhões
24) Trans-Siberian Orchestra: US$ 16,3 milhões
25) John Mayer: US$ 16,24 milhões
26) Céline Dion: US$ 16,18 milhões
27) Future: US$ 15 milhões
28) Bon Jovi: US$ 14,5 milhões
29) Imagine Dragons: US$ 14,4 milhões
30) Britney Spears: US$ 14,1 milhões
31) New Kinds On the Block; US$ 13,478 milhões
32) Tim McGraw: US$ 13,475 milhões
33) Queen & Adam Lambert: US$ 13,4 milhões
34) Zac Brown Band: US$ 13,1 milhões
35) J. Cole: US$ 12,9 milhões
36) Faith Hill: US$12,5 milhões
37) Drake: US$ 12,1 milhões
38) Journey: US$11,7 milhões
39) Depeche Mode: US$ 11,64 milhões
40) Green Day: US$ 11,61 milhões
41) Elton John: US$ 11,4 milhões
42) Ariana Grande: US$ 11,36 milhões
43) Janet Jackson: US$11,34 milhões
44) Twenty One Pilots: US$ 11 milhões
45) Sam Hunt: US$ 10,7 milhões
46) Chris Brown: US$ 9,8 milhões
47) Panic! at the Disco: US$ 9,4 milhões
48) Taylor Swift: US$ 9,3 milhões
49) Def Leppard: US$ 9,2 milhões
50) The Chainsmokers: US$ 9,1 milhões

Paul Wasserman, o publicista que conduziu uma campanha que levou o U2 à capa da revista Time


No ano de 1997, Bono estava no Canadá e deu um telefonema para a NME para responder às notícias de que as vendas de ingressos na turnê PopMart pela América estavam estagnadas. Uma série de histórias na imprensa afirmavam que a turnê do PopMart estava passando por estádios com metade dos lugares vazios e que o U2 tinha sido forçado a cancelar alguns shows devido a fraca venda dos ingressos.
Muitas das reportagens da imprensa foram feitas em torno de um comentário feito pelo veterano publicista da banda, Paul Wasserman, que havia dito a um repórter: "Cerca de 20% das datas venderam menos do que se esperava".
"Pobre rapaz", disse Bono. "Ele é um cara adorável, na verdade, o surrealismo cotidiano acaba de tirar o melhor dele."
Paul Wasserman foi publicitário de entretenimento de grandes nomes musicais, como Rolling Stones e Bob Dylan e estrelas de cinema como Jack Nicholson, e caiu em desgraça em 2000 quando foi preso por usar os nomes de clientes famosos para enganar alguns de seus amigos não celebridades mais próximos. Paul tinha 73 anos quando faleceu em 2007.
Wasserman trabalhou também com The Who, Neil Diamond, James Taylor, Paul Simon, Tom Petty, Linda Rondstadt, Lee Marvin, Dennis Hopper, Jack Lemmon e George C. Scott. E ele publicou dezenas de filmes, incluindo 'Cat Ballou', 'Easy Rider', 'Annie Hall' e 'Star Wars'.
Wasserman também atuou como publicitário do filme 'Rattle And Hum' do U2, bem como do filme 'Colors'.
Mas foi em seu papel como publicitário do rock'n'roll que o homem a quem os amigos chamavam de Wasso, fez sua maior marca.
"Ele foi um dos primeiros a aceitar e representar a nova escola do rock 'n' roll, então ele foi capaz de usar as chamadas ferramentas antigas que ele tinha para representar essa nova geração de pessoas".
Em 1987 - no mesmo ano em que Wasserman conduziu uma campanha que levou o U2 à capa da revista Time - cinco repórteres e críticos de música pop do The Times o nomearam como um membro da "corte real do rock de Los Angeles", dizendo que "as pessoas para quem ele telefona, sempre retornam".
"O rock 'n' roll era esse tipo de coisa turbulenta, e ele de alguma forma conseguia deixar a imprensa mais interessada neles e disponibilizar os artistas para entrevistas e histórias", disse Robert Hilburn, ex-crítico de música pop de longa data do The Times. "Ele foi um brilhante estrategista de mídia que ajudou a levar o rock 'n' roll para uma nova era de respeitabilidade. Ele conseguiu persuadir algumas das estrelas pop mais relutantes, como Dylan e os Rolling Stones, a fazer entrevistas".
Aqueles que conheciam Wasserman ficaram chocados quando souberam que, por mais de uma década, ele usava suas conexões para fraudar as pessoas alegando falsamente estar vendendo ações em esquemas de investimento que, segundo ele, eram apoiados pelos clientes Jack Nicholson, U2 e o portal da Internet Yahoo.
Wasserman, de acordo com um perfil de 2000 da época em que esteve confinado a uma cela de seis homens na Cadeia Central do Condado de Los Angeles, "persuadiu amigos e conhecidos à entrar com quantias de dinheiro, geralmente de US $ 10.000 e US $ 25.000".
Ele foi condenado a seis meses de prisão, cinco anos de liberdade condicional e restituição de quase US $ 87 mil. A maioria das pessoas que Wasserman admitiu enganar, de acordo com a reportagem do The Times, não registrou boletins de ocorrências.

Rusty Egan fala sobre o seu amor pelo U2, como a banda o ajudou, e os remixes que ele fez para "Love Is Bigger Than Anything In Its Way"


O U2 lançou hoje em plataformas de música digital e serviços de streaming um novo EP de remixes de "Love Is Bigger Than Anything In Its Way".
O lançamento contendo três remixes da música por Rusty Egan (ex-Visage) com HP Hoeger já se encontra no iTunes, Spotify.

O site U2 Songs (antigo U2 Wanderer) realizou uma espetacular entrevista com Rusty Egan!

O disco 'Boy' do U2 foi lançado apenas um mês antes do primeiro disco do Visage. Como era a cena musical naqueles dias?

Sim, o Visage foi gravado e finalizado em 1979, e nós lançamos o "Tar", o single de estréia, em novembro de 1979 via Martin Rushent. O álbum se seguiu em 1980.
O melhor do punk para mim foi Ultravox, John Foxx, Magazine, Simple Minds, Devo, Human League, Joy Division. Todos estavam na minha coleção de discos junto com Iggy, Banshees, Cure, Psychedelic Furs e Bauhaus. Naquele momento, nenhum do U2 tinha chegado a mim. Eu gostei de "11 O'Clock Tick Tock" e "I Will Follow", mas eles realmente não me pegaram até que eu ouvir "October" ao vivo no Red Rocks em 1983. Eu fiquei totalmente maravilhado com isso, e paguei para a Tyne Tees TV, taxas de licenciamento para mostrar todas as noites no Camden Palace. Eu sempre estive na Island Records falando sobre música, e na Virgin também como membro do The Skids. Eu tive o Simple Minds assinando com a Virgin mais tarde. Como um fã do Simple Minds, eu estive no Columbia Hotel, e me tornei amigo de Larry Mullen e Adam Clayton. Uma vez eu fiquei viciado no fato de que eles podiam cantar, tocar, e tocar piano, isso fazia a diferença para mim. "October" mostrou um lado do U2 que era romântico, e eu queria isso para os meus sets de DJ. Adam me disse que na época, "New Year's Day" nasceu dos acordes de "Fade to Grey" do Visage, em um ensaio.

Você imaginou na época que você passaria dos 40 anos na indústria da música? Você achou que o U2 conseguiria também?

Sim, tudo que eu sabia era fazer música. Eu passei 40 anos evitando o negócio da música. Em 1987, fui roubado pelos meus estúdios, minhas gravadoras e empresa. Minha filha nasceu e eu estava perdendo minha casa. Eu estava perto do U2 e eles viram o que aconteceu comigo em 1987. Eu estava endividado e eles me ajudaram tanto quanto puderam, mas eu quebrei e na verdade eu estava desabrigado em 1990. Eu estava destruído e evitei o mundo da música por vários anos, mas acompanhei o U2 com admiração. Em 1995, eu estava pronto para resolver minha vida, e vivi uma vida nova e limpa como pai de mais três garotos, fazendo o que pude para sobreviver até que comecei a ser DJ novamente no final dos anos 90. O U2 me convidou para ir a Dublin em 1988 e me ofereceu um emprego como ato de abertura nas primeiros shows da Lovetown Tour, mas eu estava muito abalado ainda para poder fazer a coisa do jeito certo. Eu sou eternamente grato por isso, foram um salva vidas na época.

Você já trabalhou com o U2 em alguma coisa antes?

Não, eu era apenas um fã e eu os amava. Como londrino, meu respeito aumentou ainda mais por seu amor pela Irlanda. Eles moravam na Irlanda, não em Londres ou em Los Angeles, quando já podiam. Eles tiveram namoradas de infância. Eles me deixaram orgulhoso, assim como Phil Lynott e Van Morrison, por serem irlandeses. Londres os arruinaria, e eles permaneceram na Irlanda, investindo na Irlanda, abrindo hotéis, clubes, o que quer que eles apoiassem na Irlanda.

Você tem um álbum favorito do U2? Canção?

Obviamente, como fã, não é uma música. Eu amo as letras e as razões por trás delas. Nos shows, vejo o público sentir o que senti. "Gloria" me pega toda vez que Bono canta "Se eu tivesse qualquer coisa, eu daria para você". "Bad" me surpreendeu. "With Or Without You" foi o hino para mim. "De manhã cedo, 4 de abril, um tiro soa em um céu de Memphis" - UAU !! Isso me surpreendeu. Eles são uma banda que tinha tudo para mim. Mas Edge no piano e guitarra, e depois trazendo Eno, meu herói de Bowie / Roxy Music, e todo o seu trabalho com todo mundo ... eu amei. Eles fizeram o álbum dos meus sonhos. 'The Joshua Tree', com músicas e letras poderosas, era apenas o paraíso. Então, nos anos posteriores, "One" com Mary J. Blige e "Beautiful Day" com a bateria eletrônica - eu adorei. Eles nunca fizeram nada musical ou visualmente que desapareça, na verdade eles me surpreendem. Aquele show do aniversário de 30 anos de 'The Joshua Tree' em Teddington (Londres) foi surreal. Anton Corbijn ... FELICIDADE.

Você trabalhou com o The Skids em seu segundo álbum e também tocou com eles ao vivo por um tempo, então você tem que estar familiarizado com "The Saints are Coming". O que você acha do cover do U2 daquela música que eles tocaram com o Green Day?

Sim, eu toquei essa música na turnê em 1979, deixando o The Skids no ensaio para tocar no Old Grey Whistle e anunciando o Visage e entrando nos anos 80. Eu vi o The Skids, sem o Stuart (descanse em paz) neste verão e as músicas ainda estão lá. Essa música é um poderoso hino escocês agora. Green Day eu vejo como uma versão infantil de uma banda punk, eu simplesmente não entendo eles. Eu preferiria ouvir Dave Grohl e Foo Fighters com o U2, isso seria incrível…

Você assistiu ao show que o U2 fez na Trafalgar Square e em vários outros lugares ao longo dos anos. Como é vê-los agora, conhecendo-os todo esse tempo?

Eu humildemente peço ingressos e eles sempre me tratam bem. Estou impressionado. Eu fui a tantos shows nos anos 80. Assisti-os na TV nos anos 90 com Paul Oakenfold trabalhando com eles como DJ, que eu achava que poderia ter sido eu, se meu colapso não me afastasse. A turnê Zoo TV me despertou. Eu simplesmente amei a maneira como eles pegaram a tecnologia e eu queria ir vê-los novamente. Eu pedi um ingresso e conheci a banda novamente, e foi como "Rusty, uau, você está ótimo, como você tem estado?" Foi exatamente do ponto que havíamos parado. Uma equipe tão maravilhosa que me tratou muito bem. Minha auto-estima estava no chão, mas eles me levantaram. Bono sempre me abraçou e não importava como eu me sentisse, ele sabia que um abraço era tudo o que eu precisava, sem palavras.

Se você tivesse a chance de remixar qualquer música do U2, o que você gostaria de fazer?

"October". Ou a versão de 'Wide Awake In America' de "Bad".

Como aconteceu o seu envolvimento neste lançamento de "Love Is Bigger Than Anything In Its Way"?

Eu escutei o álbum e achei que eles tinham escrito algumas músicas incríveis que seriam perfeitas para os sintetizadores. Depois de ver o show em Teddington em 2017, pensei porque não, basta perguntar se eu poderia remixar alguma coisa. Eu não tinha ideia de que eles já tinham muitos remixes de "Love Is Bigger Than Anything In Its Way" - eu apenas senti que realmente poderia fazer algo maravilhoso. Espero ter razão.

Você trabalhou nestes remixes com HP Hoeger, com quem já trabalhou em remixes para outros artistas também. Como vocês dividem o trabalho de mixagem?

HP e eu nos conhecemos em Ibiza. Ele era DJ e eu também, e nós dois adoramos o trabalho um do outro. Eu toquei para ele alguns artistas que adorava e queria remixar. Ele respondeu e disse: "Eu os adoro também, vamos fazer isso!" Ele veio ao meu estúdio, e começamos com Kid Moxie, A Cult With No Name, e algumas ideias que eu tinha que estava escrevendo. Eu fiz o meu álbum, e a HP disse: "Vamos remixar o 'Glorious' do Midge Ure", Ele fez uma mixagem que me surpreendeu, então eu sugeri que nós remixássemos o álbum inteiro. Então fizemos o Welcome To The Beach, que será lançado no final de agosto / setembro.
Nós dois trabalhamos o tempo todo por duas semanas para fazer "Love Is Bigger Than Anything In Its Way". Agora estamos trabalhando em "Summer of Love", mas não temos ideia se o U2 vai querer os remixes. Nós adoramos muito, nós apenas estamos fazendo isso. HP está na Croácia em uma praia me mandando ideias pelo FaceTime. Eu disse a ele para olhar para o mar e capturar a maravilha deste mundo incrível, este incrível verão de 2018, e o poder do amor. O fogo inesquecível em nossos corações vencerá esse tempo louco. Bono se importa tanto, tão profundamente, mas sabe que é demais para uma banda, um homem, mas a união, quem sabe o amor se unirá.

Como você iniciou todo o processo de remixagem?

As hastes chegaram e nós começamos a fazer o Chilled Remix primeiro. Então eu fiz uma versão mais de banda, e uma versão mais ambiental, e os enviei para o U2. Eles responderam "Sim, estamos adorando isso", então entrei em contato com o HP e passamos duas semanas com nada dando certo. Então a banda disse que eles gostaram da demo que eu enviei. Enviei isso para HP e BOOM, deu certo. O mix de "Summer of Love" eu toquei nos meus sets de DJ em Ibiza e no Isle of Wight Festival, e as pessoas têm me enviado mensagens perguntando onde podem conseguir, então é um ótimo sinal. Eu espero que a banda divulgue isso. Eu mal posso esperar que as pessoas ouçam os nossos remixes de "Love Is Bigger Than Anything In Its Way".

As mixagens realmente destacam o vocal de Bono, especialmente o "Drift Away Mix", e são diferentes dos remixes dance lançados para a faixa. Você foi solicitado a fazer algo diferente? Ou foi a direção que você mesmo tomou?

A direção foi totalmente por conta própria. Eu não tinha ouvido nenhum remix deste álbum, apenas o remix de "Summer Of Love" de Tilt e Danny Stubbs que tinham feito um ótimo trabalho mantendo a música e a banda, e ainda mantendo o ritmo. Paul Oakenfold tem sido um grande amigo para mim ao longo dos anos, e muitas vezes me acompanha em Ibiza ou Londres. Acho que só sabíamos o que fazer com essas músicas, e espero que tenhamos feito isso. Eu adoro as músicas. Eu não posso fazer as mixagens habituais de DJ, na verdade eu tenho que admitir que eu não gosto muito. Existem remixes incríveis de artistas, que incluo em minhas mixagens e shows, então eu sempre digo "ignore os horrores e fale sobre os diamantes".

O U2 deu alguma instrução nos remixes ou eles deixaram você completar as coisas da maneira que você queria?

Sim, tivemos que esperar e receber feedback - pedidos para a bateria desta mixagem, ou para as guitarras, ou os delays vocais que você teve na 1ª mixagem, etc. Nós fizemos juntos. Eu adorei, pois sabíamos que estávamos no caminho certo. Quando finalmente foi aceito, Bono enviou uma bela mensagem que termina com: "Sua irlandesidade está se apresentando, cuidado". É maravilhoso saber que meu irlandês está nessas mixagens.

Você incluiu a linha de diálogo que abre o vídeo de "Love Is Bigger Than Anything In Its Way" no início e no final das mixagens, por que você trouxe isso?

Como um homem que viveu nos anos 70 e dividiu um apartamento com gays, acho que a homofobia e o bullying no Reino Unido são um assunto doentio e precisam ser expostos. Só por ser diferente ou não ser "normal". Isso me atingiu, eu iniciei o Blitz Club para eles. Os desajustados, os estranhos, os sexualmente inseguros ou inconscientes. Eu amo a linha, mas eu queria desacelerar, então o que foi dito ficou claro. Eu queria fazer parte da mensagem no começo e novamente no final. Eu acho que funciona.

Você mencionou o remix de "Summer Of Love" que você fez, também com HP Hoeger. Qual música você trabalhou primeiro? Você sabe se existem planos para lançar sua versão de "Summer Of Love"?

Sim, fizemos essa primeira e única mixagem de "Summer Of Love". Começamos então outras ideias, mas nos disseram que não seria o próximo single, e que deveríamos tentar "Love Is Bigger Than Anything In Its Way". Agora, estamos trabalhando em mais mixagens de "Summer Of Love", adoramos ela. Acho que neste verão de 2018 com o futebol, o clima e a insanidade da situação política é um ano que vamos lembrar como um ano em que o amor vencerá no final. O sentimento de amor pela Copa do Mundo no Isle of Wight Festival foi maravilhoso, e toquei "Summer Of Love" em um campo com o pôr do sol - foi um momento glorioso. Espero que eles gostem de nossos remixes.

OUÇA ABAIXO AOS 3 MINUTOS A VERSÃO DE "SUMMER OF LOVE"



Você disse que ficou realmente comovido com o novo álbum do U2 - o que neste álbum chamou sua atenção?

A primeira música que eu queria trabalhar foi "Love Is All We Have Left". Foi uma música de abertura tão poderosa, e aquele efeito de voz, sem bateria ou guitarra, foi perfeito para mim. Adoro o uso de pequenos loops de bateria e as cordas de "The Little Things". Na verdade, eu fiz "Welcome To The Beach”, uma versão de praia da minha "Welcome To The Dancefloor", e eu adoraria fazer algo como Songs Of Experience (Para Aeroportos). Fazer o álbum inteiro com sintetizadores e ambientação. Mais ou menos como o projeto 'Radiodread' do Easy All Stars, que reinventa o OK Computer.

Os gráficos usados na tela de vídeo durante "With Or Without You" na iNNOCENCE + eXPERIENCE 2015


Confira abaixo os gráficos usados na tela de vídeo durante "With Or Without You" na iNNOCENCE + eXPERIENCE 2015 do U2!

U2 lança em plataformas de música digital um novo EP de remixes de "Love Is Bigger Than Anything In Its Way"


O U2 lançou hoje em plataformas de música digital e serviços de streaming um novo EP de remixes de "Love Is Bigger Than Anything In Its Way".
O lançamento contendo três remixes da música por Rusty Egan com HP Hoeger já se encontra no iTunes, Spotify.
Lembrando que Rusty Egan era membro do Visage.
O mais famoso e marcante riff de baixo de Adam Clayton está na introdução de "New Year's Day". Ele contou suas inspirações naquela fase: "Aquilo cresceu dentro de mim tentando descobrir os acordes para a melodia de "Fade to Grey" do Visage. Era uma espécie de hit dance Euro-disco, e de alguma forma se transformou em "New Year's Day"."
Sobre a capa, a AMP Visual escreveu: "O sol se põe em um céu irlandês dentro da silhueta desta foto de Anton Corbijn para um novo remix, lançado hoje. O DJ diz que foi "remixado para a praia"."

Ouça o novo EP de remixes abaixo:

1.Love Is Bigger Than Anything In Its Way (HP. Hoeger Rusty Egan From The Heart Mix)

2.Love Is Bigger Than Anything In Its Way (HP. Hoeger Rusty Egan Chill Mix)

3.Love Is Bigger Than Anything In Its Way (HP. Hoeger Rusty Egan Drift Away Mix)

Um quarto remix, enviado para as rádios para promoção, não está presente neste EP, mas você pode ouvir abaixo:

Love Is Bigger Than Anything In Its Way (HP Hoeger Rusty Egan From The Heart Mix Radio Edit)

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Butch Vig conta que 'Achtung Baby' do U2 é um dos discos que mudou sua vida


O baterista original do Garbage, Butch Vig, já participou em gravações do U2 no passado, como na produção dos remixes "Monster Truck Mix" e "Lab Rat" de "Staring At The Sun".
Butch havia sido apresentado ao U2 anos antes:
"Eu estava fazendo um monte de remixes e me pediram para fazer algum trabalho com o U2. Isso foi no início dos anos 90. Eles me levaram de Madison a Kansas City para ver o show da ZooTV, o que foi incrível. Eu nunca os conheci antes, então fiquei bastante impressionado. Eu fui ao incrível show e eles imediatamente me levaram para o camarim e William Burroughs estava no backstage com Bono. Então eu saí com o Edge e nós pulamos na piscina e bebemos cerveja até as 2 da manhã. Foi uma noite e tanto, curtindo com o U2. Desde então, o Garbage fez uma turnê com o U2. Ainda me lembro daquela noite, no entanto. Eu era um jovem produtor de olhos arregalados de Wisconsin, saindo com estrelas do rock em Kansas City."

Butch também conta que 'Achtung Baby' do U2 é um dos discos que mudou sua vida:

"É o meu disco favorito do U2. Eu sempre amei a banda, mas acho que esse álbum é inovador na maneira como eles transformaram completamente o som. Não são muitas as bandas que podem fazer esse tipo de coisa, e o U2 conseguiu isso lindamente.
A banda estava começando a se envolver em dance music eletrônica, rock alternativo industrial, e havia até alguns elementos de funk e hip-hop. As músicas são ótimas, mas o legal é como cada faixa recebe uma paisagem sonora única. As texturas na bateria, nas guitarras e nos vocais de Bono são alucinantes - uso brilhante de todos esses pedais de efeitos distorcidos.
Honestamente, este álbum foi uma grande influência no primeiro disco do Garbage. Quando eu estava gravando, eu estava apaixonado por 'Achtung Baby' e todos os sons brilhantes, então definitivamente se encaixou no que estávamos fazendo. Eu tenho que dar muitos créditos ao U2."

O desabafo de Bono para a NME durante a turnê Popmart em 1997


No ano de 1997, Bono estava no Canadá e deu um telefonema para a NME para responder às notícias de que as vendas de ingressos na turnê PopMart pela América estavam estagnadas. Uma série de histórias na imprensa afirmavam que a turnê do PopMart estava passando por estádios com metade dos lugares vazios e que o U2 tinha sido forçado a cancelar alguns shows devido a fraca venda dos ingressos.
Bono disse à NME: "Eu acho que é tipo assim, as pessoas querem que nós ganhemos ou as pessoas querem que a gente perca? Se você quer que a gente perca, você pode encontrar vários fatos e juntá-los e obter uma imagem completamente errada, mas isso talvez possa atender aos seus propósitos. Ainda assim, você realmente irá coçar a cabeça. Acabamos de tocar para 120.000 pessoas em Nova York. Nós vendemos 5 milhões de cópias de 'POP', estamos prestes a vender dois milhões de ingressos esta semana e, aparentemente, estamos em apuros. Eu só acho que o negócio da música realmente está fodido. A mentalidade nasce de avareza e ganância."
O U2 havia cancelado naquela perna, dois shows - um na Filadélfia para que eles pudessem tocar no Tibetan Freedom Concert e um em Raleigh, Carolina do Norte, depois que o telão da PopMart foi danificado por ventos fortes durante um show em Washington.
"As pessoas estão dizendo que anteriormente os nossos ingressos valiam ouro e os discos ficavam em primeiro lugar por meses e meses. Bobeira. Nossos discos sempre entraram e saíram rapidamente das paradas, depois foram vendidos durante longos períodos de tempo. Se você faz uma turnê em um estádio é porque está tentando matar o negócio do cambista. Você está tocando para suprir a demanda e, portanto, você nem sempre vai esgotar os ingressos em todos os shows. Este sempre foi o caso, nunca foi diferente. Mesmo em 'The Joshua Tree', que foi o mainstream, não estávamos esgotando os ingressos da segunda noite de shows no mesmo local".
Muitas das reportagens da imprensa foram feitas em torno de um comentário feito pelo veterano publicista da banda, Paul Wasserman, que havia dito a um repórter: "Cerca de 20% das datas venderam menos do que se esperava".
"Pobre rapaz", disse Bono. "Ele é um cara adorável, na verdade, o surrealismo cotidiano acaba de tirar o melhor dele. Eu não sei por que as pessoas estão assim em relação à nós agora. Estou curioso para saber. Não é como se a banda fosse uma porcaria ou que não estamos fazendo o nosso melhor trabalho atualmente. Nós não precisamos ser colocados de volta em nossa caixa. Os enforcamentos públicos são populares, mas ainda não estamos prontos para isso."
A abertura da turnê PopMart em Las Vegas em abril daquele ano teve reviews mistos na imprensa. Muitos jornalistas disseram que a banda não ensaiou o suficiente. Bono disse: "Aquele show, tão aguardado, sim, faltou algum ensaio, mas não é a porra da Broadway. Então nós reiniciamos algumas músicas algumas vezes e as coisas para o telão ainda não estavam prontas. Nós estamos fazendo as coisas do jeito certo enquanto continuamos. Não é como um filme que tem que estar pronto no primeiro dia. Temos ótimas críticas em todos os lugares, exceto na Inglaterra. Talvez eles tenham sofrido um jetlag. Na Inglaterra é chamado fagging. É uma antiga tradição old school. Somos apenas estranhos sendo arrastados pelos arbustos, mas não queremos ser estranhos. Nós realmente nos sentimos como parte da indústria musical britânica. É onde crescemos, e por essa razão não consigo entender por que as pessoas não se juntam ao nosso sucesso como fazem com outras bandas, seja o Oasis ou o Radiohead ou quem quer que seja. As pessoas querem que eles ganhem. Com a gente, temos que ganhar por seis ou sete gols, em um jogo fora, no Brasil, ao meio dia, de ressaca".

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Divulgado vídeo de Bono e The Edge tocando "Stuck In A Moment That You Can’t Get Out Of" em frente à uma casa de praia em Cape Cod


Abaixo, o vídeo pro-shot do blog da Radio.com de "Stuck In A Moment That You Can’t Get Out Of" da apresentação de Bono e The Edge para a série '104.1 Beach House'! Assista em tela cheia para alta qualidade de imagem e som:


O blog divulgou também um pequeno vídeo de uma entrevista com Bono e The Edge!
Nos primeiros anos, o U2 viajava com uma van para fazer seus shows, e The Edge lembrou: "O U2 fazendo turnês pagou nossas dívidas. Nós começamos em uma van com nosso engenheiro de som dirigindo, nosso engenheiro licenciado fazendo a navegação, a banda na parte de trás junto dos equipamentos".
Bono brinca que "hoje somos tratados como crianças pequenas mimadas, viajando de primeira classe, tendo o melhor".
A dupla então dá um dos melhores conselhos de vida: "Trabalhe como um cachorro, viva como um Shih Tzu!".


Bono celebra os 100 anos de Nelson Mandela


No dia do centenário de nascimento de Nelson Mandela, Bono presta homenagem nas redes sociais do U2 escrevendo a letra de "Breathe (Mandela Version)", e ao final escreveu:

"Que suas escolhas reflitam suas esperanças, não seus medos" - Nelson Mandela

Mandiba 100 - Feliz Aniversário, Chefe"

"Breathe (Mandela Version)" é o Lado B do single de "Ordinary Love", de 2013. A letra fala sobre Nelson Mandela, e a banda escreveu nas sessões de 'No Line On The Horizon'.

A primeira linha da canção cita sua data de nascimento e sua terra natal: 18 de julho, nascido em Mvezo, uma pequena vila no Distrito O. R. Tambo, Cabo Oriental, África do Sul. Mvezo está localizado nas margens do rio Mbashe, no Distrito de Livingstone. Durante o período do apartheid, Mvezo pertencia a Transkei.
A letra também cita "troublemaker" (encrenqueiro, que cria problemas). Mandela recebeu de seu pai o nome de Rolihlahla, que coloquialmente pode ser traduzido como "troublemaker"!

18 de Julho, às margens de um rio não muito conhecido
Comecei uma jornada onde estou agora
Alma perturbada, encrenqueiro, guiado pelos tambores do meu criador
Em direção a um ritmo e rima, uma linha melódica de uma canção chamada liberdade
Que uma vez ouvida, nunca irá sair de sua mente

Nós somos pessoas nascidas do som
As músicas estão em nossos olhos
Vamos usá-las como uma coroa

Saia para fora, na rua
Cante para fora o que tem no coração
Este amor não pode ser vencido
Não estamos desanimados, nem nocauteados
Não há nada que você tenha, que eu precise
Enquanto eu respiro
Respire, enquanto eu respiro

Todos aqueles que levantaram juntos o punho no ar agora conhecem isto
Essa real divisão não é uma cicatriz na terra
Mas no coração de cada homem
Que começou como um beijo
Sem resistência, um punho amarrado
Agora de mãos abertas, rosto aberto, uma página aberta
Onde a história pode reescrever a sua raiva

E a vida que você começa a viver é a sua entrega
Para esquecer que perdoar é uma coisa boa

Rolihlahla, Rolihlahla, Rolihlahla, Rolihlahla





Bono e The Edge falam sobre seus momentos preferidos na história do Grammy Awards


O blog da Radio.com divulgou um pequeno vídeo de uma entrevista com Bono e The Edge quando eles se apresentaram para a série '104.1 Beach House', e eles falaram sobre seus momentos favoritos na história do Grammy Awards.
Do ponto de vista de performances, isso foi fácil para The Edge - "Foi a performance que Bono e eu tivemos com Kendrick Lamar no último Grammy - foi um momento incrível e uma honra".
Embora esse tenha sido um momento épico, Bono imediatamente relembrou a performance de "Get Out Of Your Own Way" na mesma edição, explicando sobre "a imagem da Estátua da Liberdade, tudo o que ela representava para os irlandeses que chegavam à América, sonhos, desejos, medo, esperança", dizendo que foi um grande momento e que ele "estava congelado".
A renomada performance que aconteceu em uma barcaça bem em frente à Estátua da Liberdade pode ter sido congelante, mas foi certamente um momento que vai ficar na história.
"Posso citar outro momento Grammy? Só para constar!" Bono pede humildemente para então relembrar a monumental vitória de álbum do ano com 'The Joshua Tree' batendo o disco do rei do pop, Michael Jackson.
Bono diz também: "tivemos duas vitórias seguidas por dois anos com o Song Of The Year, ambas do mesmo álbum - "Beautiful Day" e "Walk On". Foi um sentimento muito especial".
Então Edge revela: "Adam quase perdeu a aceitação do prêmio para 'The Joshua Tree 'quando ele foi ao banheiro no momento crucial!"


Divulgado vídeo de Bono e The Edge tocando "Love Is Bigger Than Anything In Its Way" em frente à uma casa de praia em Cape Cod


Abaixo, o vídeo pro-shot do blog da Radio.com de "Love Is Bigger Than Anything In Its Way" da apresentação de Bono e The Edge para a série '104.1 Beach House'! Assista em tela cheia para alta qualidade de imagem e som:




Steve Lillywhite revela que não achava que o U2 fosse bom até que ele os viu pela primeira vez ao vivo


O lendário produtor Steve Lillywhite revela que ele não achava que o U2 fosse bom até que ele os viu pela primeira vez ao vivo. Ele trabalhou em vários dos álbuns de sucesso da banda, incluindo 'The Joshua Tree', mas disse que as demos da banda eram as "piores" que ele já ouviu!
Steve disse que nunca esperou que eles se tornassem tão bem sucedidos quando os conheceu em 1979.
Em entrevista para a Dave Fanning na RTE Radio 1 sobre o primeiro encontro com o empresário do U2 Paul McGuinness, ele conta: "Ele era excelente, um vendedor maravilhoso. Ele dirigiu por 45 minutos me levando para o show, mostrando para mim no toca fitas as piores demos que eu já ouvi. Mas para ele, não importava como soavam. Seu trabalho não era dizer: "Eles são ruins, mas...." - o trabalho dele era dizer: "Essa é uma ótima banda". Eu não acho que eles eram realmente uma ótima banda, mas eu os vi ao vivo e pensei: 'Oh meu Deus, há algo aqui'."
O produtor de 63 anos também acha que a banda tem mais a agradecer pela sua dedicação do que talento por sua ascensão à fama mundial.
Ele disse: "Nenhum dinheiro teria sido bem investido no U2. O dinheiro investido inteligente teria sido no Echo And The Bunnymen. Então o que eles tinham? Eles tiveram dedicação. . . o talento pode crescer, a dedicação está lá para sempre. Em Bono, eles têm o maior perfeccionista do mundo. Eles têm um belo vocalista. Todas as outras bandas tinham bons vocalistas, mas com Bono você tinha um homem que queria fazer o curso durar e era ambicioso".

Do site: The Irish Sun

terça-feira, 17 de julho de 2018

A História Não Contada: como o U2 ajudou a montar a empresa de efeitos visuais chamada The Mill


The Mill é uma empresa de efeitos visuais e conteúdo digital que é amplamente reconhecida por sua contribuição para algumas das propagandas mais premiadas produzidas nos últimos 28 anos. Nos dois lados do Atlântico, os clientes fiéis da empresa ajudaram a impulsionar o crescimento da The Mill de uma empresa iniciante de 30 pessoas em 1990 para uma empresa de 1.000 pessoas com estúdios em Londres, Nova York, Los Angeles e Chicago. Com apenas cinco pessoas, a The Mill abriu seu primeiro estúdio nos Estados Unidos em Nova York em 2002. Um ano antes, a empresa foi a primeira na Europa a ganhar um Oscar de efeitos visuais por seu trabalho em 'Gladiador' de Ridley Scott. Mais recentemente, a The Mill ganhou um Innovation Gold em Cannes por Blackbird, seu revolucionário kit de ferramentas para a produção de anúncios automotivos. Também em 2016 e usando a Blackbird e um kit de ferramentas de AR patenteado chamado Mill Cyclops, a The Mill colaborou com a Epic Games e a Chevrolet para produzir a The Human Race, a primeira publicidade do mundo configurada ao vivo.
Ao longo dos anos, a The Mill teve uma mistura eclética de investidores-parceiros, começando com a administração dos membros do U2 e incluindo Ridley Scott e Tony Scott, que entraram a bordo da The Mill entre 1997 e 2002.
Em 2001, o U2 e a Shepperton Holdings, que detinham 35% e 40% da empresa, venderam suas ações por £ 28 milhões.
Recentemente, a The Mill trabalhou no curta "You’re The Best Thing About Me" do U2 com a diretora Tatia Pilieva da Pulse Films.
Em 1997, a The Mill trabalhou na pós-produção do videoclipe de "Staring At The Sun", dirigido por Jake Scott, filho de Ridley Scott.

James Morris, editor de vídeo, explica:

"Quando me formei na década de 1970, fui para Londres e encontrei meu caminho para uma sala de corte no Soho. Assim que tive a visão de um editor de filmes no trabalho, pensei "isso é para mim!"
Eu adorava cinema, mas não queria passar o resto da minha vida profissional em Londres, então recusei duas ofertas de emprego para voltar a Dublin e criar minha própria empresa.
Um amigo da faculdade se juntou a mim e depois de um tempo construímos um estúdio de gravação de música.
Naquela época, se as bandas do Reino Unido tivessem um hit, eles seriam instruídos a fazer outro disco, mas também a deixar o país por motivos fiscais. Enquanto isso, Paul McGuinness, que também estava na faculdade conosco, disse: "Eu gerencio uma banda" e ele trouxe o U2. A MTV começou e de repente todas as bandas precisaram de um videoclipe. Nós éramos as únicas pessoas que tinham um estúdio de cinema ao lado de um estúdio de gravação.
No final dos anos 80, não podíamos mais crescer na Irlanda, por isso viajava para Londres toda semana e, com a ajuda de Paul e do U2, montamos uma instalação de pós-produção no Soho e a chamamos de The Mill. A The Mill era uma instalação dedicada à comerciais, mas as tecnologias digitais surgiram e tornaram possível trabalhar digitalmente em filmes. A The Mill abordou Ridley e Tony Scott, e montou a Mill Film em 1998. Tudo correu bem e levou à conquista do Oscar de Gladiador. Deixei a The Mill por volta de 2005 e a empresa obteve grande sucesso em Nova York, Los Angeles e Chicago."

Memórias de John Garvin Evans, o pai de The Edge


John Garvin Evans, o pai de David Evans (The Edge), faleceu em 2016, após um longo período enfrentando uma doença. Ele estava aos cuidados do Hospital Bons Secours em Dublin.
Garvin certa vez para a Rivista Inutile falou sobre seu filho e sobre o U2:

"Quando o contrato inicial para discos com a Island foi assinado, David já havia iniciado um curso de graduação em engenharia. No entanto, uma vez que o futuro da banda foi garantido, ele deixou a faculdade e se concentrou no desenvolvimento do U2. Os principais sacrifícios, suponho, são uma certa falta de privacidade e muito trabalho árduo e longas horas.
Sempre nos demos muito bem juntos - o que vale para todos os meus três filhos - desde a época em que eram muito novos, até o presente. Nós realmente não tivemos nenhum problema chamado "adolescente", e posso dizer honestamente que nunca tivemos o menor desentendimento que eu possa lembrar - nunca. Se isso parece bom demais para ser verdade - bem, acho que temos sorte. Embora Bono tenha escrito algumas letras que foram dirigidas especificamente ao seu relacionamento ocasionalmente difícil com seu pai, não houve nenhuma envolvendo-me - tanto quanto eu sei.
Eu nunca me preocupei muito com a banda. Todos eles parecem ter a capacidade de agir com sensatez, e sempre foram muito profissionais para se envolver em qualquer cena de drogas ou comportamento excessivo. Ser casado e ter a responsabilidade dos filhos provavelmente ajudou, mas eles estão bem equilibrados de qualquer maneira.
Minha falecida esposa e eu viajamos muito com a banda quando eles estiveram em turnê, e sempre curtimos o enorme "burburinho" que acompanha as turnês. Muitos dos managers e membros da equipe estão no U2 há anos e, de certa forma, é como uma grande extensão da família. A organização que participa das turnês é incrível. Eu espero ir a mais shows, vou decidir depois quando ver a agenda deles.
Eu estou constantemente sendo tocado pela quantidade de fãs que a banda possui, e pela alta estima em que eles são mantidos. Da minha perspectiva, justificadamente.
Certamente Bono e Edge, em particular, têm crenças cristãs muito firmes, e estão sempre conscientes disso em tudo o que fazem. Houve uma crise em um momento, na relação entre a banda e os princípios religiosos de Bono e Edge. Eu nunca perguntei detalhes sobre isso, pois considero que questões de consciência dessa natureza são muito particulares. Eles resolveram quaisquer dificuldades envolvidas e seguiram em frente. Estou muito comprometido com minhas crenças cristãs, assim como minha falecida esposa, e provavelmente parte disso pode ter servido para motivar David nessa direção.
Richard (Dik) é um acadêmico. Ele estava envolvido com a banda inicialmente como hobby, e mais tarde se juntou a outro grupo chamado Virgin Prunes. Eu nunca falei com Richard sobre seus sentimentos sobre ter deixado o U2 (ele estava no seu curso de ciência da computação quando a banda decolou. Mais tarde ele fez um Doutorado em Engenharia no Imperial College de Londres, e ele trabalha nesse campo ainda. Parece pouco sentido dizer "o que poderia ter sido" - eu iria achar esse tipo de conjectura "se o que" sem sentido.
Apenas siga em frente com sua vida, e tente e seja o melhor que puder, é o caminho certo a seguir, no que me diz respeito."
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