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quarta-feira, 8 de julho de 2026

David Beckham e o U2 se unem à instituição de caridade Street Child United para um curta-metragem chamado 'Street Of Dreams'


'Street Of Dreams' é um curta-metragem dirigido por King She e produzido pela Somesuch, que acompanha a história de uma jovem cuja vida foi virada de cabeça para baixo após se tornar sem-teto, mas que se recusa a desistir do sonho de jogar futebol. 
O filme traz a nova música do U2, "Street Of Dreams", e, além da estreante Nevaeh Derricks, conta com a participação de Beckham, que por acaso é o embaixador global de esportes do Bank Of America, patrocinador do filme. O U2 também aparece no final, com cenas gravada no México.
De acordo com a descrição: "Depois que sua vida é interrompida, Calle é vista se apegando ao futebol como uma fonte de propósito e possibilidade. Enquanto ela navega pela incerteza e pela auto-dúvida, ela é guiada por Sir David Beckham, que aparece como uma personificação de sua voz interior, um guardião que só ela pode ver. Ele é um poderoso símbolo de crença e oportunidade, estando ao lado dela e aparecendo quando importa".
Enquanto o curta-metragem completo, com 4 minutos de duração, está disponível para o público, uma versão condensada de 30 segundos será veiculada pela Fox e Telemundo na América do Norte. A exibição acontece estrategicamente durante a cobertura da Copa Do Mundo, incluindo as semifinais e a aguardada final, a partir de 13 de Julho.

"Street Of Dreams" dividiu opiniões, e a qualidade do primeiro single de um álbum do U2 nem sempre corresponde à qualidade do álbum como um todo


O single "Street Of Dreams" do U2 dividiu opiniões. Enquanto alguns fãs elogiam sua "introdução gradual, refrão grandioso, digno de estádio", com outros apontando que é algo genérico e seguro típico da banda, outros concordam com a crítica de que é "chata" e um pouco sem graça e boba, considerando os "versos desconexos, produção excessiva de Jacknife Lee e ausência daquela aura épica e emblemática das eras anteriores".
Muitos fãs dizem que é mais uma faixa que dilui a energia rock and roll natural da banda e se decepcionaram com o lançamento, novamente comparando a música atual do U2 com as feitas pelo Coldplay. 
Faixa considerada muito branda, sem inspiração e dependente de letras vagas e clichês, em vez da pegada rock que esperavam.
Os críticos apontaram que os temas líricos de Bono (como "não desista e seus sonhos não desistirão de você") se aproximam perigosamente de clichês de autoajuda.
Muitos fãs expressaram abertamente sua decepção e apontam que preferiram os EPs surpresa recentes do U2, 'Days Of Ash' e 'Easter Lily', que dizem trazer um material moderno mais forte e interessante.
Muitos esperavam uma faixa mais pesada e visceral para inaugurar esta nova era, especialmente após as falas de Bono sobre um álbum de rock barulhento e caótico, com sonoridade estilo até "AC/DC".
Muitos críticos e fãs apontaram que o U2 frequentemente usa uma faixa polida e radiofônica, no estilo "dad rock", para o lançamento de seus álbuns, como os singles "Get On Your Boots" e "You're The Best Thing About Me".


A Rolling Stone escreveu:

"O U2 lançou "Street Of Dreams", o primeiro single de seu próximo álbum de estúdio, com lançamento previsto para o final deste ano. Os fãs esperaram muito tempo por este momento: o último LP da banda, 'Songs Of Experience', foi lançado há quase nove anos. Este é, de longe, o maior intervalo entre álbuns de estúdio da banda.
A qualidade do primeiro single de um álbum do U2 nem sempre corresponde à qualidade do álbum como um todo. Em muitos casos, a diferença é gritante. Isso certamente se aplica a 'No Line On The Horizon', de 2009, que marcou o retorno da dupla dinâmica Brian Eno e Daniel Lanois, responsáveis por 'The Joshua Tree' e 'Achtung Baby'. 
Eles erraram feio ao lançar "Get On Your Boots" como primeiro single. A música tem seus riffs marcantes, mas não é tão memorável. Este era um álbum ousado e experimental. Não havia motivo para esconder isso. Teria sido mais inteligente lançar "Moment Of Surrender" primeiro e guardar "Get On Your Boots" para um lado B — ou até mesmo para a sala de edição.
A polêmica em torno do lançamento de 'Songs Of Innocence', baixado para o iPhone de todo mundo no planeta e que figurou no topo da nossa lista das piores decisões da história da música, recebeu tanta atenção que as músicas em si raramente foram discutidas.
Embora 'Songs Of Innocence' esteja longe de ser uma obra-prima, não existe álbum ruim do U2. "The Miracle (Of Joey Ramone)" é a faixa de abertura do álbum. Se você não a ouve há muito tempo, dê uma segunda ouvida. Provavelmente ainda está em algum lugar no seu celular.
O álbum 'October' começa com "Gloria", e não há dúvidas de que essa deveria ter sido o primeiro single. Em vez disso, em parte por ser a única música disponível no momento, optaram pela sem inspiração e insípida "Fire". A banda percebeu isso rapidamente, já que não a toca ao vivo desde fevereiro de 1983. ""Fire" não era uma música muito boa", disse Bono em 2006. "Eu sempre tive fé de que conseguiríamos improvisar, mas às vezes não conseguíamos, e esse foi um exemplo disso".
"A Day Without Me" é uma música descartável. "I Will Follow" foi o primeiro single óbvio. Ela permanece no repertório ao vivo até hoje. Eles não tocam "A Day Without Me" desde 1985. Apenas os fãs mais fervorosos sabem que foi o primeiro single de 'Boy'.
"You're The Best Thing About Me" foi lançada como o primeiro single do álbum 'Songs Of Experience'. Havia pouco interesse do público por um novo álbum do U2 em 2017, e a canção recebeu pouca atenção". 

terça-feira, 7 de julho de 2026

O videoclipe de "Street Of Dreams", o novo single do U2


"Street Of Dreams", o primeiro single do próximo álbum de estúdio do U2 ainda sem título anunciado, já está disponível.

 

O novo álbum de estúdio da banda será o primeiro em 9 anos e tem previsão de lançamento para o final deste ano.
O videoclipe de "Street Of Dreams" foi gravado na Cidade do México em maio.
As filmagens perto da Plaza Santo Domingo atraíram uma multidão de fãs, apesar do mau tempo, com trovões e chuva causando inesperadamente a queda de um gerador e uma família local acolhendo os quatro membros da banda em seu apartamento para filmar na varanda.
Em sua visita à Cidade do México, a banda também compareceu à final do Torneio Mundial de Crianças de Rua de 2026 no Parque Ecológico Lago de Texcoco.
Produzido por Jacknife Lee, "Street Of Dreams" apresenta o som inconfundível do U2,, que em setembro celebrarão 50 anos desde a formação da banda, após Larry ter afixado um bilhete escrito à mão com os dizeres "Baterista procura músicos para formar banda" no mural da escola Mount Temple Comprehensive, em Dublin.


God hear me shout
Lend your ear to my prayer
When I'm far from anywhere
Down to my last breath of air

God hear me shout
Lend your ear to my prayer
When I'm far from anywhere
Down to my last breath of air

La calle, calle de los sueños
All the doors are open on the street of dreams
La calle, calle de los sueños
Broken are the chosen on the street of dreams

Be here
Be free
Be yourself
And then free me

Your fate?
(Gonna fight it)
Your trust?
(Won't be denied)
This bus?
(Gonna ride it)
To the street of dreams

La calle, calle de los sueños
Justice, an obsession on the street of dreams
La calle, calle de los sueños
Love in a procession down the street of dreams

Break out
Break through
Break in
Your dream needs you

Your life?
(Gonna find you)
Your fear?
(Not gonna blind you)
Random angels?
(Gonna guide you)
To the street of dreams

La calle, calle de los sueños
All the doors are open on the street of dreams
La calle, calle de los sueños
Broken are the chosen on the street of dreams

Don't you give up on your dream for the many not just the few
Don't you give up and your dreams won't give up on you

La calle, calle de los sueños
Justice an obsession on the street of dreams
La calle, calle de los sueños
Love in a procession down the street of dreams

God hear me shout
Lend your ear to my prayer
When I'm far from anywhere
Down to my last breath of air

Ex-executivos do U2 lançam nova empresa de música


Uma nova força emerge no panorama musical britânico, prometendo um sopro de ar fresco para artistas que se sentem negligenciados pelas gigantes do setor. Breaking Wave Group (BWG), empreendimento ousado, reúne um quinteto de veteranos da indústria fonográfica, cujas carreiras moldaram o sucesso de ícones globais como o U2.
A proposta é clara: criar uma "potência musical boutique e sob medida", onde a arte encontra a estratégia, e o artista é, de fato, a prioridade.
A intenção do BWG não é apenas competir, mas oferecer uma alternativa robusta ao modelo tradicional das grandes gravadoras, que frequentemente sobrecarregam seus elencos e, por vezes, perdem a conexão com as necessidades individuais de seus talentos, como destaca a empresa: "O lançamento representa um retorno à expertise e experiência arduamente conquistadas de uma era de ouro do sucesso fonográfico britânico, oferecendo aos artistas o tempo e a atenção que eles merecem".
No comando criativo, Marc Marot, cujo nome é intrinsecamente ligado à carreira do U2, a quem ele assessorou por 18 anos. Durante sua gestão na Island Records, Marot foi o responsável por trazer nomes de peso como Tricky, Pulp, PJ Harvey e The Cranberries. Sua trajetória inclui ainda o gerenciamento de artistas diversos, desde Paul Oakenfold a Yusuf Islam (Cat Stevens), e um papel fundamental no sucesso de Jessie J e Becky Hill pela Crown Talent.
Nick Stewart, o presidente do grupo, é o visionário que contratou o U2 para a Island Records, além de ter trabalhado com ícones como Grace Jones, Blondie e Elton John.
O Breaking Wave Group não é apenas uma gravadora; é um ecossistema musical completo. Com quatro pilares de atuação - gravadora, publicação musical (via acordos personalizados), gerenciamento de artistas e projetos especiais (que incluem mídia cruzada e geração de IP) -, o BWG busca uma abordagem holística para o desenvolvimento de seus talentos. Marc Marot resume a trajetória dos executivos da BWG: "Nossas carreiras foram dedicadas aos artistas, colocando-os em primeiro lugar e ajudando a apresentar sua criatividade ao mundo, e é disso que se trata o BWG".
Para escalar suas ambições globais, o BWG garantiu acordos de distribuição estratégicos com a PIAS e a Virgin Music Group (ambos parte do Universal Music Group). "Manteremos deliberadamente o elenco pequeno para que possamos dedicar tempo ao desenvolvimento real"
Nick Stewart reforça essa visão, descrevendo a BWG como um "porto seguro" em meio à "pobreza de tempo" que assola a indústria moderna, onde algoritmos frequentemente substituem o olfato de um A&R e artistas são contratados e dispensados em uma espiral de rapidez. "Ao manter deliberadamente nosso elenco pequeno, estamos trazendo de volta a arte perdida do desenvolvimento de artistas".

segunda-feira, 6 de julho de 2026

"O que o U2 vai se tornar? Uma paródia de si mesmo? Uma versão diluída? Continuará tendo dignidade e respeito?"


Chrissy Iley é uma jornalista premiada e reverenciada, além de uma palestrante cativante e fascinante. Ela é conhecida por suas entrevistas intimistas com personalidades ilustres.
Ela escreveu em 2004 em um papo com Adam Clayton: "Você me disse uma vez que é impossível ser um ex-astro do rock e que vocês continuariam para sempre. 
"Hum, isso foi há alguns anos. Não posso culpar a ingenuidade. Mas sempre fica aquela pergunta. O que o U2 vai se tornar? Uma paródia de si mesmo? Uma versão diluída? Continuará tendo dignidade e respeito? Não está ficando mais fácil, mas estamos aprendendo a lidar melhor com isso". 
Vocês são sua própria família? "Essencialmente, sim. Mas estou tentando filtrar o romantismo do que você acabou de dizer e focar no pragmatismo". 
Em todas as suas famílias, faltam alguns elementos que vocês encontraram uns nos outros. 
"Sim, somos nosso próprio mecanismo de sobrevivência. Éramos dependentes uns dos outros aos vinte e poucos anos de uma forma que não seria possível em nenhum outro estilo de vida. Fomos criados e forçados a conviver. Era uma pressão que se acumulou até 'The Joshua Tree', e então o calor começou a diminuir. As pessoas tinham mais opções em suas vidas, e suas vidas se tornaram mais complexas com sucesso, dinheiro, alternativas e família. Então, ficou mais difícil estarmos juntos nessa mesma unidade. Envelhecer significa que é mais difícil manter a mesma disciplina que tínhamos aos trinta e poucos anos".

sábado, 4 de julho de 2026

Bono teve algum receio de ter Salman Rushdie em sua casa quando o escritor se escondia de fundamentalistas islâmicos?


Foi dito que Salman Rushdie viveu na casa de Bono na Irlanda enquanto se escondia de fundamentalistas islâmicos que colocaram uma recompensa milionária por sua cabeça, mas Salman afirmou que na verdade ele não ficou mais do que um alguns dias na casa de Bono. "Passei três ou quatro dias com ele ao longo dos anos. Eles exageraram", disse Rushdie.
Mais tarde, o jornal Sunday Independent retratou a história, afirmando que as visitas do "controverso autor" eram "frequentes" e eram um "enfeite".
Bono disse: "Eu não gostei do Sunday Independent ficar lembrando as pessoas disso o tempo todo. Acho que a questão da liberdade de expressão é muito importante para qualquer pessoa que ame rock 'n' roll. Era um momento em que tínhamos que nos posicionar e fazer valer nossa posição, por menor que fosse, e foi o que fizemos. Eu gosto muito do Salman, mas ele não ficou tanto tempo quanto as pessoas diziam. Supostamente, havia helicópteros entrando e saindo pelas janelas do nosso quarto. Eu não levo minha própria segurança tão a sério quanto outras pessoas. Mas levo a segurança da minha família muito a sério. Temos segurança 24 horas e, geralmente, quando as pessoas veem os lançadores de foguetes, elas vão embora"

sexta-feira, 3 de julho de 2026

A origem da imagem da provável capa do single de "Street Of Dreams" do U2


Em suas redes sociais, o U2 escreveu: "Em algum lugar da Cidade do México, em uma Rua Dos Sonhos...", e adicionou algumas fotos da gravação do vídeo para "Street Of Dreams".




O primeiro single do U2 de seu próximo álbum ainda sem título, é "Street Of Dreams". O single, confirmado anteriormente pela banda, por meio de um comunicado à imprensa, é esperado em breve, mas ainda não tem data de lançamento oficial anunciada.
O vídeo na Cidade do México foi filmado pela Somesuch, a mesma produtora dos curtas-metragens "Every Breaking Wave" (dirigido por Aoife McArdle) e "Song For Someone" (dirigido por Vincent Haycock), ambos do álbum 'Songs Of Innocence', de 2014.
O site U2 Songs oferece alguns detalhes: "O lançamento do single estava originalmente previsto para 12 de junho, com uma prévia exibida em um vídeo no dia 11 de junho durante o jogo da Copa Do Mundo no México. Esse lançamento não aconteceu, aparentemente devido a uma decisão de última hora. A música foi adicionada aos bancos de dados da ASCAP (créditos de composição) e também podia ser encontrada no Shazam a partir de 12 de junho. Além disso, o U2 republicou um Lyric Video para "Coexist", que foi posteriormente removido, coincidindo com a meia-noite de 12 de junho, horário da Nova Zelândia. Acredita-se que o vídeo de "Coexist" era provisório e teria sido publicado para gerar links do YouTube para matérias e outras ações de marketing, sendo posteriormente substituído pelo vídeo de "Street Of Dreams". A segunda cópia de "Coexist" já foi removida.
Na segunda-feira, 15 de junho, surgiram novos indícios de que o single estava sendo preparado. Quem já havia buscado "Street Of Dreams" no Shazam não encontrava nenhuma capa. No entanto, a partir de 15 de junho, uma nova imagem apareceu, mostrando a banda de terno saindo do oceano. Adam Clayton está vestido de rosa (que pode ser uma possível referência à campanha "Pink Adam"). O conteúdo não está mais acessível, e o U2 solicitou a remoção das cópias da imagem".

"Depois de ganhar um carro do Bono, você ainda não tira a carteira de motorista? Como isso é louco!"


A atriz Penélope Cruz disse que finalmente pensa em tirar sua carteira de motorista após ganhar um carro de presente de Bono. A artista espanhola de 52 anos revelou seus planos e o presente que ganhou do cantor em participação no programa de entrevistas 'Hot Ones'.
Penélope Cruz foi ao programa para promover seus trabalhos na comédia 'O Convite' (2026). Ela contou que sente "um medo muito profundo de dirigir", mas que talvez tenha chegado a hora de lidar com a situação.
"Meu amigo Bono me deu um carro de presente no meu último aniversário", contou a atriz. "É uma coisa tão maluca de se dizer, mas ele me deu um carro, e acho que esse é o empurrão definitivo para eu fazer isso. Depois de ganhar um carro do Bono, você ainda não tira a carteira? Como isso é louco! Então agora estou pensando nisso de novo, mas é um medo tão profundo. Toda vez que entro em um carro, penso: 'Tá bom, lá vamos nós. Será que vamos chegar bem ao destino ou não?"
Penélope Cruz contou que até mesmo uma viagem de apenas 15 minutos com um motorista profissional ainda lhe causa ansiedade: "Acho que existe um nome para isso. Recentemente deram um nome a isso porque há muitas pessoas como eu".
Em 2024, Penélope Cruz revelou que seus incômodos com carros datam da infância. Ela contou em entrevista à imprensa internacional: "Minha irmã foi atropelada por um carro na minha frente quando eu tinha oito ou nove anos". Apesar do trauma da atriz, Monica Cruz sobreviveu ao acidente e se recuperou plenamente.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

"Aconteceu uma coisa estranha. O Bono, do U2, ligou para a minha mãe tentando te encontrar"


Em meados da década de 1980, o londrino Mark 'Flood' Ellis já havia consolidado seu nome como um dos engenheiros de gravação mais requisitados para música eletrônica alternativa e indie rock vanguardista, com créditos em álbuns de Depeche Mode, Nick Cave And The Bad Seeds, New Order, Soft Cell, Cabaret Voltaire e muitos outros. Mas quando o U2 o procurou para trabalhar em seu quinto álbum de estúdio, 'The Joshua Tree', Flood achou que estava sendo vítima de uma pegadinha.
Em entrevista à revista Musician em 1993, o respeitado produtor/engenheiro revelou como começou a trabalhar com Brian Eno e Daniel Lanois na obra-prima que vendeu 25 milhões de cópias.
"Por volta de 1986", ele relembrou, "eu estava fazendo muitos trabalhos freelance no Trident Studios e comecei a receber mensagens estranhas e vagas no telefone, do tipo: 'Alguém de Dublin está tentando entrar em contato com você'. Um dia, eu estava sentado em um bar quando um amigo entrou e disse: 'Aconteceu uma coisa estranha. O Bono, do U2, ligou para a minha mãe tentando te encontrar'. Era perto do Dia da Mentira, então achei que fosse só uma pegadinha elaborada.
No dia seguinte, eu estava no estúdio quando o telefone tocou. A recepcionista disse: 'É o Bono'. Pensei: 'Ah, claro'. Mas atendi e lá estava ele. Acontece que ele tinha gostado muito de algumas coisas que eu tinha feito com o Nick Cave e com o Gavin Friday, que é um dos melhores amigos dele. Então, fui convidado para uma espécie de teste de áudio. A banda estava reunida em uma casa. Não havia produtor por perto. Basicamente, eles disseram: 'É isso que queremos, temos uma semana, vamos ver o que você consegue fazer'. Cerca de dois meses depois, me convidaram para gravar o álbum 'The Joshua Tree'."
Trabalhar com Brian Eno no álbum, e posteriormente em 'Achtung Baby', foi, segundo Flood, "uma experiência reveladora".
"Não importa o quão aventureiro você se considere, ele pode ser ainda mais aventureiro", disse ele.
"Você estava mexendo em um programa de efeitos que parecia bem radical para você; então Brian Eno entrava no estúdio e juntava mais 15 efeitos em uma cadeia gigantesca e transformava tudo".
"Em outra ocasião", Flood contou ao escritor Alan Di Perna, "eu estava na mesa de som e coloquei um solo em uma música. Eno disse: 'Pare! Nunca mais coloque um solo nessa faixa enquanto eu estiver na sala'. E eu pensei: Bem, isso é peculiar.
Mas ele explicou depois que, quando você ouve as faixas individuais de uma música, uma estará um pouco desafinada, outra um pouco descuidada – todas terão suas falhas. Mas quando você ouve a música como um todo, ela funciona. Então, por que analisar os componentes individuais se eles não estão necessariamente contribuindo para a ruína do todo? Trabalhar com Eno me fez reavaliar tudo".

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Canções e números que provam qual foi o melhor dos 50 anos de carreira do U2


Do site Grunge

Em 1992, o U2 se reinventou, experimentando novas texturas e atmosferas para criar 'Achtung Baby'. Nos quatro anos anteriores, eles haviam lançado as ponderosas e introspectivas (embora ainda incríveis) explorações do rock de raízes americanas de 'The Joshua Tree' (que deu à banda sua canção número 1, "With Or Without You") e seu complemento, 'Rattle And Hum', do final dos anos 80. 
Com 'Achtung Baby', a alegre sonoridade industrial tornou-se um componente chave em sua mistura musical. Isso serviu para atrair um público mais amplo para a banda e capitalizar o sucesso mainstream que haviam conquistado com os trabalhos anteriores, uma expansão que mostrou que o U2 tinha uma variedade de truques na manga.
Essa mudança também fez de 1992 o maior ano da banda em termos de exposição prolongada. Ao espaçar o lançamento de seus singles, o U2 conseguiu manter as músicas de 'Achtung Baby' nas paradas por mais de um ano. Nenhuma música passou menos de 10 semanas na Billboard Hot 100, e "Mysterious Ways" e "One" conseguiram entrar no Top 10. "Even Better Than The Real Thing" e "Who's Gonna Ride Your Wild Horses?" apareceram no Top 40, provando que músicas com títulos longos podiam se tornar concorrentes de peso. E embora "The Fly" não tenha passado da metade da Hot 100, ela deu o tom para um ano marcante na carreira do U2, que se provou o maior até então.
No final de 1991, o U2 lançou seu primeiro single inédito em dois anos e surpreendeu os fãs com "The Fly", que voou rápido e furiosamente, entrando na Billboard Hot 100 em 9 de novembro e alcançando o pico na 61ª posição apenas duas semanas depois. Fãs e profissionais da indústria musical talvez estivessem um pouco incertos sobre como receber essa nova versão do U2 — uma música tão diferente de seus outros trabalhos que talvez tivesse sorte de entrar nas paradas. Mas, em vez de ser um sucesso estrondoso, essa canção acabou sendo um acendedor de pavio — uma faísca que deu início a um novo capítulo para a banda e sinalizou sua disposição em se adaptar aos tempos para manter seu som fresco e relevante. Independentemente do desempenho nas paradas, foi revigorante ouvir o U2 experimentando com batidas house e levando seu som para um novo território groovy.
O U2 alcançou o auge com "Mysterious Ways", chegando ao 9º lugar no final de janeiro de 1992 e permanecendo na Hot 100 por impressionantes 20 semanas. Os fãs estavam adorando o que a banda estava apresentando.
"One" acabou tendo um enorme impacto nos ouvintes, inspirando covers e samples de outros artistas em mais de 60 trabalhos diferentes. Essa influência abrangente não é surpresa para uma música que alcançou o 10º lugar na Billboard Hot 100 e permaneceu 20 semanas nas paradas. Mais do que apenas uma canção popular de ritmo moderado que levou os fãs de música ao delírio, ela serviu como uma ponte de volta ao tom mais sério das primeiras músicas do U2, lembrando aos ouvintes que a banda não havia perdido sua capacidade de causar arrepios em meio à transição para seu novo som. É também uma obra atemporal, um clássico dos anos 90 que não soa como se tivesse 30 anos.
"Even Better Than The Real Thing" nos lembrou o quão inspiradora uma canção alegre do U2 podia ser. Sua mensagem era apenas expressar afeto por alguém especial, uma celebração da simples emoção do amor. Não há mensagens ocultas ou posicionamentos políticos aqui. A euforia se mostrou inspiração suficiente, criando uma atmosfera que garantiu ao single o 32º lugar nas paradas em setembro de 1992 e provou que o público fiel da banda acolheria um espírito mais leve vindo de um grupo que se consagrou com trabalhos muito mais solenes.
A banda encerrou o ano com mais um sucesso no Top 40 da Billboard, alcançando o 35º lugar na Hot 100 pouco antes do Natal de 1992 e permanecendo na parada por um total de 16 semanas. "Who's Gonna Ride Your Wild Horses?", o último single de 'Achtung Baby', confirmou que esse novo formato do U2 havia sido uma mudança bem-vinda e insinuou ainda mais experimentação por vir.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Bono disse que o U2 funcionava pela união, diferentemente do Oasis que se alimentava da energia da rivalidade entre Liam e Noel


Bono em 2001 disse:

"O grupo em si está muito, muito unido no momento, e acho que para o U2 funcionar, isso precisa ser assim. Diferentemente de bandas como The Kinks ou Oasis, que se alimentam de uma certa rivalidade entre irmãos, esse tipo de energia. 
Precisamos ser capazes de olhar uns nos olhos dos outros. Acho que nos anos 90, nos tornamos um pouco independentes demais uns dos outros — ainda havia o mesmo respeito, mas conforme você envelhece, pode perder a capacidade de se adaptar a alguém. 
Sempre na vida desse grupo, alguém vai ser um idiota. Você tem que dar espaço suficiente para essa pessoa e, quando ela passa dos limites, tirá-la do grupo. Devo dizer que havia muito menos babacas na estrada desta vez do que talvez eu já tenha visto antes".

segunda-feira, 29 de junho de 2026

U2 50 Anos: "Não temos problemas de ego na banda"


Chrissy Illey em um papo com Larry Mullen - 2004

"Somos uma família unida, com todos os prós e contras que isso acarreta. Mas não temos problemas de ego na banda. A maioria das bandas fracassa depois do primeiro obstáculo, que é: eu escrevo as músicas. Todos nós participamos do processo. Além disso, não somos escravos dos nossos instrumentos. Não somos virtuosos. Nenhum de nós estudou. Então, todos lutamos juntos. 
Coisas diferentes entram em jogo agora que todos nós temos famílias. Não temos mais a liberdade que tínhamos antes.
Isso foi mais ou menos há dez anos e nós estávamos na estrada com o 'Achtung Baby' e a Zoo TV há cerca de dois anos. Terminamos a turnê no Japão. Todos simplesmente desaparecemos na noite e nos metemos em encrenca terrível. 
O último show aconteceu e o Edge disse que estava apenas ansioso para voltar à vida normal, mas eu simplesmente não suportei. Eu falei, que tal você e eu comprarmos motos e fazermoa uma viagem pelos Estados Unidos por seis meses? Por um instante eu achei que era uma boa ideia". 
Você teve aquele tipo de síndrome em que seu torturador vai embora e você diz que ele pode voltar para te torturar mais um pouco? Ele diz: "Sim, foi exatamente assim que me senti".

sábado, 27 de junho de 2026

A versão remixada de "Beautiful Day" do U2 como o tema de abertura do programa de melhores momentos da Premier League


"Beautiful Day" do U2 é também famosa por sua ligação com a Premier League, sendo o icônico tema de abertura do programa de melhores momentos da Premier League, exibido pela ITV. 
Quando a emissora garantiu os direitos de transmissão dos melhores momentos do futebol inglês em 2001, utilizou uma versão especialmente remixada da música para lançar sua cobertura. 
A escolha de "Beautiful Day" para o programa se tornou um grande símbolo de nostalgia para os fãs de futebol que cresceram assistindo ao esporte no início dos anos 2000. 
Discussões em plataformas como o tópico 'The Premiership Thread' do Reddit demonstram um consenso enorme de que é um dos temas esportivos mais memoráveis e queridos da televisão britânica.
A ITV desembolsou £183 milhões pelos direitos de transmissão dos melhores momentos da Premier League, pondo fim ao domínio da BBC sobre os destaques do futebol nas noites de sábado.
O programa de sábado à noite foi patrocinado pela Coca-Cola, que pagou cerca de £50 milhões para se associar ao programa.
Sobre o uso da canção no programa, Bono disse: "Eu só pensei: "Esse é um assunto que ninguém vai precisar discutir com o Larry. O Larry fiscaliza — e essa é a palavra-chave — o uso da nossa música em filmes e na TV; é o departamento dele. Essa seria a negociação mais fácil que alguém já teve que fazer".

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Desmantelando a vida e a morte de Bob Hewson


Chrissy Illey em um papo com Bono - 2004

Uma teoria é que 'How To Dismantle An Atomic Bomb' seja, na verdade, sobre desmantelar a vida e a morte de seu pai, que era um grande fã de ópera e um tenor perfeito. Desde que ele se foi, ele caminha de um jeito diferente, talvez seja o jeito de andar do pai, talvez ele o tenha engolido.
"Ou talvez algo tenha simplesmente se dissipado, como um peso muito estranho, e eu esteja mais à vontade comigo mesmo, e isso seja o mais fácil que eu jamais conseguirei, e isso é muito bom. 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. Ele é a bomba atômica em questão, e é a época dele, a época da Guerra Fria, e nós tivemos uma espécie de guerra fria, eu e ele. Talvez isso fosse apenas uma coisa típica dos irlandeses. Mas tivemos um relacionamento incomum no início. Quando ele morreu, eu não fazia ideia do que aconteceria. Comecei a me comportar de forma um pouco estranha, aceitei cada vez mais projetos.
Ele é a bomba atômica em questão, e nós tivemos uma relação incomum no início. Quando ele morreu, eu não fazia ideia do que aconteceria. Comecei a me comportar de forma um pouco estranha, aceitei cada vez mais projetos. E olhando para trás agora, porque acho que finalmente acabou, agora que finalmente consegui me despedir, acho que fiz algumas loucuras. Recebi uma carta de um amigo que dizia: 1, não deixe seu emprego, 2, sua esposa, 3, saque grandes quantias de dinheiro do banco. Eu não estava fazendo nada disso, mas o que ele estava dizendo era que quando os pais morrem, os filhos fazem loucuras. Eu pensei que estava pronto para isso, e disposto a enfrentar. Não sei se alguém pode estar realmente pronto para a morte. Bem, ele estava doente há muito tempo e eu ia visitá-lo no hospital, fazia a vigília noturna". 
Ele estava em turnê durante os estágios finais da vida de seu pai, mas voltava de avião para ocupar um leito no hospital. "Eu não sabia que o luto afeta você de maneiras surpreendentes. Eu não sabia que um ano e meio, dois anos depois, quando você está andando na rua, lágrimas escorrem pelo seu rosto sem que você saiba por quê. Então você percebe o motivo: você tem todas aquelas coisas mal resolvidas que não teve a chance de solucionar e que gostaria de ter resolvido, ou de ter atendido um telefonema. Nós não conversávamos. Acho que não passei tempo suficiente com ele, e é sempre constrangedor falar sobre assuntos com homens irlandeses. Compramos uma mesa de sinuca, o que ajudou, mas não quando ele estava doente. Eu chegava dos shows, ia para o aeroporto, encontrava meu irmão, tomava uma caneca de Guinness e um shot de uísque, e subia para o quarto para estar lá de manhã. Nos últimos dias, eu lia para ele. Shakespeare, os Salmos, embora fosse uma época ruim, porque meu pai estava perdendo a fé justamente quando você mais precisa dela. Lembro-me de ter dito a Noel Gallagher que ele simplesmente não tinha mais certeza de nada, e Noel respondeu: 'Bem, ele está um passo mais perto de saber, não é?' E isso se tornou outra música, "One Step Closer". 
Como todas as letras de Bono, elas são essencialmente sobre aceitar contradições, humor e desespero, celebração e amargura, Deus e sexo, desejo e desgraça, demônios e anjos. Todos se abraçam e se tornam diferentes facetas da mesma coisa. Às vezes, soam até bíblicos. Mesmo quando são mais casuais, eles te cativam. Você pode se pendurar em cada palavra dele e apreciá-la bastante. Ele é uma pessoa que expõe seus sentimentos mais íntimos e você é absorvido por esse campo de força.
"Este conjunto de gravações acabou sendo muito emocionante e não me lembro de tê-las composto dessa forma. Não sei de onde veio, simplesmente encontrei notas que havia esquecido, encontrei melodias. Também notei que estava andando diferente e percebi que outras pessoas notaram certos maneirismos em mim. Acho que isso acontece. À medida que a manifestação delas se dissipa, sua presença ou essência central entra em você". 
Bono tem muito a dizer a todos: George Bush, Tony Blair, Gordon Brown, os eleitores indecisos, os pacificadores, os belicistas e a comunidade do rock and roll do mundo. Mas ele não tinha muito a dizer ao pai. Na maior parte do tempo, ele o desenhava deitado ali. "Eu desenhei todos os equipamentos. Achava fascinante, com todos aqueles fios e tubos. Eu não tinha os meios para lidar com as coisas, meu irmão fazia todo o trabalho heroico, organizando tudo, a parte médica. Acho que eu só desenhava para tentar entender como funcionava, em vez de ficar inquieto e desviando o olhar. E eu escrevia porque estava tentando entender tudo. Foi quando escrevi "Sometimes You Can't Make It On Your Own", quando ele estava doente. Ele não era um homem fácil de ajudar e eu cantei a música no funeral dele. Soava como The Righteous Brothers, algo de uma época muito diferente". 
A música atinge partes emocionais que as canções raramente alcançam. É lindamente elaborada, mas também crua.
"O disco é cheio de alegria, no entanto. Não quero que as pessoas o interpretem como desesperador. Meu pai era realmente muito divertido". 
As duas linhas de pensamento sobre seu pai parecem totalmente contraditórias. Que ele era divertido e que era inacessível. Mas, de alguma forma, quando Bono te diz isso, você acredita. É um dom raro. Você aceita quase tudo. Ele se pergunta onde estão os desenhos. Talvez estejam lá em cima. Ele me mostrará mais tarde. Ele diz: "Recentemente, tive que deixar a tristeza de lado e agradecer a Deus pelo dom que meu pai me deu, mesmo que eu tenha me tornado como uma música do Johnny Cash. Eu sou o garoto chamado Sue, sabe? O lema dele era: não sonhe, porque sonhos terminam em decepção. E é isso. Foi aí que a megalomania começou. Não tenho grandes ideias". 
Ele balança o dedo como se fosse seu pai e cai na gargalhada, como se naquele instante soubesse que é a maior estrela do rock do mundo porque quis ser. Ele sente que, pessoalmente, pode acabar com a dívida mundial simplesmente porque pensa assim. E com a crise da AIDS na África. Estamos no caminho certo. Dá para ver nos olhos dele, que às vezes brilham com uma inspiração quase palpável. Essa é a verdadeira razão pela qual ele usa aqueles óculos escuros. Como se fosse combinado, a música "Yahweh", que é o nome original de Deus em hebraico, ressoa com tanta alegria que alguns de nós estamos dançando no terraço.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Julian Lennon para Bono: "Essa não é uma conversa que você queira começar comigo se você é fã dos Beatles"


Bono falou para Niall Stokes da Hot Press em 2001:

"George Harrison não gostava muito do U2. Nós éramos grandes fãs dele e eu acho que ele trouxe uma dimensão para a banda que deu profundidade àquela composição pop impecável, algo que não teria acontecido sem ele. 
O fato dele ter abordado o tabu da religião também me impressionou quando adolescente. Eu costumava pensar que, se o rock 'n' roll significa alguma coisa, é libertação. Significa liberdade para se expressar sexualmente, politicamente e, claro, espiritualmente. Mas pouquíssimas pessoas fazem isso. E ele foi um dos primeiros, antes de Dylan, antes de Marvin Gaye e Marley. Embora eu tenha ouvido dizer que ele era muito mal-humorado. Chamá-lo de o Beatle quieto... acho que seria mais preciso dizer que ele era o Beatle rabugento.
Fui ao Rock And Roll Hall Of Fame em Cleveland e a Yoko fez uma exposição sobre a vida do John como escritor e artista. É como uma exposição de um artista vivo. É uma das melhores coisas que você pode ver. E tem letras manuscritas sobre o abandono dele, a mãe dele e tudo mais. Mas foi lá embaixo que eu tive a verdadeira revelação, porque na exposição dos Beatles, em meio a toda aquela parafernália, encontrei dois cartões-postais do John para o Julian — eram cartões-postais abertos, não em envelopes — e um deles tinha o número de telefone do John. E ele tinha escrito: "Caro Julian, desculpe por não ter falado com você nos últimos seis meses. Se precisar de mim, aqui está meu endereço". E isso mudou tudo para mim e eu simplesmente percebi que preciso ficar de olho nisso. Aqui está um cara escrevendo sobre o próprio abandono dois andares acima — e escrevendo sobre a própria reação psicótica à infância enquanto a repete sozinho. Eu conheci Julian e mencionei isso para ele, e ele simplesmente me encarou e disse: "Essa não é uma conversa que você queira começar comigo se você é fã dos Beatles"."
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