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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Steve Lillywhite diz que é o culpado pelos erros de 'October' do U2


Steve Lillywhite - Tape OP

"Com o U2, depois do primeiro álbum deles, eu disse que eles deveriam trabalhar com outra pessoa. E eles disseram: "Bem, nós gostamos muito de você". Então eu disse: "Ok, vamos fazer o segundo". 
E aí, 'October', o segundo álbum deles, não fez tanto sucesso quanto 'Boy'. Então eu disse: "Olha, vocês definitivamente precisam trabalhar com outra pessoa". E eles disseram: "Sim, sim, você tem razão". 
Então eles foram gravar com alguns produtores diferentes, mas não gostaram do resultado. Eles me ligaram e perguntaram: "O que você vai fazer em setembro?". E eu disse: "Nada". E eles disseram: "Você quer fazer nosso terceiro álbum?". O que era inédito para mim, e eu pensei: "Sim", porque se eles me queriam de volta, eu queria estar lá. E então fizemos o álbum 'War', que fez sucesso, e eu senti que tinha redimido os erros que cometi no segundo álbum.
Levo o fracasso para o lado pessoal, porque quando assumo um projeto, é meu trabalho torná-lo um sucesso. Essa é a função de um produtor. Se eu culpar a composição depois, então eu não deveria ter me envolvido desde o início".

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Willie Williams fala sobre as colaborações para os shows do U2 no Sphere


Willie Williams sobre as colaborações para os shows do U2 no Sphere:

"Es Devlin sempre foi uma ótima colaboradora. Ela dirigiu as duas peças que encerraram o show. Ela também atua como consultora criativa em todo o projeto. Ela é ótima.
John Gerrard é um artista irlandês, e Bono tinha visto o trabalho dele e se identificou muito. As bandeiras dele meio que emolduram diferentes seções. E alguns trabalhos foram pura sorte. Marco Brambilla, que faz essas colagens absolutamente densas, avassaladoras, de personagens rotoscopiados de filmes. Eu vi alguns dos trabalhos dele e achei que ele era o cara certo. Entrei em contato e ele tinha a atitude correta; tem que haver muita troca.
É preciso muita diplomacia ao trabalhar com o mundo das belas artes. Todas essas pessoas precisam conseguir enxergar o objetivo maior, que é a exposição. Trata-se de extrair o melhor das pessoas e ajudá-las a relaxar para que seja uma colaboração generosa. As fronteiras ficam muito tênues, e existe uma certa preciosidade no mundo da arte que simplesmente não funciona aqui.
Conviver com um monte de estrelas do rock ajuda bastante. Eu sempre cito Julian Opie. Ele disse: "Ninguém aplaude em uma galeria de arte". Nenhuma dessas pessoas trabalha em um ambiente onde milhares de pessoas enlouqueceriam. Mas os caras do U2 são todos colecionadores de arte, e eles realmente entendem esse mundo. Quando essas pessoas se encontram, geralmente há uma sintonia. Há um entendimento de que não estamos ali para explorar; estamos ali para criar algo grandioso juntos, algo que nenhum de nós conseguiria fazer sozinho.
Fiquei surpreso com a facilidade com que eles abraçaram tudo. Acho que é em parte porque eles entenderam que este não é um ambiente onde se pode fazer mudanças rápidas. Eu sempre deixo uma parte do show onde eles podem fazer o que quiserem, e isso foi extremamente útil".

sábado, 31 de janeiro de 2026

Como o Haim utilizou um sampler de "Numb" do U2 em faixa que fecha o álbum 'I Quit'


Este Haim utiliza um Fender Precision Bass de 1973, seu companheiro constante tanto na estrada quanto em todas as gravações do Haim.
Em entrevista, ela revelou: "Há alguns timbres interessantes em "Gone". Não é segredo que nos inspiramos muito no U2 nessa música e em "Now It's Time". Me inspirei no timbre de baixo do Adam Clayton para essas duas. Com relação ao timbre, você realmente precisa fazer o que funciona melhor para a música".
No último álbum do Haim, chamado 'I Quit', lançado em 2025, o U2 é creditado na composição da letra de uma destas faixas citadas por Este:

15 Now It's Time
Producer: Danielle Haim, Rostam Batmanglij
Composer: Adam Clayton, Alana Haim, Cass McCombs, Danielle Haim, David Howell Evans, Este Haim, Larry Mullen Jr., Paul Hewson, Rostam Batmanglij
Lyricist: Adam Clayton, Alana Haim, Cass McCombs, Danielle Haim, David Howell Evans, Este Haim, Larry Mullen Jr., Paul Hewson, Rostam Batmanglij

"Now It's Time" utiliza um sampler de "Numb', do disco 'Zooropa' do U2 lançado em 1993.
Em 2017, o U2 pegou o riff da música "My Song 5", do Haim, para sua canção "Lights Of Home" de 'Songs Of Experience'.
"Quando isso aconteceu, fiquei completamente impressionada", disse Danielle, que, como resultado, fez amizade com The Edge e Bono. Pouco tempo depois, ela e o co-produtor Rostam Batmanglij se viram trabalhando juntos no single "Summer Girl", do Haim, lançado em 2019.
"Rostam disse: 'Deveríamos chamar o Bono', e eu respondi: 'Acho que posso mandar uma mensagem para ele'", lembrou Danielle, rindo. "Tentei a sorte, mas ele estava ocupado na época, então não rolou nada". No entanto, o U2 voltou a ser assunto quando Danielle e Rostam fizeram uma pausa nas gravações de 'I Quit' para ir a Las Vegas assistir ao show da banda no Sphere.
De volta a Los Angeles, Danielle estava numa vibe de "Numb" e pediu a Rostam para tentar fazer "Now It's Time" soar como a faixa do álbum 'Zooropa' do U2.
"Levei a ideia completamente ao pé da letra e pensei: 'Vamos samplear e ver o que acontece'", conta Rostam. "Eu realmente não esperava que funcionasse, mas desbloqueou algo. Danielle regravou o vocal e, de repente, a letra e as melodias soaram certas de uma forma nova".
Mais uma curiosidade sobre o U2: enquanto gravavam "Everybody's Trying To Figure Me Out" no Valentine, Danielle afinou sua caixa para combinar com a de Larry Mullen Jr. em "Sunday Bloody Sunday".
"Um som de caixa icônico", diz ela.
"O resultado final é diferente", acrescenta Rostam. Mas para ele, acertar em um detalhe como esse — e usá-lo como um trampolim criativo — é fundamental para entender o que ele e Danielle estavam tentando alcançar em 'I Quit'.
"Numa era em que é mais fácil do que nunca fazer música com um computador, acho que o que me empolga é a ideia de que você possa ouvir alguém como a Danielle tocar uma parte de guitarra ou de bateria e saber que é ela", diz ele. "E acho que a razão pela qual isso é possível é porque o estilo é definido pela imperfeição. A crueza é a humanidade".

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Adam Clayton e Este Haim relembram como foi estarem juntos em estúdio na gravação de canção do U2


No episódio mais recente de seu podcast na SiriusXM, Adam Clayton recebeu Este Haim, baixista da banda Haim, para falar sobre suas influências fundamentais no baixo, os altos e baixos de tocar em uma 'banda familiar' e como é ser indicada ao Grammy. 
No Grammy Awards deste fim de semana, Haim concorre ao prêmio de Melhor Álbum de Rock pelo seu quarto álbum de estúdio 'I Quit'. É uma conquista histórica, já que Haim é a primeira banda totalmente feminina a receber essa indicação ao álbum de rock. 
"Incrível... espero que vocês levem o Grammy para casa", disse Adam para Este.
"Estou feliz por ter um lugar à mesa", respondeu Este. "Eu sei, todo mundo diz isso, mas é a pura verdade. Estou muito animada por fazer parte dessa conversa".
"É ótimo estar lá e é gratificante ser reconhecida pelos seus colegas", continuou Adam. "A indicação é incrível. E se você realmente ganhar aquele gramofone, é inacreditável".
U2 e Haim "compartilham um pouco do seu DNA", disse Adam, relembrando com carinho como Este e suas irmãs e companheiras de banda, Danielle e Alana, se juntaram ao U2 nos estúdios Shangri-La, em Malibu, em 2016, para a gravação de "Lights Of Home".
"Vocês cantaram com a gente e usamos um trecho da guitarra e do baixo de vocês como sample na música, então sinto como se já tivéssemos conversado antes", disse ele.
Este disse que estar no estúdio com o U2 é uma "lembrança essencial".
"Ir ao Shangri-La e estar com vocês... eu começo a chorar... foi um momento mágico, mágico para mim e minhas irmãs", disse ela. "Minhas irmãs e eu ainda conversamos sobre isso. Foi uma coisa incrível de se ver... ver vocês trabalhando juntos, como compõem as músicas, como gravam juntos e como a energia é eletrizante".
"Ao longo dos anos, certamente aprendemos que é preciso um certo tipo de energia, e você tem que estar preparado para se doar bastante para chegar à essência", disse Adam. "Você precisa ouvir a música. Você precisa segui-la... Acho que a música nunca me decepciona. É por isso que o baixo nunca me decepciona. Sucessos vêm e vão, e amores vêm e vão... Mas a música permanece constante".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Show do U2 no Sphere começou como uma versão do século XXI de onde a Zoo TV parou


Willie Williams oferece novos detalhes sobre como aconteceu o U2 no Sphere:

"Bem, mesmo antes de o U2 ser contatado, todos na indústria já conheciam este prédio, porque a maioria das pessoas já havia sido consultada. O Treatment Studio, que é o meu estúdio de design, fez uma espécie de rascunho sobre o prédio e como ele funcionaria para shows.
Já declarei publicamente que não estava muito entusiasmado. Principalmente porque, pragmaticamente, para mim, o show produz o telão em vez do telão produzir o show, então isso me parecia o contrário do que deveria ser. Além disso, eu realmente não sou fã desta cidade. Acho que nove shows seguidos em uma cidade é o máximo que o U2 já fez. Agora eles chegaram em 40.
É claro que Bono tem um ótimo instinto para o que eles deveriam estar fazendo. E, na verdade, o argumento mais convincente foi: "O que mais vamos fazer?" Podemos tocar num formato conhecido ou podemos arriscar neste edifício e ver o que acontece. Nenhum de nós esperava que tivesse este nível de destaque e, certamente, fomos completamente surpreendidos pela forma como o espetáculo foi recebido a nível mundial. É de tirar o fôlego.
Há tanta coisa neste edifício que é completamente contrária ao que se esperaria para montar um espetáculo. Não há onde colocar nada, não há espaço subterrâneo, não há elevadores, não há espaço debaixo do palco, o chão é de concreto. Não há onde colocar iluminação porque estamos rodeados pelo telão. É muito difícil montar o equipamento, não há nada que seja realmente ideal para uma atuação. Mas conseguimos fazer tudo funcionar. Acabei por me acostumar com isso.
Tivemos que imaginar o prédio, assim como o show. A ideia inicial era: "Ei, vamos apresentar 'Achtung Baby'!"
Também tive uma grande revelação, quando percebi que materiais gráficos muito simples poderiam funcionar incrivelmente bem neste espaço. Ele é feito para filmes imersivos e ambientes realmente completos, mas, na verdade, coisas muito simples funcionaram muito bem, principalmente porque não há cantos, então você não tem nenhum ponto de referência.
Nós nos orientamos pelos espaços usando os cantos como referência, e quando eles são removidos, é muito fácil criar ilusões maravilhosas. As possibilidades de transformação do espaço são incríveis, e o que é ótimo é que a banda tem confiança suficiente para deixar o público se soltar por um momento. "Vamos fazer essa coisa incrível e depois voltamos a nos reunir". Esse foi um verdadeiro ponto de virada para mim.
Então, rapidamente, o show se dividiu em três fases. Começamos com uma versão do século XXI de onde a Zoo TV parou. Depois, encerramos com algo muito mais cinematográfico, o tipo de coisa para a qual o prédio foi projetado. No meio, fazemos uma pausa: temos o palco com o toca-discos do Brian Eno, desligamos a tela e deixamos o U2 fazer o que sabe fazer de melhor: tocar sem absolutamente nada e ainda assim ser a banda ao vivo mais fascinante que você já viu.
Consideramos a tecnologia háptica, mas a questão é que, com tão poucas pessoas sentadas, seria meio inútil, na verdade. E, francamente, ficamos sem tempo e energia, então resolvemos outras coisas. Todo o resto, como os aromas, é usado no chão para os filmes; nada disso está presente nos shows. Acho que teríamos nos perdido se tivéssemos ido muito longe nessa linha. Não sabíamos realmente como tudo isso funcionaria. Até a noite de estreia, nunca havia havido público lá.
Eu sabia que seria um show extraordinário. Seis meses antes foi quando comecei a me dedicar totalmente a ele. Eu tinha um storyboard; tivemos que tomar decisões muito antes do que normalmente faríamos. Assim que o show começou a tomar forma, eu sabia que seria algo incrível, então não me preocupei nem um pouco. A tecnologia, obviamente, poderia falhar, mas não há absolutamente nada que eu possa fazer quanto a isso. E quando não há nada que você possa fazer, não faça nada. Para ser sincero, eu estava apenas empolgado. A questão é que, com o U2, a cada turnê, eles se entregam de corpo e alma.
Uma pergunta frequente é quem vai substituir o U2 nesse cenário. Não faço ideia. O U2 fez parecer tão fácil, mas a curva de aprendizado é enorme para qualquer um". 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Cantora CMAT diz ser uma das poucas pessoas em Dublin que realmente adora Bono, descrevendo-o como delirante, mas feliz


Ciara Mary-Alice Thompson, conhecida profissionalmente como CMAT, é uma cantora irlandesa, que ascendeu rapidamente da cena indie de Dublin ao reconhecimento internacional. 
O jornal The Guardian escreveu sobre sua música: "Suas canções são melancólicas, porém acessíveis, emocionalmente inteligentes e habilmente elaboradas, mas, crucialmente, com um enorme senso de humor".
Ciara Mary-Alice Thompson nasceu em 1996 em Dublin e mudou-se com sua família para Clonee e Dunboyne, no Condado de Meath, quando criança. Ela retornou a Dublin para estudar no Trinity College Dublin.
Ela enumerou seus músicos irlandeses favoritos. "Phil Lynott, para mim, está entre os cinco maiores compositores pop de todos os tempos. Os trabalhos solo dele são belíssimos. As músicas que ele lançou perto da morte eram as mais melosas, um pop no estilo Gilbert O'Sullivan, mas absolutamente incríveis. Eu também adoro Gilbert O'Sullivan".
Para CMAT tudo começou em Cedarwood Green, a duas ruas da casa do Bono.
"Ah, o Bono é outro na minha lista", ela acrescenta. "Acho que sou uma das poucas pessoas de Dublin que realmente o adora. Ele é tão iludido sobre suas habilidades e sua importância para o mundo que parece ser genuinamente feliz, acreditando que a vida gira em torno dele. E, como resultado, ele é gentil com as pessoas. Ele não tem a capacidade de sentir inveja porque realmente se acha a melhor pessoa do mundo. Essa é uma qualidade muito admirável. Nunca o conheci, no entanto".

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Willie Williams explica como os shows do U2 são planejados para atender a um público bem diversificado



Willie Williams:

"Passei por um período com o U2 no início da carreira e com outros artistas, tocando nesses teatros incríveis nos EUA. Quando você vem de uma ilha tão pequena quanto a Grã-Bretanha, a dimensão dos EUA é absolutamente extraordinária. Toda cidade que você visita tem meia dúzia desses teatros magníficos.
Havia algo no Fox Theatre que eu realmente adorava. Eu adorava subir nos telhados desses lugares porque alguns dos teatros mais antigos têm espaços enormes, curvos, com cúpulas ou múltiplas cúpulas, todos feitos de madeira, obviamente esculpidos à mão. Era antes da era do roteamento computadorizado, e o trabalho artesanal era impressionante. Eram relíquias.
Quando você está em turnê, existe uma energia que vem simplesmente da viagem. Há também uma energia que vem de: o próximo show é em Nova York, ou em Londres, ou em Berlim. Você pode adaptar um pouco o show; você atrai um público com um perfil diferente. Em Las Vegas, tínhamos pessoas literalmente do mundo todo todas as noites.
De certa forma, acho o perfil do público um pouco mais uniforme, provavelmente porque a composição do público é bastante consistente em termos do número de turistas que vêm assistir ao espetáculo porque ouviram dizer que é uma boa opção.
Uma das coisas curiosas sobre o Sphere é que, por ser acusticamente tão morto, por causa do seu formato, e por todos estarem virados para a mesma direção, em certas partes do prédio é difícil ouvir o público. Me misturei com a plateia para ouvir bem o que estava acontecendo. E sim, eles são animados e fazendo o que têm que fazer. O melhor lugar para ouvir a plateia é em pé no palco, porque todo mundo está de frente para eles, então acho que a banda se divertiu muito.
Há anos e anos, planejamos os shows do U2 para atender a um público bem diversificado. Tem os jovens que ainda querem ficar na grade, na pista, com ingressos para a pista bem perto do palco. Então, o ingresso para a pista, mais perto do palco, é o mais barato. E para os adultos que querem ver o show, também podemos acomodá-los. Mas o que é legal é que o público na pista se torna parte do show para quem está nas arquibancadas. A energia deles realmente se espalha".

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Jacknife Lee revela sobre o U2: "uma música em particular levou oito meses para ser produzida por eles"


Garret "Jacknife" Lee - Tape OP

"Sou casado com minha esposa há mais de 30 anos. Quando a conheci, ela me chamava de Jack. Eu estava lançando um disco em 1998 e não queria ser creditado como Garret Lee, então lancei como Jacknife Lee. 
Quando comecei a produzir, o U2 tinha o costume de dar apelidos às pessoas. Eles me perguntaram como eu queria que meu nome aparecesse nos créditos do disco, e eu disse: "Garret Lee". Eles responderam: "Com nós não. Você não é Garret Lee. Você é Jacknife". Então, minha esposa ainda me chama de Jack. 
Lembro-me de quando comecei a trabalhar com o Edge ou o Peter Buck, eu ia direto para o estúdio e começava a mexer nos pedais de guitarra deles. As pessoas perguntavam: "O que você está fazendo?" Eu pensava: "Bem, eu não gosto do som disso. Achei que poderíamos mudar ou mexer um pouco." Não era que eu estivesse sendo arrogante. Eu pensava: "Temos que experimentar um pouco." Minha ignorância e ingenuidade foram úteis muitas vezes nos meus trabalhos. Eu não tenho plena consciência da complexidade da situação. Não chega a ser um elefante numa loja de porcelana, mas é mais como uma criança num quarto.
Trabalhando com o U2, aprendi a não me ofender, porque não é o meu disco. Trabalhei em alguns discos por muito tempo. Uma música em particular ("You're The Best Thing About Me") levou oito meses para ser produzida por eles. Inicialmente, eu a produzi, mas eles não ficaram satisfeitos. Passou pelas mãos de Spike Stent, T Bone Burnett, Steve Lillywhite; talvez oito produtores, todos trabalhando em versões diferentes. 
A versão do T Bone foi gravada em Nova Orleans com uma banda de metais. Um cara na Suécia fez uma versão house. Aí o Bono vinha até mim e dizia: "Gostei muito do pré-refrão do T Bone, mas também gostei do que o Kygo está fazendo nessa outra parte. Você consegue dar um jeito de combinar as duas?". 
Eu pegava as faixas separadas, talvez uma mixagem, e adicionava trechos. Depois pensava: "Ok, terminei". Sessões enormes. Aí, de última hora, eu recebia a sessão de outra pessoa e tentava combinar tudo para que soasse como uma única gravação. Então eu tinha que replicar a parte do Kygo, que era uma espécie de versão club, com a versão do T Bone Burnett. "Será que temos um som de bateria que podemos mesclar?" Quando finalmente terminamos, na noite anterior ao lançamento, Steve Lillywhite fez uma mixagem na Indonésia, e no dia seguinte essa foi a versão lançada. Eu nem reconheci meu trabalho! Meu nome estava creditado como produtor, mas eu certamente não reconheci o fato de ter passado oito meses nisso. Aprendi a aceitar que a nova forma de trabalhar envolve muita gente. 
Em muitos discos que produzo, sou só eu, mas quando acontece o contrário, é o novo jeito. Provavelmente começou com discos pop, e agora isso se infiltrou em todos os gêneros musicais. Alguém tem uma ideia, e geralmente eu sou a pessoa que reúne tudo. É interessante. Aí todo mundo tem um comentário sobre a mixagem. Então, eu não sou fã de mixagem, mesmo mixando. Além disso, acho que não consigo competir com mixadores profissionais. Meu estilo amador e desleixado funciona na produção. Mas quando se trata de mixagem, eles perguntam: "Dá para tocar isso no rádio?". Quando ouço a mixagem de uma faixa que fiz, parece que estou cantando a voz de alguém com seu melhor terno de casamento. É uma escolha que eu jamais faria, mas soa bem. Parece que foi retocada com aerógrafo. Tenho dificuldade em definir as frequências mais graves, provavelmente a estrutura ou a essência da música. Algumas pessoas são muito boas nisso. Acho que gosto de discos que soam um pouco encorpados, de um jeito peculiar. Então, não sou um bom mixador para música moderna. Aprendi que devo mixar a partir das minhas próprias faixas separadas, em vez de usar as faixas da sessão em que estou trabalhando. Eu terminava a gravação e pensava: "Ok, tenho um dia livre. Vou mixar essa sessão". Percebi, quando mixava discos de outras pessoas, que elas me entregavam sessões fáceis de processar. Fazer essas escolhas é mais fácil. Estou mixando, e sinto que o som está um pouco encorpado, mas não sei. Provavelmente vem de vários lugares. Quando começo a tirar uma coisa de cada vez, penso: "Nossa, isso não soa muito bem". Gosto do som do sintetizador de baixo vibrando. Será que tiro do bumbo? Será que perco aqueles 200 Hz da caixa? Nunca soube. Não sei o que está acontecendo. Produzi alguns discos e outras pessoas mixaram. Não é que eu não goste, mas também não amo. Sinto que há uma uniformidade em muitas mixagens novas. Não é bem a mixagem frenética dos anos 80, mas é muito brilhante e com amplitudes diferentes. O corpo, a densidade, é a essência da mixagem".

sábado, 24 de janeiro de 2026

Les Claypool explica a confusão causada pelos gritos de "Primus Sucks" na abertura de shows do U2 na ZOOTV


Les Claypool refletiu sobre sua experiência abrindo shows para o U2 com o Primus, admitindo a Rick Beato em um vídeo recentemente compartilhado que sua banda "se divertiu muito" com a confusão causada pelos gritos de "Primus Sucks".
Quando o U2 planejou a turnê Zoo TV de 1992-1993, tomaram a corajosa decisão de incluir o Primus, então ainda relativamente desconhecido fora de seu público fiel, como uma das bandas de abertura da segunda parte norte-americana da turnê. E se a mistura eclética de elementos progressivos e groove do Primus, combinada com a excentricidade gloriosa e inata de Les Claypool, não tenha deixado o ouvinte do U2 perplexo o suficiente, o slogan icônico da banda certamente o fez.
Aparentemente, Claypool se divertiu com a confusão que se seguiu quando os fãs do Primus começaram a gritar "Primus Sucks", apenas para ver os fãs do U2 reagirem com indignação ao que consideraram insultos. Ele disse a Rick Beato em um vídeo recentemente compartilhado: "A melhor coisa daquela turnê era que estávamos tocando para, sei lá, 50 a 70 mil pessoas, seja lá quantos lugares esses comportam — e nós éramos a banda de abertura, então o lugar ficava praticamente lotado quando entrávamos no palco. Estávamos tocando e você ouvia de longe: "Primus Sucks" E você ouvia de longe lá do outro lado: "Primus Sucks". E os fãs do U2 respondiam: 'Dêem uma chance para eles!' Eles não sabiam que aqueles eram os que nos conheciam bem, e nós achávamos isso hilário".
Apesar de ser um dos slogans de banda mais divertidos da indústria musical, não há uma grande e complexa história por trás de como gritar "Primus Sucks!" se tornou a forma preferida dos fãs do Primus de cumprimentarem sua banda favorita. Em 1991, Claypool contou à Rolling Stone sobre sua prática nos primeiros tempos da banda, que estava na ativa desde 1984: "A gente simplesmente subia no palco e dizia: 'Somos o Primus e somos uma porcaria'. E meio que pegou".
A banda incentivou a tendência com camisetas estampadas com o slogan e, como escreveu a Rolling Stone, "várias coisas que são uma porcaria, como um aspirador de pó ou um bebê com uma mamadeira". Claypool gostava ainda mais da tendência porque achava a honestidade de uma frase tão atraente, como ele acrescentou: "Eu acho a melhor coisa do mundo. Quer dizer, alguém pode chegar para mim e dizer: 'Vocês são uma porcaria mesmo'. E eu simplesmente aceitaria como um elogio".
Os fãs mais dedicados do U2 que compareceram à turnê Zoo TV podem ter reconhecido o Primus como a banda cuja experiência com LSD no palco foi transmitida pela MTV no início daquele mesmo ano. O incidente aconteceu no MTV Spring Break de 1992 em Daytona Beach, como Claypool relembrou em 2022: "No caminho para lá, eu simplesmente fiquei bêbado; eu e o Ler tomamos LSD".

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Willie Williams conta como show de David Bowie foi um dos pilares que contribuíram para a Zoo TV do U2


Willie Williams - Tape OP

"Stiff Little Fingers foi a primeira banda com quem trabalhei que era conhecida. A primeira coisa que fiz com eles foi passar um mês na França tocando em vários clubes punk. Eles detestavam ter folga; ficavam tão entediados que faziam o máximo de shows possível. 
Lembro que fizemos 32 shows em 33 dias em todos esses minúsculos clubes punk na França. Você consegue imaginar tantas cidades na França com clubes tão pequenos em porões? Mas foi emocionante, uma equipe bem pequena, e a energia daquele período foi maravilhosa.
Fiz algumas coisas maiores com eles, algumas turnês como atração principal no Reino Unido, que estavam indo muito bem até que eles decidiram encerrar as atividades, pelo menos em sua primeira formação. Nessa época, eu já tinha descoberto outra banda irlandesa chamada U2. Adorei o primeiro disco deles, me identifiquei muito. Pensei: "Bem, provavelmente já tenho conhecimento suficiente para descobrir onde eles estão e entrar em contato com eles". Ah, e claro, o U2 era fã do Stiff Little Fingers. Então, de certa forma, o Stiff Little Fingers foi um bom cartão de visitas quando eu estava tentando me aproximar do U2, que na época estava começando.
Eu trabalhei com o Tin Machine. David Bowie tinha acabado de fazer o show The Glass Spider, que foi no geral ridicularizado. Mesmo que agora seja irônico, se você conseguir encontrar o vídeo do show do Glass Spider, ele é absolutamente o modelo para todos os shows de divas — todos os shows da Taylor Swift e da Beyoncé hoje em dia, onde você tem uma preparação, uma grande cena, e ela permanece ali por um tempo, e então há uma grande mudança de cenário e uma troca de figurino. Era isso. É uma pena. Estava uns 20 anos à frente do seu tempo.
Então ele desistiu disso; ele só queria estar em uma banda grunge. Ele encontrou Reeves Gabrels, que é um guitarrista extraordinário, e lá fomos nós. Ele estava tocando, nas palavras de David Bowie, em "lugares absolutamente horríveis". O objetivo era encontrar esses clubes absolutamente terríveis para tocar. Levamos um pequeno equipamento de iluminação conosco. Mas o que era realmente encantador era que a iluminação era incrivelmente minimalista. Era uma verdadeira performance artística.
Ele tinha visto uma produção de Metamorfose. Baryshnikov fez uma produção de Metamorfose na Broadway e adorou a iluminação. Eram quatro ou cinco elementos muito simples: uma luz de fundo muito forte, uma luz lateral e focos de luz. Era isso que ele queria fazer, então foi isso que fizemos.
O que eu realmente aprendi com David Bowie foi que você pode levar essa ideia muito mais longe do que eu teria ousado. Se você confia que a performance e o som são suficientemente envolventes, você pode permanecer em um estado de concentração por muito tempo. Às vezes, tocavam duas ou três músicas, e havia um intervalo de uns 10 minutos em que nada mudava visualmente. Aí, quando algo mudava, o impacto era enorme. Era um desafio tão grande que precisei escrever um bilhetinho para colocar na mesa de iluminação que dizia simplesmente: "Deixem como está". Confiem que isso vai continuar. E não faz mal nenhum ter David Bowie no palco.
Fiz as duas turnês do Tin Machine, mas também participei da Sound And Vision, que foi a grande retrospectiva que ele fez com Édouard Lock, do álbum 'La La La Human Steps', em Montreal. Aquilo combinava projeção de filme em uma tela invisível com performance ao vivo. Vivenciei os dois extremos com ele, o que foi um verdadeiro privilégio. Aquilo foi realmente o começo da minha capacidade de interagir com imagens muito grandes em uma performance. Com certeza, foi um dos pilares que contribuíram para a Zoo TV, que veio alguns anos depois".

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Dave Mustaine do Megadeth relembra passagem de bastão do The Police para o U2


Dave Mustaine participou do Loudwire Nights para celebrar o álbum de estúdio final do Megadeth, e também a próxima turnê.
"Para Teemu, Dirk e James, eu queria garantir que estes seriam os melhores anos de nossas vidas", compartilhou Mustaine com Chuck Armstrong, do Loudwire Nights.
"Tocamos melhor do que muitas bandas que estão em turnê hoje em dia — não todas, mas conseguimos nos igualar a muitas delas, e variamos nosso repertório, então sempre tocamos o catálogo do Megadeth".
Enquanto Mustaine falava sobre a turnê do Megadeth, que celebra não apenas seu legado, mas também seu álbum final, ele estava visivelmente emocionado com o significado disso para ele e para a banda.
"Eu vi isso há muito tempo, quando o The Police estava tocando em algum lugar, não me lembro onde", disse ele.
"Eles tiraram seus instrumentos e os entregaram para os caras do U2, e foi realmente uma passagem de bastão legítima. Não sei quem, se chegar a hora em que eu tirar minha guitarra e entregá-la para outra pessoa, será quem será. Mas sabe, acho que chegou a hora de haver uma nova geração de membros do Big Four".
Ao dizer isso, ele não tinha uma resposta imediata sobre quem seriam essas novas bandas do Big Four.
"Vejo muitas bandas por aí, e muitas delas são realmente boas, mas, será que são quatro? Não sei".

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Beat As One: a bateria destacada de Larry Mullen em "Sleep Like A Baby Tonight" e "Peace On Earth"


Beat As One! O som destacado da bateria de Larry Mullen nas canções "Sleep Like A Baby Tonight" e "Peace On Earth". 
Pelo fã, músico e colaborador Márcio Fernando!




"Eu passei de não saber nada sobre produção a produzir as maiores bandas do mundo: U2 e R.E.M."


Garret "Jacknife" Lee - Tape OP

"Eu passei de não saber nada sobre produção a produzir as maiores bandas do mundo – U2 e R.E.M. – e eles cantam em um Shure SM 58. 
Vá a uma sessão do U2 e o objetivo deles é ter o microfone mais próximo ligado, funcionando e pronto para gravar. Você não precisa ficar pensando: "Ok, vamos fazer isso de novo, direito". 
Tudo no meu estúdio está sempre conectado e tudo funciona. Se algo não funciona, é consertado imediatamente. Há discos por toda parte; tem um toca-discos aqui, um toca-discos na outra sala. Tudo está ligado. Há caixas de som por toda parte para cada sintetizador. Tudo está conectado e tudo está microfonado. A bateria está toda microfonada. Há muitos sintetizadores. Tudo está pronto para gravar. Podemos começar a gravar em poucos minutos.
Gravei um disco com a Rokia Koné. A Rokia é extraordinária. Ela tem uma voz que precisamos ouvir. A voz dela revela o que se passa dentro de nós. Ela é um canal com os ancestrais. Quando ela canta, precisa ser impressionante porque precisa chamar a atenção. Ela canta com os olhos do passado sobre ela. A mensagem dela precisa ser recebida e também captada pelas gerações futuras. É essa conexão tangível entre um corpo, um deus, um universo, ou o que quer que seja. É isso que a Rokia faz. Essa voz é extraordinária e eu precisava honrá-la. Ela estava trabalhando no Mali e me enviava improvisações de 10 a 15 minutos. Eu ouvia trechos e dizia: "Esse vocal está ótimo. O que está acontecendo ao redor não está tão bom". Talvez cinco minutos depois, surgisse uma parte de bateria ou guitarra incrível, e eu pensava: "Essa parte está boa". Foi assim que comecei a trabalhar nisso. 
O U2 também trabalhava assim. Foi em 2004 que os vi fazer isso pela primeira vez. Eles tinham uma "hora de poder", onde improvisavam por mais de uma hora. Gravávamos tudo, só eles improvisando como uma banda. Eu pegava as partes de uma sessão de duas horas e dizia: "Isso poderia ser um bom verso. Isso poderia ser um refrão". Talvez seja a mesma música, ou não. Talvez sejam três músicas. Compor do começo ao fim funciona, e eu trabalho com pessoas que fazem isso, mas como agora temos a capacidade de gravar por períodos mais longos – em vez de, digamos, 15 minutos em fita – são esses desvios e erros que são documentados e podem se tornar o foco. Nessa "hora de poder" do U2, sempre há um elemento da gravação final que faz parte daquela sessão. Pode ser um vocal, ou pode ser a bateria. Pode ser qualquer coisa. É assim que eu gravo agora. Estou sempre pegando trechos, então geralmente é uma experiência tranquila para as pessoas".

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Bono surpreende Dolly Parton ao enviar um tocador de gaita de foles para tocar para ela em seu aniversário de 80 anos


Bono surpreendeu Dolly Parton ao enviar um tocador de gaita de foles para tocar para ela em seu aniversário de 80 anos. A ícone do país comemorou atingir a idade marcante ontem, com seu estado natal, Tennessee, declarando o 'Dia de Dolly Parton'.
Mais tarde, Parton compartilhou um vídeo dela mesma recebendo uma serenata do músico irlandês Patrick D'Arcy, de Nashville - que nasceu em Dublin. Ele tocou a música 'Parabéns Pra Você' na gaita de foles enquanto a lendária artista era presenteada com um bolo.
O bolo trazia a mensagem "Amor… Bono" em letras geladas, além de algumas velas. "Uau, isso é do Bono!" Parton disse, antes de apagar as velas. "Eu consegui!"
Ela continuou, dizendo a D'Arcy: "Bem, obrigada. Eu vi aquele bolo que dizia 'De Bono', então ele deve ter enviado vocês de presente para mim? Bem, obrigada a todos vocês. Agradeço a todos vocês".
Ele respondeu: "É um prazer absoluto estar aqui em nome de toda a banda".
Parton acrescentou: "E Bono, eu o conheço pessoalmente. Bem, é bom ver você. E obrigado. Isso é uma surpresa". Ela então brincou: "Você está me chamando de velharia?"
Na legenda, a cantora escreveu: "Isso é o que você chama de surpresa! Essa velharia com certeza sente o amor! 😉💖 Obrigado, Bono e U2 por tornarem meu aniversário ainda mais especial".
D'Arcy postou duas imagens suas e de Parton, revelando que tocou "algumas músicas, em nome de Bono e dos rapazes, para Dolly Parton em seu aniversário de 80 anos".
Ele também disse que "a presenteou com um litro de Guinness", escrevendo: "Houve até tempo para uma boa conversa. Ela era exatamente quem você esperava que ela fosse. Feliz aniversário de 80 anos, Dolly! 🎂." 


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Willie Williams: "Quando você chega na América do Sul, é quase uma experiência religiosa"


Willie Williams, o aclamado cenógrafo inglês, é uma figura fundamental no design de palco desde a década de 1980, tendo trabalhado com artistas como David Bowie, The Rolling Stones e George Michael, mas é mais conhecido pelo extenso trabalho que realizou com o U2.
Foi perguntado para ele: "Você tem públicos favoritos? Não o local em si, mas as pessoas que o lotam?"
Ele respondeu: "Quanto mais ao sul você vai, mais o público encara um show como algo para participar e vivenciar, em vez de apenas assistir. 
Itália e Espanha sempre foram bem insanas. E a América do Sul, nem se fala. Quer dizer, quando você chega na América do Sul, é quase uma experiência religiosa. 
Na turnê U2360°, fizemos três noites na Cidade do México, em um estádio. E como o show era em formato circular, conseguimos acomodar mais gente. Tinha 108 mil pessoas naquele lugar, e fizemos três noites. Como tem mais gente, o público é mais barulhento, e o local tinha um formato de tigela, então tudo era amplificado. Lembro de sair do segundo show, em particular, e o Bono ter dito: "Bem, aquilo foi o Everest". É um público que não está tentando ser descolado, que só quer fazer parte daquilo, esses são os meus favoritos".
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