PARA VOCÊ ENCONTRAR O QUE ESTÁ PROCURANDO

quarta-feira, 10 de junho de 2026

"Ele é tão constrangedor"


Durante uma entrevista com Savannah Guthrie, do programa TODAY, a atriz Eve Hewson revelou que seu pai, Bono, a deixou um tanto quanto espantada durante um jantar com um convidado famoso.
A dupla estava jantando com Emily Blunt, que contracena com Eve no próximo filme de ficção científica de Steven Spielberg, 'Dia D'.
"Seu pai é o Bono, e eu ouvi dizer que ele estava tentando conversar em 'língua alienígena' com a Emily Blunt", disse Guthrie.
"Ah, ele é um pai tão constrangedor", respondeu Hewson. Ela explicou que, assim que Blunt chegou para o jantar, Bono começou a imitar a interpretação da atriz de sua personagem em 'Dia D'.
"Nós convidamos a Emily para jantar, e no minuto em que ela entrou, ele começou a falar a língua alienígena que ela fala no trailer, e eu fiquei tipo, 'Por favor, pare, por favorzinho'".
"Ele é tão constrangedor", brincou Guthrie.
Eve já havia se referido à Bono como o "Kris Jenner dos pais", comparando-o a um pai que acompanha a carreira de seus filhos. Jenner, conhecida como "momager", é a empresária de seus filhos famosos.
"Ele me manda mensagens com opiniões sobre as coisas, ele é muito participativo", disse Eve.

Documentário sobre Andy 'Guck' Rowen, que inspirou "Bad" e outras músicas do U2, será exibido na RTÉ


Um novo documentário, 'Bad: The Song That Saved My Life', será exibido na RTÉ One em 15 de junho, explorando a vida de Andy 'Guck' Rowen, o dublinense que inspirou três músicas do U2, incluindo "Bad".
"Criado em um lar religioso rigoroso e traumatizado aos 11 anos de idade por testemunhar os atentados a bomba em Dublin em 1974, a vida de Andy mergulhou no vício em meio à vibrante cena punk de Dublin dos anos 80", diz a descrição do documentário. "Foi crescendo na zona norte de Dublin que ele conheceu amigos e contemporâneos, incluindo futuros membros do U2 e do Virgin Prunes. O desmoronamento de Andy após uma overdose quase fatal inspirou a composição de "Bad", música que fez parte do álbum 'The Unforgettable Fire', da banda, lançado em 1984".
A descrição continua revelando que "Andy estava sem-teto e passando por dificuldades quando lhe foi oferecida uma última chance de recuperação: uma vaga em uma clínica de reabilitação nos Estados Unidos. Uma série de encontros extraordinários, incluindo um momento revelador com a letra manuscrita de "Bad" e uma homenagem inesperada de Bono diante de 55 mil fãs, o ajudaram a trilhar o caminho da sobriedade e da reconciliação".
No documentário, Rowen diz: "A única coisa que eu queria ser quando era pequeno era bom. Infelizmente, descobri que não conseguia".
O documentário 'Bad: The Song That Saved My Life' é narrado pelo próprio Andy, além de seus familiares e de Bono.
"Ele provavelmente tinha o QI mais alto de todas as crianças da nossa rua, e às vezes parecia que ele tinha memorizado a Enciclopédia Britânica", diz Bono. "Ele se lembrava de ter completado dois anos. Ele se lembrava de muitas coisas que gostaria de ter esquecido".

terça-feira, 9 de junho de 2026

Kevin Godley fala sobre como foi trabalhar fazendo vídeos para o U2 no palco


Depois de "Even Better Than The Real Thing", Kevin Godley trabalhou com o U2 na turnê Zoo TV, que transformou a experiência do concerto em um espetáculo multimídia deslumbrante.
Ele também dirigiu os vídeos do U2 para "Numb", "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me", "Sweetest Thing" e "Stuck In A Moment You Can't Get Out Of". Ele também dirigiu o vídeo de "Theme From Mission: Impossible" para Adam Clayton e Larry Mullen e o vídeo do dueto de Bono com Frank Sinatra em "I've Got You Under My Skin". 
Kevin Godley ganhou reputação por conduzir as maiores estrelas pelo processo, muitas vezes tedioso, de produção de videoclipes, mas com Sinatra ele não conseguiu ficar no set: quando uma falha técnica causou um atraso na produção, o cantor saiu furioso, deixando Godley para improvisar um vídeo com poucas imagens de Sinatra e Bono juntos.
Kevin Godley falou sobre como foi trabalhar fazendo vídeos para o U2 no palco: "Algo que aprendi ao longo dos anos fazendo curtas-metragens musicais é que, em um nível, é um exercício artístico, mas, em outro, você recebe uma missão para criar algo com uma utilidade específica. Então, você não pode simplesmente ter uma ideia bonita. Tem que ser bonita com um propósito, e tem que ser forte e impactante com um propósito. E esse propósito, em um show, independentemente da banda, é enfatizar e amplificar a experiência da performance de uma música específica. Então, esse é o trabalho.
Isso pode funcionar de várias maneiras diferentes. O U2 é uma proposta diferente, porque há muito mais acontecendo no palco do U2. O U2, a banda, é muito dinâmica. Bono é um artista excepcional que domina o palco, então isso precisa ser levado em consideração. Onde ou quando as coisas aparecem nas telas precisa ser integrado ao contexto geral da experiência — você não está apenas fazendo um filme para as pessoas assistirem.
Essa é essencialmente a diferença. Trata-se de aplicar um processo de pensamento específico a um conjunto específico de circunstâncias. Às vezes você acerta mais do que outras, e quando funciona, é mágico.
O U2 absorveu a arte do vídeo de alguma forma, ou melhor, a arte do visual perfeito para aprimorar uma performance ao vivo é algo que eles vêm desenvolvendo há muito, muito tempo – desde o surgimento da MTV, que foi revolucionária. Os primeiros shows na América foram impressionantes. Todo o conceito da MTV era impressionante. O uso do cenário e como ele funcionava com a banda e o que era capaz de proporcionar... é quase como assistir a um show normal e depois assistir a algo em realidade virtual. Foi um salto desse tipo, naquela época.
E eles são artistas consumados, pois estão abertos a desenvolver sua relação com a tecnologia a tal ponto que podem se deixar levar por ela ou permitir que ela os domine, dependendo do que desejam enfatizar em uma determinada música. Eles a utilizam muito bem e estão abertos a isso. Tornaram-se adeptos da arte da performance, do uso da tecnologia e dos recursos visuais. Eles são provavelmente uma das únicas bandas, se não a única, daquela época - talvez Peter Gabriel seja outra pessoa que também ache muito, muito empolgante misturar os dois estilos - mas eles fazem isso muito bem e se esforçam bastante para que tudo fique perfeito".

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Adam Clayton reflete sobre suas experiências em internatos



Irish Times

Personalidades conhecidas que frequentaram internatos refletem sobre suas experiências e falam abertamente sobre se considerariam ou não enviar seus próprios filhos para um internato.

Adam Clayton tinha cinco anos quando seus pais se mudaram da África para a Irlanda e, depois de alguns anos em uma escola primária local perto de Howth, foi enviado para Castle Park, um internato preparatório particular para meninos em Dalkey, no condado de Dublin.
"Meus pais acharam que o sistema de internato seria uma boa ideia, sem entender o tipo de criança que eu era. Muitos dos outros meninos lá eram filhos de médicos, fazendeiros e membros do clero – a elite irlandesa da época – e eu me sentia muito isolado aos oito anos de idade", diz Adam.
Ele se lembra de ficar infeliz ao voltar para a escola depois de um dia em casa aos domingos: "Eu não entendia por que estava confinado naquele lugar antiquado, sem acesso a telefones, a menos de uma hora de casa".
Em 1973, aos 13 anos, Adam tornou-se interno no St. Columba's College, em Rathfarnham, sul de Dublin. "Tive alguns desentendimentos com as autoridades – não por mau comportamento grave, mas por violar as regras da escola sobre vestuário", conta. Ele relata um incidente em que lhe foi negada a permissão para ir à cidade porque estava usando calças jeans com bordados, uma camisa de musselina bordada e um lenço árabe. "Troquei de roupa e me deixaram ir, mas quando virei a esquina, troquei de roupa de novo. Um professor me viu na cidade e fui suspenso", diz. 
Na foto abaixo, Adam aparece no alto à esquerda com colegas de classe ajudando a limpar uma área nos terrenos do St Columba's College em 1975 para um futuro complexo de artes e ofícios.


Seus pais, então, decidiram – ao analisarem seu desempenho acadêmico – que ele não se tornaria advogado nem médico, portanto não precisavam mais pagar por sua educação.
"Chegou a hora de eu entrar no sistema público de ensino", diz Adam, que então se transferiu para a Mount Temple Comprehensive School em Dublin 3, onde conheceu os outros membros do U2.
Adam afirma que a atitude mais progressista da Mount Temple combinava muito mais com ele. "Não havia uniforme escolar. Éramos incentivados a sermos indivíduos. E nos era permitido ensaiar nas dependências da escola às quartas e sábados", diz ele.
Quando perguntado se consideraria enviar seus filhos para um internato, ele hesita. "Eu diria categoricamente que não enviaria crianças para um internato antes dos 12 ou 13 anos", afirma. "Acredito firmemente que as crianças não têm idade suficiente para serem separadas dos pais tão cedo. Ser separado dos pais aos oito anos foi o início de um trauma para mim. Você é jogado em uma situação em que não sabe quem são seus aliados".
Embora prefira a educação pública, Adam acredita que o internato pode ser útil para filhos de pais que passam muito tempo longe de casa. "O internato pode dar estabilidade a crianças cujos pais se mudam com frequência. Tenho receio do elitismo que acompanha os internatos, mas é uma oportunidade incrível e, agora, eles oferecem controle sobre o uso do celular e o tempo gasto em frente às telas". Ele afirma que isso é uma grande vantagem.
"Acho que muitas crianças, incluindo meus próprios filhos, preferem ficar no celular a praticar música ou esportes".
Passar tempo na natureza foi algo que Adam aprendeu durante seus anos no internato. "Eu encontrava consolo para minha alma ferida na natureza, entre as árvores nas vastas florestas", diz. E depois que o U2 alugou a Danesmoate House – ao lado do St. Columba's College – para gravar o álbum 'The Joshua Tree' na década de 1980, Adam comprou a mansão georgiana ao lado de sua antiga escola.
"Percebi que conhecia a região melhor do que Malahide e, desde então, retomei o contato com a escola e conheci professores que eram alunos lá na minha época", conta.
Adam afirma que o St. Columba's College é "um lugar radicalmente diferente" agora. "Os departamentos de arte e música são extraordinariamente bem equipados e o atual diretor leva alunos da escola para visitar os alunos do internato para crianças negras carentes na África do Sul, onde ele foi diretor anteriormente".

sábado, 6 de junho de 2026

Diretor Kevin Godley fala sobre seu videoclipe de "Even Better Than The Real Thing" para o U2


Os visuais para shows são uma especialidade de Kevin Godley. Depois de dirigir o videoclipe de "Even Better Than The Real Thing", ele trabalhou com o U2 na turnê Zoo TV, que transformou a experiência do show em um espetáculo multimídia deslumbrante. 
Ele contou: "Se acredito na minha ideia, sigo-a até a sua conclusão lógica. Uma das mais empolgantes, que funcionou extremamente bem, foi um vídeo que fiz para o U2 chamado "Even Better Than The Real Thing". Parece que a câmera está realmente se movendo ao redor da performance, 360 graus, por cima, por cima e por baixo deles, porque era assim que eu sentia a música.
Então, eu meio que descobri uma maneira de fazer isso acontecer, mas não completamente, já que não sou engenheiro. Depois, trabalhei com uma empresa chamada Artem, que é uma espécie de empresa de efeitos físicos, que levou essa ideia à sua conclusão com vários testes, e então simplesmente filmamos. Desta vez fizemos um teste, felizmente, e foi impressionante – funcionou melhor do que eu imaginava. Foi extraordinário, e o mais extraordinário foi a reação da banda àquela configuração. Eles entenderam instintivamente do que a câmera era capaz e a operaram de uma maneira que nos daria os melhores resultados. Foi uma combinação perfeita de uma ideia ainda em formação se tornando uma ideia completa, e no dia da filmagem, os artistas reagiram tão bem que o potencial da câmera dobrou.
Então, eu não diria que foi um acidente, eu diria que foi um instinto que se transformou em algo tangível. Naquela época, não havia espaço para acidentes, porque os orçamentos estavam aumentando e havia muita coisa em jogo, então eu já tinha aprendido a garantir que tudo funcionasse corretamente. E funcionou.
Depois, fiz um filme para a ZOOTV, que foi ótima".

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Eu Sei Que Isso Não É Um Adeus: Bono detalha os últimos momentos de seu pai, Bob Hewson


Bono em 2001 falando sobre os últimos momentos de seu pai, Bob Hewson:

"Estávamos em turnê no Reino Unido e eu pegava um pequeno avião depois de cada show — direto do palco, direto para Dublin, para o lado da cama dele, e para o seu silêncio, com a multidão ainda ecoando nos meus ouvidos. Foram tempos realmente difíceis para ele e eu queria estar lá. 
Meu irmão Norman me cobriu incrivelmente, e isso me lembrou que ele era realmente meu irmão mais velho. Ele estava no controle, sabia o que fazer, e eu era o passageiro dele. Mas eu fazia os plantões noturnos. E também alguns dos irmãos do meu pai e uma família chamada Lloyds, com quem ele meio que morava. 
Era muito estranho. Eu estava decepcionado, de certa forma, por não poder ter as conversas que gostaria com ele. Ele estava muito doente. Ele tinha doença de Parkinson, então ele sussurrava muito. 
De vez em quando, com a voz cristalina, ele conseguia falar. Lembro-me das enfermeiras dizendo: "Ótimo, Bob. Visitas, Bob". Ele dizia: "É, ótimo, ótimo quando eles vão embora". Toda a sua energia era direcionada para o humor. Era assim que ele mantinha a dignidade. 
Minha única oração era para que ele mantivesse a dignidade. Ele era um homem muito digno, um homem encantador. Mas minha oração não foi atendida. Porque o câncer é um processo cruel e lento que, no fim, acaba com toda a dignidade, nos estágios finais, apesar dos avanços da medicina e dos cuidados paliativos. Foi uma pequena epifania. 
Sabe, o parto também é uma experiência complicada, para a mãe e o bebê, e comecei a me perguntar se talvez a dignidade não seja tão importante assim. Talvez seja uma construção humana — as pessoas a colocam ao lado de coisas como retidão e coragem, mas eu não acho que seja. Acho que a humildade pode ser muito mais importante para encarar o Criador, e a dignidade pode ser vizinha do orgulho, ou pior, da vaidade.
Ele ficou irritado em certo momento. Suas últimas palavras foram "Vocês estão todos loucos?", o que é inacreditável. Ele me acordou no meio da noite. Fui até ele e ele estava sussurrando. Chamei a enfermeira. Nós duas estávamos com os ouvidos colados na boca dele. E então, tão claro quanto um sino, ele disse: "Vocês estão todos loucos?". Eu dei um pulo. Eu estava procurando um sorriso, mas ele não sorriu. Ele disse: "Olha, isso aqui é uma prisão. Eu quero ir para casa". E ele foi.
Eu o desenhei. Tenho muitos desenhos, o que me deixa feliz. Fiz todo tipo de coisa que ele não me deixava fazer quando estava na defensiva. Li para ele Shakespeare, Shelley, esta nova tradução da Bíblia que tenho, a de Eugene Peterson. Ele me expulsaria da sala por isso. Ele próprio era autodidata e, ainda jovem, aos 20 e poucos anos, já tinha lido todos os clássicos, era um grande tenor, um grande músico, e a ópera preenchia nossa casa. Na Irlanda, os jornais publicaram uma matéria dizendo que eu estava muito bravo com ele por não ter me incentivado a fazer as coisas que ele próprio lamentava profundamente não ter feito. A raiva a que me referi no artigo era a raiva que eu sentia como músico, por ter que comprometer as melodias com as quais acordava. Com estruturas de acordes que eu acho que poderiam ser muito melhores, apesar de eu ter tido uma formação musical. Sinto uma certa frustração e raiva dentro de mim, mas não é direcionada a ele, e sim a mim mesma, por não ter conseguido superar isso".

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Daniel Lanois conta que sucesso do U2 de 1987 surgiu de uma ideia descartada


Daniel Lanois, o produtor que trabalhou com o U2, explicou em entrevista para a Guitar Player como constrói música a partir de fragmentos, reaproveita ideias descartadas e trata o próprio estúdio como um instrumento.
Ele descreve um processo baseado na alteração e recontextualização, no qual fragmentos de material gravado são remodelados em novos eventos sonoros.
"Eu pego um pequeno sample de uma faixa já existente na multitrack — digamos, do piano", explica ele. "Extraio esse trecho da música, coloco no sampler e processo externamente com vários processadores de delay ou o que tiver à mão. Quando consigo algo interessante, reproduzo a faixa e insiro o trecho nos momentos relevantes da harmonia. É uma forma de pegar um elemento já existente e expandi-lo".
Essa filosofia pode ser ouvida em algumas de suas produções mais conhecidas. A gravação da faixa "I Still Haven't Found What I'm Looking For", do álbum 'The Joshua Tree' do U2, de 1987, por exemplo, surgiu de uma ideia descartada.
"Essa música basicamente começou com a batida de bateria do Larry", ele relembra. "Era parte de uma jam session que não deu em nada. Ficou meio que esquecida, por assim dizer. Mas eu sempre adorei a bateria, e como os elementos estavam isolados, consegui construir uma nova música em cima deles".
Quando se trata de capturar sons e processar timbres de guitarra, Lanois afirma que é crucial dedicar tempo para ajustar o timbre que a sessão exige.
"Dedicamos muito tempo a encontrar o amplificador certo, a guitarra certa e o microfone certo até encontrarmos o ponto ideal", explica ele. "E então, partimos para a ação!"
Quando se trata de moldar essas descobertas em tempo real, seu conjunto de ferramentas permanece deliberadamente prático. Ele prioriza o som na fonte, evitando correções na pós-produção em favor de decisões de performance assertivas.
"Não uso plugins", afirma. 
Entre suas ferramentas de longa data está o delay digital Korg SDD-3000, famoso por ser associado ao som de guitarra de The Edge.
"Esse ainda é um dos meus favoritos", diz Lanois. "Mas eu não recomendaria comprar um porque eles ficam piscando. É um equipamento excelente porque aceita nível de guitarra na entrada e a saída tem vários estágios. Gosto dele por causa dos pontos de acesso e também porque possui um oscilador controlado por tensão incrível".

quarta-feira, 3 de junho de 2026

CD U2 POP Japonês (Com Música Bônus + OBI + Livreto Extra)





A referência PHCR 1835 indica a 1° edição japonesa em CD do álbum 'POP' do U2, lançada em 1997 pela gravadora Island Records.
Esta edição é altamente colecionável. Além do repertório padrão de 12 faixas, a versão inclui a música bônus "Holy Joe (Guilty Mix)" e vem acompanhada de dois livretos (um em inglês com uma página adicional com a letra de "Holy Joe", e outro com letras e biografia em japonês).
Acompanha OBI e caixa especial de acrílico "Fat" para acondicionar os dois livretos.

Bono: "Em relação ao U2, gostaria de pensar que inspirou algumas pessoas a se organizarem, a se tornarem mais ativas em suas vidas políticas"


Bono - 2001

"Uma das coisas que o 11 de Setembro fez foi subverter o conceito de celebridade e a noção do que é importante. Então, algumas das questões de 'All That You Can't Leave Behind' se tornaram muito importantes, mas os cantores e suas vicissitudes, nem tanto. 
Eu gosto disso. Acho que devemos nos lembrar disso. A banda tem essas coisas em uma boa perspectiva. Eles sabem que a aberração do século XXI, onde você ganha muito dinheiro por coisas que na Idade Média lhe renderiam apenas o jantar, é preocupante. 
Eu venho dizendo há muitos anos que enfermeiros, bombeiros e médicos são as pessoas que precisamos cuidar, não nós, estrelas pop mimadas. Nós contribuímos com algo. Não é uma questão de vida ou morte, mas talvez seja inspiração para viver e um refúgio quando a vida não dá certo. Pelo menos, foi isso que a música me proporcionou.
Em relação ao U2, há uma alegria na música que nos permite abordar grandes questões e analisá-las. Há um senso de admiração na música, um senso de fé e de possibilidades, e acho que... gostaria de pensar que inspirou algumas pessoas a se organizarem, a se tornarem mais ativas em suas vidas políticas. 
Mas mesmo que seja apenas momentaneamente, se for uma melodia que levanta a cabeça de alguém por um minuto em um canteiro de obras, para mim já vale a pena. Música e política não deveriam ser inimigas, especialmente na Irlanda; certamente isso é um sinal de uma sociedade evoluída, onde há diálogo entre cultura e governo?
Por estar envolvido com política, acabei perdendo o que está acontecendo musicalmente na Irlanda. Sempre faço questão de dizer a qualquer talento irlandês que esteja surgindo: se houver algo que eu possa fazer por vocês, farei".

terça-feira, 2 de junho de 2026

Metallica quebra recorde de 17 anos do U2


O Metallica quebrou um recorde de público no último fim de semana, reunindo mais de 94 mil fãs no Olympiastadion, em Berlim, para o maior show da história do estádio.
A banda compartilhou a notícia no Instagram após a apresentação, escrevendo: "Noite após noite, cidade após cidade, a #MetallicaFamily está arrasando! Ontem, mais de 94 mil de vocês ajudaram a quebrar o recorde de maior show de TODOS OS TEMPOS no Olympiastadion. Obrigado!"
O estádio de Berlim foi originalmente construído para os Jogos Olímpicos de 1936 e já sediou alguns eventos grandiosos ao longo dos anos. Após reformas em 2004, sua capacidade permanente ficou em pouco menos de 75.000 lugares.
O Metallica chegou à cidade com seu gigantesco palco circular M72. Como o palco fica no meio do estádio, ele libera assentos que normalmente ficariam bloqueados atrás de um palco de show tradicional.
O recorde anterior de público pertencia ao U2, que reuniu 90.000 fãs em 2009 no Olympiastadion, na turnê também de palco circular, 360°.
Em 2023, o Metallica superou Taylor Swift no SoFi Stadium de Los Angeles durante a turnê M72, atraindo cerca de 78.000 fãs em cada um de seus dois shows com ingressos esgotados.
Isso também acontece menos de um mês depois de o Metallica ter quebrado outro recorde de público em um estádio em Atenas, na Grécia, onde mais de 90.000 fãs compareceram e, segundo relatos, geraram movimentos suficientes para que cientistas monitorassem os "terremotos do show".
O Metallica está atualmente em turnê pela Europa com a M72 World Tour, antes de retornar aos Estados Unidos ainda este ano para sua residência no Sphere Las Vegas.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

A canção do U2 que é uma despedida de Bob para Bono


Em agosto de 2001, o U2 estava fazendo shows pela Elevation Tour, e na apresentação do dia 18 no Earls Court em Londres, Bono disse ao público:

"Essa é para o meu pai, parece que ele escreveu essa música ... ele está muito doente no momento e de repente percebi que ele poderia ter escrito essa música. É melhor me apressar - para Bob Hewson, "Kite"..."
E Bono cantou para a "última das estrelas da ópera".

No dia 19 aconteceu o segundo show no Earls Court. A terceira noite aconteceu no dia 21, e o diretor Willie Williams escreveu:

"O pai de Bono morreu esta manhã. Tem sido um longo caminho para todos eles e, finalmente, pacificamente ele faleceu nas primeiras horas. Logo se soube que Bono não queria cancelar o show de hoje à noite e que tudo seguiria como planejado".
Neste e nos shows seguintes, Bono dedicou "Kite" ao pai todas as noites, fazendo um tributo à Bob Hewson:

"Quero agradecer ao meu pai, meu pai, por me dar essa voz que tenho. Ele era um bom tenor e me disse que se eu tivesse a voz dele, pense no que poderia ter acontecido .. Muita atitude, mas ele ficou muito doente na semana passada e não está mais doente, porque está livre de tudo isso agora, meu velho deixou o planeta, como Elvis ou algo assim ... Essa é uma música que eu pensei ter escrito a letra para os meus filhos, mas acho que meu velho escreveu para mim, essa é "Kite"...."

Bono contou em entrevista : "Tem uma história curiosa. Eu tenho um verso sobre levar as crianças para o alto da colina de Killiney com uma pipa. Aí eu me dei conta, voltei no tempo e me lembrei de uma vez em Rush ou Skerries, um incidente em que aconteceu exatamente a mesma coisa. A gente tinha um trailer, e eu senti que a despedida na música não era de mim para ele, mas dele para mim. É assim que funciona com compor músicas: a gente é o último a saber do que está falando".

sábado, 30 de maio de 2026

Diretor David Mushegain contou sobre as filmagens para o vídeo de "Love Is Bigger Than Anything In It's Way" e sua experiência trabalhando com o U2


No ano de 2018, o U2 lançou um vídeo para a canção "Love Is Bigger Than Anything In It's Way", do álbum 'Songs Of Experience'. Filmado em Dublin e com a participação de figuras da jovem comunidade LGBTQ+, o diretor David Mushegain contou sobre as filmagens e sua experiência trabalhando com o U2.
"Eu estava em Roma com o Red Hot Chili Peppers. Viajo com eles frequentemente, documentando a banda. Anthony é um amigo muito próximo e já fizemos vários projetos juntos, incluindo um livro chamado 'Fandemonium', no qual documentamos os fãs deles ao redor do mundo. Enquanto estava em Roma, Guy Oseary, empresário do U2 e meu querido amigo, me convidou para ir ao show naquela noite, já que eles também estavam em Roma. Fui e acabei conversando com Guy e The Edge sobre músicas e ideias para vídeos. A ideia de fazermos algo em Dublin já estava no ar, pois eu havia mostrado a eles alguns retratos que fiz da juventude da cidade. Venho documentando a cultura e o estilo dos jovens em Dublin há cerca de oito anos. Quando ouvi "Love Is Bigger", tudo fez sentido. Simplesmente valia a pena unir letras inspiradoras com jovens almas criativas e inspiradoras, que têm muito estilo e um espírito incrível.
Na verdade, eu não cheguei a elaborar um roteiro, mas tive a ideia de correlacionar retratos com a música. Só quando comecei a filmar é que pensei que seria legal fazer algo bem estático e intimista e depois combinar com dança. Uma espécie de momento para olhar nos olhos de alguém e depois um momento para celebrar e dançar com essa pessoa. Geralmente gosto de me envolver com o assunto que estou documentando e deixar as coisas fluírem. Nunca fui de fazer mood boards ou roteiros, e tenho muita sorte de o U2 ter confiado em mim para contar a história sem precisar me explicar para ninguém.
Gravei o vídeo em outubro/novembro do ano passado. Estava bastante frio em Dublin, mas os jovens incríveis do vídeo não se importaram. Filmamos ao ar livre, debaixo de chuva, o dia todo, sem problemas. Normalmente, trabalho apenas com amigos. Meu amigo Nathan Hughes e Donal Talbot, que também estão no vídeo, me ajudaram a selecionar um grupo de amigos. Donal é um fotógrafo jovem e incrível, e somos amigos há uns sete anos. Já o fotografei várias vezes. Fotografei Nathan e Donald com Stella Maxwell e Barbara Palvin em Dublin para a Vogue Japão, alguns anos atrás. Foi muito divertido.
Dublin sempre me fascinou em termos de moda e estilo. É uma mistura de observar os estilos ao redor do mundo e o que está disponível atualmente na Irlanda. Os jovens misturam e combinam o que têm à mão, o que realmente resulta nas combinações mais criativas.
Adoro trabalhar com o U2 por vários motivos. Em primeiro lugar, é uma honra, obviamente, trabalhar com uma banda tão icônica e com artistas que ajudaram a moldar a cultura moderna. Mas também porque a equipe deles é formada por pessoas gentis, atenciosas e criativas. Trabalhar com a família U2 não é uma luta. Eles pedem que um projeto seja feito, mas depois te dão a liberdade de realizá-lo. Faz sentido? Em outras palavras, eles deixam você contar sua história, fazendo sugestões, mas essas sugestões não se sobrepõem à narrativa do projeto, então você tem a liberdade de expressar sua visão e contar uma história.
Eles também são muito sensíveis com quem quer que estejamos trabalhando. Não é uma batalha. Eles são artistas, são profissionais e têm muita experiência, e acho que isso traz uma certa compaixão e compreensão que só a experiência pode cultivar. Estou finalizando as imagens para a turnê do U2, que está prestes a começar".

sexta-feira, 29 de maio de 2026

U2 no Slane Castle em 2001: "Um casamento e um velório"


Uma das apresentações mais extraordinárias no Slane Castle na Irlanda foi aquela que o U2 tocou em 2001, poucos dias depois da morte do pai de Bono.
Bon recorda: "Seja lá o que tenha sido, não foi um show. Foi uma espécie de evento sociológico, uma espécie de encontro da tribo. Mas, do nosso ponto de vista, foi como um grande casamento, com tios e tias, brigas nos cantos, lágrimas a cada instante, bebida em excesso, e depois disso virou um velório. Um casamento e um velório. Eu estava me agarrando à vida com todas as minhas forças.
Eu me apeguei àquelas músicas porque elas me ajudavam a superar tudo, e cantá-las me mantinha firme. Toda a lamentação e o lamento que você possa precisar estão em algumas daquelas músicas do U2. Eu estava me livrando de muita angústia e desespero, noite após noite. Eu certamente estava fazendo a coisa certa para mim. Não sei se estava fazendo a coisa certa para todos os outros. Provavelmente somos uma banda de rock 'n' roll melhor do que aquela que tocou no Slane, especialmente na primeira noite, porque aquilo era diferente. Era mais ópera, e eu fiquei com uma incrível sensação de ter sido carregado pela multidão. Sinto que foi um dia muito especial para todos que estavam lá, principalmente para a banda. Mas não se tratava apenas de música".

quinta-feira, 28 de maio de 2026

U2 gravou nova canção para tributo à Shane MacGowan


A lista completa de artistas e faixas de '20th Century Paddy - The Songs Of Shane MacGowan' foi revelada – com U2, Bob Geldof, Kingfisher, David Keenan, Jimmy Artache e Tom Creagh juntando-se à lista de colaboradores já anunciada.
Antes do lançamento do álbum tributo repleto de estrelas, em 13 de novembro, pela Rubyworks, duas músicas da lista já foram lançadas como singles: a versão de Bruce Springsteen para "A Rainy Night In Soho" e a interpretação de Johnny Depp e Imelda May para "Haunted".
"É impossível expressar o quanto significa para mim e para a família de Shane ter esta extraordinária coleção de suas canções sendo interpretadas em homenagem a ele, ao seu trabalho e à música irlandesa", disse a esposa de MacGowan, Victoria Mary Clarke, que revelou oficialmente a lista completa de faixas, em parceria com a Rubyworks. "Quando conheci Shane no início dos anos 80, ele estava tomado por uma missão poderosa e apaixonada: levar a música, a história e a cultura irlandesas ao conhecimento do mundo através de suas composições. Ele se sentia o homem mais feliz do mundo ao saber que havia cumprido sua missão e que muitos outros músicos vieram depois dele, assumiram esse legado e acenderam chamas em lugares que ele jamais imaginara", continua ela. "Alguns desses artistas mais jovens participam deste álbum, e sei que Shane está radiante em ouvir suas belas e comoventes interpretações de suas canções. Também participam artistas que o precederam, que o inspiraram, artistas com quem ele trabalhou, artistas que ele amava e admirava. São tantos que é impossível mencioná-los todos pelo nome, mas cada contribuição é única, inspirada e sublime, e agradeço a essas pessoas maravilhosas do fundo da minha alma".
O U2 gravou uma faixa chamada "Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah", original do The Pogues, lançada em 1988.
O álbum '20th Century Paddy - The Songs Of Shane MacGowan' estará disponível em serviços de streaming, bem como em três formatos físicos: vinil triplo, CD duplo e um livro de luxo em edição limitada. 
Pelo menos 50% dos direitos autorais do álbum serão doados para a Dublin Simon Community.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Sulinna Ong, diretora global de conteúdo editorial e curadoria musical do Spotify, se junta à equipe do U2 como sócia de gerenciamento, ao lado de Irving e Jeffrey Azoff


Sulinna Ong, diretora global de conteúdo editorial e curadoria musical do Spotify, está deixando a empresa para se juntar à equipe de gerenciamento do U2, confirmou a banda. Ela se junta à equipe como sócia de gerenciamento, ao lado de Irving e Jeffrey Azoff.
O U2 assinou contrato com a Full Stop Management de Irving e Jeffrey Azoff em 2022, após quase uma década com o empresário Guy Oseary.
"O que nos impressionou em Sulinna foi o talento, a sutileza e a clareza que ela traz tanto para a arte quanto para o público", disseram Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr., do U2, em um comunicado. "Ela entende o que construímos e para onde queremos levar. Estamos muito felizes em tê-la como sócia de gerenciamento ao lado de Irving e Jeffrey".
Sulinna Ong chega ao U2 após sete anos no Spotify, onde atuou como diretora global de conteúdo editorial desde 2021. Em um comunicado, Sulinna descreveu sua passagem pelo serviço de streaming como "uma parte significativa da minha carreira e deixo a equipe com enorme respeito por tudo o que construímos".
"O U2 é uma das bandas mais importantes do mundo, artística e culturalmente, e usou sua plataforma com propósito em todas as fases da sua carreira", disse Sulinna. "A oportunidade de trabalhar ao lado deles, e ao lado de Irving e Jeffrey, que moldaram o que é o gerenciamento artístico moderno, foi imperdível. Temos planos ambiciosos para o futuro e estou pronta para começar a trabalhar".
"A banda fez a escolha certa", disse Irving Azoff em um comunicado sobre a nomeação de Sulinna. "Sulinna é uma das melhores na música, com uma carreira construída sobre bom gosto, discernimento e um instinto para o presente e o futuro da cultura. Jeffrey e eu estamos orgulhosos de tê-la ao nosso lado".
No Wall Street Journal em 2025, a manchete chamou Sulinna Ong de "A Mulher Com Os Ouvidos Mais Valiosos Da Música".
Ela figurou na lista Power Players da Billboard por três anos consecutivos (2024, 2025, 2026), de acordo com o anúncio, e foi homenageada como Executiva do Billboard Women In Music por quatro anos seguidos (2023, 2024, 2025, 2026).
Ela também foi nomeada uma das 25 Mulheres Mais Influentes pela Vogue.
Sulinna Ong foi promovida a Diretora Global de Conteúdo Editorial do Spotify em outubro de 2021, tendo ingressado na empresa em abril de 2019 como Diretora de Serviços para Artistas e Gravadoras.
Antes do Spotify, ela construiu sua carreira em gravadoras, gerenciamento de artistas, música ao vivo e tecnologia – incluindo passagens pela Sony Music, Live Nation e Deezer, onde foi Vice-Presidente Global de Marketing de Artistas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...