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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

U2 e Ticketmaster são tachados de gananciosos após fãs se revoltarem com o preço abusivo para ingressos de pista em Londres


Daily Mail

O U2 e a Ticketmaster foram considerados gananciosos por fãs enfurecidos após a venda de ingressos para a turnê de 2027, que chegaram a custar mais de £400.
A banda se apresentará no Reino Unido pela primeira vez em nove anos, com três shows anunciados no Tottenham Hotspur Stadium, em Londres, em junho do ano que vem, com a banda indie Wolf Alice como banda de abertura.
No entanto, quando a pré-venda de ingressos começou, os fãs ficaram perplexos com os preços exorbitantes, com o ingresso para a pista custando £437 (mais de 3000 reais).
A banda possui um patrimônio líquido estimado em US$ 1,8 bilhão (£ 1,34 bilhão), com Bono sendo um dos astros do rock mais ricos do mundo, com um patrimônio líquido estimado em US$ 700 milhões (£ 520 milhões).
Um fã usou o Twitter para expressar sua indignação, criticando diretamente a banda e a Ticketmaster por sua "ganância".
Ele escreveu: "Desculpem, mas o U2, seu promotor e a Ticketmaster podem ir para o inferno com o preço de £ 437 para ingressos de pista (nem mesmo fica na frente do palco!!!) para o show em Londres".
"Seus gananciosos ladrões do caralho! Quem pagar isso precisa de um exame de consciência".
Parece que os ingressos para o show do U2 ultrapassaram até mesmo os preços da turnê de reunião do Oasis, que deixou os fãs revoltados devido ao uso de "preços dinâmicos" - quando o custo é baseado na demanda.
Fãs ansiosos do Oasis ficaram furiosos depois que o preço dos ingressos para a pista subiu de £150 (valor original) para £355 em poucas horas devido à enorme demanda após o anúncio da banda de que se reuniria em 2024.
Outros escreveram: "O ingresso mais barato para o show do U2 que consegui, bem no fundo do estádio, custou £400. Não tenho condições de pagar isso".
"Hoje, um ingresso para Londres custou £440 e nem era VIP".
"Muito obrigado Ticketmaster. Consegui entrar no site sem problemas para o show do U2 com meu código de membro, só para ver que os únicos ingressos disponíveis eram para a pista, mas custavam £437 CADA, e não os £170 (já caro) anunciado. Como é possível que esse golpe seja permitido?".
"£400 por um ingresso para a pista? Que vergonha!".
Outro usuário compartilhou uma captura de tela da página da Ticketmaster e escreveu: "Sem problemas, U2... estamos todos ricos nestes tempos de fartura".
O Daily Mail entrou em contato com representantes do U2 e da Ticketmaster para comentar o assunto.

U2 faz apresentação na BBC com setlist focado em 'The Unforgettable Fire' e na relação da banda com Brian Eno


Do site Rockol

O U2 se apresentou ontem, 3 de novembro, para a BBC no Tate Modern, em Londres, e focou na relação da banda com Brian Eno, que foi chamado ao palco ao final da apresentação.
11 músicas foram tocadas, todas de alguma forma conectadas ao produtor, um colaborador de longa data da banda há mais de 40 anos. 
O show começou com "The Unforgettable Fire", a faixa-título do álbum de 1984 que marcou o início da colaboração entre U2, Brian Eno e Daniel Lanois. Seguiram-se "Bad", "MLK", "Pride (In The Name Of Love)", do mesmo álbum, além de "One", "In A Little While", "Beautiful Day" e "With Or Without You". 
Entre elas, três músicas recentes, todas estreando ao vivo: a nova "Can't Stop Us Now", o novo single "The Greatest Show On Earth", ambas do novo álbum 'Carnaval De Luz' — as duas escritas com Brian Eno — e "COEXIST (I Will Bless The Lord At All Times)", que encerrou o EP 'Easter Lily', também co-escrita com Eno.
O U2 não estava convencido de incluir "Bad" no álbum de 1984, mas Brian Eno insistiu, porque ele gostava de músicas consideradas inacabadas. 
Tate Modern é um dos principais museus de arte moderna e contemporânea do mundo, instalada na Bankside Power Station, uma antiga usina elétrica na margem sul do Tâmisa. Projetado por Giles Gilbert Scott, o mesmo arquiteto que contribuiu para a construção da Battersea Power Station, a outra famosa usina elétrica londrina imortalizada pelo Pink Floyd na capa do álbum 'Animals' em 1977, com o porco voador entre as quatro chaminés. 
A apresentação aconteceu nos Tanks, os antigos tanques de petróleo da usina, transformados em espaços dedicados a performances artísticas. Toda a sala foi preenchida com projeções de pinturas de Brian Eno, que também atuava como artista visual há décadas. 
Nenhuma gravação da plateia durante o show foi divulgada. Os espectadores foram orientados a guardar seus celulares em bolsas designadas durante a apresentação. Mas, segundo relatos que circulam, o final foi o momento mais marcante da homenagem: durante "With Or Without You", Brian Eno foi convidado ao palco, enquanto The Edge liderava o público em um coro de "Eno! Eno! Eno!", visivelmente constrangendo o produtor. A noite foi gravada para a BBC, que exibirá o show na BBC Two no final de novembro, durante uma noite dedicada ao U2.

terça-feira, 3 de novembro de 2026

U2 lança edição especial e limitada de 'Carnaval De Luz' em vinil em parceria com a Guinness, com mais uma capa diferente


Nascidos na mesma cidade. Construídos sobre a mesma crença nessa cidade.

Para celebrar 50 anos de parceria, U2 e Guinness lançam uma edição especial e limitada de 'Carnaval De Luz', o 16º álbum de estúdio da banda, em LP 180g na cor Pearl White Marble (branco perolado marmorizado), exclusivo da loja oficial da Guinness.
Uma porcentagem das vendas será doada ao Fundo Comunitário Guinness Dublin 8.

A edição inclui:

O álbum com 12 faixas em vinil 12" de 180g, cor Pearl White Marble
Capa gatefold com arte alternativa em preto, branco e dourado, acabamento brilhante e título em relevo dourado
Print colecionável Guinness com arte de Bono, frente e verso, em papel encorpado com dourado metálico
Encarte de 16 páginas com letras, fotos e imagens exclusivas do álbum
Envelope interno impresso e selos coloridos no disco





domingo, 1 de novembro de 2026

Com Bono afirmando que 'Carnaval De Luz' do U2 é definitivamente uma despedida, The Edge diz que irão terminar essa celebração encerrando a turnê na Irlanda


Em entrevista com Zane Lowe, da Apple Music, em um espisódio chamado 'U2: From The Halls Of Mount Temple/ Zane Lowe Interview'; os integrantes do U2 estiveram na Mount Temple, em Dublin.
Lowe sugere que o retorno da banda à sua antiga escola, que em breve será demolida e reconstruída, equivale a um "olá" e um "adeus" simultâneos.
Ele descreve isso como "simbólico... porque sinto que 'Carnaval De Luz' é quase um 'adeus' e um 'olá' de novo", e então pergunta: "Faz sentido para você?".
Bono responde: "Hum. 'Carnaval De Luz' é definitivamente mais um adeus. Com certeza".
Há uma breve pausa antes de Bono mudar de assunto sem dar mais detalhes.
Não é a primeira vez que Bono faz um comentário desse tipo, e pode estar simplesmente falando sobre os temas do próximo álbum, embora ele reconheça que o U2 têm um prazo de validade.
O comentário gerou debate entre os fãs, que se dividiram.
Larry Mullen Jr. passou por uma cirurgia de alto risco no pescoço após anos sofrendo com dores crônicas, perdeu os 40 shows da banda no Sphere e sugeriu em entrevista que não sabe se conseguirá tocar por duas horas e meia ou tocar por apenas uma hora por noite na nova turnê. 
Adam Clayton afirmou que ainda pensa sobre idade e limitações. "Sinto que fui abençoado com uma saúde extraordinária", diz ele. "Mas basta ver a morte recente de Dolly Parton aos 80 anos — e quando este ciclo terminar, provavelmente terei 70. Esse período de boa saúde é valioso. É provavelmente o período mais valioso da vida".
The Edge ao ser perguntado se a banda tem "alguma ideia de como querem que a história termine", respondeu: "Ainda estamos extremamente inspirados e ativos criativamente, e há muitas músicas que ainda não foram lançadas, que ainda precisam ser finalizadas. Então, não consigo imaginar isso terminando tão cedo".
A banda anunciou a sua turnê mundial 'The Greatest Show On Earth', com shows em estádios para a primeira etapa na América Latina, com início no começo da primavera de 2027, além de shows na Europa durante o verão.
Mais shows serão anunciados, incluindo outra etapa na Europa, mas, independentemente do que aconteça, a banda prometeu encerrar a turnê na Irlanda.
Um comunicado da banda informou que, com planos "já em andamento para 2028, a banda está ansiosa pelo seu importantíssimo retorno para casa, na Irlanda".
The Edge disse: "Não podemos falar muito sobre a próxima etapa da 'The Greatest Show On Earth' – ainda estamos definindo os detalhes – mas o que podemos dizer é que vamos encerrar a turnê na Irlanda. Não há outro lugar onde gostaríamos de estar para essa festa".
Em outro trecho da entrevista com Lowe na Mount Temple, The Edge afirma que o U2 "não se encaixa em um gênero musical específico" e é à prova de inteligência artificial.
"Descobri isso recentemente, de forma muito clara, quando estava testando alguns desses programas de IA para composição musical", disse ele.
Ele continuou: "Eu estava tentando ver se conseguia compor uma música do U2. Não conseguiu. E percebi que é possível fazê-la compor uma música country, porque esse gênero é muito bem definido. Mas nada do que fazemos... Quer dizer, minha guitarra provavelmente seria o elemento mais característico... Acho que exploro certos caminhos sonoros. Mas nossas composições nunca seguem uma fórmula. Não sabemos como fazer isso".
Uma revelação na entrevista veio de Larry Mullen Jr., que colocou a nota no mural. Ele diz que primeiro a colocou, depois a retirou e precisou da permissão de um professor para colocá-la de volta. Ele foi incentivado a agir por seu pai, que estava cansado de ouvi-lo tocar bateria sem parar. Pensou que formar uma banda poderia tirá-lo de casa.
The Edge diz que não viu a nota no mural, e que foi um amigo que falou para ele.
Bono disse que também não viu, foi avisado também por um amigo, mas não iria comparecer: "Eu não tinha certeza se queria sair com alguém dois anos mais novo que nós", diz Bono sobre Larry. 
Na época, o amigo dele Reggie Manuel lhe disse: "Não, isso é para você. Eu sinto que isso é para você". 
"Ele me conhecia e sabia que eu estava sofrendo de alguma forma. Ele disse: 'Isso é para você', e eu disse: 'Acho que não', e ele disse: 'Eu te levo lá'."
Bono chegou na garupa da Yamaha 100 de um amigo. "Ele me conhecia melhor do que eu mesmo", conclui Bono, "e tenho certeza de que, de alguma forma nada melodramática, ele salvou minha vida".

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Bono afirma que 'Carnaval De Luz' do U2 soa mais como uma despedida


Bono declarou em entrevista à Apple Music com Zane Lowe que o 16º álbum do U2, 'Carnaval De Luz', soa "mais como uma despedida".
A entrevista com Zane Lowe aconteceu na Mount Temple Comprehensive School em Dublin, o colégio onde a banda foi fundada em 1976.
Quando Zane Lowe sugeriu que o álbum parecia uma dinâmica de "dar adeus para depois dizer olá novamente", Bono respondeu diretamente dizendo que o projeto caminha "mais para um adeus".
The Edge complementou a linha de raciocínio, explicando que um dos temas centrais de 'Carnaval De Luz' é o reconhecimento e a aceitação de que certas coisas inevitavelmente chegam ao fim, transformando o medo do encerramento em uma oportunidade para o novo. 
The Edge acrescentou que o álbum lida com o reconhecimento de uma jornada de cinco décadas de música, amizade e reinvenção.
Bono refletiu sobre a melancolia e e olhar para o U2 sabendo que eles já ocuparam o posto de "maior espetáculo da Terra", descrevendo o conceito de algumas canções como uma espécie de luto ou recapitulação.

Steve Lillywhite fala sobre sua contribuição para a carreira de meio século do U2, os primeiros anos de gravação da banda, o próximo álbum


Marios Mantzos

Uma conversa exclusiva com Steve Lillywhite, seis vezes vencedor do Grammy, sobre sua contribuição para a carreira de meio século do U2, os primeiros anos de gravação da banda, o próximo álbum e muito mais.

O sol brilhava sobre Bali. Em Atenas, na Grécia, a situação não era diferente. Eu tomava meu café da manhã depois de uma longa noite de preparação, quando uma chamada de WhatsApp quebrou o silêncio no meu escritório em casa.
"Curiosamente, pouco antes da nossa ligação, eu estava falando com o Adam", disse o homem do outro lado da linha.
"A banda está ensaiando agora e está indo muito bem".
Steve Lillywhite, o lendário produtor e um dos colaboradores mais antigos e confiáveis do U2, acabara de se sentar para conversar comigo. E o Adam com quem ele estava falando era, de fato, o baixista da banda, Adam Clayton.
Steve foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE) em 2012 por suas significativas contribuições para a música e também é seis vezes vencedor do Grammy, algo sobre o qual ele adora brincar.
"Na verdade, estou olhando para cinco deles agora, porque o sexto quebrou e eu ainda não me dei ao trabalho de consertá-lo. Mas eu não ligo muito para as coisas físicas. Tenho muito orgulho de ter os Grammys, mas não preciso realmente possuí-los. Nem sequer possuo nenhum dos discos que já produzi. Eu poderia ser muito mais rico se tivesse guardado as letras manuscritas que pedi para o Bono escrever antes de ele cantar. Mas eu as jogava fora no final da sessão. Parabéns para mim, mas eu simplesmente não sou de guardar coisas".
O U2 está pronto para pegar a estrada pela primeira vez desde 2019 com a turnê 'The Greatest Show On Earth', planejada para promover o décimo sexto álbum de estúdio da banda, 'Carnaval De Luz', com lançamento previsto para 13 de novembro.
Steve Lillywhite, mais uma vez, participou de um álbum do U2, sendo chamado durante os estágios finais do processo de gravação para mixar algumas músicas inéditas.
Steve mixou a versão que entrou para o álbum de "The Greatest Show On Earth".
"Lembro-me de quando ouvi pela primeira vez e pensei: 'Ok, tem algo especial aqui'. É um vocal incrível, o Bono canta muito bem. Sim, é um pouco longa, tentamos fazer uma edição, mas não conseguimos. É uma música que cresce ao longo da execução. Também mixei "Silencio", que é uma ótima música de rock de dois minutos e meio".
Pessoalmente, achei que o segundo single, "Silencio", soou muito melhor ao vivo na Mount Temple durante a comemoração do 50º aniversário da banda. Isso faz sentido quando consideramos que o U2 é uma das bandas ao vivo mais completas de todos os tempos.
"Em um disco do U2, isso sempre foi assim. No primeiro álbum, 'Boy', eles tocaram essas músicas na estrada antes de gravá-las. Do segundo álbum em diante, eles nunca tocaram nada ao vivo antes de gravar. E sempre foi assim: quando eles saem em turnê, as músicas crescem e evoluem. Lembro-me de ter dito a eles muitas vezes: 'Vocês podem tentar tocar uma música ao vivo, fazer com que fique boa no palco e depois gravá-la para o álbum?'. Mas eles geralmente não fazem isso. Eles trabalham com o que têm, fazem bem feito e repetem o processo".
É difícil imaginar como teria sido a carreira do U2 sem Steve Lillywhite. Ele ajudou a banda a lançar as bases para sua ascensão ao estrelato, produzindo seus três primeiros álbuns: 'Boy', 'October' e 'War' (uma grande conquista, não é?).
Mas, antes de conhecer a banda pela primeira vez em 1979, quando eles tocaram para um grupo de crianças em Galway, na Irlanda, Steve já havia se consolidado na indústria musical, tendo trabalhado com diversas bandas e artistas, incluindo Siouxsie And The Banshees, Ultravox, The Psychedelic Furs e Peter Gabriel.
"Eu tinha 23 anos na época e eles 18. Nessa idade, provavelmente me viam como bem mais velho. Um tio. E eu estava no estúdio desde os 17 anos e já tinha feito minhas 10.000 horas, como diz Malcolm Gladwell. Então, eu estava mostrando a eles como o estúdio funcionava, porque eles não faziam ideia. Diziam coisas como 'Parece Jornada nas Estrelas'. Sabe, naquela época, não dava para gravar discos, não existiam computadores nem nada parecido. Então, eu os ajudei bastante naqueles primeiros tempos", relembra Steve sobre a época de "I Will Follow".
Após 1983, seu papel no U2 evoluiu ao longo dos anos. "Acho que sou a única pessoa que trabalhou em dez álbuns deles, então me sinto muito orgulhoso disso", ele conta.
Há alguns anos, Bono declarou à revista Record Collector que "se você estiver em apuros, Steve é o cara certo para chamar". E a história comprova isso. É por isso que ele é constantemente chamado pelos quatro irlandeses para dar seu toque de Midas a muitas de suas gravações, transformando-as em canções de verdade e grandes sucessos.
"Where The Streets Have No Name", "With Or Without You" e "Beautiful Day" – músicas que certamente vão agitar os céus do México, da América do Sul e da Europa no próximo ano – são algumas das melhores faixas que Lillywhite moldou por meio da edição e mixagem.
"Normalmente, eles me chamam quando o trabalho está quase terminando, como aconteceu com 'The Joshua Tree' e 'Achtung Baby'. Então, eu entro e ajudo. É como correr o último trecho de uma corrida de revezamento. Por exemplo, "With Or Without You" e "Where The Streets Have No Name" não eram músicas finalizadas e precisavam de um novo impulso. Então, eu fiz isso. O mesmo aconteceu com 'Carnaval de Luz'. Era basicamente mixagem e só me chamaram na última semana. Normalmente, eles me dão um mês para entrar e ajudá-los. Acho que eles pensaram que conseguiriam fazer tudo sozinhos. E aí é tipo 'Bom, vamos chamar o Steve'. Teria sido bom de qualquer jeito. Mas eles meio que me veem como uma garantia, sabe, porque estive presente no final de praticamente todos os grandes álbuns deles".
O U2 começou sua carreira no lado norte de Dublin em 1976, como quatro garotos irlandeses que queriam tocar música e pediram 500 libras cada aos pais para conseguirem seu primeiro contrato com uma gravadora.
Ao longo das cinco décadas seguintes, eles se tornaram muito mais famosos, muito mais ricos, entraram para o mundo das estrelas e celebridades e foram incluídos no Hall da Fama do Rock and Roll. Perguntei a Steve Lillywhite se esse sucesso havia mudado a maneira como eles trabalham e se comportam.
"O que realmente mudou foi que eles adquiriram muito mais conhecimento sobre estúdios de gravação, como todos os artistas. O Edge, por exemplo, tinha apenas uma guitarra em seu delay. Agora ele tem várias. Em 1979, ninguém sabia como eram os estúdios de gravação e qualquer pessoa com experiência em estúdio era como ouro. Então, eu tinha uma certa vantagem no começo. Eles mudaram nesse sentido. Mas a essência deles não mudou. Eles ainda se acham a pior banda do mundo. Então, eles precisam se esforçar muito. Não houve muitas vezes em que os vi complacentes com o trabalho. Às vezes, parece que estão complacentes, porque um disco não é tão brilhante quanto os anteriores, mas eles realmente se esforçam ao máximo".
Muitas vezes me perguntei o que exatamente torna um álbum de música realmente bom. Existem discos amados por alguns fãs, odiados por outros e ignorados pelo resto. Por exemplo, o álbum 'No Line On The Horizon'.
Com o U2, no entanto, as coisas são diferentes. A banda parece ter praticamente abandonado as músicas do álbum, parando de tocá-las ao vivo desde o fim da turnê 360° em 2011. Até mesmo a referência de Bono ao álbum em sua autobiografia de 564 páginas, 'Surrender', é bastante superficial.
Perguntei a Steve, que – claro – trabalhou neste álbum, para esclarecer a situação.
"Para o U2, trata-se de compreender o panorama geral. O tema de 'The Joshua Tree' era o deserto. Para 'Achtung Baby', era uma espécie de estética germânica. Em 'All That You Can't Leave Behind', a ideia era a retrospectiva e olhar para trás na própria vida. As ideias eram boas, eles as entenderam bem e funcionaram muito bem. Acho que a grande ideia por trás de 'No Line On The Horizon' era ser o Norte da África, porque eles foram para lá e gravaram por um longo tempo. Voltaram com muitos instrumentos interessantes de músicos locais. Mas não funcionou porque eles nunca conseguiram definir qual era o panorama geral".
Desta vez, ele acredita que 'Carnaval De Luz' é, sim, um bom álbum:
"Quando o ouvimos novamente, pensei: 'É, este é realmente muito bom'. Eles ainda estão fazendo isso nesta fase da carreira. É um retorno à boa forma. Não sei dizer exatamente como a grande ideia – por definição, o carnaval – funciona neste álbum, mas deixarei que Bono explique isso para vocês".
Durante nossa conversa, Steve Lillywhite pareceu momentaneamente surpreso com a rapidez com que o tempo voa, ao perceber que "Vertigo", o primeiro single do álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb' – também produzido por ele –, foi lançado há 22 anos.
Naquela época, o rock já estava perdendo espaço no mainstream, sem jamais recuperar seu antigo status de força musical dominante. Essa situação torna cada vez mais difícil para as bandas de rock alcançarem novos públicos e atraírem ouvintes mais jovens.
Há algumas semanas, Bono disse ao The New York Times que sente inveja quando o U2 fica de fora das paradas pop. Achei um pouco estranho para uma banda que se considerava de rock.
Steve Lillywhite, no entanto, entende o ponto de vista de Bono.
"Sinceramente, acho que o vocalista tem muita responsabilidade. É ele quem tem que ficar na frente do palco e cantar a música para o público. Se o público não canta junto, ele não se sente bem. E para o público cantar junto, a música precisa tocar no rádio. E que tipo de música toca nas rádios convencionais? Músicas pop. O U2 sempre teve a voz do Bono. Ele canta melodias pop. Como eu disse, eles são como Frank Sinatra com guitarras elétricas. Então, eu entendo por que ele disse isso. Porque ele tem que fazer todo o trabalho pesado. Ele não pode se esconder atrás de nada. Mick Jagger é igual. Os vocalistas sentem que querem ter um hit para outras pessoas mais do que qualquer outro membro da banda. Então, o que você precisa é encontrar o equilíbrio certo. E é aí que o U2 está no seu melhor: quando o equilíbrio entre ser uma ótima música e ser um hit funciona. Porque existem muitos hits que ninguém nunca ouve um ano depois".
Ele também reconhece que a indústria musical moderna representa um desafio para as bandas de rock que dominavam o cenário mainstream no passado:
"É difícil para qualquer banda mais antiga, mesmo que elas sempre consigam atrair público para seus shows. Veja o Coldplay. Eles lotam estádios, mas provavelmente 90% dos fãs nem sabem que eles lançaram um álbum no ano passado. Existem poucos artistas cujos novos álbuns são realmente aguardados com grande expectativa mundial. Adele e Taylor Swift são dois exemplos. Por outro lado, Paul McCartney lançou tantos álbuns que ninguém realmente... se importa muito. É um mundo diferente em que vivemos".
Antes de me despedir, perguntei a Steve se ele participaria da próxima turnê do U2. Ele admitiu:
"Não sei. Participei da produção do Sphere, mas foi porque eles estavam um pouco preocupados com o sistema de som, que era bem incomum. Eles queriam alguém que conhecesse tão bem o som deles para estar lá com eles. Mas acho que não precisarei estar lá desta vez".
Ele não descartou, no entanto, uma visita a Atenas, caso a banda esteja guardando algo para uma surpresa grega em 2027 ou 2028:
"Vou assistir a alguns shows. Faço parte da equipe, então sempre tem ingresso para mim. Bem, talvez eu faça uma viagem e vá para lá, porque nunca fui à Grécia. Acho que só fui uma vez, quando era adolescente. Então, eu deveria ir".

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Basílica de Covadonga localizada na Espanha aparece no Lyric Video de "The Greatest Show On Earth" do U2


Do site elcomercio.es

O U2 escolheu a Basílica de Covadonga para seu mais recente single. A igreja asturiana, localizada no município de Cangas de Onís, aparece por alguns segundos no Lyric Video da música "The Greatest Show On Earth", o terceiro single do álbum "Carnaval de Luz".


Sua aparição ocorre no vídeo aos 3:52. "Fazemos catedrais da nossa dor. Pessoas que desenterram seus sonhos da terra", diz a música enquanto o templo asturiano ocupa o centro das atenções no vídeo.
Essa aparição surpresa em "The Greatest Show On Earth" deixou os fãs do U2 surpresos nas Astúrias. A canção fala sobre um casal que luta para manter a fé em si mesmo, ao mesmo tempo que faz alusão a elementos religiosos como metáfora.
É ali que se ergue a Basílica de Covadonga, um dos locais mais emblemáticos do Principado, inaugurada em 1901. Em estilo neorromânico, é construída com mármore rosado extraído das montanhas de Covadonga.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Sulinna Ong fala sobre gerenciar o U2 com Irving e Jeffrey Azoff e faz revelações sobre a nova era da banda


Em sua primeira entrevista desde que deixou o cargo de diretora global de conteúdo editorial do Spotify para gerenciar o U2 com Irving e Jeffrey Azoff, da Full Stop Management, a executiva de Los Angeles Sulinna Ong fala para a Music Week enquanto o U2 inicia uma grande campanha de lançamento do álbum. 
Ela revela tudo sobre a nova era da banda e – com contribuições de ambos os Azoffs – explica por que trocou o streaming pelo "assustador" mundo do gerenciamento.
No final de maio, foi anunciado que, a pedido pessoal do U2, Sulinna Ong assumiria um cargo recém-criado na equipe de gerenciamento da banda. Ela se juntou à equipe como sócia de gestão, trabalhando ao lado de Irving e Jeffrey Azoff, da Full Stop Management. 'Carnaval De Luz', o primeiro álbum da banda em nove anos, será lançado em 13 de novembro, seguido por uma turnê – e muito mais. Portanto, não é de se admirar que Ong esteja mais ocupada do que nunca.
"A banda sentiu que precisava de um terceiro sócio para complementar Irving e Jeffrey, e agora nós três trabalhamos juntos como uma unidade", explica ela. "Tenho uma trajetória e uma perspectiva criativa, que se entrelaçam com minha experiência em streaming e tecnologia, então meu papel é realmente focado em inovação e criatividade".
Ong já havia trabalhado com Jeffrey Azoff enquanto estava no Spotify e conheceu Irving durante as negociações para o novo cargo dele. Ela fala muito bem de ambos.
"O que sempre me impressionou – e ainda me impressiona – em Jeffrey é o quão calmo, ponderado e atencioso ele é", diz ela. "Ele é um pensador profundo. A maneira como ele se portava realmente me interessou; era muito diferente da maioria dos managers".
Ela descreve Azoff pai como "uma lenda".
"Irving é simplesmente incrível, de verdade", acrescenta. "Ele é muito rápido, muito ágil e engraçado, o que eu realmente aprecio. Quando você trabalha em contato próximo com pessoas diariamente, o senso de humor e a capacidade de rir das situações ajudam a superar os períodos de estresse. Já aprendi muito com os dois".
Irving Azoff não poupa elogios à sua nova colega.
"Encontrar alguém com as qualidades da Sulinna, que tenha experiência relevante e significativa em gravadoras, shows ao vivo, gerenciamento e streaming, é como encontrar um unicórnio", disse ele à Music Week. "Estou nesse ramo há bastante tempo e acho que posso afirmar com segurança que ela é rara. Quando você parte do princípio de que ela tem um gosto e instinto impecáveis, além de ser excepcionalmente inteligente, e adiciona a incrível profundidade que ela possui em diversas áreas da indústria musical, não é nenhum mistério por que ficamos tão animados em tê-la em nossa equipe".
Em Ong, ele vê um reflexo de sua própria visão sobre a arte do gerenciamento.
"Minha abordagem é muito simples e sempre foi: fazer o que é certo para os artistas", explica ele. "Proteja seus artistas, defenda-os e lute por eles sempre. Sulinna incorpora esse conceito de forma impecável. Ela tem a capacidade de falar e compreender a linguagem criativa do artista, mas também entende o mercado e o cenário atual o suficiente para ajudar a trilhar o caminho da concepção à concretização de um projeto".
Jeffrey Azoff relembra "uma ótima história" trabalhando com Ong durante seus sete anos no Spotify.
"Ela sempre se comportou com respeito, classe e, claro, bom gosto", afirma. "Sem surpresa, absolutamente nada mudou agora que ela está do outro lado. A única diferença é que conversamos o dia todo agora, o que eu adoro. Ela está constantemente me apresentando novas ideias, novas obras de arte e, o mais importante, uma nova perspectiva".
A visão singular de Ong sobre as coisas foi moldada tanto por sua origem quanto por sua carreira. Nascida no Reino Unido, filha de pai chinês e mãe persa, Ong morou no Irã e depois na Austrália, onde estudou música. Ao refletir sobre seus anos de adolescência obcecados por música, descobriu-se sua história de origem no U2.
"Descobri "Sunday Bloody Sunday" aos 12 ou 13 anos", ela relembra. "Não sabia do que se tratava, então transcrevi a letra e pesquisei. Nessa idade, eu comprava todas as revistas de música e lia todas as notas de encarte. O que me fascinava no U2 era o tom único que eles usavam para transmitir comentários sociais e políticos, sempre envoltos em inspiração e esperança, em vez de agressão ou raiva explícitas. Eles não se esquivavam da mensagem, mas ela era muito fiel ao DNA de quem eles são como pessoas".
Enquanto assistia aos vídeos em preto e branco e admirava o trabalho do diretor Anton Corbijn, a adolescente Ong não fazia ideia de que um dia seria encarregada de ajudar a moldar o futuro de uma banda que já está há cinco décadas na carreira. E, no entanto, é exatamente nessa situação que ela se encontra. Aliás, antes da conversa, ela recebeu uma ligação do próprio Bono.
"Tive a sorte de receber muitas oportunidades, mas muitas delas não me pareceram certas ou não eram do momento certo", diz ela. "Mas quando o U2 e o Irving e Jeffrey me abordaram sobre isso, realmente pareceu certo, e foi…"
Na entrevista, Ong contou sobre os próximos passos para o U2 e sua visão sobre o cenário em constante evolução da indústria.
"Se você analisar minha carreira, verá que sempre tive diferentes fases. O que me motiva é a possibilidade de desenvolver um conjunto de habilidades realmente diversificado, trabalhar em diferentes setores e estar sempre crescendo e sendo desafiado. Costumo me reinventar em ciclos de cinco a sete anos. Eu estava pensando sobre a mudança no cenário musical e sentia o desejo de estar mais próximo dos artistas quando essa oportunidade surgiu. A combinação do U2 e sua estatura, sua música, seu trabalho e a ambição que ainda têm para o futuro, além de Irving e Jeffrey... Era uma oportunidade que eu tinha que explorar e agarrar. É a dimensão do trabalho. É por isso que é assustador e por que o gerenciamento de artistas não é para os fracos de coração, digamos assim. Você é responsável por tantas coisas diferentes ao longo da carreira de um artista – especialmente com um artista como o U2, com a amplitude do catálogo que eles têm, bem como suas próprias ambições. Eles têm muita ambição para o futuro. Esta não é uma banda que está acomodada ou descansando sobre os louros. E é diversificado – não é só música. Então, foi isso que realmente me atraiu. Os empresários se empenham muito mais agora do que antes, mesmo em comparação com cinco anos atrás. Isso foi atraente para mim. Além disso, poder trabalhar neste nível específico – os Azoffs são mestres na arte – e colaborar de perto com eles e com um artista com a ambição e a história que o U2 tem é algo bastante singular.
Trata-se de honrar o legado deles e como representá-lo de maneiras inovadoras – conectando os pontos em termos de onde eles estão culturalmente agora e apresentando sua música a novos públicos de novas maneiras. O catálogo é certamente uma parte importante para um artista como o U2 e eles têm uma visão muito clara do que querem alcançar. Estamos aqui para pegar isso e inovar, e esperamos que a soma de nós resulte em algo maior. Penso em como a história do U2 é única. Eles estão comemorando 50 anos como banda, desde o dia em que Larry Mullen Jr., ainda adolescente, pregou uma nota no mural da escola dizendo: 'Baterista procura outros músicos para formar uma banda'. Não consigo pensar em outra banda que tenha permanecido junta com seus quatro membros originais por tanto tempo.
O gerenciamento de artistas é muito intenso e você trabalha em contato muito próximo. É muito importante poder conversar com seus artistas. São quatro na banda e é uma relação muito igualitária – acho que esse é um dos motivos pelos quais eles estão na ativa há 50 anos. A natureza do relacionamento é a transparência, a honestidade e a capacidade de inspirar uns aos outros, mas também de ter conversas difíceis. E saber que todos estão trabalhando para o mesmo objetivo, e também se desafiando mutuamente. Eles me desafiam o tempo todo – eu adoro isso. Isso te impulsiona a ir além do que você faria inicialmente. Eu gosto disso e acho que o contrário também é verdade. Eu pensei: 'Sim, isso é incrível!'.
O novo álbum é diversificado. Há músicas clássicas do U2 que você esperaria, mas também algumas que você não esperaria. Estou muito animada para trabalhar nisso. Há alguns nomes conhecidos em termos de colaboradores de longa data, como Jacknife Lee, Daniel Lanois, Steve Lillywhite, Brian Eno e Anton Corbijn. Uma música em particular, chamada "The Greatest Show On Earth", que é a minha favorita do álbum, é realmente poderosa e linda. Ouvi a banda dizer que a considera quase uma continuação de "With Or Without You".
O U2 se preocupa com a indústria como um todo. Frequentemente conversamos sobre novos artistas que estão surgindo, porque eles têm muito interesse e preocupação com artistas novos e em desenvolvimento. Mesmo que algo não os afete diretamente, eles se importam com o que é ser um artista iniciante hoje em dia. E há muito o que considerar – não apenas o aumento dos custos de turnê, mas o aumento do custo de vida para todos no mundo. Além disso, há a complexidade de se destacar e ser descoberto em uma época tão saturada, onde as pessoas estão isoladas em suas próprias bolhas algorítmicas personalizadas".

"Get Back To Now" é a faixa bônus de 'Carnaval De Luz' do U2 na edição iTunes do álbum


'Carnaval De Luz': iTunes Edition' do U2 na plataforma de música digital incluirá as 12 músicas do álbum original, mais uma faixa bônus chamada "Get Back To Now".
Na entrevista para a Rolling Stone, foi revelado em um trecho que "o U2 possui um acervo de músicas que está bem mais próximo da conclusão. Mesmo com todas as faixas lançadas, ainda existem sobras do álbum 'Carnaval' que eles adoravam, incluindo "Get Back To Now", com letras inspiradas no tempo que Bono passou em Hanói".

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Bono afirma que o U2 não tem problemas em cobrar preços altos em seus shows dos chamados por ele de "fãs ricos"


Ticket News

Bono afirma que o U2 não tem problemas em cobrar preços altos em seus shows dos chamados por ele de "fãs ricos", argumentando que a banda sempre buscou equilibrar opções de ingressos caros com acesso acessível a alguns dos melhores lugares nos locais das apresentações.
Os comentários surgem no momento em que o U2 inicia a pré-venda de ingressos para sua recém-anunciada turnê mundial de 2027, com preços para os próximos shows da banda no Brasil variando de R$ 500 (aproximadamente US$ 100) para um ingresso especial para fãs a mais de R$ 7.500 (aproximadamente US$ 1.500) para os pacotes VIP mais caros, sem incluir as taxas de serviço online.
Em entrevista a David Marchese no podcast The Interview, do The New York Times, Bono discutiu a filosofia do U2 em relação aos preços dos shows e até que ponto os artistas podem influenciar o quanto seu público paga.
Questionado se a banda tem controle sobre os preços dos ingressos, Bono respondeu que os artistas têm "muito pouca" influência sobre os preços no mercado atual de entretenimento ao vivo.
No entanto, ele afirmou que o U2 sempre trabalhou para garantir o acesso a lugares privilegiados em seus shows a preços acessíveis.
"O que fazemos na nossa banda é reservar os melhores lugares", explicou Bono, descrevendo uma prática antiga de tornar certos locais próximos ao palco mais acessíveis.
Esse compromisso não impede a banda de oferecer ingressos consideravelmente mais caros para os fãs dispostos a pagar um valor adicional.
"Também não temos problema nenhum em separar os ricos do seu dinheiro", disse Bono.
Os comentários de Bono, também destacados pelo Business Insider, ilustram uma abordagem cada vez mais comum para a precificação de shows, na qual os artistas oferecem um preço "padrão" baixo para o ingresso, enquanto capturam receita adicional dos fãs dispostos a gastar mais por locais ou experiências premium, utilizando práticas de preços diferenciados, como o preço platina ou o preço dinâmico.
Bono também reconheceu que ir a um show do U2 pode representar um gasto significativo, dizendo que quer que os fãs se sintam bem com a decisão de comprar os ingressos, mesmo que tenham pago mais do que gostariam.
O ingresso integral para as apresentações do U2 nos dias 10 e 12 de março no Estádio MorumBIS começa em R$ 500 para a opção especial Fan Ticket. Os ingressos tradicionais para a arquibancada custam R$ 690 (US$ 138), enquanto os ingressos para a pista custam R$ 790 (US$ 158). O ingresso para a pista premium custa R$ 1.550 (US$ 310), e os ingressos para o Golden Circle estão listados a R$ 1.750 (US$ 350).
A banda também está oferecendo pacotes consideravelmente mais caros, incluindo uma opção (RED) Zone por R$ 3.000 (US$ 600) e um pacote Ultimate VIP Hospitality por R$ 7.547 (US$ 1.510).
O Fan Ticket de R$ 500 é particularmente relevante para a descrição de Bono sobre a abordagem do U2 em relação à entrada acessível.
Diferentemente dos ingressos tradicionais, que permitem aos compradores escolher um setor específico, o programa Fan Ticket supostamente atribui aos compradores um local que não é divulgado até o dia do show.
Os locais elegíveis podem incluir setores premium da pista, pista normal e arquibancada.
Essa estrutura potencialmente dá a alguns portadores de ingressos mais baratos acesso a locais mais desejáveis do show, embora não garanta aos compradores um lugar perto do palco. E a quantidade de ingressos disponíveis para esses lotes costuma ser mínima e se esgota rapidamente durante as vendas antecipadas.
As opções VIP mais caras oferecem benefícios adicionais além da entrada. Os pacotes de hospitalidade incluem acesso a lounges exclusivos, produtos oficiais, itens comemorativos e outras experiências, diferenciando-os dos ingressos comuns para shows.
O pacote (RED) Zone inclui acesso a uma área exclusiva para ficar em pé ao lado do palco, e as compras apoiam o trabalho da organização com o Fundo Global de Combate à AIDS.
A Ticketmaster também especifica que os ingressos do pacote VIP são intransferíveis, uma restrição que pode limitar a flexibilidade dos compradores caso não possam esperar.
A estrutura de preços divulgada demonstra como o U2 está tentando atender diferentes categorias de compradores de ingressos, com alguns fãs pagando consideravelmente mais por acesso e experiências premium, enquanto outros têm opções de entrada a preços mais acessíveis.
No entanto, não fica claro quantos dos locais mais desejados para o show estão sendo disponibilizados com preços promocionais.
Os comentários de Bono estão em consonância com a abordagem declarada pela banda durante sua residência de 2023-2024 no Sphere, em Las Vegas.
Quando essas apresentações foram anunciadas originalmente, os preços dos ingressos começavam em US$ 140, com os organizadores afirmando que aproximadamente 60% dos ingressos custariam menos de US$ 300.
Ao mesmo tempo, a residência oferecia ingressos premium com preços consideravelmente mais altos.
Como relatado pela TicketNews quando a residência no Sphere foi anunciada, a banda também restringiu a transferência de ingressos para a pista, limitando como alguns compradores poderiam posteriormente distribuir ou revender seus ingressos.
Essas decisões destacam uma distinção importante no debate sobre a acessibilidade de shows.
Oferecer alguns ingressos mais baratos em locais desejáveis não significa necessariamente que os preços gerais dos ingressos de um artista sejam baixos. Da mesma forma, vender pacotes VIP caros não torna automaticamente os ingressos mais baratos indisponíveis.
As questões mais relevantes para o consumidor dizem respeito à distribuição dos ingressos entre as diferentes faixas de preço, se os compradores entendem as diferenças entre as ofertas e quais restrições restringem suas compras.
A afirmação de Bono de que os artistas têm influência limitada sobre os preços também levanta questões sobre como essas decisões são divididas entre artistas, promotores, casas de shows e plataformas de venda de ingressos.
Embora o vocalista tenha descrito a capacidade do U2 de influenciar a disponibilidade de certos locais acessíveis, ele não explicou precisamente quais decisões mais amplas sobre preços a banda controla.

sábado, 17 de outubro de 2026

Modelo e atriz mostra fotos Behind The Scenes de sua participação no videoclipe de "The Greatest Show On Earth" do U2


Feba Alex é uma modelo, atriz e diretora que participou dos bastidores (BTS - Behind The Scenes) do videoclipe da música "The Greatest Show On Earth" do U2, o terceiro single de 'Carnaval De Luz'.










O vídeo apresenta uma sátira da própria banda como uma seita religiosa na qual as mulheres assumem todo o trabalho pesado. Essa inversão visual ironiza a ideia de espetáculo e dialoga com a letra da música, que questiona as estruturas de fé e o mercado da música.
Em uma publicação em seu perfil no Instagram, ela celebrou o trabalho compartilhando registros visuais e agradecendo ao diretor do clipe, Anton Corbijn.

Guitarrista, compositor e produtor inglês Leo Abrahams toca em "The Greatest Show On Earth" do U2


"The Greatest Show On Earth", o terceiro single lançado pelo U2 do álbum 'Caranaval De Luz', apresenta o renomado guitarrista, compositor e produtor inglês Leo Abrahams creditado oficialmente na faixa tocando guitarra adicional ao lado de The Edge.
A participação faz parte de uma colaboração mais ampla conduzida por Brian Eno, de quem Leo Abrahams é um parceiro musical de longa data. 
Os dois se conheceram de forma inusitada em uma loja de instrumentos musicais em Londres. Eno notou Abrahams testando uma guitarra e comentou que ele era o primeiro guitarrista que via em uma loja do tipo que não estava tocando "Stairway To Heaven", o que lhe fez pensar que ele devia ser bom.
Leo Abrahams é amplamente conhecido por ser um dos principais parceiros musicais e o "braço direito" de Brian Eno em seus trabalhos com guitarras e texturas ambientais. 
Brian Eno co-escreveu a letra de "The Greatest Show On Earth" com o U2, e toca teclado na faixa. A presença de Leo na música adiciona sua característica assinatura textural à faixa.
Bono disse à Rolling Stone sobre a música: "Talvez seja nossa melhor música em muito tempo. Esse foi um dos motivos para eu continuar na banda".

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Rigger's Arms, a festa tradicional e exclusiva dos bastidores que acontece durante as turnês mundiais do U2


Rigger's Arms é o nome de uma festa tradicional e exclusiva dos bastidores que acontece durante as turnês mundiais do U2.
Organizada especificamente pela equipe técnica de montagem de palco e iluminação (os chamados riggers), o evento funciona como um "pub itinerante" improvisado nos bastidores, geralmente agendado na noite de folga entre dois shows realizados na mesma cidade.
Dependendo do local da turnê, a equipe de montagem de estruturas de aço usa peças sobressalentes de andaimes, treliças e equipamentos de palco para erguer um "bar" físico exclusivo dentro do local ou nos bastidores.
Todos os envolvidos na turnê contribuem com um valor fixo (historicamente entre US$ 15 e £ 10) para cobrir os custos de bebida e comida — regra que se aplica inclusive aos próprios membros do U2.
É comum ver os integrantes da banda e técnicos renomados assumindo o balcão. Relatos de bastidores (como os diários de turnê do diretor de iluminação Willie Williams) mencionam ocasiões divertidas em que Larry Mullen Jr. servia canecas de chopp, Bono aparecia acompanhado de convidados especiais como Axl Rose, e a equipe celebrava ao som de DJs e pistas de dança improvisadas.
Essa celebração interna reflete o forte espírito de camaradagem entre o U2 e os seus profissionais de estrada, uma união tão marcante que a própria banda frequentemente exalta o trabalho de sua equipe de estrada como o coração de suas massivas apresentações ao vivo.

Q Magazine - 1993

Verona - Zooropa Tour

Esta noite haverá uma festa. Chamada de Rigger's Arms, um evento ocasional nas turnês do U2, onde, por dez libras por pessoa, os técnicos de iluminação organizam uma grande festa e, se precisarem construir um salão para realizá-la, que assim seja: é o que eles fazem para viver. 
A grande notícia da noite é que muitos barris de Guinness foram trazidos de avião de Dublin. Seu primeiro copo é servido pela dançarina do ventre, o segundo por Larry Mullen, o terceiro pelo técnico de guitarra do Edge. Depois disso, tudo fica um pouco confuso. 
Bono aparece com Axl Rose. Edge usa uma boina. Todo mundo dança ao som de "Is This Love?" de Bob Marley. Adam namora Naomi antes do casamento. Larry beija sua namorada Anne ao som de "Forever And Ever" de Demis Roussos. 
Um grupo de performance artística chamado Machnas aparece de repente usando enormes cabeças de plástico do U2. 
Há alguns momentos isolados de dança raggamuffin. Por algum motivo, há três tendas iglu individuais do lado de fora. Enquanto Colin Hudd toca uma música house, a dança fica mais animada. As medidas das bebidas alcoólicas se tornam decididamente não métricas. As conversas começam a tomar um rumo vanguardista. Alguém pede "Always Look On The Bright Side Of Life". A Guinness não dá sinais de acabar. O sol nasceu há horas. 
"Adormeci em uma daquelas tendas!", diz Bono, às 15:00 em ponto. "Aí acordei no meu quarto com uma sede insuportável e vim aqui procurar água. Fiquei 15 minutos pedindo água para um cara, mas ele não entendia". Ele levanta os óculos escuros da marca Fly, antes de contar a piada. "Acontece que ele era o funcionário da piscina. Água é a vida dele".
O que se ouve por aí, à beira da piscina, é que a festa terminou às 9:00 da manhã. Histórias terríveis de vômitos em jatos, membros da equipe destruídos e gente dormindo nas posições mais improváveis são comuns. Edge está deitado em uma espreguiçadeira. Ele tem uma entrevista para dar em instantes e está falando sobre a pouca energia que lhe resta.
"Todos se divertiram muito", ri Adam, cambaleando pelo gramado. Adam acabou de se levantar. Bem, são apenas 16:00. Ele se senta, reclamando daquela sensação desconfortável pós-bebedeira. Edge, que também se levantou, mantém sua habitual intensidade gentil. Mais cedo naquele dia, alguém da organização havia comentado que "Edge está lentamente se transformando em Brian Eno". Ele certamente compartilha a propensão de analisar secamente o que a maioria das mentes descarta. Pergunte a ele se tem ouvido muita música eletrônica ultimamente e ele responde: "Acho que é preciso ter muito cuidado ao falar de música eletrônica hoje em dia. Virou uma série de clichês. Claro, a música deve ter ritmo, e nesse sentido, acho que houve um aprendizado sobre ritmo nos últimos 10 anos, mas não acho que imaginaríamos que nossos discos fariam muito sentido ao lado de discos de música eletrônica feitos especificamente para esse fim".
Em contraste, completamente embriagado, Adam oscila entre a profundidade abstrata e o delírio babando. Enquanto Edge se esforça ao máximo para entender as perguntas, Adam se ocupa com um sanduíche, daqueles que matam ou curam a ressaca, fazendo comentários engraçados e desajeitados.

domingo, 11 de outubro de 2026

Bono e The Edge tocam "Silencio" em versão acústica no evento beneficente The Albies 2026


Bono e The Edge subiram ao palco em uma uma aparição surpresa para um set acústico na cerimônia do The Albies 2026, apresentando as canções "Silencio" (dedicada ao Comitê para a Proteção dos Jornalistas) e "One". 
Bono também participou entregando um dos prêmios da noite à Lynsey Addario, a renomada fotojornalista americana homenageada por sua coragem e trabalho documental em zonas de conflito e direitos humanos
O evento anual beneficente é organizado por George e Amal Clooney por meio da Clooney Foundation For Justice.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Rosalía revela como Bono lhe contou que o U2 ia dedicar uma música para ela


Uma das novas músicas do próximo álbum do U2, 'Carnaval De Luz', é dedicada à Rosalía. O próprio Bono já tinha adiantado isso há algumas semanas, mas agora foi a própria Rosalía que revelou os detalhes desse encontro curioso entre ela e o vocalista, que não hesitou em pedir conselhos sobre algumas palavras em espanhol.
"The Mirror Maker (Rosalía)" é a música que faz parte do disco que será lançado no próximo dia 13 de novembro e que encontrou na cantora espanhola uma de suas principais inspirações. 
Como Rosalía revelou em sua participação no programa de Jimmy Fallon, foi o próprio Bono quem a escreveu e falou com ela para que ela o aconselhasse em uma determinada questão. "Não o conheço pessoalmente, mas ele me escreveu e me contou que tinha esse novo projeto e uma música, "The Mirror Maker", e depois me perguntou se algumas palavras faziam sentido", ela conta.
A cantora, que terminou há algumas semanas a turnê do seu último disco, 'LUX', está de passagem pelos Estados Unidos, onde também se apresentará no programa Saturday Night Live. Antes disso, a cantora tentava explicar para Fallon qual era a palavra que Bono tinha em mente e que nem sequer está no dicionário espanhol: "Uma palavra, na verdade, me veio à mente. Havia essa palavra, 'marmole'… Acho que, pelo que lembro, era 'mamole'. E não sei, pensei: 'Nunca ouvi essa palavra. Não sei o que significa'. Então eu procurei, pesquisei, e não existia no espanhol padrão. Então eu disse a Bono: 'Não sei, mas sinta-se à vontade para inventar seu próprio idioma'", detalhou Rosalía, que terminou mostrando sua admiração pelo cantor e pela banda.
"Bono é uma lenda. É incrível. É alucinante porque quando eu era criança, costumava ouvir suas músicas. "With Or Without You". É incrível", reconheceu Rosalía sobre o cantor, que já havia expressado anteriormente sua admiração pela artista espanhola. "Normalmente, só escrevemos músicas sobre gente na prisão ou gente morta. Isso é simplesmente celebrar alguém porque é uma artista extraordinária", explicou Bono, antes de admitir que ela "Chegou ao mesmo ponto antes de nós, o que é irritante e também realmente inspirador".

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Phil Collins relembra a frase sarcástica "Eu não penso no U2" ao falar sobre o Oasis


Phil Collins deixou claro que não reacenderá sua antiga rivalidade com Noel Gallagher quando ambos os músicos forem introduzidos no Hall da Fama do Rock and Roll ainda este ano – mas não suavizou sua opinião sobre o Oasis.
O músico de 75 anos, que se junta à turma de 2026 que também inclui Oasis, Billy Idol, Joy Division/New Order e Wu-Tang Clan, foi questionado no programa Piers Morgan Uncensored sobre como se sentia em relação a comparecer à mesma cerimônia que Noel Gallagher, que certa vez o chamou de "anticristo" e brincou sobre querer sua "cabeça decepada" durante o auge do Britpop.
Phil Collins descartou a ideia de qualquer confronto. Ele disse que sabe que comentários podem ser tirados de contexto, lembrando que, enquanto escrevia sua autobiografia 'Not Dead Yet', seu coautor entrevistou Noel Gallagher sobre as antigas declarações. Segundo Phil Collins, Noel Gallagher alegou que estava "fora de si" em um show do Genesis anos atrás e confundiu a iluminação dramática do palco de Phil Collins com algo sinistro. Phil Collins riu e disse que o brilho misterioso durante "Mama" "teria funcionado" se Noel Gallagher não estivesse sóbrio.
Questionado sobre como lidaria com o encontro com Noel Gallagher na cerimônia, Phil Collins manteve a leveza: "Serei bem-humorado, bem simpático com ele".
Mas quando perguntado diretamente se gosta da música do Oasis, Phil Collins não suavizou a resposta. Ele disse: "Não. Não particularmente". Ele acrescentou que prefere os Beatles - e que o Oasis o lembra muito deles. Em seguida, citou a famosa frase de Mick Jagger, lenda dos Rolling Stones, sobre o U2: "Eu não penso no U2". Phil Collins acrescentou: "É exatamente isso que eu penso sobre o Oasis".
Phil Collins usou essa fala de Mick Jagger de forma sarcástica para ilustrar que não presta atenção ou não se importa com certas bandas.

Peter Rowen nos 50 anos do U2 conta a real história de como tudo aconteceu - 2° Parte


Em 1981, nos mudamos da Cedarwood Road para um pequeno lugar no campo perto de Ashbourne, no Condado de Meath. 
Eu tinha 7 anos e aquele lugar era como o paraíso para mim. Tínhamos jardins enormes e éramos cercados por campos em todas as direções. Não demorou muito para que meu pai - que era um pouco excêntrico e extremamente impulsivo - acumulasse uma pequena fazenda composta por uma cabra, um cavalo, 2 burros, 2 cachorros, cerca de 10 gatos e 500 galinhas! Eu era uma criança que adorava o ar livre e amava a vida no campo, aprendendo a andar a cavalo, a ordenhar a cabra e a comer os ovos.
Um dia, depois da escola, o U2 e Anton Corbin apareceram para ver se podiam me "pegar emprestado" por uma ou duas horas para tirar algumas fotos. Acabamos fotografando na minha rua, em um campo à esquerda e em um pequeno pântano do outro lado, onde eu costumava brincar em uma jangada com meus amigos. Aqui estão algumas fotos daquela sessão.




Por coincidência, estou morando novamente aqui na casa da minha infância, que ainda me parece um paraíso. Passo diariamente pelos locais onde essas fotos foram tiradas.
Março de 1983 - Pelo que sei, "Two Hearts Beat As One" estava subindo rapidamente nas paradas em 1983 e o U2 precisava gravar um videoclipe com urgência. Quem eles chamaram? Eu, é claro. 
Minhas lembranças das filmagens, que aconteceram em Paris, são bem vagas - acho que as histórias em quadrinhos de todos aqueles gênios devem ter mexido com a minha cabeça! Lembro que meus pais vieram cuidar de mim. Acho que ficamos uns dois dias. Lembro de ter ficado impressionado com a altura de Anton Corbijn. Eu sempre fui pequeno para a minha idade e esse cara era enorme! Acho que me lembro dele pulando por cima da bateria do Larry Mullen em algum momento das filmagens. Lembro de ter dito ao diretor, depois de ver um dos acrobatas dando uma cambalhota, que eu também sabia dar cambalhotas. Dois minutos depois, ele me fez dar cambalhotas pela rua com meu agora famoso casaquinho azul. Lembro que me deram o pequeno giroscópio que aparece no vídeo para guardar depois da filmagem... Imagino onde ele está agora, provavelmente enterrado em algum sótão. Enfim, foi uma experiência incrível. É engraçado olhar para trás... Agora tenho três filhos e consigo ver muito deles em tudo isso. 


As fotos em preto e branco são do livro do Anton chamado 'U2 & I'. Ele gentilmente me enviou um exemplar há muitos anos. Um livro maravilhoso!

sábado, 3 de outubro de 2026

Peter Rowen nos 50 anos do U2 conta a real história de como tudo aconteceu


Onde tudo começou. Esse sou eu, claro. 5 anos de idade. Primeiro ensaio fotográfico com o U2. Fui fotografado novamente aos 6 anos para o álbum de estreia deles, 'Boy', e aos 8 para o terceiro álbum de estúdio, 'War'. 
Aos 9, fui levado para Paris para estrelar o videoclipe de "Two Hearts Beat As One" e, em 1997, meu rosto foi usado novamente na capa da coletânea 'Best Of' de 1980-1990. 
Além disso, eles também usaram meu rosto na capa de, acho, 5 singles, bem como em todo tipo de produto, de canecas a mouse pads... Acho que posso dizer que eles aproveitaram bastante a minha imagem. 
Já me perguntaram tantas vezes sobre isso ao longo dos anos que achei que agora era uma boa hora para contar a história real de como tudo aconteceu... Não é bem a história que todos imaginam. É muito mais estranha do que a maioria pode pensar.
1980 - Cedarwood Road. Eu tinha 6 anos, o segundo mais novo de 10 irmãos. Como minha mãe, Winnie, costumava me chamar: Clive, Derek, Trevor, Andrew, Freddie, Jonny… Peter. Ela sempre acabava lembrando de todos. Também tínhamos Gwen, Ruth, Miriam e meu pai, Robbie. Morávamos no número 5. 
Paul Hewson, ou Bono, como ele gosta de ser chamado, morava do outro lado da rua, no número 10. Ele era amigo de alguns dos meus irmãos na época: Andy, Trevor e Derek, ou Guggi, como ele gosta de ser chamado. 
A ideia de colocar minha cabecinha na capa do álbum de estreia deles foi do Bono, pelo que sei. Guggi atuou como meu "empresário" para o trabalho e o valor final combinado foi de cem libras irlandesas, mais uma caixa grande de barras de chocolate Mars – não era exatamente algo que mudaria minha vida, mas eu tinha 6 anos, e as barras de chocolate Mars eram tudo o que me interessava.
Minhas lembranças de quando morava na Cedarwood Road são bem vagas. Lembro de alguns momentos isolados. Lembro que meus quatro irmãos mais velhos, Clive, Derek, Trevor e Andy, costumavam dormir em duas cabanas de madeira que meu pai tinha construído no quintal, porque não havia espaço suficiente para todos nós na casa geminada de três quartos! 
Meu pai, que na época tinha uma distribuidora de materiais elétricos, instalou um sistema de interfone para que pudéssemos nos comunicar entre as cabanas e a casa. A estrutura toda era extremamente impressionante para mim e meus amigos na época. Lembro de uma noite em que estava tão perto da lareira na sala de estar dos fundos que meu short de poliéster/plástico (muito antes de roupas de plástico serem moda) pegou fogo! Meu pai, muito rápido, o tirou de mim em segundos, evitando que eu sofresse ferimentos graves. 
Lembro que, no ano anterior à nossa mudança, eu comecei a ir escondido até as lojas locais para ficar com os "garotos da esquina", como meu pai os chamava. Isso não foi nada bem visto. Lembro-me de ter me metido em uma grande encrenca uma vez por gastar todos os meus 3 centavos de dólar de mesada em algumas caixas de fósforos e fazer uma "brincadeira de gênio" com todos eles de uma vez atrás do muro do gramado. Uma adrenalina enorme para uma criança de 6 anos.
Uma coisa de que não me lembro é da sessão de fotos do álbum 'Boy'. Não me lembro de nada sobre ela, mas aqui está uma citação engraçada dessa sessão que acabei de encontrar em um livro antigo escrito por Bill Graham que alguém me deu anos atrás... chama-se 'U2 The Early Days - Another Time, Another Place'.
"O conceito da capa do primeiro álbum do U2, 'Boy', foi bem pensado mesmo antes de eles conseguirem um contrato com uma gravadora. Peter já havia aparecido na capa do primeiro single deles - 'U23'. Quando Hugo estava fotografando a sessão para a capa do álbum, Peter ficou inquieto. 'Este é um grande disco para uma grande gravadora?', perguntou ele a Hugo. 'Sim', respondeu o fotógrafo. 'Então eu valho mais. Diga ao Bono que vou entrar em greve', retrucou Peter. Enquanto Bono negociava o pagamento extra por outra caixa de barras de chocolate Mars, Peter ficou completamente imóvel com as mãos atrás da cabeça, enquanto Hugo disparava a câmera. E assim a capa foi fotografada".
Em 1982, eu tinha 8 anos e, aparentemente, o U2 estava sem ideias para a capa do seu terceiro álbum. Não sei quem foi, mas algum gênio teve a ideia de me contratar novamente. Nessa época, Guggi trabalhava como meu empresário em tempo integral e principal negociador. Barras de chocolate Mars não eram mais aceitas como forma de pagamento. Só dinheiro vivo, por favor. Acredito que os integrantes do U2 ficaram surpresos ao saber que meu cachê diário havia aumentado dez vezes, mas eu estava no auge da minha carreira, então era uma situação de "pegar ou largar". O acordo foi fechado e começamos a trabalhar. 'WAR' acabaria por desbancar 'Thriller', do Michael Jackson, do primeiro lugar nas paradas do Reino Unido no ano seguinte, e me lembro de uma ou duas histórias da sessão de fotos.
Uma história engraçada que surgiu após o lançamento de 'War' foi o dia em que Michael Jackson fez uma enorme loja de discos em Nova York fechar as portas para que ele pudesse fazer compras com privacidade. Aparentemente, ele se encantou com um pôster promocional enorme do álbum, que, é claro, tinha o meu rostinho nele. Ele perguntou se podia ficar com o pôster, então eles prontamente o tiraram da parede e ele saiu da loja com ele enrolado debaixo do braço.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

U2 e diretores não identificaram publicamente os homens mascarados do videoclipe de "Silencio" como agentes do ICE


The Latin Times

A Cidade do México se tornou um cenário importante para os novos visuais do U2. Se vê homens mascarados com equipamentos táticos prendendo uma pessoa no vídeo recém-lançado de "Silencio", e imagens que evocam cenas de agentes de imigração mascarados realizando prisões nos Estados Unidos.
"Silencio" introduz imagens consideravelmente mais sombrias. Em uma sequência, vários homens vestidos com roupas táticas escuras estão sentados juntos dentro do que parece ser um bar ou casa de shows, enquanto a maioria esconde o rosto atrás de balaclavas pretas. Alguns usam coletes táticos e joelheiras, enquanto outro aparece com um uniforme policial mais convencional.
Vários dos homens são mostrados dominando uma pessoa, forçando-a ao chão e aparentemente arrastando-a ou carregando-a. Embora nada claramente visível na sequência identifique os homens como agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), nem o U2 nem os diretores do vídeo os identificaram publicamente como agentes do ICE.
A semelhança, no entanto, é difícil de ignorar em 2026, já que agentes federais de imigração mascarados com equipamentos táticos se tornaram uma imagem recorrente da repressão à imigração promovida pelo Governo Trump. Fotografias de operações de imigração deste ano mostram agentes mascarados detendo pessoas em frente a suas casas e em comunidades por todos os Estados Unidos.
Para o U2, esse paralelo tem um peso adicional porque a banda já comparou diretamente a aplicação das leis de imigração nos EUA este ano.
Em fevereiro, o U2 lançou o EP de seis faixas 'Days Of Ash', descrevendo-o como uma resposta imediata aos acontecimentos da época e inspirado por pessoas "lutando na linha de frente da liberdade".
A música de abertura, "American Obituary", homenageou Renée Good, a cidadã americana de 37 anos que foi morta a tiros por um agente do ICE em Minneapolis, em janeiro, em meio à campanha de imigração do governo. A canção fazia parte de uma coletânea que abordava a violência política e a agitação social ao redor do mundo.
Bono também contestou publicamente a caracterização de Good após sua morte e pediu uma investigação independente. O material de 'Days Of Ash' da banda abordava o ICE juntamente com conflitos e repressão política em outras partes do mundo. Esse histórico torna as figuras mascaradas em "Silencio" particularmente notáveis, mesmo que a banda não tenha afirmado que elas representam o ICE.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

U2 iguala um recorde na carreira com o terceiro novo sucesso da banda este ano nas paradas no Reino Unido


Forbes

"Silencio" do U2 chegou a diversas plataformas digitais no Reino Unido esta semana e se tornou um pequeno sucesso de vendas.
A canção estreia em duas paradas de vendas e garante à banda seu terceiro novo sucesso de 2026, igualando seu recorde anual na parada oficial de downloads de singles. 
O single do álbum 'Carnaval De Luz' estreia em 66º lugar na parada Official Singles Downloads e em 71º na parada  Official Singles Sales, onde se torna o vigésimo sucesso da carreira do U2. A banda agora iguala seus totais de 2006 e 2009 com três novas entradas nas paradas de downloads em um único ano.
Com essa estreia, o U2 alcança a marca de 20 aparições na parada Official Singles Sales, que lista as músicas mais vendidas de todos os estilos e formatos no Reino Unido. Isso inclui downloads digitais, bem como compras de músicas lançadas em CD e vinil, ambos itens que voltaram a ser populares como objetos de colecionador.
O U2 conquistou mais quatro posições na parada Official Singles Downloads, totalizando 24 vitórias. Essa parada se concentra exclusivamente em compras feitas em lojas de downloads como iTunes, Amazon e outras.
Analisando todas as aparições do U2 na parada oficial de singles, "Silencio" figura como um dos maiores sucessos da banda. Apenas cinco faixas alcançaram posições abaixo do 71º lugar, sua posição inicial. O novo single supera "Lights Of Home" por apenas uma posição.
"Silencio" se sai um pouco melhor na história do U2 na parada oficial de downloads de singles. A faixa é a décima primeira de pior posição entre as 24 aparições do grupo, ficando mais próxima do meio da tabela. Sua estreia em 66º lugar a coloca três posições abaixo do pico alcançado por "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight". "I Will Follow", outro sucesso do U2 com baixa posição nas paradas de downloads do outro lado do Atlântico, chegou ao 77º lugar.
"Silencio" garante ao U2 seu terceiro novo sucesso de 2026 na parada Official Singles Downloads. Isso faz deste ano um dos mais movimentados da história da banda no ranking.
2026 iguala agora 2006 e 2009 em termos do maior número de lançamentos que o U2 conseguiu em um único ano, considerando o total de downloads. Em cada um desses três anos, eles lançaram três faixas.
O mesmo grupo de músicas do U2 também estreou na parada Official Singles Sales em 2026, embora esse resultado não chegue a igualar o melhor desempenho da banda em termos de novos hits nessa parada tão concorrida. Este ano está empatado com 2023 como o segundo ano com mais estreias. O melhor ano do U2 em termos de estreias na parada Official Singles Sales continua sendo 2017, quando o grupo lançou cinco músicas na lista.
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