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quarta-feira, 22 de julho de 2026

The Edge: "Gosto do que Noel Gallagher, do Oasis, faz, é pura atitude, ele não tem medo de tocar alguns solos que beiram o brega"


The Edge - 1996

"Quando eu era mais jovem, queria ser o Rory Gallagher, porque ele era o guitarrista da Irlanda. Quando cheguei aos 16 ou 17 anos, era a vez de Tom Verlaine e Television, e eu adorava o que estava rolando no 'Horses' da Patti Smith – isso realmente me abriu os olhos.
John McGeogh, do Magazine, estava fazendo coisas muito interessantes. Stuart Adamson também. O primeiro álbum do Skids tinha alguns sons realmente novos.
Acho que simplesmente enjoei daquela coisa de blues rock branco; era um anátema para mim. Para mim, era só rock de pub, e toda aquela mentalidade parecia estúpida… no mau sentido. Rock and roll deveria ser um pouco estúpido, mas aquilo era… sei lá. Ser estúpido, mas não ser burro? É isso!
Sempre achei essa coisa de solo de guitarra de 15 minutos uma grande besteira. Eu me sentia atraído por pessoas que realmente tocavam as músicas. Mas é a coisa mais difícil – ter uma música realmente boa com um solo de guitarra interessante e único. Talvez um dia eu consiga.
Faz muito tempo que não surge um novo guitarrista que realmente me cative. É uma pena, porque por um tempo eu me senti muito mal por ser guitarrista. Com exceção de Neil Young, que continua incrível.
Para mim, é interessante que ele seja essencialmente um compositor e cantor que obviamente usa a guitarra de uma maneira diferente da maioria dos guitarristas 'tradicionais'. Também gosto de alguns dos jovens guitarristas ingleses.
Gosto do que Noel Gallagher, do Oasis, faz, é pura atitude, ele não tem medo de tocar alguns solos que beiram o brega. Mas não são. E não são, porque ele tem esse espírito. Muitos guitarristas têm tudo, menos isso!"

terça-feira, 21 de julho de 2026

'U2 Rattle And Hum', o aguardado filme de US$ 5 milhões - Parte III


Premiere Magazine - 1988

Ao final da turnê, em meados de dezembro, a perseverança de Phil Joanou havia rendido 150 horas de filmagens documentais (além do filme do show) que precisariam ser reduzidas para cerca de 30 minutos, para serem condensadas em torno das últimas doze ou treze músicas e comprimidas em um pacote de 95 a 105 minutos. Os destaques das filmagens diárias incluíam o U2 cantando com o New Voices Of Freedom, um coral gospel do Harlem; gravando no Sun Studio em Memphis; trabalhando com B.B. King; e fazendo um tour privado por Graceland.
Na segunda noite em Tempe, a paixão pertencia primeiro ao público e depois ao show. Joanou também estava com as mãos cheias — mobilizando doze câmeras, um helicóptero e uma equipe de 120 pessoas. Ele precisava de cobertura completa e imagens inspiradoras. Era a reta final, e o filme estava em jogo.
Joanou conseguia ver a ação em nove de seus dez monitores. O último se recusava a funcionar, exibindo em vez disso um episódio de 'Assassinato Por Escrito'. Mas ele ignora a tela, absorto na emoção de assistir a cada música, da gloriosa "Pride (In The Name Of Love)" ao sussurro de "Mothers Of The Disappeared". Joanou dá ordens aos berros, conduz as filmagens com um sussurro apaixonado, bate palmas e pés com alegria, e às vezes simplesmente contempla, boquiaberto, o que espera serem seus sonhos cinematográficos realizados.
"Lindo, lindo", ele exclama quando, durante "Helter Skelter", uma câmera enquadra perfeitamente Bono deitado nos trilhos do dolly. Joanou estende a mão e toca o monitor, como se pudesse se tornar um com o cinegrafista por puro desejo. "Esse cara é um gênio", diz ele sobre Bono. Seus dedos permanecem na tela por um instante, depois deslizam lentamente para baixo.
No saguão do Arizona Biltmore, antes de uma festa que durará quase até as 7 da manhã, quando o voo leva a banda de volta a Dublin, Joanou está como sempre, exuberante. Empolgado. "É uma mistura de 'Touro Indomável' com 'pocalipse Now'", ele tagarela. "A noite de hoje rivaliza com a segunda noite em Denver! A primeira noite foi como o nervosismo da final. Hoje eles entraram em campo como um leão solto!"
Depois de Tempe, Joanou retorna a Los Angeles e inicia a tarefa monumental de selecionar as músicas. Isolado diariamente em sua sala de edição na Amblin Entertainment de Spielberg, nos estúdios da Universal, ele corre contra o tempo para cumprir o próximo prazo e chegar ao lançamento em outubro (exceto nos EUA). A banda lhe disse: "Corte. Confiamos em você. Nos vemos em abril". Em fevereiro, ele já estava adiantado, com 21 músicas montadas a partir de 137.000 metros de filme de 35mm. Seu segredo: trabalhar com seis monitores simultaneamente, editando tudo em vídeo. Em março, pouco antes da cerimônia do Grammy, Joanou voa para Nova York e exibe duas horas e meia de músicas para a banda.
Depois, Bono conta: "Saí da sala e fui lá fora pensando: 'Esse cara trabalhou muito, é melhor eu não dizer nada'." Mas Joanou o seguiu e pediu sua opinião. "Então eu disse: 'Acho uma porcaria'." E Philip disse: "Ótimo, porque eu também acho que é uma porcaria aqui e ali; é isso que está te incomodando".
A queixa de Bono: algumas músicas simplesmente não soam bem. Por exemplo, "Where The Streets Have No Name". Embora o trecho seja do excelente segundo show em Tempe, Bono insiste que "falta mistério".
De volta a Los Angeles, Joanou revisa as filmagens da noite de estreia que havia descartado anteriormente e decide que as supostas falhas do show de abertura em Tempe, inesperadamente, jogam a favor da música. Ele rapidamente monta uma nova versão da canção com apenas 15 cortes, em vez dos 50 da original, aumentando o mistério. A banda aprova. "Essa é a arte de fazer filmes", diz Joanou filosoficamente. "Vá a um set de filmagem e você perceberá que tudo é fabricado. No final, o que importa é o que está dentro do frame".
No final de março, Joanou está em sua sala de edição apertada e úmida, analisando 76.225 metros de material documental em 16mm. Ele seleciona um rolo no projetor Steenbeck para exibir alguns momentos clássicos. Em uma sala de discos no porão de Graceland, a banda observa a coleção de estátuas de macacos de Elvis. "Tem uma vibe meio Michael Jackson", sussurra Bono para The Edge, seja por não saber que está sendo gravado ou por finalmente se livrar da consciência da câmera. Joanou bate na mesa e solta um uivo. "É a minha parte favorita das filmagens da turnê", diz ele. "Claro que provavelmente não entrará no filme final".

segunda-feira, 20 de julho de 2026

'U2 Rattle And Hum', o aguardado filme de US$ 5 milhões - Parte II


Premiere Magazine - 1988

Phil Joanou nunca esteve na lista de candidatos a diretor do U2. O jovem de 26 anos, formado pela escola de cinema da USC, tinha um currículo modesto, que incluía dois episódios de 'Histórias Maravilhosas', de Steven Spielberg, e o longa-metragem 'Te Pego Lá Fora'. Mas quando Joanou soube do projeto durante um jantar com um amigo em Los Angeles, ele voou por conta própria para Connecticut, onde a banda estava hospedada, para se apresentar. O U2 gostou dele imediatamente. "Ele entendia a música", diz The Edge. Joanou disse à banda que talvez não fosse a escolha perfeita: "Depois de conversarmos a noite toda, eu disse: 'Escutem, se eu fosse vocês, contrataria Martin Scorsese, Jonathan Demme ou George Miller. Vocês teriam um filme-concerto incrível'."
Os membros da banda haviam se reunido com outros diretores, incluindo Jonathan Demme, com quem queriam trabalhar. Mas, no fim das contas, estavam preocupados com a possibilidade de comparações desfavoráveis com o longa de Demme sobre o Talking Heads, 'Stop Making Sense'. Para surpresa de Joanou, o U2 o convidou para Dublin dois dias depois. "Sete dias depois de conhecê-los, eu já era o diretor do filme", diz ele.
Desde o início, nem Joanou nem os membros do U2 pareciam ter certeza de que tipo de filme fazer. Houve, no entanto, um consenso imediato de que a típica predileção dos documentários de rock por cenas em camarins, hotéis, aeroportos e entrevistas deveria ser evitada. Cenas com as famílias dos membros da banda foram proibidas, assim como qualquer filmagem na cidade natal do grupo, Dublin. E, surpreendentemente, Bono estava até mesmo receoso em relação ao material de shows: a maioria das filmagens ao vivo do U2 que ele tinha visto lhe pareciam "pornografia".
O plano de Joanou era compor o filme em três partes. Haveria filmagens em preto e branco em 33mm de dois shows em arenas de Denver; filmagens coloridas de dois shows ao ar livre em Tempe, com iluminação cinematográfica completa (e cara); e imagens documentais, filmadas em preto e branco com câmeras de 16mm portáteis, para que Joanou e o diretor de fotografia em preto e branco, Robert Brinkmann, pudessem acompanhar a banda em turnê sem perder a espontaneidade com a iluminação de cada situação. Mais filmagens seriam feitas durante a fase de looping e a gravação do álbum em Los Angeles, na primavera. A ideia era vaga, com pouca perspectiva, mas muita abrangência — algo comum para um filme com grandes ambições e sem roteiro. Joanou, ciente do processo evolutivo que dá origem à estrutura final, esperava secretamente que algo mais surgisse.
Convencer os membros da banda a permitirem que ele filmasse cenas de documentário, apesar de serem um exemplo de clichê, deu trabalho. Mas eles não queriam um filme de show convencional, então concordaram. "Depois de um tempo, quando nos conhecemos melhor, foi tipo, 'Ah, vamos lá, vamos para o bar e levar as câmeras'", diz Joanou. "Então eu tenho imagens da limusine. Tenho imagens dos bastidores". Ele sorri. "É divertido ver o U2 fazendo palhaçadas".
Só quando as câmeras pararam de filmar a música é que o grupo pediu a Joanou para desligá-las. "A única coisa que nos tranquilizou foi saber que era um filme do qual estávamos participando", acrescenta The Edge. "Ninguém ia pegar essas imagens e explorá-las de uma forma que nos envergonhasse".
"Estar em um palco é um lugar especial, um lugar à parte", diz Bono. "É onde eu mergulho em mim mesmo e trago à tona coisas. Muitas vezes é tudo confuso. Há luz e escuridão lá dentro. Há momentos no palco em que me perco completamente. Escrevo muito sobre violência e, quando estou cantando essas músicas, posso me deixar levar por isso. Ao longo dos anos — e não me orgulho disso —, joguei a bateria na plateia, incendiei a guitarra. Eu sabia que poderia fazer algo de que me arrependeria com o tempo, então precisava ter certeza de que haveria alguém filmando que fosse sensível a isso".
Em outras palavras, Joanou estava disposto a discutir a inclusão de uma sequência questionável em vez de bancar o autor ressentido. "Sim", diz Bono, "temos um acordo, não escrito, quase tácito: se realmente odiarmos algo e ele não conseguir nos convencer de que nossos motivos não condizem com o que a banda representa, então nós vencemos".
Mas Joanou frequentemente prevalecia. "O Philip é um filho da mãe esperto", continua Bono, rindo. "Ele fica dizendo o tempo todo: 'Ah, sabe, estou colaborando e fazendo o filme com vocês'. Mas, na verdade, não está. Ele está fazendo o filme que quer fazer, porque enquanto ele continuar encontrando bons motivos para fazer as coisas, ninguém pode dizer não. Não podemos simplesmente dar uma resposta do tipo: 'Não gostamos'. Ele está conseguindo o que quer".

sábado, 18 de julho de 2026

"Fireflies" é um novo single com U2 e Martin Garrix, e estreia ao vivo da canção tem The Edge no palco do Tomorrowland


Martin Garrix escreveu: "Fireflies com U2 em breve… estreia no Tomorrowland".
Um vídeo da canção sendo interpretada por ele e de The Edge no Tomorrowland, na Bélgica, com 90.000 pessoas presentes, está disponível. 
O single digital, com a versão de estúdio, será lançado em 24 de julho.
Bono está no vocal da canção "Fireflies".

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Vídeo: Street Of Dreams (Behind The Scenes)


"Foi incrível. Foi demais presenciar, nunca vi nada parecido... Muitas vezes, na produção de um filme, você tem um plano e ele não sai como o esperado, mas isso abre espaço para algo incrível acontecer..."
E, como mostra este vídeo exclusivo de bastidores, foi exatamente isso que aconteceu durante as filmagens do clipe de "Street Of Dreams".


Os diretores RJ Sanchez e Pasqual Gutierrez, da produtora Cliqua, explicam como começaram a trabalhar na visão da banda para as filmagens — um ônibus, um show ao vivo, um sonho — e então "essa tempestade surgiu do nada".
Muito respeito à enorme multidão de fãs mexicanos que aguentou o aguaceiro e aos donos do apartamento que emprestaram a varanda para a banda gravar as versões mais acústicas de "Vertigo" e "Desire" de todos os tempos.
"Esse é o problema dos sonhos", como explica Bono. "Você tem que torná-los realidade!"

Baixista do Metallica participa de um novo episódio de 'Don't Ask Me, I'm The Bass Player', de Adam Clayton, na U2 X-Radio


O baixista do Metallica, Robert Trujillo, participa de um novo episódio de 'Don't Ask Me, I'm The Bass Player', de Adam Clayton, na U2 X-Radio (canal 32).
Durante o episódio, Trujillo reflete sobre o que mais o surpreendeu após entrar para o Metallica em 2003, dizendo que a maior adaptação não foi aprender as músicas, mas sim se ajustar às exigências implacáveis da vida na banda.
"O Metallica foi um desafio porque tudo era mais intenso. A agenda de imprensa era mais intensa. Os shows duravam duas horas. Eu nunca tinha tocado tanto tempo no palco, sabe? Então, eles exigiam mais fisicamente. Aliás, eu tive tendinite nos joelhos no primeiro ano, e aí descobri a ioga e percebi que precisava treinar e contratar um preparador físico profissional. 
Todas essas coisas precisavam acontecer quando entrei para o Metallica, porque era uma situação de outro nível. E, sabe, até mesmo para tocar as músicas fisicamente, como eu disse, eu tive que desenvolver minha técnica de três dedos. Sabe, tenho certeza de que existem outros baixistas – sim, eles poderiam – cada um é diferente. Tem caras que conseguem tocar essas coisas com dois dedos ou com palheta ou o que for, mas eu sabia o que precisava fazer e tinha que fazer, então você encontra um jeito de fazer direito, de superar os desafios e de internalizar a técnica nos dedos, e foi muito disso que precisei fazer nos primeiros dois anos. Eu tinha muitas colas no palco porque nunca sabia o que íamos tocar. Nunca era assim: você perguntava para cada cara da banda qual seria o repertório, qual seria a setlist, sabe, se tocaríamos na semana seguinte ou algo assim, e cada um tinha uma visão diferente do que iríamos tocar. Eu não queria incomodá-los muito porque eles estavam concentrados no novo álbum e na turnê, e tinham muita coisa para fazer. Eles tinham famílias e eu não queria ser um peso, então eu tentava aprender tudo o melhor que podia e depois fazer as perguntas. Perguntava para o James: "Então, qual é aquela nota nessa música ou naquela?". E, sabe, às vezes o baixo estava um pouco baixo na mixagem, tipo em 'And Justice For All'. Cadê o baixo? Sabe? Então, naquela época, não existiam as partituras separadas como hoje em dia. 
Para ser sincero, eu nem sabia que podia pedir isso, então eu consultava livros de música. Na verdade, eu estava comprando um livro do Metallica para descobrir as notas de músicas específicas, assim eu não precisaria incomodar ninguém a menos que fosse realmente necessário. Basicamente, eu aprendia a música o melhor que conseguia e depois perguntava, sabe, quais eram as notas exatamente. Em certo ponto — e isso é importante — havia músicas que eu realmente queria tocar, mas que eles não tocavam há muito tempo, ou nunca, e eu queria tocar essas músicas. Então, comecei a aprendê-las antes deles e a memorizá-las, porque sabia que em algum momento eu ia perguntar se podíamos tocar aquela música, ou aquela, ou "Dyers Eve", que é uma música maluca, ou "The Frayed Ends Of Sanity", sabe? Músicas que não tinham sido tocadas, e aí, em algum momento, sim. 
Tivemos a oportunidade de tocar essas músicas e eu estava pronto para tocá-las porque tinha dois anos de vantagem em relação a elas, e isso porque nos dois primeiros anos foi muito difícil alcançar o nível dos outros e também aprender as músicas daquele álbum em que entrei, o St. Anger, que eles também não tinham tocado ao vivo, então deu muito trabalho".
Robert Trujillo sobre o equilíbrio entre as personalidades da banda e a realidade das turnês.
"Foi definitivamente uma reconstrução para eles e é incrível que eles tenham superado isso, se unido e que eu tenha podido fazer parte disso. Como você sabe, em qualquer banda, a parte de tocar é importante. Existem muitos músicos ótimos, mas as personalidades, como você equilibra essas personalidades e como vocês se entendem, isso é tudo. Isso é muito importante e às vezes eu não sei se os fãs entendem isso. Eles querem o que querem. Eu entendo, mas ao mesmo tempo, pessoas são pessoas. Há muita coisa envolvida entre família, emoções, vida pessoal e o que é preciso para ser uma banda e fazer turnês. Fazer turnês não é fácil em nenhum nível, e viajar também pode ser difícil, então há muita coisa nisso que não tem muito a ver com tocar seu instrumento. Quer dizer, obviamente isso é uma prioridade e é importante, mas existem outros lados disso que precisam ser compreendidos se você pretende estar em uma banda que vai durar 45 anos".
Robert Trujillo sobre o "sonho realizado" de tocar e compor com Ozzy Osbourne.
"Eu cresci tocando em uma banda de festa de quintal quando tinha uns 15 anos, e a gente tocava músicas do Black Sabbath e algumas do material solo do Ozzy. Obviamente, Geezer Butler tem um estilo de tocar muito único. Quando você mergulha na música do Black Sabbath ainda jovem e, de repente, está no palco com o Ozzy tocando "Iron Man", se movendo e curtindo juntos, é como um sonho realizado. Você está analisando as músicas e aprendendo as partes do Geezer, e aí, eventualmente, você se torna amigo do Geezer Butler e existe um respeito mútuo e tudo mais. É uma jornada linda. Às vezes eu penso: "Cara, isso é um sonho para mim". O equilíbrio dessa música é incrível porque tudo se resume ao groove. É um groove tão poderoso, e o baixo é dinâmico e cheio de alma. Ele dobra as notas de maneiras que têm uma posição única na música. Tudo parece uma improvisação livre, e há magia nisso. É como voltar a ser adolescente. Parece tão sincero, honesto e único, como se eles estivessem apenas se divertindo e quebrando regras, mas sem se esforçarem muito. Talvez Bill Ward estivesse tentando tocar swing e jazz, inspirado por Gene Krupa ou algo assim, e aí você tem o Geezer adicionando um pouco de James Jamerson também. Você sente isso em muitos dos solos que ele faz, e aí o Ozzy tem essa voz bluesy e cheia de alma, e obviamente o Tony. Quer dizer, a quinta diminuta, o timbre maligno. Ele tem um dedo — os dedos dele são assim — e eu fico pensando, ele não conseguiu alcançar a nota, então, de repente, você inventou o riff desse jeito. É uma história incrível de onde eles vieram e como isso se aplica também, mas sim. Para mim, ter essa experiência com o Ozzy e também poder trabalhar com ele novamente há três ou quatro anos foi como uma reconexão, eu acho que dá para dizer. É uma pena perder o Ozzy, mas me reconectar com ele foi realmente incrível para mim. Eu sempre quis compor e gravar com ele, o que consegui fazer há 30 anos. Foi algo parecido — talvez não exatamente 30 — mas foi diferente desta vez porque eu participei da composição de metade do álbum e ele finalmente recebeu algumas indicações e ganhou algumas há três ou quatro anos. Isso significou muito para ele. Acho que ter o prêmio de Melhor Álbum de Hard Rock e o Grammy por isso e coisas assim, então poder ajudar e fazer parte disso foi algo lindo para mim. Obviamente, tocar o show 'Back To The Beginning' do Metallica em Birmingham foi um momento muito especial para nós como banda. Pegar uma música e deixar nossa marca nela, que é o que o Metallica faz, foi ainda mais especial por termos nos apresentado naquele lugar. Muitas vezes sinto que estou vivendo um sonho porque posso trabalhar com meus ídolos, tocar e criar com eles, e sou muito grato por isso".

Em 'Close To The Edge', baterista do Metallica fala sobre tocar no Sphere após ter visto os shows do U2


O baterista do Metallica, Lars Ulrich, é o convidado mais recente de 'Close To The Edge', a série da SiriusXM apresentada por The Edge, na U2 X-Radio (canal 32).
No programa, The Edge conversa com músicos, artistas e pensadores criativos para explorar as ideias, os relacionamentos e as experiências que moldam seus trabalhos. Neste novo episódio, Lars reflete sobre as mais de quatro décadas de carreira do Metallica e explica por que as diferenças entre os membros da banda têm sido um de seus maiores trunfos.
Lars fala também sobre as apresentações do Metallica no The Sphere e a preparação para esses shows.
Lars Ulrich: "Conversamos sobre algo parecido com o Adam algumas semanas atrás, enquanto discutíamos sobre o Shpere e ouvíamos as ideias dele. Ele também mencionou as filmagens. E, sabe, quando terminarmos aqui em alguns dias, e tirarmos algumas semanas para relaxar, precisamos começar a pensar em escalar a montanha do Sphere e conquistá-la. E isso já está em desenvolvimento. Estamos trabalhando nisso há um ano, um ano e meio. E, certamente, muito obrigado a vocês. Sabe, eu estava lá na noite de estreia e fiquei simplesmente impressionado, inspirado, energizado, tudo. E foi tipo, 'Caramba, isso é uma outra fronteira'. Sabe, todos nós temos a sorte de poder fazer esses shows, de nos conectar com esse público, de brincar com a configuração e de reinventar o palco o tempo todo. Mas isso é outra coisa. É outro nível. E poder fazer isso aqui é muito emocionante. E, obviamente, vocês foram os primeiros a chegar, e foi incrível ver naquela noite. Então, nesse espírito, três anos depois, quando começarmos daqui a alguns meses, estamos muito animados e já ouvimos de algumas pessoas sobre as filmagens e tudo mais. Vai ser desafiador e, obviamente, acho que, como todos com quem conversei, é algo avassalador e intimidador. Mas espero que, quando subirmos ao palco naquela primeira noite, estejamos mais preparados. E, como vocês sabem, esse é um lugar onde talvez não cheguemos com frequência suficiente, porque temos a tendência de nos colocar em ambientes que controlamos e conhecemos completamente. Então, acho que É muito bom poder se surpreender dessa maneira".
The Edge: "E você e James, acho fascinante que vocês trabalhem juntos há tanto tempo. Vocês são tão próximos. Obviamente, se conhecem como a palma da mão, mas são tão diferentes. E qual é essa diferença crucial para o que define o Metallica?"
Lars Ulrich: "Gostaria de pensar que sim. Quer dizer, gostaria de pensar que, sabe, se você enfatizar o lado positivo disso, cada um de nós traz uma energia diferente, um foco diferente e, sei lá, talvez um conjunto de habilidades diferente, ou qualquer outra palavra que você queira usar. Obviamente, sem desmerecer o que Kirk e Robert trazem, mas somos todos diferentes. E certamente James e eu somos diferentes. Estamos nisso há 45 anos, é insano. Quarenta e cinco anos e nos conhecemos tão bem. Não exatamente, sabe, vocês estudaram na mesma escola e meio que cresceram no mesmo bairro e tudo mais. Obviamente, James e eu temos origens bem diferentes, eu da Dinamarca e ele do sul da Califórnia, etc., etc. Mas sim, gostaria de pensar que as diferenças que todos nós trazemos, as diferentes influências, inspirações e, sabe, a maneira como crescemos e nossas atitudes e abordagens são o que faz isso funcionar.
Quando nós quatro estamos tocando em uma sala mais ou menos do tamanho desta em que estou sentado, ou do tamanho dessas salas de afinação que usamos como nossos pequenos estúdios quando estamos na estrada, que são basicamente o terceiro camarim ou algo assim, sabe, o tamanho dessas salas. Quando nós quatro estamos lá tocando, nos conectando uns com os outros, ainda existe uma empolgação juvenil, quase infantil, de olhos arregalados, por nos conectarmos através da música. E quando realmente funciona, existe um espírito que eu acho que não mudou muito em 45 anos. Quando você começa a improvisar em cima de um riff, ou de um trecho, ou de um padrão, ou algo que começa a tomar forma, acontece uma experiência criativa. Ou tocar um pouco mais rápido? Será que deveríamos tentar uma tonalidade diferente? Que tal repetir essas notas em vez de, sabe..., e tudo começa a se conectar. Essa é a mesma empolgação de 40, 45 anos atrás. Isso não mudou, posso garantir. E eu acho que, sabe, nós quatro, obviamente, como eu disse antes, estamos na casa dos 60. Somos pais orgulhosos e acho que nos sentimos muito confortáveis em envelhecer, e compartilhamos com muita facilidade o lado bom e o ruim disso. Somos muito transparentes sobre os aspectos do envelhecimento e certas dificuldades que surgem com ele, e assim por diante, mas também certamente orgulhosos da experiência. Mas podemos regredir rapidamente àqueles garotos de 17, 18, 19 anos quando nós quatro estamos juntos com instrumentos e algo começa a acontecer. Toda a dimensão e tudo o que aquilo se tornou se dissipa no nada, e somos apenas nós quatro novamente, garotos de 17 anos naquela garagem no sul da Califórnia, e eventualmente no norte da Califórnia, que deu o pontapé inicial".

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Disco do U2 alcança o 6º lugar na lista oficial dos álbuns mais reproduzidos da década de 80


O disco 'The Joshua Tree', do U2, alcançou o 6º lugar na lista oficial dos álbuns mais reproduzidos da década de 80, segundo as paradas oficiais do Reino Unido.
Também figuraram na lista o álbum homônimo do The Stone Roses em 1º lugar, 'Bad' e 'Thriller', de Michael Jackson, em 2º e 3º, respectivamente, 'Back In Black', do AC/DC, em 4º e 'Appetite For Destruction', do Guns N' Roses, em 5º.
Produzido por Daniel Lanois e Brian Eno, 'The Joshua Tree' é o quinto álbum de estúdio da banda.
O disco foi lançado em 9 de março de 1987 e estreou em 1º lugar na parada de álbuns do Reino Unido, tornando-se o álbum mais vendido da história britânica na época.
Também alcançou o 1º lugar nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha Ocidental, Austrália e Holanda.
Gravado nos estúdios Danesmoate House e Windmill Lane, em Dublin, o álbum 'The Joshua Tree' recebeu a certificação de Diamante, a mais alta da Recording Industry Association Of America (RIAA), com 10 milhões de cópias vendidas.
Após a primeira parte da turnê do álbum na América do Norte, o U2 retornou ao Croke Park, em Dublin, em 27 de junho de 1987, para um show monumental para um público de 57.000 pessoas, com bandas de abertura como The Pogues, The Dubliners, Lou Reed e Light A Big Fire. Em seguida, a banda se apresentou pela segunda noite consecutiva no mesmo local.
O grupo também ganhou um Grammy de Melhor Performance de Rock por um Grupo ou Dupla por 'The Joshua Tree'.
"O álbum 'The Joshua Tree' resgata o rock de sua decadência, corajosamente e sem pudor se firmando no mainstream antes de alçar voo, de forma muito inteligente, para diversas dimensões superiores", escreveu Bill Graham, da Hot Press, sobre o álbum em 1987. "O U2 não pode mais ser tratado com condescendência e elogios superficiais. Eles devem ser levados muito a sério após essa reavaliação do rock".

quarta-feira, 15 de julho de 2026

U2 conquista sua segunda faixa no Clube dos Bilhões do Spotify


"I Still Haven't Found What I'm Looking For" é a segunda música do U2 a atingir um bilhão de reproduções no Spotify. O feito foi alcançado quando a canção atingiu 1.000.124.326 reproduções até o final da noite de ontem, juntando-se a "With Or Without You", que alcançou a marca em março de 2024. Ambas as músicas foram o segundo e o primeiro single, respectivamente, do álbum inovador do grupo, 'The Joshua Tree', de 1987.
"I Still Haven’t Found What I'm Looking For" é a segunda música da banda mais reproduzida globalmente na plataforma, atrás apenas de “With Or With You”, que alcançou 1,476 bilhão de reproduções até o momento.
Após seu lançamento, "I Still Haven't Found What I'm Looking For" tornou-se um sucesso estrondoso, combinando rock com gospel americano de forma impecável. Alcançou o primeiro lugar na parada Billboard Hot 100 dos EUA, onde permaneceu por duas semanas em agosto de 1987. A canção ficou na parada por um total de 17 semanas. Também alcançou o primeiro lugar na parada de singles da Irlanda, o sexto lugar na parada de singles do Reino Unido e na parada RPM do Canadá. Além disso, chegou ao segundo lugar nas paradas da Nova Zelândia.
No ano seguinte, a faixa ganhou nova vida em seu álbum seguinte, 'Rattle And Hum', que misturava gravações ao vivo e em estúdio, e incluía uma poderosa versão ao vivo gravada no Harlem com o coral gospel The New Voices Of Freedom durante a The Joshua Tree Tour.

terça-feira, 14 de julho de 2026

'U2 Rattle And Hum', o aguardado filme de US$ 5 milhões - Parte I


Premiere Magazine - Novembro de 1988

Contra um fundo vermelho-sangue, quatro figuras em silhuetas entram no palco ao som estrondoso de um órgão pré-gravado. Fumaça de gelo seco se espalha e faíscas crepitam em caixas de luz. Quando um riff de guitarra familiar corta audaciosamente a névoa, Paul "Bono" Hewson, vocalista do U2, abre caminho entre a equipe de filmagem que se apressa e se aproxima solenemente do microfone. Ele está vestido de preto, do chapéu de cowboy às botas. A bateria atinge o clímax. Refletores explodem em um branco ofuscante. Bono encara o estádio e acena enquanto "Where The Streets Have No Name" começa a tocar atrás dele. Ele começa a cantar: "I want to run, I want to hi—"
"Ok, corta… corta!" grita o diretor Phil Joanou. "Vamos fazer de novo".
É meados de dezembro de 1987 no Sun Devil Stadium em Tempe, Arizona, onde os dois últimos shows para o longa-metragem 'U2 Rattle And Hum' serão filmados. O aguardado filme de US$ 5 milhões, com estreia prevista para este mês pela Paramount Pictures, utilizará imagens de bastidores e do palco para documentar um ano marcante na evolução do supergrupo de rock e sua consciência social — tudo isso mantendo o foco na música. Com predecessores ambiciosos como 'Gimme Shelter', 'The Last Waltz' e 'Stop Making Sense' como modelos, o U2 e Phil Joanou insistem que encontrarão um caminho, ainda que à sua maneira.
Nesta noite no deserto, porém, entre tempestades, tudo ficou em segundo plano diante do cansaço. O primeiro show ainda está a 24 horas de distância, mas todos estão exaustos porque Joanou ainda não terminou de filmar uma versão encenada da abertura do show, a única simulação que a banda permitiu em três meses de filmagens. Para reanimar a energia em declínio, a banda recorre ao humor: Bono canta trechos de "Dear Prudence", e o guitarrista do U2, Dave "The Edge" Evans, toca a introdução de "Stairway To Heaven". Bono já havia sugerido, durante um intervalo, que "gostaria que o filme acabasse logo, com certeza".
Após alguns takes, Bono se mostra irônico e seco. "Escuta, Philip", diz ele para Joanou. "Como Bono interpretaria isso, cara? Quer dizer, qual é a minha motivação?"
Ele está falando de uma cena, mas Bono poderia estar se referindo ao próprio filme. Há o motivo óbvio para fazer 'Rattle And Hum': o cinema, e não um vídeo de longa duração, é considerado o formato mais apropriado para a imensa popularidade do U2 e sua imagem tão preocupada com a própria imagem. Para críticos e público, o quarteto irlandês se destaca como a banda de rock 'n' roll mais importante dos anos 80. Canções como "Sunday Bloody Sunday", "Gloria" e "Pride (In The Name of Love)" abordaram temas religiosos e políticos, e a mistura musical do grupo, que combina o rock de arena americano com a atmosfera europeia, conquistou para o U2 uma legião de fãs com uma devoção quase inigualável. E, dada a natureza efêmera do estrelato e a constante transformação da música do U2, 'Rattle And Hum' pretende capturar uma fase da carreira em um álbum que evoca memórias cinematográficas. "É egoísta nesse sentido", disse Bono em uma entrevista no final de maio deste ano, quando a banda estava em Los Angeles para trabalhar no álbum que acompanha o filme. "Há vaidade envolvida nisso. Estamos nos reinventando. Não sabemos em que vamos nos transformar".
Há também um pouco daquela mentalidade de "escalar o Monte Everest só porque ele está lá". Depois que o álbum 'The Joshua Tree' vendeu 14 milhões de cópias no mundo todo e a turnê americana de 1987 arrecadou US$ 35 milhões, o U2 pode se dar ao luxo de ignorar os executivos de estúdio, que inicialmente se opuseram ao custo do projeto, e financiar 'Rattle And Hum' por conta própria.
Para ser bem-sucedido, o filme precisa atrair um público além dos fãs mais fervorosos do U2. E embora Bono declare lealdade apenas aos fãs mais fiéis da banda, ele confessa ter interesse naqueles "que sentem que o U2, ao se apresentar em grandes arenas e estádios, perdeu algo. Sabe, esse tipo de pessoa. Eu era um deles. Gostaria de atingi-los. Os cínicos, os insensíveis".
"A chave para um filme-concerto de sucesso, além de quem está nele, é a experiência de assisti-lo", diz Stephanie Bennett, produtora de 'Chuck Berry: Hail! Hail! Rock 'n' Roll'. "É a antítese de uma arena. As pessoas mandam você calar a boca". "O maior desafio do filme", diz Joanou, "é fazer algo que fosse ao vivo e que transmitisse a sensação de estar ao vivo no cinema". Ele sabe que a responsabilidade é grande. "A pressão está sobre mim para entregar um bom filme", afirma. Ele sabe que, se o filme fracassar, os fãs do U2 não culparão a banda. "Eles culparão o cara que não conhecem. Eu".
"Eles acham que estão filmando um filme!", anuncia o promotor de shows Barry Fey para a impaciente plateia na noite de estreia em Tempe. "Estamos aqui para um show de rock 'n' roll!".
A multidão concorda ruidosamente. Sessenta mil adoradores do U2 estão prontos para serem arrebatados. Finalmente, as luzes se apagam e uma cena familiar se repete. Só que desta vez, "Where The Streets Have No Name" flui suavemente do início ao fim.
Mas no palco, a banda parece inibida pelas concessões à equipe de filmagem. Durante "With Or Without You", as câmeras convergem para Bono, cortando seu contato com a plateia. Em "Sunday Bloody Sunday", o guindaste Louma paira atrás de seu ombro com toda a graça de um brontossauro. Mais tarde, Bono muda a ordem das músicas no setlist, mas Joanou não consegue acomodar as mudanças, já que os operadores de câmera estão com os microfones ligados e ninguém consegue ouvi-lo.
Depois que Bono encerra com "Boa noite e que Deus te abençoe, e lembre-se, da próxima vez que estiver em Dublin, pergunte por mim", fica claro que a declaração de Fey acabou sendo ironicamente profética, abordando diretamente o conflito fundamental da noite e de todo o filme: as necessidades do filme versus as necessidades da atuação.
Durante uma entrevista de bastidores — também filmada para a parte documental do filme — Joanou descreve os problemas enfrentados por sua equipe vestida de preto. Entre muitas queixas, ele menciona o péssimo sistema de comunicação ("Amanhã à noite, se for preciso, estarei lá com cartões de memorização") e a direção de câmera sem inspiração. "Em um momento, eu tinha seis planos médios do Bono e não conseguia cortar para nada além do helicóptero", diz ele, resmungando. "Vamos lá, pessoal… Não conseguimos hoje. Repito: Não conseguimos. Talvez três músicas".

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Diretor Phil Joanou fala sobre o material que trabalhou para o U2 para o 40º aniversário do filme 'Rattle And Hum'


Sabe-se que o U2 concluiu a digitalização de todas as filmagens brutas do filme-concerto 'Rattle And Hum' de 1988, em resolução 4K.
Phil Joanou, o diretor, já revelou: "A Paramount inicialmente comprou 'Rattle And Hum' e manteve os direitos por cerca de 20 anos ou algo assim. Depois disso, todos os direitos do filme foram revertidos para a banda. Então eles possuem tudo associado com 'Rattle And Hum', eles apenas não decidiram ainda o que querem fazer com isso. Espero que, em algum momento, tudo o que filmamos durante a turnê seja disponibilizado. Parece haver muito desejo do público por isso".
Phil Joanou depois deu uma nova atualização: "Uma versão 4K de 'Rattle And Hum' com um mix Atmos está em andamento! Dedos cruzados sobre algumas notícias de 'Rattle And Hum' em um futuro não muito distante!"
Agora, Phil Joanou diz: "Está pronto. 4K Dolby Atmos do filme original. Denver, preto e branco, show completo. Tempe, colorido, show completo, versão do diretor. E um documentário em 7 partes. Só aguardando a aprovação da banda. Provavelmente será lançado no ano que vem, para o 40º aniversário da turnê/filmagem. Eu dirigi e editei 'Rattle And Hum' - todas as filmagens da The Joshua Tree Tour".
No ano passado, com o título 'U2 - 19&20/12/1987 Sun Devil Stadium, Tempe (35mm Master Source HD)', um vídeo foi compartilhado trazendo imagens em alta definição de uma digitalização da fita master original de 35 mm das gravações dos shows do U2 dos dias 19 e 20 de Dezembro de 1987 realizados no Sun Devil Stadium em Tempe no Arizona, durante a terceira etapa da 'The Joshua Tree Tour', registrados para 'Rattle And Hum'.
Era uma versão inacabada, com vídeos e áudios ainda sendo editados.
O diretor Phil Joanou alegou que o vídeo foi roubado de seus arquivos, e pediu a remoção quando a cópia apareceu no YouTube.
Mas não foi um roubo, como ele alegou. O próprio Phil Joanou fez um upload do vídeo em sua conta no Vimeo, mas deixou a visualização pública, em vez de privada. 
O vídeo foi publicado no YouTube um mês depois, após ser divulgado em um site chinês.

sábado, 11 de julho de 2026

Rolling Stone colocou favorita dos fãs do U2 em lista As 200 Melhores Músicas Dos Anos 80


No ano de 2023, a Rolling Stone escreveu: "Os anos 80 são uma das eras mais estranhas da história da música. Uma década de excessos. E também a década do INXS. Cabelos volumosos, baterias potentes, ombreiras enormes. Sem falar das estrelas gigantescas: Prince, Madonna, Michael Jackson, Bruce Springsteen, Janet Jackson, Sade, Cher. Novos sons e batidas explodem por toda parte. O hip-hop se torna a voz da juventude americana. O glam metal agita a Sunset Strip. O synth-pop new romantic invade a MTV. "Thriller" se torna o maior sucesso da história. A música fica mais alta, mais louca, mais caótica. Sabe onde você está? Nos anos 80, meu bem.
Então vamos lá: As 200 Melhores Músicas Dos Anos 80, a década mais insana da música. Os hits, as faixas menos conhecidas, as favoritas dos fãs. Uma coletânea de clássicos do pop, rock, rap, divas do soul, new wave, hits da disco, country, punk, hinos das pistas de dança, artistas de ritmo suave e sucessos estrondosos do karaokê. Há lendas de todos os tempos e artistas de um único hit. Há novas vozes rebeldes que surgiram do nada. Há breguice. Há sensualidade. 
Algumas dessas músicas dos anos 80 continuam famosas no mundo todo. Você as ouve em casamentos, festas, clubes, karaokês. Outras fazem as pessoas correrem e gritarem de terror. Muitas são músicas que você se lembra. Algumas você tenta desesperadamente esquecer. Mas cada uma é uma música brilhante, e cada uma faz parte do insolúvel Cubo de Rubik que é o pop da década de 80.
Então, bem-vindos aos anos 80. Coloque esta fita cassete no aparelho de som, aumente o volume e aperte o play. Aumente o volume. Aumente bastante".

41
U2, "Bad (Live)"
1985

Muito se tem falado sobre a próxima música. Talvez, talvez até demais. Mas o U2 teve uma das décadas mais loucas que qualquer estrela do rock já viveu, em sua estranha jornada de "garotos cabeludos de Dublin cantando sobre Jesus em latim" para "toque blues, Edge". Eles nunca alcançaram um nível tão alto quanto em "Bad", a épica versão ao vivo de oito minutos do álbum 'Wide Awake In America'. (A fraca versão rascunho de estúdio nem é considerada canônica). Desespero, isolamento, desolação — mas um final esperançoso, se você quiser interpretá-lo dessa forma, especialmente no apelo de Bono para "Come on down", que se traduz como "Joy Division roubou essa música de David Bowie, nós vamos roubá-la de volta". Esta é uma canção rebelde, e transformou todos os outros no Live Aid em meros detalhes (sim, incluindo o Queen, desculpem).

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Seria "Street Of Dreams" do U2 uma junção de pelo menos duas músicas diferentes criadas durante as gravações do novo álbum?


O single "Street Of Dreams" do U2 dividiu opiniões. Enquanto alguns fãs elogiam sua "introdução gradual, refrão grandioso, digno de estádio", com outros apontando que é algo genérico e seguro típico da banda, outros concordam com a crítica de que é "chata" e um pouco sem graça e boba, considerando os "versos desconexos, produção excessiva de Jacknife Lee e ausência daquela aura épica e emblemática das eras anteriores".
Referente aos "versos desconexos", como já aconteceu em outras canções do U2, "Street Of Dreams" parece ser uma junção de pelo menos duas músicas diferentes criadas durante as gravações do novo álbum, ou anterior à estas sessões.
O verso que abre e fecha "Street Of Dreams", soa diferente do restante da canção, e pode ser de uma composição diferente.

God hear me shout
Lend your ear to my prayer
When I'm far from anywhere
Down to my last breath of air

Outra coisa desconexa apontada pelos fãs, é a foto da capa do single de "Street Of Dreams" não combinar com o visual utilizado pela banda no videoclipe da faixa gravado no México.

U2 lança Lyric Video de "Street Of Dreams"


O U2 lançou um Lyric Video de "Street Of Dreams", projeto criativo da F That Digital Creative Agency. Eles colaboraram antes com a equipe do U2 na produção de vídeos com letras para os EPs 'Days Of Ash' e 'Easter Lily'.
O vídeo traz imagens de diversas cidades da América Latina, incluindo o sambódromo em São Paulo ou Rio De Janeiro.
O áudio deste Lyric Video é uma versão mais curta da música.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Fotógrafa holandesa Viviane Sassen trabalhou com o U2 para esta nova fase da banda


Em fevereiro de 2026, o U2 lançou de surpresa um EP de seis músicas inéditas intitulado 'Days Of Ash'. O EP foi produzido por Jacknife Lee.
O lançamento do EP foi acompanhado por uma nova edição da Revista Propaganda.
A capa do EP mostra o U2 e é possível ver os desenhos de Jean Cocteau no interior da Capela de São Pedro em Villefranche-sur-Mer, no sul da França. As paredes da capela foram pintadas por Cocteau em 1957. A capa foi criada por Shaughn McGrath, artista gráfico de longa data do U2, e fotografada por Viviane Sassen.


O EP 'Easter Lily' com mais seis músicas inéditas do U2 veio em abril, e também foi acompanhado por uma nova edição da revista Propaganda. Esta edição utilizou imagens adicionais da sessão de fotos do U2 feita por Viviane Sassen.


Esta semana o U2 lançou, "Street Of Dreams", o primeiro single do próximo álbum de estúdio da banda, ainda sem título divulgado. E a imagem da capa do single, trazendo os membros do U2 saindo do mar, também é de Viviane Sassen.
Viviane Sassen, nascida em 1972, é uma renomada artista e fotógrafa holandesa baseada em Amsterdã.


Ela é mundialmente famosa por transitar entre as belas artes e a fotografia de moda, destacando-se pelo uso surrealista de sombras marcadas, cores saturadas e corpos humanos geometrizados.
Sassen passou parte de sua infância no Quênia, uma experiência que moldou profundamente sua identidade visual e continua sendo uma de suas maiores inspirações artísticas. Ela estudou design de moda e fotografia na Hogeschool voor de Kunsten (HKU) e na Ateliers Arnhem, ambas na Holanda.
No mundo da moda, Sassen já criou campanhas premiadas para grandes marcas como Stella McCartney, Miu Miu e Louis Vuitton. Seu portfólio de belas artes inclui exposições de grande porte em museus internacionais, como o Foam Amsterdam e o Nederlands Fotomuseum.
Vale lembrar que outro fotógrafo e cineasta também da Holanda, Anton Corbijn, é um dos colaboradores visuais mais importantes do U2. Responsável por moldar a estética da banda, ele criou capas de álbuns icônicas, como 'The Joshua Tree', e dirigiu videoclipes clássicos como "Electrical Storm" e a versão de Berlim para "One".
A parceria começou em 1982 e redefiniu a imagem do grupo. Enquanto os músicos costumavam ser retratados de forma inatingível e heroica, Corbijn introduziu um estilo focado no preto e branco, destacando a expressividade, a humanidade e até as imperfeições dos artistas. Ele também influenciou a escolha de locações para o U2, como a sessão secreta que organizou em Lisboa para o álbum 'How To Dismantle An Atomic Bomb'.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

David Beckham e U2 se unem à instituição de caridade Street Child United para um curta-metragem chamado 'Street Of Dreams'


O U2 escreve: "Tivemos a oportunidade de assistir à Copa do Mundo Street Child de 2026 na Cidade do México, em maio, e saímos de lá com muito mais do que esperávamos. Como orgulhosos apoiadores da Street Child United, foi um privilégio estar lá pessoalmente — assistir a um ótimo futebol, absorver a atmosfera e testemunhar esses jovens atletas extraordinários lembrando a todos como o talento se manifesta quando se recusa a aceitar um não como resposta.
Como Larry disse, a Street Child United é "uma pequena ONG, mas muito importante para crianças com tanto talento, mas sem acesso a recursos". Felizmente, a Street Child United está mudando isso. A Street Child United dá a esses jovens um palco, uma voz e a chance de serem celebrados por quem são, em vez de serem definidos pelas circunstâncias em que nasceram. Isso é algo que temos orgulho de apoiar.
O Bank Of America tem sido um grande apoiador da RED, levando medicamentos contra a AIDS para pessoas que, de outra forma, não os receberiam… um grande agradecimento a eles por ajudarem a tornar essa história possível e por seu compromisso em usar o esporte para unir comunidades e criar oportunidades. É uma honra para nós que "Street Of Dreams" tenha podido desempenhar um pequeno papel na narrativa de uma história muito maior".

'Street Of Dreams' é um curta-metragem dirigido por King She e produzido pela Somesuch, que acompanha a história de uma jovem cuja vida foi virada de cabeça para baixo após se tornar sem-teto, mas que se recusa a desistir do sonho de jogar futebol. 
O filme traz a nova música do U2, "Street Of Dreams", e, além da estreante Nevaeh Derricks, conta com a participação de Beckham, que por acaso é o embaixador global de esportes do Bank Of America, patrocinador do filme. O U2 também aparece no final.
De acordo com a descrição: "Depois que sua vida é interrompida, Calle é vista se apegando ao futebol como uma fonte de propósito e possibilidade. Enquanto ela navega pela incerteza e pela auto-dúvida, ela é guiada por Sir David Beckham, que aparece como uma personificação de sua voz interior, um guardião que só ela pode ver. Ele é um poderoso símbolo de crença e oportunidade, estando ao lado dela e aparecendo quando importa".
Enquanto o curta-metragem completo, com 4 minutos de duração, está disponível para o público, uma versão condensada de 30 segundos será veiculada estrategicamente durante a cobertura da Copa Do Mundo, incluindo as semifinais e a aguardada final, a partir de 13 de Julho.

"Street Of Dreams" dividiu opiniões, e a qualidade do primeiro single de um álbum do U2 nem sempre corresponde à qualidade do álbum como um todo


O single "Street Of Dreams" do U2 dividiu opiniões. Enquanto alguns fãs elogiam sua "introdução gradual, refrão grandioso, digno de estádio", com outros apontando que é algo genérico e seguro típico da banda, outros concordam com a crítica de que é "chata" e um pouco sem graça e boba, considerando os "versos desconexos, produção excessiva de Jacknife Lee e ausência daquela aura épica e emblemática das eras anteriores".
Muitos fãs dizem que é mais uma faixa que dilui a energia rock and roll natural da banda e se decepcionaram com o lançamento, novamente comparando a música atual do U2 com as feitas pelo Coldplay. 
Faixa considerada muito branda, sem inspiração e dependente de letras vagas e clichês, em vez da pegada rock que esperavam.
Os críticos apontaram que os temas líricos de Bono (como "não desista e seus sonhos não desistirão de você") se aproximam perigosamente de clichês de autoajuda.
Muitos fãs expressaram abertamente sua decepção e apontam que preferiram os EPs surpresa recentes do U2, 'Days Of Ash' e 'Easter Lily', que dizem trazer um material moderno mais forte e interessante.
Muitos esperavam uma faixa mais pesada e visceral para inaugurar esta nova era, especialmente após as falas de Bono sobre um álbum de rock barulhento e caótico, com sonoridade estilo até "AC/DC".
Muitos críticos e fãs apontaram que o U2 frequentemente usa uma faixa polida e radiofônica, no estilo "dad rock", para o lançamento de seus álbuns, como os singles "Get On Your Boots" e "You're The Best Thing About Me".


A Rolling Stone escreveu:

"O U2 lançou "Street Of Dreams", o primeiro single de seu próximo álbum de estúdio, com lançamento previsto para o final deste ano. Os fãs esperaram muito tempo por este momento: o último LP da banda, 'Songs Of Experience', foi lançado há quase nove anos. Este é, de longe, o maior intervalo entre álbuns de estúdio da banda.
A qualidade do primeiro single de um álbum do U2 nem sempre corresponde à qualidade do álbum como um todo. Em muitos casos, a diferença é gritante. Isso certamente se aplica a 'No Line On The Horizon', de 2009, que marcou o retorno da dupla dinâmica Brian Eno e Daniel Lanois, responsáveis por 'The Joshua Tree' e 'Achtung Baby'. 
Eles erraram feio ao lançar "Get On Your Boots" como primeiro single. A música tem seus riffs marcantes, mas não é tão memorável. Este era um álbum ousado e experimental. Não havia motivo para esconder isso. Teria sido mais inteligente lançar "Moment Of Surrender" primeiro e guardar "Get On Your Boots" para um lado B — ou até mesmo para a sala de edição.
A polêmica em torno do lançamento de 'Songs Of Innocence', baixado para o iPhone de todo mundo no planeta e que figurou no topo da nossa lista das piores decisões da história da música, recebeu tanta atenção que as músicas em si raramente foram discutidas.
Embora 'Songs Of Innocence' esteja longe de ser uma obra-prima, não existe álbum ruim do U2. "The Miracle (Of Joey Ramone)" é a faixa de abertura do álbum. Se você não a ouve há muito tempo, dê uma segunda ouvida. Provavelmente ainda está em algum lugar no seu celular.
O álbum 'October' começa com "Gloria", e não há dúvidas de que essa deveria ter sido o primeiro single. Em vez disso, em parte por ser a única música disponível no momento, optaram pela sem inspiração e insípida "Fire". A banda percebeu isso rapidamente, já que não a toca ao vivo desde fevereiro de 1983. ""Fire" não era uma música muito boa", disse Bono em 2006. "Eu sempre tive fé de que conseguiríamos improvisar, mas às vezes não conseguíamos, e esse foi um exemplo disso".
"A Day Without Me" é uma música descartável. "I Will Follow" foi o primeiro single óbvio. Ela permanece no repertório ao vivo até hoje. Eles não tocam "A Day Without Me" desde 1985. Apenas os fãs mais fervorosos sabem que foi o primeiro single de 'Boy'.
"You're The Best Thing About Me" foi lançada como o primeiro single do álbum 'Songs Of Experience'. Havia pouco interesse do público por um novo álbum do U2 em 2017, e a canção recebeu pouca atenção". 

terça-feira, 7 de julho de 2026

O videoclipe de "Street Of Dreams", o novo single do U2


"Street Of Dreams", o primeiro single do próximo álbum de estúdio do U2 ainda sem título anunciado, já está disponível.

 

O novo álbum de estúdio da banda será o primeiro em 9 anos e tem previsão de lançamento para o final deste ano.
O videoclipe de "Street Of Dreams" foi gravado na Cidade do México em maio.
As filmagens perto da Plaza Santo Domingo atraíram uma multidão de fãs, apesar do mau tempo, com trovões e chuva causando inesperadamente a queda de um gerador e uma família local acolhendo os quatro membros da banda em seu apartamento para filmar na varanda.
Em sua visita à Cidade do México, a banda também compareceu à final do Torneio Mundial de Crianças de Rua de 2026 no Parque Ecológico Lago de Texcoco.
Produzido por Jacknife Lee, "Street Of Dreams" apresenta o som inconfundível do U2,, que em setembro celebrarão 50 anos desde a formação da banda, após Larry ter afixado um bilhete escrito à mão com os dizeres "Baterista procura músicos para formar banda" no mural da escola Mount Temple Comprehensive, em Dublin.


God hear me shout
Lend your ear to my prayer
When I'm far from anywhere
Down to my last breath of air

God hear me shout
Lend your ear to my prayer
When I'm far from anywhere
Down to my last breath of air

La calle, calle de los sueños
All the doors are open on the street of dreams
La calle, calle de los sueños
Broken are the chosen on the street of dreams

Be here
Be free
Be yourself
And then free me

Your fate?
(Gonna fight it)
Your trust?
(Won't be denied)
This bus?
(Gonna ride it)
To the street of dreams

La calle, calle de los sueños
Justice, an obsession on the street of dreams
La calle, calle de los sueños
Love in a procession down the street of dreams

Break out
Break through
Break in
Your dream needs you

Your life?
(Gonna find you)
Your fear?
(Not gonna blind you)
Random angels?
(Gonna guide you)
To the street of dreams

La calle, calle de los sueños
All the doors are open on the street of dreams
La calle, calle de los sueños
Broken are the chosen on the street of dreams

Don't you give up on your dream for the many not just the few
Don't you give up and your dreams won't give up on you

La calle, calle de los sueños
Justice an obsession on the street of dreams
La calle, calle de los sueños
Love in a procession down the street of dreams

God hear me shout
Lend your ear to my prayer
When I'm far from anywhere
Down to my last breath of air

Ex-executivos do U2 lançam nova empresa de música


Uma nova força emerge no panorama musical britânico, prometendo um sopro de ar fresco para artistas que se sentem negligenciados pelas gigantes do setor. Breaking Wave Group (BWG), empreendimento ousado, reúne um quinteto de veteranos da indústria fonográfica, cujas carreiras moldaram o sucesso de ícones globais como o U2.
A proposta é clara: criar uma "potência musical boutique e sob medida", onde a arte encontra a estratégia, e o artista é, de fato, a prioridade.
A intenção do BWG não é apenas competir, mas oferecer uma alternativa robusta ao modelo tradicional das grandes gravadoras, que frequentemente sobrecarregam seus elencos e, por vezes, perdem a conexão com as necessidades individuais de seus talentos, como destaca a empresa: "O lançamento representa um retorno à expertise e experiência arduamente conquistadas de uma era de ouro do sucesso fonográfico britânico, oferecendo aos artistas o tempo e a atenção que eles merecem".
No comando criativo, Marc Marot, cujo nome é intrinsecamente ligado à carreira do U2, a quem ele assessorou por 18 anos. Durante sua gestão na Island Records, Marot foi o responsável por trazer nomes de peso como Tricky, Pulp, PJ Harvey e The Cranberries. Sua trajetória inclui ainda o gerenciamento de artistas diversos, desde Paul Oakenfold a Yusuf Islam (Cat Stevens), e um papel fundamental no sucesso de Jessie J e Becky Hill pela Crown Talent.
Nick Stewart, o presidente do grupo, é o visionário que contratou o U2 para a Island Records, além de ter trabalhado com ícones como Grace Jones, Blondie e Elton John.
O Breaking Wave Group não é apenas uma gravadora; é um ecossistema musical completo. Com quatro pilares de atuação - gravadora, publicação musical (via acordos personalizados), gerenciamento de artistas e projetos especiais (que incluem mídia cruzada e geração de IP) -, o BWG busca uma abordagem holística para o desenvolvimento de seus talentos. Marc Marot resume a trajetória dos executivos da BWG: "Nossas carreiras foram dedicadas aos artistas, colocando-os em primeiro lugar e ajudando a apresentar sua criatividade ao mundo, e é disso que se trata o BWG".
Para escalar suas ambições globais, o BWG garantiu acordos de distribuição estratégicos com a PIAS e a Virgin Music Group (ambos parte do Universal Music Group). "Manteremos deliberadamente o elenco pequeno para que possamos dedicar tempo ao desenvolvimento real"
Nick Stewart reforça essa visão, descrevendo a BWG como um "porto seguro" em meio à "pobreza de tempo" que assola a indústria moderna, onde algoritmos frequentemente substituem o olfato de um A&R e artistas são contratados e dispensados em uma espiral de rapidez. "Ao manter deliberadamente nosso elenco pequeno, estamos trazendo de volta a arte perdida do desenvolvimento de artistas".

segunda-feira, 6 de julho de 2026

"O que o U2 vai se tornar? Uma paródia de si mesmo? Uma versão diluída? Continuará tendo dignidade e respeito?"


Chrissy Iley é uma jornalista premiada e reverenciada, além de uma palestrante cativante e fascinante. Ela é conhecida por suas entrevistas intimistas com personalidades ilustres.
Ela escreveu em 2004 em um papo com Adam Clayton: "Você me disse uma vez que é impossível ser um ex-astro do rock e que vocês continuariam para sempre. 
"Hum, isso foi há alguns anos. Não posso culpar a ingenuidade. Mas sempre fica aquela pergunta. O que o U2 vai se tornar? Uma paródia de si mesmo? Uma versão diluída? Continuará tendo dignidade e respeito? Não está ficando mais fácil, mas estamos aprendendo a lidar melhor com isso". 
Vocês são sua própria família? "Essencialmente, sim. Mas estou tentando filtrar o romantismo do que você acabou de dizer e focar no pragmatismo". 
Em todas as suas famílias, faltam alguns elementos que vocês encontraram uns nos outros. 
"Sim, somos nosso próprio mecanismo de sobrevivência. Éramos dependentes uns dos outros aos vinte e poucos anos de uma forma que não seria possível em nenhum outro estilo de vida. Fomos criados e forçados a conviver. Era uma pressão que se acumulou até 'The Joshua Tree', e então o calor começou a diminuir. As pessoas tinham mais opções em suas vidas, e suas vidas se tornaram mais complexas com sucesso, dinheiro, alternativas e família. Então, ficou mais difícil estarmos juntos nessa mesma unidade. Envelhecer significa que é mais difícil manter a mesma disciplina que tínhamos aos trinta e poucos anos".

sábado, 4 de julho de 2026

Bono teve algum receio de ter Salman Rushdie em sua casa quando o escritor se escondia de fundamentalistas islâmicos?


Foi dito que Salman Rushdie viveu na casa de Bono na Irlanda enquanto se escondia de fundamentalistas islâmicos que colocaram uma recompensa milionária por sua cabeça, mas Salman afirmou que na verdade ele não ficou mais do que um alguns dias na casa de Bono. "Passei três ou quatro dias com ele ao longo dos anos. Eles exageraram", disse Rushdie.
Mais tarde, o jornal Sunday Independent retratou a história, afirmando que as visitas do "controverso autor" eram "frequentes" e eram um "enfeite".
Bono disse: "Eu não gostei do Sunday Independent ficar lembrando as pessoas disso o tempo todo. Acho que a questão da liberdade de expressão é muito importante para qualquer pessoa que ame rock 'n' roll. Era um momento em que tínhamos que nos posicionar e fazer valer nossa posição, por menor que fosse, e foi o que fizemos. Eu gosto muito do Salman, mas ele não ficou tanto tempo quanto as pessoas diziam. Supostamente, havia helicópteros entrando e saindo pelas janelas do nosso quarto. Eu não levo minha própria segurança tão a sério quanto outras pessoas. Mas levo a segurança da minha família muito a sério. Temos segurança 24 horas e, geralmente, quando as pessoas veem os lançadores de foguetes, elas vão embora"

sexta-feira, 3 de julho de 2026

A origem da imagem da provável capa do single de "Street Of Dreams" do U2


Em suas redes sociais, o U2 escreveu: "Em algum lugar da Cidade do México, em uma Rua Dos Sonhos...", e adicionou algumas fotos da gravação do vídeo para "Street Of Dreams".




O primeiro single do U2 de seu próximo álbum ainda sem título, é "Street Of Dreams". O single, confirmado anteriormente pela banda, por meio de um comunicado à imprensa, é esperado em breve, mas ainda não tem data de lançamento oficial anunciada.
O vídeo na Cidade do México foi filmado pela Somesuch, a mesma produtora dos curtas-metragens "Every Breaking Wave" (dirigido por Aoife McArdle) e "Song For Someone" (dirigido por Vincent Haycock), ambos do álbum 'Songs Of Innocence', de 2014.
O site U2 Songs oferece alguns detalhes: "O lançamento do single estava originalmente previsto para 12 de junho, com uma prévia exibida em um vídeo no dia 11 de junho durante o jogo da Copa Do Mundo no México. Esse lançamento não aconteceu, aparentemente devido a uma decisão de última hora. A música foi adicionada aos bancos de dados da ASCAP (créditos de composição) e também podia ser encontrada no Shazam a partir de 12 de junho. Além disso, o U2 republicou um Lyric Video para "Coexist", que foi posteriormente removido, coincidindo com a meia-noite de 12 de junho, horário da Nova Zelândia. Acredita-se que o vídeo de "Coexist" era provisório e teria sido publicado para gerar links do YouTube para matérias e outras ações de marketing, sendo posteriormente substituído pelo vídeo de "Street Of Dreams". A segunda cópia de "Coexist" já foi removida.
Na segunda-feira, 15 de junho, surgiram novos indícios de que o single estava sendo preparado. Quem já havia buscado "Street Of Dreams" no Shazam não encontrava nenhuma capa. No entanto, a partir de 15 de junho, uma nova imagem apareceu, mostrando a banda de terno saindo do oceano. Adam Clayton está vestido de rosa (que pode ser uma possível referência à campanha "Pink Adam"). O conteúdo não está mais acessível, e o U2 solicitou a remoção das cópias da imagem".

"Depois de ganhar um carro do Bono, você ainda não tira a carteira de motorista? Como isso é louco!"


A atriz Penélope Cruz disse que finalmente pensa em tirar sua carteira de motorista após ganhar um carro de presente de Bono. A artista espanhola de 52 anos revelou seus planos e o presente que ganhou do cantor em participação no programa de entrevistas 'Hot Ones'.
Penélope Cruz foi ao programa para promover seus trabalhos na comédia 'O Convite' (2026). Ela contou que sente "um medo muito profundo de dirigir", mas que talvez tenha chegado a hora de lidar com a situação.
"Meu amigo Bono me deu um carro de presente no meu último aniversário", contou a atriz. "É uma coisa tão maluca de se dizer, mas ele me deu um carro, e acho que esse é o empurrão definitivo para eu fazer isso. Depois de ganhar um carro do Bono, você ainda não tira a carteira? Como isso é louco! Então agora estou pensando nisso de novo, mas é um medo tão profundo. Toda vez que entro em um carro, penso: 'Tá bom, lá vamos nós. Será que vamos chegar bem ao destino ou não?"
Penélope Cruz contou que até mesmo uma viagem de apenas 15 minutos com um motorista profissional ainda lhe causa ansiedade: "Acho que existe um nome para isso. Recentemente deram um nome a isso porque há muitas pessoas como eu".
Em 2024, Penélope Cruz revelou que seus incômodos com carros datam da infância. Ela contou em entrevista à imprensa internacional: "Minha irmã foi atropelada por um carro na minha frente quando eu tinha oito ou nove anos". Apesar do trauma da atriz, Monica Cruz sobreviveu ao acidente e se recuperou plenamente.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

"Aconteceu uma coisa estranha. O Bono, do U2, ligou para a minha mãe tentando te encontrar"


Em meados da década de 1980, o londrino Mark 'Flood' Ellis já havia consolidado seu nome como um dos engenheiros de gravação mais requisitados para música eletrônica alternativa e indie rock vanguardista, com créditos em álbuns de Depeche Mode, Nick Cave And The Bad Seeds, New Order, Soft Cell, Cabaret Voltaire e muitos outros. Mas quando o U2 o procurou para trabalhar em seu quinto álbum de estúdio, 'The Joshua Tree', Flood achou que estava sendo vítima de uma pegadinha.
Em entrevista à revista Musician em 1993, o respeitado produtor/engenheiro revelou como começou a trabalhar com Brian Eno e Daniel Lanois na obra-prima que vendeu 25 milhões de cópias.
"Por volta de 1986", ele relembrou, "eu estava fazendo muitos trabalhos freelance no Trident Studios e comecei a receber mensagens estranhas e vagas no telefone, do tipo: 'Alguém de Dublin está tentando entrar em contato com você'. Um dia, eu estava sentado em um bar quando um amigo entrou e disse: 'Aconteceu uma coisa estranha. O Bono, do U2, ligou para a minha mãe tentando te encontrar'. Era perto do Dia da Mentira, então achei que fosse só uma pegadinha elaborada.
No dia seguinte, eu estava no estúdio quando o telefone tocou. A recepcionista disse: 'É o Bono'. Pensei: 'Ah, claro'. Mas atendi e lá estava ele. Acontece que ele tinha gostado muito de algumas coisas que eu tinha feito com o Nick Cave e com o Gavin Friday, que é um dos melhores amigos dele. Então, fui convidado para uma espécie de teste de áudio. A banda estava reunida em uma casa. Não havia produtor por perto. Basicamente, eles disseram: 'É isso que queremos, temos uma semana, vamos ver o que você consegue fazer'. Cerca de dois meses depois, me convidaram para gravar o álbum 'The Joshua Tree'."
Trabalhar com Brian Eno no álbum, e posteriormente em 'Achtung Baby', foi, segundo Flood, "uma experiência reveladora".
"Não importa o quão aventureiro você se considere, ele pode ser ainda mais aventureiro", disse ele.
"Você estava mexendo em um programa de efeitos que parecia bem radical para você; então Brian Eno entrava no estúdio e juntava mais 15 efeitos em uma cadeia gigantesca e transformava tudo".
"Em outra ocasião", Flood contou ao escritor Alan Di Perna, "eu estava na mesa de som e coloquei um solo em uma música. Eno disse: 'Pare! Nunca mais coloque um solo nessa faixa enquanto eu estiver na sala'. E eu pensei: Bem, isso é peculiar.
Mas ele explicou depois que, quando você ouve as faixas individuais de uma música, uma estará um pouco desafinada, outra um pouco descuidada – todas terão suas falhas. Mas quando você ouve a música como um todo, ela funciona. Então, por que analisar os componentes individuais se eles não estão necessariamente contribuindo para a ruína do todo? Trabalhar com Eno me fez reavaliar tudo".

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Canções e números que provam qual foi o melhor dos 50 anos de carreira do U2


Do site Grunge

Em 1992, o U2 se reinventou, experimentando novas texturas e atmosferas para criar 'Achtung Baby'. Nos quatro anos anteriores, eles haviam lançado as ponderosas e introspectivas (embora ainda incríveis) explorações do rock de raízes americanas de 'The Joshua Tree' (que deu à banda sua canção número 1, "With Or Without You") e seu complemento, 'Rattle And Hum', do final dos anos 80. 
Com 'Achtung Baby', a alegre sonoridade industrial tornou-se um componente chave em sua mistura musical. Isso serviu para atrair um público mais amplo para a banda e capitalizar o sucesso mainstream que haviam conquistado com os trabalhos anteriores, uma expansão que mostrou que o U2 tinha uma variedade de truques na manga.
Essa mudança também fez de 1992 o maior ano da banda em termos de exposição prolongada. Ao espaçar o lançamento de seus singles, o U2 conseguiu manter as músicas de 'Achtung Baby' nas paradas por mais de um ano. Nenhuma música passou menos de 10 semanas na Billboard Hot 100, e "Mysterious Ways" e "One" conseguiram entrar no Top 10. "Even Better Than The Real Thing" e "Who's Gonna Ride Your Wild Horses?" apareceram no Top 40, provando que músicas com títulos longos podiam se tornar concorrentes de peso. E embora "The Fly" não tenha passado da metade da Hot 100, ela deu o tom para um ano marcante na carreira do U2, que se provou o maior até então.
No final de 1991, o U2 lançou seu primeiro single inédito em dois anos e surpreendeu os fãs com "The Fly", que voou rápido e furiosamente, entrando na Billboard Hot 100 em 9 de novembro e alcançando o pico na 61ª posição apenas duas semanas depois. Fãs e profissionais da indústria musical talvez estivessem um pouco incertos sobre como receber essa nova versão do U2 — uma música tão diferente de seus outros trabalhos que talvez tivesse sorte de entrar nas paradas. Mas, em vez de ser um sucesso estrondoso, essa canção acabou sendo um acendedor de pavio — uma faísca que deu início a um novo capítulo para a banda e sinalizou sua disposição em se adaptar aos tempos para manter seu som fresco e relevante. Independentemente do desempenho nas paradas, foi revigorante ouvir o U2 experimentando com batidas house e levando seu som para um novo território groovy.
O U2 alcançou o auge com "Mysterious Ways", chegando ao 9º lugar no final de janeiro de 1992 e permanecendo na Hot 100 por impressionantes 20 semanas. Os fãs estavam adorando o que a banda estava apresentando.
"One" acabou tendo um enorme impacto nos ouvintes, inspirando covers e samples de outros artistas em mais de 60 trabalhos diferentes. Essa influência abrangente não é surpresa para uma música que alcançou o 10º lugar na Billboard Hot 100 e permaneceu 20 semanas nas paradas. Mais do que apenas uma canção popular de ritmo moderado que levou os fãs de música ao delírio, ela serviu como uma ponte de volta ao tom mais sério das primeiras músicas do U2, lembrando aos ouvintes que a banda não havia perdido sua capacidade de causar arrepios em meio à transição para seu novo som. É também uma obra atemporal, um clássico dos anos 90 que não soa como se tivesse 30 anos.
"Even Better Than The Real Thing" nos lembrou o quão inspiradora uma canção alegre do U2 podia ser. Sua mensagem era apenas expressar afeto por alguém especial, uma celebração da simples emoção do amor. Não há mensagens ocultas ou posicionamentos políticos aqui. A euforia se mostrou inspiração suficiente, criando uma atmosfera que garantiu ao single o 32º lugar nas paradas em setembro de 1992 e provou que o público fiel da banda acolheria um espírito mais leve vindo de um grupo que se consagrou com trabalhos muito mais solenes.
A banda encerrou o ano com mais um sucesso no Top 40 da Billboard, alcançando o 35º lugar na Hot 100 pouco antes do Natal de 1992 e permanecendo na parada por um total de 16 semanas. "Who's Gonna Ride Your Wild Horses?", o último single de 'Achtung Baby', confirmou que esse novo formato do U2 havia sido uma mudança bem-vinda e insinuou ainda mais experimentação por vir.

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