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quarta-feira, 22 de julho de 2026

The Edge: "Gosto do que Noel Gallagher, do Oasis, faz, é pura atitude, ele não tem medo de tocar alguns solos que beiram o brega"


The Edge - 1996

"Quando eu era mais jovem, queria ser o Rory Gallagher, porque ele era o guitarrista da Irlanda. Quando cheguei aos 16 ou 17 anos, era a vez de Tom Verlaine e Television, e eu adorava o que estava rolando no 'Horses' da Patti Smith – isso realmente me abriu os olhos.
John McGeogh, do Magazine, estava fazendo coisas muito interessantes. Stuart Adamson também. O primeiro álbum do Skids tinha alguns sons realmente novos.
Acho que simplesmente enjoei daquela coisa de blues rock branco; era um anátema para mim. Para mim, era só rock de pub, e toda aquela mentalidade parecia estúpida… no mau sentido. Rock and roll deveria ser um pouco estúpido, mas aquilo era… sei lá. Ser estúpido, mas não ser burro? É isso!
Sempre achei essa coisa de solo de guitarra de 15 minutos uma grande besteira. Eu me sentia atraído por pessoas que realmente tocavam as músicas. Mas é a coisa mais difícil – ter uma música realmente boa com um solo de guitarra interessante e único. Talvez um dia eu consiga.
Faz muito tempo que não surge um novo guitarrista que realmente me cative. É uma pena, porque por um tempo eu me senti muito mal por ser guitarrista. Com exceção de Neil Young, que continua incrível.
Para mim, é interessante que ele seja essencialmente um compositor e cantor que obviamente usa a guitarra de uma maneira diferente da maioria dos guitarristas 'tradicionais'. Também gosto de alguns dos jovens guitarristas ingleses.
Gosto do que Noel Gallagher, do Oasis, faz, é pura atitude, ele não tem medo de tocar alguns solos que beiram o brega. Mas não são. E não são, porque ele tem esse espírito. Muitos guitarristas têm tudo, menos isso!"
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