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terça-feira, 13 de maio de 2025

Ranking das músicas do U2 mais tocadas nos últimos 5 anos no Brasil


O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) elaborou um levantamento especial sobre o U2 no Brasil. 
"With Or Without You" lidera tanto o ranking de músicas mais regravadas — com 100 gravações — quanto o de obras mais tocadas nos últimos cinco anos em rádios, shows, festas e sonorização ambiental no país.
Na sequência, músicas como "One", "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e "Beautiful Day" também figuram entre as mais tocadas.
Confira o ranking das músicas do U2 mais tocadas nos últimos 5 anos no Brasil:


"With Or Without You"
"One"
"I Still Haven't Found What I'm Looking For"
"Beautiful Day"
"Sunday Bloody Sunday"
"Pride (In The Name Of Love)"
"Stuck In A Moment You Can't Get Out Of"
"New Year's Day"
"Vertigo"
"Where The Streets Have No Name"

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Produtor Marcelo Sussekind diz que técnico de som do U2 foi embora antes do final do show no Rio De Janeiro pela turnê Popmart em 1998


O lendário produtor Marcelo Sussekind estava presente nos bastidores do show do U2 no Rio de Janeiro em 1998. Em entrevista ao Corredor 5, ele contou uma história curiosa que viu acontecer nessa ocasião.
O técnico de som responsável pelo espetacular show do U2 decidiu abandonar o evento antes mesmo do término, deixando todos boquiabertos e gerando repercussões inesperadas. 
Marcelo Sussekind depois entendeu que na verdade o profissional deixou o local porque confiava que nada de errado ia acontecer.
"Foi uma experiência única, algo que nunca tínhamos visto antes", revelou Sussekind. Ele descreveu The Edge como estando em um patamar superior, com um teclado principal no palco e uma gama impressionante de equipamentos, incluindo uma Akai 4000. "Era algo extraordinário, um verdadeiro show de tecnologia", destacou o produtor.
No entanto, a diferença técnica entre os profissionais brasileiros e estrangeiros na época era evidente. O engenheiro de som, que trabalhava com o U2 há anos, tinha uma intimidade notável com a banda, algo que Sussekind testemunhou durante um show ao lado do autódromo do Rio. Ele recordou o contraste entre o calor escaldante lá fora e o conforto do ar condicionado nos bastidores, proporcionando uma visão privilegiada do espetáculo.
A reviravolta aconteceu quando o chefe da equipe técnica do U2, com uma atitude ousada e surpreendente, deu um tapinha nas costas de um colega, pegou uma lambreta e simplesmente abandonou o show antes de seu término. Sussekind compartilhou a surpresa geral nos bastidores, expressando incredulidade com a ousadia do técnico. "Tipo, o cara abandonou o show? Ele estava tão seguro que foi embora antes para não perder a van do U2!", comentou de forma descontraída.
A situação inusitada inspirou Sussekind a relembrar uma experiência semelhante que viveu anos depois quando trabalhou em shows com a cantora Ana Carolina. Durante uma série de apresentações na Tom Brasil, após alguns dias de organização, ele e a equipe decidiram deixar o local antes do bis, assim como o técnico do U2 havia feito. A liberdade dessa escolha foi algo marcante para o produtor, que não pôde deixar de brincar sobre a coincidência. "Desculpe, Ana Carolina, eu te amo, tá? [risos]", concluiu Sussekind, encerrando a entrevista com um toque de humor.

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Vídeo com 2 horas de duração trazendo reportagens, entrevistas e matérias exibidas na primeira vinda do U2 ao Brasil em 1998 com a turnê Popmart, incluindo parte do show no Rio de Janeiro


Um vídeo com 2 horas de duração, disponibilizado no YouTube, traz reportagens, entrevistas e matérias exibidas na primeira vinda do U2 ao Brasil em 1998 com a turnê Popmart.
O vídeo inclui a exibição ao vivo da MTV Brasil das primeiras canções do show no Autódromo de Jacarepaguá no Rio de Janeiro em 27 de janeiro. 

domingo, 24 de abril de 2022

Do trânsito à falta de latas de lixo: desorganização marcou primeiro show do U2 no Brasil na Popmart Tour


Agência Folha 

28/01/1998 

O público que assistiu o primeiro show do U2 no Brasil teve que enfrentar muitos problemas. A desorganização foi geral. Os problemas foram do trânsito à falta de latas de lixo, passando pelos banheiros sem água e luz. Veja a seguir uma lista dos problemas:

- TRÂNSITO: o engarrafamento começou no aterro do Flamengo, tomou a Lagoa e o túnel Rebouças, se estendeu por vários bairros das zonas sul e norte e parou todas as vias de acesso ao Autódromo Nelson Piquet (Zona Oeste). O trânsito ficou parado por pelo menos quatro horas.

- ESTACIONAMENTO: o esquema prometido pela Prefeitura do Rio, com vagas a R$ 2, fracassou diante da invasão dos flanelinhas, que cobravam R$ 10 pela vaga. Os carros começaram a estacionar nos acessos ao Autódromo, o que ajudou a estrangular o trânsito.

- SEGURANÇA: muitos seguranças venderam ingressos a fãs retardatários. Os homens contratados pela produção não conseguiram impedir a invasão ao gramado. Alambrados e grades perfurados facilitaram a passagem dos fãs de um setor para outro.

- INGRESSOS: a distribuição dos fãs nos setores de cadeira especial, pista, arquibancada e gramado foi confusa. Quem comprou ingresso de R$ 175 para as cadeiras especiais ficou numa arquibancada vizinha à arquibancada ocupada por quem pagou R$ 20. A visibilidade nas cadeiras especiais era ainda pior, por causa dos postes de iluminação.

- ILUMINAÇÃO: vários portões estavam às escuras. Os seguranças tinham dificuldade até para conferir o ingresso.

- INFORMAÇÃO: os seguranças contratados não sabiam informar os acessos corretos ao público.

- BANHEIROS: não tinham água nem luz.

- RESTAURANTES: ficaram concentrados nos armazéns dos boxes e não distribuídos pelo Autódromo, dificultando a chegada do público.

- SUJEIRA: não havia latas de lixo.

- CAMAROTES: não havia lista de convidados vips na entrada. Muitos convidados, com ingresso na mão, foram barrados.

terça-feira, 15 de março de 2022

Revelações por trás das apresentações do U2 no Brasil em 2006 pela turnê 'Vertigo'


Rock in Rio, Hollywood Rock, Rolling Stones em Copacabana, U2, Stevie Wonder, Elton John. A lista é enorme e todos eles têm um nome em comum: Luiz Oscar Niemeyer, o produtor que esteve ligado a shows e festivais realizados no Brasil a partir da década de 1980.
Niemeyer, sobrinho do famoso arquiteto, aproveitou este tempo de pandemia e resolveu contar suas histórias no showbiz no livro Memórias do Rock (Editora Francisco Alves).
Até o ano da realização do primeiro Rock in Rio, em 1985, shows internacionais no Brasil eram raridade: Alice Cooper, ainda nos anos 1970, Queen (1981), Van Halen (1983), The Police (1981) e Kiss (1983).
Os motivos eram vários: calotes, infraestrutura (palco, som e luzes) ruins, a distância. A partir do evento criado por Roberto Medina, a coisa começou a mudar. E Luiz Oscar Niemeyer teve um papel fundamental neste processo, ao longo dos anos.
Em 2006, os The Rolling Stones estavam vindo pela terceira vez ao Brasil, desta vez para o histórico show na praia de Copacabana. 
Já com o show dos Stones programado, Luiz Oscar foi procurado pela gigante Live Nation, interessada em trazer o U2 para fazer uma única noite com os Stones. A proposta foi descartada, mas a Live Nation insistiu: era o único final de semana disponível na agenda do U2 e, caso ele não aceitasse, eles iriam fazer o show no Maracanã, virando uma concorrência forte. A solução foi aceitar produzir o show do U2, mas em outra cidade, São Paulo.
Para o show do U2, foi acertado o patrocínio com uma rede de supermercados. O problema é que este patrocinador reservou todos os lugares do anel intermediário do Morumbi para vender um kit que incluía, além do ingresso, uma camiseta, CD e transporte para o estádio, pelo triplo do preço do ingresso normal. Ou seja, o patrocinador seria cambista. Tudo isso ia contra as cláusulas contratuais com a banda e, sob ameaça de cancelamento dos shows, o patrocinador teve que recolher os kits.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Foto promocional usada pelo U2 para divulgação do lançamento da canção "Your Song Saved My Life", foi tirada no Brasil em 2017


O fotógrafo e diretor cinematográfico Kurt Iswarienko (marido de Shannen Doherty de Barrados No Baile), esteve com o U2 no Brasil quando a banda finalizou a 'The Joshua Tree Tour 2017'.
No dia 22 de Outubro de 2017, Kurt postou em seu Instagram: "77.000 almas esperando o U2 em São Paulo, ouvindo Noel Gallagher e sua High Flying Birds detonar. #dia #perfeito obrigado @u2"
A banda realizou com Kurt um ensaio fotográfico em São Paulo, que foi disponibilizado em seu site.


Agora, uma montagem com takes inéditos desta sessão de fotos está sendo utilizado pelo U2 como foto promocional para divulgação do lançamento da canção "Your Song Saved My Life" da trilha sonora de 'Sing 2'.
O site de Kurt Iswarienko traz outras fotos não divulgadas antes, desta sessão de fotos e também fotos tiradas nos shows no Morumbi.
A página U2 Peru compartilhou as fotos:




quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Primeira vinda do U2 ao Brasil em 1998 teve dois contratos diferentes


Janeiro de 1998. Nos palcos brasileiros, o U2 estava ganhando, por minuto, o mesmo que um trabalhador que recebia o salário mínimo acumularia em 62 meses se não gastasse um centavo.
Quanto valia o show do U2? R$ 969 mil. Era essa a quantia que constava no contrato referente ao cachê da banda para cada um dos três shows no Brasil.
Isso descontados custo de produção, lucro da empresa e salário dos técnicos - que, aliás, receberam R$ 427.500 pelas três apresentações.
Bono, The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton receberam R$ 2.907.000 - a conversão em reais de US$ 2,5 milhões. Era o maior cachê já pago para um artista no país.
E ainda havia pontos não explicados. A Folha de São Paulo apurou que o contrato firmado entre os representantes do U2 e os organizadores brasileiros teria quatro "subcontratos": um com o cachê da banda, um com o cachê dos técnicos, outro com os custos de produção e o quarto com o lucro da empresa TNA, responsável pela turnê.
O problema é que, no Brasil, o contrato que apareceu na véspera do shows era diferente. Dele só constavam os cachês para músicos e técnicos. E tudo resumido a 17 páginas (nove dedicados a banda, oito páginas relativas ao pagamento dos técnicos do grupo).
Por esse contrato, o pagamento à banda deveria ser efetuado em uma conta corrente da agência de Nova York do Banco Marine Midland, cuja sede ficava nos EUA.
Como é praxe em operações do tipo, a remessa de dinheiro para o exterior tem de ser registrada no Banco Central.
Nesse contrato também estava prevista a possibilidade de uma apresentação extra do grupo no Brasil - o que chegou a ser cogitado inicialmente pelos organizadores brasileiros.
Se isso ocorresse, os promotores teriam que desembolsar mais R$ 1.111.500 - sendo R$ 969 mil para os quatro membros da banda e o resto para sua equipe.
Com esse valor, o grupo passaria a ostentar o título de maior cachê já pago no país.
Só para relembrar. Pelo contrato apresentado no Brasil, oRolling Stones, o último megashow que havia passado por aqui, teria recebido R$ 215 mil de cachê - e desse valor não estão descontados os custos de produção, salários dos técnicos e tudo mais.
Cada um dos quatro integrantes do Kiss recebeu R$ 1.375 pela apresentação que a banda fez para 30 mil pessoas no Pacaembu, durante o Phillips Monsters Of Rock. Ou seja - se os dois contratos corresponderam a realidade - o U2 se apresentou no país recebendo 176 vezes mais do que o Kiss.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Primeira Dama pediu ingressos para filhos para show do U2 no Brasil, e amigos foram enviados no lugar


São Paulo, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006 - Folha De São Paulo

O encontro do Presidente Lula estava no fim quando a primeira-dama, Marisa Letícia, disse: os filhos eram fãs do U2. Como eles poderiam assistir ao show?
O staff de Bono passou então a cuidar de arrumar convites para que os filhos do Presidente fossem recebidos em um dos camarotes para VIPs que os patrocinadores do evento montaram no Morumbi. O escolhido foi o espaço do Pão de Açúcar.
Quatro ingressos foram reservados e os filhos não foram. Enviaram amigos em seu lugar. O staff do camarote foi gentil, disse que era "uma honra recebê-los". Mas, como não eram os titulares dos ingressos, os rapazes não poderiam entrar. No dia seguinte, os filhos de Lula voltariam a pedir convites para a festa.

terça-feira, 6 de abril de 2021

U2 em foto com toda a equipe responsável pela entrevista e pocket show na cobertura da Rede Globo em 2017


Em Outubro de 2020, o jornalista Álvaro Pereira Júnior escreveu em suas redes sociais:

"Stephanie Lotufo me lembra que está fazendo 3 anos que entrevistei o U2 na cobertura da Globo de São Paulo, com um show exclusivo na sequência. A Teté teve 24 horas pra botar essa produção em pé. O tamanho da equipe que participou mostra como é enorme a estrutura envolvida por trás das câmeras".

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Segredos Revelados: o jantar oferecido ao U2 na Bahia em 2006 - Parte II


O governador da Bahia, Paulo Souto, se aproxima da mesa. Entrega a Bono um orixá em bronze. "Uoww"!, diz o cantor. "Quero um chapéu igual a esse para ir ao Carnaval". E, para Flora: "Eu gostaria muito de ter uma máscara para poder andar por aí à vontade". Ela sugere que ele use uma roupa branca dos Filhos de Gandhi. "Ficam todos iguais", diz. "É, mas ninguém aqui em Salvador tem esse meu nariz!", diz Bono.


O governador pede a Gil: "Diz para ele que o trabalho dele é muito importante para o mundo". "Your work is very important for the world", traduz o ministro.
The Edge concorda: "Salvador parece ser bem mais bonita que São Paulo. Se bem que nem consegui sair do hotel [em SP]. Tinha muita gente lá na frente". Ele afirma que "o primeiro show [no Morumbi] foi ótimo. Mas o segundo... Uooow! Inacreditável. Não sei por que, mas havia algo diferente".
Bono quer café. The Edge, por duas vezes, vai à copa buscar uma xícara. Mas nem se senta à mesa. Prefere ficar nas rodinhas da festa. O baterista Larry Mullen também. Bono levou 48 pessoas ao jantar. São profissionais e amigos que vão com o vocalista a todos os lugares. Ele anda com apenas um segurança. Mas, no Carnaval de Salvador, teve doze à disposição.
Daniela Mercury andava pelas rodas de estrangeiros: "That's my trio elétrico", dizia, dando um CD de presente a alguns. Também estavam no jantar outros astros do axé como Ivete Sangalo, Margareth Menezes, Durval do Asa de Águia e Carlinhos Brown.
Bono passa o tempo todo à mesa com Flora e Gil. Fala do presidente Lula: "Ele é mais importante do que eu. Lula tem o poder de mudar as coisas". Fala do escritor brasileiro Paulo Coelho: "Eu li dois livros dele. Tinha um muito bom que falava sobre sexo. Como se chama mesmo?". "Onze Minutos". "Isso mesmo. Muito bom", diz.
Bono olha para o relógio. Uma hora. "Vamos embora?", pergunta ao produtor Quincy Jones, que está no Brasil e foi com ele ao jantar. "Está na hora de deixarmos a Flora dormir", diz. O astro se levanta. Em direção à saída, posa para mais fotos. "Me and the Charlie's Angels [As Panteras]", diz, aceitando o pedido da atriz Ingrid Guimarães e amigas para um retrato. Bono sai da festa com sete CDs de Gilberto Gil, que pediu de presente ao ministro. Ele quer conhecer melhor as coisas do Brasil.
Na ocasião, o governador e o presidente da Bahiatursa deram a banda uma escultura de Oxossi, do artista plástico Tati Moreno, uma metáfora do espírito guerreiro da Orixá.
Para se hospedar, o U2 escolheu o Convento do Carmo, da rede Pousadas de Portugal. Toda a equipe de produção, formada por 23 profissionais, se hospedou no Convento. Bono, The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton optaram por alugar uma mansão.
Dois integrantes do U2, disfarçados, aproveitaram o calor de 34ºC para tomar banho de mar.
Bono disse em entrevista à TV Bahia (afiliada da TV Globo) que a banda estava em férias e não planejava trabalhar. "Somos turistas e fãs do Carnaval". Segundo o vocalista, o U2 poderia voltar em outros anos, quando tivesse melhor compreensão da comemoração. "Eu quero ver e sentir o Carnaval".
Para ele, o Carnaval era mais complexo e interessante do que uma festa, que descreveu como um "festival religioso".

Segredos Revelados: o jantar oferecido ao U2 na Bahia em 2006 - Parte I


Fevereiro de 2006. Bahia. Bono está numa mesa à luz de velas, no meio de um jardim com piscina e uma brisa que disfarça o calor de 30º de Salvador. Com ele, Gilberto Gil e sua mulher, Flora, que o recebem para jantar em casa, Gilda Mattoso, assessora e amiga do casal, Frances e Catherine, do staff do U2 - e os repórteres da coluna da Folha.
Bono saboreia picadinho com abóbora, purê de batata doce e folhas. "Até a salada no Brasil tem um sabor especial", diz ele. Bono fala pouco. Mas fala. Do Brasil e dos fãs. De Paulo Coelho e dos Rolling Stones. Dos shows no Morumbi. "Foi realmente muito especial", diz. E o que Bono achou de ter sido flagrado quase pelado na janela de um hotel em São Paulo?
Bono: "Achei engraçado! Sério! Pena que não me pegaram totalmente pelado. Aí sim eu iria me divertir".
Folha - As mulheres teriam uma surpresa?
Bono: "Sim! [Acence um cigarro]. E os homens ficariam com vergonha [risos]".
"O Rod Stewart fez um show muito maior [que os Stones] em Copacabana, não foi?", pergunta Catherine, assessora de Bono. A outra assessora, Frances, também observa que o recorde de público de rock no Brasil é de Stewart. "Bem, pelo menos foi o que eu li num jornal brasileiro", diz ela. Em 1994, Stewart cantou para 3,5 milhões em Copacabana. Mas tinha uma diferença em relação aos Stones: ele se apresentou no Réveillon.
Alguns convidados se aproximam. "No photos, please! No photos, please!", diz Frances. Bono, que tem sensibilidade à luz, está sem os célebres óculos. "Meus olhos são sensíveis. Um ou outro flash, tudo bem. Mas, quando são muitos, machuca", explica ele. Frances conversa com as pessoas. Acaba permitindo alguns cliques.
Ela e Catherine não desligam um minuto de Bono no jantar. Observam todos que se aproximam. Em poucos minutos, diferenciam os convidados -fãs dos jornalistas - além da Folha, um fotógrafo, de uma agência da Bahia, que registra o evento para Flora Gil. "Você está aqui como convidada ou como jornalista? Quanto tempo pretende ficar aqui?", perguntou Frances à colunista logo no início do jantar. Fotos, só depois de seu OK. Frances tenta ainda determinar o que pode ser publicado. "That's OK! That's not!", diz ela, ao ver retratos praticamente idênticos na máquina digital.
Um dos convidados de Gil e Flora se aproxima: ele tem 120 CDs do U2. Casou ao som da banda. Acaba de se separar. Pede que Bono escreva num guardanapo à namorada: "Perdoe seu marido". Bono concorda.
"Experimenta essa fruta", diz Flora. "É sirigüela". O vocalista apanha uma. "Uooow!!!", sentencia. "Uoow!!! Very good".

domingo, 4 de outubro de 2020

Popmart No Brasil: os integrantes do U2 foram considerados 'simples' pelos trabalhadores dos hotéis Copacabana Palace, no Rio e Renaissance, em São Paulo


Estando no Brasil, o U2 marcou o dia 25 de Janeiro de 1998 para uma partida de futebol na casa de Bebeto (ex-jogador da Seleção Brasileira). Mas a viagem para Búzios teve nuvens e ventos, então Edge e Bono ficaram na Ilha Rasa; Adam e Larry no hotel Copacabana Pallace no Rio. 
Dois dias após o 1º show no Brasil, no Rio de Janeiro (29 de Janeiro), Edmundo inaugurou sua casa (com um campo de futebol society) para comemorar o aniversário de Romário. Sem jornalistas, sem fotos. U2 foram convidados.
No meio de uma pelada séria, com dois times em campo e três de fora, chegou a equipe irlandesa. 
O cartunista Ique, amigo de Romário, estava lá e conta: "O Bono veio de óculos escuros e capuzinho, como sempre. A pelada parou e rolou um certo constrangimento: popstars no meio de uma turma de amigos. Aí o Romário fez questão de quebrar o gelo, buscou um saco cheio de latinhas de cerveja e foi entregando na mão de cada um. O Edmundo depois trouxe um jogo de camisas da Juventus da Itália, chuteiras e calções. Eles ficaram loucos - The Edge já estava treinando chutes a gol com bota e tudo - e vestiram os uniformes na hora. Aí veio a maior generosidade: Edmundo e Romário montaram um time com o U2, contra um pessoal do jiu-jítsu. Os dois ficaram na defesa, só servindo os gringos, botando eles na cara do gol. Deram para eles o que sabem fazer melhor".
Ique diz que os músicos do grupo eram ruins, mas o que demonstrou ser o pior foi Guggi: "Ele perdeu uns quarenta gols, pisou na bola, perdeu umas tantas em cima da linha... Mesmo assim, fez o dele. O Romário e o Edmundo cuidaram para que cada um dos irlandeses deixasse o seu".
A pelada durou só 15 minutos, "porque os gringos já estavam com a língua de fora" e o U2 caiu na piscina com Edmundo e os filhos de Romário.
O centroavante e Bono se entenderam às mil maravilhas. Tanto que o cantor fez questão de dizer "Happy birthday, Romário" duas vezes em cada um dos dois shows que fez no Estádio Do Morumbi.
Diferente da maioria dos astros do rock, que fazem alguma loucura nos hotéis, os integrantes do U2 foram considerados 'simples' pelos trabalhadores dos hotéis Copacabana Palace, no Rio e Renaissance, em São Paulo. O pedido único para o hotel em São Paulo: água mineral, frutas, sanduíches, sucos naturais e vinho tinto. No contrato entre a banda e o hotel, a estadia da banda foi totalmente de 'forma anônima'. A banda foi registrada com nomes falsos, e ocupou a suíte presidencial no 25º andar, e outras suítes 'Stanford' no 23º e 24º andar. No Rio de Janeiro, a banda se comportou como gente normal. Apesar de terem seus próprios cozinheiros, Bono e a banda comeram no restaurante do hotel, sem qualquer restrição. Em São Paulo, a preocupação era a segurança; eles dobraram a segurança para tentar impedir a invasão de fãs e o alvoroço. Na área da suíte presidencial existiam 3 salas, 3 banheiros, 2 quartos e uma varanda com vista para a Avenida Paulista e uma jacuzzi para 6 pessoas. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Executiva de gravadora diz que tentou convencer Bono a não ir a pé para uma entrevista em São Paulo

Ex-gerente de marketing internacional de uma gravadora famosa, Renata Salles bem que poderia lançar um livro para contar as tantas histórias que viveu em mais de 20 anos de trabalhos realizados no mundo da música, como as turnês do U2 e dos Rolling Stones, e no dos grandes eventos de cultura, entretenimento e comunicação.


Há histórias conhecidas, como a da turnê dos Backstreet Boys, em novembro de 2000. Cerca de sete mil fãs fecharam as ruas próximas ao antigo Hotel Méridien, esperando a chegada do ônibus que trazia Renata e os músicos do aeroporto. Mais de cem PMs tiveram trabalho para conter os fãs. Foi necessária uma verdadeira operação para a chegada do grupo, com o veículo pela contramão na Avenida Atlântica.
 — Como não dava para chegar mais perto, tivemos que descer e ir a pé no meio de um cordão de isolamento. Tinha um músico que falava que ia morrer — conta, rindo.
Outra lembrança de Renata é a de ter acompanhado uma entrevista de Bono do outro lado da rua do hotel onde ele estava em São Paulo. Só que o artista quis ir a pé.
— Não consegui convencê-lo do contrário e foi uma loucura, assim como foi quando Jack Johnson resolveu que ia surfar no Arpoador e depois pegou um violão e começou a cantar. Com alguns desses astros mantive uma amizade, como no caso do Jack e da Alanis Morrisette, que logo que chegava ao Rio colocava uma peruca para ir comigo numa loja de sucos em Ipanema. Ela adorava — conta Renata.

sábado, 25 de julho de 2020

Os bastidores do dia que o U2 comeu vatapá e peixe frito na casa de Gilberto Gil na Bahia


Jornal Correio

O Carnaval em Salvador no ano de 2006 virou manchete em todo o mundo. Não apenas pela festa grandiosa que sempre foi. Mas por um acontecimento especial. Um não, dois. Desembarcaram na cidade para a folia ninguém menos que o U2. Outra celebridade que chegou na mesma época foi Quincy Jones, o grande maestro de astros como Michael Jackson.
Ambos convidados do cantor, compositor Gilberto Gil - então Ministro da Cultura. Se a cidade já estava cheia de turistas que sempre marcam presença na folia baiana, a anunciada presença do U2 desencadeou uma euforia de fãs de todo o Brasil que correram para a velha São Salvador. Foi uma loucura.
A banda irlandesa ficou hospedada numa casa de praia localizada num condomínio de luxo no Litoral Norte, cercado de toda segurança possível. Na passagem da trupe por Salvador, durante o Carnaval, teve presença no Camarote Expresso 2222 de Gilberto Gil onde foram saudados pelos artistas da axé music que ao passarem em frente ao espaço lhe renderam homenagens. Com direito a Bono fazer dueto com Ivete em uma música do grupo e outra do repertório da cantora, "Céu Da Boca (Chupa Toda)".
Durante o pouco tempo que a banda ficou na cidade, um outro acontecimento restrito movimentou a casa de Gilberto Gil e Flora Gil que moravam num condomínio no Horto Florestal. Durante o dia teve um almoço para o maestro Quincy Jones. À noite foi a vez de um jantar para todos os componentes da banda.
Com a ajuda de sua amiga, a produtora Ivanna Soutto, Flora Gil tomou a frente da organização e convidou os principais artistas da cena axé como Carlinhos Brown, Durval Lelys, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Claudia Leitte, entre outros. De jornalista apenas a colunista Mônica Bergamo da Folha de São Paulo, a assessora de Gil, a querida Gilda Matoso e este que vos escreve (Osmar Marrom Martins). Estiveram presentes também o então governador Paulo Souto, o prefeito de Salvador João Henrique Carneiro entre outras autoridades.
O certo é que foi uma noite agradável. Como relembra Flora em conversa via telefone direto do sítio da família em Araras onde ela estava com Gil e família cumprindo quarentena antes de seguir esta semana para o apartamento em Copacabana. Mas antes de falar do jantar ela lembrou quando ela e Gil conheceram Bono no Restaurante EZE, no Sul da França.
"Estávamos jantando nesse restaurante com uns amigos e o diplomata Paulo Uchoa que na época trabalhava na Embaixada do Brasil em Paris. Quando a gente chegou lá estavam Bono e a família. O embaixador nos apresentou e Bono disse que já conhecia o trabalho de Gil e que, quando viesse ao Brasil queria encontrá-lo. Passado uns dois anos, Luis Oscar Niemayer que traz grandes nomes da cena internacional me ligou e disse que estava com o U2 no Brasil e que Bono queria ir à Bahia encontrar com Gil no Carnaval. Eu disse que honra, pode vir. Gil tinha estado com ele um mês antes em Brasília quando foram falar com Lula. Eu fiz o jantar para eles e para Quincy Jones que também estava no Brasil com o U2 e adora Gil, já o conhece de muitos anos, fala que Gil é um dos maiores instrumentistas que ele conhece", recorda Flora.
Com todo mundo em Salvador, Flora foi a luta para fazer daquele dia um acontecimento agradável. "Eu acho que receber o Bono e o Quincy, é uma felicidade grande, você se sente prestigiado mas ao mesmo tempo senti que o Bono também estava sendo por ser recebido pela Bahia. E tive o cuidado de chamar os cantores de trios elétricos como Ivete, Margareth, Durval, Daniela entre outros. Senti falta de Bell Marques que não pode comparecer", conta.
E mais, continua Flora: "Para mim foi muito bom receber pessoas tão especiais e poder mostrar um pouco da Bahia, do Brasil da nossa gente e, principalmente mostrar para eles, como é que a gente vive; que a gente é cercado de amigos; que brasileiro é caloroso; que somos o melhor povo do mundo".
O jantar. Flora relembra com detalhes:
"Me lembro que contratei a Dadá para fazer a comida e Bono ficou muito, muito apaixonado pela comida dela e pela interação com os artistas locais. E como não tinha aquela agonia de jornalistas querendo entrevista-lo e fotografá-lo, ele ficou à vontade. Eu gosto de ser anfitriã, de receber amigos. Você me conhece e é um dos meus convidados sempre, você é um querido" (agradecido), me disse. No cardápio, só clássicos da comida baiana. Os preferidos da turma do U2 foram o vatapá e o peixe frito.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Os segredos por trás das estreias de "Zooropa" e "Out Of Control" no Brasil na turnê 360°


Do Diário de Willie Williams - 10 de Abril de 2011 - Brasil

De volta ao hotel, era hora de comer. Smasher e eu montamos o laboratório de tecnologia e nos sentamos para montar um vídeo para "Zooropa". Se a música permanecer nos próximos setlists, temos as próximas três semanas para trabalhar nos elementos visuais, mas ainda precisamos de algo para esta noite.
Eu tenho algumas das imagens originais da ZooTV comigo em um disco rígido, então analisamos essas e juntamos uma sequência abstrata, de alta energia, da "estática" da TV. Smasher também fez uma curta sequência de animação das imagens de tomografia computadorizada dos meus órgãos internos, então inserimos isso também na sequência "Zooropa".
O resto do dia pareceu um longo sprint final para que tudo estivesse programado e pronto para o horário do show. É um pouco lunático programar elementos visuais "cegos", em plena luz do dia, quando a plateia está em casa.
Por outro lado, é igualmente absurdo que uma banda de rock esteja ensaiando material para o show daquela noite em violões no camarim às 19:00, mas estes dias são assim. Como se estrear "Zooropa" não fosse suficiente, eles decidiram estrear "Out Of Control", uma música de 'Boy' que eles não passam por ela há cinco anos, então tiveram um breve ensaio skiffle para se certificar de que estariam todos tocando na mesma nota.
Na noite, "Out Of Control" soou maravilhosa (segunda música do set) com fantástica resposta da plateia. O momento que estávamos esperando era "Zooropa" e felizmente passamos por ele ilesos. No camarim, tínhamos discutido o fato de que o público provavelmente não responderia de uma maneira muito animada durante "Zooropa", sendo mais provável que apenas ficassem ali de boca aberta (fazendo o que agora chamamos de "olhar PopMart"). No entanto, o que tivemos hoje à noite, que não tínhamos na turnê do PopMart, era o barômetro do telefone celular. Quando "Zooropa" começou e a tela desceu, parecia que todos os celulares do prédio estavam piscando.
Foi realmente maravilhoso ouvir "Zooropa" se apresentar ao vivo, realmente pela primeira vez, já que as poucas vezes que foi tocada na Zoo TV foi apenas a última seção ("Zooropa 3", como chamamos, diferente de "Zooropa 1" (a introdução Babel; as vozes) ou "Zooropa 2" (a primeira seção vocal). Além disso, não é todo dia que um homem vê imagens de 80 metros de altura de sua própria cavidade torácica.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

As aventuras de Willie Williams............no Hospital Albert Einstein em São Paulo


Do Diário de Willie Williams - 10 de Abril de 2011 - Brasil

Para minha surpresa esta manhã, eu me encontrei em um hospital brasileiro fazendo uma tomografia computadorizada. O (homem que alegou ser) médico no show de ontem sugeriu que eu fizesse uma radiografia do tórax, mas, francamente, o pensamento do esforço necessário era mais do que eu poderia começar a contemplar.
Porém, o melhor hospital de São Paulo fica ao lado do estádio, uma consulta foi marcada e tudo foi montado para facilitar as coisas para mim. Nosso gerente de turnê havia até combinado com um de nossos intérpretes para me acompanhar, então aproveitei a oportunidade para fazer isso.
Entrei na sala de emergência, onde era claramente esperado, e fui levado para uma sala de consultoria onde fui encontrado pelo (talvez ele seja, talvez ele não seja) médico que eu vi no local ontem. Desta vez, um estetoscópio foi providenciado comprovando sua afirmação de uma vez por todas. Eles fizeram o habitual ouvindo o coração, pressão arterial, medições de pulso e tudo parecia bom ("você tem uma boa máquina", disse ele, indicando meu coração). Nesse ponto, a chefe do departamento veio me encontrar e ela disse que havia gostado de assistir ao show no sexto andar do hospital (eles também têm uma excelente visão dos jogos de futebol de lá). Eles me deram uma dose de algo, logo após o qual o diretor de todo o hospital entrou para dizer olá - claramente era uma tarde tranquila de domingo no Hospital Albert Einstein.
Finalmente, o evento principal chegou e eles me deitaram na máquina muito cara para fazer um escaneamento. A máquina falava comigo em inglês enquanto girava e deslizava meu torso em seu orifício branco de alta tecnologia e brilhante. Tudo acabou em alguns minutos antes de me darem um atestado de saúde ok, um grande pacote de remédios e um DVD com todas as imagens digitalizadas.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Bono teria se irritado com câmeras instaladas no condomínio de luxo em que ele estava hospedado na Bahia no ano de 2006


Em fevereiro de 2006, o U2 veio ao Brasil para dois shows da turnê 'Vertigo', que aconteceram em São Paulo. Depois a banda foi para Salvador. A banda foi convidada por Gilberto Gil para passar o Carnaval na Bahia.
O grupo viajou de São Paulo à Bahia usando o mesmo avião que o trouxe do México, utilizado na turnê. Para evitar tumulto, o desembarque ocorreu perto do terminal de cargas da Infraero no Aeroporto Dois de Julho, em Salvador.
Monica Bergamo em sua coluna na Folha De São Paulo escreveu que sempre solícito e paciente, Bono ficou estressado. É que jornalistas conseguiram instalar câmeras de TV no condomínio de luxo em que ele estava hospedado na Bahia - para flagrá-lo, no mínimo, de sunga. Bono mal podia sair. Em determinado momento, ele e a banda pensaram em antecipar sua saída do país.
Acabaram mantendo a data da viagem ao Chile: sábado, 26.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Em 2000, Bono compareceu na festa de lançamento do perfume da Forum no Copacabana Palace no Rio De Janeiro


Dezembro de 2000 - Rio De Janeiro, Brasil

Era para ser mais uma noite de gente de moda, mas acabou virando um grande frisson: depois de passar a quinta-feira gravando para o Fantástico, no Projac, no Rio, Bono surgiu de surpresa às 2:30 da manhã na festa de lançamento do perfume da Forum, no Copacabana Palace. Três salões foram ocupados, mais o terraço. Bono desceu ao Golden Room.
Cercado de seguranças, ele passou pelo salão, tomou um drinque e subiu para seu quarto no hotel. Mesmo assim, os 20 minutos em que circulou pelo salão bastaram para deixar em estado de graça as garotas presentes.
O DJ resolveu tocar "With Or Without You", mas Bono já havia desaparecido na fumaça vermelha do salão...

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

The Edge e Adam Clayton contam como surgiu a ideia de tocar "Desire" no Brasil em 1998 com a bateria da escola de samba Salgueiro


No dia 27 De Janeiro de 1998 pela Popmart Tour, o U2 pela primeira vez em sua história fez um show no Brasil, no Autódromo De Jacarepaguá, Rio De Janeiro.
Durante a performance de "Desire", a bateria da escola de samba Salgueiro entrou no palco.
Adam Clayton disse: "Na primeira noite aqui perguntamos: 'O que acontece por aqui, o que há para se fazer?' Levaram a gente para uma escola de samba, onde estão se preparando para o carnaval. Fomos até lá e ouvimos um batuque".
The Edge completa: "Pensamos em fazer algo para retribuir a atenção, pois todos foram gentis conosco. Então pensamos, será que temos uma música com bastante ritmo que podemos tocar? Lembramos de "Desire", que tem uma batida Bo Diddley. Não sei se você sabia, mas essa batida veio de ritmos cubanos e brasileiros. Decidimos tocar essa música com o pessoal da escola. Não tivemos tempo para ensaiar. Eles chegaram uma hora antes do show e tocamos a música uma vez. Quando subimos no palco não sabíamos o que iria acontecer.

domingo, 26 de janeiro de 2020

Paul McGuinness veio ao Brasil em 1987 para tentar trazer a 'The Joshua Tree Tour' do U2


A Pinus Promoções - uma agência de eventos de São Paulo que existia na década de 1980, estava tentando trazer o U2 para um show em 1987 (The Joshua Tree no Brasil).
A banda realmente queria passar pela América Do Sul com a turnê, em dezembro de 1987. No entanto, com problemas de produção e custos estimados de US$ 1,2 milhões, o U2 cancelou os planos.
A primeira vez do U2 no Brasil aconteceria 11 anos depois, com a Popmart Tour 1998.
Durante a preparação no Rio De Janeiro para a noite de estreia no país, Paul McGuinness em entrevista para a MTV revelou que veio ao Brasil em 1987 para tentar trazer a 'The Joshua Tree Tour' para cá:

"Faz tempo que tentamos vir ao Brasil. Eu vim para cá em 1987, para ver se dava para tocar aqui. Só que naquela época não deu certo.
É sempre mais difícil montar um show como esse (Popmart) onde não se faz muito shows grandes. Tivemos muita cooperação e a mão de obra local tem sido ótima.
Estaremos fazendo um show completo, porque no passado não teria sido possível trazer a produção inteira para cá. Este será o mesmo show que fizemos em Nova York, Londres, Paris, Lisboa.
Peço desculpas por não estarmos aqui no Carnaval. (Na próxima vez) talvez como turista".

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