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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

'A Noite Te Deu Uma Canção': U2 disponibiliza uma versão ao vivo de "The Little Things That Give You Away"


"A noite lhe deu uma canção
Uma luz tinha sido ligada ..."

Na próxima semana, finalmente poderemos ouvir todas as músicas de 'Songs Of Experience'.
Mas foi em maio que ouvimos a primeira. Na noite de abertura da 'The Joshua Tree Tour 2017', tivemos nossas primeiras pistas sobre o novo álbum quando a banda ofereceu uma estréia ao vivo com "The Little Things That Give You Away".
A versão de estúdio da faixa estará disponível no dia 1 de Dezembro, mas aqui, na segunda noite da turnê (Live at CenturyLink Field, Seattle, WA - US - 14/05/2017), ao vivo na 'The Joshua Tree Tour 2017' - um streaming exclusivo para assinantes do U2.COM

CLIQUE PARA OUVIR A CANÇÃO


Bob Geldof e Midge Ure explicam a linha de "Do They Know It's Christmas?" que Bono se sentiu incomodado em gravar


O Band Aid foi um supergrupo surgido da união de músicos britânicos e irlandeses, organizada em 1984 por Bob Geldof e Midge Ure com o intuito de arrecadar fundos em prol dos famintos da Etiópia ao lançar o compacto "Do They Know It's Christmas?" na época do Natal.
Quando Bono foi convidado e descobriu que sua linha era "Bem...esta noite, agradeça à Deus por serem eles ao invés de você", ele se recusou à cantar, Como Geldof e Ure explicam:

Ure: "Bono não queria cantar a sua linha, ele teve um problema com isso. Ele disse: "por que você diria isso?" Isso pode ser percebido como uma linha bruta e insensível."

Geldof: "Ele disse: "Você realmente está certo de que é o que você quer dizer?" E eu disse: "Sim, com certeza". Eu passei por isso com ele um pouco como um diretor passa por uma linha que o ator pode não estar feliz com ela."

Ure: Mas não estamos dizendo: "antes eles do que nós". Estamos dizendo que temos sorte de não termos de lidar com esse tipo de pobreza extrema. Depois, o Bob explicou, e Bono conseguiu e transformou-a num momento mágico. O processo do Band Aid o mudou consideravelmente. Eu assisti alguns shows do U2, e eles pararam o concerto no meio e disseram: 'Na platéia esta noite ...' E o holofote de luz veio sobre mim. Bono disse: 'Ele e Bob nos ensinaram como se importar'."

O grande fone de ouvido utilizado por Adam Clayton na turnê Popmart do U2


Nos shows da turnê Popmart do U2 em 1997/1998, no encore, Adam Clayton colocava um grande fone de ouvido preto para tocar naquela parte do show. O headphone era conectado com fios em uma caixa. Assim, tudo leva a crer que ali ele precisava ouvir o click track para tocar a música, seria seu in-ear monitor.



Se for mesmo, aquilo não era um in-ear monitor como os que ele utiliza hoje. Aqueles fones de ouvido eram apenas parte do espetáculo, parte de seu visual para o show, uma coisa POP, uma homenagem, e Adam não utilizava in-ear monitor nas turnês. Isso passou a acontecer mesmo na Vertigo Tour.
Em diversas fotos da ZOOTV e Popmart, dá pra ver Bono com os monitores, e Adam sem.
Adam as vezes aparecia com o monitor pendurado no pescoço, mas não no ouvido.
Aquele encore da Popmart era a única parte do show que ele usava fones de ouvido, para ouvir seu baixo.


O baixo amarelo banana customizado de Adam Clayton utilizado na Popmart Tour


Na turnê Popmart do U2 em 1997 / 1998, Adam Clayton utilizou um marcante baixo amarelo banana customizado durante as canções "Mofo", "I Will Follow", "Discothèque" e "If You Wear That Velvet Dress".
Foi a única turnê em que este instrumento foi visto, mas se tornou talvez o instrumento favorito entre os fãs. O baixo é um Auerswald.
As guitarras Auerswald são feitas na Alemanha. O construtor é o mesmo responsável pelas guitarras customizadas "Symbol" que o Prince utilizava.

Adam tinha duas versões do baixo, conforme ele mesmo explicou. Uma destas versões foi para a exposição em Cleveland do Rock & Roll Hall Of Fame, chamada 'Pride In The Name Of Love: 2 Decades of U2'.
O baixo foi montado por Jerry Auerswald, um luthier alemão que é bem conhecido por montar guitarras para os gostos do Prince.
Não se tem conhecimento sobre as especificações do baixo de Adam, mas o baixista disse em entrevista que o Auerswald foi "um excelente exemplo de som".
Depois de discutir as necessidades técnicas de Adam, o baixo foi construído na Alemanha pela Auerswald Instruments, resultado do trabalho em equipe entre Jerry Auerswald e o técnico de baixo de Adam Clayton, Stuart Morgan. Com base no formato Flying V, Adam queria um instrumento estilo "Spacey, Flash Gordon", mas com um equilíbrio melhorado para o Flying V.
Ele foi feito com madeiras de mais de 100 anos. e tem um acabamento amarelo com um efeito incrível. Jerry explica: "Eu queria ter um amarelo muito brilhante e chamativo, e é bem profundo".


Agradecimento: BASSICS magazines' Fall 1997 - u2-atomic-adam-gear.tripod.com

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Noel Gallagher conta como surgiu o convite de fazer a 'The Joshua Tree Tour 2017' com o U2


O site Tenho Mais Músicas Que Amigos conversou com Noel Gallagher em sua passagem por São Paulo para tocar com o U2 pela 'The Joshua Tree Tour 2017'. Confira o que ele falou sobre estar com a banda.

TMDQA!: Você disse em entrevistas que esta turnê com o U2 tem sido como férias para você. Como tudo começou e como é um dia típico com eles? Aparentemente cada dia é diferente do outro, já que eles estavam andando pelas ruas de São Paulo e até gravaram vídeos.

Noel: Eu conheço o Bono há bastante tempo. Estávamos no sul da França, curtindo, e ele disse, “Você sabe que vou fazer esse lance com o The Joshua Tree no ano que vem” e eu fiquei tipo, “Nossa, legal pra caralho!” e me perguntou o que eu faria no próximo ano e eu disse que estaria no estúdio. Ele falou que se meu disco estivesse pronto a tempo, eu iria com eles para fazer alguns shows. E eu aceitei.
De início seriam apenas alguns poucos shows pela Europa, mas então virou algo “Vocês querem ir para a América do Sul?” e eu fiquei tipo, “claro que sim!” e foi tudo muito casual.
Se meu disco tivesse saído eu não acho que estaria aqui. Acho que o melhor lugar para mim, se meu disco tivesse sido lançado, seria não estar em turnê com o U2. Mas eu gostei, porque eu não tinha disco saindo, nada para promover, só pelo prazer de tocar.
E a segunda parte é que não existe um dia típico com eles. Tudo muda, a cada cinco minutos. Estivemos em um restaurante chamado Maní. Na noite anterior fomos a um outro lugar porque a esposa do Adam é brasileira e nos mostrou uns lugares. Fomos para o Rio para um casamento. E depois voltamos e tudo muda e é isso, algo pode acontecer hoje à noite. É um caos."

Loja de discos que o U2 frequentava quando adolescentes em Dublin, terá exclusividade na venda de "The Blackout" em vinil


"The Blackout" é o vinil em edição limitada que o U2 lançará no Black Friday 2017.
A loja de discos independente de Dublin, Freebird Records, será uma das únicas lojas de varejo no mundo que venderá o disco. A banda está liberando apenas 750 cópias coloridas do vinil de 12 polegadas de sua música "The Blackout", para marcar o dia anual da febre do consumidor que é o Black Friday, e a loja Freebird de Dublin, que está localizada na Wicklow Street, terá o disco altamente colecionável em estoque.
"Duas das lojas estão nos EUA, a outra é a Rough Trade em Londres e nós somos a quarta", disse Brian Foley, da Freebird, à RTE Entertainment. "É muito prestígio, fomos abordados para ter a edição limitada pela Forte Records, que fez a distribuição para a Tower e a Freebird em Dublin".
O site da Freebird avisa: "Os clientes terão que ir até a loja adquirir sua cópia exclusiva. Não há reservas ou venda online. 1 cópia por pessoa apenas."
A Freebird tem sido o pilar da cena musical de Dublin desde 1978, quando abriu na Grafton Street. Mudou-se várias vezes, inclusive para uma localização na Eden Quay, e está atualmente localizada na Wicklow Street, não muito longe de sua casa original.
O próprio U2 eram visitantes regulares da Freebird no final dos anos setenta e início dos anos oitenta. "Eles costumavam vir muito aqui", diz Brian, que tem gerido a loja desde que abriu.
"Lembro-me de The Edge comprando uma cópia do 'The Velvet Underground and Nico', mas eles pararam de vir aqui quando ficaram famosos. Nós também vendemos mais cópias do álbum de estréia do U2, 'Boy', do que qualquer outra loja no país durante os primeiros seis meses de seu lançamento", acrescenta Brian.

A frase "The light that we can really be.." está gravada no vinil!



Do site: RTE

The Edge revela que há uma versão inédita da canção "Don't Come Knocking"


Em 2004, Bono e The Edge compuseram uma canção-título para o longa 'Don’t Come Knocking', do cineasta alemão Wim Wenders. O filme traz no elenco nomes como Sam Shepard e Jéssica Lange. Bono e The Edge interpretaram um "avassalador e romântico" dueto com a linda cantora irlandesa e amiga de ambos, Andrea Corr.

The Edge conta como tudo aconteceu, e revela que há uma versão inédita da canção:

"Originalmente, Wim Wenders entrou em contato com Bono sobre o filme e perguntou se poderíamos fazer uma música para ele. T Bone Burnett, outro velho amigo nosso, estava produzindo a trilha sonora e o score e então nós quisemos tentar vir com alguma coisa. Bono e eu nos sentamos, e Bono cantarolava algumas linhas de uma ideia de melodia no meu Walkman. Eu peguei essas ideias e trabalhei no meu computador usando o software GarageBand e começamos a juntar a canção.
O filme é situado no coração da América, mas eu não queria que fosse diretamente uma música country porque achei que seria muito clichê, então eu voltei para o country de muito antigamente - nos anos 40 ou 50 - e ouvi os ritmos que eles usavam e me inspirei à partir daquilo.
Trouxemos Andrea Corr para trabalhar na música com Bono e nós a desenvolvemos em um dueto, mas estávamos tão ocupados com a turnê 'Vertigo' que era difícil saber se nós iríamos terminar à tempo para o lançamento do filme. Foi realmente uma coisa de última hora para conseguirmos terminar à tempo. Foi então que Garret Lee entrou, pegou a minha demo e faixas vocais e veio com uma versão realmente incrível. T Bone pegou a mesma demo com vocais e usou sua banda para reproduzir uma versão e essa mixagem também é muito especial e uma interpretação muito diferente da música. Eu acho que muito pouco do que eu fiz originalmente acabou nas versões finais, ambas foram em direções diferentes, mas ambas são faixas surpreendentes. A versão de T Bone está na trilha sonora do filme, mas provavelmente iremos tocar as duas versões no rádio, embora não há nada decidido neste momento.
Como as melhores canções de amor, é uma peça um pouco complicada, ostensivamente sobre duas pessoas que, obviamente, têm uma história e o refrão diz "não venha bater, não venha bater na minha porta, não venha bater mais". Mas é engraçado que enquanto a letra diz isso, o sentimento que você recebe é o oposto. É um tipo de terreno interessante, onde tudo o que a letra parece estar dizendo é o oposto do sentimento que você tem..."


Em apenas quatro dias, o grupo israelense de arte de rua Broken Fingaz Crew filmou um vídeo musical em Haifa, Londres e Rajasthan para o lançamento da nova música do U2


Quando a Universal Music entrou em contato com o grupo Broken Fingaz de Haifa para dizer que o U2 queria que o grupo israelense de arte de rua criasse em apenas 7 dias um vídeo de animação stop motion para a nova música da banda, "American Soul", o Broken Fingaz não hesitou - mesmo que a equipe tivesse apenas uma semana para fazer isso.
"Não tínhamos certeza se era possível, mas é claro que dissemos sim", escreveu Unga do Broken Fingaz.
"Nós nos juntamos com Adme [o editor-diretor israelense Adam Alboher], o gênio com quem trabalhamos na maioria dos nossos vídeos, e gravamos tudo em intensos 4 dias, completamente DIY (Faça Você Mesmo)".

Uma vez que os membros da Broken Fingaz viajam por todo o mundo fazendo suas coisas comissionadas, os segmentos do vídeo foram filmados em Haifa, Londres e Rajasthan.


A equipe achou toda a experiência "bastante surreal", e foi bombardeada para uma peça para os gostos do U2. Além disso, o vídeo apresenta uma introdução do rapper americano Kendrick Lamar. "American Soul" é uma faixa no novo álbum da U2, 'Songs of Experience', que será lançado no dia 1 de Dezembro.

No site do Broken Fingaz, um Behind The Scenes do vídeo:




















Áudio: a versão Radio Edit de "Get Out Of Your Own Way" que não traz a parte de Kendrick Lamar


Está disponível na AAA radio a versão Radio Edit de "Get Out Of Your Own Way", que não traz a parte de Kendrick Lamar no final da canção.
Esta versão tem 3 minutos e 21 segundos!

CLIQUE AQUI PARA OUVIR A VERSÃO RADIO EDIT

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Wang Dan e Vera Chirwa no encarte de 'Achtung Baby' do U2


No encarte do álbum 'Achtung Baby' do U2, de 1991, há duas linhas dizendo:

Remember Wang Dan, student leader Tiananmen Square, imprisoned 1989 China.

Remember Vera Chirwa, imprisoned 1981 Malawai.

O Protesto na Praça da Paz Celestial (Tian'anmen) em 1989, mais conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial, ou ainda Massacre de 4 de Junho consistiu em uma série de manifestações lideradas por estudantes na República Popular da China, que ocorreram entre os dias 15 de abril e 4 de junho de 1989. O protesto recebeu o nome do lugar em que o Exército Popular de Libertação suprimiu a mobilização: a praça Tian'anmen, em Pequim, capital do país. Os manifestantes (em torno de cinco mil) eram oriundos de diferentes grupos, desde intelectuais que acreditavam que o governo do Partido Comunista era muito repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, que acreditavam que as reformas econômicas na China haviam sido lentas e que a inflação e o desemprego estavam dificultando suas vidas. O acontecimento que iniciou os protestos foi o falecimento de Hu Yaobang. Os protestos consistiam em marchas (caminhadas) pacíficas nas ruas de Pequim.
Wang Dan, um líder do movimento da democracia chinesa, foi um dos mais visíveis dos líderes estudantis na Praça Tiananmen.


Durante e após a repressão dos protestos foram realizadas tentativas de prender e perseguir os líderes do Movimento Democrática da China, em especial Wang Dan. Wang Dan foi aprisionado e enviado à prisão, e mais tarde foi-lhe permitido emigrar para os Estados Unidos.
Os trabalhadores que foram presos em Pequim foram julgados e executados. Entretanto, os estudantes, muitos oriundos de famílias relativamente influentes, receberam sentenças muitos mais suaves. Inclusive Wang Dan, o líder estudantil que encabeçava a lista dos mais procurados, acabou passando somente sete anos na prisão.
Wang é um pH.D. em História da Universidade de Harvard. Além de realizar pesquisas sobre temas relacionados, Wang ainda está ativo promovendo a democracia e a liberdade para a China.

Vera Chirwa é uma advogada Malawi e ativista dos direitos humanos e civis.


Tornou-se a primeira advogada do Malawi e fundou um partido político em 1959. Foi membro fundadora também da Liga das Mulheres Africanas de Nyasaland. Ela lutou pelo governo democrático multipartidário no Malawi e foi acusada de traição, julgada e condenada à morte pelo presidente Kamuzu Banda. Foi declarada inimiga do Estado e acabou expulsa. Ela passou 12 anos no corredor da morte. Ela era casada com um advogado, Orton Chirwa, Ministro da Justiça e Procurador-Geral da Malásia, que mais tarde morreu na prisão.

The Sunday Times: Bono fala sobre morte, impostos e o novo disco do U2 - Parte II


O novo álbum de U2 é uma obsessão com a morte - mas é um sucesso. Bono, sob fogo cruzado por seus assuntos tributários, responde aos seus críticos e também coisas sinceras sobre sua família - Parte 02

O U2 nunca foi uma banda sutil, nem fingiu ser. O rugido e a fúria dos sucessos dos anos 80 como "I Will Follow" ainda estão em pé, embora seu poder musical tenha se tornado mais comedido após 'Achtung Baby' (1991), com seu forte humor e experimentação sônica. Para a vertiginosa "Vertigo" de 2004, os quatro de Dublin se tornaram a maior banda do planeta, mas sua música tornou-se mais vaga e com preenchimentos épicos.
'Songs Of Experience' é um retorno muito forte. Com a guitarra característica de Edge, é o mais simples do que foi há anos.
"Você tem que ver a luxúria do rock progressivo", Bono sorri, enquanto ele cita 'Tapestry' de Carole King e canta uma de suas novas músicas como se fosse uma balada de piano desse disco. O som atual da banda, então, é otimista, mas Bono muitas vezes parece perdido. Infelizmente, em algum momento, ele canta: "O fim está aqui".
Não é só ao seu apocalipse pessoal ao qual ele é dirigido. Também aborda o recente apocalipse liberal. Sua franqueza está em sua face, realmente. Pegue "The Blackout", uma arma militar com a linha "democracia é deixada para trás", seguida de: "este é um evento de extinção?" É tão sutil como queimar uma efígie de Trump. Este ano, um show do U2 em St Louis foi cancelado devido a problemas raciais. Como Bono, uma nova-iorquino em parte do tempo, sente que o país que mexeu com ele quando criança em Dublin o mudou em 2016?
"As pessoas estão agindo como se algo tivesse morrido", diz ele. "É uma dor. A morte da inocência. Vivemos com a ideia de que as coisas se tornariam mais justas. Os direitos das mulheres. Os direitos dos homossexuais. Isso estava acontecendo. Então isso parou."
Foi complacência? "Sim", ele diz. "As pessoas acreditavam na evolução espiritual por seus próprios meios, mas não há provas disso".
Em fevereiro, em seu segundo trabalho como filantropo, Bono foi criticado por uma sessão de fotos com o vice-presidente Mike Pence. A reunião foi estranha. O esforço de Pence para uma "mordaça global" reduz a ajuda às mesmas mulheres na pobreza que Bono procura ajudar na campanha Poverty Is Sexist.
"Mike Pence é uma pessoa com a qual eu posso trabalhar", diz Bono. "Eu posso não concordar com ele, mas acredito nele quando ele fala. Tenho simpatia pelos idealistas. Se você pode ampliar a abertura desse idealismo, você pode ser apaixonado, digamos, pelo meio ambiente ou pelos pobres. E os liberais devem ter cuidado com a indiferença atroz de pessoas que têm visões completamente conservadoras".
Uma reunião com Trump, no entanto, não. "Não posso encontrá-lo porque ele não diz a verdade. Eu tenho bons amigos no Partido Republicano ... Eles acabaram em lágrimas, e as pessoas ficaram envergonhadas de que o Escritório Oval tenha se tornado a WWE".
Bono conheceu a maioria dos políticos mais importantes de sua era. Alguns relacionamentos fortes permanecerão assim. Sobre Aung San Suu Kyi, no entanto - para quem o U2 escreveu uma música - Bono disse: "Até que eu consiga um contato, eu não quero falar muito [sobre a crise de Rohingya]". Ele estava esperando uma chamada com ela por telefone para ter um resumo de sua posição, mas ela não aceitou seu pedido para uma ligação, o que levou a uma declaração do grupo sobre mentes exploradas e corações partidos. Quando ele fala sobre isso, no entanto, ou sobre os Estados Unidos, ou sobre suas esperanças frustradas após a Primavera Árabe, é claro que muito pelo qual ele lutou sofreu colapsos em sua volta.
Ele menciona uma citação do ativista Wael Ghonim: "O poder das pessoas é muito mais forte do que as pessoas no poder." É lindo", ele diz. Sua voz treme. "Terminou não sendo verdade".

No dia seguinte, Edge tocava guitarra em frente à TV. Era um estúdio portátil.
Sobre 'Songs Of Experience', Edge diz que "a simplicidade é onde a música está", e cita o disco Anti de Rihanna como inspiração. "É tenso", ele diz sobre o novo disco. "Não há ideias sem terminar". Ele está certo. As letras são apresentadas em um minucioso processo. Uma música, "You’re The Best Thing About Me", sobre Ali, a esposa de Bono desde 1982, tem uma coda de "Por que eu estou indo embora?"
Bono diz: "Isso vai sair em todas as manchetes! Está preparado? Eu estou mesmo!"
"Eu nunca quis dar este desprazer para Ali de fazer uma música sentimental, então escrevi uma crise de meia-idade. É um retrato de um idiota". Ele continua explicando que ele teve um pesadelo em que ele deixava sua família e acordou chorando. Dizendo ser um brincalhão em casa, ele contou que falou: "Fui até a cozinha e disse: 'meu pobre bichinho de estimação, você iria embora, verdade?'"
Ele fala com doçura quando o assunto é sua família. É aí que, em suas filhas Eve e Jordan, ele vê a esperança para o mundo.
Como sinal de mudança de atitudes, a Irlanda planeja realizar um referendo sobre o aborto. "Minhas filhas estão muito envolvidas", ele diz sobre a votação, prevista para o próximo ano. "Mas dizer às mulheres o que elas têm que fazer com seus corpos é inaceitável, e acho que os irlandeses sabem disso." Será que sua voz será ouvida mais perto desse momento? "Eu não sei", diz ele. "Eles podem não querer minha bandeira lá. 'Está tudo bem, Bono. Nós cuidamos disso!'"
Ele está muito atento sobre o crédito que a crítica e os satiristas lhe dão.
No álbum de estréia do U2, 'Boy', Bono cantou: "Eu senti que o mundo poderia ir longe / Se eles ouvissem / O que eu disse." Parece que ele tem sido arrogante desde os 20 anos de idade. Ele acha engraçado, dizendo que a linha é "em um clima encantador e nostálgico - esse é um dos melhores álbuns de estréia ... que alguma vez já fizemos." Ele sorri, pensando novamente naquele protesto profético de uma linha. "Sim", ele diz, levantando uma sobrancelha. "Como estamos nesse projeto?"
O terraço estava cheio de fãs. Alguns tentavam dar para Bono uma cesta de produtos lácteos feitos por brasileiras oprimidas, enquanto um fã com uma tatuagem do U2 realmente queria que ele visse seu braço. Essas pessoas vão chorar um dia por ele, mas qual será o seu maior legado? A estrela que enche os estádios e que ajuda os doentes e os pobres, ou "esse hipócrita" que disse às pessoas como se comportar? Uma divisão para tempos divididos.
No mês passado, Noel Gallagher contou uma ótima história sobre sair com Bono. Sobre ir à casa de Bono, assistir um discurso do presidente irlandês, um avião privado, Paris e Gallagher ligando sua TV para ver Bono conversando com o Presidente Macron. "Eu li", diz Bono, sorrindo. Gallagher disse que os três dias com Bono acabaram com ele. "Bem", Bono diz: "Noel é irlandês de todas as maneiras mais inspiradoras, mas ele está perdendo o que chamamos de "perna oca" [uma frase usada para descrever alguém que exagere no álcool sem mostrar sinais de efeito]. Ele realmente não bebe tanto. Eu pensei que era um dia calmo!"

Dos sites: The Times - U2 News

The Sunday Times: Bono fala sobre morte, impostos e o novo disco do U2 - Parte I


The Edge sobre Bono em entrevista ao The Sunday Times:

"Quando seu amigo passa por um trauma que poderia ter sido fatal, é claro que você passa a estar preocupado. Estamos numa idade em que temos de pensar no nosso bem-estar, porque quando vemos tanta gente morrendo, não muitos, mas vemos, é como: vamos lá... Você passa a colocar os cintos de segurança pela primeira vez."

O novo álbum de U2 é uma obsessão com a morte - mas é um sucesso. Bono, sob fogo cruzado por seus assuntos tributários, responde aos seus críticos e também coisas sinceras sobre sua família - Parte 01

O artigo do The Sunday Times, com uma entrevista com Bono e The Edge realizada em São Paulo durante a passagem do U2 com a 'The Joshua Tree Tour 2017':

Recentemente, Bono tem se preocupado sobre como ele será lembrado quando ele morrer. "A perda de David Bowie me afetou profundamente", diz ele. "E Leonard Cohen, que eu não conhecia tão bem quanto David, mas eu conhecia Leonard."
Ambos os cantores receberam despedidas vibrantes, e os tributos foram 99% positivos. Isso não vai acontecer com Bono.
"No seu funeral, ninguém fala sobre o que você conseguiu", ele diz com um pouco de tristeza. "Eles falam sobre se você era engraçado ou não? Se você era gentil com seus filhos? Então, estou me afastando de me preocupar muito com o meu legado, no que diz respeito ao U2 ou ao meu próprio trabalho, para estar mais preocupado com o que meus filhos e amigos pensam sobre mim."
O encontro com Bono ocorreu no terraço do hotel, um dia antes de um show da banda onde uma mulher no público desmaiou, modelos levantaram-se para os selfies, e Owen Wilson com uma calça arrojada cheia de flores, cantava de coração aberto e com lamento, "With Or Without You".
Bono tem uma memória confusa: as respostas chegam, mas isso leva tempo. 57 anos, vestido dos pés à cabeça, com óculos escuros polarizados.
Duas semanas depois da entrevista, a bomba do Paradise Papers estourou. Ele foi nomeado neles por usar uma "empresa com sede em Malta para investir em um shopping lituano". Foi uma acusação de evasão fiscal contra o "cara famoso do poster" pelos super-ricos moralizadores.
Sua porta-voz insistiu que não havia crime, mas ele ainda é rotulado de hipócrita. Por email, Bono explicou: "Eu acredito totalmente na transparência e não tenho interesse em meus investimentos escondidos, na Lituânia, Malta ou em qualquer lugar", ele respondeu. "Este investimento foi em 2006 e meu nome foi visível para as autoridades relevantes". Ele acrescentou que fez parte em 2013 de uma iniciativa para dar acesso à imprensa para quem possui o que e onde. "Eu não queria antes, e muito menos agora, ser cúmplice de um sistema que está fora de controle em termos de sua obscuridade. Eu acho que você pode ser um investidor, bem como um ativista - não há nada de errado em ser alguém que causa problemas".
Você tem que admitir que o trabalho de Bono com a (RED) produziu mais de 465 milhões de dólares para o trabalho contra a AIDS na África. Alguns de seus impostos poderiam ter sido evitados, é claro, mas, por outro lado, ele distribui fundos para as causas em necessidade.
Há pessoas desesperadas o suficiente para descartar todo o trabalho de Bono, apenas porque odiaram aquele momento em que um álbum indesejável do U2 apareceu no iTunes. "Eu fingi no passado que isso não feria meus sentimentos, mas poderia", diz ele quando perguntado sobre a percepção pública dele e sua banda. "Mas eu não acho que isso incomoda à alguém mais".
Para aqueles que não são fãs, ele é visto como um santo de duas faces. Para os fãs, francamente, eles não se importam. O U2 tocou para 2,7 milhões de pessoas com a 'The Joshua Tree Tour 2017', são populares, ricos, e tiveram que sair do show em São Paulo escoltados devido ao enorme número de fãs, e fecharam um hotel com exclusividade para terem privacidade. Neste mesmo hotel, Adam Clayton estava de kimono pelo lobby.
O papo com Bono  aconteceu antes do Paradise Papers, mas parecia que ele esperava por algo. Bono parece fragilizado? Há pistas de seu estado de ânimo em 'Songs Of Experience', o 14º disco do U2, que tem músicas compostas para quem mais ele se interessa: sua esposa Ali; seus quatro filhos; Jesus. São letras obscuras, cheias de alusões à morte, que resistem.
"Eu sofri alguns golpes", admite Bono, quase como em um sussurro durante grande parte da entrevista. Um grave acidente de bicicleta em 2014 foi amplamente divulgado, seguido das mortes de Bowie e Cohen. Foram os golpes mencionados?
"Não, houve algumas coisas, mas não vou entrar em detalhes", diz ele, antes de parar, pensar, se recuperar novamente. Ele faz muito isso. "Todo mundo tem um toque de mortalidade, e eu não quero entrar nisso como em uma novela, mas eu disse:" Ok, eu posso não ser indestrutível. Um momento para parar e, naquela pausa, pensei: eu vou olhar para a mortalidade e como ela afeta a maneira como vejo minha família, amigos e fé".
Neste ponto, essa linha incrível na fantástica "Lights Of Home" - "Oh, Jesus, eu ainda sou seu amigo" - é difícil de ignorar. O toque de Bono com a morte o afastou de Deus? "Minha curiosidade me leva a lugares perigosos, e eu tenho sido indiferente à respeito", ele admite. "Em parte por causa da minha fé, mas então senti que a fé estava fora do alcance. Foi no último Natal, e fiquei surpreso. A crença é absurda, mas eu tenho, e eu pensei: "Estou com medo". Foi algo novo, e percebi que não queria morrer. Quero passar tempo com meus filhos. Há músicas que eu quero escrever, coisas pelas quais eu posso ser útil. Então, quando eu reconheci meu medo, minha fé voltou".

Dos sites: The Times - U2 News

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Como 'Under A Red Blood Sky' do U2 foi pirateado no Brasil na década de 1980


Ali no início, meio dos anos 1980 no Brasil, o acesso aos amplificadores Marshall, guitarras, livros e discos importados era muito restrito. Não existia a globalização e Internet.
Então, surgiu no mercado de discos, cópias nacionais de Lps importados. Uma história famosa de pirataria de vinil ocorreu em São Paulo, e envolveu um disco do U2.
Um fanático pelo U2 tinha comprado o vinil de 'Under A Red Blood Sky' importado na semana em que o disco tinha sido lançado no exterior. Mas seu disco foi roubado.
Este fã descobriu que este seu disco estava sendo vendido em uma loja. Foi até lá pedir de volta, e o dono da loja jurou que aquele não era o que havia sido roubado dele, que era outro.
O fã então comprou o disco e levou para um amigo que fez uma versão pirata em vinil para ele. Assim, ele aproveitou e prensou um monte de cópias e vendeu bem mais barato aqui no Brasil, do que custava o importado. A brincadeira durou até a gravadora descobrir de onde vieram as cópias.

Um papo com Phil Docherty, técnico de palco de Bono nas turnês Vertigo e 360°


Durante a Vertigo Tour em 2005/2006, foi realizada uma entrevista com Phil Docherty, o técnico de palco de Bono. Ele era o responsável por todos os requisitos técnicos de Bono no palco - bem como todos os instrumentos que ele usava: guitarras, gaitas, pandeiretas, ou qualquer coisa que ele precisasse usar nos shows, como os monitores de ouvido.

"Em 1976 eu fui gerente de turnê do The Damned por alguns anos. Depois, houve Fisher Z, Madness, Nazareth, o lendário Hank Marvin, Toyah, Spandau Ballet, Billy Ocean, Paul Brady, The Spice Girls, The Police, East 17, Terence Trent Darby, The Corrs, The Waterboys, Johnny Thunders - A lista é infinita. Quando comecei, eu era um "Jack-of-All Trades" (pau pra toda obra), mas sempre tive uma grande afinidade com as guitarras. Eu acho que deve ter sido a diferença que a guitarra tinha feito na minha vida. Crescendo no extremo leste de Glasgow, tudo parecia um pouco nublado e chuvoso e, em seguida, viram as guitarras e elas eram brilhantes e reluzentes e depois houve os Beatles e Sgt Peppers e isso coloriu tudo.
Essas primeiras guitarras para mim, eram de outro planeta, Stratocasters e Candy Apple Reds. Eu toco - mal - mas descobri que meu nicho na vida era cuidar delas. O lado negativo é a separação da família e do lar. No entanto, esse negócio me deu uma ótima vida.
A primeira vez que vi o U2 foi na América por volta de 1982, fiquei maravilhado com eles. Eles eram uma das bandas mais emocionantes que eu tinha visto naquele período. Eu estava em turnê com o 'A Flock Of Seagulls' na época. Eu não queria ir ao show do U2 - pensei que fossem uma banda religiosa de reggae de Dublin. Eu fui arrastado do meu quarto de hotel em um dia de folga. Saí chutando e gritando. Nunca me arrependi disso.
Eu amo "Gloria" porque isso me faz lembrar de um tempo sem preocupações pela América e acho que essa música me manteve acordado enquanto eu dirigia para ir e voltar em toda a América com o 'A Flock of Seagulls'.
Eu não trabalhei com o U2 por tanto tempo. Embora eu tivesse sido abordado antes, basicamente passei 18 anos trabalhando com Sting. Naquele tempo eu também trabalhei com outras bandas - todas, desde The Cranberries até Jane's Addiction, mas isso sempre aconteceu entre as turnês do Sting. Sting sempre esteve na estrada ao mesmo tempo que o U2, então a oportunidade nunca surgiu até quando chegamos ao final de uma turnê de dois anos e meio com o Sting.
Toda a experiência com o U2 é maior do que qualquer outra coisa. Eu fui abençoado, eu fiz um monte de coisas com tantas bandas grandes, mas para realmente trabalhar em uma turnê tão grande quanto a do U2 é algo especial. E, no entanto, também você se sente muito confortável. Eu amo ver 80.000 pessoas lá fora, cantando cada palavra. Quando fomos para Glasgow (minha cidade natal) foi uma noite emocional, a coisa toda, e ver a multidão responder de tal forma foi incrível.
"Where The Streets Have No Name" tocada em minha cidade natal me deu um nó na garganta. Eu devo ficar no melhor lugar dos locais. Você olha para fora e você vê todos pulando para cima e para baixo. Você pode ver a magia e você percebe que é incrível como muitas pessoas ficam tocadas com esta canção. É muito mais do que apenas um show pop ou rock e é ótimo fazer parte disso.
Eu fico de olho em Bono completamente - 110%, esperando por mudanças de guitarra e sinais, para que eu possa executar, coisas diferentes durante o show. Desenvolvemos um pouco de linguagem gestual, e ao ouvir os mesmos monitores que o Bono usa, estou sempre ciente do que está acontecendo. Se ele resolver tocar uma música nova, estamos prontos para isso. Para todos os caras que trabalham com back-up, 95% do trabalho é cuidar de todas as eventualidades para que você não tenha que entrar em pânico se houver uma súbita mudança de direção.
Sua guitarra principal é a Gretch Falcons que a Gretch fez especialmente para ele. Eles foram pulverizadas com um tom especial de verde e são conhecidas como The Irish Falcon. Elas têm pickups e acessórios vintage e precisam de um amável cuidado amoroso, mas usada em conjunto com um Vox AC 30 (também vintage) eles têm um som realmente clássico."

U2 aparece em poster oficial do Glastonbury Festival de 1982


No ano de 1982, o U2 chegou a ser listado como uma das atrações do festival de Glastonbury, mas a escalação da banda foi logo cancelada.



Então o U2 participou de outros festivais na época, e em 1984 se despediu dos grandes festivais, aparecendo apenas em festivais de caridade, como o Live Aid, Tibetan Freedom Concert e o Live 8.
Então em 2010, a banda teve a chance de se apresentar pela primeira vez no festival de Glastonbury. O U2 escreveu uma nova canção para ser apresentada no festival, ensaiou um hit que não vinham tocando na turnê 360° ("Even Better Than The Real Thing") e tinham preparado um vídeo exclusivo para ser mostrado no telão. E então, aconteceu algo que nenhum fã da banda esperava: o cancelamento da participação em Glastonbury e também de uma parte da turnê, devido à lesão sofrida por Bono.
Logo depois do acontecido, começou a 'Operação U2 no Glastonbury 2011'.
E finalmente, apenas em 2011' a banda fez seu 'debut' no festival, para 170 mil pessoas. O U2 estreou no Glastonbury!

Curioso é que no site do festival, na parte da história, há um poster de 1982 em que o nome do U2 aparece! Naquele ano, foram 25.000 pessoas, com ingressos por $8.


No poster original da época, o U2 tinha sido anunciado mesmo:


Após a apresentação do U2 ser cancelada, outro poster foi divulgado, sem o nome da banda:


Blog U2 Sombras e Árvores Altas

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