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quinta-feira, 23 de março de 2017

Suzanne Doyle e a vida na estrada com o U2


Quando um fenômeno como o U2 acontece, tende a levar outros junto com ele assim que passa como um rolo compressor em seu caminho ao redor do globo. Em 1987, Suzanne Doyle foi arrancada do anonimato e levada em turnê com a banda, um papel onde iniciou uma vida trabalhando na indústria da música, muitas vezes na órbita de uma das maiores bandas do mundo. Como ela chegou lá em primeiro lugar? Foi sorte, chance e um professor de Geografia.
"Um dia cheguei em casa da escola e minha irmã disse 'Senhor Scully quer que você telefone para ele'. Então liguei e ele disse 'Eu ouvi falar de um emprego temporário e pensei em você. Não posso te dizer o que é, você tem que dizer sim ou não.'"
Doyle disse que sim e logo encontrou-se indo para uma entrevista vestindo a roupa da mãe para um trabalho como assistente de Ann Louise Kelly, que estava fazendo o serviço do dia a dia no escritório de gestão do U2 e Paul McGuinness, o Principle Management.
"Eu não era realmente um fã", lembra-se Doyle. "Eu estava mais para Doris Day e Jessica Lange. Eu queria ir para Hollywood e ser uma atriz."

O U2 estava prestes a embarcar na turnê de 'The Joshua Tree' e "With Or Without You" tinha sido lançada como um single.
"Foi me oferecido um caderno e uma caneta. Eu atendi o telefone, fiz o café, fiz as coisas de sempre. Depois de uma semana, eu adorava aquele lugar e senti que eu pertencia ali."
O que se seguiu foram alguns anos de turnês após ser oferecido à Doyle um cargo de assistente de turnê. Começou em um estádio em Roma e percorreu diversos territórios, Austrália, Nova Zelândia, Japão, EUA.
Ela guardou dinheiro suficiente para comprar uma casa em Dalkey, mas não houve outro telefonema que mudaria sua vida. Aos 21 anos, ela se demitiu do confortável emprego com o U2, que terminou com uma grande despedida para ela, e saiu para prosseguir atuando.
Doyle fez um curso no Gaiety e logo se tornou aparente que ela não ia chegar a Hollywood.
"Eu estava nervosa, roendo as unhas, não queria que ninguém olhasse para mim. Eu não estava indo para ser a Jessica Lange de olhos azuis."
Ela fugiu para a Austrália com o namorado, mas o país estava em recessão e emprego foi difícil de encontrar. Ela entrou em contato com duas bandas que conhecia: Crowded House e INXS. Chris Murphy, empresário do INXS, tinha uma gravadora, a RooArt, para ajudar artistas indígenas australianos e Doyle começou como estagiária. Não muito tempo depois ela tinha trocado o escritório pela estrada mais uma vez, só que desta vez, a vida na estrada não era muito confortável.
"Kim Frankovich foi trazido para dirigir a gravadora e continuou me mandando em turnê com essas bandas em pequenas vans", lembra Doyle. "Havia uma banda que eu trabalhei, chamada Screaming Jets e seu lema era "fazer rock por aí com o pau para fora". Eu entrei em um telefone público e telefonei para Kim e pedi para ir para casa. Ela diria que não e desliguei o telefone."
Doyle reconhece que ela tinha sido estragada com a experiência de turnês do U2 "elegantes e agradáveis", mas ela não se arrepende de ter dado um passo para trás em turnês que se assemelhavam mais de perto da realidade para a maioria das bandas.
"Eu era muito mimada na Principle. Eu teria sido uma pessoa muito segura e monótona. A Austrália abriu minha cabeça, me deu novas experiências. Eu amo a variedade."
Sydney à fez sentir longe de casa. Com isso, Paul McGuinness telefonou novamente e Doyle teve de considerar sua posição.
"Você tinha que assistir o noticiário para saber o que estava acontecendo, não havia e-mails, cartas. Meu melhor amigo, meu pai, havia morrido e aquilo me nocauteou, na verdade eu perdi um pouco aquela coisa de lar."
Com isso, ela estava na turnê Zoo TV do como uma assistente de gerenciamento de banda e assistente pessoal da banda.
"Juntar estes dois trabalhos – eu era a última a ir para a cama e a primeira a estar em pé pela manhã. Foi o tempo em que havia muitas Supermodelos, havia todos aqueles links por satélite de Sarajevo. Foi loucura, loucura, brilhante, mas foi hardcore alguns anos. Em um ponto fora da turnê, minha mãe me encontrou tendo um sonambulismo, segurando no corrimão com um walkie-talkie imaginário orientando as pessoas, e assim era o meu estado mental naquele período."
Ainda na casa de seus 20 anos, Doyle foi procurada pela MTV Europe para trabalhar em seu departamento de relações e se mudou para Londres.
Em 1998, foi oferecido para ela ser promovida e cuidar também do departamento do Reino Unido e Irlanda, mas Paul McGuinness veio procurá-la mais uma vez. Tudo mudou mais uma vez.
"Eu escolhi voltar para a Irlanda e trabalhei para o U2 novamente por mais dois anos. Conheci um cara, descobri que estava grávida e tive meu filho (Ned agora tem 19 anos). Seis semanas depois, eu fui demitida e fiquei em Dublin. Eu não acho que a Popmart Tour foi tão rentável para eles. Foi uma produção muito grande."

Do site: The Irish Times
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