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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

55 Anos de Larry Mullen Jr. - Parte 1


O baterista do U2 completa hoje 55 anos de idade!

Ele não pode ser chamado de um grande fã de 'entrevistas de rock'. Ele sempre deixa isto à cargo dos outros companheiros de banda. É difícil de acreditar que a jornada épica do U2 para o sucesso começou quando Larry, com apenas 15 anos de idade, colocou um anúncio no quadro de avisos da Mount Temple Comprehensive School em Dublin, procurando músicos para formar uma banda. 40 anos depois, a banda é indiscutivelmente a mais comentada e reverenciada no planeta.
Em uma rara entrevista, Larry recorda aquele dia quando o que se tornaria o U2, ensaiou na cozinha da casa de seus pais. "Todos nós tínhamos algum interesse em música e havia cerca de seis ou sete de nós, mais um casal de amigos, fazendo uma jam session sem uma direção real. A ideia era ver quem poderia e não poderia tocar, como normalmente acontece com bandas novas. A coisa mais interessante sobre aquela reunião é que Edge e seu irmão Dick, que mais tarde tocou com o Virgin Prunes, construíram sua própria guitarra elétrica, meio funky, e que não funcionou muito bem. Todo o resto foi instrumentos emprestados ou não funcionaram, e foi bastante caótico."
Somente no dia seguinte, eles concluíram quem estaria na banda. Larry explica: "Era para quem tinha a voz mais forte e mais dinheiro. Eu guardei meu dinheiro de cortar grama para comprar meu primeiro kit de bateria. Edge tentou construir guitarras e Adam já tinha um baixo. Mas Bono estava ligeiramente em apuros e nós queríamos que ele tocasse guitarra, embora ele tenha insistido em cantar. Agora sabemos o motivo. Porque ele não tinha que comprar ou pegar emprestado nenhum equipamento."
Larry rapidamente destrói vários mitos bem documentados que caíram como "fatos" nos livros de história do U2: uma delas refere-se à um nome da banda. "As pessoas se referem à banda como The Larry Mullen Band naqueles primeiros ensaios, por falta de um nome melhor. Nós nunca tocamos sob esse nome, mas acho que isso foi feito para proteger meu ego naquela fase, porque nós tínhamos ensaiado em minha casa e quando Bono chegou ele cantava melhor do que eu, parecia melhor e simplesmente era o mais velho. Ele basicamente tirou minha chance de se tornar o líder da banda".
Ele também desmente que a banda no início tocava regularmente um cover da banda Bay City Rollers em seus shows. "Isto é besteira. Só fizemos isso uma vez para darmos risadas. Logo começamos a escrever nosso próprio material, embora ruim. Não foi até muito mais tarde, em 1978-79, que tivemos uma ideia da direção musical. A banda tinha passado por muitas mudanças e não foi uma banda que trabalhava sério até 78 ou 79".
Crescer em meados do anos 70, a principal dieta musical de Larry consistia de grandes nomes do Glam Rock, como Sweet, T-Rex, Roxy Music, Slade e Gary Glitter, cuja banda de dois-bateristas fascinava aquele jovem de Dublin. "Sabia que isto era algo que eu queria fazer. Se você ouvir a maioria das músicas daquela fase, aquelas batidas, elas são muito pra frente e possuem a rítmica de uma forma muito simples. Eu também adorava Bowie ritmicamente, ele era muito avançado, e é por isso que Ziggy Stardust e um monte de músicas dos anos 70 ainda tocam hoje. No outro extremo da escala havia Steely Dan, Bruce Springsteen e Yes, mas eu não sabia nada sobre eles, mesmo com minha irmã trazendo esses álbuns para casa. Glam Rock certamente foi a fundação das minhas influências e eu costumava pegar um par de baquetas e tocar em cima dos álbuns."
O produtor Brian Eno, que trabalhou com o U2, disse que pensou que muitos aspectos do estilo distinto de tocar bateria de Larry, e senso de ritmo, tiveram suas origens em suas experiências como um jovem baterista de banda marcial. Larry concorda: "Certamente algumas coisas sim. Estou muito interessado em ritmo e música tradicional irlandesa e é de onde eu venho. Eu toquei em um monte de bandas de estilo militar e em algum momento eu acho que isso respingou no U2. Se você ouvir os primeiro três ou quatro álbuns você pode notar esta influência. Uma das coisas que eu noto quando escuto estas coisas lá atrás é que minha música era muito simples, inventiva às vezes, mas outras vezes não havia muitas qualidades rítmicas. Quando você está tocando com dois caras como um baixista e um guitarrista, existem muitos espaços para preencher. Um bom exemplo disso é o The Police, onde encheram as lacunas de uma forma sofisticada em comparação com o U2. Nós éramos ritmicamente pouco sofisticados, e muito disso veio do fato de que quando eu estava tocando em bandas militares, lá eram outras pessoas cobrindo todas estas áreas diferentes. Você tinha percussionistas, outro baterista e três ou quatro instrumentos baixo, e havia uma confusão sobre quem exatamente deveria estar fornecendo a batida. Para mim, em bandas militares eu fornecia uma forma de ritmo, mas não necessariamente a batida +/+, e foi só depois que comecei a trabalhar com Danny (Daniel Lanois) que eu comecei a entender qual era a posição de um baterista em uma banda. Eu sei que parece estranho, mas naõ temos uma tradição rock n roll na Irlanda e quando você tem 15 ou 16 anos e está começando em uma banda como eu estava, é difícil para um baterista saber instintivamente o que fazer nesse papel. Fornece um elemento musical ou apenas uma batida? Foi um dilema... e reparei isso quando eu ouvi novamente alguns dos nossos discos antigos. Acho que é o desafio para bateristas fornecer a batida e ser inventivo, tudo de uma vez. Na música tradicional irlandesa, onde tocam bodhrans, raramente é +/+, é sempre sobre o inconvencional e outros instrumentos como spoons e bones, que fornecem +/+. Então eu acho que essas coisas têm tido uma enorme influência sobre mim."
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