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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

"A morte da minha mãe certamente me catapultou em direção a banda"

"Tudo na minha vida foi bem normal por um tempo. Minha irmã morreu em 1973 e depois minha mãe morreu em 1978. Em algumas formas, esses eventos definiram o tipo de pessoa que eu me tornei. A morte da minha mãe certamente me catapultou em direção a banda."

Recentemente, foi perguntado para Larry Mullen se o novo álbum do U2 levou-o a refletir sobre sua própria juventude, e ele respondeu: "não, eu não preciso olhar para trás para seguir em frente." Mas ele admite que, relutantemente, perder a sua própria mãe na adolescência lhe deu uma afinidade imediata com o Bono.
"Tudo o que eu achava que seria, já não era mais. Tudo se partiu. Em casa, tudo havia ido embora, tudo se foi. Então eu tinha que procurar outro lugar para ir. Eu precisava de outra família e a banda se tornou isso para mim, e era um refúgio. Eu estava sentado atrás de um kit de bateria. Eu não preciso me explicar. E isso tem sido muito conveniente, porque não é algo fácil de falar, e eu admiro Bono por fazê-lo. É um período doloroso da minha vida e que ainda eu me sinto da mesma maneira. Quem me dera que eu só pudesse expulsar isso. Eu não tenho os recursos ou a força de vontade para fazer isso."

Larry e os outros integrantes do U2 comentaram sobre o fato:

Larry: "A morte da minha mãe em um acidente de carro em novembro de 1978 acabou me esclarecendo o que me diz respeito a banda. Não digo que, se ela fosse viva, não tinha me lançado para esse mundo, mas depois que ela morreu este era o único lugar onde eu queria estar.
Depois da morte de minha mãe não conseguia me concentrar em nada. Tudo em mim se desligou. Bono começou a me ligar para tentar me convencer a sair e pôr de lado os meus problemas. Um dia estávamos sentados na soleira da porta e ele me disse sobre quando perdeu sua mãe aos 14 anos. Eu não fazia idéia. Senti que tinha encontrado alguém que me compreendia. Estabelecemos uma ligação, e passado uns tempos, nos tornamos grandes amigos. Senti então que estava preparado para voltar à banda. Agora era tudo diferente. Eu já não fazia parte de um grupo, agora pertencia a uma banda e a banda veio se tornar minha fuga. Me entreguei de corpo e alma."

Edge: "Por incrível que pareça, a morte da mãe do Larry nos chocou de tal forma, que acabou nos unindo ainda mais. Os laços de amizade entre nós se fortaleceram e foi a partir disso que as coisas começaram a mudar para melhor. O Larry estava com um pé fora da banda e mais virado para a indústria de petróleo, entretanto, voltou para a banda e esqueceu esse trabalho."

Bono: "Eu havia passado por algo parecido. Nós nos tornamos amigos próximos naquele momento, e aquele a quem havia sido um baterista meio precoce que trazia problemas para cada solução que você podia oferecer, se tornou um de meus melhores amigos. E o que eu entendi sobre o Larry foi o motivo no qual ele agonizava sobre tudo, sobre cada comprometimento, incluindo o comprometimento com a banda. É porque ele leva esses assuntos – verbal, emocional, entre outros – muito seriamente na vida. Ele não é um bagunceiro, ele leva sua palavra muito a sério. É uma força maravilhosa estar em uma sala com alguém que não pode mentir. Isso lhe dá muito poder. Então, para se manter nessa posição, ele se move muito lentamente em qualquer direção, mas raramente muda de opinião. Quando ele ganha espaço, ele permanece no mesmo."
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