Anúncios

Ainda Não Encontrou O Que Procura? Pesquise Aqui!

sábado, 14 de março de 2015

"Silver And Gold": imperialismo, exploração, ganância e repressão

Foi no backstage do Slane Castle em 1984, entrevistando Bob Dylan para Hot Press, que Bono recebeu sua primeira lição da importância da tradição do blues.
Dylan, que estava quase familiarizado com as baladas irlandesas, como foi com o trabalho de Woody Guthrie e o blues do país de Leadbelly e Robert Joshnson, mencionou o McPeakes da Irlanda do Norte. Bono olhou para ele inexpressivamente. “Não há raiz musical ou herança para nós”, ele explicou sobre o U2. “Na Irlanda há a tradição, mas nós nunca nos conectamos a ela”. “Bem”, Dylan insistiu, “você tem que chegar de volta a música”.
Não há dúvida que Bono foi atingido nesse momento por uma inadequação no centro do U2, e ele resolveu corrigir. Parte da resposta foi começar a mover círculos musicais, e Bono fez. Tirando um intervalo em Nova York no final de 1985, ele esteve com Peter Wolf do J. Geils Band. Eles visitaram uma sessão presidida por Rolling Stones, coincidentemente, por Steve Lillywhite e se envolveu em uma Jam, com Keith Richards tocando piano. Wolf e Jagger trocando vocais e gaitas.
Bono foi forçado a assistir meramente – ele não conhecia nenhum dos standarts do R’n’B que eles estavam familiarizados. Eles ouviam algo de John Lee Hooker – e Bono estava viciado na força bruta da voz, no ritmo e na guitarra pungente.
De certa forma a experiência foi humilhante, mas Bono foi estimulado pra entrar em ação.
De volta em seu quarto de hotel, em uma febre, ele escreveu sua própria visão sobre o blues.
Ele tinha estado na Etiópia com sua esposa Ali, trabalhando em um campo de lá para ajudar no processo de renovação pós-fome. Ele tinha visto em primeira mão o impacto das políticas econômicas ocidentais no continente Africano e seu senso de indignação é palpável na canção "Silver And Gold", uma música sobre imperialismo, exploração, ganância e repressão.
Os instintos de Bono como letrista veio à tona novamente. Ele pegou emprestado a linha “I’ am someone” do líder dos direitos civis Jesse Jackson. E ele roubou a paisagem da literatura irlandesa decorrentes de Brendan Behan. “I have seen the coming and going/ The captains and the kings”. Mas escrevendo a canção da perspectiva de um prisioneiro político negro, ele também deu um passo crucial na imaginação, um avanço artístico significativo que poderia ter ajudado muito na escrita de 'The Joshua Tree'.
A versão acústica original blues foi gravada com Keith Richards e Ronnie Wood para o álbum 'Sun City'.
No 'Rattle And Hum', a banda completa está à bordo e o resultado é inevitavelmente mais pesado. Bono entrou no espírito do desempenho com um rap improvisado anti-apartheid, terminando em um ataque preventivo contra as inevitáveis acusações do discurso político. “Eu estou te chateando?”, ele perguntou sarcasticamente. “Não quero incomodá-lo”.
A linha “Ok Edge, play the blues”, introduzindo o solo de guitarra, gerou a artilharia. Mas então o solo de The Edge é quintessential, e destaca apenas como o blues tinha sido criado.

Agradecimento: ROSA - U2 MOFO
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Blog U2 Sombras e Árvores Altas

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...