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domingo, 3 de abril de 2011

U2 no se va…U2 no se va: a segunda apresentação na Argentina pela turnê 360º

"U2 no se va…U2 no se va!" (U2 não vai embora, U2 não vai embora!). Este foi o cântico entoado diversas vezes na noite deste sábado, 2, pelo público que acotovelava-se no estádio de La Plata, cenário onde o U2, pela turnê 360°, protagonizou seu segundo show da semana na Argentina. Bono agradeceu diversas vezes pelo frenesi dos argentinos e sugeriu que não tinha vontade de ir embora do país.
A resposta das 60 mil pessoas presentes foi de um "hurra" generalizado.
Ao longo de duas horas e meia de show, em várias ocasiões, Bono agradeceu o entusiasmo do público e disse que estava feliz de estar em Buenos Aires. A gafe (na realidade Bono estava na cidade de La Plata, a 57 quilômetros de Buenos Aires) foi carinhosamente ignorada pelo público que estava ansioso pelas canções do grupo irlandês.
O prelúdio do show foi realizado pela banda inglesa Muse, que - sob o comando de Matthew Bellamy - começou a preparar o clima para o U2. Mas, antes de iniciar o show liderado por Bono o público ouviu pelos alto-falantes do estádio a canção Música Ligeira, do roqueiro argentino Gustavo Cerati, que está em coma por um AVC desde o ano passado. A plateia reagiu com um estrondoso aplauso em agradecimento ao U2 pela homenagem ao músico argentino.
Na sequência o público foi surpreendido com os acordes da sexta sinfonia de Ludwig van Beethoven, uma escolha ousada do U2 para servir como introdução ao espetáculo.

Após a bicentenária melodia do compositor alemão houve uma pausa. Na sequência, sob o som de 'Space Oddity' e os urros da plateia, entraram no palco Bono, o guitarrista The Edge, o baixista Adam Clayton e o percussionista Larry Mullen.
O grupo entoou um dos clássicos do U2, a remodelada versão de 'Even Better Than The Real Thing', marcada pelo solo cortante de The Edge.

O público celebrou o início da apresentação com uma ovação que fez o estádio tremer. Na sequência, o grupo arrancou aplausos com a clássica 'New Year's Day'.


Outras mudanças no setlist em relação ao primeiro show, foram as entradas das canções 'Stuck In A Moment You Can't Get Out Of' em versão acústica e também a volta de 'Ultraviolet (Light My Way)'.
Ao longo do show Bono exibiu seu carisma e não hesitou em balbuciar algumas palavras em espanhol ao convidar uma garota da plateia para ler a letra de 'Gracias A La Vida'. A canção, da poetisa e cantora chilena Violeta Parra (1917-1967), tornou-se mundialmente famosa na voz da cantora argentina Mercedes Sosa (1935-2009). Apesar dos erros de pronúncia do irlandês - e de algumas falhas na letra - os fãs celebraram a interpretação de Bono sobre esta música sul-americana.

Bono também fez piadinhas com o público, explicando que Mullen, "quando dança, estamos em problemas". Sobre Clayton, explicou que bebeu muito chimarrão em Buenos Aires e que teve a companhia de belas argentinas. "A companhia de umas 'bombons' (gíria para designar mulheres bonitas) argentinas!". Sobre seu guitarrista, fez mistério: "ah, e The Edge... ah...".
La Plata, a pacata capital da província de Buenos Aires, será agitada pelos shows do U2 até este domingo, 3, à noite, quando será realizada a derradeira apresentação.
Segundo os críticos, com a 360° Bono e seus colegas superaram suas próprias apresentações prévias no país. "Excelente" foi o adjetivo aplicado de forma geral pelos especialistas para este novo tour.
As únicas críticas foram direcionadas às dimensões do estádio de La Plata, com capacidade para apenas 60 mil pessoas. Ali dentro, a imensa grua em formato de aranha usada pelo U2 como cenário principal, não conseguia exibir sua monumentalidade tal como ocorrerá nos shows no Brasil.

sábado, 2 de abril de 2011

Em 360º

Foram quase dois anos de espera. Desde junho de 2009, quando em Barcelona o U2 subiu pela primeira vez ao palco com o show “360°”, os brasileiros sonham em ver de perto esse que é atualmente o maior espetáculo de rock, duas vezes premiado como o mais rentável do mundo. A partir do sábado 9, em São Paulo, os músicos irlandeses Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. estarão nessa grande arena cujo design já é em si uma experiência. Numa circunferência de 80 metros de diâmetro, delimitada por uma grande passarela e atravessada por pontes rotativas, o show corre solto debaixo de uma impressionante estrutura de luz, som e telões de 50 metros de altura – tudo desenhado e concebido para que os músicos fiquem o mais próximo possível de seus milhares de fãs. Esse era um desejo antigo do vocalista Bono. E dois anos foram também o tempo necessário para que o sonho do vocalista virasse realidade. O responsável pela façanha foi o arquiteto inglês Mark Fisher. Um dos mais requisitados designers de palcos, ele disse à ISTOÉ que a “U2 360° Tour” nasceu de muitos encontros entre ele, Bono e o projetista Willie Williams: “Eu enviava os desenhos, conversávamos, mandava mais desenhos e conversávamos mais um pouco. E assim foi, por um bom tempo, até chegarmos a um acordo. Aí passei as ideias para o computador.”

A estrutura que, iluminada, se assemelha a uma lagosta gigante, esconde uma complexa montagem de peças de aço que pesam mais de 400 toneladas, mobiliza 105 caminhões e, ainda por cima, tem a praticidade ideal para viajar pelo mundo. A novidade maior é que esse palco fica no meio do estádio, aproximando plateia e banda, posicionada debaixo de um telão que se move conforme a música. Fisher já havia concebido maravilhas para a turnê “The Wall”, do Pink Floyd, e assinou a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Sua parceria com a banda irlandesa vem desde os anos 1990, com a turnê “ZooTV”. Mas agora se superou. O impacto das inovações tecnológicas, somado ao som hipnótico e enérgico do U2, transforma tudo em uma imperdível imersão sensorial. O professor e arquiteto Ricardo Martos, que estará entre os 87 mil espectadores previstos para cada noite, acha que a experiência vale o alto valor do ingresso: “Teoricamente todos verão a banda mais de perto, ao contrário de quando o palco é montado em uma das extremidades do estádio”.
Em um dos momentos empolgantes, até o baterista, músico que normalmente não se locomove no palco, sai para fazer um solo com o seu atabaque. O passeio acontece durante a música “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight”, do CD “No Line on The Horizon”, o mais recente do U2. Outro momento antológico se dá quando Bono e o guitarrista The Edge, cada um em uma passarela móvel, se dão as mãos. Para Mark Fisher, formas naturais como folhagens e teias de aranha influenciam seu trabalho. “O telão foi projetado dessa forma”, diz ele sobre a grande tela de 500 mil pixels que se movimenta para baixo e para cima. “O importante ao planejar um palco é ter a certeza de que ele vai funcionar artisticamente.” A grande parafernália leva dois dias para ser erguida e apenas um para ser desmontada. Detalhe: ela tem 320 mil parafusos, que mantêm de pé um esqueleto da altura de um prédio de 17 andares. Vai ser difícil encontrar um fã preocupado com a segurança enquanto estiver dançando e cantando a plenos pulmões debaixo dessa nave de aço. Mas Fisher, que trabalha com 14 pessoas em seu escritório, garante que é justamente a segurança a preocupação primordial de qualquer projeto: “A primeira coisa em que penso é na maneira de isso tudo funcionar sem problemas.” O restante é música, e das melhores.


Do site: Isto É

A apresentação do U2 no 'The Manray Club' em Paris, pela turnê promocional do álbum "All That You Can't Leave Behind"

No dia 19 de Outubro de 2000, o U2 fez uma pequena apresentação no Manray Club em Paris, França; para promover o lançamento do álbum "All That You Can't Leave Behind" e também a turnê mundial que a banda iria realizar, a 'Elevation Tour'.
Foi a primeira apresentação ao vivo da banda depois de mais de dois anos, e neste pequeno clube de Paris tocaram para uma platéia de aproximadamente 600 convidados.
O conjunto de nove canções do setlist começou com a estréia de quatro músicas do então novo álbum da banda. Duas canções tiveram que ser repetidas por problemas técnicos.
No início da noite, o álbum na íntegra, que ainda não tinha sido lançado naquele momento, foi tocado no sistema de som da casa.
A banda teve novamente a experiência de tocarem em um clube, como faziam no começo da carreira.

Larry Mullen declarou na ocasião que adoraria voltar à tocar em clubes, mas que naquele momento no Manray a experiência foi estranha, porque ele não se recordava de como os tetos desses lugares eram baixos, e nesta apresentação quando ele acertou pela primeira vez as baquetas na bateria, o palco inteiro tremeu. Ele revelou que assim que terminaram, cada membro da banda olhou um para o outro, do tipo: "agora sabemos o porque não tocamos mais em clubes".

Setlist:
1.Elevation
2.New York
3.Stuck In A Moment You Can't Get Out Of
4.Beautiful Day
5.Beautiful Day
6.Mysterious Ways
7.All I Want Is You
8.Even Better Than The Real Thing
9.The Ground Beneath Her Feet
10.The Ground Beneath Her Feet
11.Bad / Ne Me Quitte Pas (snippet)

Ele quer US$ 8 milhões do U2

Em 1998, ele fez 17 viagens de helicóptero sobre o Rio de Janeiro com Bono, The Edge, Larry e Adam, a quem tinha pagado US$ 8 milhões para realizar o primeiro show do U2 no Brasil - visto, na época, por um público estimado em 250 mil pessoas. Tinha reuniões com prefeitos, secretários, comandantes policiais. Dava coletivas para centenas de jornalistas. Era bajulado por globais e assediado pela nata do entretenimento. Jantou com os Rolling Stones na Itália e obteve autorização do agente do Pink Floyd para negociar um show exclusivo na América Latina.
"Desde então, tentei, tentei, tentei. Mas, durante 13 anos, eu não consegui mais trazer nem um circo de pulgas ao Brasil", diz o empresário brasileiro Franco Bruni, aquele homem que realizou, quando tinha 44 anos, o sonho dos promotores dos anos 90: numa época ainda incipiente para o show biz nacional, efetivou aqui a PopMart Tour, a primeira turnê da banda irlandesa no País, uma das maiores do mundo (hoje completando 35 anos de carreira). Estima que gastou US$ 17 milhões para realizar o sonho, que hoje tornou-se pesadelo. "A sensação é que um pedaço de mim ficou ali", desabafa Bruni hoje, aos prantos.
A palavra problema não abarca tudo que aconteceu em 1998. Para começar, o show do U2 no Rio, que seria no Maracanã, teve de ser transferido emergencialmente para o autódromo da Barra. O motivo foi que não era possível entrar no estádio com o guindaste necessário para a montagem do show - faltavam 8 cm para a máquina passar pelos portões, o que levou a organização a pensar em cavar o excedente. Mas a administração do Maracanã não possuía as plantas originais de arquitetura, o que impediu a ação - aquilo poderia abalar as estruturas do estádio.
Bruni decidiu levar o show carioca para um local de acesso complicado, sem apoio do trânsito nem da polícia. A improvisação ajudou a causar um tumulto sem precedentes na cidade. Ficou conhecido como ‘O Dia em que o Rio Parou’. Pessoas abandonavam os carros para tentar chegar a pé até o autódromo. Houve queda de energia nas imediações do local do show, obrigando à adoção de iluminação de emergência. Teve gente que só conseguiu voltar para casa com o dia já nascendo.
Mas tudo teria sido apenas uma série de falhas memoráveis de administração pública e organização, não fosse por um cruel desdobramento. Em 22 de novembro de 2000, o U2 regressou ao Brasil somente para fazer um show promocional para 400 Vips, no Rio, e um circo televisivo. Em entrevista, o baterista Larry Mullen Jr. e o cantor Bono ‘descascaram’ o seu antigo parceiro brasileiro. Segundo eles, Franco Bruni não teria honrado compromissos com fornecedores, serviços técnicos, parcerias. Larry foi o mais incisivo - acusou Bruni inclusive de ter dado calote em parte do cachê do grupo. Bruni conta que, na época, estava iniciando tratativas para realizar um festival que festejaria a passagem do milênio, com patrocinadores pré acertados e parceiros. Após as declarações, publicadas no jornal O Globo, tudo gorou - o festival foi por água abaixo. Bruni sentiu-se isolado, sem possibilidades de trabalhar, de arriscar empreendimentos.
Os amigos de Bruni lembram que ele, a partir dali, passou a andar com uma mala cheia de documentos para, cada vez que fosse inquirido, provasse todos os pagamentos que fez. A mala tem 40 quilos, e na entrevista ao Estado, enquanto falava, Bruni manuseava dossiês e mais dossiês. Mas nada disso adiantou. "Foi então que eu decidi ir à Justiça para recuperar minha honra e minha credibilidade", diz. Ele conta que a situação piorou a partir de 2001, quando o processo se iniciou. "As pessoas me diziam: como vou fazer parceria com um cara que processou o U2?"
A determinação de processar o grupo trouxe um problema adicional: como citar os músicos, que são irlandeses? O Reino Unido não tem esse tipo de acordo jurídico com o Brasil. Mas o dia chegou: em 2006, quando o U2 trouxe a turnê de Vertigo ao País, oficiais de Justiça entraram no avião do grupo ainda na pista do Aeroporto de Cumbica, apesar dos protestos dos ocupantes. Ordem judicial, polícia na pista. Citado, o baterista Larry Mullen Jr. anotou na carta precatória: "Eu não li isso e não aceito nenhum dos seus termos". As anotações foram disputadas pelos cartorários da 3.a Vara Cível de Balneário Camboriú (SC), onde a ação corria - para os fãs, uma rara memorabilia. Cinco anos depois, saiu a decisão, publicada há 60 dias: a juíza Dayse Hegert de Oliveira Marinho condenou o U2 (e, como réu solidário, o jornalista de O Globo que publicou a entrevista) a pagar o equivalente a R$ 2 milhões (em valores corrigidos) a Bruni.
O U2, oficialmente, não comenta ações judiciais contra a banda. Seus advogados teriam de interpor recurso até o dia 26 deste mês, mas não se sabe se recorreram. De qualquer modo, um lado já recorreu: o próprio Bruni, que acha a indenização pequena. Quer US$ 8 milhões, valor do cachê que a banda disse que não tinha recebido. Outra questão que incomodou Bruni é que o único condenado da banda foi o baterista Larry Mullen Jr. Ele quer que Bono seja incluído entre os citados.

ENTREVISTA com Franco Bruni (EX-EMPRESÁRIO DE SHOWS)

‘AINDA ADORO ESSE GRUPO’

Quais foram os resultados desse episódio na sua vida?

(Chora). Tive o prazer de ter momentos felizes na vida... Virou tudo um grande inferno. Mas eu não morri, e se Deus me permitiu viver é porque eu vou continuar.

Você não teve lucro com o U2?

Prejuízo eu não tive, mas o lucro ficou por conta dos custos e do cachê. Paguei o maior cachê da Terra. Fora os cachês pagos por milionários russos, para festas particulares em Dubai.

Você pretende retomar a carreira?

Essa decisão judicial favorável a mim correu o mundo. Tive pedidos de entrevistas do mundo todo. Capturei matérias na China, na Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos. Pretendo fazer uma coletiva no dia 7.

Você era, além de empresário, um fã extremado da banda. Deixou de gostar deles?

Olha, meu nome é Franco. Então, vou morrer brigando. Mas vou ser sincero: eu adoro o U2. Gosto da música deles, eu não gosto é do que eles me fizeram.

E se eles lhe pedissem desculpas publicamente?

Eu sou cristão, não sei se eles são. Eu busquei, antes de entrar na Justiça, por um contato com eles. Fui para os Estados Unidos, para o Chile, para a Argentina. Eu estou aqui para perdoar. Mas o prejuízo que eles me causaram tem de ter reparação. São mais de 10 anos sem conseguir trabalhar, sendo humilhado, ouvindo dizerem: "Não podemos nos associar a você, você processou a maior banda do mundo".

Do site: www.estadao.com.br

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A louca história do videoclipe de "I've Got You Under My Skin", com Bono e Frank Sinatra

Novembro de 1993: Bono chegou no deserto da California, para se encontrar com Frank Sinatra para juntos gravarem o vídeo de "I've Got You Under My Skin".
Sr. e Sra. Sinatra foram dar as boas vindas à Bono.
Frank e Bono entraram na parte de trás de uma limusine e foram através da rodovia, com a equipe de filmagem na frente deles registrando imagens dos dois boêmios estilosos. Sinatra, totalmente profissional, disse para Bono abrir a janela do carro para melhorar a iluminação da cena. Eles cruzaram o Rancho Mirage em Palm Springs, com Sinatra contando histórias sobre Dean Martin, enquanto as câmeras rodavam.
Bono sabia que Sinatra não iria fazer um 'playback', então o plano foi filmar Bono e o 'Blue Eyes' escorados em um balcão de bar, conversando como um pai e um filho. Um dos amigos de Frank tem um bar nas proximidades, e foi este local escolhido para a gravação.
O diretor Kevin Godley quis filmar os dois se cumprimentando na porta, requisitando drinks, enquanto a canção serviria de trilha para eles.
Eles chegaram no bar, apertaram as mãos de algumas pessoas, e começaram a gravação.
O primeiro take foi registrado, se sentaram, Bono deu ao Frank uma primeira edição de uma antologia de Yeats, dizendo: "Eu sei que você gosta de uma grande letra", e uma garrafa de uisque irlandês. Frank sorriu. Ele agiu normalmente, mas tudo pareceu estranho para ele, não existiam outros clientes, e as luzes estavam muito fortes (a equipe de filmagem do vídeo substituiu as lâmpadas por luzes de filmagem de alta voltagem).
A equipe foi informada para permanecerem escondidos, fora da linha de visão de Sinatra. Uma mensagem foi transmitida por Godley, escondido na cozinha, assistindo tudo de um monitor, para Bono e Frank gravarem outro take - chegaram, trocaram os presentes, pegaram bebidas. Bono percebeu que Frank estava ficando preocupado. Ele parecia perturbado. "O que estamos fazendo?" perguntou Sinatra.

"Estamos fazendo um outro take, Frank."

"O que você quer dizer cara, um outro take? Para quê? "

"Para o vídeo."

"Que vídeo?"

"Para o dueto".

"Que dueto?"

Frank estava confuso. Bono ficou assustado. Alguém disse: "Ei, Frank, vamos tirar uma foto." Anton Corbijn veio para a frente de um canto escuro e tirou uma fotografia dos dois.
Frank ficou perplexo e furioso: "Quem é esse?"
Um dos assistentes de Sinatra tentou acalmá-lo. Ele disse que era uma foto para o dono do bar, amigo de Frank, para pendurar na parede. "Esse vagabundo!" Frank disse. "Depois de tudo que eu fiz para ele!" Frank ficou desorientado. "Eu tenho que ir. Eu tenho que ir."
E assim, Frank Sinatra se foi.
Bono, Anton e Kevin Godley foram deixados em um bar em Palm Springs, Califórnia, de boca aberta.
Godley teve que remendar um vídeo intercalando imagens de arquivo de Sinatra com a sincronização de Bono cantando a letra, e inseriu algumas tomadas dos dois na limusine, que pelo menos prova que os dois se encontraram realmente.

Bono, Larry, Adam e Edge: astros da seleção argentina de futebol

O U2 deu um concerto em La Plata, na Argentina, e encantaram o público durante a apresentação dos integrantes da banda. Bono fez as honras e renomeou todos os elementos.

O carismático vocalista passou à ser Carlitos Apache Bono:
Larry Mullen tornou-se "La Pulga" (Messi):
Adam Clayton assumiu o papel de "Pipita" (Higuaín):
The Edge transformou-se em "Pupi" Zanetti:
Logo depois, a banda irlandesa foi brindada com um fantástico coro na música "I Still Haven't Found What I'm Looking For".


www.record.xl.pt

quinta-feira, 31 de março de 2011

U2 se apresenta para 60 mil fãs na Argentina, em show pela turnê 360°

O U2 se apresentou na noite de quarta-feira (30) para 60 mil pessoas no Estádio Único da cidade de La Plata, à 62 km de Buenos Aires.
Depois de passar pelo Chile e antes de chegar ao Brasil, o U2 ainda apresenta mais dois shows na Argentina, pela turnê 360º Tour.

Durante o show, Bono mencionou Gustavo Cerati, ex-líder da banda Soda Stéreo, que está em coma após um derrame cerebral sofrido em maio do ano passado.
Bono confundiu os nomes das cidades e gritou "Gracias, Buenos Aires".
A confusão de Bono pode ser explicada. O show do U2 seria no estádio do River Plate, em Buenos Aires, mas o clube vetou. A apresentação, então, foi transferida para o Estádio Único de La Plata.
Bono também celebrou Carlos Tevez, atacante argentino do Manchester City
No setlist, o U2 iniciou o show com uma agitada sequência com as canções 'Even Better Than The Real Thing' e 'I Will Follow'.
Na parte acústica do show, Bono e Edge fizeram uma versão muito confusa de North Star. The Edge iniciou a canção na guitarra em um tom diferente, e Bono então cantou a canção neste tom para acompanhá-lo. Soou estranha, e depois do refrão, The Edge parece ter se enrolado na melodia, e Bono se perdeu todo na letra e no tom que deveria cantar a música. Depois de toda essa confusão de ambos, Edge acertou a melodia e Bono cantou do jeito correto até o final da performance

Bono ainda brincou: "is that a key change? Very professional, The Edge!"
O set ainda teve os clássicos da banda como 'One', 'Sunday Bloody Sunday', 'Mysterious Ways', "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e também algumas canções do último álbum 'No Line On The Horizon', lançado em 2009.

Uma fã foi convidada por Bono para ficar na passarela com ele durante 'In A Little While'.

Paola Rinaldi, a Rosa do videoclipe de 'All I Want Is You'

O videoclipe de All I Want Is You, filmado em 1989 em Roma, conta a estória de um anão (interpretado por Paolo Risi) que se apaixona por uma trapezista (interpretada por Paola Rinaldi).
O vídeo é uma homenagem a Fellini, que, sincronicamente, estava filmando seu último filme, "La Luna Della Voce", há apenas alguns quilômetros de distância do set de filmagem do U2; e também, ao filme de Tod Browning, "Freaks", de 1932.

Paola Rinaldi é uma atriz italiana, nascida em 1960.

Estreou na TV em 1979, ao lado de Gianni Boncompagni em "Discoring". Estudou cenografia no laboratório de Gigi Proietti, iniciando sua carreira de atriz de teatro.

Foi a protagonista de Hamlet, por Gabriele Lavia, onde desempenhou o papel de Ofélia. Ela ocupou vários outros cargos na companhia de Parenti, Carraro, Sbragia, Cecchi, e muito mais.


Também participou de vários filmes, em papéis principais, entre eles um filme de terror gravado em Budapeste e distribuído para o mundo todo.
Em abril de 1989, ela interpretou a trapezista de nome Rosa no videoclipe 'All I Want Is You', do U2, dirigido por Meiert Avis e filmado na costa Sul de Lácio, onde sua participação no clipe e o desfecho para o mesmo é debatido até hoje pelos fãs da banda.


De 1997 a 2001 fez parte do elenco de uma novela, e em 2002 escreveu um livro. Em 2005, participou de uma minissérie. Também é dubladora e atriz de rádio.

'Even Better Than The Real Thing' abre um show do U2 pela primeira vez na história

O U2 realizou na noite de ontem seu primeiro concerto de três, na cidade argentina de La Plata, pela turnê 360°. Todos os cinco shows anteriores na Argentina tinham sido realizados em Buenos Aires.
A banda estava inspirada e tinham reservado uma grande surpresa para os fãs, e não demoraram nada para revelarem ao público o que seria: abriram o show com uma nova versão ao vivo da canção 'Even Better Than The Real Thing', tocada pela primeira vez nesta turnê.
A versão tocada no show tem sua introdução remixada, onde The Edge toca logo de cara o solo onde na versão original só aparece quase no fim da música. Sua performance é mesclada com uma pré gravação da voz original de Bono na canção cantando 'take me higher', ao mesmo tempo que Larry executa ao vivo a sua clássica intro de bateria, e Adam dá suporte no baixo.
Canção do álbum 'Achtung Baby' de 1991, ela tinha sido ensaiada antes dos shows de estreia da turnê em Barcelona, em Junho de 2009, mas ainda não tinham sido incluída em um setlist desta turnê. A última vez que o U2 tinha colocado ela em um setlist tinha sido na Elevation Tour em um show em Boston no dia 09 de junho de 2001.
Foi também a primeira vez na história da banda que eles utilizaram 'Even Better Than The Real Thing' para a abertura de um show.

Não há dúvidas que a abertura ficou muito melhor com esta canção, e com Beautiful Day sendo adiantada no setlist.
Outra decisão tomada pelo U2 que agradou e muito os fãs foi a volta da introdução no sistema de som da canção Space Oddity, de David Bowie, que tanto deu certo nos shows de 2009/2010.
A abertura com a canção do Elbow, 'One Day Like This' e o remix de 'Get On Your Boots' combinaram com os shows da África Do Sul, mas ficaram sem sentido no show do Chile, realizado dias atrás.
O U2 também manteve a versão de 'Where The Streets Have No Name' com a pequena introdução de 'Mothers Of The Disappeared'.
A performance de 'One' teve a presença no palco das Madres de la Plaza de Mayo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Bono e The Edge dançam tango juntos na Argentina

Desde que chegaram a Buenos Aires, Bono e The Edge têm passeado pela capital argentina em seu tempo livre antes do primeiro dos três shows que farão na cidade, que acontecerão no Estadio Único de La Plata.
A versão argentina da revista Hola! traz em sua capa uma foto do vocalista do U2 improvisando passos de tango com uma dançarina. A reportagem destaca que, depois de descansarem durante o dia no hotel em que estão hospedados, na noite de sábado, os integrantes do grupo, o empresário e alguns membros do staff saíram para jantar em um restaurante. Bono emendou e foi a um pub em Palermo Hollywood e, depois, a uma discoteca, sempre acompanhado por seus seguranças.
A revista também conta que, no domingo, Bono e The Edge, junto a suas mulheres - Ali e Morleigh, respectivamente - foram a um espetáculo de tango.
As risadas começaram a surgir quando os dois companheiros de banda dançaram tango juntos. Quem também estava presente no restaurante foi o ator John Cusack e o ministro de Energia do governo de Michelle Bachelet, Marcelo Tokman.


Site: Jornal Do Brasil

Bono se encontra com a Presidente da Argentina, Cristina Kirchner

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, adora receber celebridades internacionais na Casa Rosada. Esta semana foi a vez de Bono, líder do U2, que chegou ao país para realizar três shows na cidade de La Plata, capital da província de Buenos Aires. Por coincidência, a presidente argentina nasceu e criou-se em La Plata.
Durante o encontro, que durou mais de uma hora, Cristina e Bono conversaram sobre a situação econômica mundial. Segundo informações publicadas pela imprensa local, o cantor do U2 pediu a presidente argentina que no próximo encontro do G-20 o país apresente uma proposta sobre a situação financeira das grandes empresas globais. Bono pretende que as companhias divulguem ao mundo todos seus números, com total transparência. Cristina, já em campanha eleitoral embora ainda não tenha confirmado sua decisão de disputar um terceiro mandato para a família Kirchner em outubro, prometeu ajudar.
Esta foi a segunda visita de Bono ao palácio de governo argentino. A primeira foi em 2006, quando o governo estava em mãos do ex-presidente Néstor Kirchner.

Fonte: O Globo

All I Want Is You - Tradução

Faixa do álbum 'Rattle And Hum', de 1988
You say you want
Você diz que quer

Diamonds on a ring of gold
Diamantes em um anel de ouro

You say you want
Você diz que quer

Your story to remain untold
Que sua história permaneça não contada

But all the promises we make
Mas todas as promessas que fizemos

From the cradle to the grave
Do berço à sepultura

When all I want is you
Quando tudo que eu quero é você

You say you'll give me
Você diz que vai me dar

A highway with no one on it
Uma estrada com ninguém nela

Treasure just to look upon it
Tesouro, apenas para olhar sobre ele

All the riches in the night
Todas as riquezas na noite

You say you'll give me
Você disse que vai me dar

Eyes in a moon of blindness
Olhos em uma lua de cegueira

A river in a time of dryness
Um rio em um tempo de seca

A harbour in the tempest
Um abrigo na tempestade


But all the promises we make
Mas todas as promessas que fizemos

From the cradle to the grave
Do berço à sepultura

When all I want is you
Quando tudo que eu quero é você


You say you want
Você diz que quer

Your love to work out right
Seu amor para dar certo

To last with me through the night
Para durar comigo pela noite

You say you want
Você diz que quer

Diamonds on a ring of gold
Diamantes em um anel de ouro

Your story to remain untold
Que sua história permaneça não contada

Your love not to grow cold
Que seu amor não cresça frio

All the promises we break
Todas as promessas que quebramos

From the cradle to the grave
Do berço à sepultura

When all I want is you
Quando tudo que eu quero é você.

You...all I want is...
Você... tudo que eu quero é...

You...all I want is...
Você... tudo que eu quero é...

You...all I want is...
Você... tudo que eu quero é...

You...
Você...

There's no reason to get excited?

"All Along the Watchtower" é uma canção escrita e gravada pelo cantor e compositor americano Bob Dylan.
A canção, que foi incluída na maioria das maiores coletâneas de sucessos de Dylan, inicialmente apareceu em seu álbum de 1967 'John Wesley Harding'. Nos últimos 35 anos, ela já se esteve em seus setlists mais do que qualquer de suas outras canções.
Regravada e tocada por vários artistas em vários gêneros, "All Along the Watchtower" é fortemente identificada com a versão que Jimi Hendrix gravou para 'Electric Ladyland' com o Jimi Hendrix Experience. A versão de Hendrix, lançada seis meses após a gravação original de Bob Dylan, tornou-se um TOP 10 só em 1968 e foi classificada em 48° na revista 'Rolling Stone's 500 Greatest Songs of All Time'.

A música foi escrita após o acidente de moto de Dylan no verão de 1966. Sua recuperação do acidente, que ocorreu perto de sua casa em Woodstock, Nova York, habilitou Dylan para fugir dos excessos das turnês e fazer uma dramática reviravolta em sua vida. Com uma criança nascida no início de 1966 e outra em meados de 1967, estabeleceu-se na vida familiar e até mesmo teve um interesse crescente na Bíblia, como refletido em alusões bíblicas do álbum, em canções como "All Along the Watchtower".
Dylan gravou a canção em 05 de novembro de 1967, no Columbia Studio A, em Nashville, Tennessee. Acompanhando Dylan, que toca violão e gaita, foram chamados dois veteranos de Nashville, Charlie McCoy no baixo e na bateria Buttrey Kenneth. O produtor foi Bob Johnston, que produziu dois álbuns anteriores de Dylan.
A versão final de "All Along the Watchtower" é resultado de dois takes diferentes, durante a segunda das três sessões de 'John Wesley Harding'. A sessão foi aberta com cinco takes da música, o terceiro e o quinto foram mesclados para criar a faixa do álbum. A canção é um trabalho sombrio e esparso que contrasta fortemente com as gravações anteriores de Dylan, em meados dos anos 60.
Vários críticos têm apontado que a letra de "All Along the Watchtower" ecoa linhas no 'Livro de Isaías', capítulo 21, versículos 5-9:

'Prepare the table, watch in the watchtower, eat, drink: arise ye princes, and prepare the shield./For thus hath the Lord said unto me, Go set a watchman, let him declare what he seeth./And he saw a chariot with a couple of horsemen, a chariot of asses, and a chariot of camels; and he hearkened diligently with much heed./...And, behold, here cometh a chariot of men, with a couple of horsemen. And he answered and said, Babylon is fallen, is fallen, and all the graven images of her gods he hath broken unto the ground'

O U2 tocou pela primeira vez um cover de "All Along the Watchtower" durante a sua 'Boy Tour' em 1981. Anos mais tarde, durante a Joshua Tree Tour, em 1987, revisitaram esta cover pela segunda vez, em São Francisco, Califórnia, com um verso adicional criado por Bono:

All I got is a red guitar
Three chords
And the truth
All I got is a red guitar
The rest is up to you


Esta performance foi incluída como uma cena no filme do U2, 'Rattle and Hum', e também apareceu no álbum de mesmo nome. A apresentação foi de improviso, com a banda aprendendo no trailer onde estavam, os acordes e letras da música a poucos minutos de subir ao palco, e como resultado, houve problemas na edição da trilha sonora.
A música foi tocada em muitas apresentações do U2.
Uma performance do U2 da canção na turnê 'Lovetown' em 1989, foi editada e lançada como um videoclipe.

'Killing Bono' teve pré-estreia em Londres

O filme recém-lançado "Killing Bono" é uma homenagem tragicômica aos inúmeros fracassos do rock'n'roll, contando a história verídica de dois irmãos que começaram como amigos e rivais do U2 mas acabaram na lata de lixo da história musical.
O filme, que teve uma sessão de gala em Londres na segunda-feira e chegará aos cinemas na sexta, é baseado no livro de memórias de Neil McCormick, com o mesmo título, mas seus criadores tomaram liberdades consideráveis com o livro original.
Diferentemente do que mostra o filme, por exemplo, McCormick nunca chegou a apontar uma arma para seu amigo de escola e também inimigo Bono, embora boa parte de sua juventude tenha sido consumida com uma obsessão pouco saudável com o sucesso estrondoso do U2 e seu próprio fracasso como cantor.
"O roteiro tomou todas as liberdades que quis com o livro", disse McCormick, crítico de rock do jornal Daily Telegraph, falando com a Reuters. "O início é bastante semelhante ao início do meu livro, mas depois o filme se lança em sua versão própria, numa espécie de universo paralelo."
Outra história fictícia do filme, dirigido por Nick Hamm, é a de que Neil teria ocultado o fato de que o U2 tinha pedido a seu irmão Ivan, colega de banda de Neil, para entrar para a banda (U2), o que Neil teria feito por sentir certeza de que seu próprio grupo, Shook Up!, acabaria por superar a banda rival.
McCormick disse que é menos dogmático que seu personagem no filme, mas que o ator Ben Barnes -- conhecido principalmente pelo papel principal que representa em "Príncipe Caspian", da série Crônicas de Nárnia -- capta algumas características chaves que contribuíram para seu fracasso como músico.
"Nos anos 1980, cantei vitória antes da hora, e no fim não houve vitória alguma", disse McCormick.
"Meti os pés pelas mãos. Cometemos muitos erros, e eu era movido pelo tipo de ambição que conduz a erros."
De acordo com o filme, um desses erros foi rejeitar a ajuda oferecida por Bono nos primórdios do U2 e acreditar demais em executivos musicais desonestos.
Além de tratar de falhas pessoais e fracasso profissionais, "Killing Bono", segundo McCormick, tem um recado mais amplo a transmitir.
"Na realidade, o livro mostra como é difícil atuar no ramo da música", explicou. "A diferença entre nós e o U2 foi de mais ou menos 10 por cento, e esse 10 por cento foi a sorte."
Membros do U2 assistiram ao filme e, embora não tenham confirmado sua precisão, uma fonte próxima da banda disse que os membros do grupo gostaram da comédia e apreciaram o retrato que ela faz de seus primórdios em Dublin nos anos 1970.

Fonte: Estadão

A trilha sonora do filme foi lançada em 28/03, no Reino Unido e EUA, em CD e para download digital.

terça-feira, 29 de março de 2011

So Close: próxima parada.......

...... Argentina!

Dias 30 de Março, 2 e 3 de Abril.

Estadio Único de La Plata - Tolosa, Buenos Aires

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