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segunda-feira, 18 de maio de 2015

A entrevista de Bono e Adam Clayton para o Independent - Parte 2


Bono e Adam Clayton concederam uma entrevista ao Independent.ie, em um restaurante no centro de Vancouver. Adam com um copo de água, e Bono tomando vinho Pinot Noir.
Eles falam sobre a participação de Eve Hewson na série The Knick, sobre a morte da mãe de Bono e a sala de ensaios da banda que ficava ao lado do cemitério onde ela foi enterrada, sobre a letra de "I Will Follow", sobre 'Songs Of Innocence'.

Confira a 2° Parte:

A próxima pergunta para Bono é se ele estava ciente de que quando ele escreveu as músicas do álbum 'Songs Of Innocence', ele estava analisando ele mesmo e seu passado bastante intenso.
"Imagino que todo mundo tem uma vida complicada. Você deve seguir os conselhos de quem entende o funcionamento do cérebro. Quando era adolescente, eu fiz, um pouco", ele diz.
"Depois de algum tipo de explosão na minha vida adolescente na escola, tive alguma ajuda profissional. No final fui mandado para casa com o, você sabe, 'não estamos preocupados com você'."
Bono sorri: "mas deveria ter se preocupado!".
"O que eu diria também é que tenho notado com amigos que as coisas que aconteceram quando era criança, você pode ignorá-las nos seus 20 anos de idade. Mas no seu 30 começam a ser um pequeno presente. É como enterrar uma bomba. Se você não resolver isso em seus 40, vai lidar com isso em seus 50 anos. Eu vejo isso em todos os lugares".

Como é o Bono agora?
"Tenho resolvido isso através deste processo."

Além do vinho, agora um prato de batatas fritas na mesa. A pergunta agora é se ele teria sido a pessoa que agora é, se a mãe dele não tivesse morrido quando ele era jovem.
"Esse é o momento onde eu me tornei um artista. Se eu não tivesse me tornado um artista, não sei o que eu teria sido."

Suas letras se tornaram um apaziguador para as feridas sofridas pela morte de sua mãe aos 14 anos?
"Preenchi o vazio de muitas maneiras. No meu caso eu tive sorte por preenchê-lo com fé, preenchê-lo com Alison, preenchê-lo com Guggi e Gavin. Preenchi com Edge, Larry e Adam. É uma maneira diferente de ver uma ferida, não é verdade? Não é apenas um buraco no coração. Também é um buraco que você pode preencher com muitas coisas bonitas."

A morte de sua mãe deixou um buraco (God-shaped hole) em que você preencheu com raiva?
"Foi com raiva. Ainda tenho raiva, mas eu tenho trabalhado nisso. Mas em meus anos de adolescente era apenas raiva. Raiva em amizade. Raiva na música, raiva na Ali. Mas agora estou lidando com a raiva."

Você sente que as apostas estão muito altas para o U2 nesta turnê?
"Sim".

Por que sente isso?
"Porque mesmo que acreditemos em nós mesmos e particularmente acreditemos neste grupo de canções, há sempre aquela parte de si que pensa: 'Qual é. São 30 anos. Por que não cair fora e ficar fora do caminho?
Eu atualmente, estou em uma fase em que estou interessado em saber se essas músicas vão decolar. Sei que 35 milhões de pessoas ouvem elas regularmente, mas isso significa que elas significam o mesmo que outras músicas? Não! Então vamos ver.
A propósito, se nós não interpretarmos elas bem, então como vamos esperar que elas decolem? Você vê, eu tenho problemas vocais neste momento. Existem algumas coisas que podem inibir, mas se conseguirmos um desempenho verdadeiro, e as canções realmente não decolarem, estou fora..."
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