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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Video da entrevista coletiva do U2 no Brasil em 2000, promovendo o álbum 'All That You Can't Leave Behind'

O U2 esteve no Rio de Janeiro em uma visita promocional do CD "All That You Can´t Leave Behind", em novembro de 2000.
Adam, Bono, Larry e Edge deram uma entrevista coletiva no Copacabana Palace no Rio de Janeiro.
Uns 100 jornalistas de várias partes da América Latina estavam à espera da banda para a coletiva que eles vieram dar para a divulgação do CD.
Logo após a sessão de fotos a banda apareceu no Golden Room com Bono apertando a mão dos jornalistas que estavam na primeira fila.
Perguntados sobre o abandono da tecnologia no novo CD, The Edge disse que "na verdade nós nunca abandonamos algo que sempre esteve no nosso som desde sempre, o que aconteceu é que agora somos novamente uma banda que fica numa mesma sala tocando junta, compondo junta. Não é uma volta, é uma continuidade."
Bono disse que não existe uma volta ao passado e que a tecnologia existe há muito tempo, como por exemplo ter que colocar um microfone em um teatro para Frank Sinatra cantar. Além do mais, segundo Bono, ela ajuda eles a soarem melhores do que são.
O vocalista que esteve envolvido em projetos como o Jubileu 2000, disse que sentia uma culpa católica por ser um rock star muito bem pago, mimado e muito bem vestido e que por isso gostaria muito de ajudar o Brasil, que ele sabia estar com uma péssima economia e pessoas em total pobreza.
Bono afirmou que eles fizeram questão de voltar para reparar os erros que fizeram com que milhares de fãs assistissem ao show da banda ainda andando na rua, por conta dos congestionamentos que acabaram por atrasar o início da apresentação deles em 1998 no Rio de Janeiro. A gravação que eles fizeram para o Fantástico era dedicada a esses fãs, assim como a gravação de um videoclipe nas ruas do Cosme Velho, também pode ser considerada uma enorme homenagem.
The Edge fez questão de afirmar que eles sempre irão inventar motivos para retornar ao Brasil: "Nós não precisaríamos gravar um programa de TV. Fizemos em respeito aos fãs. Essa coletiva poderia estar tranqüilamente estar acontecendo em Londres, mas fizemos questão de vir para a América do Sul." Bono disse também que os Irlandeses são muito parecidos com os brasileiros: "Para um Irlandês, o que importa na vida é o futebol, o jeito de se vestir, a religião e o sex appeal. Eu gosto do estilo de vida de vocês."
Um jornalista argentino perguntou a The Edge quem seria o melhor jogador do mundo, Maradona ou Pelé e ele confirmando a tônica do bom humor de toda a banda - apesar da cara um pouco enfadonha de Adam Clayton - afirmou que o melhor era o Britânico George Best, arrancando gargalhadas de todos.
Mesmo com as grandes críticas em relação ao CD, inclusive Bono afirmou que são as melhores de toda a carreira do U2, um jornalista perguntou se eles estariam em final de carreira. Bono disse que Larry lhes deu o primeiro e único emprego da vida deles - uma referência ao anúncio que o baterista colou no mural do colégio a procura de músicos - e passou para ele a resposta. Larry: "Eu dei o primeiro emprego deles e só eu posso tirar. Nós estamos longe de parar, estamos fazendo o que mais gostamos e muito bem."
Edge completou dizendo que com 60 ou mais é capaz realmente deles estarem um pouco velhos, mas mesmo assim não pode afirmar que será o fim. Bono encerrou a entrevista oficialmente: "Nós tocamos juntos com espírito. O que existe entre nós é único, não pode ser mudado. Nós éramos punks em 77 e agora ainda estamos aqui tocando juntos e isso é fantástico. Nenhuma máquina pode mudar isso. O rock pode mudar o mundo, nem que seja o seu próprio."
Depois disso ele se levantou e foi cercado por quase todos os jornalistas, muitos pedindo autógrafos sem o menor pudor.

Adam Clayton e The Edge falam sobre "Desire (Hollywood Remix)"

No ano de 1988, em uma entrevista, foi feita uma pergunta para Adam e Edge: "A versão estendida 12" de "Desire" usa uma tecnologia de samplers, que é muito diferente do estilo do álbum 'Rattle And Hum'. Isto é um caminho para onde vocês estão indo?"

Adam: "Ainda é música de rua."

Edge:.. "Sim, é exatamente o que estamos ouvindo. Eu não gosto muito de música rap, mas há certas coisas que eu gosto de um rapper de L.A chamado Ice T. Mas nosso álbum não é um álbum revivalista. Acho que se baseia em um monte de idéias de raízes, mas também estamos usando beatboxes ou o que seja. Não há regras. Ele não é algum tipo de aderência servil ao que um álbum de raízes é sobre. Apenas fizemos tudo o que nos excitou naquele momento."

Adam: "Los Angeles é uma mistura de tudo, mas o que estávamos vendo é que havia crianças de 14 anos de idade com Uzis, mexendo com crack. E poderia ser você, se você não tivesse um futuro. Nós estávamos tentando capturar isso com o "Hollywood Remix". Foi incrível ver os caras irem lá e colocarem todas os seus samplers nela e ouvir a peça final. Isto é underground. E é isso que o rap é. É a linguagem dessas pessoas. Eles estão falando sobre sexo , eles estão falando sobre drogas, e eles estão falando de um modo bastante sensato. Eles estão tentando levar as pessoas através de seus pés."

The Killers toca canção do U2 em show em Londres

A banda de Las Vegas, The Killers, fez um cover de U2 durante um show em Londres, na Inglaterra, neste sábado (17). O grupo de Brandon Flowers tocou "With Or Without You", um dos principais hits do irlandeses liderados por Bono, e um fã registrou trechos da performance. As informações são do site do "NME". Assista aqui ao Killers tocando "With Or Without You", do U2.

De acordo com a reportagem do semanário britânico, a apresentação deste domingo foi a última da turnê do Killers pelo Reino Unido. O texto lembra que ela aconteceu pouco depois do cancelamento de um show em Manchester, em função de problemas de garganta de Flowers – o grupo teria tocado apenas quatro músicas antes de deixar o palco e cancelar uma outra apresentação agendada para a mesma cidade.

Do site: G1

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Bono tocando guitarra em uma performance de "Bad" em 2010

Áudio IEM estéreo de Bono, da performance de "Bad" em um show do U2 na turnê 360° na Bélgica, em 23 de setembro de 2010 no Stade Roi Baudouin.
O som dos efeitos sonoros (aqueles considerados "espaciais") de fundo é muito nítido neste áudio. E Bono toca guitarra junto com Edge! Sim, Bono! Confira:

IEM'S são dispositivos utilizados por músicos, engenheiros de som e audiófilos para ouvir sua música ou ouvir uma mixagem personalizada trabalhada de vocais e instrumentos de palco para performances ao vivo ou em um estúdio de mixagem.

Niall Shortall, o engenheiro de som abandonado pelo U2

Niall Shortall: engenheiro de som do U2 nos primeiros anos, que foi abandonado pela banda. Desde então excursionou com muitas bandas irlandesas, como o Saw Doctors. Dirige uma empresa de manutenção de estúdio: "Eu não tenho rancor contra ninguém da banda e eu ocasionalmente penso sobre isto. O livro (Eamonn Dunphy's Unforgettable Fire) foi um verdadeiro choque e o que ele disse sobre mim é tudo mentira. Nós não rompemos em condições ruins. Nossa relação de trabalho apenas mudou.
"Bono foi extremamente dedicado à sua banda e sua religião na época. Ele foi cuidadoso para não quebrar suas próprias regras sobre sexo, drogas e rock 'n' roll antes do casamento. Fomos roadies típicos, dedicados a sexo, drogas e rock 'n 'roll. Adam começou a inclinar-se para nosso caminho até que a banda decidiu que ele deveria ir seguir o caminho deles. Eu era um pouco estourado e eu disse as coisas erradas, mas eu não me arrependo. Se eu tivesse sido tão dedicado a eles como eles era, com eles próprios, eu poderia estar com eles ainda."

Os segredos ocultos na apresentação do U2 em Glastonbury: a peregrinação de Bono

Muitas pessoas talvez não perceberam, mas do início ao fim, o show do U2 em Glastonbury foi uma mistura de temática espacial bizarra de expressão enigmática, gestos simbólicos, mensagens subliminares, estranhos cenários astrológicos, e um show de luzes lasers.
Bono cantou simbolicamente um trecho de "Jerusalém" durante duas canções: "Where The Streets Have No Name" e "Bad". Esta canção é inspirada pelo poema escrito por William Blake, que é baseado em uma história apócrifa em que um jovem Jesus visita Glastonbury com seu tio José de Arimatéia. Esta história está ligada a uma idéia no livro do Apocalipse (3:12 e 21:02), que descreve uma Segunda Vinda, onde Jesus estabelece uma nova Jerusalém. Bono afirma que esta é a verdadeira razão por qual ele queria tocar em Glastonbury, e que ele estava em uma peregrinação, como a Abadia de Glastonbury é o mais antigo mosteiro cristão no Norte da Europa. Não tinha nada a ver com o seu show ou a música.
Bono refere-se à "Jerusalém", quando ele diz: "Traga-me as minhas flechas de fogo, traga-me minha carruagem de fogo, me leve pra casa".

domingo, 18 de novembro de 2012

Hugo McGuinness, fotógrafo da capa de 'Boy', conta histórias sobre os primeiros anos do U2

Hugo McGuinness, fotógrafo e amigo do U2 nos primeiros anos. Fotografou a capa do álbum de estréia da banda, 'Boy': "O U2 estava tocando no Dandelion Market, numa tarde de sábado e o lugar sempre estava embaixo de um pé d'água. De repente o PA estourou e tudo parou. Então, esse cara entrou gritando e gritando com Eric, seu roadie. Ele levantou o cabo de um amplificador, acendeu um isqueiro, passando sob ele, enfiou na boca e mordeu o cabo, expondo os fios. Ele fez uma ligação direta para o amp e tudo funcionou novamente. "Quem era aquele?", perguntei para Bono. "Aquele é Paul e ele é o nosso empresário", respondeu Bono. "Agora você sabe porque cada banda deve ter um".
"Lembro-me que sempre eles faziam piadas uns dos outros. Uma noite estávamos no Yacht, um bar em Sutton (subúrbio norte de Dublin) e todo mundo estava falando sobre um showcase que estava chegando. O problema foi que Bono tinha sido chamado para o serviço de júri. Alguém lhe disse que a única maneira que ele poderia sair dele era se ele tivesse antecedentes criminais, ou ele dissesse que era homossexual. Bono ficou neste dilema por dias."

O U2 faria a trilha sonora para o Royal Ballet de Dublin em 1983

No ano de 1983, após o lançamento do álbum 'War', a imprensa divulgou: "O próximo trabalho do U2 será uma trilha sonora para o Royal Ballet de Dublin, que será apresentado neste verão. Esse trabalho pode envolver músicos de fora com instrumentos tradicionais."
The Edge explicou sobre esta outra direção que seria tomada pelo U2 e a inspiração por trás disto, além de confirmar que a banda chegou a fazer gravações demo para a trilha: "Esta ideia veio originalmente do proprietário do Royal Ballet de Dublin. Ele teve a idéia de usar a música contemporânea, com sua companhia. Ele entrou em contato conosco e também com Arlene Phillips, que é o tipo de coreógrafa que tem uma compreensão do trabalho com a música rock. As coisas estão numa fase inicial no momento, mas fizemos algumas coisas para ele já, usando sintetizadores e bateria eletrônica. Nós não estamos com medo de alargar a nossa base musical. Talvez em um momento nós ficaremos doentes de guitarras, mas no momento elas são o melhor veículo para o que queremos transmitir com o U2. Elas transmitem nossas melhores emoções."
Infelizmente, esta trilha sonora não passou de um projeto. Jamais foi lançada qualquer canção, e jamais aconteceu esta parceria com o Royal Ballet de Dublin.

sábado, 17 de novembro de 2012

Bono agradece compromisso da Igreja na redução da dívida dos países pobres

Bono esteve no Vaticano para agradecer o papel da Igreja Católica na campanha pela redução da dívida dos países pobres (Drop The Debt).
O artista e ativista encontrou-se esta sexta-feira com o cardeal Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, revelou hoje a Rádio Vaticano.
“A Igreja esteve na linha da frente deste movimento e isso deve ser largamente reconhecido, esteve na vanguarda de um movimento que é também inter-religioso e interdisciplinar”, referiu Bono.
O cantor diz que agora é necessário “comunicar os resultados obtidos” e estudar a melhor forma de o fazer.
O vocalista do U2 recordou, por outro lado, a visita que realizou anteriormente ao Vaticano, em 1999, revelando que ainda usa ao peito a cruz de prata que lhe foi então oferecida pelo Papa João Paulo II (1920-2005) e mostrando vontade de se encontrar com Bento XVI.

Do site: www.agencia.ecclesia.pt

Barbara Skydel conta como Bono e Larry se perderam após uma reunião em 1980

Barbara Skydel, vice-presidente executiva da Agência de Talentos Premier, em sua primeira reunião com o U2 em 1980: "Saímos para jantar naquela noite no Pete's Tavern perto da Greenwich Village. Em um momento eu tive que ir embora e Bono e Larry levantaram e disseram: "Oh, nós encontraremos um táxi para você" — eles não queriam que eu saisse sozinha. Saímos, e eles sairam correndo pela rua. Corremos por uma quadra e eles avistaram um táxi para mim e disseram: "lembra do restaurante que estávamos? Você sabe como faz para voltarmos para lá?" Eles realmente tinham esquecido o caminho e não sabiam como voltar".

A canção "Native Son" foi abandonada pelo U2 porque talvez fosse muito séria

Bono: "Medo, paranóia, esse era o tipo de coisa que queríamos de "Vertigo". O álbum termina de uma forma meio extasiada, então queríamos iniciá-lo com um pouco de tratamento de choque. É como uma boate, e você está, supostamente, se divertindo muito, mas você quer se matar. É meio sujeira. Vivemos tempos nervosos, de verdade, você sintoniza nas notícias e pensa, puxa, quem será o próximo? Meu irmão, minha irmã, meu tio, minha tia...tempos difíceis.
É uma sensação de tontura, vertigem, um tipo de sentimento doentio, quando você chega ao ápice de alguma coisa e só existe um caminho a seguir – essa não é a definição do dicionário, é a minha. E na minha cabeça eu criei essa boate, Vertigo, com toda essa gente nela, e a música não é a que você está a fim de ouvir, as pessoas não são aquelas com quem você gostaria de estar. E aí, você vê alguém, ela usa um crucifixo no pescoço, e você se concentra naquilo porque você não consegue se concentrar em mais nada, e você encontra um pequeno, tênue pedaço de salvação ali.

Adam: "Com "Vertigo", nós queríamos realmente uma faixa tipo rock´n´roll, vital e pra cima mesmo. Nós estivemos ouvindo aquele tipo de energia que vem dos The Hives, The Strokes e The Vines, e isso realmente tem ligações com o lugar de onde viemos. Eu acho que Edge sentiu que podia criar e produzir um riff melhor ainda do que alguns daqueles. Ficou meio que estacionado por algum tempo, e foi trabalhado como uma canção chamada "Native Son", em terceira pessoa. Acabamos reescrevendo-a em janeiro de 2004, e ela se transformou em "Vertigo", que é muito mais vital. É cada vez mais difícil ganhar a atenção das pessoas, e se você não tenta prender a atenção delas com uma faixa que é irrefutável, uma faixa que realmente acende a imaginação delas, então elas não ficam tão interessadas em saber como é o resto do disco."

Edge: "O U2 não é realmente uma banda de rock´n´roll, essa é a verdade, nós nunca fomos uma banda de rock´n´roll. Mas com "Vertigo" eu tentei criar um som e um riff de guitarra que era, sem nenhuma vergonha, verdadeiro rock´n´roll, como os melhores, e que eu amo de verdade, quer seja The Pistols ou The Stones, quer seja punk ou o melhor do metal. Então eu trabalhei um pouco alguma música e por algum tempo recebeu o nome de "Full Metal Jacket", e eu tinha algumas idéias sobre a melodia mas nada mais com o que eu estivesse contente de verdade. Eu trabalhei a versão demo partindo de alguns loops de bateria do Larry que foram realmente o ponto de referência para a música por algum tempo, e nós nunca chegamos a melhorá-la até o take que está no álbum. Esse foi um daqueles momentos quando todos chegaram ao mesmo lugar e se juntaram ao mesmo tempo – e ficou imediatamente claro pra todos naquela sala que nós tínhamos finalmente conseguido o melhor take daquela canção que nós jamais havíamos feito antes. Quando Bono apareceu com algumas ótimas novas idéias para a melodia nós estávamos quase chegando lá. Porém ainda levou algum tempo. Nós gravamos "Vertigo" de várias formas diferentes, na verdade havia uma canção totalmente diferente escrita para essa melodia chamada "Native Son", a qual nós terminamos, mixamos e tudo. Era muito boa, mas não tinha o que pensamos que essa nova música tinha, que era atitude. Nós abandonamos "Native Son" porque talvez ela fosse muito séria no final, acho que foi aí que perdemos o interesse por ela."

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Shane O'Neill conta como Bono e The Edge ajudaram sua banda à conseguirem um contrato de gravação

Shane O'Neill: vocalista da banda irlandesa 'Blue Angels' e 'Blue In Heaven', que durou de 1982 à 1994: "The Edge ouviu uma fita nossa e ele ficou impressionado o suficiente para nos oferecer um slot de apoio em Galway. Isso teria sido por volta de 1982. Então, ele se ofereceu para produzir uma demo para nós no Windmill Lane Studios. Bono chegou a uma dessas sessões e passou algum tempo com o Edge discutindo sons de guitarra - nós ficamos deslumbrados porque eles tinham nomes para sons de guitarra individuais. Ele nos disse que nossa música era "música de estrada".
"Outra coisa sobre isso tudo foi o controle que eles tinham. Havia sempre um sentimento de "unidade" sobre eles. Nós ficamos realmente impressionados que eles tiraram um tempo da agenda deles que era tão pesada, para gastá-lo com a gente. Isto foi antes da Mother. Esta demo nos ajudou à assinarmos em Londres".
Eles lançaram seu primeiro single "The Lights Go Out", em 1983, e Bono colocou como uma de suas Top 10, em um artigo da Revista Rolling Stone no mesmo ano.

Histórias Para Garotos (Parte2) - 10 de Novembro de 1979

Record Mirror - 10 de Novembro de 1979

O primeiro artigo sobre o U2, publicado fora da Irlanda

Bono no palco é uma extensão fora do palco de Paul "Bonovox" Hewson, a transformação. A personalidade gira em torno do mito do rock and roll. U-2 não estão preservando o mito, mas questionando a separação que inflige, a falsa elevação do artista sobre o espectador. Há um calor e naturalidade no U-2 que transcende apenas a música, e Bono é alguma coisa perto disto. Ele diz: "o que estamos procurando são pessoas reais, pessoas que têm emoções reais, e pessoas em Dublin são realmente bastante reais. Eles estão sem nenhuma pressa para chegar, não tem pressa para quebrar o sistema. Lá, o sistema é quebrado pela apatia. Há uma seção real do Serviço Civil que não existe! As pessoas se sentam lá todos os dias, preenchendo de palavras cruzadas. Irlandeses podem ser eficientes, mas eles geralmente não são. Eles estão mais interessados na vida, em conversar, nos pubs. Eles gostam de beber. Eles gostam de falar e de aprender.
"O tráfego é muito rápido em Londres - as luzes vão verdes e 'wham!', movem-se. Em Dublin, eles tossem, arranham e vão embora. Como Dublin, em um estado constante de âmbar."
As características exibidas por Bono, o indivíduo: juventude, vigor, uma consciência de desenvolvimento que supera a ingenuidade - são muito muito refletidos no U-2, na música e palavras.
Um menino come uma barra de chocolate. Ele ainda tem que descobrir emoções adolescentes. Ele come e gosta, e isso é tudo o que ele sabe. O menino é o consumidor, e também o comerciante. O chocolate é um produto, alimentando ambas as partes.
Bono quer que o seu chocolate chegue às lojas. Ele quer que seu Caramac (chocolate da Nestlé) seja comercializado, e visto como tal. Ele odeia falsidade ideológica, desconfia de perfeição.
"Eu acredito que a beleza perfeita pode ser prejudicial. Você já percebeu que a menina realmente bonita na escola nunca foi realmente tudo isso junto, porque ela tem coisas entregues a ela? Perfeição é irreal, todos são imperfeitos ... mas você tem esses heróis na TV - e esta é a primeira geração da TV, se você gosta -. pessoas que estão sendo bombardeadas com imagens perfeitas de Superman, Homem Biônico, a menina do anúncio do perfume, e todo mundo fingindo. Quando eu tinha seis ou sete anos, eu tinha uma roupa do Batman, saia andando pela rua, e os meninos grandes puxavam a máscara sobre os meus olhos para que eu não conseguisse ver onde eu estava indo. Eu nunca usei isso de novo. Tudo deve ser apontado para o indivíduo, fazendo-os pensar por si ... se as pessoas pudessem apenas retirar essa camada, a máscara, a imagem machista ... "
As coisas que tornam Bono e U-2 em um modo crível é a sua consciência de vulnerabilidade, tanto em si mesmos quanto em outros indivíduos. Eles vêem a aceitação do presente como central para o conceito de harmonia, unidade e autoconfiança. E que é importante.
Relatos sugerem que o U-2 estão afirmando os ideais propagados, mas não praticados por muitos dos nossos rebeldes de 1977, enquanto injetam sua música com uma amplitude e flexibilidade que parecima faltar até, digamos, para Penetration ou The Cure.
Bono pode ser modesto, aparentemente sim, mas ele percebe o valor do U-2. E ele percebe que eles têm a capacidade de levantarem e informarem uma parte substancial da nossa geração jovem.
"Francamente", ele conclui: "Eu gosto de ficar sozinho, lendo livros que eu quero ler, sair com a minha namorada, escrever músicas. Mas eu não quero só ficar com esse ambiente. Eu sou um tipo de pessoa que precisa sair. Quero levar tudo e quebrar tudo. Quero que as pessoas em Londres vejam e ouçam a banda. Quero substituir as bandas nas paradas agora, pelo o que eu acho que é melhor."
"Out Of Control" uma gravação do U-2 com a CBS Ireland, em breve verá a luz do dia deste lado, através da Rough Trade. As datas podem acontecer em dezembro.
Quatro indivíduos - Bono, The Edge, Adam Clayton, Larry Mullen - são o U-2. Quatro pessoas para manter o equilíbrio, perspectiva e verve juvenil: a caixa que escolherem para habitar vai se tornar maior, não menor.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

'Não transformemos recessão econômica em recessão moral', diz Bono

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, reiterou na quarta-feira (14) a meta fixada pela instituição de erradicar a pobreza no mundo antes de 2050, assinalando que o caminho para atingir o objetivo passa por promover a transparência dos governos e alcançar uma maior colaboração com o setor privado.
"A mudança climática está fazendo a quantidade de terra cultivável diminuir rapidamente", disse.
Kim deu a declaração em encontro com o vocalista do U2 e ativista contra a pobreza, Bono, na sede do organismo internacional, em Washington. O cantor disse que é preciso evitar que a crise econômica se transforme "em uma recessão moral", e assinalou que mesmo diante da difícil situação atual as economias avançadas devem manter seu apoio aos países em desenvolvimento.
"Não transformemos a recessão econômica em uma recessão moral", alertou Bono.
Além disso, o músico e co-fundador da organização de combate à pobreza ONE apontou a "corrupção ao norte e ao sul do Equador" como o principal obstáculo para a redução da pobreza mundial.
Kim alertou que não se pode deixar de lado a importância da mudança climática e dos seus efeitos sobre a segurança alimentar para lutar eficazmente contra a pobreza mundial.
Durante sua estadia em Washington, Bono também se reuniu com vários congressistas americanos e com o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, para conscientizá-los sobre os devastadores efeitos que o "abismo fiscal" do país teria nos programas de ajuda às nações em desenvolvimento.

Do site G1

U2.COM revela mais duas escolhas de The Edge para o CD de 'From The Ground Up: U2.COM Music Edition'

'From The Ground Up: U2.COM Music Edition', é o novo brinde para as assinaturas e renovações 2012/13 do site U2.COM
As primeiras cópias de 'From The Ground Up: U2.Com Music Edition' serão enviadas já no próximo mês, e para não matar os fãs de ansiedade, o site oficial disponibilizou para os assinantes o download de duas faixas ao vivo que não fizeram parte de U22 e também não estarão no CD Edge's Picks.
As duas canções são: "No Line On The Horizon" e "Spanish Eyes".
Já sabemos também que "Electrical Storm", "Get On Your Boots" e "New Year's Day" farão parte do CD, já que tem amostras delas na página oficial da banda.

Hoje foram reveladas mais duas escolhas de Edge: "Breathe" abre o CD e "40" fecha o CD.
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