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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

40 Anos de U2: Dark Space Festival, 1979


16 e 17 de Fevereiro de 1979 - Project Arts Centre, Dublin - Dark Space Festival

Público: 800 pessoas

Bandas: The Mekons, Rudi, Protex, The Outcasts, The Idiots, Berlin, DC Nien, The Atrix, The Virgin Prunes, U2, Phantom Orchestra, Rocky DeValera, The Boy Scoutz, The New Versions, Modern Heirs, Tearjerkers, Gillespie & Gibbs, Revolver, The Letters, Zebra, The Vultures.

Entrada: £4.00 (era £6.00, mas caiu o preço depois da desistência de John Lydon do Pil).

O Dark Space Festival no Project Arts Centre reuniu o maior número até hoje de artistas e bandas 'New Wave' da Irlanda sob o mesmo teto, do lado norte e sul. Como muitos festivais modernos, o Dark Space teve dois palcos: um no salão principal e um em uma sala menor. Muitas das bandas locais de Dublin tocaram no salão menor.
Uma nova banda chamada U2 tinha aparecido na cena musical de Dublin.
O U2 fechou o festival na noite de sábado. Seu set foi interrompido na metade (tocaram 5 canções) devido a atrasos de programação, com um organizador do projeto entrando em cena para agradecer a todos que participaram. O desempenho não foi muito bom, mas a banda tinha muita energia. O vocalista Paul Hewson tinha botas de cowboy pontudas, caças coladas, cabelo comprimento médio e bochechas rosadas, e a banda realizou uma apresentação frenética e desconcertante.

Hot Press - 22 de Fevereiro de 1979

Review: U2 no Dark Space Festival, um evento de 24 horas no Project Arts Centre em Dublin, Fevereiro de 1979




'Death Race 2000' já tinha passado da metade de seu tempo, quando o U-2 subiu ao palco com caloroso aplauso dos seguidores dedicados que tinham esquecido de trazer sacos de dormir. E a banda de rock n roll que costumava tocar na hora do almoço, sabia bem disso.
Com uma postura perfeita e entrega dinâmica, Paul Hewson esticava cada músculo de seu corpo e colocava a banda à frente, sempre prendendo a atenção. Enquanto eles se mostravam sempre confiantes e competentes, Dave Evans e Adam Clayton desmentiram a tendência intermitente para arrastar a música nas garras do mal-estar milenar de lodo do heavy metal, especialmente sobre a obscura e atmosférica "Shadows And Tall Trees". O som era bastante nítido. Ainda em números como "Cartoon World" e "Another Time, Another Place", eles mostraram bastante bravatas e inteligência para mostrar a alguém que esta jovem banda tinha cabelo no peito. "Street Mission" foi ótima. Seus bis "Glad to See You Go" foi enérgica, mas ligeiramente sofreu de seu ritmo mais lento que a do Ramones. Não se preocupe. Seus próprios números e entusiasmo vai vê-los passar.

Agradecimento: www.u2theearlydayz.com

'U2 The Kiosk Collection' editado agora na Itália


No final de 2015 na Espanha, o jornal El País encartou em suas edições, toda a discografia do U2 em CD (14 álbuns) e uma seleção com os melhores DVD'S da banda (4 dvd's), pela primeira vez em formato Digipack. A coleção foi chamada de 'U2 The Kiosk Collection'.

Agora, a coleção será lançada também na Itália, à partir deste mês de Agosto!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Electronic Press Kit: Popmart em Denver em 1997


EPK (Electronic Press Kit) de 12 minutos de duração, do show do U2 em Denver no Mile High Stadium em 01 de Maio de 1997 pela turnê Popmart.
Pro shot com a introdução de "Pop Muzik" e as performances de "Mofo", "I Will Follow" e um trecho de "Even Better Than The Real Thing".
O show aconteceu logo no começo da turnê, e a banda iria modificar mais pra frente, bastante coisa do que é ouvido e visto neste EPK:

The Edge explica o motivo de não colocar solos de guitarra em todas as canções do U2


Em entrevista no ano de 1987, The Edge explicou sobre o solo de guitarra que se ouve na canção "In God's Country", do disco 'The Joshua Tree', e o motivo dele não colocar solos em todas as canções do U2:

"O solo para "In God's Country" é bastante complicado de falar. O final da canção tem um novo tipo de solo de guitarra rítmico, mixado com uma nova técnica que eu estava trabalhando. É o som de um AE2000, um estilo country, do início do rock ' n' roll. A ideia era que essa música tivesse uma inclusão ampla de overdub, ao invés de fazer parte do take original, como uma espécie de respingo de cor primária "que vai dando forma às músicas no disco, de maneira que, no passado, nós sentimos que não tínhamos tal obrigação."
Em uma canção como "New Year's Day", era perfeitamente correto colocar um solo porque se encaixava com o conceito de 'War'. Neste disco, penso que os solos teriam sido permitidos apenas se eles tivessem sido trabalhados dentro do contexto da própria canção. Há alguns no disco, mas eu estava me movendo contra os solos porque não senti a necessidade de tocar um."

De férias na Croácia, Bono pede para conhecer chef de restaurante


"Um hóspede satisfeito queria me conhecer. Eu saio e é Bono!", disse o chef Croata Hrvoje Zirojević, que foi notícia depois do vocalista do U2 ficar encantado com suas habilidades culinárias.
Bono está atualmente de férias na Croácia e na quarta-feira, visitou as Ilhas Paklinski, perto da Ilha de Hvar, para uma pausa para almoçar. Depois de desfrutar de uma refeição no bar Laganini Lounge no Palmizana, o vocalista do U2 ficou tão impressionado que ele quis conhecer pessoalmente o chef Zirojević.
"Eu estava trabalhando na cozinha e o garçom veio e disse que um convidado queria que eu fosse em sua mesa para conhecê-lo, e disseram que a comida estava fenomenal. O cara que queria me conhecer era Bono".
Zirojević, um fã da música do U2 e de Bono como humanitário, em seguida, discutiu seu menu com a estrela irlandesa, bem como falar sobre a ilha croata e música, com uma taça de vinho.
"Era um grupo de pessoas felizes, calmas e normais, de caras que vieram para desfrutar da comida e da paz. Bono elogiou meu almoço, dizendo que a comida estava brilhante. Ele pegou meu número de telefone. Não sei, talvez ele vai voltar um dia ou trazer uns amigos", disse Hrvoje.
Mais tarde, Bono elogiou publicamente o chef Croata na página oficial do Facebook do U2, e também no Instagram.


Do site: Croatia Week

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Electronic Press Kit: Together For The Children Of Bosnia


EPK (Electronic Press Kit) de 11 minutos de duração, do concerto beneficente Together For The Children Of Bosnia, que aconteceu em 12 de Setembro de 1995 no Parco Novi Sad, Modena.
Traz entrevistas com Bono e The Edge, e trechos da performance de "Miss Sarajevo" do Passengers.

U2 X Titãs: Round 2


No ano 2000, logo após o lançamento do disco 'All That You Can't Leave Behind' do U2, Lúcio Ribeiro da Folha de São Paulo, ao criticar o álbum em sua coluna, adicionou algo em puro tom de brincadeira em sua matéria, para descontrair: um leitor havia notado que o U2 havia copiado a ideia da capa de um disco dos..... Titãs!
Em janeiro de 1998, o U2 esteve no Brasil com a turnê Popmart, e em setembro daquele ano os Titãs lançariam o álbum 'Volume Dois'.
Lúcio escreveu: "a trupe de Bono aproveitou a estada generosa e a tradicional hospitalidade brasileira, conheceu nossos principais grupos de rock e o resultado de tudo está na capa e contra capa de 'All That You Can’t Leave Behind'. A concepção "artística" da capa do novo CD da banda é tirada descaradamente da capa do megasucesso 'Dois', de 1998, o disco que tirou os Titãs da lama e botou para tocar sem parar nas rádios rock.
É a mesma ideia, a da banda toda em pose descolada, como se não tivesse ligando para a foto, todos de preto, na capa cinza. Só que em vez do marcante céu do disco dos Titãs o U2 optou, para não ficar tão na cara, botar como fundo o aeroporto francês Charles de Gaulle. Mas o grupo irlandês não engana os leitores desta coluna, que sem precisar estudar semiótica sabe que aeroporto é um lugar de aviões. E aviões são um meio de você chegar perto do... céu."



Para finalizar a brincadeira, Lúcio escreveu: " Esta do U2 foi mal. Copiar justo os Titãs, que um ano depois, em 1999, ia fazer o disco-mutreta "As Dez Mais" e "buscar inspiração" na capa de 'Definitely Maybe', o primeiro disco do grupo britânico Oasis.


Esta "descoberta", este furo investigativo, vem se juntar em importância àquele divulgado nesta coluna quando, baseado em esforço de reportagem de Edson Aran e Jardel Sebba, da Revista 'Vip', revelou-se que o astro brasileiro Caetano Veloso morreu em 1968, e seus colegas da Tropicália espalharam pistas na capa do CD 'Tropicália ou Panis et Circensis'.
Está provado. Ninguém engana esta coluna, não.
Devo estar frente a frente com Bono e o baterista Larry, em uma missão para a Ilustrada, da Folha de S.Paulo. Vou tentar encostar os caras na parede quanto ao plágio dos Titãs. Se a segurança local não vir para cima, vou tascar a pergunta. O problema é não poder levar a capa dos Titãs para desmascarar o U2. Primeiro, óbvio, porque não tenho o disco da banda paulistana. Segundo porque prometi nunca encostar a mão em um produto dos Titãs.
Até tu, Bono. Como você foi fazer uma coisa dessas. Justo você, autor da bacana frase 'A música pop diz a você que tudo está certo, enquanto o rock diz que nem tudo está certo, mas que você pode mudar isso'."

Agora, algo que não se pode negar:

"Some Days Are Better Than Others" é uma canção do U2 de 1993, do disco 'Zooropa'.
Sua introdução começa com uma batida eletrônica, e marcantes linhas de baixo em estilo funky, de Adam Clayton.
Os Titãs se reuniram em abril de 1995 para dar início aos trabalhos que resultariam no seu nono disco de carreira e afastar de uma vez por todas os rumores de que o grupo havia se separado, e novamente contariam com Jack Endino, produtor musical de Seattle, para a produção do material inédito. E o novo disco foi 'Domingo'.
No ano seguinte, 1996, o álbum foi relançado trazendo um CD bônus com uma faixa inédita das sessões de gravações, que ficou fora do lançamento do disco. A canção "Pela Paz".
E claramente, logo em sua introdução, se ouve um sampler retirado de "Some Days Are Better Than Others" do U2, mas não creditada no álbum dos Titãs.

Em uma bebedeira, Bono teria perdido para Michael Stipe a utilização de um título para um lançamento do U2


Em 2011, o U2 comemorou o 20° aniversário do álbum 'Achtung Baby'; relançando o disco remasterizado em diversas edições e com diversos materiais adicionais. Um dos cd's bônus presente é batizado de 'Kindergarten' (Jardim de Infância) e traz versões alternativas de todas as faixas originais do álbum.
O que é dito por aí, é que o U2 quis chamar o disco de b sides e faixas inéditas desta edição de 'Überlin' (uma das edições do disco foi chamada de 'Uber'), pois como todos sabem, a banda realizou gravações do disco no Hansa Studios em Berlim, Alemanha.
Bono e Michael Stipe do REM teriam discutido sobre isso, e depois de várias rodadas de muito álcool, concordaram que o REM iria utilizar o título para uma de suas canções do disco 'Collapse Into Now', que também foi gravado no Hansa Studios. Assim, o U2 ficou sem utilizar o título.


Lançado em 2011, o disco do REM, segundo Bono, é seu disco predileto da banda, e na sua opinião, o melhor já lançado por eles.
Durante shows da turnê 360° do U2 naquele mesmo ano pelo EUA, a canção "Discoverer" deste disco, era ouvida no sistema de som.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Electronic Press Kit: ZOOTV no Pontiac Silverdome


EPK (Electronic Press Kit) de 30 minutos de duração, do show do U2 em Detroit no Pontiac Silverdome em 09 de Setembro de 1992 pela turnê ZOOTV.
Pro shot com a introdução de "Television The Drug Of The Nation" e as performances de "Zoo Station", "The Fly", "Even Better Than The Real Thing" e "Mysterious Ways", todas canções de 'Achtung Baby'. Traz ainda uma cerimônia de premiação com a presença de Annie Lennox e Peter Gabriel.

Arquivo "When Love Comes To Town" (Alternate Version)


Este é um vídeo alternativo para "When Love Comes To Town" e é muito diferente da versão tradicional do videoclipe. Esta versão foi ao ar na TV da Nova Zelândia e Austrália, enquanto a outra versão do vídeo era comum na Europa e América do Norte. Este vídeo faz uso de muitos outtakes do filme 'Rattle And Hum', mas também apresenta bastante filmagens que não entraram no filme. Em um ponto, vemos uma cena que não apareceu no longa, onde Bono se mostra bastante emocional e obviamente chateado.
O vídeo abre com uma visão do Checkerboard Lounge e Blues Club, na Rua 43, em Chicago, e então vemos a Ponte Golden Gate em São Francisco. Durante todo o vídeo, vemos uma série de outras cenas gravadas ao redor dos EUA, incluindo imagens da Ponte Hernando de Soto que cruza Memphis, a estátua original de Elvis localizada na Beale St. em Memphis, o letreiro no Antones, um clube de blues em Austin, a Ponte do Brooklyn e o Arco Gateway em St. Louis. Então a volta ao Checkerboard Lounge e há imagens da entrada no edifício. As filmagens também incluem um número de locais rurais, incluindo alguns edifícios queimados, uma igreja e algumas estradas rurais.
Estas iamgens dos EUA são editadas com cenas de duas performances da banda. A primeira é no Sun Studios em Memphis, onde o U2 iria gravar algumas canções para o álbum 'Rattle And Hum', esta gravação aconteceu em 29 de Novembro de 1987 e durou até a manhã do dia seguinte. Há também imagens do U2 e BB King no palco ensaiando no backstage e tocando no palco durante um show em Fort Worth Texas no Tarrant County Convention Center, em 24 de Novembro de 1987, apenas alguns dias antes de irem para o estúdio em Memphis para gravarem a música.
Este vídeo foi muito raro de ser visto na década de 80 quando a música foi lançada, e o vídeo nunca foi lançado em qualquer compilação lançada comercialmente pelo U2. A versão do videoclipe presente no 'The Best Of 1980-1990' é a versão mais comum. O vídeo também usa uma versão de estúdio da canção, que o vídeo mais comum usado na América do Norte, não utiliza.



Da nova seção do site: U2 Songs (antigo U2 Wanderer)

U2 Tattoo Project: nova exposição explora a marca da banda através das tatuagens dos fãs


O conceito para o U2 Tattoo Project, que pode ser vista em forma de exposição a partir de segunda feira na Galeria De Arte da Universidade da Florida (UNF), surgiu no ano passado.
Era meados de maio. Beth Nabi e seu amigo Chris LeClere foram no primeiro show da turnê iNNOCENCE + eXPERIENCE em Vancouver. Nabi tinha encorajado LeClere a se juntar a ela para experimentar a emoção de ver a banda tocar ao vivo.
Ele acabou por ser a escolha certa para um companheiro de viagem. Nabi é professora assistente de design gráfico e mídia digital da UNF e uma fã de longa data do U2. LeClere é um fotógrafo e antropólogo visual.
Ela tinha dado apresentações sobre a "identidade visual" da banda — imagens associadas com o U2 como a Joshua Tree, a foto de um garoto de Dublin com olhar perturbado da capa do álbum 'War', e o desenho do 'Zoo Baby' do álbum 'Zooropa'.
Uma coisa que atingiu Nabi foi a falta de uma imagem icônica dominante para a banda. Não havia nenhum logotipo oficial, como os lábios e a língua dos Rolling Stones, o "T" alongado para os Beatles, a seta saliente no "o" do The Who.
Ela implorou a questão de como os fãs do U2 marcam seu amor pela banda. Ainda assim, "não havia nenhum projeto em mente quando fomos para Vancouver", disse Nabi.
Mas, como ela notou fãs entrando e saindo da arena com tatuagens inspiradas no U2, "a ficha caiu".
Ela lançou a ideia de documentar as tatuagens, contando as histórias por trás delas. Nabi faria as entrevistas, LeClere iria tirar as fotos, e seu projeto ia mostrar a identidade visual do U2, uma vez passada para os corpos dos fãs.
"Chris não sabia para o que era", disse Nabi. O que começou como quatro shows em duas cidades, tornaram-se 19 shows em sete cidades em três países, terminando em Dublin, na Irlanda.
O resultado: 'Tinta, Ícones, Identidade: Explorando a Marca do U2 Através das Tatuagens dos Fãs', a exposição multimídia na UNF.
Com curadoria de Nabi, vai estar em exibição à partir de sexta-feira, 26 de agosto. No final de setembro, a exposição vai viajar para o Rock and Roll Hall of Fame em Cleveland, como parte de uma celebração de fãs pelos 40 anos da banda.
Ela e LeClere têm usado vários métodos para coletar informações para o projeto, que eles consideram estar em curso.
A abordagem mais prática foi ficar do lado de fora dos locais dos shows — no Canadá, Estados Unidos e eventualmente, Dublin — segurando uma placa pelas filas: "tem uma tatuagem do U2? Posso tirar uma foto?", enquanto vestiam suas camisetas do 'U2 Tattoo Project'. Eles também usaram as mídias sociais — Facebook e Twitter — para divulgação.
A tatuagem mais comum, Nabi disse, tem sido o "coração em uma mala", uma imagem associada com a música do U2 "Walk On" do álbum de 2000, 'All That You Can't Leave Behind' (A música é comumente interpretada para significar que o amor é a única bagagem que você não pode deixar para trás.)
A Joshua Tree foi a segunda tatuagem mais comum. Uma foto da árvore apareceu na capa do álbum de 1987, 'The Joshua Tree'. Não só é o álbum favorito da maior parte dos fãs, Nabi disse, mas a imagem em si tornou-se para muitos um "símbolo de descoberta" inspirado por quatro jovens irlandeses que vieram para a América.
Títulos de músicas do U2, frases de letras, e até canções inteiras, são tatuadas. "Beautiful Day" e 'Dream Out Loud' estão entre as mais populares, disse Nabi, e braços (onde as imagens podem ser mais facilmente compartilhadas), ombros, costas, peito e tornozelos foram os lugares mais escolhidos para as tatuagens.
Parte da procura de Nabi era descobrir "por que é importante ter uma tatuagem em seu corpo e não apenas ter algo como um boné ou uma camiseta que se pode usar."
Ela encontrou histórias de "perda, amor e vida" por trás de muitas das tatuagens. "Eu aprendi que o U2 tem dado aos seus fãs uma maneira para processar a vida", ela disse.
Nabi conheceu uma mulher em Toronto com a letra "Eu sei que isto não é um adeus" da música "Kite", tatuada em suas costas, bem como a imagem de um coração em uma mala.
Alguns anos antes, a mulher tinha dado à luz a meninos gêmeos, um dos quais morreu semanas depois.
Nabi aprendeu durante a entrevista "muito triste" que a mulher ouviu "Kite", juntamente com outras canções de 'All That You Can't Leave Behind', enquanto ela lutava para lidar com sua perda. As tatuagens também faziam parte do seu esforço para se curar.
Nabi não tem uma tatuagem inspirada no U2. Não tem nenhum tipo de tatuagem.
"Eu não sinto que preciso ser tatuada para estudá-las", ela disse. "Se eu fosse fazer uma tatuagem, sem dúvida seria inspirada pelo U2".
Nabi se apaixonou pela música do U2, quando ela tinha 13 anos. Ela foi introduzida em 1991 com o disco 'Achtung Baby'.
"Eu encontrei algo que me pegou, então eu me apeguei neles", ela disse. Ela disse que algumas das canções eram "um pouco obscuras, mas quando se tem aquela idade, você está um pouco angustiada."
Ela então voltou para os discos anteriores da banda e permanece fã até hoje. "Amor incondicional", ela disse.
Nabi conheceu Bono cerca de nove meses antes de embarcar no U2 Tattoo Project, em um boutique hotel em Miami Beach. Ela foi uma das vencedoras de um concurso, permitindo que um pequeno grupo de fãs assistissem à uma entrevista de rádio ao vivo com os membros da banda.
"Foi um dos melhores dias da minha vida", disse ela. "Também permitiu-me fazer a transição de fã para pesquisadora."
Quando eles viajaram para Dublin em novembro, Nabi e LeClere se encontraram com dois membros da equipe criativa do U2 — Steve Averill, que começou como designer gráfico do U2, em 1978, e Shaun McGrath, que é designer gráfico para a banda desde 1990. Perguntaram à eles o que eles pensavam sobre os fãs expressando sua devoção e inspiração através de tatuagens.

"Eles estavam surpresos, espantados, felizes e um pouco chocados ao ver os seus trabalhos neste meio", disse Nabi. "Não pensaram na pele humana quando criaram imagens associadas com a banda e sua música."
Averill, que também é creditado por batizar a banda, disse à Nabi que a criação de um logotipo para a banda nunca ocorreu a eles.
"Ele disse que a banda é sobre mudança e uma nova expressão com cada álbum e turnê", ela disse.
A exposição é um reflexo de "fãs pegando a marca do U2 e se apropriando delas de maneira pessoal", Nabi disse, mas não é estritamente uma exposição do U2 para os fãs do U2.
"É sobre cultura pop, identidade pessoal, design gráfico e antropologia", ela disse.














Do site: jacksonville.com

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Como "Born In Berlin" virou "Oh Berlin"


"Oh Berlin (Analogue Mix 1 190711)" é uma das canções inéditas presentes em edições especiais de 20 anos de 'Achtung Baby' do U2. A canção "Oh Berlin" (iniciada em 1990 em Berlim no Hansa Studios) traz uma base instrumental original analógica da época (não editada em 1991), com um novo vocal digital de Bono gravado no ano de 2011, 20 anos depois da canção ter nascido.
Na edição n° 15 da Revista Propaganda (Inverno 91/92), que era impressa para o fã clube da banda, já tinha um aviso: "Não será chamado de Born In Berlin, mas ele foi. Quando o novo álbum do U2 chegar às lojas neste outono, a cidade de Berlim terá desempenhado um papel fundamental na sua gravação."
Muito provavelmente, "Born In Berlin" era o título provisório desta canção que o U2 trabalhava no Hansa Studios na época das gravações de 'Achtung Baby', e que era uma homenagem à capital alemã.
A canção inacabada, ficou de fora do disco, e então 20 anos depois, pegaram o mix analógico instrumental da época, e Bono gravou um novo vocal para ela, batizando (ou rebatizando) como "Oh Berlin".



Segredos Revelados: como surgiu a primeira coletânea da carreira do U2


Marc Marot é um executivo de gravadora, que trabalhou com o U2 durante 16 anos. Em 1984, com 24 anos de idade, Marot foi nomeado gerente geral da Blue Mountain Music, a editora de publicação de música da Island Records.
A primeira vez que seu nome foi encontrado pelos fãs da banda, foi no lançamento da coletânea 'The Best Of 1980-1990'.
No passado, o U2 afirmou que jamais lançariam um Greatest Hits de sua carreira, mas mudaram de ideia e veio a compilação em 1998.
Marc Marot conta como convenceu o U2 para realizar este lançamento:

"Foi uma coisa de relacionamento pessoal. Uma das coisas que eu fiz, curiosamente, foi que eu usei a Internet contra U2 em uma maneira muito inteligente.
Eu construí o IslandRecords.co.uk, e foi um dos primeiríssimos websites de gravadora quando a interface gráfica chegou por volta de 1995. Eu construí uma relação com aqueles que utilizavam a Internet e que estavam interessados na Island Records. E eu construí uma pequena comunidade de fãs do U2. Comecei a fazer perguntas, fiz este tipo de sistema de ranking e pedi aos fãs do U2 no IslandRecords.co.uk para classificarem, em ordem de preferência, suas músicas favoritas. E eu disse que você estava dando 10 pontos para a sua faixa favorita e um ponto para a sua faixa menos favorita menos, e nenhum ponto para as outras canções favoritas. Você só tinha 10 votos para isso.
Naquele momento, em 1995, quase 26.000 pessoas votaram. E para o U2, era algo enorme. Em particular, eles começaram a perceber que a Internet realmente era uma ferramenta de grande comunidade. Porque o que eles tinham, em vez de eu entrando em uma sala com um monte de gente apanhados na rua, fazendo algumas pesquisas de mercado, tocando algumas faixas de U2 e dizendo, quais as que eles achavam melhores? Agora eles tinham a mais incrível lista de canções corretamente classificadas. E uma das razões pela qual não tiveram um interesse em fazer um The Best Of antes, era que eles não estavam convencidos que eles poderiam montar uma compilação que deixaria todos satisfeitos.
Então a coisa interessante foi que, nos termos do contrato quando os direitos foram adquiridos, foi nomeado no contrato como sendo um direito meu de apresentar a minha lista de músicas. E The Edge foi nomeado como sendo de seu direito apresentar sua lista de faixas. Mas eu não quis colocar a minha lista de músicas. Eu coloquei a lista de faixas favoritas dos fãs. E houve apenas uma canção diferente entre a minha lista de músicas e a lista de músicas de The Edge: os fãs e eu queríamos a inclusão de "Bullet The Blue Sky". E ela não está lá.
Então, em muitos aspectos, usamos meio a lógica, e nós usamos os fãs para interagirem com o U2. Usamos a coisa da comemoração dos 10 primeiros anos da banda, e francamente, era também um negócio muito bom para eles também. Mas isso era a última coisa na ordem do dia, o negócio. Não foi o primeiro. Muitos outros fazem Best Ofs, porque é a primeira coisa na ordem do dia."

domingo, 14 de agosto de 2016

Dia Dos Pais: Relembrando Bob Hewson


Bono escreveu a canção "Sometimes You Can't Make It On Your Own" sobre seu pai, Bob Hewson, que o U2 lançou em 2004 no disco 'How To Dismantle An Atomic Bomb'. Ela chegou a ter um título de trabalho diferente: "Tough" (Durão).
Em uma entrevista falando sobre esta composição, The Edge disse que Bono estava se tornando o seu pai Bob. O vocalista então respondeu e falou sobre seu relacionamento com o pai:

"Ele era um cara incrível e muito engraçado. Você tinha que ser ligeiro para viver perto dele. Mas acho que não sou como ele. Eu tenho um relacionamento muito diferente com os meus filhos, do que ele tinha comigo. Ele realmente não tinha um comigo. Ele geralmente pensou que não havia ninguém tão inteligente como ele naquela casa. Você conhece a música de Johnny Cash, "A Boy Named Sue"? Ele dá a criança um nome feminino e o garoto é espancado em cada etapa em sua vida por caras machões, mas no final ele se torna o cara mais durão.Por Por não me incentivar a ser músico, mesmo isso sendo tudo o que sempre eu quis ser, ele me fez um cara durão. Dizendo-me para nunca ter grandes sonhos, ou então, que sonhar é uma decepção, ele me fez ter grandes sonhos. Dizendo-me que a banda iria durar apenas cinco minutos ou dez minutos, e ainda estamos aqui.
Ele adorava manter as coisas na linha. Dia de Natal na nossa casa era sempre uma longa discussão. Nós gritávamos o tempo todo. Meu irmão, eu e meus tios e tias. Ele tinha um senso de indignação moral, essa atitude de "você não tem que aturar esta merda." Ele era muito sábio politicamente. Ele era de esquerda, mas você sabe, ele elogiava o cara de direita.
Eu amava meu pai. Mas nós éramos combatentes. Até o fim. Na verdade, suas últimas palavras foram um palavrão. Eu estava dormindo em um pequeno colchão ao lado de sua cama no hospital. Eu acordei e ele fez este grande som, este tipo de rugido, que me acordou. A enfermeira veio e disse: "Você está bem, Bob?" Ele olhou para ela e sussurrou: "Vai se foder, podem me tirar daqui? Este lugar é como uma prisão. Eu quero ir para casa." Últimas palavras: "Se foder"."

sábado, 13 de agosto de 2016

A performance ao vivo de "The Marguerita Suite" com Adam Clayton no baixo


Sharon Shannon é uma artista irlandesa que toca acordeon. Para seu primeiro álbum solo, ela solicitou o acompanhamento em suas canções, de vários amigos, incluindo Adam Clayton que contribuiu tocando baixo na canção "The Marguerita Suite". O álbum foi lançado em 1991.
Quando o U2 deu uma pausa na turnê ZOOTV no final de 1992, Adam Clayton esteve em dezembro no RTE Studios, no programa 'Late Late Show', para uma performance ao vivo da faixa. O programa foi uma homenagem a Sharon Shannon, e Adam Clayton foi entrevistado e se juntou a outros artistas no palco, como Liam O'Maonlai, Donal Lunny, Philip King. Eles tocaram apenas a primeira seção da música.

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