G1
No que depende das grandes bandas do planeta, em 2026, o rock ainda respira. Pode não estar no auge, mas pelo menos tem músicas novas.
O U2 apareceu de surpresa com 'Days Of Ash', primeiro disco de inéditas em quase uma década, com pegada política e participação até de Ed Sheeran.
Nota: 6,5/10
O U2 decidiu seguir a fórmula que o consagrou. Após quase uma década sem material inédito, a banda surpreendeu o público com o EP 'Days Of Ash'.
Fiel ao seu histórico ativista, o grupo aborda temas como o ICE (serviço de imigração americano), Vladimir Putin e o conflito em Gaza.
O EP vai mudar o mundo? Dificilmente. São cada vez mais raras as músicas de protesto que têm efeito real, viram hino nas ruas e mobilizam as pessoas.
Mas o U2 não está necessariamente preocupado em lançar a próxima "Imagine". Parece que eles só não querem ficar calados em um momento tão delicado — se a tensão política ao redor do mundo não conseguisse que o U2 fizesse novas músicas, nada mais conseguiria.
Musicalmente, o EP passeia por sonoridades familiares. Um exemplo é "American Obituary", a faixa mais rock e um dos destaques do projeto. A música tem riffs de guitarra que lembram o U2 de 'How To Dismantle An Atomic Bomb' e 'All That You Can't Leave Behind'.
"Renee Good nasceu para morrer livre (...) / O que você matar não pode morrer / A América irá se levantar", diz a música.
Já para quem curte as baladas e canções de protesto do grupo, "The Tears Of Things" pode emocionar. No mínimo, a canção prova que a voz de Bono segue em ótima forma.
É um disco de outro mundo? Não. O EP tem altos e baixos, e uma fraca é "Yours Eternally", parceria com o ucraniano Taras Topolia e... Ed Sheeran. É uma faixa comercial e Coldplay demais para o estilo do U2.
Mas o projeto mostra que o U2 ainda tem fôlego para 2026. A banda diz que vem aí um álbum completo, ainda neste ano. E nesse caso, o EP é um bom pontapé.
