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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A origem de "I Still Haven't Found What I'm Looking For" com o coral 'New Voices Of Freedom' de Dennis Bell

Em 1987, a Island Records encomendou ao diretor Deniss Bell, do coral de Nova Iorque, uma gravação gospel da canção "I Still Haven't Found What I'm Looking For". A intenção da Island era lançar logo após que o single do U2 fosse lançado.
No entanto, o chefe da gravadora, Chris Blackwell, vetou este planejamento dizendo que seria apenas uma maneira de querer ganhar dinheiro.
Deniss Bell posteriormente fundou seu próprio selo Doc Records e encontrou um distribuidor para a sua versão da música.


Em julho de 1987 em um show da turnê 'The Joshua Tree' em Glasgow, Rob Partridge da Island Records tocou a demo que Bell e seu coral, chamado de 'New Voices Of Freedom'; tinham feito da canção.
No final de setembro, o U2 ensaiou com o coral de Bell na igreja Greater Calvary Baptist, no Harlem, para uma performance juntos que aconteceria em poucos dias no show do U2 no Madison Square Garden.
A guitarra de Edge foi o único instrumento que o U2 levou para a igreja, embora Mullen tenha pego emprestado uma conga, para o ensaio.
O ensaio foi feito com o sistema de áudio da igreja e as imagens foram usadas no filme 'Rattle And Hum'.

Diversas performances deste ensaio foram feitas com um pianista. No entanto, a versão utilizada no filme inclui apenas a gravação com Bono, The Edge, Larry Mullen e o coral.
O áudio registrado no show do Madison Square Garden é o que aparece no álbum da banda, 'Rattle And Hum'.

Evoluindo de 'Trevor' à 'Touch'

Após vencerem o Harp Lager Talent Contest em março de 1978, o U2 recebeu a chance de gravar uma demo tape financiada pela CBS. A gravação aconteceu em abril de 1978 no pequeno Eamon Andrews Studios, em Dublin.
Uma das demos registradas neste dia tinha o título de 'Trevor'.

Quando a banda trabalhava em melodias, muitas vezes bastava pegar uma frase ou uma palavra que soava musicalmente no contexto da música, para usar como título.
O título 'Trevor' provavelmente veio por causa de Strongman Rowan do Virgin Prunes, cujo nome cristão era Trevor.
Esta canção foi tocada ao vivo pelo U2 em quatro apresentações da banda pela Irlanda: uma em 1979 no McGonagle's em Dublin, e em 1980 no Country Club em Cork, no National Stadium em Dublin e no Garden Of Eden Club em Tullamore.

Em 1980, a banda começou a trabalhar nas sessões de gravação para o single de "11 O Clock Tick Tock", o primeiro à ser lançado pela nova gravadora da banda, Island Records. Estas sessões duraram três dias, e foi aí que a demo de 'Trevor' foi retrabalhada e regravada com novas letras, e também rebatizada para 'Touch', com produção de Martin Hannett.

Muitos achavam que a canção seria Lado A de um compacto do U2, mas ela acabou sendo o Lado B deste single de "11 O Clock Tick Tock".
'Touch' em estúdio é efetivamente uma performance ao vivo, e os únicos overdubs foram no vocal e em uma faixa de guitarra. Isso foi uma concessão com Martin Hannett, que disse que até então nunca tinha gravado um overdub de guitarra.
The Edge disse que mesmo assim, era difícil de acreditar que isso era verdade.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Em show no Festival SWU, Fergie cantou um trecho de "With Or Without You"

Uma das bandas mais lembradas no Festival SWU deste ano foi o U2.
O SWU Music & Arts Festival (acrônimo de Starts With You) é um festival de música e Sustentabilidade realizado anualmente no interior de São Paulo.
Em um de seus últimos shows antes de uma longa pausa, o 'Black Eyed Peas' encerrou o seu show com o hit "I Gotta Feeling". Ao final da música, Fergie e will.i.am fizeram uma jam cantando um trecho de "With Or Without You" do U2.
A banda vem fazendo isso em outras apresentações da turnê.

O outro Lado B: "Spanish Eyes"

"Spanish Eyes" foi criada no início das sessões de 'The Joshua Tree'. Começou como uma gravação feita na casa de Adam Clayton, com Adam, The Edge e Larry Mullen Jr. tocando em cima de vários elementos diferentes criados por eles.
A peça evoluiu substancialmente ao longo de uma tarde, mas o cassete e seu registro foi perdido e esquecido.
Já no final das sessões do álbum, The Edge acabou encontrado este cassete, e tocou ele para o resto do grupo. A banda percebeu que era uma boa faixa, mas não tem tinham mais tempo suficiente para concluí-la antes do lançamento de 'The Joshua Tree' em março de 1987.
Foi então que ela foi retrabalhada e mixada posteriormente, e assim entrou como lado b no single de "I Still Haven't Found What I'm Looking For", lançado dois meses depois do álbum, em maio de 1987.

Pausa para foto: Bono e Catherine Zeta-Jones no 'Rock and Roll Hall of Fame 2005'

Três décadas depois de se juntarem em uma escola de Dublin e ainda um sucesso mundial, o U2 foi a estrela da noite quando entrou no Hall da Fama do Rock and Roll, em 2005.
Bono fez a alegria da platéia naquela noite no Waldorf Astoria, em Manhattan, beijando B.B. King e posando para uma foto com a atriz Catherine Zeta-Jones. Logo depois de entrar oficialmente no Hall da Fama, o quarteto irlandês correu para a sala de imprensa onde foi alvo de perguntas não ligadas à música. "Bono, e o prêmio Nobel da Paz?", perguntou um jornalista sobre a possibilidade de o roqueiro receber o prêmio devido a seus trabalhos humanitários. "Ser um astro do rock já é ótimo", disse Bono.
Músicos, profissionais da indústria fonográfica e jornalistas elegem os integrantes do Hall da Fama, que precisam ter, no mínimo, 25 anos de gravação.

Lado B: "Deep In The Heart"

Lado B do single de "I Still Haven't Found What I'm Looking For" do U2, a canção "Deep In The Heart" é derivada de uma peça de três acordes que Bono compôs no piano sobre a última vez que esteve na casa da família em Cedarwood Road, em Dublin, que seu pai acabara de vender.
As memórias de seu tempo vivendo lá, levantou muitas das idéias líricas para a canção.
The Edge e Adam Clayton retrabalharam a peça extensivamente, com Bono mais tarde descrevendo o resultado final como "uma improvisação quase jazz em três acordes", também observando que "a seção rítmica transformou-se em um pedaço muito especial da música".
A canção foi gravada em uma maneira similar à canção "4th of July" do álbum do U2 de 1984, 'The Unforgettable Fire'.
Edge e Adam estavam tocando juntos em uma sala e não sabiam que eles estavam sendo gravados em uma máquina cassete '4-track' pelo assistente da banda, Marc Coleman.

A noite em que o U2 tocou pela primeira e única vez ao vivo a canção "Christmas (Baby Please Come Home)"

Um show da turnê 'The Joshua Tree' aconteceu em 20 de dezembro de 1987 no Sun Devil Stadium, em Tempe, Arizona, EUA.
Na penúltima canção do show, a surpresa: o U2 tocou pela primeira e única vez ao vivo a canção "Christmas (Baby, Please Come Home)".
O U2 regravou a canção naquele ano, com produção de Jimmy Iovine, para a coletânea 'A Very Special Christmas'.
Darlene Love, que canta a versão original, também participou dos backing vocais nesta versão do U2, que foi gravada ao vivo no dia 29 de julho de 1987, durante uma passagem de som em um show da turnê Joshua Tree em Glasgow, Escócia.
Scott Litt e Thom Panuzio foram os responsáveis por captar em um estúdio móvel o áudio da performance do U2.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O video gravado pelo U2 em comemoração aos 30 anos do Metallica, agora em alta qualidade

Liberado o video oficial, em alta qualidade:

24 anos depois, Bono volta a fazer uma performance na íntegra da canção "Christmas (Baby Please Come Home)"

Bono fez uma aparição surpresa na noite passada, cantando duas músicas com a cantora irlandesa Imelda May durante um concerto no O2 (antigo Point Depot) em Dublin.
Eles cantaram "Desire" do U2 e, em seguida, fizeram um cover de "Christmas (Baby Please Come Home)", a canção de Darlene Love que o U2 regravou em 1987 no primeiro álbum beneficente da coleção 'A Very Special Christmas'.

 
Esta canção foi tocada ao vivo pelo U2 apenas uma vez até hoje, em um show no Arizona em 1987 pela turnê 'The Joshua Tree'. Em algumas apresentações do U2 depois disso, Bono cantou apenas trechos desta música.
Esta performance ao vivo com Imelda May ficou muito parecida com a versão do U2, e Bono em diversos momentos cantou do mesmo jeito da gravação de 1987.
Muito nostálgico ver Bono novamente gritando o trecho final "Baaaabyyy pleeeaaaseee coooome hooome"!
Videos das performances no O2:



Agradecimento: U2 GIGS - ATU2

sábado, 17 de dezembro de 2011

A canção escrita depois da bebedeira de uma quinta feira à noite........

‘In A Little While’ foi uma daquelas músicas que começou com uma frase.
Às vezes isso é apenas uma plataforma de lançamento e gradualmente se transforma totalmente em outra criatura – e antes de você saber disso você escreveu uma música chamada ‘Right Here, Right Now’. Não dessa vez.
Era uma linha de Eno, que ele tinha tocado há algum tempo. É a medida de um gancho com potencial - que incomoda você, e se recusa a ir embora, até que você só sabe que você tem que fazer algo com ele. Sem uma saída óbvia para ele, Eno a deu para o U2, para ver onde eles poderiam levá-la, em uma dessas estranhas reviravoltas inseridas no momento.
É uma parte do padrão quando o U2 grava, sob a bebida da quinta-feira à noite. Bono pode insistir em se abster por conta da Quaresma, mas vem o St Patrick’s Day, ou o aniversário de alguém ou mesmo qualquer velha noite de quinta.
Foi uma daquelas noites de quinta e o ritual antigo estava sendo promulgado. A gangue estava lá, mas Bono esbarrou em alguém que ele não tinha visto em 15 anos, talvez mesmo 20. Às vezes, encontros casuais desse tipo pode ser um chute na bunda, especialmente para
 que tem o perfil do cantor do U2, e não há nada que você quer mais do que estar fora do alcance do dano – mas a polidez proíbe. Isso era diferente, no entanto, mexendo velhos fantasmas que sussurravam sobre como outras coisas poderiam ter sido. A conversa foi um despertar, ricocheteando na parte da manhã. Cheia do mistério da vida e a maneira estranha com que as cartas podem ser embaralhadas mais uma vez pouco antes do que eles gostariam – a perda de uma pessoa torna-se o ganho de outra pessoa. Foi uma longa noite, e no dia seguinte Bono chegou no estúdio e deixou escapar a maior parte da letra de "In A Little While" - uma canção espiritual sobre o legado de Al Green, o acasalamento com um alto lamento de uma figura solitária que dá a faixa o seu assombroso poder especial.
Na verdade, algumas coisas vieram junto na música.
Por volta da virada do ano, Bono estava tendo pensamentos sobre o Milênio, vendo clipes antigos na TV do pouso da Apollo na lua e experimentando de novo o sentimento de temor que ele sentiu quando viu as fotos pela primeira vez quando criança, a realização de êxtase
de como somos minúsculos e insignificantes como indivíduos – e como uma raça – no grande esquema das coisas. Era um humor que era alimentado em 'Beautiful Day' com sua visão de incêndios beduínos, a grande muralha da China, O Grand Canyon e outros fenômenos terrestres, visto de cima, o narrador encasulado no seio de uma nave espacial em órbita no planeta. Ele escorregou aqui também, em uma metáfora para o espírito inquieto que é tantas vezes negado, mas que se aninha perigosamente, mesmo no mais quente abraço dos relacionamentos comprometidos. “A man dreams one day to fly”, Bono canta e você pode dizer que é o nômade nele falando......

Agradecimento: Rosa - Achtung Zoo

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Sometimes You Can't Make It On Your Own" de 96, 99 e 103 BPM

O segundo single promocional para o álbum "How to Dismantle an Atomic Bomb" na Europa foi 'Sometimes You Can't Make it On Your Own'.
Este promo lançado em alguns países traz três edições diferentes da faixa título, que seriam tocadas nas rádios.
Os vocais na versão chamada de 99 e 96 BPM, estão em uma qualidade batizada pelos fãs de "Robo-Bono". Ambas as edições contêm a mesma música. A versão 96BPM é idêntica à versão do álbum, só que editada em seu final. Já a versão 99 BPM (Beats Per Minute) é tocada um pouco mais rápida - e existem alguns mínimos detalhes modificados no áudio causado por isto. Bastante interessante.
O mix de 103 BPM saiu em março de 2005, sendo 13 segundos mais curto que a versão Radio Edit, e ainda assim gozando de mais tempo.

México 1992: do cabeça de vento Bono, ao antipático Larry Mullen

1992, à caminho da 1° classe que levaria o U2 ao México:
"No elevador Bono percebe que deixou seus óculos Fly para trás. A funcionária do aeroporto usa o walkie-talkie para mobilizar o seu staff para procurá-los na sala de espera, nos banheiros, no lounge. Agora tenha em mente que o Bono perde tudo. Nesta última hora, o Edge pegou o livro que o Bono esqueceu no carro, e ainda neste instante Paul McGuinness achou o mesmo livro esquecido sobre a mesa. Então quando o Bono diz que é inacreditável que ele tenha perdidos os óculos, os seus colegas da banda o corrigem:
- Não, Bono, Larry diz, Não é inacreditável.
- Adam reclama, não é incomum.
- Edge adiciona, não é raro acontecer.
- Larry finaliza, não é nenhuma surpresa.
Bono senta em sua poltrona na 1° classe lamentando a perda dos óculos...a porta do avião se abre novamente e a funcionária do aeroporto fã do U2 lhe entrega seus óculos.
Quando eles chegaram ao México havia duas limosines esperando por eles na pista. Como de praxe, Larry e Adam foram direto para o carro, enquanto Bono e Edge posaram para fotos e deram autógrafos. (Larry uma vez acusou o Bono de gostar de inflar o seu ego dando autógrafos, o que irritou muito o Bono. "Sim, eu realmente aprecio dar autógrafos e posar para fotos depois de viajar por 7 horas. Bono respondeu rispidamente.) Depois ele disse: Eu simplesmente acho impossível ignorar as pessoas que estão ali esperando por você e passar por elas dentro de uma limosine. "

U2 At The End Of The World - Forum UV Brasil

Canção 'Walk To The Water' de 1987, já foi lembrada ao vivo em shows do U2

O Lado B 'Walk To The Water', presente no single de 'With Or Without You' do U2, teve um trecho cantado por Bono em apenas duas apresentações da banda até hoje: durante a canção '40', em show pela turnê 'The Joshua Tree' em 1987 em Rochester - Nova Iorque; e durante 'Bad' na turnê Zoo-TV em Kiel - Alemanha, no ano de 1992:

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Bono: presente de luxo

Empresas que concretizam experiências de clientes têm sido cada vez mais procuradas na hora de presentear.
Atuando num segmento de luxo, a Jazz Side aposta na realização dos sonhos dos clientes. Pedidos inusitados como um encontro com Bono, do U2, ir a uma festa do Oscar ou jogar tênis com Pete Sampras foram alguns dos sonhos realizados.
Para Pedro Opice, um dos sócios da empresa, o valor dos pacotes é do tamanho do sonho de cada cliente.
“Já realizamos sonhos de R$ 5.000 a R$ 140 mil. O mais caro foi fechar a Torre Eifel, em Paris, na França, por três horas para um pedido de casamento. Saiu por R$ 140 mil. O valor médio dos presentes em geral, porém, fica na faixa dos R$ 15 mil”, afirmou.
O executivo, que largou a carreira em um banco para apostar na “realização de sonhos”, acredita que esse tipo de negócio irá crescer muito no país.
“Fomos estudar os modelos de negócios nos EUA e vimos que havia um grande espaço para esse mercado aqui no Brasil. As pessoas estão se diferenciando pelo que vivem e não apenas pelo que possuem”, disse.

Do site: UOL ECONOMIA

No estúdio com o U2: a gravação de "Stay (Faraway, So Close!)"

De 'U2 At the End of the World -  Bill Flanagan'

Bono e Edge estão em frente ao quadro, estudando sua longa lista de canções e montando possíveis seqüências para o álbum sucessor de 'Achtung Baby'. Existem pontos de diferentes cores ao lado de cada título, significando o quão distante do final cada faixa esta. Um ponto vermelho, a música está lá, um ponto verde significa a melodia está terminada, um ponto azul, a letra está pronta. Um X significa "mixar". Eles estão discutindo com Larry uma faixa que estão ouvindo chamada "Sinatra". Como esse título sugere, a música foi escrita pelo Edge, em uma tentativa de imitar as clássicas estruturas de canções do estilo pop de Tin Pan Alley. Em um certo momento, o Bono estava até cantando versos de "the wee small hours" no meio da letra. Bono está tentando encontrar novas palavras e o Larry dando os seus palpites. Larry diz que há palavras de passagem em demasia, linhas recheadas com inúteis "ands" (es) e "thes" (os/as). Que o Bono deveria fazer essas linhas mais curtas. O Larry também acha que tem alguma coisa fora do ritmo.
"Percussão?" pergunta Edge.
"Não", diz Larry, "o baixo." Todos eles riem. O Adam tinha saido com a Naomi e é bom ele ficar atento se quiser que suas batidas permaneçam enquanto ele estiver de volta. Na verdade, diz o Larry, ele ama a parte do Adam, mas detesta o efeito fantasma que os produtores colocaram, utilizando eco, que alterara a linha do baixo.
"Então, basicamente," diz o Edge "a sua crítica é, muito baixo, muitas palavras, bateria insuficiente." Todos racham de rir com a típica crítica do baterista. Bono diz que o que o Larry realmente deseja é que ele fosse o cantor, Bono quer ser o guitarrista e Edge é um baterista frustrado. "O Adam só quer tocar baixo."
Edge e Larry saem para dar uma volta e o Bono retorna sua atenção para a faixa em progresso. Um monitor de TV foi trazido para dentro da sala e ele coloca uma seqüência do filme que Wim Wenders está fazendo, a continuação de "Asas do Desejo" que será chamada "Far Away, So Close" ("Tão Longe, Tão Perto"). A cena é de um anjo no alto, sobre Berlim, olhando para baixo contemplando a terra. O anjo salta de sua plataforma, negociando divindade por mortalidade. Enquanto assistiam, Flood coloca "Sinatra", uma introspectiva trilha instrumental. Bono começa a cantar junto: "Green light, 7-eleven/ You stop in for a pack of cigarettes/You don't smoke, don't even want'em/Check your change."
Isso está assombrando, solto e flutuante. Bono tenta mais alguns versos. Ele canta, "And if you hit me, I don't mind/'Cause when you hurt me I feel alive.". Então ele diz que seria melhor se ele mudasse a perspectiva para: "And if he hits you, you don't mind."
Isso é mais concreto. De forma coloquial, o you (você) na primeira versão soa como one (um). Alterar para he hits you (ele te machuca) torna-a mais vívida. Juntamente com um verso que diz que a vítima está "dressed like a car crash" ("vestida como um acidente de carro") você está criando um verdadeiro personagem. Bill Flanagan diz para Bono que isso o faz pensar em um garoto gay em uma pequena cidade. Bono diz que ele está imaginando uma mulher, não um homossexual, mas é ótimo que se possa interpretar de várias formas. Ele está sentado em um sofá na sala de controle e canta com um microfone na mão, curvando-se para frente para colocar toda a sua emoção, cerrando seus olhos fechados, levantando o seu braço nas linhas principais. Bono cantando no sofá do estúdio não se comporta muito diferentemente do Bono cantando em um estádio de futebol. Ele tenta gravar duas vezes, em duas versões diferentes, sobre a trilha de apoio, uma lenta e introspectiva, outra mais rápida e mais forte.
Cantando sobre a trilha de apoio, ele decide que a canção não é mais sobre o anjo de Wenders, então ele deve mudar uma linha do refrão, que é agora, "Stay – as the angel hits the ground."
Qual é a grande verso? Ele pede sugestões, parando em "Stay and the night will be enough."
Ele diz que a canção é agora suficientemente forte para ir em frente. Ele canta o refrão com essa frase, procurando diferentes pontos, desde a primeira linha do refrão até a última. Quando ele a canta como a conclusão, ele realmente faz uma grande declaração, levantando a mão direita no ar e soltando, "Staaayyy - and the night will be enough."
Flood está atento ao melodrama; está ficando um pouco romântica demais para o seu gosto. Quando Bono tenta, "Stay – with your secrets sleeping rough,", Flood bate o pé. Secrets (Segredo) é uma das palavras que faz seu detector de anticlímax vibrar. Como a canção assume um caráter mais grandioso, Bono faz pequenos ajustes em outras partes. Para de entrar no contexto de Wenders. Ele tem o verso, "Far way, so close, up with the static and the radio waves."
Ele havia dito "radio waves", a fim de ser deliberadamente não-romântico, mas agora que o direcionamento da canção estava tomando outro rumo, ele vai tirar a palavra waves e cantar mais ao estilo Van Moorison, "Up with the static and the radio."
Bono deveria estar onde Ali está, onde Adam está, no casamento de um amigo. Ele disse à sua esposa para ir na frente, ele iria encontrá-la lá, após uma breve passagem no estúdio. Isso foi há horas. Quando Flood diz, "Que tal uma outra tentativa?" Bono diz, "Que tal um divórcio?".
Edge chega para ouvir o que o Bono tinha feito com "Sinatra". Ele ouve, aprova, eles brincam com um efeito de fade-out, no final da melodia. Flanagan diz que soa como "My Cherie Amour" e Bono assegura, com um olhar de descaso que ele não está familiarizado com essa canção, mas ele tem certeza que irá adquirir uma cópia amanhã e verificar.
"Ela está ficando bem Californiana", diz Flood.
"Sim", responde o Bono. "Parece ser... quem é aquele compositor que vive na praia em Malibu e escreve todas as músicas que soam parecidas?"
Edge: "Sting?"
Burt Bacharach é o nome que Bono está procurando.
Edge vai embora e Bono continua trabalhando nas trilhas, mudando a letra ligeiramente a cada vez. Ele diz a Flood para alterar o título da canção listada como "Sinatra" para "Stay". Embora, ele considera, ela deveria tentar ter alguma referência ao filme de Wim. Ele decide chamar de "Stay (Faraway, So Close!)".

Forum UV Brasil
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