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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Stop Sellafield # Parte Final

De volta o ônibus, Bono inclinou a cabeça sobre o ombro da sua esposa e abanou para as crianças reunidas em redor do ônibus. Ele adotou um expansivo sotaque Americano e disse com uma voz mais aguda, "Oh, olha querida. Eles não são a-do-rá-ve-is. Oh, eu adoraria colocar todos eles na minha mala e levá-los para casa!"
Bill chutou a parte de trás do banco dele. "Ei, para de tirar sarro dos Americanos!" Bono se virou desculpando-se e explicou que ele estava imitando os turistas Americanos que ele conheceu quando era criança na St. Patrick's Cathedral em Dublin. "Eu cobrava-lhes para mostrar a catedral," ele disse. "Eu fiz um bom dinheiro." "Oh," disse Flanagan, "você era um malandrinho."
"Eu era!" disse bono contente, e Ali caiu na gargalhada. Ela sabe que o marido nunca foi um malandrinho. Quando o ônibus começou a se afastar, Bono olhou pela janela - e viu que um dos garotos fãs do U2 estava orgulhosamente brincando com as botas radiotivas dele. "Oh, droga! Parem o ônibus!" O garoto se recusou a devolver o souvenir enquanto os quatro membros do U2 não lhe dessem um autógrafo. Enquanto desciam a auto-estrada para longe de Sellafield, passaram por - viradas no sentido oposto - uma série de barreiras policiais. Lá estavam eles, todos alinhados esperando para impedir o U2 ou o Greenpeace de se aproximar da refinaria de plutônio. Quando passaram pelos policiais, Larry gritou pela janela e acenou.
Durante a grande viagem de volta para Manchester, Bono - que tinha se tornado pai de duas crianças desde a última turnê do U2 - falou sobre se reajustar à vida de rock star. "Cair na estrada não é difícil," ele disse. "O problema real começa quando você volta para casa, reajustar-se. Quando você está na estrada, tudo é colocado em segundo lugar em prol da turnê. Você tem consciências que te seguem quando você sai à noite para ter a certeza que você vai voltar e tocar no próximo concerto. E quando você volta para casa, a mentalidade aspiradordeasneiras que você traz da estrada pode ser engraçada. Como todo o esquema da chave do quarto. Quando você está na estrada, uma chave de quarto é como a sua coleira de identificação canina. Ela te ajuda a voltar para casa à noite, ela paga as tuas contas. Houveram situações em que depois de um mês do final da turnê, eu já estar em Dublin, e dar a algum dono de clube noturno uma chave do Ritz-Carlton de Chicago em vez de dinheiro, e ele olhar para mim como quem diz "Que droga é que ele está usando?"
Eles começaram a falar sobre o egoísmo que a maioria dos músicos, a maioria dos artistas, cultivam em paralelo com a dedicação pela arte deles. "Nós vivemos num tipo de estilo de vida egoísta completamente decadente, orientado para a arte," disse Bono. "Não há nada no caminho entre você e a sua música quando você está na estrada. A vida real não ergue a cabeça."
Bill Flanagan cita para Bono os seus próprios versos em "The Fly": "Todo o artista é um canibal, todo o poeta é um ladrão, todos matam a sua inspiração e cantam sobre o seu sofrimento."
"É," Bono suspira. "Eu espero não ser assim, mas eu suspeito que seja. Eu eu realmente odeia esta idéia. A grande jogada é que, sob o disfarce de 'The Fly' eu posso admitir todas estas merdas."
Bono caminhou desajeitado até a frente do ônibus, desenrolou o cabo do microfone do guia turístico, e começou a torturar todos com a sua imitação de um cantor de salão Irlandês bêbado. Ele murmurou dedicatórias embriagadas, cantou músicas horríveis, e desafiou qualquer um a tirar o microfone dele. É muito ruim grande parte do público achar que o Bono é um chato. Ele é uma figura. O problema é que quando as pessoas ficam famosas como o U2, as outras pessoas começam a tratá-los como deuses ou anormais. Então eles têm que construir uma bolha protetora na qual eles possam ser eles mesmos. Dentro da bolha eles podem ser como sempre foram, sem as bobagens de rock star. Mas, para quem olha de fora da bolha eles parecem estranhos e distorcidos.
A viagem de volta para Manchester, à partir de Sellafield, já durava três horas e McGuinness tinha prometido uma parada para o café da manhã ao longo do caminho todo. Encostaram numa cafeteria de beira de estrada para turistas e todo o mundo saiu do ônibus e começou a formar uma fila para salsicha, presunto, bacon cru, e toda as outras delícias que entopem as artérias e partem cascos da cozinha Britânica
Quando a viagem de ônibus foi retomada, Bono e Bill se dirigiram ao banco de trás. Ao se aproximarem de Manchester, Bill disse "Bem, é claro, Bono, que todo o mundo deve estar te perguntando sobre todas as referências a sexo oral nas suas novas músicas..."
"O QUÊ?" Bono gritou. "Bill, você está na página errada do seu caderno, você está me perguntando as perguntas do Prince!"
Ouve, disse Bill, estas linhas das músicas recentes do U2: "Me cercando, descendo em mim," "Você pode engolir ou você pode cuspir," "Aqui vem ela, 69 de novo," "Deixei um sabor ruim na sua boca."...
"Ahh." Bono sussurou algo sobre 69 ser uma das posições sexuais mais igualitárias e então sugeriu enfaticamente que passassem para outro assunto.
Ok, disse Bill, em "One" você canta, "Você diz que o amor é um templo, o amor é a lei mais alta. Você me convida para entrar e então me faz rastejar." Está é uma grande metáfora sobre sacramento/pecado, templo/vagina é como Yeats: "O Amor tem tentado vender a sua mansão no lugar de excremento"
"Sim, uau," Bono expirou. "Esta frase, você realmente tocou alguma coisa. Você sabe, não foi por acidente que Jesus nasceu no esterco e na palha..." O ônibus parou. Finalmente chegaram à Manchester. Se dirigiram ao hotel para pegar a bagagem e fazer check out. O U2 tinha um avião a espera para levá-los de volta a Dublin. Bono perguntou à Bill Flanagan se ele queria ir com eles. 'Não, obrigado', disse Bill. 'Eu deixei todas as minhas roupas numa lavanderia em Londres e preciso ir buscá-las de volta'.
Uns dias depois, Bono telefonou e perguntou se Bill viu a aventura em Sellafield nos noticiários de TV e nos jornais. Ele disse que a indústria nuclear tentou contra-atacar toda a cobertura conseguida pelo Greenpeace enviando alguns Relações Públicas para a praia, de camisa, "como se eles fossem construir um castelo de areia." Um dos porta-vozes nuclear cometeu um grande erro ao dizer aos repórteres que o U2 não tinha o direito de se envolver na Grã Bretanha porque eles eram Irlandeses e deveriam estar em casa, em Belfast, tentando impedir que crianças construíssem bombas. Este afirmação confusa (preconceito à parte, já que os Britânicos consideram Belfast parte do Reino Unido) trouxeram acusações furiosas de "ataque aos Irlandeses" para os infelizes relações públicas. Então ele mencionou a conversa no ônibus.
"Eu acho que estava falando com você sobre Jesus ter nascido no esterco e na palha," disse Bono. "Eu acho que o equivalente a isto nos anos noventa é Las Vegas, a faixa de neon. Eu descobri que no meio do lixo é um bom lugar para eu desenvolver as minhas ideias mais exageradas e um grande disfarce também."
É interessante encontrar as suas idéias mais exageradas nos escombros, disse Bill.
"Sim," disse Bono. "É o melhor lugar para elas. Porque lá elas chamam-se a elas próprias grandes idéias. Elas não atraem atenção apra elas mesmas. Elas não tem uma grande placa dizendo 'ARTE'". Ele fez uma pausa e suspirou. "Eu estou tentando desesperadamente pensar uma maneira de falar sobre isto sem soar como um completo idiota.
As pessoas pode pensar que onde o U2 está exatamente agora é muito mais descartável, mas eu acho que as coisas que estamos descartando são muito mais interessantes do que você suspeitaria à primeira. Eu nunca fui tão afixionado pelo rock and roll como eu sou agora parecem haver tantas possibilidade. Sexo e música ainda são para mim lugares onde você tem uma visão de Deus. Sexo e arte, eu suponho, mas, a não ser que você queira entreter as pessoas no espírito de Warhol ou Rothko, eu acho que para a maioria de nós arte é música.
Nós estamos procurando diamantes na sujeira e, no momento, a música está mais é na lama. Nossas cabeças podem ainda estar nas nuvens, mas os nossos pés estão definitivamente arrastando a sujeira. Quanto mais escuro fica,entretanto, mais procuramos por momentos brilhantes. Estes momentos brilhantes, para mim, são os mesmos que sempre foram. Há grandes palavras para eles, como transcendentes. Eu continuo interessado nas coisas do espírito e Deus e a perturbadora idéia de que Ele está interessado em nós e na fé e na descrença, sexual e espiritualmente falando.
Todo o mundo está num estado de confusão sexual agora nos noventa. Amor e sexo simplesmente estão aí para quem quiser pegar. Ninguém sabe o que fazer com eles. O casamento parece um ato de insanidade, uma espetacular insanidade. Uma coisa que eu gosto na cultura da droga, apesar de eu não ser realmente parte dela, é que ela reconhece o outro lado, a quarta dimensão que todo o mundo, tipo, esconde. Por uma centena de anos, tem sido dito as pessoas que elas não tem um espírito e, se você não consegue vê-lo ou provar que ele existe, então ele não existe. Qualquer um que ouça Smokey Robinson sabe que isto não é verdade.
Nós temos mais contradições em palco atualmente do que alguma vez tivemos. Eu acho muito interessante a tensão que isto traz. As pessoas tem que escolher entre carne e espírito, quando as pessoas são os dois."
'Sim', disse Bill, 'na Zoo TV e no Achtung Baby vocês estão tentando equilibrar as coisas que percebemos como opostas, apesar de, na verdade, elas poderem não ser'.
"Sim," disse Bono. "Este é um ponto importante. O que parece ser oposto mas que na verdade pode não ser, como plástica e alma."
Como sexo e Deus?
"Exatamente."
Qual a sua linha ética agora? Sobre qual assunto o U2 se recusaria a cantar?"
"Não há nenhum. Ao cantar sobre alguma coisa você torna ela limpa. Porque você traz ela para fora."
Edge disse no Inverno que os temas de Achtung Baby são, "Traição, amor, moralidade, espiritualidade e fé." Muitas das músicas lidam com tentações que corrompem e podem destruir um casamento. Era o casamento do Edge o único que você estava desenhando?
"Bem, eu ia seguir aquele caminho de qualquer modo," disse Bono. "Mas, certamente... Eu não sei o que veio primeiro para ser honesto. As letras ou o que Edge estava passando. Eles estão todos ligados uns aos outros. Mas, há muitas outras experiências que aconteceram na mesma época. Tudo está relacionado com o fato de ser algo extraordinário ver duas pessoas se agarrando uma a outra e tentando resolver as coisas. Eu continuo maravilhado e temeroso quanto a idéia de ter duas pessoas contra o mundo, e eu realmente acredito que é contra o mundo, porque eu não penso que o mundo tenha a ver com ficar junto. AIDS não é a única ameaça, tá ligado. AIDS é o grande lobo mau do momento, mas eu vejo todas as ameaças. Eu vejo a necessidade de independência das pessoas, a necessidade de seguir as suas próprias idéias. Estas não são necessariamente idéias egoístas. Tudo lá fora é contra a idéia de ser um casal: cada comercial, cada programa de TV, cada novela, cada romance que você compra no aeroporto. O sexo é atualmente um tema pertencente as corporações. É usado para vender produtos. Ele próprio é um produto. E a mensagem é que se você não o tiver você, você é ninguém.
Eu tive os meus problemas no meu relacionamento. É duro para todos. Eu acho que a fidelidade é simplesmente contra a natureza humana. É aqui onde temos que nos envolver ou não nos envolver com o nosso lado maior. Certamente eu não estou tentando descobrir respostas fáceis. É como não escola quando eles te explicam sobre as drogas. 'Se você fumar drogas você vai se tornar um dependente e morrer na próxima semana.' Eles não te falam nem metade da verdade. Eu acho que o mesmo vale para o sexo. É assim, se você disser as pessoas que o melhor lugar para fazer sexo é nas mãos seguras de uma relação amorosa, você poderá estar mentindo! Poderão haver outros lugares. Se a questão é, posso eu, como um homem casado, escrever sobre sexo com uma estranha, 'sim' tem que haver uma resposta. Eu tenho que escrever sobre isto porque é parte do assunto sobre o qual estou escrevendo. Você tem que tentar e expôr certos mitos, mesmo que eles exponham você ao longo do caminho. Eu não quero falar sobre a minha própria relação, porque eu tenho muito respeito pela Ali para o fazer. O que eu estou te dizendo é, eu posso ou não estar escrevendo sobre a minha própria experiência em alguns casos, mas isto não faz as coisas menos reais."
Bono citou uma frase de Sam Shepard para concluir: "Exatamente no meio da contradição, ele disse, "este é o lugar para se estar."

Do livro "U2 At The End Of The World"
Tradução: Forum UV Brasil

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

20 anos depois, o bebê cresce: o lançamento da edição de aniversário de Achtung Baby

O U2.com informa:

Achtung Baby faz 20 anos em novembro, com uma edição de aniversário apresentando pela primeira vez canções inéditas e um novo documentário feito especialmente para este lançamento.
Foi dito por Robert Hilburn do LA Times, "a descida ousada do U2 na escuridão", enquanto Jon Pareles do New York Times escreveu "despindo e desafiando suas fórmulas antigas, o U2 deu-se uma chance de lutar pela década de 90."
Os fãs do U2 vão se lembrar que, por Bono, era 'o som de quatro homens derrubando o The Joshua Tree".
Vinte anos atrás o U2 lançou Achtung Baby, que ganhou o Prêmio Grammy de Melhor Performance de Rock e se tornou um dos registros mais significativos da década de noventa e da carreira do U2.
Gravado ao longo de seis meses no Hansa Studio em Berlin e Windmill Lane em Dublin, Achtung Baby é o sétimo álbum de estúdio do U2. Produzido pelos colaboradores de longa data do U2, Daniel Lanois e Brian Eno; com Steve Lillywhite, Achtung Baby foi trabalhado por Flood e liderado pelo hit The Fly, com quatro outros singles: Mysterious Ways, One, Even Better Than The Real Thing e Who's Gonna Ride Your Wild Horses.
Em 2011, uma edição de aniversário de Achtung Baby, agora com todos 'crescidos', está previsto para lançamento em 31 de outubro.
Os arquivos de Achtung Baby desenterraram algumas canções inéditas das sessões de gravação. Com uma série de material inédito; vídeo, remixes, b-sides e imagens de documentário descoberto, um álbum cheio de demos e as primeiras versões do tracklist final de 1991 também foi revelado.
Cinco edições físicas, incluindo vinil, CD, DVD e opções digitais serão disponibilizados.
'From The Sky Down' (de Davis Guggenheim) também será disponibilizado na versão, após a sua estreia como o filme de abertura do Festival de Cinema Internacional de Toronto em 08 de setembro.
No filme, o U2 volta para os estúdios Hansa para discutirem a realização de Achtung Baby.

Desde o Trabant da Alemanha Oriental para o búfalo de 'One', o design e a iconografia do período de Achtung Baby do U2 são atemporais.
A EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO DE ACHTUNG BABY SAIRÁ EM CINCO FORMATOS FÍSICOS, COM EDIÇÕES DIGITAIS DISPONIBILIZADAS JUNTAMENTE:

1. A limitada e numerada 'Uber Deluxe Edition' é uma caixa quebra-cabeças magnética em mosaico, que trará: 6 CD's incluindo o álbum Achtung Baby original, o álbum de acompanhamento Zooropa, B-Sides e material retrabalhado inédito, gravado durante as sessões de Achtung Baby.
4 DVDs, incluindo 'From The Sky Down', 'Zoo TV: Live From Sydney ", todos os vídeos de Achtung Baby, mais material bônus.
Haverá também cinco compactos em vinil em suas artes originais, 16 art prints tiradas do encarte original do álbum, um livro de 84 páginas de capa dura, uma cópia da revista Propaganda, 4 insígnias, uma folha de etiquetas, e um par de óculos de sol de Bono da marca 'The Fly'. O preço na pré venda é de £385.99.

2. A edição 'Super Deluxe Edition' irá conter os 6 CD's e 4 DVD's, além de um livro de capa dura com 92 páginas e 16 art prints em um envelope.

3. O 'Vinyl Box Set' é uma edição limitada contendo quatro LPs, dois dos quais são prensados ​​em vinil azul translúcido contendo remixes e lados-B. A caixa inclui um livreto de 16 páginas.

4. O Deluxe Edition é um conjunto de 2CD's contendo a reedição do álbum original mais os lados-B e raridades.

5. O CD padrão é o álbum original, remasterizado.

Bono cantou trecho de 'Let It Be' em show da turnê 360° em Portugal, no ano de 2010

No primeiro de dois concertos do U2 em Coimbra, Portugal, pela turnê 360° no ano de 2010; Bono cantou um trecho da canção 'Let It Be' dos Beatles, logo após a performance de 'Mysterious Ways'.

A canção de Lennon/McCartney já tinha aparecido em três apresentações do U2 em 1993 pela turnê ZooTV, durante a performance de Bad na Dinamarca, Hungria e Noruega.
Bono se identifica com a canção, pois assim como várias canções do U2 foram escritas por Bono sobre sua mãe falecida, Iris; Paul McCartney também escreveu 'Let It Be' sobre sua falecida mãe, Mary.
"Let It Be" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, mas creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no Lado A do single 'Let It Be/You Know My Name (Look Up The Number)' de 1970. A canção também foi faixa título do último disco lançado pelos Beatles em 1970, "Let It Be".
A canção foi escrita entre o lançamento dos discos “Álbum Branco” e “Abbey Road,” quando decidiram fazem um disco ao vivo nos novos estúdios da Apple, cujo disco se chamaria “Get Back”. Foi um período intenso para os Beatles e para Paul McCartney, que era o único Beatle que parecia ainda se importar com os relacionamentos internos. Nessa época, eles estavam sendo músicos, compositores, produtores e empresários e após a morte do empresário Brian Epstein, Paul se sentiu menos motivado, porém, mais obrigado a manter o grupo unido.
Paul fala sobre a letra na autobiografia “Many Years From Now” de Barry Miles: “Uma noite, durante aqueles tempos intensos, eu tive um sonho com minha mãe que tinha morrido há mais de 10 anos atrás. E foi tão bom vê-la porque isso é fantástico nos sonhos: você fica unido à essa pessoa por segundos e parece que esteve presente fisicamente também. Foi ótimo para mim e ela parecia estar em paz no sonho dizendo, ‘Tudo ficará bem, não se preocupe, pois tudo se acertará.’ Eu não me lembro se ela usou a palavra ‘Let it be’ (Deixa estar), mas era o sentido do seu conselho. Eu me senti muito abençoado por ter tido aquele sonho. E comecei a canção literalmente com a frase ‘Mother Mary.’ A canção é baseada naquele sonho.”
A canção cita “Mother Mary comes to me” que apesar de parecer algo Católico ou Cristão (“Mãe Maria vem até mim”), na verdade se trata de Mary McCartney, mãe de Paul. Mas ele explica a dualidade: “Ave Maria ou Mãe Maria, se torna uma coisa religiosa e você pode tomar desse jeito. Eu não me importo. Eu fico feliz se as pessoas tomarem para alimentar sua fé. Não tenho problema com isso. Acho importante ter fé na vida, principalmente no mundo que vivemos.”
John Lennon demonstrou pouca afeição pela canção na entrevista para a revista Playboy em 1980: “Aquilo é Paul. O que eu posso dizer? Nada a ver com os Beatles. Poderia ser até Wings. Eu acho que a inspiração foi ‘Bridge Over Troubled Water.’ É o que eu acho mas não tenho muito a dizer. Só sei que ele sempre quis fazer ‘Bridge Over Troubled Water.’”
Lennon estava equivocado dando sua opinião sobre a inspiração de McCartney, pois o disco de Simon and Garfunkel, "Bridge Over Troubled Water" foi lançado um ano depois dos Beatles terem gravado a canção “Let It Be”. De acordo com o Allmusic, Simon and Garfunkel tocaram a música ao vivo em 1969 antes de lançá-la, mas é improvável que McCartney tenha ouvido antes de 31 de janeiro de 1969.
Na canção, Paul demonstra todo o seu pensamento positivo e apesar de "Mother Mary" ser sua mãe, a canção traz certo sentimento de oração, dizendo que “Quando eu me encontro em tempos atribulados, a mãe Mary vem até mim dizendo palavras de sabedoria, deixe estar. E em horas de escuridão, ela fica em frente a mim, dizendo palavras de sabedoria, deixe estar.”
Na segunda estrofe ele continua dizendo “Que todas as pessoas de coração partido e vivendo o mundo conformadas e para aqueles que pensam estar arruinados, ainda haverá uma chance que eles irão ver e sempre haverá uma resposta, deixe estar.”
Na última estrofe ele diz “Que quando a noite está nublada, ainda existe uma luz que brilha em mim, brilha até amanhã e eu acordo com o som da música e a mãe Mary vem até mim, dizendo palavras de sabedoria, deixe estar.”
Em algumas versões Paul substitui a frase “There will be an answer” (“Sempre haverá uma resposta”) por “There will be no sorrow” (“Não haverá mais sofrimento”).
Os Beatles gravaram 28 versões de “Let It Be” em 26 de janeiro de 1969, no “Apple Studios”, com Billy Preston no órgão. Muito da sessão foi usada junto com “The Long And Winding Road,” que naquele ponto, eram as principais canções de trabalho do próximo álbum.
20 versões foram gravadas no dia 27 de janeiro e outro take foi feito 2 dias depois. Os Beatles estavam se preparando para o show no telhado da Apple, então estavam se focando em outras canções. Em 31 de janeiro eles voltaram e gravaram a versão definitiva da base com Paul no piano, John no baixo, George na guitarra, Ringo na bateria e Billy Preston no órgão. Essa sessão consta no filme Let It Be.
A canção traz uma dos mais confusos calendários de gravação dos Beatles: Já que foram feitos arranjos de orquestra por George Martin, George Harrison executou muitas versões do solo em 30 de abril de 1969 (versão do single) e em 4 de janeiro de 1970 (versão do álbum). E o vocal de apoio de Linda McCartney que foi usado apenas no single. Também traz muitos técnicos envolvidos além de Martin e Chris Thomas na versão single, ainda traz Glyn Johns, Jeff Jarratt, Phil Mcdonald e a versão do álbum produzida por Phil Spector.
A versão do álbum foi mixada por Phil Spector em 26 de março. Spector usou o solo de 4 de janeiro sincronizado com o órgão e as cordas. Ele ainda adiciona um “efeito eco” do chimbal da bateria, e alonga a canção repetindo uma parte do refrão final.
Uma nova versão foi feita para o "Let It Be... Naked", de 2003. Trabalho idealizado por Paul McCartney e Ringo Starr com consultoria de George Martin. A canção foi simplificada, adicionando apenas mais guitarras nas bases e o solo que George Harrison executou em 30 de abril de 1969.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Bono creditado como "Howling By B", em sua participação no álbum 'Prayer Cycle: Path To Zero'

A mais recente colaboração de Bono fora do U2 é uma aparição em um álbum chamado Prayer Cycle: Path To Zero, por Jonathan Elias. Mas ele não é creditado pelo seu nome e a 'música' em que ele aparece não é típica das canções que ele costuma fazer.
Bono é creditado como "Howling By B" na faixa chamada 'Path To Zero', com 12 minutos de duração de acordo com o site Amazon.com: http://www.amazon.com/Prayer-Cycle-Path-Jonathan-Elias/dp/B004WJRJVI
A trilha consiste no falecido Jim Morrison (sim, o vocalista do The Doors) recitando seu poema "Moonshine Night ", em cima de uma música de inspiração Nativo Americana.
Existe uma versão curta editada da canção, com 3 minutos e 42 segundos de duração.
Bono aparece nesta versão Radio Edit na marca de 02:15, e dá para reconhecer imediatamente os gritos de "Howling by B", ou "Uivo por Bono".
Bono é ouvido dos 02:15 até o final da faixa, na versão Radio Edit.
Os lucros do álbum estão sendo doados ao 'Global Zero', uma organização internacional dedicada ao desarmamento nuclear.

Clique no link da canção dentro do site, e ouça a versão Radio Edit.
Ela está disponível gratuitamente em MP3: http://www.publicmediaservice.org/2011/07/pathtozero/


Agradecimento: http://www.atu2.com/

Recriando "One"?

Em breve, será lançado o documentário do diretor Davis Guggenheim, chamado "From The Sky Down", sobre o álbum Achtung Baby, lançado pelo U2 há 20 anos atrás.
Em uma foto divulgada, que mostra as gravações do documentário, podemos ver que o U2 parece recriar em estúdio, a gravação de 'One'.
Eles estão posicionados da mesma forma, com Adam sentado, e cercados pelas caixas de som e instrumentos.

Vencedores de competição promovida pela 'One' se encontram com Bono

Na Filadélfia, estudantes da Universidade de Michigan e da Universidade da Flórida se encontraram com o Bono. Eles foram os vencedores de uma competição promovida pela ONE, campanha liderada por Bono.
O grupo de estudantes se mobiliza pra conquistar cada vez mais adeptos nas escolas às causas da extrema pobreza mundial e prevenção de doenças.
Depois de assistirem ao show do U2, os universitários puderam se encontrar pessoalmente com Bono. Ele fez questão de incentivar os jovens, em mostrar os resultados positivos já obtidos na África e também destacou a importância em ser criativo e se divertir fazendo a diferença para ajudar o mundo.
Durante o show, Bono promoveu a campanha da ONE tentando convencer mais pessoas à causa. E também agradeceu ao trabalho que está sendo feito pelos estudantes da Universidade de Michigan e da Universidade da Flórida.
Via: www.ultraviolet-u2.com

Por dentro da música: 'Where The Streets Have No Name'

'Where The Streets Have No Name' foi lançada pelo U2 como single, 24 anos atrás, em Agosto de 1987.
A canção é a trilha favorita do aniversariante de hoje, João Kleber de Mattos, que participa aqui do blog e é fã do U2!
Então para celebrarmos, segue um especial sobre a faixa:
The Edge em sua casa em Monsktown, brincando em um estúdio caseiro de gravação Tascam, de 4 canais. Inserindo um arranjo de teclados. Ouvindo a gravação. Criando. Rebobina. Então a guitarra. O ritmo é bom. Tenta algumas variações no acorde. Pequenos retoques. Imagine um baixo. A bateria entrando. Faz sentir-se bem. O começo de uma canção...
Embora a banda tenha gostado da demo de The Edge, era difícil para eles gravarem a canção. O baixista Adam Clayton disse: "Na época, soou como uma língua estrangeira, enquanto que agora entendemos como ela funciona".
O arranjo, com mudanças de acordes freqüentes, foi ensaiado várias vezes, mas o grupo lutou para obter um desempenho que eles gostavam.
'Where The Streets Have No Name' é a faixa de abertura do álbum de 1987, 'The Joshua Tree'; e foi lançada como o terceiro single do álbum em Agosto de 1987. O gancho da canção é um arpejo de guitarra repetindo, usando um efeito de delay, tocado durante a introdução da música e novamente no final.
'Where the Streets Have No Name' é uma daquelas canções que parecia que não queria nascer. “Na nossa forma de escrever, às vezes sentimos que a canção já estava escrita”, The Edge disse para John Waters. “A canção já está lá, se você puder apenas colocá-la em palavras, colocá-la em notas. Nós a temos, mas não é percebido ainda”.
“Se você nos visse trabalhando no estúdio algumas vezes, você estaria coçando a cabeça tentando descobrir o que estávamos fazendo, sobretudo, se tivermos a sensação de que estamos em algo bom. Nós eventualmente chegamos lá. E 'Where the Streets Have No Name' é um grande exemplo, que levou semanas de trabalho para acontecer. E ficou perto de deixar Brian Eno louco no processo. Quanto mais a banda trabalhava na canção, mais ele se ressentia. Chegou um momento que ele ficou tão frustrado com a quantidade de tempo dedicada para 'Where the Streets Have No Name', que ele queria apagar o multi-track”. “Está certo”, The Edge recorda. “Nós não estávamos no estúdio naquele momento e ele pediu ao engenheiro assistente (Pat McCarthy) para sair da sala. Ele realmente tinha decidido fazer isso. Mas o engenheiro assistente não saiu. Ele ficou na frente do gravador, dizendo, ‘Brian, você não pode fazer isso’. E ele não fez. Mas foi por pouco.”
A versão de estúdio da canção foi compilada à partir de vários takes diferentes.
No final foi Steve Lillywhite, ao invés de Eno, quem mixou o produto final. “Demorou uma eternidade para chegar à essa faixa”, Daniel Lanois disse à Rolling Stone. “Tínhamos este quadro gigante com o arranjo escrito nele. Eu me sentia como um professor de ciências os conduzindo. Para obter a ascensão e queda, a dinâmica da música, levou um longo tempo”.
Ascensão e queda? Faz parecer quase sexual, um pensamento que pode não estar muito longe da verdade. Bono certamente soa inquieto e agitado como se ele se lançasse em uma confissão: “I wanna run/I want to hide/I want to tear down the walls/that hold me inside/I want to reach out/And touch the flame/Where the streets have no name”.
“Tem sido um tema todo o caminho através da música do grupo”, ele diz. “Neste sentido, de querer correr, querendo dar o impulso do caçador. Eu sempre acho que há dois tipos, caçador e protetor. Ou pra mim existe de qualquer forma. Se eu me submeto a um, eu serei um animal. E se eu me submeto ao outro, eu serei completamente domesticado. Algum lugar entre os dois é onde eu vivo”.
Todos nós sentimos o peso esmagador da domesticidade de uma forma ou outra em momentos diferentes. 'Where the Streets Have No Name' expressa o correspondente desejo de fugir. Mas também captura a necessidade desesperada de anonimato que alguém na posição de Bono freqüentemente sente: onde as ruas não têm nome, nem as estrelas.
O título, sem dúvida, baseia-se no tempo que Bono e sua mulher Ali passaram na Etiópia em 1986. Eles foram para lá como voluntários, trabalhando com agências de ajuda humanitária, distribuindo comida e auxiliando com saúde e iniciativas educacionais. Bono voltou à Irlanda, para o mundo ocidental, com um profundo sentimento do vácuo no coração da vida contemporânea. “O espírito das pessoas que eu encontrei na Etiópia era muito forte”, Bono disse. “Não há dúvida de que, mesmo em situação de pobreza, eles tinham alguma coisa que nós não tínhamos. Quando voltei, percebi que as pessoas no Ocidente são como crianças mimadas”.
Um dos pontos fortes da música é que nunca é muito clara, onde as ruas sem nome estão, ou precisamente o que a frase quer dizer. Ele poderia estar falando sobre o Céu. Talvez até mesmo oferecendo-nos um vislumbre de algum tipo de inferno particular. “Eu posso olhar para isso agora”, Bono diz, “e reconhecer que 'Where the Streets Have No Name' tem um dos mais banais dísticos na história da música pop. Mas também contém algumas das melhores idéias. De um jeito curioso, que parece funcionar. Se você tiver de qualquer maneira um peso sobre essas coisas, você não se comunica. Mas se você esbravejar ou descartar isso, então você faz. Que é um dos paradoxos com que eu tive que entrar em acordo.”
Outra inspiração de Bono para a composição foi a de uma história que ele ouviu falar sobre as ruas de Belfast, sobre a idéia de que é possível identificar a religião e renda de uma pessoa com base na rua em que vivem. Ele lembra: "Isso me disse algo, e então eu comecei a escrever sobre um lugar onde as ruas não têm nome."


A canção tem uma longa introdução, e Bono só começa cantar à 1 minuto e 46 segundos da faixa.
Ela pode ser encontrada em diversas formas na discografia do U2:
  • A versão do álbum 'The Joshua Tree'.
  • A versão do single, com backing vocais extras do Edge.
  • A versão editada da coletânea 'The Best Of 1980-1990'.
  • A versão "New Mix" da coletânea '18 Singles'.
  • A versão ao vivo do single 'Please', que foi gravada na Popmart Tour em Rotterdam.
  • A versão ao vivo do single de 'Electrical Storm', gravada na Elevation Tour em Boston.
  • A versão lançada no 'Duals', com a gravação ao vivo no show da turnê 360° em Pasadena, mixada com vocais do Soweto Gospel Choir.
O VIDEOCLIPE:

27 de Março de 1987: Num telhado da baixa de Los Angeles, um concerto do U2 que durou 20 minutos no telhado de uma loja de bebidas (Republic Liquor Store na 7th com a principal no centro de Los Angeles).
Esta apresentação resultou no vídeo de “Where The Streets Have No Name”. A performance do U2 teve a intervenção da polícia, depois que milhares de fãs da banda invadiram as ruas em redor do edifício, impedindo o trânsito.
Mini show para o público, algumas tomadas gravadas e objetivo atingido: a gravação do clipe com a atmosfera que se criou em redor da atuação.
Na sequência do ocorrido, após a polícia ter cortado a energia, Bono e Paul McGuinness foram detidos pelas autoridades, por conta da perturbação e do concerto não autorizado.
O vídeo da canção ganhou o Grammy Awards na categoria 'Best Performance Music Video', em 1989.

Turnê U2360° arrecadou 517 milhões de euros e é a mais rentável da história

É a turnê mais rentável da história da música. A 360º Tour, que em 2011 passou pelo Brasil, superou as expectativas e estabeleceu um novo recorde, deixando para trás os Rolling Stones que entre 2005 e 2007 voltaram aos palcos, arrecadando 392 milhões de euros. Nos últimos 26 meses, os irlandeses apresentaram-se em 30 países, conseguindo um valor recorde de 517 milhões de euros.
Os números foram revelados esta terça-feira pela Live Nation Entertainment, promotora da turnê. Ao longo dos últimos dois anos, nos cinco continentes, o U2 esgotou estádios e foram acrescentando novas datas ao calendário, devido à grande procura. No Brasil, a banda irlandesa passou por São Paulo em Abril de 2011 para três concertos, que esgotaram 4 meses antes dos espetáculos.
A promotora estima, com base nos ingressos vendidos, que a turnê teve no total, mais de 7,1 de milhões de espectadores.
U2360° começou dia 30 de Junho de 2009 em Barcelona, apenas cinco dias depois da morte de Michael Jackson, a quem a banda dedicou o concerto, prolongando-se até ao dia 30 de Julho de 2011, onde o U2 subiu ao palco em Moncton, no Canadá. Entre estas duas datas, a banda deu nem mais nem menos que 110 concertos.
Na Europa, a passagem do U2 ficou marcada pela estreia na Rússia e na Turquia, seguindo depois para a Austrália e a Nova Zelândia. Em 2011, a banda liderada por Bono viajou até à África do Sul para dois concertos, em Cape Town e Joanesburgo, durante a Copa Do Mundo de Futebol. Tiveram o maior público de sempre num concerto no México, onde 108.800 mil pessoas foram ao Estádio Azteca.
Em Portugal, a banda irlandesa passou por Coimbra em Outubro de 2010 para dois concertos.
A turnê 360º foi uma das maiores de sempre da banda, envolvendo uma enorme logística em torno de cada concerto. O cenário era constituído por uma imensa estrutura metálica em forma de aranha, apelidada de “The Claw” (“A Garra”), que media 50 metros e pesava 390 toneladas. Cada preparação do concerto envolvia cerca de 50 caminhões e centenas de trabalhadores.
Ao longo de dois anos, em palco o U2 prestou não só homenagens à Michael Jackson e Amy Winehouse, como também à Aung San Suu Kyi, a opositora birmanesa, e entraram em contato com os astronautas da Estação Espacial Internacional, para uma pequena conversa sobre a necessidade de defender o planeta.
Bono teve ainda uma lesão nas costas que o obrigou a ser operado de urgência e à adiar alguns concertos, mais tarde concretizados, como aconteceu com o Glastonbury, no Reino Unido. A banda seria 'Headline' na edição de 2010, mas devido ao cancelamento, isso só aconteceu neste ano de 2011.
“Esta turnê foi um sucesso brilhante em todos os níveis e todos os envolvidos devem ficar extremamente orgulhosos. O U2 mais uma vez estabeleceu um novo padrão de realização, talvez para sempre”, disse em comunicado, Arthur Fogel, um dos responsáveis da Live Nation.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Os "cabeças" da produção da turnê 360°, no telão da última apresentação

Na performance de "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight" no último show da turnê 360°, que aconteceu em Moncton; o U2 homenageou a equipe de produção da turnê.
Membros desta equipe apareceram no telão, substituindo aquele vídeo de Bono, Edge, Adam e Larry batendo palmas, que marcou a performance da música em todas os outros shows da turnê.

Turnê 360° termina com Adam Clayton na guitarra e The Edge no baixo

A última canção tocada pelo U2 na turnê 360° terminou com uma inversão de papéis: os fãs mais atentos podem perceber no vídeo divulgado pelo site U2.com, que Adam Clayton toca guitarra e The Edge toca baixo na performance.
Esta troca de posições já tinha acontecido em outras performances ao vivo de '40', na turnê Vertigo, nos anos de 2005/2006.

Stop Sellafield # Parte 03

"EU ME SINTO como um idiota nestas Wellies," disse Larry enquanto caminhava pelo Solo pisando forte nas suas botas de borracha ("Wellingtons") que foram aconselhados a recolocar antes de caminharem na água atômica. Enquanto o U2 se preparava para embarcar no seu bote que os iria levar para terra, a organizadora do Greenpeace subitamente notou que Bono não tinha suas Willies calçadas, mas as suas própria botas de motociclista. "Você não pode usar isto!" Ela insistiu. "Aquela água é radioativa! Qualquer coisa que você usar nela terá que ser colocada fora depois!" "Tudo bem," disse Bono. "Meus pés não vão se molhar." "Você não entende," ela disse. "Com o peso dos barris, os botes não os levarão até a margem. Vocês teram que caminhar na água!"
"Molhar os meus pés!" Bono falou, adotando um sotaque mimado, Spinal Tap. "Ah, não, não, não, está tudo cancelado!" Após uma procura rápida não encontraram um par extra de botas de borracha no Solo. A exausta líder do Greenpeace disse, "Está tudo bem, Bono. Eu sei que você pode caminhar sobre a água." Um trocadilho com a canção escrita por Bono, 'Walk To The Water'.
Enquanto se preparavam para embarcar em um dos dois botes os levaria para terra, os organizadores do Greenpeace impediram Bill Flanagan de embarcar. 'Isto é o mais longe que você vai. Daqui para a frente apenas os membros do U2 e a equipe de filmagem'. Bill desanima por um minuto, e então se dá conta que nas roupas com capuz todos se parecem iguais. Então ele foi até um dos membros da filmagem, bateu no ombro dele e lhe disse que ele tem que voltar e buscar um colete salva-vidas. Assim que ele sai, Bill toma o lugar dele no bote, onde o comissário do Greenpeace conta as cabeças e dá ordens para partirem. E lá foram eles.
Enquanto o bote de borracha do U2 deslizava sobre as ondas em direção à margem nuclear, a tensão que esteve presente durante todos os preparativos para a aventura deu lugar a um estado de espírito Monty Python. Mesmo assim, enquanto o bote das câmeras passava por eles, os membros da banda e McGuinness se elevaram em poses sérias, até heróicas.
O objetivo principal desta expedição era dar aos jornais e à TV uma imagem que iria focalizar a atenção, mesmo que no segundo parágrafo, no perigo que era a usina de Sellafield. Então, enquanto eles se aproximavam da margem, o U2 se focalizava no objetivo.
Aproximando-se da terra, o U2 pode ver os ativistas do Greenpeace, em roupas anti-radioativas brancas, alinhados como um exército de fantasmas na linha onde a praia pública se transformava na terra de homem nenhum da ordem judicial. Eles puderam ver repórteres e câmeras. Eles puderam ver policiais com fotógrafos, un 800 metros dentro das terras de Sellafield, tirando fotos do U2 com câmeras com flash num dia de sol. Atrás dos portões da usina também estavam os camburões. (Camburões: outro símbolo do desdenho pelos Irlandeses.)
O bote do U2 chegou tão perto da margem quanto possível e então, antes que o Bono tivesse oportunidade de molhar os sapatos, um enorme membro do Greepeace adentrou na água salgada, pegou Bono no colo e o carregou até a praia.
Bono levantou os braços enquanto era levantado, acenando "V" com os dedos para os repórteres que corriam até ele, clicando e fotografando. Bono foi depositado na areia e então ele se virou e encarou nobremente o Solo, os jornalistas dançavam ao redor dele como se ele fosse um "maypole" (um poste alto que é tradicionalmente erigido para as celebrações do May Day (primeiro de Maio, celebração da chegada da Primavera), geralmente decorado com flores e longas fitas coloridas atadas ao topo).
Nenhum único repórter prestou atenção ao Edge e ao Adam, de pé na água lutando para erguerem seus barris de areia envenenada. Enquanto as câmeras capturavam Bono de todos os ângulos, o grunhido de Edge e Adam passava despercebido , enquanto eles arrastavam o seu fardo radioativo.
Na linha da maré alta, o U2 largou os seus barris e convocou uma conferência de imprensa. "Eu na verdade não acredito que vão continuar com Sellafield 2," Bono disse aos repórteres. "Dizem que o pessoal dos altos níveis estão muito nervosos com isto. Eles acabaram de gastar milhões de libras nela - ninguém quer admitir que foi um erro, então eles têm que continuar. Vai ser um grande escândalo mais tarde, quando os fatos reais forem divulgados. Isto é tudo o que podemos fazer - trazer os fatos à tona. Nós somos uma banda de rock and roll! É um pouco absurdo nós termos que nos vestir como filhos da puta pretensiosos para defender algo."
Depois de todas as fotos terem sido tiradas e as perguntas de todos os repórteres terem sido respondidas, McGuinness e o U2 se reuniram. O ônibus que os trouxe até o mar deu um jeito de chegar até lá. Se eles caminharam um quilômetro e meio praia abaixo, eles podiam embarcar no ônibus e partir, em vez de terem que voltar ao Solo. A idéia agradou a todos. Eles se afastaram do reator, eventualmente chegando a uma cidade. As crianças locais arregalaram os olhos ao verem esta falange de criaturas em roupas brancas surgindo às margens.
Edge foi o primeiro a sair da praia e um jornalista que estava a espera num telefone público conectou o guitarrista como uma entrevista ao vivo numa rádio. Os garotos locais começaramm a se cutucar e suspirar espantados, "É o The Edge!" Um garoto chamou o seu amigo ainda menor, "Richie! Você quer ver o Bono? Lá está ele!" O garoto menor correu até lá e olhou espantado. Ele viu uma figura encapuçada numa roupa anti radioativa. "Aquele é o Bono?"
As crianças começaram a fazer fila para os autógrafos. O U2 despiu seus materiais de proteção e os depositou num saco do Greenpeace. Bono foi aconselhado a colocar fora as suas botas de motociclista - mesmo que elas nunca tenham tocado a água, a areia de Sellafield é perigosa. Bono riu para deixá-los de lado. Então um casal local se aproximou e começou a desabafar com os ativistas do Greenpeace. "Nosso filho morreu de leucemia causada por causa daquela usina!" disse o marido furioso. "Vocês vêm aqui passar o dia e depois vão embora! O que é que vocês sabem! Nós temos que viver com isto o tempo todo!" Ele saiu furioso. A esposa dá um tapa no voluntário do Greenpeace, então se vira e segue o marido.

(continua......)
Do livro "U2 At The End Of The World"
Tradução: Forum UV Brasil

ATM Machine

"I was punching in the numbers at the ATM Machine..."
ATM Machine, que aparece nesta linha da canção 'Moment Of Surrender', lançada pelo U2 no álbum 'No Line On The Horizon'; é o que conhecemos por caixa eletrônico, ou Banco 24 Horas, um dispositivo eletrônico que permite que clientes de um banco retirem dinheiro e verifiquem o balanço de suas contas bancárias sem a necessidade de um funcionário do banco.
Os caixas eletrônicos são conhecidos por muitos nomes, alguns mais comuns em alguns países do que outros. Enquanto alguns nomes em uso são genéricos, outros são marcas registradas, identificando certas redes de caixas eletrônicos. É o caso do ATM (Automatic Teller Machine) nos Estados Unidos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A última canção da turnê U2360º

O site U2.com disponibilizou um vídeo de "40', a última canção tocada na turnê 360°, no show em Moncton:

As borboletas de Damien Hirst, no video de fundo utilizado pelo U2 no festival de Glastonbury

Damiel Hirst é um artista que faz uso de muitos símbolos, arquétipos e ícones universais em sua linguagem.
Na apresentação do U2 em Glastonbury, a abertura com a canção 'Even Better Than The Real Thing' trouxe um vídeo de fundo especialmente encomendado deste artista britânico, e dirigido por Vanessa Wood.
O vídeo traz muitas borboletas, uma das obsessões iconográficas de Damien Hirst.
O significado essencial da borboleta baseia-se em sua metamorfose de ovo para lagarta e da crisálida, presa à rigidez da morte, para inseto alado com cores brilhantes, voltando para a luz do sol. Por isso, na antiguidade, já era considerada um símbolo da alma, pelo fato de não se extinguir após a morte física.
Em suas telas que representam borboletas, Hirst não faz aparentemente referência à origem, a lagarta. As suas borboletas fazem uma variação do tema sobre o tema. Um enorme mosaico composto de centenas e centenas de asas de borboletas formam uma borboleta e a enquadram. Um verdadeiro mosaico composto de asas verdadeiras de borboletas mortas.
Encontramos as borboletas nas mandalas de Damien Hirst. Fabulosamente coloridas e feitas em telas redondas com asas de borboletas, estas telas nos lançam no universo mágico da mandalas.

‘The Pilgrim and His Lack of Progress’: o título de trabalho da canção 'In A Little While'

Bono: 'In a Little While' é claramente endereçada para a Sra. "pequena garota com olhos espanhóis, quando eu a vi pela primeira vez em um carrinho de bebê pelo qual eles a empurravam / Meu Deus, como você cresceu...."
Eles costumavam me chamar de seqüestrador de crianças na escola porque eu saía com uma garota de um ano a menos. Eles dizem que um ano é muito no show business. Na escola, é o tempo de uma vida. Ela é cantada com uma voz que está preparada durante toda a noite.
Eu tive essa idéia de escrever sobre a natureza temporal do ser, mas fazer isso de ressaca dá um ar mais de comédia e materialismo que balanceia as pretensões filosóficas. Isso realmente é uma desculpa. "Daqui a pouco, esta ferida não irá mais doer, eu estarei em casa, amor".
Eu sou bom em músicas de desculpas. Eu tenho que ser.
Há uma bela tangente no meio dessa música. "Um homem sonha um dia em voar / Um homem pega um foguete para o céu / Ele mora em uma estrela que está morrendo na noite / E segue no rastro, o dispersar da luz". Isso é a divina comédia. Cristo descreveu o povo reunido como ovelhas, o que eu considero uma das melhores metáforas da humanidade. Há uma certa graça nisso. Você alguma vez já viu um rebanho de carneiro? Ninguém manda. Elas mudam de direção sem uma lógica aparente. Eu amo a idéia dos seres humanos (e não leve isso para o lado pessoal, porque eu sou um deles) acreditarem que eles estão no comando do seu próprio destino. Por todo o progresso e todo esclarecimento que nós temos, eu nos vejo quase que tombando por aí. Existe um pouco de audácia nos seres humanos, que os coloca no centro do universo. Eu sou capaz de fazer isso de diversas maneiras, argumentando com O Todo Poderoso, fazendo acordos. A grande questão, para mim, não é se nós acreditamos em Deus, mas, muito mais importante, se Deus acredita na gente.
Nos anos sessenta e setenta, nós estávamos colocando um homem na lua, estávamos criando medicamentos que iriam aumentar a expectativa de vida das pessoas, e tudo era possível através do progresso. Nos anos oitenta e noventa estava claro que nós não tínhamos lidado com os grandes problemas e era difícil ser otimista quanto ao progresso. Nós podíamos mandar foguetes para o espaço, mas estávamos destruindo o nosso próprio meio-ambiente. Nós temos os medicamentos, mas não os damos para as pessoas que estão sofrendo de alguma praga, como a AIDS. No final do século XX, as pessoas deveriam realmente se orgulhar do que eram capazes de fazer, mas ainda não era o suficiente. Nós temos que achar novas respostas para essas questões. Os problemas do mundo não serão todos resolvidos pela ciência. Esses grandes problemas foram substituídos pela pobreza e depressão e ultimamente pelo coração humano e sua ambição. O que está realmente claro nesse momento. Eu tenho certeza que em cinqüenta anos, quando os historiadores estiverem olhando para esse período, eles irão dizer, ‘Oh, foi quando o século XX acabou com a gasolina, na pista, no final’. É um novo jogo no século XXI. Todas essas coisas estavam na minha cabeça enquanto eu estava escrevendo essa linda pequena música pop. Essas tangentes fizeram a música para mim. 
No início, ela tinha o título de ‘The Pilgrim and His Lack of Progress’ (O Peregrino e Sua Falta de Progresso).
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