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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

U2 em estúdio 1994/1995: criando 'Original Soundtracks 1'


As gravações que originou o álbum 'Original Soundtracks 1', do projeto Passengers:

Em novembro de 1994, os integrantes do U2 se reúnem novamente, em um pequeno estúdio aos arredores de Ladbroke Grove em Londres, para ver se estão em forma depois de um ano separados. Oficialmente, eles não irão lançar um álbum até a Primavera de 1995.
Adam chegou e começou a programação de teclados. Larry tocou alguns padrões complicados de bateria que impressionou Bono. "Eu sou o menos surpreso que Larry pode tocar assim", Bono diz.
Com Brian Eno se juntando à banda, começam as improvisações. Ele pressiona a banda a tentar todo tipo de improvisação, como a de trocarem os instrumentos.
Edge se encontra tocando muito baixo e Bono consegue algo impressionante na guitarra, no estilo de Edge. Durante uma improvisação com Bono na bateria, o guitarrista Larry consegue um espumante riff inspirado pelo então atual e bem-sucedido filme 'Pulp Fiction', que está na boca de todos. Bono diz que uma das grandes coisas sobre essa experimentação é que às vezes uma canção completa acaba brotando para marcar uma vida para os quatro integrantes. "Uma verdadeira canção estilo Elvis apareceu na noite passada." Eu acho que temos umas 80 peças já juntas." Ele pára um momento e acrescenta: "Claro, 50 delas é horrível, mas ainda assim..."
Apesar dessas "peças horríveis", gravaram um monte de material interessante. Bono ressalta que Tóquio aparece por todas as improvisações. "Eu pensei que teríamos de retornar ao Japão para obter esse espírito de volta", diz ele, "mas está com a gente." "Talvez seja apenas o grupo projetando para a última vez que tocaram juntos, que foi no Japão, mas isso é incrível que depois de quase um ano, esse sentido e inspiração que paira sobre Tóquio continua chegando à música do U2 neste momento."
Uma improvisação chamada "Tokio Fast Bass" surge, e mergulha e ziguezagueia com o frenesi pouco organizado da estação de trens de alta velocidade.
"Fleet Click" é outra, deixa atordoado, como uma daquelas noites nos becos escuros de néon, mas o que é incrível, ao contrário de quase todo acompanhamento rítmico que já se ouviu uma banda criar, é que não sugerem qualquer limitação sobre no que poderia culminar. A peça pode ir a qualquer lugar.
Algumas improvisações chegam ao ridículo, como em um experimento em que Edge, Adam e Bono tocam um padrão obscuro em fá menor, que parece um pouco "Ocean" do Velvet Underground, enquanto Eno fez Larry tocar no teclado uma melodia alegre em escala maior, que soa como uma "máfia japonesa".
Eno chama o resultado "Black And White", porque três da banda estão tocando notas obscuras (menores), e Larry está tocando notas claras (maior). É uma ideia inteligente, mas ainda parece terrível. O U2 não se preocupa. Eles estão se divertindo e fazendo a música que ninguém ouviu, enquanto Eno coloca em uma tela de TV pedaços de desenhos animados e peças de velhos filmes para mantê-los inspirados.
Durante o jantar após o trabalho no estúdio, Edge anuncia que isto não é uma sessão típica do U2. Isto é 'Bono, Edge, Larry, Adam e Eno'. Ele diz que este grupo de cinco tem uma dinâmica totalmente diferente dos quatro membros do U2 e merece um nome diferente.
E votam em 'Babel' (título que já havia sido cogitado para ser utilizado na canção "Zooropa").
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